- Pronto, terminei. — Gritou Hermione feliz.
- Então prepare mais, eu e Rony vamos até lá. —Falou Harry.
- Mas...? — Começou Hermione.
- Hermione você não acha que só isso vai dá para nos três irmos e voltarmos, e depois passarmos por todas as outras chamas até o final desse corredor? —Perguntou Rony apontando pro frasco que Hermione segurava.
- E outra. Não podemos nos arriscar os três de uma vez, se algo der errado, você volta e busca ajuda. Tenho certeza que basta o Rony para me ajudar lá e eu preciso de você aqui. — Completou Harry sorrindo para a amiga.
- Tudo bem, mas só porque o Rony jamais conseguiria preparar essa poção. — Falou Hermione rindo da cara fechada de Rony.
Harry bebeu metade da poção que Hermione preparou, ele sentiu como se tivesse bebido gelo, entregou o resto do frasco para Rony e enfiou sem medo a mão no fogo, Hermione se assustou quando ele fez isso, mas ele se virou para ela sorrindo.
- Por você eu ponho minha mão no fogo.
- Engraçadinho.
- Pronto Rony?
- Pronto Harry!
- Então vamos. — Os dois começaram a caminhar por entre as chamas, sentindo elas lamberem seus corpos, mas sem sentir nenhuma queimadura.
Chegando ao final do corredor, eles pararam diante das duas taças. — Fácil de mais. Tem mais alguma coisa aqui.
Rony tentou pegar as taças, a de Helga Hufflepuff estava muito bem presa, mas a outra estava solta.
- Sem chance de essa ser a Horcrux, né? —Perguntou Rony erguendo a taça solta com cara de desanimo.
- É a outra, eu a vi na Penseira de Dumbledore. —Falou Harry.
- Como será que a tiramos daqui? — Quando Rony foi depositar de volta à outra taça, reparou que ali tinha um pequeno círculo na pedra. — O que será isso?
Harry começou a examiná-lo e também a taça de Hufflepuff. Ela parecia estar a alguns milímetros afundada na pedra.
- Acho que teremos que fazer com que a falsa afunde esse círculo na pedra, para que levante a outra a soltando. — Falou Harry fazendo força no centro do círculo com a mão, como que para tentar afundá-lo.
- Isso, como uma balança. — Exclamou Rony depositando a taça falsa no círculo novamente.
- Vamos tentar enchê-la, quem sabe se aumentarmos o peso ela afunda. — Sugeriu Harry.
Rony encheu a taça de água até a borda, mas essa não afundou nem um milímetro.
- Vamos tentar algo mais pesado, que tal chumbo? — Sugeriu Rony.
- Tente, mas eu acho que não vai dar certo... —Falou Harry pensativo.
- É, nada. — Falou Rony desanimado fazendo o chumbo sumir.
- Eu acho que a gente já aprendeu o suficiente com Tom para saber que o que mais pesa para ele é o sangue. — Falou Harry pensativo. — Rony você acha que você da conta de me carregar?
- Você tem comido um pouco demais, mas continua magrelo. Com certeza eu dou conta. — Falou Rony ainda olhando para a taça, mas quando se voltou para o amigo sua expressão mudou completamente. — Você não está pensando...?
- Sim, vou encher a taça com o meu sangue, o sangue que corre nas veias de Tom é o mesmo que corre nas minhas, se estivermos certos a dizer que ele colocou essa Horcrux aqui depois da ressurreição dele, lá no cemitério, o meu sangue, ou seja, o sangue dele é o único que pode pesar mais do que qualquer outra coisa. — Disse Harry e sem dar tempo para Rony protestar continuou. — Eu vou encher a taça, você pega a Horcrux e sobre hipótese alguma tentará destruí-la, Dumbledore perdeu a mão por isso, você vai levá-la daqui, e nós juntos vamos descobrir um jeito de acabar com ela sem nos machucarmos.
Antes que Rony abrisse a boca para protestar, Harry já havia cortado o pulso esquerdo com a varinha e despejava o seu sangue dentro da taça, foi com um sorriso fraco que alguns minutos depois ele falou:
- Tá dando certo, aconteça o que acontecer a mim, leve a taça embora daqui e descubra um jeito de destruí-la. Se eu desmaiar antes dela se soltar, me segure e continue a deixar meu sangue encher a taça até que a Horcrux fique livre.
- Você vai ficar bem. — Falou Rony triste ao ver o amigo enfraquecendo com a perda rápida de sangue.
- Sempre se lembre Rony de acender uma luz quando estiver nas trevas. — Dizendo isso Harry sentiu seus olhos pesarem e desmaiou.
- Por que a porta não quer abrir? Eu já passei o meu sangue nela. — Falava Hermione. — Se eu continuar a sangrar vou acabar desmaiando também.
- Os três.
- Anh? — Hermione se admirou ao ouvir Harry que estava a pouco desacordado por fraqueza.
- Os três, O Puro sangue, O Mestiço e o Nascido Trouxa. — Falou Harry fraco esticando o braço esquerdo e vendo que o corte já estava fechado.
- Você não podia continuar sangrando, eu fechei o seu corte antes de pegar a Horcrux. — Falou Rony sorrindo para o amigo.
- Fico feliz por você não me chamar de Sangue-Ruim e sim de Nascida Trouxa. — Falou Hermione recolhendo com a ponta da varinha algumas gotas de sangue de Harry.
- Nunca experimentei o seu sangue pra saber se é ruim, como posso dizer? — Harry sorriu e Hermione também ao ver que o amigo estava melhorando e não corria mais riscos.
- Pronto. — Falou Rony após colocar do seu próprio sangue na porta. — Vamos logo para a estalagem.
Chegando na estalagem onde estavam hospedados, Rony e Hermione carregando Harry pelos braços. Eles subiram direto para o quarto para não chamar a atenção.
Rony e Hermione colocaram Harry na cama e Hermione preparou e deu para Harry uma poção para recuperar o sangue perdido.
- Amanhã pela manhã você estará melhor e poderemos ir. — Falou Rony.
- Eu quero antes visitar os túmulos dos meus pais. — Falou Harry ainda muito fraco.
- Tudo bem, mas iremos para onde depois daqui? — Perguntou Rony.
- Já conseguimos uma Horcrux e eu estou muito fraco, acho que podemos descansar alguns dias n’A Toca. — Falou Harry sorrindo.
- Mamãe vai adorar. — Comentou Rony visivelmente feliz.
- Eu também, sinto falta da comida dela. — Falou Harry se lembrando do quanto a Sra. Weasley tentava agradá-lo preparando os pratos favoritos dele. — Vamos dormir agora para acordarmos cedo amanhã.
Os três foram dormir, e logo pela manhã quando Harry acordou, ele já se sentia melhor, mas ainda fraco.
Harry desceu para tomar o café sem acordar os amigos, ele se sentiu um pouco zonzo ao descer as escadas, mas se sentiu melhor quando chegou e se sentou à mesa.
A atendente que lembrava Hermione veio atendê-lo toda sorridente.
- Bom dia, em que posso ajudá-lo? — Perguntou a moça.
- Primeiro eu gostaria de um café super reforçado e depois gostaria de uma informação. — Falou Harry amigavelmente.
- Que informação? — Perguntou a atendente curiosa.
- Gostaria de saber onde fica o cemitério da cidade, vim visitar os túmulos de uns conhecidos. —Falou Harry tristemente.
- Fica atrás da capela da cidade, na última rua descendo para o norte. — Respondeu a jovem apontando com a mão a janela por onde se via um beco e depois uma capela branca. — Lá.
- Muito obrigado agora você pode trazer o café? — Agradeceu Harry.
A moça confirmou com a cabeça e um sorriso, e saiu, alguns minutos depois Rony e Hermione se juntaram a ele.
- Por que você não nos acordou, cara? —Perguntou Rony que com certeza só tinha levantado porque Hermione o obrigou.
- Ficamos preocupados. — Falou Hermione.
- Eu estou bem, só resolvi deixar vocês dormirem um pouco mais.
- Já pediu o café? — Perguntou Hermione procurando a atendente com o olhar.
- O meu já, eu não sabia o que vocês iriam querer. Já sei onde é o cemitério. — Comentou Harry sem demonstrar nada.
- É, quem te informou? — Perguntou Rony muito interessado.
- A garçonete. — Hermione não gostou muito da resposta que Harry deu.
- Ela parece ser legal. — Comentou Rony.
- É, mas nós vamos embora ainda hoje, só vamos até o cemitério e depois partimos. Então não vai sobrar tempo para apresentações. — Falou Harry dando um olhar sério a Rony sem que Hermione, de cara fechada, percebesse.
- É mesmo, vamos tomar logo o café então. —Falou Rony entendendo o olhar do amigo.
- Onde fica o cemitério então? — Perguntou Hermione para Harry, mas ela ainda olhava Rony de cara fechada.
- Atrás daquela capela branca. — Falou Harry apontando pela mesma janela que a atendente. — É só descer por aquele beco.
- Não vamos demorar pra chegar lá. — Comentou Rony se virando para ver a janela que Harry apontava por cima do seu ombro.
- E nem vamos nos demorar lá também, só quero visitar os túmulos, mas não quero ficar lá por muito tempo. — Comentou Harry tentando esconder a tristeza.
- Estaremos ao seu lado, Harry. — Falou Hermione colocando a mãos no ombro do amigo.
- É cara, pra tudo, sempre estaremos ao seu lado. — Falou Rony imitando o gesto de Hermione.
Harry limitou-se a sorrir e quando a atendente trouxe o seu café, Rony sem nem dar atenção a ela falou que queria o mesmo e Hermione falou sorrindo que não tinha muita fome e provaria do dele.
A garçonete saiu com um olhar ofendido e não demorou muito a trazer mais uma bandeja com pães, frutas, suco e leite para Rony. Hermione logo se adiantou a servi-lo e se servir.
Os três terminaram o café e saíram em direção a capela branca.
|