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32. Capítulo 31


Fic: Tudo por Amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry se deu conta de que Gina ficava levemente tensa quando ele se aproximou por trás, e suas imprevisíveis reações por ele o desconcertaram. Em lugar de tomá-la em seus braços e beijá-la, que era o que teria feito com qualquer outra mulher que conhecesse, iniciou um método mais sutil para levá-la para onde queria. Colocou as mãos nos bolsos da calça, olhou-a através do vidro da janela, assinalou o som com a cabeça e perguntou com zombadora formalidade:


— Concede-me a próxima dança, senhorita Weasley?


Gina se virou, sorridente e surpreendida e Harry se alegrou de forma desmedida pelo só feito de vê-la contente. Afundou as mãos ainda mais profundamente nos bolsos antes de voltar a falar.


— A última vez que tirei para dançar uma professora estava convenientemente vestido para a ocasião, com camisa branca, gravata marrom e meu traje azul marinho preferido. Mas apesar de tudo ela não quis dançar comigo.


— Sério? Por que?


— Talvez tenha me considerado muito baixo.


Gina sorriu, porque Harry devia medir pelo menos um metro e oitenta e sete, e pensou que devia estar brincando. Em caso contrário, a mulher seria uma espécie de giganta.


— Sério que era menor que ela?


Harry assentiu.


— Quase noventa centímetros. Entretanto nesse momento eu não considerava que esse fosse um obstáculo grave, porque estava loucamente apaixonado por ela.


Nesse momento, Gina entendeu e deixou de sorrir.


— Que idade tinha?


— Sete anos.


Gina o olhou como se compreendesse que o desprezo dessa professora tinha doído nele. E agora que Harry pensava nisso, assim tinha sido.


— Eu nunca o teria recusado, Harry.


O tom entrecortado de sua voz e seu olhar suave foram mais do que Harry podia suportar. Hipnotizado pelos sentimentos que cresciam em seu interior, tirou as mãos dos bolsos e lhe estendeu uma em silêncio, enquanto a olhava com intensidade. Ela colocou sua mão na dele, Harry rodeou com o braço sua estreita cintura, aproximou-a de si enquanto a voz incrível de Streisand cantava os primeiros versos de People.


Harry sofreu um estremecimento ao sentir as pernas e os quadris de Gina em contato com os seus e quando ela apoiou uma bochecha contra seu peito, o coração começou a lhe bater em um ritmo desenfreado. Ainda nem sequer a tinha beijado, e o desejo já batia em todos os nervos de seu corpo. Para distrair-se, tratou de pensar em um tema de conversa apropriado que o conduzisse a sua meta sem estimulá-lo imediatamente mais do que já estava. Ao recordar que a ambos resultou divertido brincar sobre a roda do automóvel que ele furou, decidiu que seria bom para os dois rir sobre esses acontecimentos que, em seu momento, não tiveram nada de graciosos. Entrelaçou seus dedos com os dela e apoiou a mão da Gina contra seu peito, enquanto sussurrava:


— A propósito, senhorita Weasley, com respeito a sua viagem não programada em snowcat do dia de hoje...


Ela o seguiu imediatamente. Jogou atrás para cabeça e o olhou com uma expressão de inocência tão exagerada que Harry teve que fazer um esforço para não rir.


— Sim? — Perguntou.


— Onde diabos estava pensando ir quando andou pela beirada da montanha como um foguete e desapareceu?


A risada estremeceu os ombros de Gina.


— Aterrissei nos braços de um enorme pinheiro.


— Isso foi muito inteligente — brincou ele. — Permaneceu seca e me instigou a agir como um salmão louco nesse arroio gelado.


— Essa parte do assunto não teve nada de gracioso. Em minha vida, nunca vi uma atitude mais valente que a que teve hoje.


O que o derreteu não foram as palavras de Gina, e sim sua maneira de olhá-lo... A admiração que havia em seus olhos, em seu tom de voz. Depois do julgamento humilhante e dos deshumanizantes efeitos da cadeia, já era alentador que o considerassem um ser humano em lugar de um monstro. Mas que Gina o olhasse como se fosse um ser valente, decente e valioso, foi o presente mais precioso que já havia ganho em sua vida.


Teve vontade de espremê-la em seus braços, de perder-se em sua doçura, de envolvê-la ao redor de seu corpo como uma manta e de enterrar-se dentro dela; queria ser o melhor amante que ela tivesse tido e que essa noite fosse tão memorável para Gina como seria para ele.


Gina notou que fixava o olhar em seus lábios e em um estado de expectativa que tinha remontado até alturas insuspeitadas durante a última hora, esperou que a beijasse. Ao dar-se conta de que Harry não pensava fazer isso, tratou de dissimular sua desilusão com um sorriso alegre e uma frase divertida.


— Se alguma vez for a Hogsmeade e conhecer Tim Martín, por favor não diga que dançou comigo.


— Por que não?


— Porque armou uma briga com a última pessoa com quem eu dancei.


Apesar de que era um absurdo, Harry experimentou a primeira pontada de ciúmes de sua vida adulta.


— Martin é algum de seus namorados?


Ela riu ao ver sua expressão sombria.


— Não, é um de meus alunos. É um desses tipos ciumentos...


— Bruxa! — Brincou ele, apertando-a contra seu corpo. — Sei exatamente o que deve ter sentido esse pobre menino.


Ela elevou os olhos ao céu.


— Realmente espera que acredite que acaba de ter ciúmes?


Harry cravou seu olhar faminto nos lábios da Gina.


— Faz cinco minutos – murmurou — teria assegurado que era incapaz de uma emoção tão baixa.


— Ah, não! — Exclamou ela, e em seguida adicionou com fingida severidade: — Está sobre atuando, senhor Astro Cinematográfico.


Harry ficou petrificado. Essa noite quando se deitasse com ela, se pudesse escolher entre Gina imaginando que faria amor com um prisioneiro ou com um astro de cinema, teria escolhido o primeiro sem vacilar. Pelo menos isso era real, não ilusório. Tinha vivido mais de dez anos de sua existência com essa imagem de troféu sexual.


Igual aos famosos jogadores de futebol, sua vida privada tinha sido invadida por admiradoras ansiosas por se deitar com Harry Potter. Não com o homem. Com a imagem. Em realidade, essa noite, era a primeira vez que estava absolutamente seguro de que uma mulher o queria por si mesmo, e se indignava ao pensar que talvez tivesse se equivocado.


— Por que me olha assim? — Perguntou ela com cautela.


— Porque você não me diz porque pensou nesse momento em falar "astro cinematográfico"?


— Minha resposta não vai agradar.


— Tente — desafiou ele.


Ante o tom de Harry, Gina entrecerrou os olhos.


— Muito bem, disse porque a falta de sinceridade me provoca uma enorme aversão. Harry a olhou, carrancudo.


— Não acha que poderia ser um pouco mais clara?


— É obvio — respondeu Gina, respondendo ao sarcasmo com uma crueldade pouco comum nela. — Disse, porque fingiu estar com ciúmes e em seguida piorou tudo ao tentar me convencer de que nunca, em sua vida inteira, havia sentido isso. E não só me pareceu uma atitude vulgar, mas também pouco sincera, sobre tudo porque eu sei, e você sabe que devo ser a mulher menos atraente com quem tem decidido flertar em toda seu vida. Além disso, considerando que não o sigo tratando como um assassino, agradeceria se não começasse a tratar a mim como... Como alguma dessas admiradoras a quem pode fascinar até o ponto de que desmaiem a seus pés quando diz uma frase bonita.


Gina notou tarde a tumultuosa expressão de Harry, e colocou o olhar em um de seus ombros, envergonhada de ter permitido que seus sentimentos feridos a levassem até tal exagero. Preparou-se para a furiosa resposta dele, mas depois de alguns instantes de detestável silêncio, voltou a falar com voz contrita:


— Suponho que não era necessário que fosse tão clara. Sinto muito. Agora é a sua vez.


— Vez de quê? — Retrucou Harry.


— Suponho que de me dizer que fui uma grosseira.


— Muito bem. Foi.


Tinha deixado de dançar, e Gina respirou fundo antes de animar-se a olhar seu rosto impassível.


— Está zangado, verdade?


— Não sei.


— O que quer dizer com isso?


— Quero dizer que, no que se refere a você, desde hoje ao meio dia não estou seguro de nada, e minha insegurança cresce por minuto.


Falava de uma maneira tão estranha, tão... Desequilibrada... Que Gina não pôde menos que sorrir. Duvidava muito de que alguma outra mulher, por formosa que fosse, o tivesse colocado nesse estado. Não sabia como tinha acontecido, mas se sentia bastante orgulhosa.


— Acho que eu gosto disso — disse.


Mas ele não estava divertido.


— Por desgraça, eu não.


— Ah!


— De fato, acredito que seria melhor se chegássemos a uma espécie de acordo claro a respeito do que acontece entre nós e do que queremos que aconteça entre os dois.


No fundo de seu ser, Harry sabia que estava agindo como uma pessoa completamente irracional, mas cinco anos de prisão, junto com os inquietantes acontecimentos emocionais e físicos do dia e da viagem, e essa espécie de montanha russa em que ela o tinha posto durante as últimas vinte e quatro horas, combinavam-se para fazer estragos em seu humor, suas emoções e sua sensatez.


— Bom, está de acordo?


— Eu... Suponho que sim.


— Muito bem. Fale você primeiro, ou quer que eu fale?


Ela tragou com força, entre temerosa e divertida.


— Fale você primeiro.


— A metade do tempo tenho a louca sensação de que você não é real... Que é muito cândida para ter vinte e seis anos... Que não é mais que uma menininha de treze anos que finge ser mulher.


Ela sorriu aliviada de que não houvesse dito nada pior.


— E a outra metade do tempo? — Perguntou.


— Faz eu sentir como se fosse eu que tivesse treze anos. — Pelo brilho divertido dos olhos de Gina, deu-se conta de que ela gostava disso, e Harry se sentiu perversamente impulsionado a jogar para o alto qualquer classe de ilusões que pudesse abrigar com respeito a ele e suas intenções para essa noite.


— Apesar das conclusões que tirou pelo que aconteceu hoje no arroio, não sou um cavalheiro andante. Não sou um astro de cinema, e estou muito longe de ser um adolescente cândido e idealista. Toda minha inocência e idealismo, desapareceram muito antes de perder minha virgindade. Não sou uma criatura, e você também não. Somos adultos. Os dois sabemos o que está acontecendo neste momento entre nós, e também sabemos exatamente aonde nos conduz. — A expressão risonha dos olhos de Gina foi substituída por algo que não era exatamente medo e que tampouco era irritação. — Quer que eu diga com todas as letras para que não haja possibilidade de engano com respeito a minhas intenções? — Insistiu Harry, observando que o rubor tingia as bochechas de Gina. Se perguntando por que saber que ele queria deitar-se com ela tinha apagado seu sorriso, Harry deliberadamente insistiu com o tema. — Minhas intenções não são nobres; são adultas e são naturais. Não temos treze anos, este não é um baile de estudantes, e não me debato ante a dúvida de poder ou não te dar o beijo de boa noite. Já é um fato que te darei esse beijo. A realidade é que te desejo, e acredito que você me deseja quase tanto como eu. Antes de que termine esta noite, tenho toda a intenção de me assegurar de que assim seja, e quando tiver obtido, penso te levar para cama, te despir e fazer amor tão conscienciosa e lentamente como posso. Por agora, quero dançar com você, para sentir seu corpo contra o meu. E enquanto estejamos dançando, estarei pensando em todas as coisas que vou fazer, que faremos juntos, quando estivermos na cama. E agora, ficou tudo esclarecido? Se nada disso convém, me diga o que você gostaria de fazer, e faremos isso. E então? — Perguntou com impaciência, ao ver que ela permanecia em silêncio e com a cabeça encurvada. — O que quer fazer?


Gina mordeu o lábio tremente e levantou para ele seus olhos resplandecentes de risada e de desejo.


— Você não gostaria de me ajudar a arrumar o armário do vestíbulo?


— Existe uma segunda possibilidade? — Perguntou ele, tão ofuscado que não se deu conta de que ela brincava.


— Em realidade — respondeu Gina, franzindo a testa e baixando a vista para olhar o pescoço aberto da camisa de Harry —, essa era minha segunda possibilidade.


— Bom, então que diabos é a primeira? E não finja que eu a estou colocando tão nervosa que tem vontade de limpar armários, porque nem sequer consegui colocá-la nervosa quando apontei com uma arma para você!


A tudo o que já sabia que gostava nele, Gina adicionou que era irascível e obtuso. Respirou fundo, decidida a terminar com o jogo, mas não se animou a olhá-lo nos olhos enquanto falava com suavidade:


— Tem razão, depois do dia de hoje seria absolutamente impossível estar nervosa com você me apontando com uma arma, porque sei que jamais me faria mal. Em realidade sua única forma de me deixar nervosa é fazendo exatamente o que tem feito desde que acordei esta noite e o vi parado junto à chaminé.


— E isso o que é? — Perguntou ele, cortante.


— É me fazer perguntar se alguma vez voltará a me beijar como fez ontem à noite... É agir um minuto como se quisesse fazer isso e no minuto seguinte como se não...


Harry pegou o rosto dela entre as mãos, levantou e abruptamente capturou o resto de suas palavras com sua boca, colocando os dedos no cabelo de Gina enquanto a beijava. E quando ela demonstrou que falava sério, deslizando as mãos pelo peito de Harry e rodeando com elas o pescoço dele, agarrando-se a ele com força e devolvendo o beijo, ele experimentou um prazer e uma satisfação quase insuportáveis.


Tentando rebater sua anterior rudeza, acariciou com os lábios o queixo, a bochecha e a testa de Gina; depois voltou a procurar sua boca e percorreu com os lábios seu contorno suave. Traçou com a língua a linha tremente que separava os lábios de Gina, urgindo-a a abri-los, insistindo, e quando ela o fez, introduziu-se dentro de sua boca... Um homem esfomeado que tratava de satisfazer sua fome ensinando a intensificá-la. Gina se derreteu contra ele, apertou os lábios contra os seus, deu a boas vindas à língua de Harry e entregou tudo quando ele insinuou apenas o que queria.


Largos minutos depois, Harry por fim se obrigou a levantar a cabeça e a olhou nos olhos, tratando de memorizá-la assim, avermelhada, fresca, sedutora. Tratou de sorrir, deslizou uma mão ao redor da nuca de Gina e acariciou com suavidade o lábio inferior com o polegar, mas os olhos profundos dela voltavam a atrai-lo inexoravelmente para suas profundidades. Deixou de mover o polegar, apertou-o para obrigá-la a abrir os lábios e capturou com fome sua boca. Tremendo entre seus braços, Gina ficou em pontas de pé e o leve aumento da pressão de seu corpo contra a ereção de Harry fez com que seu coração batesse enlouquecido, e que apertasse convulsivamente as costas dela com os dedos. Harry apertou o corpo flexível dela contra o seu e acariciou os lados de seus peitos, logo as nádegas, sustentando-a contra seu corpo tenso. Estava perdendo o controle, e sabia.


Ordenou-se a ir devagar, obrigou-se a deter-se antes de forçá-la a deitar-se no piso, antes de comportar-se como o ex-presidiário faminto de amor que era, em lugar do amante tranquilo que prometeu ser. Foi a distante lembrança dessa promessa o que por fim o impulsionou a prolongar o prelúdio, a atender os sinais de sua excitação que lhe indicavam que, quando começasse, sua culminação chegaria muito rápido para ela.


Obrigou-se a separar as mãos do peito de Gina e as colocou sobre sua cintura; mas resultou muito mais difícil deter os movimentos de sua língua porque ela se agarrava a ele e lhe cravava as unhas nas costas. Quando por fim conseguiu separar a boca da sua, Harry não soube se foi dele ou de Gina o gemido de lamento. Com os olhos fechados, o coração batendo a uma velocidade desmedida, Harry encheu de ar seus pulmões e lhe pôs os braços nas costas para sustentá-la contra si. Mas não serviu de nada; devia tê-la, possui-la por completo, agora mesmo. Respirou com força, colocou uma mão sob o queixo dela e elevou seu rosto. Gina tinha os olhos fechados, mas instintivamente levantou os lábios para os seus.


O controle de Harry se quebrou. Sua boca agarrou a dela com feroz desespero, obrigou-a a abrir os lábios enquanto lhe soltava o cinturão de seda do quimono e o tirava, deixando-o cair ao piso de frente à chaminé para poder entreter-se com a vista e o contato de sua pele.


Envolta no abraço de Harry, Gina sentiu que ele a descia para o piso, mas não saiu de seu estado de prazer incrível até que ele separou a boca e as mãos de seu corpo. Abriu os olhos e o viu desabotoando apressadamente a camisa, o viu deixá-la a um lado, mas logo quando ele a olhou experimentou a primeira sensação de pânico. À luz das chamas, nos olhos de Harry havia um brilho ardente enquanto percorria seu corpo com o olhar; a paixão tinha convertido o rosto dele em algo duro e intenso, e quando ela levantou um braço para cobrir o peito, Harry ordenou:


— Não faça isso!


Gina se estremeceu ante essa voz desconhecida, esse rosto desconhecido, e quando ele tirou a mão dela e a cobriu com seu corpo, instintivamente se deu conta de que os preâmbulos tinham terminado e que, a menos que o detivera, iria penetrá-la em uma questão de instantes.


— Harry! — Sussurrou, tentando fazer com que ele a escutasse sem arruinar a situação. — Espera!


Harry não registrou a palavra mas o tom de pânico de Gina resultou discordante, assim como se estivesse se retorcendo debaixo dele de uma maneira altamente provocadora.


— Harry!


Harry sabia que ia muito rápido, que saltava as preliminares, e acreditou que era a isso que ela se opunha.


— Preciso dizer algo.


Com um esforço quase superior a suas possibilidades, Harry se colocou de lado, mas quando inclinou a cabeça sobre um dos seios de Gina para sentir o gosto, ela pegou o rosto dele entre as mãos para detê-lo e o obrigou a olhá-la.


— Por favor! — Suplicou, olhando os olhos ardentes de Harry. Estendeu os dedos sobre o queixo rígido dele, para suavizá-lo, e quando Harry beijou a palma da mão de Gina, o coração dela transbordou de alívio e de ternura. — Primeiro temos que falar.


— Fale você — respondeu ele, e beijou o lado da boca dela, beijou o pescoço, deslizou a mão sobre seus seios. — Eu escutarei — mentiu enquanto acariciava o ventre e deslizava os dedos dentro do triângulo encaracolado de Gina. Ela deu um salto, tomou a mão e o tema que escolheu foi, na opinião do Harry, o mais inoportuno e absurdo que uma mulher podia tirar num momento como esse.


— Que idade tinha a primeira vez que fez amor?


Harry fechou os olhos e conteve uma resposta impaciente.


— Doze anos.


— Não quer saber a idade que eu tinha?


— Não — respondeu ele, aproximando-se para lhe beijar o peito, já que por algum motivo que só ela conhecia, não queria ser tocada mais intimamente. Todo seu corpo estava tenso com uma necessidade imperiosa, e Harry fazia o possível por acariciá-la nos lugares que recordava davam mais prazer às mulheres.


— Tinha vinte e seis anos — anunciou Gina em pânico, quando a boca de Harry se fechou sobre seu mamilo. O sangue rugia nos ouvidos de Harry; ouviu as palavras de Gina, mas não percebeu seu significado. Os seios dela não eram grandes nem pesados, a não ser bonitos e deliciosamente femininos, assim como ela, e se só se mostrasse tão receptiva como quando estavam de pé e beijando-se, proporcionaria a Harry um orgasmo em seguida, antes de penetrá-la, e depois fariam amor como correspondia. Tinha que desafogar cinco anos de desejo contido, sentia-se capaz de fazer amor durante toda a maldita noite sem se deter um instante, se ela só o deixasse fazer isso e não seguisse apertando as pernas, e se deixasse de falar a respeito da idade que tinha a... Primeira vez... Que teve... Uma relação sexual...


Gina percebeu o instante preciso em que Harry registrou o significado de suas palavras porque separou a boca de sua pele, e seu corpo ficou tão petrificado que teve a impressão de que tinha deixado de respirar.


— Para mim esta é a primeira vez — confessou, tremendo.


Harry deixou cair a testa sobre o peito de Gina, fechou os olhos e exclamou:


— Deus!


A exclamação fez com que Gina compreendesse com claridade que a revelação não o alegrava... Uma convicção que se viu reforçada quando, por fim, ele levantou a cabeça e a olhou de frente, inspecionando-a cuidadosamente, como se tivesse esperanças de encontrar uma prova de que mentia. Com profunda tristeza, Gina compreendeu que estava zangado ou cheio de desagrado. Ela nunca pretendeu que se detivesse, só que fosse um pouco mais lento e que não a tocasse como... Como a um corpo acostumado a que o tocassem.


Harry não estava aborrecido, a não ser estupefato. Desorientado. Dentro de seu marco de referência, jamais tinha ouvido falar de uma mulher de vinte e seis anos que fosse virgem, e menos ainda uma mulher bonita, inteligente, esperta e desejável.


Mas ao olhá-la, de repente tudo o que o tinha intrigado nessa noite e na noite anterior começou a ter sentido. Recordou sua reação depois de ver o noticiário da noite anterior: "Meu pai é pastor!, soluçou. É um homem respeitado. Eu passei os últimos quinze anos de minha vida tentando ser perfeita". Lembrou de suas palavras quando a perguntou se estava comprometida: "Estamos falando do assunto". Era evidente que tinham estado falando muito ao invés de fazer amor. E a noite anterior, ele mesmo a tinha comparado com uma criança do coro de uma igreja.


E agora que compreendia o passado, o presente o confundia mais que nunca. Pelo visto Gina não entregou sua virgindade a seu quase noivo, que obviamente a amava e lhe oferecia respeitabilidade e um futuro. E essa noite estava disposta a entregar a um prisioneiro fugitivo incapaz de amar ninguém, e que não tinha nada que oferecer. A consciência de Harry escolheu esse momento para fazer sua aparição pela primeira vez em anos, ao recordá-lo que o quase namorado de Gina não a obrigou a entregar sua virgindade; se ele tivesse algum escrúpulo, não a tocaria. Já a tinha sequestrado, maltratado verbalmente e convertido em objeto de censura e em uma vergonha pública. Era indesculpável que além de tudo isso, roubasse sua virgindade.


Mas o frágil protesto de sua consciência não bastou para detê-lo. Desejava-a. Devia fazê-la sua. Faria-se dela. O destino o tinha privado de sua dignidade, de sua liberdade e de seu futuro, mas por algum motivo brindava a Gina durante esses breves dias que talvez fossem os últimos de sua vida. Nem sua consciência nem nenhuma outra coisa o privariam dela.


Olhou-a sem perceber o passar do tempo, até que a voz tremente de Gina o arrancou de seus pensamentos, e suas palavras foram uma demonstração de sua falta de experiência com os homens.


— Não achei que se zangaria — disse, interpretando mal por completo o sentido de seu silêncio.


Harry suspirou.


— Não estou zangado com você, e sim comigo.


— Por quê? — Perguntou Gina, estudando seu rosto.


— Porque nem sequer isso conseguirá me deter — respondeu ele com tom áspero. — Porque não me importará nada que não tenha feito isto antes, nem sequer com alguém que a amava e que podia ficar a seu lado se chegasse a ficar grávida. Neste momento, nada me importa... — Sussurrou, baixando os lábios até os dela —, mas isto...


Mas a inexperiência de Gina sim o interessava. Importou-se bastante para obrigá-lo a suspender os beijos e tentar controlar sua luxúria para poder começar de novo com ela.


— Vem aqui — sussurrou. Tomou em seus braços, rodou para colocar-se de lado e ficar de frente para ela, com a cabeça de Gina apoiada sobre seu ombro. Respirou fundo e esperou até que seu pulso recuperou um ritmo normal. Depois começou a passar a mão pelas costas dela em uma carícia tranquilizante, enquanto resolvia que, embora ele morresse de luxúria contida, conseguiria que essa experiência fosse boa para ela. De algum jeito, teria que excitá-la totalmente, sem excitar-se ele mais do que já estava.


Gina permanecia em seus braços, surpreendida pela repentina mudança de humor de Harry e aterrorizada pela possibilidade de havê-lo feito renunciar a passar a noite com ela. Sem poder suportar mais, e sem animar-se a olhá-lo, disse, tremente:


— Não queria dar tanta importância por esta ser a primeira vez para mim. Só tentava fazer com que fosse um pouco mais devagar... Não que se parasse.


Harry sabia que devia ser muito difícil para ela dizer uma coisa assim, e voltou a experimentar outra desconhecida onda de ternura. Pegou seu queixo, levantou e disse com tranquila seriedade:


— Não estrague isto para nenhum dos dois tirando a importância. A verdade é que nunca tive a responsabilidade, nem o privilégio, de ser o primeiro amante de uma mulher, assim que para mim também esta é uma primeira vez. — Levantou a mão para separar uma mecha de cabelo da face dela, penteou com os dedos, e observou-a cair sobre os ombros de Gina . — Durante anos deve ter deixado os homens de Hogsmeade loucos, perguntando-se como seria.


— O que quer dizer?


Harry deixou de observar o cabelo dela e sorriu olhando-a nos olhos.


— Quero dizer que desde ontem estive fantasiando que passava os dedos pelo seu cabelo, e só faz dois dias que o olho.


Ante as palavras de Harry, Gina sentiu que uma sensação de calidez lhe percorria todo o corpo, e ele percebeu instantaneamente a mudança em sua expressão, na forma em que o corpo dela se relaxava contra o seu. Embora tardiamente, recordou que as palavras podiam excitar a uma mulher quase tanto e com tanta rapidez como o mais hábil estímulo sexual. Então compreendeu que essa era a melhor maneira de alcançar sua meta sem chegar aos extremos perigosos da luxúria que lhe provocaria acariciá-la e beijá-la.


— Sabe no que estive pensando ontem à noite, durante a comida? — Perguntou com ternura.


Ela fez um movimento negativo com a cabeça.


— Perguntava-me como seria o gosto de sua boca sobre a minha, e se era possível que sua pele fosse tão suave como parece.


Gina sentiu que se afundava em um profundo e delicioso encantamento sensual quando ele estendeu os dedos sobre suas bochechas e disse:


— Seu cabelo é mais suave do que parece. — Olhou seus lábios enquanto os acariciava com o polegar.- E sua boca... Deus, tem gosto de céu! — Deslizou inexorável a mão para sua garganta, seu ombro, logo lhe cobriu os seios e Gina baixou o olhar para o arbusto de pêlo escuro do peito de Harry. — Não desvie o olhar — sussurrou ele, obrigando-a a voltar a olhá-lo nos olhos. — Tem uns seios maravilhosos.


Gina sentiu que isso estava tão longe da verdade, que a fez duvidar de todo o resto que ele havia dito. Harry notou sua expressão cética, e sorriu.


— Se isso não fosse verdade — disse, lhe acariciando um mamilo com o polegar —, pode me explicar por que morro de vontade por tocá-los, por olhá-los, por beijá-los agora mesmo? — O mamilo de Gina se endurecia como um casulo fechado contra o polegar de Harry, e ele sentiu que a luxúria voltava a bater dentro de seu corpo.


— Vê que é verdade, Gina. Veja com claridade em meu rosto quanto a desejo.


E ela via... Ali estava em seu olhar ardente, em suas pálpebras pesadas.


Morrendo de vontade de beijá-la, Harry respirou fundo para tranquilizar-se e inclinou a cabeça, lutando por controlar-se quando lhe tocou os lábios com a língua.


— É tão doce! – Sussurrou. — É incrivelmente doce!


Gina perdeu o controle antes que ele. Lançou um gemido, passou a mão pelo pescoço de Harry e o beijou com todo o ardor e a paixão que cresciam em seu interior, e se apertou contra seu membro rígido, entretendo-se no estremecimento que percorreu Harry quando sua boca capturou a dela em um beijo de uma vez terno e áspero. Com um instinto que ignorava possuir, percebeu a luta desesperada de Harry para impedir que o beijo fosse muito intenso e isso provocou uma ternura quase intolerável nela. Acariciou os lábios dele com os seus, o incitou a aprofundar o beijo e quando isso fracassou, começou a beijá-lo como ele tinha feito antes.


E conseguiu seu propósito.


Harry perdeu o controle e, lançando um rouco gemido, colocou-a de costas para o chão enquanto a beijava com uma urgência que a fez sentir-se poderosa e indefesa de uma vez. Seu corpo reclamava com mãos e boca, deslizando sobre seus seios, sua cintura e suas costas e quando a boca dele voltou a unir-se com a de Gina , colocou-lhe os dedos no cabelo, sustentando-a, uma prisioneira voluntária. Quando por fim Harry separou a boca da sua, o corpo inteiro de Gina estava inflamado de desejo.


— Abra os olhos — sussurrou ele.


Gina obedeceu e se encontrou frente a um musculoso peito masculino coberto de pêlos escuros. Desde só ver esse peito, o coração começou a lhe bater desenfreadamente. Vacilante, levantou o olhar e comprovou os efeitos que sortia a paixão nele. Um músculo se contraía esporadicamente em seu pescoço, seu rosto era duro e escuro e seus olhos ardiam. Viu que os lábios sensuais de Harry pronunciavam duas palavras:


— Me acaricie. — Era um convite, uma ordem, uma súplica.


Gina respondeu às três coisas. Levantou uma mão e lhe acariciou a bochecha. Sem separar dela o olhar, ele virou o rosto dentro da mão de Gina e deslizou os lábios por sua palma sensível.


— Me acaricie.


Com o coração batendo com ferocidade, deslizou as pontas dos dedos pelas bochechas dele, pelo pescoço, pelos ombros e depois pelo peito. Sua pele parecia suave sobre seus músculos duros e quando Gina se inclinou e lhe beijou o peito, Harry estremeceu. Embriagada por esse poder recém descoberto, Gina beijou os mamilos pequenos e logo deslizou um longo beijo para baixo, rumo à cintura de Harry. Ele deixou escapar um som que tinha algo de gemido, e a colocou de costas, as mãos sustentadas junto à cabeça, cobrindo-a parcialmente com seu corpo. Gina desprendeu os punhos das mãos de Harry, rodeou-o com seus braços, acariciou-lhe os ombros e as costas, e lançou gemidos de alegria quando ele apoiou os lábios sobre seu seios. Estava perdida no desejo que ele criava com habilidade em seu interior. De repente fechou os olhos com força, lutou contra ondas de vergonha e se deixou levar pelo prazer.


Harry observou as reações que se pintavam no rosto adorável de Gina à medida que seu corpo se rendia ao prazer das carícias íntimas e pouco familiares de seus dedos. Cada som que ela emitia, cada movimento inquieto de sua cabeça o enchia de enorme ternura. Ela o envolveu com seus braços e se estremeceu. E esse movimento convulsivo lhe recordou as palavras que ela havia dito.


— É bom tremer — recordou Harry, explorando ainda mais profundamente. — Tremer é muito bom.


Ela movia as mãos pelo corpo dele, reunindo coragem, e Harry conteve o fôlego quando por fim deslizou os dedos sobre sua rígida ereção e por fim, a pegou em suas mãos. Nesse momento, abriu os olhos, sobressaltada, e o olhou. À luz das chamas, olhava-o como se esperasse algo: uma decisão, um movimento. E enquanto suas carícias o deixavam louco Gina levantou a outra mão, a passou pelo queixo para aliviar a tensão e sussurrou umas palavras...


— Valeu a pena esperar vinte e seis anos por você, senhor Potter.


Harry perdeu o controle de sua respiração. Com as mãos apoiadas a ambos os lados do rosto de Gina, inclinou a cabeça para beijá-la, ao mesmo tempo que sussurrava.


— Deus...!


Com o sangue pulsando em seus ouvidos, Harry se colocou entre suas pernas, tentando a entrada, abrindo-se passo com lentidão pela passagem estreita e úmida, e exalou ante a deliciosa sensação que lhe produziu a úmida calidez que o envolvia. Quando se topou com a frágil barreira, elevou-lhe os finos quadris, conteve o fôlego e empurrou. A breve dor deixou o corpo de Gina tenso, mas antes de que Harry pudesse reagir, rodeava-o com seus braços e se abria para ele, cobrindo-o. Harry lutou por conter o orgasmo que ameaçava fazendo erupção e começou a mover-se com lentidão dentro dela, mas quando Gina também se moveu, seguindo o ritmo, Harry já não pôde se conter. Aprisionou-lhe a boca em um beijo profundo, afundou-se dentro dela e a conduziu com rapidez à culminação, regozijando-se no grito afogado que lançou, em sua maneira de lhe cravar as unhas nas costas enquanto se estremecia convulsivamente.


Harry elevou cada vez mais os quadris de Gina, movido por um desejo incontrolável de estar nesse instante o mais profundo possível dentro dela. Explodiu com uma força que o fez gemer, mas não parou de se mover, como se de algum jeito ela pudesse esvaziá-lo da amargura de seu passado e da desolação de seu futuro. O segundo orgasmo fez erupção em uma sensação que lhe percorreu todos os centros nervosos, que sacudiu seu corpo íntegro e que o deixou frágil. Consumido.


Em um estado de extenuação total, desmoronou-se sobre Gina e em seguida se colocou de lado, ainda unido a ela. Sem fôlego, sustentou-a em seus braços, acariciou-lhe as costas, tentando não pensar, agarrando-se a essa fugaz euforia enquanto tentava manter a realidade afastada, mas aos poucos minutos se deu por vencido. Agora que sua paixão se desgastou, já não havia barreiras entre seu cérebro e sua consciência, e enquanto contemplava as chamas da chaminé começou a ver todo os seus atos e motivações dos últimos três dias à luz da verdade.


A verdade era que se apoderou de uma mulher indefesa, que a tomou como refém com uma pistola; enganou-a convencendo-a de que a deixaria em liberdade se o levava até Colorado; ameaçou-a com violência física se tentasse fugir, e quando apesar de tudo ela o desafiou, obrigou-a a beijá-lo diante de testemunhas, de maneira que nesse momento a imprensa a crucificava, pontuando-a de cúmplice. A verdade era que começou a pensar em fazer amor com ela no mesmo dia em que a sequestrou, e que utilizou todos os meios a seu alcance para conseguir, da intimidação até o flerte e a bondade. A asquerosa verdade era que acabava de obter sua meta odiosa. Acabava de seduzir à filha virgem de um pastor, um ser humano formoso e inocente que esse mesmo dia pagou todas as suas crueldades e injustiças salvando sua vida. Seduzir era uma palavra muito suave para o que acabava de fazer, decidiu Harry, aborrecido e com o olhar cravado no tapete.


Havia se apoderado dela ali, no piso, nem sequer em uma cama! Sua consciência o atormentou com força renovada por havê-la tratado com muita rudeza, por obrigá-la a aceitar que ele tivesse dois orgasmos, por enterrar-se dentro dela em vez de conter-se decentemente. O fato de que Gina não tivesse gritado nem lutado nem dado sinais de estar ferida ou humilhada não acalmou sua sensação de culpa. Ela não sabia que tinha direito a mais do que recebeu, mas ele sim sabia.


Em sua adolescência foi asquerosamente promíscuo, durante sua vida adulta viveu mais aventuras das que podia contar. A responsabilidade completa da confusão em que tinha convertido a vida de Gina, e agora seu primeiro encontro com o sexo, era dele. Mas como, se olhava a questão de um ponto de vista otimista, sem tomar em conta a possibilidade de uma gravidez. Não precisava ser um gênio para supor que a filha de um ministro se negaria a considerar a possibilidade de um aborto, de maneira que teria que suportar a vergonha pública de ser mãe solteira, ou mudar-se para outra cidade para ter seu filho, ou passar a responsabilidade a seu quase noivo para ser um pai.


Quando abandonasse a segurança dessa casa, Harry estava seguro de que o matariam de um tiro em poucos dias, ou talvez em poucas horas. Nesse momento desejou ter se apressado antes de encontrar-se com Gina. Até que o prendessem, nunca considerou a possibilidade de envolver em seus problemas uma mulher inocente, e muito menos ameaçá-la com uma pistola ou engravidá-la. Era óbvio que na cadeia se converteu em um psicopata sem consciência, escrúpulos nem moral. Que o matassem a socos era um fim muito bondoso para o monstro em que se converteu.


Estava tão mergulhado em seus pensamentos que não se deu conta de que a mulher que tinha em seus braços estava chorando. Mudo de remorso, Harry a soltou e a deitou sobre o tapete, mas ela manteve seu braço ao redor do pescoço dele e a face úmida contra seu peito.


Harry se apoiou sobre um cotovelo, tentou tranquilizá-la acariciando seu cabelo, e tragou com força para desfazer o nó que os remorsos tinham formado em sua garganta.


— Gina — sussurrou com voz rouca —, se pudesse, desfaria tudo o que fiz com você. Até esta noite, pelo menos tudo o que fiz foi motivado por uma desesperada necessidade... Mas isto... — Voltou a fazer uma pausa para tragar, e separou uma mecha da testa dela. Como ela tinha a face enterrada em seu peito, não podia julgar suas reações, mas se deu conta de que desde que começou a falar, ela tinha ficado em uma imobilidade absoluta. — Mas o que acabo de fazer não tem perdão. Existem explicações para minha atitude, mas não desculpas. Suponho que, apesar de sua ingenuidade, compreenderá que cinco anos é muito tempo para que um homem viva sem... — Harry se interrompeu, dando-se conta de que ao mal acabava de adicionar o insulto, porque de suas palavras se concluía que em seu estado de privação sexual, qualquer mulher teria dado no mesmo. — Não foi por isso que fiz isto. Esse foi o motivo em parte. Mas o importante é que a desejo desde que... — O desgosto que sentia para si mesmo lhe impediu de seguir falando.


Depois de um prolongado silêncio, a mulher que tinha em seus braços por fim falou.


— Continue — disse com suavidade.


Ele baixou a cabeça, tentando ver suas feições.


— Quer que eu continue? — Repetiu.


Ela assentiu, roçando sua pele com a cabeça.


— Sim. Estava chegando na melhor parte.


— Na melhor parte? — Repetiu ele, atordoado. Ela o olhou e, embora ainda tivesse os olhos úmidos, sorria de uma maneira que fez o coração de Harry bater apressadamente.


— Começou muito mal – sussurrou —, dizendo que se lamentava que tivéssemos feito amor. E o piorou ao dizer que sou ingênua e falando como se qualquer mulher teria sido bom depois de cinco anos de abstinência...


Ele a olhou, e uma sensação de alívio começou a percorrer seu corpo como um bálsamo. Agarrou essa inesperada oportunidade com o desespero agradecido de quem está se afogando e encontra algo onde agarrar-se.


— Disse isso?


— Sim.


Harry sorriu, indefeso ante o sorriso de Gina.


— Que pouco galante!


— Muito pouco galante — aprovou ela com fingida indignação.


Instantes antes um negro desespero havia tomado conta dele, cinco minutos antes, ela o levou a um paraíso sexual, e agora dava motivo para rir. Em alguma parte de sua mente, Harry se deu conta de que nenhuma mulher jamais tinha produzido um efeito semelhante nele, mas não tinha vontade de buscar uma explicação para isso. No momento se contentava entretendo-se no presente e ignorar o pouco futuro que ficava.


— Nestas circunstâncias — sussurrou, sorrindo enquanto lhe passava os nódulos pela bochecha —, o que devia ter feito ou dito?


— Bom, como bem sabe, não tenho muita experiência em momentos como este...


— Nem a menor experiência, na realidade... — Recordou ele, repentinamente fascinado por isso.


— Mas tenho lido centenas de livros românticos com cenas de amor.


— Isto não é uma livro.


— Certo, mas existem semelhanças.


— Diga uma — brincou ele, aturdido pelo prazer que lhe provocava.


Para sua surpresa, Gina ficou séria, mas havia uma expressão maravilhada em seus olhos quando olhou os seus.


— Para começar – sussurrou —, a mulher muitas vezes sente o que eu senti quando estava dentro de mim.


— E o que sentiu? — Perguntou ele, sem poder conter-se.


— Me senti querida — respondeu Gina com voz entrecortada. — E necessitada. Desesperadamente necessitada. E muito, muito especial. Me senti... Completa.


O coração do Harry se contraiu com uma emoção tão intensa que doeu.


— Então por que chorava?


— Porque às vezes a beleza me faz isso — respondeu ela em sussurros.


Harry olhou seus olhos resplandecentes e viu a beleza suave e o espírito indomável que fariam um homem chorar.


— Alguém já disse que tem o sorriso da Madonna do Michelangelo?


Gina abriu a boca para protestar, mas ele a impediu com um beijo.


— Não acha um comentário um pouco sacrilégico, considerando o que acabamos de fazer? — Perguntou.


Harry sufocou uma gargalhada.


— Não, mas provavelmente seja quando considerar o que estamos por fazer agora. Ela baixou a cabeça.


— O quê?


Harry começou a sacudir-se de risada, pelo mero prazer que lhe produzia, enquanto sua boca iniciava uma suave descida.


— Já mostrarei isso.


Gina conteve o fôlego e arqueou os quadris ante o sensual ataque de suas mãos e boca.


A risada desapareceu da mente de Harry, substituída por algo muito mais profundo.


n/a: oooooooo, finalmente fomos de congelados a pegando fogo... Não deixem de comentar!!  


n/a 2: eu só queria esclarecer que se dependesse de mim eu nunca teria deixado de postar a fic, então não se preocupem que eu estou postando o mais rápido que posso  e se nada acontecer logo, logo vou estar com ela toda postada já que a fic está pronta... Bjus!!
 

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Comentários: 1

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Enviado por ANGELA VANESSA DE LIMA em 06/01/2013

muito bom!!! amo esses momentos, tomara que ele perceba logo que a ama. 
Esperando o próximo!!! 

Nota: 5

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