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30. Capítulo 29


Fic: Tudo por Amor


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Quando voltava a envolver-se na bata, ocorreu-lhe que pelo menos podia procurar o telefone que Harry tinha escondido e ligar para seus pais para tranquilizá-los e lhes dizer que estava bem. Deteve-se junto à cama e apoiou uma mão sobre a testa de Harry, enquanto o escutava respirar. Sua temperatura parecia mais normal, e sua respiração mais profunda. O alívio que sentiu foi grande, os joelhos afrouxaram e foi avivar o fogo da chaminé. Convencida de que Harry se encontrava em um ambiente bastante esquentado, deixou-o dormir e saiu em busca do telefone, fechando a porta a suas costas. Decidiu que o lógico era começar a procurar no dormitório onde Harry dormia e para lá se encaminhou.


Ao abrir a porta ficou petrificada pelo luxo incrível que se estendia ante ela. Estava convencida que seu próprio quarto, com sua chaminé de pedra, as portas de espelho e o espaçoso banheiro azulejado eram o cúmulo da elegância, mas esse dormitório era quatro vezes maior e dez vezes mais luxuoso. A parede a sua esquerda estava coberta de espelhos, que refletiam uma enorme cama em frente a uma fascinante chaminé de mármore branco. Grandes janelas cobriam a outra parede.


Quando Gina avançou com lentidão, seus pés se afundaram no espesso tapete de um tom verde claro que cobria o piso. Encaminhou-se em seguida para o armario, onde procurou o telefone. Depois de uma conscienciosa e infrutífera busca nos dois armários e todas as gavetas do dormitório, Gina cedeu à tentação e colocou um quimono japonês de seda vermelha, bordado em fios dourados, que encontrou no armário cheio de roupa de mulher. Escolheu-o em parte porque estava segura de que caberia nela, e em parte porque queria luzir bonita quando Harry despertasse. No instante em que atava o cinturão, perguntando-se onde demônios podia ter escondido o telefone, lembrou de um pequeno armário que havia no vestíbulo. Para lá se dirigiu e, ao descobrir que estava fechado com chave, voltou para seu dormitório de pontas dos pé.


Encontrou a chave onde esperava que estivesse: nas calças molhadas de Harry. O armário fechado continha uma enorme provisão de vinhos e licores e quatro telefones, que encontrou no piso, junto a uma caixa de garrafas de champanha Dom Perignon, onde Harry os tinha escondido. Sufocando um inesperado ataque de nervosismo, Gina conectou um dos telefones na linha da sala e se sentou no sofá. Quando já tinha discado a metade do número de larga distância, compreendeu o enorme engano que estava por cometer, e cortou apressadamente a comunicação. Considerando que o sequestro era um delito federal — e Harry era um assassino fugitivo —, o lógico era que houvesse agentes do FBI na casa de seus pais, esperando que ela chamasse por telefone para poder rastrear o chamado. Pelo menos, isso era o que sempre acontecia nos filmes. Já tinha tomado a decisão de ficar ali com Harry, e que Deus se encarregasse do que acontecesse, mas era necessário que falasse com sua família e a tranquilizasse. Começou a pensar na maneira de como fazer isso. Já que não se animava a ligar para casa de seus pais nem para a de seus irmãos, antes tinha que entrar em contato com alguma outra pessoa, com alguém em quem pudesse confiar completamente, alguém que não se aturdisse ante a missão que pensava lhe encomendar.


Gina descartou as demais professoras. Eram mulheres maravilhosas, mas mais tímidas que valentes, e careciam da desenvoltura necessária para a tarefa. De repente, seu rosto se iluminou em um sorriso, e procurou a caderneta de endereços que levava na carteira. Abriu na letra H e procurou o número de telefone que tinha Hermione Granger antes de que se convertesse na mulher de seu irmão Rony. Algumas semanas antes, Hermione tinha mandado uma nota, perguntando se podiam se reunir essa semana, quando ela estivesse em Hogsmeade. Com uma risadinha satisfeita, Gina decidiu que Rony ficaria furioso com ela por ter tornado a introduzir Hermione dentro da família Weasley, onde não poderia evitá-la nem ignorá-la... E Hermione, por sua parte, agradeceria.


— Hermione? — Perguntou Gina assim que ouviu a voz de sua amiga. — É Gina . Não diga nada, a menos que esteja só.


— Meu deus! Gina! Sim, estou só. Meus pais estão em Bahamas. E você, onde está? Está bem?


— Estou perfeitamente bem. Juro. — Fez uma pausa para acalmar seus nervos. — Sabe se há pessoas da polícia ou do FBI na casa dos meus pais?


— Sim, estão na casa de seus pais, e fazendo perguntas por toda a cidade.


— Olhe, tenho que te pedir um favor muito importante. Não significa que tenha que faltar com a lei, mas terá que me prometer que não falará desta ligação com os agentes.


Hermione baixou a voz e a converteu em um sussurro.


— Gina, já sabe que faria qualquer coisa por você. Fico muito honrada que tenha me telefonado, que me dê a oportunidade de te pagar por tudo o que fez para impedir que Rony se divorciasse de mim, e pela maneira em que sempre me... — Interrompeu-se justo quando Gina estava por fazê-lo. — O que quer que faça?


— Eu gostaria que se colocasse em contato com meus pais e meus irmãos e que lhes dissesse que voltarei a ligar exatamente dentro de uma hora para falar com eles. Peço que não faça, nem diga nada que possa alertar ao FBI. Aja com naturalidade, fale a sós com minha família e transmita minha mensagem. Não se deixará intimidar pelos agentes do FBI, não é?


Hermione lançou uma risadinha triste.


— Como dizia Rony, fui uma princesinha malcriada que tem pai que a convenceu de que podia fazer tudo o que lhe desse vontade. Não existe nenhuma possibilidade de que uns agentes do FBI consigam confundir uma ex-princesinha como eu. E se tentarem — brincou —, farei com que papai chame o senador Wilkins.


— Parece perfeito! — Disse Gina , sorrindo ante o tom atrevido de Hermione, mas em seguida ficou séria, tratando de encontrar uma advertência que impedisse que Hermione ou seus pais decidissem que talvez, por seu bem, conviria que alertassem o FBI de sua próxima ligação. — Uma coisa mais, quero que se assegure de que minha família compreenda que neste momento estou a salvo, mas que se alguém chegar a rastrear este chamado me estarei em um perigo tremendo. Não... Não posso explicar exatamente o que quero dizer... Não tenho tempo, e até mesmo se tivesse...


— Não tem por que me explicar nada. Percebo por sua voz que está bem, e isso é o único que me importa. Quanto ao lugar onde está, e com quem está... Consta-me que, seja o que for que esteja fazendo, faz porque considera que é o correto. Será melhor que eu vá. Volte a ligar dentro de uma hora.


Gina acendeu o fogo na chaminé do living; depois começou a passear de um lado para outro. Olhava constantemente o relógio, esperando com impaciência que transcorresse essa hora. Por causa da tranquilidade de Hermione e de sua aceitação a tudo o que ela disse, Gina não estava preparada para o que aconteceu quando fez a segunda ligação. Seu pai, um homem normalmente calmo, levantou o fone assim que soou a campainha.


— Sim? Quem é?


— Gina, papai — respondeu ela, apertando o fone com força. — Estou bem. Estou muito bem.


— Graças a Deus! — Exclamou ele, com a voz rouca pela emoção. Em seguida chamou: — Molly! É Gina e está bem. Rony, Gui, é Gina, e está bem. Gina, fizemos o que nos pediu, não dissemos nada disto ao FBI.


Desde mais de mil quilômetros de distância, Gina conseguiu ouvir que se levantavam os fones de vários telefones e ouviu uma série de exclamações de alívio, mas por cima de todas elas ressonou a voz de Rony, tranquila, autoritária.


— Silêncio, todo mundo! – Ordenou. — Gina, está só? Pode falar? — Antes de que ela pudesse responder, adicionou: — Esse seu aluno, o da voz profunda, Joe Bob Artis, está louco de preocupação por você.


Durante uma fração de segundo, Gina ficou confundida pela frase inicial de seu irmão e o fato de que se referisse a um aluno a quem ela não conhecia, mas em seguida sufocou uma risadinha nervosa e compreendeu que Rony tinha usado esse nome com toda premeditação.


— Suponho que refere a Willie — o corrigiu. — E realmente estou só, pelo menos no momento.


— Graças a Deus! Onde está, querida?


Gina abriu a boca, mas não emitiu o menor som. Pela primeira vez, desde que vivia com os Weasley, ia mentir e, apesar da importância do motivo que a levava a fazê-lo, mentir a envergonhava.


— Não estou muito segura — disse com um tom evasivo que eles deveram notar. — Entretanto, aqui... Faz frio — adicionou.


— Em que estado está? Ou está no Canadá?


— Não... Não posso dizer isso.


— Potter está aí com você, não é verdade? — Explodiu Rony sem poder conter sua fúria. — Por isso não pode nos dizer onde está. Passe agora mesmo o fone para esse cretino, Gina!


— Não posso! Escutem, todos. Não posso seguir falando, mas quero que acreditem quando digo que não me maltratou de maneira nenhuma. Rony — adicionou, dirigindo-se ao único entre eles que tinha contato com a lei e que, portanto, devia saber que existiam enganos judiciais —, ele não matou a ninguém, eu sei que não fez isso. O júri cometeu um engano, então vocês não podem... Não podemos culpá-lo por tentar fugir.


— Um engano! — Voltou a explodir Rony. — Por favor, Gina , não se deixe enganar por essas mentiras! Potter é um assassino condenado e um sequestrador!


— Não! Não teve nenhuma intenção de me sequestrar. A única coisa que queria era um carro, para afastar-se de Azkaban, e trocou uma roda furada do Blazer, assim, como é natural, ofereci uma carona. Ele teria me deixado em liberdade, mas não pôde porque eu vi o mapa dele...


— Que mapa você viu, Gina? Um mapa do quê? De que lugar?


— Agora tenho que desligar — disse ela, sentindo-se completamente desgraçada.


— Gina! — Interrompeu a voz do reverendo Weasley. — Quando volta para casa?


— Assim que ele me deixar ir... Não, assim que possa. Tenho... Tenho que desligar. Me prometam que não falarão com ninguém desta ligação.


— Prometemos isso, e a amamos, Gina — disse o reverendo Weasley com uma confiança incondicional. — Todo o povoado está rezando por sua segurança.


— Papai — disse Gina, sem poder conter-se — não poderia pedir que rezassem também por ele?


— Ficou louca? — Explodiu Rony. — Esse homem é um assassino...


Gina não escutou o resto da frase. Cortou a comunicação enquanto piscava para conter suas lágrimas de pena. Ao pedir que rezassem por seu sequestrador, inadvertidamente obrigava sua família a supor que era uma incauta, vítima do engano de Harry ou sua cúmplice. Em qualquer dos dois casos, era uma traição a tudo o que eles representavam e acreditavam, e também uma traição à fé que tinham depositado nela. Gina fez um esforço por sacudir a depressão que começava a embargá-la e se lembrou de que Harry Potter era inocente, e que isso era o que importava. Ajudar a um inocente a não voltar a ser preso não era ilegal nem imoral, e tampouco era uma traição à fé que sua família depositava nela.


Levantou-se, colocou lenha em ambas as chaminés, voltou a guardar o telefone e depois se encaminhou à cozinha, onde, durante meia hora, dedicou-se primeiro a limpar tudo o que Harry tinha atirado e quebrado em seu ataque de desespero e logo a preparar um guisado para dar a ele algo quente quando despertasse. Enquanto cortava batatas, deu-se conta de que, se Harry soubesse que tinha feito uma ligação telefônica, seria difícil — se não impossível — convencê-lo de que sua família e sua ex-cunhada eram gente confiável e que não diriam às autoridades que tinha ligado. E como o pobre já tinha muitas preocupações, decidiu não dizer nada.


Com um sorriso triste, pensou que, de uma maneira irônica, era estranho que tivesse passado tantos anos de sua vida comportando-se como Mary Poppins, sem desviar-se jamais do caminho estreito e reto, para acabar nisso.


Quando estudava na Universidade, sempre recusou os convites de Steve Baxter, apesar de estar entusiasmada com ele, porque o bonito jogador de futebol era famoso por suas aventuras amorosas. Por motivos que Gina nunca compreendeu, Steve a perseguiu durante dois anos. Apresentava-se só nas reuniões sociais quando sabia que ela iria, permanecia sempre a seu lado e fazia todo o possível por convencê-la de que para ele era um ser muito especial. Riam juntos, conversavam durante horas, mas sempre em grupo, porque Gina se negava a aceitar seus convites para sair os dois sós.


E nesse momento, ao comparar seu passado tão sério com seu caótico presente e seu incerto futuro, Gina não soube se rir ou chorar. Durante todos esses anos jamais se separou do caminho reto porque não queria que sua família nem as pessoas de Hogsmeade pensassem mal dela. E nesse momento, quando estava por se separar do "atalho reto", não ia conformar-se com uma infração menor das regras sociais e morais, que despertaria alguns comentários em Hogsmeade. Não, eu não, pensou Gina com ironia. O que estava por fazer não só violava os preceitos morais, mas também muito provavelmente também as leis dos Estados Unidos da América, e o jornalismo se encarregaria de proporcionar intrigas sobre o assunto ao mundo inteiro... Coisa que já estavam fazendo!


Nesse momento teve a sensação de que o destino cobrava suas dívidas por uma vida de benefícios que ela não tinha ganhado. Harry Potter era tão inocente de assassinato como era ela, e não podia evitar a sensação de que era de se esperar que fizesse algo a respeito.


Recostou-se de lado, colocou um braço debaixo dos almofadões e observou as chamas que dançavam na chaminé. Até que tirasse o chapéu do verdadeiro assassino, ninguém no mundo, incluindo seus pais, ia perdoar nada do que fizesse dali em adiante. É obvio que uma vez que sua família se desse conta de que Harry era inocente, aprovariam tudo o que tinha feito e o que ainda ficava por fazer. Bom, possivelmente não tudo, pensou Gina . Não aprovariam que se apaixonasse por ele com tanta rapidez, se o que sentia por Harry era realmente amor, e tampouco aprovariam que se deitasse com ele. Com uma mescla de tranquila aceitação e nervosa antecipação, Gina se deu conta de que amar Harry era algo que estava fora de suas mãos; e que se deitassem era virtualmente uma conclusão obrigada, a menos que ele tivesse modificado seus desejos da noite anterior. Embora a única coisa  que esperava era que antes desse alguns dias para poder conhecê-lo melhor.

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