Vários comensais da morte, em um número que ninguém imaginava que houvesse, estavam agora cercando o castelo. Hermione, Draco, Rony e Gina estavam nos jardins. Eles haviam sido separados por pessoas em pânico. Cada um estava por si agora. Isso já fazia 2 horas. Todos os quatro estavam preocupados. Rony estava desesperado procurando por Gina e Hermione. Draco queria saber se Hermione estava bem. Hermione zelava pelo bem dos três. Gina estava em prantos atrás do irmão.
Hermione estava agora na orla da Floresta Proibida. A cabana de Hagrid estava em chamas, ele estava na porta com Canino, que latia muito, estava assustado. Ela viu um jorro de luz verde passando ao seu lado, ao olhar para trás, jurou que viu cabelos loiros ao vento caindo.
- NÃO! - ela gritou e correu em direção ao corpo - DRACO!
Sentiu um pingo de alívio ao saber que Zacarias Smith era quem fora atingido, não Draco. Sentiu também remorso, pois ele, apesar de estúpido, era um ser humano. Não havia nada que ela pudesse fazer. Ela viu Neville sendo atacado e foi lhe ajudar, mas a batalha foi preenchida por uma voz fria, que penetrava fundo nos tímpanos das pessoas.
- Vocês todos lutaram bravamente. Eliminaram meus homens. Parabéns. A batalha será interrompida, para que vocês possam tirar seus cadáveres. Mas agora, eu falo diretamente a você, Harry Potter. Você deixou seus amigos morrerem por você. Se ferirem por você. Isso vai acabar. Lhe dou uma hora para vir até mim e enfrentar seus destino. Eu matarei todo homem, mulher e criança que tentar te esconder de mim. Eu repito: uma hora, na Floresta Proibida, ou a batalha recomeçará.
Os comensais presentes na cena saíram voando para o interior da floresta. Obviamente, aquela voz pertencia ao Lord Voldemort.
Hermione viu várias pessoas cobrindo corpos com panos e conjurando macas para carregá-los. O a orla estava se esvaziando, o incêncio cessando, Canino se acalmando. Ela estava indo em direção ao castelo quando viu Draco acompanhado por Hagrid. Ela olhou para ele, ele virou para trás. Nada disseram. Ela correu em direção a ele e pulou em seu pescoço num sufocante abraço. Hermione chorava.
- Draco! - ela disse, lhe apertando - Céus! Você está bem?
- Estou, e você? - ele disse, sorrindo, e arabçando Hermione.
- Melhor agora com a sua notícia!
Os dois se beijaram, apaixonadamente, era como se não se vissem há anos.
- Mas isso é novidade! - Hagrid exclamou - Parem! Precisamos ir ao castelo.
Draco pediu a Hermione que subisse em suas costas. Ela obecedeu. Ele correu bem rápido ao castelo, deixando Hagrid para trás.
Ao passarem pelas entradas, viram cenas horríveis. As paredes destruídas, pessoas caminhando com corpos em macas, gente chorando. Hermione viu tijolos sobre alguém e um bolo de cabelos ruivos e lisos saindo por debaixo. Ela puxou a mão de Draco e correu em direção ao corpo. Começou a tirar os tijolos e descobriu a face de Gina, desacordada.
- GINA! - gritou - ACORDE!
- Veja se está respirando. - disse Draco.
- Está, está se mexendo! Merlin!
- Hermione. - Gina disse, tossindo poeira.
- Você está bem?
- Estou.
- Como isso aconteceu?
- Ah, Hermione, essa parede ia cair em cima do Fred, olha, ele está bem ali. - Gina apontou para o irmão, caído, que já estava se mexendo - Acho que ele bateu a cabeça quando empurrei ele e desmaiou.
- Como uma parede caiu em você e nada aconteceu, Weasley?
- Coloquei o braço por cima da cabeça, Malfoy. O choque foi todo para ele. Acho que está quebrado.
Hermione e Draco ajudaram Gina a se levantar e conjuraram uma tipóia para que ela pudesse descansar o braço fraturado.
- Onde está Rony? - Hermione perguntou.
- Não sei, eu não o vi desde que nos separamos! E Harry, ele voltou?
- Olha ele ali. - Hermione apontou para Harry, que adentrava o salão.
Os três correram em direção a Harry.
- Eu preciso morrer. - ele disse - Estou indo para a Floresta.
- Eu vou com você. - Hermione pulou no pescoço do amigo, chorosa.
- Não, Hermione, só eu. - ele disse - Vem aqui, você sabe que diabos é uma Horcrux?
- Que palavra feia, Harry. Isso é magia negra muito avançada.
Harry explicou para os três tudo o que vira na penseira.
- Você tem alguma ideia de quem seja?
- Ah, Harry, quem eu conheço que mais a protegia era Tonks.
- Ótimo! Mande Tonks matar Áquila. Não deixe-a usar a varinha. Você tem que explicar a história para ela, dizer tudo que a prima fez. Mande-a matá-la e só restarei eu. Mande ela usar a espada.
Harry não deu tempo para respostas e saiu correndo do salão. Gina caiu no choro. Rony apareceu.
- Rony! - Gina correu até o irmão - Harry vai morrer!
- Quê?! - Rony gritou - Temos que impedir!
- Não, Rony. - Hermione disse, triste - Deixe Harry.
Ela repassou a história das memórias para Rony.
Os quatro foram caminhar pelo salão. Eram altas horas da madrugada, quase de manhã. Viram descobertos os cadáveres de Dino Thomas, Cho Chang, um garoto quartanista não-identificado e Professor Flitwick. Hermione ficou surpresa. Como alguém tão talentoso em feitiços como Flitwick possa ter tido uma morte tão indigna?
Eles estavam agora sentados no chão, esperando pela notícia de Harry, quando Hermione se lembrou de uma coisa. Pediu aos três que a esperassem ali.
Ela saiu correndo pelo salão, até que finalmente encontrou Tonks de mão dadas com Remo Lupin, sentados num banco.
- Tonks! - Hermione gritou - Desculpe interromper, mas é algo muito sério que tenho a lhe falar.
- Desembucha! - ela disse, se levantando.
- Você terá que fazer um sacrifício esta noite. Só pode ser você. - ela disse, Tonks estava prestando atenção - Você sabe o que é uma horcrux?
Tonks e Lupin se entreolharam.
- Prossiga. - Tonks disse.
- Você deve sacrificar Áquila... é o único jeito de Voldemort ser derrubado.
- E o que isso tem a ver, Hermione? Minha priminha é uma horcrux por acaso? Impossível! Ela é tão dócil, não faria mal a uma mosca, não é, Remo?
Hermione caiu na gargalhada.
- Qual é a piada? - Tonks perguntou, confusa.
- A piada é que ela é malvada, Tonks. Sempre foi, só nunca soube como usar a treva que tinha dentro dela. Assim que foi transferida para os comensais da morte, ela resistiu uns dias, mas depois lhes ensinaram que ser do mal era legal.
- Ela nunca fez nada de ruim! Isso não é possível!
- Você é quem pensa, Tonks. - Hermione disse - Ela fez coisas horríveis. Áquila abriu a Câmara Secreta no dia anterior, arrumou um armário sumidouro, trouxe os comensais todos para cá, usou Gina como uma isca para atrair Harry e Rony e os manteve reféns. Se não fosse por ela, Dumbledore estaria vivo. Foi o que eu soube.
- Como foi que ela abriu a Câmara?
- Ela é ofidioglota!
- Não pode! Não há nenhum registro de ofidioglotas nas famílias Black e Lestrange.
- Talvez porque ela não seja uma Lestrange?
- Como assim?
- Áquila não é filha de Rodolfo Lestrange. Bellatrix nunca foi fiel à ele.
- Ela é filha de quem então, posso saber?
- Áquila Lestrange... - Hermione engoliu seco - É filha de Você-Sabe-Quem.
Hermione explicou aos dois toda a históra da penseira vista por Harry, onde estava o motivo exclarecedor pelo qual deveria ser ela a matar Áquila. Tonks arregalou tanto seus olhos que, quem visse, poderia pensar que eles estavam prestes a saltar de sua face a qualquer instante. Agora, ela parecia brava.
- Ele tem um nome. - Tonks disse, estava realmente possessa, já levantava a varinha - E é Lord Voldemort. É assim que você deve chamá-lo. Ele vai tentar te matar de qualquer jeito.
- Ei, ei, calmaí. Você deve usar - Hermione disse, tirando a espada de Gryffindor - isto. É o único jeito.
- Mas... mas eu não posso!
- E por que não?
- Eu não sou da Grifinória, Hermione, pertenco à Lufa-Lufa!
- Acontece que você possui a coragem de mil grifinórios juntos. Coragem é algo que Godric Gryffindor prezava demais, algo que você tem de sobra. - Hermione entregou à espada para Tonks.
- Mas... - ela estava hesitando.
- Você é totalmente leal, Tonks, nada mais natural que queria a proteção daqueles que ama, independente de que seja de coração bom ou ruim, nada mais natural para uma digna lufana com você. - Remo entrou na conversa para convencê-la - É necessário que você entenda que agora, é uma vida má e culpada em troca de mais de mil vidas boas e inocentes.
Tonks sorriu. Ela estava decidida a procurar Áquila e colocar um fim em tudo isso. Saiu correndo e deixou Remo e Hermione para trás.
*
Harry estava na orla da Floresta Proibida. Não havia ninguém na parte externa, todos estavam no castelo cuidando dos corpos de seus mortos. Ele estava pronto para enfrentar seu destino. Adentrou a mata e não muito longe, avistou Lord Voldemort. Havia o encontrado de novo, novamente, cercado por todos os seus comensais.