Hermione acabara de acordar em seu quarto na casa dos pais, não podia acreditar que eles permitiram que ela passasse as últimas semanas de férias na Toca.
Ainda deitada em sua cama ela olhou pela janela e se deparou com um céu muito azul que fez com que ela se lembrasse de um par de olhos azuis que a fascinavam. Tentou puxar pela memória, desde quando? Não sabia precisar, mas de uma coisa tinha certeza desde que o vira pela primeira vez no Expresso de Hogwarts, tentando inutilmente fazer um feitiço, alguma coisa naquele garoto ruivo, sardento, e magricela chamaram sua atenção. Ele era como um livro, um livro que ela ficou ansiosa para ler. Claro que no principio ela não entendeu isso, e as palavras dele ao fim daquela aula a atingiram como um tiro.
Mas então ele a salvara do trasgo, claro que Harry estava com ele, desde sempre eram inseparáveis, mas ele estava lá e era isso que importava e a partir daquele dia se tornaram amigos.
Quantas aventuras eles viveram, quantos perigos correram, só no primeiro ano, claro que ela e Rony brigavam constantemente, mas era com uma rapidez impressionante que faziam as pazes.
Ela não sabia por que, mas nas férias de fim de ano ela foi tomada por uma grande ansiedade, ela se viu escrevendo para os amigos quase que semanalmente. Nunca tinha sentido tanta vontade de que as férias acabassem,
Então eles voltaram para o segundo ano, claro que ela ficou desesperada quando não os viu na estação e se perguntava o que teria acontecido até por que a menos de uma semana eles se encontraram no Beco Diagonal e estava tudo bem e os gêmeos disseram que eles estavam logo atrás deles na passagem. E o susto ao saber que tinham voado em um carro enfeitiçado! Este ano ela teria que ser muito firme com eles, eles quase foram expulsos! Mas era inútil ele sempre a cativava com um simples sorriso.
Hermione repassava cada momento, como se tivesse acabado de vivê-los. Não só os que passaram juntos, mas os que ela passava sozinha também. Lembrou-se dos momentos que se enfiava em sua cama no dormitório das meninas, serrava as cortinas lançava um feitiço imperturbável, e ficava pensando nos acontecimentos, tentava decifrar os mistérios pelos quais a escola estava passando Lembrou-se que foi em uma dessas noites depois de Colin Creevey ter sido atacado, ela pensava se mais alguém seria atacado inclusive ela, afinal era filha de trouxas, que ela sentiu pela primeira vez uma dor no pé da barriga, ela vinha sentindo aquela dorzinha o dia todo, mas agora estava pior, será que seria a tenção pela qual estava passando? Mas então outra coisa aconteceu, ela sentiu uma coisa quente escorrendo por entre as suas pernas, ela se levantou de um pulo e correu para o banheiro. No principio, ela se lembrava, tinha sido um susto ver sua calcinha suja de sangue, mas depois se lembrou do livro que sua mão lhe dera nas férias e que explicava que isso poderia acontecer a qualquer momento. Com um sorriso no rosto ela se encarou no espelho, agora sim era oficialmente uma menina, ou melhor, uma mulher! Lembrou-se que o seu primeiro impulso foi contar para Rony e Harry afinal eles eram seus únicos amigos. Mas depois ficou com muita vergonha não poderia contar uma coisa dessas a eles. Mudando de idéia escreveu uma carta para a mãe.
Perdida em seus devaneios ela se assustou com a batida na porta.
- Pode entrar. Disse se levantando.
- Bom dia querida, imaginaei que você levantaria cedo, ansiosa para rever o seu ruivinho!
- Mamãe! - Ela corou. - Na verdade eu já estou acordada há muito tempo, só que fiquei pensando...
- Sei... Suas coisas já estão prontas?
- Sim, só faltam algumas pequenas coisas.
- Que bom. Ham... Filha será que podemos conversar um pouco?
- Clara mãe! Disse sentando-se na cama.
- Na verdade eu gostaria de fazer uma pergunta. Como estão as coisas entre você e o Rony? Conseguiram se acertar? O que pretendem fazer quando terminarem a escola?
- Mãe não era “uma” pergunta? - Disse rindo. - Mas para ser sincera não sei como estão as coisas. Não tivemos tempo de conversar, esqueceu? E também não achei que seria correto falar sobre isso por carta.
- Entendo, mas você está convencida de que o que sente por ele é amor?
- Mãe se isso não for amor não sei o que é, só sei que no momento em que conheci o Ron alguma coisa aconteceu, há quatro anos quando finalmente comecei a perceber que o sentia por ele era muito mais que amizade, e a dois quando percebi que ele também sentia algo por mim, deveria ter tido coragem e assumido os meus sentimentos, afinal éramos amigos e eu deveria ter sido sincera. Mas não fui, o tempo passou e eu perdi a oportunidade, pois quando a guerra começou eu sabia que não seria prudente começar um relacionamento, pois não podíamos nos desviar do objetivo a qual tínhamos nos comprometido. Enfim agora que acabou, que tudo ficou para trás, embora muita coisa tenha mudado, o sentimento que sito só fez aumentar. E em meu coração tenho a certeza de que o amo e que também sou amada, e que quero passar todos os dias da minha vida ao lado dele.
Com lagrimas nos olhos a mãe de Hermione a abraçou e disse:
- Então minha filha, só desejo que vocês sejam muito feliz!
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Algumas horas depois Hermione desaparatou direto no jardim da Toca. A senhora Weasley que estava no jardim colhendo algumas flores, a recebeu com um abraço caloroso e parecendo adivinhar seus pensamentos disse:
- Ron está lá no bosque com o Harry e a Gina.
Com o coração dando pulos ela foi andando na direção indicada, estava a alguns metros do grande carvalho quando ouviu a voz de Ron, seu coração falhou uma batida ao mesmo tempo em que ela ficava na linha de visão daqueles profundos olhos azuis. Ele estava ali, diante dela, mais lindo do que nunca.
E então ele a surpreendeu correu para ela e a beijou, como se disso dependesse a sua própria vida, ela sentiu como se o tempo tivesse parado, não ouvia mais nada, era como se através daquele beijo eles tivessem se fundido em um só.
Pessoal esta é minha primeira fic espero que estejam gostando. Se puderem deixar algumas mensagens eu agradeceria é muito importante para mim.