Narrador- Como a Srta. Engels está no meio de um encontro e levou todo o script com ela, só me restou contar algumas lembranças a vocês leitores a fim de esclarecer algumas dúvidas que possam ter surgido durante o capítulo 1.Ai vai:
Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, 02 de janeiro de 1971.
Fazia horas que o garoto de cabelos pretos era observado. Ele era tudo aquilo com que ela sempre sonhara. Lindos olhos castanhos esverdeados, emoldurados por óculos redondos. Cabelos extremamente rebeldes assim como os de Harry. Seu coração estava quase saltando pela boca, nunca imaginou que um dia pudesse conhecê-lo, porém agora o moreno estava bem na sua frente. A jovem criatura tentou se aproximar devagar sem que James percebesse, contudo, ao menor barulho, o moreno se virou em sua direção.
- Quem é você? Nunca te vi por aqui! – perguntou assustado.
A menina estava em maus lençóis. Tinha longos cabelos negros, olhos igualmente pretos que eram como túneis, contudo estavam brilhando de felicidade ao vê-lo.
- Sou... – parte de seu rosto estava encoberto. A garota sentou a beira do lago abraçando as próprias pernas.
O moreno se sentou ao seu lado.
- Se não quiser me falar não precisa. – disse compreensivo.
- Eu não sou daqui! – respondeu rapidamente.
- Eu entendo – disse e fez a menção de abraçá-la.
- Você não é capaz de entender! – cortou-o.
- Você quebrou alguma regra por acaso? – perguntou curioso.
- Sim – ele olhou-a espantado – A de nunca mexer com o tempo – respondeu com uma leve tristeza na voz.
- Você voltou no tempo? – perguntou animado.
- Você entendeu rápido demais pro meu gosto – respondeu de contragosto. Em seguida mostrou-lhe a corrente que tinha no pescoço, a qual na ponta continha uma pequena ampulheta.
- Como você conseguiu um vira-tempo? – perguntou surpreso.
- É... Bem... Peguei emprestado da minha amiga, sem ela saber óbvio – disse nevergonhada.
O moreno sorria marotamente apesar de seus onze anos. A morena não acreditava que desde seus onze anos ele pudesse ter um sorriso tão encantador assim.
- Não se excite por causa disso. Eu também adoro quebrar regras – disse ainda sorrindo – Só uma pessoa nesse castelo se compara a mim: meu amigo Sirius.
O coração da garota deu um salto ao ouvir aquele nome.
- Você não vai me disse mesmo qual é o seu nome? – ele insistiu.
- Eu não posso James.
- Então como irei chamá-la? Isso não é justo! Você sabe o meu nome e eu não faço a menor idéia de qual seja o seu – disse frustrado.
- Chame-me do que quiser – disse ela sorrindo.
- Hmmmm. – ele fez cara de quem estava pensando – Apesar da aparência Black você tem um rosto angelical. Que tal Dark Angel?
- Gostei! – disse esboçando um sincero sorriso.
Eles ficaram conversando a tarde inteira no lago. Os olhos dela brilhando de felicidade de finalmente vê-lo e conversar com o moreno.
- Acho que já está na hora de voltar... - dsse fazendo a menção de se levantar.
- Você não me falou quase nada de sua vida. Não posso deixar você partir sem me dar algumas pistas – ele impediu.
A menina grudou sua testa na de Tiago e disse:
- Tenho 13 anos, sou da Grifinória, e esta não é minha verdadeira aparência. Tenho olhos azuis. Compreenda, eu não posso falar mais. Mas um dia voltaremos a nos ver. Eu prometo.
O moreno pôde ver em seus olhos que ela estava sendo sincera. Decidiu por acreditar nas palavras dela e não questioná-la mais.
- Eu vou te esperar o tempo que for preciso – disse por fim.
A morena sorriu e beijou os lábios de James, que não esperava por este gesto. Num primeiro momento ele ficou estático, mas logo tomou a iniciativa e aprofundou o beijo. Apesar de não esperar essa atitude dele que acabara de conhecê-la , ela não recusou.
Sentiu uma felicidade imensa, pois nem em seus sonhos mais íntimos e ambiciosos sonhou que um dia o beijaria. Mesmo relutando, Dark separou-se devagar dele.O fitou por um instante e disse:
- Eu volto – retirou das vestes a pequena corrente com a ampulheta – Avançar anum – virou a ampulheta até que ela levasse de volta a seu tempo.
Uma lágrima solitária escapou dos olhos de Potter. Esperando que um dia pudesse voltar a vê-la.
Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, junho de 1994
Nós cinco estávamos andando pela propriedade, quando vimos o carrasco afiando seu machado.
- Eles não podem matar o Bicuço! – Mione estava indignada.
- O pior é que eles podem – respondeu Sabinna.
- É claro que não Sabby. O Bicuço não fez nada! – retrucou Hermione.
- Ah não. Ah não ser arranhar o Malfoy – disse Rony , se metendo na conversa.
- Rony! – exclamaram as duas juntas.
- Até parece que ia fazer muita diferença se o Bicuço tivesse matado o Malfoy. Ia ser um bem enorme para a humanidade – dessa vez eu me pronunciei.
- Kammy! – exclamaram novamente as duas.
- Vamos visitar o Hagrid? Por enquanto é o melhor que podemos fazer – Harry tentou evitar uma briga.
Continuamos caminhando, só que agora em direção a cabana de Hagrid. Todos absortos em pensamentos e muito tristes com o que estava pra acontecer. Quando estávamos nos aproximando, tivemos a desagradável surpresa de encontrar certa doninha pelo caminho.
- Olha quem está ai. O fracassado do Weasley, a metida da Black, o bailarino Potter, a sangue-ruim da Granger e...
- Cala a boca Malfoy! – falei antes que ele pudesse completar.
- Ficou comovida Engels? Acho que vou doar a cabeça do hipogrifo para o Salão Comunal da Grifinória – disse dando um sorrisinho sarcástico.
- Sua barata suja, ruim e asquerosa! – exclamou Hermione, apertando sua varinha contra a garganta dele.
- Não Mione, não faça isso – gritou Harry.
- O azare de uma vez – apoiei totalmente, desde que o loiro sofresse muito.
- Não vale a pena perder o tempo com ele, Mione – falou sabiamente Rony.
Hermione se deu por vencida e abaixou sua varinha. Fez menção de virar as costas pra ele mas não se conteve ao ouvi-lo pronunciar:
- Sangue-ruim...
Desta vez Mione não apelou para a varinha e meteu-lhe um soco bem dado no nariz. Se ela não o tivesse feito, tenha certeza que eu teria.
- Você vai se arrepender Granger – Falou entre dentes.
- Fala alguma coisa contra a Mione e você vai se arrepender de ter nascido! – disse apontando minha varinha em sua direção.
Draco iria revidar quando percebeu a expressão de meu olhar. Era um olhar assassino. Do tipo que não pensaria duas vezes antes de agir. Malfoy, Crabbe e Goyle dispararam na direção oposta. Como sempre, uns covardes.
- Essa foi genial Mione – exclamou Rony .
- Valeu Rony – respondeu ela um pouco sem graça.
- Vamos ou não para a cabana de Hagrid? – perguntou Sabinna meio estressada.
- É claro que vamos Sabby – respondeu Rony com um sorriso.
- Sabinna – Black odiava quando a chamavam de Sabby.
Continuamos nossa caminhada em direção a cabana de Hagrid. O convenceríamos a qualquer custo ele aceitar a nossa ajuda.
- Hagrid, abra a porta? – pediu Sabinna.
- Vocês não deveriam ter vindo! – disse ele , abrindo mesmo assim a porta para passarmos – Aceitam tomar uma xícara de chá comigo? Mas prometam que iram embora depois. E a propósito Rony... – disse entregando-lhe Perebas em suas mãos – Cuide melhor de seus bichinhos – ele falou tudo isso rapidamente como se não tivesse noção do que dizia.
- Não podemos ir Hagrid. – começou Harry.
- Nos vamos te ajudar a libertar o Bicuço – continuou Rony, segurando Perebas em suas mãos.
- Isso é uma injustiça! – exclamou Mione.
- E nós não vamos aceitar isso – disse Sabinna no seu tom estourado de sempre.
- Isso não é um pedido, é uma afirmação – eu encerrei em tom decidido.
As lágrimas brotaram nos olhos de Hagrid.
- Agradeço todo o apoio que vocês estão me dando, mas não posso arriscar seus pescoços em troca da vida do Bicuço – disse distribuindo uma caneca de chá para cada um – Acho que até ele já se conformou com o cruel destino – voltou sua atenção para a gente – Prometam-me que vão embora daqui a pouco e não vão interferir?
Assim que nosso amigo terminou a frase , uma pedrinha acertou bem em cheio o pote de barro que estava em cima da mesa.Uns segundos depois, outra pedrinha voou em direção a cabana, só que acertou dessa vez a cabeça de Harry. Hagrid olhou pela janela e então viu o ministro junto com o carrasco e Dumbledore vindo em direção a cabana.
– Vão embora, agora! – implorou Hagrid.Logo depois ouvimos batidas na porta – E não fiquem escutando – o gigante ainda recomendou antes que pudéssemos desaparecer pela porta dos fundos, enquanto Dumbledore, Fudge e o carrasco entravam pela porta da frente.
Subimos correndo a longa escada que nos levava de volta ao castelo. Paramos somente para dar uma última olhada em Bicuço.
- Eles não podem fazer isso! – exclamou Mione se abraçando a Rony. Algumas lágrimas escaparam dos olhos de Mione e outras dos olhos de Sabinna , fazendo assim com que esta também se abraçasse a Rony.
- Isso é uma injustiça – deixei escapar com os olhos rasos de lágrimas, me abraçando a Harry.
- É melhor a gente... Ai! – Rony soltou as duas – PEREBAS! – saiu correndo atrás do rato.
- Rony! – nós quatro exclamamos ao mesmo tempo, correndo atrás do ruivo, que ia cada vez mais em direção ao Salgueiro Lutador.
- Rony, cuidado! – disse Harry quando viu o amigo rente a árvore.
- Olhem... para... trás – disse Weasley gaguejando, mau acreditando em que os seus olhos viam.
Quando nos viramos, demos de cara com um par de olhos acinzentados, nos olhando fixamente. O contato visual quebrou um segundo depois, pois o cão havia saltado por cima de nossas cabeças e ia em direção a Rony, abocanhando sua perna e o arrastando em direção ao Salgueiro Lutador, entrando em seguida, pela passagem que Harry sabia que existia.
- Pra onde eles foram? – Harry somente ouviu Sabinna perguntar, num fiapo de voz e com a respiração rasa.
- Pela passagem que tem por baixo da árvore – as meninas o olharam intrigado – A passagem está assinalada no mapa – ele respondeu antes que perguntassem mais alguma coisa.
- Venham – Harry segurou a mão de Hermione e saiu correndo em direção a árvore, parecia que iam conseguir entrar quando a árvore os chicoteou acertando Hermione no ombro e Harry no rosto.
- Como vamos entrar? – indagou Hermione.
- Espero que minha suspeita esteja errada. Esperem só um minuto – me coloquei o mais próximo da árvore que pude, analisando-a. Com um pouco de dificuldade localizei o botão que sabia que estava ali, mirando em direção a ele – Relaxo! – uma da faíscas que saíram da minha varinha acertou em cheio o botão, imobilizando a árvore em seguida.
- Como você sabia? – o olhar de Sabinna demonstrava uma incredulidade que eu nunca havia visto antes.
- Agora não é hora nem lugar. Precisamos salvar o Rony antes.
Aliás, nem eu fazia a mínima idéia de como tinha obtido essa informação. Sabinna guardou seu espanto para si, e com passos decididos seguimos em direção a passagem. Estava tudo no breu. Apenas pudemos sentir que estávamos cada vez descendo mais.
- Lumus. – ouvimos Hermione murmurar e seguimos seu exemplo.
- Acho que sei onde estamos. Espero estar enganado – murmurou Harry.
- O pior é que não está – falei apontando por os móveis parcialmente destruídos – Nós estamos mesmos na Casa dos Gritos.
Um arrepio passou pelo corpo de todos, no que o vento fatigava as janelas.
- Ainda espero que vocês estejam redondamente enganados – falou Sabby enquanto subíamos as escadas que levavam ao segundo andar. Ouvimos um gemido de dor de nosso amigo e desatamos a correr.
- Rony, você está bem? – Sabinna e Mione correram para o seu lado.
- Harry, cuidado – começou o garoto ofegante – Não era o sinistro, Harry, o cão é um animago...
Nesse instante ouvimos uma porta bater as nossas costas e a figura do que deveria ter sido um homem estava escorado nela.
- Harry, há quanto tempo... A última vez que o vi, você ainda era um bebê. Bem que James falava que seu filho ia ser parecido com ele – disse o homem.
- Se quiser matar o Harry vai ter que nos matar também – me joguei na frente de Harry. Sabinna fez o mesmo. Levantou-se e veio para o nosso lado.
- Só uma pessoa vai morrer esta noite – ele afirmou.
Todos olhavam espantados e com ódio para o ex-prisioneiro. Somente eu não conseguia definir meus sentimentos. Não sabia por que, mas não consegui sentir raiva nem ódio dele, era um misto de carinho e ternura. Como poderia sentir isso por um “traidor”?
- VOCÊ NÃO TEVE NENHUM ESCRÚPULO AO ENTREGAR OS POTTER A VOCÊ-SABE-QUEM! AGORA VEM QUERER DAR UMA DE BONZINHO E TERMINAR O QUE ELE NÃO CONSEGUIU AQUELA NOITE? EU TENHO VERGONHA DE SER SUA FILHA, BLACK! – gritou Sabbina, tirando-me de meus devaneios.
- Filha... – gaguejou. Olhou-a mais profundamente – Você é a cara da Bellatriz!
- Descobriu a pólvora! – disse debochando.
- É...
- Você vai pagar caro pela morte dos meus pais, Black – o ódio havia cegado Harry, que não havia entendido a conversa de Sabinna e Sirius, jogando-se em cima do outro.
- Expelliarmus! – bradou uma voz que havia acabado de chegar, fazendo com que todas as varinhas voassem para a mão do recém-chegado – Harry, saia de cima dele – pediu gentilmente Lupin.
- Vai querer me matar também Remus? – perguntou Sirius vendo Remus se aproximar com a varinha apontada para ele – Ele está aqui Remus, acredite em mim – Lupin estendeu uma mão para Black se levantar e o abraçou em seguida.
- Eu ajudei o senhor! – exclamou Hermione de repente – E esse tempo todo o senhor era amigo dele – apontou para Sirius – quer ver o Harry morto e ainda por cima...
- Hermione deixe-me explicar? – Pediu Lupin.
- É um lobisomem! – diante desta afirmação a sala inteira se calou imediatamente.
- Você não pode sair acusando as pessoas assim Mione – sai em defesa de Lupin.
- O que ela disse é verdade Srta Engels.
- Lobisomem ou não ainda é o melhor professor de Defesa Contra as Artes que já tivemos! – Lupin somente sorriu, agradecendo ao apoio. Acho que tenho uma queda por pessoas fracas e oprimidas. É sério!
- Acho que lhes devemos explicações, Sirius – disse Lupin para o amigo.
- Podemos matá-lo primeiro e explicar depois – disse sirius.
- Sirius não – advertiu vendo que este ia em direção a Rony – Eles têm o direito de saber.
- E eu tenho o direito de me vingar! PASSEI DOZE ANOS TRANCAFIADOS EM AZKABAN POR UM CRIME QUE NÃO COMETI! – gritou Black.
- Isso não tira o direito que eles têm de saber da verdade. Ele foi o bicho de estimação de Rony e você deve a verdade ao Harry.
- Aquele miserável, traidor, vagabundo do Peter não merece nem um pingo de piedade.
- O que o Perebas têm a ver com tudo isso? – falou Rony pela primeira vez desde que o intruso aparecera diante deles.
- Ele não é um rato comum. É um animago que atende pelo nome de Peter Pettigrew.
- Você matou o Pettigrew – vociferou Harry
- Tentei, mas não matei – frisou Black.
- Como poderemos ter certeza que não o matou, papai – disse Sabbina, ironizando a última palavra.
- Harry me deu essa certeza meses atrás, que se confirmou pelo mapa hoje – Lupin falou calmamente.
- O senhor sabe mexer no mapa?
- Claro que sei Harry. Eu ajudei a prepará-lo!
- Se vai contá-los a história então seja rápido – Black estava com os olhos cravados em Perebas.
Nesse momento a porta novamente e por ela entrou Snape com uma cara de triunfo.
- Disse a Dumbledore que estava ajudando seu amiguinho a entrar na escola, e aqui está a prova!
- O Moo...
- ENGELS! – ele sabia meu sobrenome? - Parabéns, Ranhoso! Meteu seu nariz anormalmente grande no que não é de sua conta e novamente chegou à conclusão errada – exclamou Sirius.
- É melhor tomar cuidado com o que fala Black. A vingança é tão doce!
- Então me mate Seboso, ou será que não é capaz?
- Pra que negar esse doce prazer aos dementadores.
- Um, dois... – contava Hermione baixinho – Três. Expelliarmus – gritamos o mesmo feitiço ao mesmo tempo que atingiu Snape em cheio, deixando inerte no chão.
- Isso quer dizer que confiam na gente – disse Sirius esperançoso.
- Somente se explicarem está história toda que o Perebas é o Pettigrew – disse Harry.
-Então comece logo de uma vez Moony – Sirius sorriu pela primeira vez, fazendo-me sentir um enorme carinho por ele.
- Quando era criança fui mordido por um lobisomem, e aí começou todo o meu problema. Ninguém nunca me aceitaria em Hogwarts, então Dumbledore tomou algumas medidas que poderia tornar viáveis minha vinda pra cá. Construíram esta passagem para me proteger e aos outros. Também foi plantado o Salgueiro Lutador em cima. Fora esse problema eu nunca havia sido tão feliz na minha vida. Tinha três amigos inseparáveis, Sirius Black, Peter Pettigrew e seu pai Harry, James Potter. Eles notaram que eu sempre desaparecia uma vez por mês. A possibilidade de me abandonarem me impedia de lhes contar a verdade, mas assim como você, Hermione, eles descobriram e não me abandonaram. Fizeram por mim uma coisa que não só tornou minha transformação suportável como também me proporcionou os melhores momentos da minha vida. Eles se transformaram ilegalmente em animagos e se reuniam a mim na Casa dos Gritos na forma de animais. Peter é Wortmail, Sirius é Padfoot e James era Prongs. Você acertou Engels, meu apelido é mesmo Moony.
Ficamos impressionados com esse relato, nunca imaginamos que nosso querido professor havia passado pro tantos problemas. Sua voz estava embargada, não conseguia terminar o que dizia.
- A partir do sétimo ano, Lílian começou a sair com o James, e como você Harry deve saber, fui padrinho do casamento deles. Quem os traiu foi Peter, convenci-os a entregar o segredo de onde estavam a Peter no último minuto. Sabia que Voldemort ia atrás de mim, nunca imaginaria que usariam um sujeito tão fraco como Peter. Ele os entregou a Voldemort – disse quase chorando – Como poderemos provar que tudo o que já falamos é verdade?
Sabinna olhou para o pai com a cara de mais profundo ódio. Harry e Hermione se entreolharam intrigados. Rony segurava frouxamente Perebas em sua mão, não acreditando em uma palavra que Black havia dito. Olhei de Sirius para Lupin, deste para Sabinna, depois Harry e Hermione, por último Rony que ainda mantinha Perebas quase solto em sua mão. Meu olhar voltou para Sirius e senti que tinha dever de ajudá-lo. Apesar de conhecê-lo há pouco tempo, parecia que eu o conhecia há anos. E havia um meio de ajudá-lo. Peguei Perebas sem que Rony percebesse e o entreguei diretamente a Black.
- Aqui está sua única chance de provar que Perebas é mesmo um animago – entreguei-lhe o ratinho apesar dos protestos de Rony.
- Você realmente não tem compaixão Engels – urrou Sabinna.
- E você é uma egoísta que só sabe olhar para o seu próprio umbigo. Não se preocupou nem em ouvir o que seu pai tem a dizer.
- Chega meninas – começou Rony, se dirigindo a Sirius – Se realmente você conseguir provar que o Perebas é mesmo um animago, acreditaremos em vocês – terminou em tom definitivo, com se quisesse impedir uma nova discussão.
Black consentiu. Pegou a varinha de Snape que estava a seus pés, ainda segurando Perebas, os olhares dele e de Lupin se encontraram e se prepararam. Sirius soltou Perebas e os dois amigos tentaram fazê-lo voltar à forma humana, estava quase conseguindo escapar quando, no último segundo, o moreno conseguiu acertá-lo em cheio. No lugar onde estava o rato, apareceu o corpo de um adulto baixinho, quase da altura de Harry.
- Já perdi muito tempo da minha vida por sua causa. Adeus Peter – disse Sirius.
- Não! – gritou Harry, e todos os olhares se voltaram para ele.
- Ele matou seus pais Harry – disse Lupin.
- Eu sei professor. Só acho que meu pai não ia querer que seus dois melhores amigos se tornassem assassinos. É melhor entregá-lo aos dementadores, álias com isso você fica livre Sirius.
-Você é que tem o direito de decidir. Mas um passo em falso, vamos matá-lo, certo Harry? – Potter consentiu visivelmente para que Peter visse que estava de acordo.
Peter foi o primeiro a voltar, com Remus em seu encalço apontando-lhe ameaçadoramente a varinha. Rony estava logo atrás de Remus. Snape flutuava fantasmagoricamente devido ao feitiço de Sirius. Fechando a fila estavam eu, Harry, Hermione, Sabinna e obviamente Sirius.
- Filha... – chamou Sirius – Acho que lhe devo uma explicação.
- Não precisa. Minha mãe me contou tudo. O que eu não admitia era você ter matado os pais de Harry, mas agora que descobri a verdade não tem mais porque odiá-lo – sorriu.
- Mas afinal, quem é a sua mãe Sabinna? – pergunta inocentemente Hermione.
- Bellatrix Lestrange. – respondeu num fiapo de voz. Todos arregalaram os olhos espantados.
Finalmente saímos todos para a claridade do luar. Sirius chamou Harry para conversarem. Ficamos todos contentes de ver que nem sempre tudo é o que parece ser.
De repente Remus enrijeceu, eu, Sabinna e Hermione olhamos ao mesmo tempo para a lua.
- Papai... – chamou Sabinna, percebendo que nosso professor estava se transformando.
Assim que Sirius correu para ajudá-lo, Peter já havia escapado voltando à forma animaga.
- Corram! – obedecemos imediatamente, somente ouviam os sons da briga. Seboso apareceu imediatamente. Harry correu atrás de Sirius, sendo seguido pelos dementadores que apareceram quase em seguida e quase os mataram, se não fosse James interferir, ou pelo menos era isso que Harry achava.
Acordamos na enfermaria sem ter noção do que tinha acontecido. Mesmo contrariado, professor Dumbledore entrou. Íamos começar a protestar tudo o que Madame Pomfrey havia nos dito, quando Dumbledore nos calou com um único gesto.
- Já sei tudo o que iram protestar, peço somente que não me interrompam. Não tenho poder para fazer com que o Ministério acredite na versão de Sirius. Mas ainda há um meio de salvá-lo – continuou como se respondesse ao nosso olhar triste – Se tudo der certo, poderão salvar mais de uma vida inocente. Srta Granger, sabe o que está em jogo, então lhe peço todo o cuidado do mundo. Duas coisas: três voltas devem bastar e na dúvida a melhor maneira de começar é refazer seus passos – saiu apressadamente deixando todos confusos.
- Do que ele estava falando?
- Do vira-tempo Sabby – retirou a corrente de suas vestes – Não vai dar para o Rony ir desse jeito.
- Então vamos todos e não ouse discordar – olhei para Mione como se a desafiasse. Ela somente passou a corrente em volta de nossos pescoços e deu três voltas na ampulheta. As horas foram voltando rapidamente, até que paramos.
- Onde estamos? Que horas são?
- Sete e meia indo para a cabana de Hagrid – disse Mione a Harry consultando o relógio – É melhor irmos andando se quisermos salvar Sirius.
Refizemos nossos passos até o momento em que entramos na cabana de Hagrid.
- Bicuço! – exclamei de repente como se um raio tivesse iluminado minha cabeça.
- Quieta Kammy – sibilou Harry.
- Mais de uma vida poderá ser salvar. O professor Dumbledore estava se referindo ao Bicuço.
Assim que saímos da cabana de Hagrid, tratamos de raptar Bicuço, o que não foi tão difícil. Corremos em direção ao ponto em que sabíamos que Sirius encontraria os dementadores.
- Parece bem pior daqui – sussurrou Hermione horrorizada.
- Meu pai logo ira aparecer! – o tom convincente com que Harry falou deixou-nas espantada.
Não agüentávamos mais vê-los naquela condição, quando Harry se precipitou e ordenou o feitiço – Expectro Patronum! – espantando todos os dementadores.
- Agora só falta salvarmos o Sirius – assim que falei, subimos em Bicuço e fomos direto ao lugar onde sabíamos que estaria.
- Bombarda! – ordenou Sabinna fazendo janela se abrir imediatamente. Sirius subiu logo atrás de mim. Voamos até a torre mais alta do castelo, descendo todos do hipogrifo.
- Não posso deixar de agradecer todos vocês. Hermione: você é a bruxa de treze anos mais inteligente que eu já conheci – abraçou-a levemente. – Obrigada por todo o apoio que você me deu Kammy – abraçou-me também, só que ganhei também um beijo no canto de minha boca que ninguém viu. Sentia-me protegida em seus braços – E propósito fui eu que lhe mandei a Firebolt, Harry. Conte sempre comigo – abraçou-o dignamente depois de treze anos refugiado – Filha... Eu te amo! Conte sempre comigo – abraçou-a por mais tempo do que todos nós, para depois seguir montando em Bicuço – Pode deixar que eu vou lhes escrever – depois desapareceu montado em Bicuço no céu noturno.
Desde que havia reencontrado o pai, Sabinna sorria inteiramente.
- Você estava certa Kammy. Eu poderia pelo menos tê-lo escutado.
- Não esquenta – sorri – Desculpa por ter te chamado de egoísta e tudo o mais.
Sorrimos em mudo consentimento, ainda olhando para o vazio da noite. Sentia-me feliz em ter ajudado-o. Mesmo o conhecendo há pouco tempo, sabia que fiz a coisa certa.
Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, 25 de dezembro de 1994
Fazia meia hora que estava sentada naquela mesa, somente com a garrafa de uísque de fogo como companhia.
Hoje era à noite do tão esperado baile. Hermione ia com Vitor Krum, Harry com Parvati, Lilá com Dino, Rony conseguiu convencer Sabinna a ir com ele, acabou sobrando pra eu ir com o Simas. Hermione estava de rosa, eu e Parvati estávamos de azul, Lilá estava de preto e Sabinna de prata.
Simas me abandonou no meio da festa para correr atrás de Parvati e me deixou sozinha na mesa.
Resolvi dar uma volta pelo salão, depois de ter tomado o quarto copo de firewisky. Até que avistei Malfoy dançando desengonçadamente com a cara de buldogue da Pansy Parkinson, não ia dar a ele o gosto de me ver sozinha. Afastei-me mais para o fundo do salão, indo para na mesa da Sonserina, que estava ocupado somente por uma pessoa.
- Posso me sentar?
- Faça como quiser.
- Porque ninguém quis ser o seu par?
- Por eu ser da Sonserina.
- Eu não me importo, vem? – disse segurando sua mão e quase o arrastando para a pista.
- De que casa você é?
- Grifinória.
- Imagine o que Draco não ia falar se te visse com um sonserino – ele pareceu ter me reconhecido.
- Que se foda o Draco – arrastei-o para a pista.
- Eu não sei dançar! – somente sorriu e pouco a pouco ele foi se soltando – Você é linda. Pena que é uma grifinoriana.
- Isso não quer dizer que eu seja uma cdf certinha.
- Você é conhecida por ser um prodígio de marota – sorri pelo elogio.
- Afinal qual é o seu nome?
- Heero Yue, srta. Engels.
Começou a tocar uma música mais lenta, para encerrar, fazendo Heero enlaçar minha cintura e ficarmos com os rostos quase colados, dançando lentamente.
A banda encerrou o show. Pouco a pouco os estudantes foram em direção aos seus dormitórios. Andamos em direção a saída de mãos dadas sem se importar com que os outros achariam se nos vissem juntos.
- Boa noite. Hee... – ele me puxou e me beijou. Não esperava que fizesse isso, muito menos que um sonserino beijasse tão bem.
- Boa noite minha loirinha – murmurou e sumiu na multidão de alunos, me deixando totalmente confusa.
Foi assim que o conheci, assim que nos tornamos “bons amigos”, pelo menos até o sexto ano.
Largo Grimmauld, 12. Férias de 1995
Depois de muito tempo separado, finalmente estávamos todos juntos. Passávamos os dias limpando a casa, mas até que tinha seus momentos de descontração. Neste dia havíamos conseguido limpar mais uma das enormes salas, o que havia-nos deixado exaustos, conseqüentemente todos foram dormir mais cedo esta noite, menos eu e Sabinna. Minha amiga desapareceu pela enorme casa, só não consegui descobrir o motivo.
Sabinna não agüentava mais esconder esse sentimento em seu peito, porém também não tinha coragem de revelá-lo. Ela era conhecida por não ligar muito em coisas do amor, mas desde que vieram para ali, não conseguia mais tirar certa pessoa da cabeça, sua mente estava muito confusa.
- Sabinna, o que está fazendo acordada há essa hora? – perguntou o dono de sua confusão.
- Nada Lupin.
- Acho que já passamos da fase de nos chamar pelo sobrenome.
- Ok, Remus.
- Muito melhor. Mais ainda não me disse o que está fazendo acordada há essa hora?
- Pensando.
- Em Harry ou Rony?
- No senhor.
- Em mim? E no que estava pensando ao meu respeito?
Sabinna ficou quieta por uns instantes, avaliando o que deveria dizer. Não encontrou palavras, e pela primeira vez na vida resolver fazer o que o seu coração mandava. Ela foi se aproximando para beijá-lo com todo o amor e carinho que sentia por ele, Remus correspondeu o beijo a altura.
- Desculpe, eu não deveria ter feito isso – e se preparou para correr o mais rápido que conseguia, porém Remus segurou seu pulso antes que conseguisse – Eu te amo Remus, me deixe ir embora?
- Não depois de tudo o que aconteceu.
- Você vai querer ficar comigo?
- Só preciso de um tempo pra avaliar a situação, amanha te dou a resposta, ok?
Sabinna consentiu com a cabeça, e Remus puxou-a para seus braços e beijou-a ardentemente.
Quando finalmente se soltaram Sabinna voltou para o quarto das meninas, percebendo que estava faltando uma, eu.
Assim como Sabinna, eu também tinha ido dar uma volta.
Caminhei com passos decididos em direção ao quarto dele, não conseguia mais ignorar o que eu sentia, era forte demais. Antes que eu sequer pusesse os pés no quarto uma voz já me interrompeu.
- Quem está ai?
- Sou eu Black.
- Kammy! O que faz aqui há essa hora? E já disse para parar de me chamar de Black.
- Eu... Queria ficar perto de você – sussurrei, sem que ele pudesse me ouvir. Nesse instante vi Bicuço, logo depois que fiz a reverência ele me deixou acariciá-lo. Black se aproximou sem que eu percebesse.
- Você ainda não me respondeu – sussurrou em meu ouvido fazendo com que eu levasse um susto – Calma sou eu – me virei, nossos rostos estavam a milímetros de distância, não tinha como resistir. Sirius diminuiu a distância de nossas bocas e me beijou. Sua língua enroscava na minha em perfeita sintonia. Seu beijo era arrasador, que fazia qualquer garota cair aos seus pés. Tinha a nítida impressão que já tinha sentido o gosto de seu beijo antes, apesar de ser a primeira vez que nos beijávamos.
- Isso não é certo – falou quando paramos de nos beijar para recuperar o fôlego.
- Que se dane o que é certo – disse beijando-o novamente, enlaçando meus braços em volta de seu pescoço, afinal eu era uma marota. Ele não resistiu e enlaçou minha cintura, ficamos assim, nos beijando a noite inteira.
Apesar de não ter dormido, de manhã estava muita bem disposta. Sabinna também estava em semelhantes condições, pelo seu olhar percebi que estava curiosa para saber por onde eu passei a noite, mas sabia ela que o meu sentimento também era recíproco. Se ela não falasse também não ia falar, aliás não ia falar de jeito nenhum, já que Sirius era seu pai.
- Vamos meninos, ao trabalho? – chamou-nos a Sra. Weasley.
- Por que vocês duas estão tão felizes?
- Nada Roniquinho – percebi que Lupin olhou com uma cara para Sabinna
- E você Kammy?
- Vai ver fui ficar com a sua coruja Rony, ou então o Perebas voltou e resolvi ficar com ele – agora foi Sirius que me olhou com uma cara, como se me matasse se eu ficasse com o Peter, ops... O que eu fui dizer – “Agora ele vai ficar puto da cara comigo.”
Passamos a manhã e a tarde toda limpando mais uma bendita sala. Assim que terminamos subi para o quarto dele, mas não esperava me encontrar lá.
- O que faz aqui?
- Desculpar-me pela minha burrada do café. Eu não deveria ter dito aquilo.
- Mas disse. Sabe muito bem o que ele fez Engels.
- Sei Black, ele ajudou a matar meus melhores amigos – agora realmente falei demais.
- Pensei que seus melhores amigos fossem minha filha, Harry, Rony e Hermione.
- Também – seus olhos ainda demonstravam rancor – Se não acredita em mim Black, então que vá para o quinto dos infernos – eu tinha uma paciência muito parecida com a dele, ou seja, quase nenhuma.
Sai pisando duro, se ele quisesse então teria que me pedir desculpas pessoalmente. A caminho da cozinha vi o vulto de Sabinna conversando com alguém que não consegui identificar.
- Sabinna eu quero muito ficar com você.
- Sério – Sabinna correu para seus braços e o beijou. Depois de algum tempo se soltaram do beijo.
- Só acho que por enquanto não deveremos falar nada para o Sirius, ele provavelmente não irá aprovar.
- Também concordo. Então fica só entre nós.
As férias passaram. Remus e Sabinna ainda se encontravam escondidos. Eu não havia dado o braço a torcer, muito menos Sirius, fazendo com que eu voltasse ao castelo sem que tivessem me entendido com ele.
Ministério da Magia, junho de 1996
Dumbledore havia chegado. Todos os pares haviam parado de lutar exceto um.
Sirius e Bellatrix pareciam não ter notado a presença do recém chegado.
- Isso é o melhor que você sabe fazer? – ria da cara dela, desviando de seu último feitiço.
- Ava...
Sabinna se jogou na frente de seu pai.
- Se quiser matá-lo terá que me matar também.
Bellatrix avaliou a situação. Apesar de tudo não conseguiria matar sua própria filha, seu coração de mãe falou mais alto.
- “Expelliarmus” – no que o feixe de luz saiu da varinha de Bellatrix, Sirius se abaixou juntamente com Sabinna, e a morena fugiu.
- Sabinna, não – o moreno a segurou impedindo-a de ir ao encontro de sua mãe.
Depois do confronto entre Voldemort e Dumbledore, as coisas finalmente estavam entrando nos eixos.
- Fudge! – exclamou Dumbledore ao vê-lo – Creio que agora finalmente acredite no que venho lhe dizendo há um ano.
- Eu o vi com meus próprios olhos. Tenho que admitir que... – Fudge empacou ao ver Sirius se aproximando.
- Como já percebeu Sirius é meu aliado, portanto não é um comensal da morte como pensa, exijo que reconheça que Black não é o que pensa e que retire a ordem dos dementadores de capturá-lo – seu tom de voz era calmo, mas seus olhos demonstravam uma áurea de poder que Fudge não conseguiu negar sua ordem.
- Percy, envie uma carta aos dementadores libertando o ex-prisioneiro Sirius Black – Percy não acreditara nas palavras de seu chefe.”Libertar assim aquele homem?”
- Sirius, ache os garotos e leve-os de volta e em segurança ao castelo – se virou para Fudge – Se quiser tenho 20 minutos do meu tempo.
Sirius caminhava com Sabinna e Harry em direção ao 9º andar do Ministério.
- Vamos nos dividir em dois grupos: Eu e vocês dois. Nos encontramos na sala do véu, ok?
Para sua completa sorte e surpresa a primeira pessoa que Sirius encontrou fui eu, que já havia me recuperado do feitiço.
- Kammy! Você está bem?
- Isso não é de sua conta Black.
Sirius me abraçou como se tivesse medo de me perder.
- Achei que nunca mais a veria! Desculpe-me pelo mal entendido.
“Espere aí. Sirius Black dando o braço a torcer? Isso realmente não é algo que se vê todo dia.”, pensei.
- Tudo bem. Agora vamos procurar os outros.
Sirius puxou e beijou-me.
- Agora sim vamos.
Só conseguimos encontrar Mione e Neville. Como Sirius havia combinado, fomos para a sala do véu, chegando lá avistamos Sabinna e Harry, juntamente com Rony e Luna. Nosso grupo estava junto de novo.
Sirius nos conduziu de volta a escola, sendo agora um homem livre, podendo dar mais atenção a sua filha e seu afilhado. Nossa relação ficou... Bem... Nem eu mesma sei.
Hogmeade, 14 de fevereiro de 1997
Desde que não andasse pelas ruas principais do povoado poderíamos passear livremente. Malfoy estava ocupado demais com seus problemas particulares para se lembrar sequer que eu existo.
- Nem acredito que finalmente conseguimos sair juntos.
- Nem eu – essa era a primeira vez que saímos juntos, não queria estragar essa felicidade justamente hoje, contudo mais cedo ou mais tarde teria que lhe contar tudo.
- Esqueça os problemas – acrescentou ao ver a minha expressão.
Caminhando mais um bom pedaço entramos na rua da Casa dos Gritos.
- Você sabe o quanto todos temem entrar lá? - óbvio que sabia – Mas porque a pergunta?
- Você teria coragem de entrar lá? – perguntou me desafiando.
- Óbvio que tenho. Eu sou uma Grifinória.
- Então prove!
- Mas você vem junto – disse arrastando-o.
- Tem medo de entrar sozinha? – debochando.
- Lá nós teremos mais privacidade cabeça-oca.
- Tem outra entrada sabia? – queria me pegar desprevenida.
- Muitas poucas pessoas sabem como passar pelo Salgueiro Lutador e menos pessoas ainda tem coragem de entrar – disse empurrando a porta, na mais profunda escuridão que estava lá dentro.
Conduzi-o pela casa, levando ao segundo andar, onde havia o quarto.
- Tenho ou não coragem?
- Era só um meio de te trazer pra cá – disse puxando e beijando-me ardentemente. Ficamos abraçados o maior tempão.
- Eu... te amo – olhei-o nos olhos.
- Eu também – diminuiu a distância de nossas bocas. Arrastando-me em direção a cama e me depositando dela - Fica aqui comigo, pelo menos essa noite?
Não tive como resistir a aqueles olhos suplicantes.
Foi o começo de minha paixão, pois meu coração já pertencia a outro, era aquele maroto impulsivo que eu realmente amava.
Sala Precisa, 5 de setembro de 1997
Eu realmente não o amava, mais gostava muito de Heero. Continuamos a sair depois daquele passeio. Meu coração estava muito balançado. Meu suplício agora era maior, pois meu grande amor agora também era meu professor.
Mas havia nos reacostumar com nossa volta, quando recebi um bilhete de Heero.
Kammy,
Encontre-me na sala precisa, as 8:00 h.
Beijos
Recebi o bilhete logo no café da manha. O que me manteve viva na aula de Poções que teria de ter, mais antes começava meu suplício duas aulas de DCAT, com ele, depois duas de Feitiços com o professor Lupin, de tarde teria duas aulas de Transfiguração com a professora Minerva e as duas últimas com meu odiado professor, mas em compensação veria meu quase namorado.
Estava prontamente às oito horas na sala precisa como ele havia me pedido.
- Oi, amor. – disse beijando, me sentando logo em seguida ao seu lado.
- Você sabe por que eu te chamei aqui?
- Sinceramente não faço a menor idéia.
Tirou do bolso uma caixinha em forma de coração e me entregou.
- Abra! – fiz o que me foi mandado e encontrei um anel de ouro branco, com uma pedrinha de rubi em forma de coração. – Quer namorar comigo?
Por essa eu realmente não esperava, já estava mais do que na hora de eu lhe contar a verdade, mas não tinha coragem suficiente para assumir meus erros. Acabei me deixando levar pela emoção do momento.
- Aceito, aceito, aceito – praticamente me joguei em seus braços.
Nos beijamos curtindo cada momento que podíamos, um ao lado do outro.
Aula de Poções, 15 de outubro de 1997
Havíamos chegado muito mais cedo do que o previsto.
- Que tédio! – exclamou Rony.
- Topa jogar xadrez?
- Onde vamos arrumar um jogo de xadrez, anta?
- Eu trouxe o meu Sabby.
Tirei-o da mochila.
- Branco ou preto? – dirigi-me a Rony.
- Branca.
- Mobilijetus – equilibrei o tabuleiro no ar. Coloquei minhas peças no lugar, ao mesmo tempo em que Rony também colocava a sua.
- Peão na D 8.
- Cavalo na H 3.
- Bispo na F 5.
- Peão na G 4.
- Bispo na E 6.
- Peão na F 3.
- Peão na A 6.
- Peão na E 4.
- Peão na A 5.
- Peão na D 5. Comi seu peão!
- Bispo na D 5 e eu o seu – completou Rony sorrindo.
Olhei-o com cara de poucos amigos.
- Ajudando seu amigo a ganhar algo dinheiro com esse jogo idiota? Não sabia que se prestava a esse papel ridículo Engels – ouvimos uma voz arrastada atrás de nós.
- Mobilijetus – todas as peças voaram imediatamente para minha mochila.
- Você é uma sangue-ruim, otária, pé rapada, imbecil...
- Accio! – a tabuleiro voou para minha mão imediatamente – Fale mais alguma coisa a meu respeito e eu juro que jogo isso na sua cabeça.
- Duvido sangue-ruim.
Minha paciência já estava no limite faz tempo, e desta vez Malfoy estava extrapolando os limites, se é que ele tinha algum.
- Não fale assim do Rony e da Kammy – exclamou Sabbina.
- Dinheiro é essencial Black, mas você deveria ter escolhido seus amigos melhor, álias seu pai também era outro que não valia nada.
- Não fale...
Perdi a paciência de uma vez. Com passos decididos logo alcancei Malfoy e espatifei completamente meu tabuleiro em sua cabeça, em seguida começou a escorrer um filete de sangue atrás de sua nuca.
Todos olharam impressionados para mim, os sonserinos não se atreveram a me desafiar.
- Peça desculpa ao senhor Malfoy agora mesmo – sibilou Snape, e Draco deu um sorrisinho de vitória.
O sangue ainda palpitava em minhas veias.
- Não vou pedir desculpas a ele, prefiro enfrentar um basilisco a passar por esta humilhação.
- Detenção Engels. Arrumar o estoque de Porções sexta, as 8 e não ouse discordar.
- Não posso – uma veia palpitava na têmpora gordurosa de Snape - Tenho que cumpri uma detenção com a profª Minerva na sexta.
- Hoje?
- Tenho detenção com o professor Lupin. É mais fácil perguntar qual dia eu não tenho detenção. Só estou livre sexta da semana que vem – Snape não acreditava em minhas palavras, que em menos de quatro dias de aula eu havia conseguido detenção para mais de uma semana. Na verdade com essa de agora são três semanas.
- Sexta, as oito na minha sala.
- Ok, seboso – sibilei a última palavra, mas acho que Snape ouviu, por que ficou mais mal-humorado que antes.
Narrador – Depois de todos esses flashback já esta na hora de voltarmos ao ponto onde terminamos, a descoberta da srta. Engels...