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24. Capítulo 23


Fic: Tudo por Amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Despertou um aroma delicioso de carne assada. Apenas consciente de que a enorme cama sobre a que dormia era muito grande para ser a dela, Gina rodou sobre si mesma para ficar deitada de costas, completamente desorientada. Piscou na quase total escuridão de uma residência que não parecia familiar e virou o rosto para o lado contrário, procurando a pálida fonte de luz, que resultou ser uma pequena separação entre as grossas cortinas que cobriam a janela. Luz da lua. Durante alguns felizes instantes acreditou estar em um hotel de luxo, em algum lugar de férias.


Olhou o relógio digital da mesa de cabeçeira. Ali, onde fora que estivesse, eram as oito e vinte da noite. Fazia frio na residência... Um frio profundo que a fez descartar a possibilidade de estar na Califórnia ou na Flórida. Então começou a pensar que nos quartos de hotel nunca havia aroma de comida. Estava em alguma casa, não em um hotel, e se ouviam passos no quarto seguinte.


Pesados passos de homem...


A realidade a atingiu como um murro na boca do estômago e se sentou na cama, descobriu-se, ficou de pé, com uma descarga de adrenalina. Deu um passo para a janela, porque seu mecanismo instintivo de fuga reagiu antes que sua mente. As pernas arrepiaram e ela olhou com incredulidade o que tinha colocado: uma camiseta de homem que tirou da cômoda depois de tomar banho. Recordou as palavras de seu sequestrador: "Tenho as chaves do carro e nesta montanha não há outras casas... Se tentar fugir a pé, morrerá congelada... Os ferrolhos das portas podem se abrir com facilidade... Pode se mover com liberdade pela casa...".


— Simplesmente relaxe — disse Gina em voz alta, mas nesse momento estava descansada e completamente alerta, e por sua mente se precipitavam possíveis vias de fulga, nenhuma das quais era nem remotamente acessível. Além disso estava morta de fome. Acima de tudo a comida, decidiu; depois tratarei de encontrar a maneira de sair daqui.


Tirou da valise os jeans que tinha usado na viagem a Azkaban. Depois de tomar banho tinha lavado sua roupa interior, que ainda estava empapada. Com os jeans na mão, investigou o amplo closet cheio de suéteres de homem cuidadosamente dobrados nas prateleiras, desejando poder ficar com roupa limpa. Escolheu um grosso suéter de pescador cor creme e o colocou frente a si. Chegava-lhe até os joelhos. Encolheu os ombros, decidindo que seu aspecto não importava, e que o grosso suéter dissimularia o fato de que não usaria sutiã. O colocou. Antes de se deitar lavou e secou o cabelo, de modo que só tinha que escovar agora. Pegou a bolsa para colocar um pouco de blush, mas mudou de ideia. Arrumar-se para o encontro com um fugitivo, não só era desnecessário, mas também possivelmente um enorme engano, considerando esse beijo sobre a neve no qual ela tinha participado essa manhã ao amanhecer.


Esse beijo...


Tinha a sensação de que não tinham transcorrido umas poucas horas, a não ser semanas desde que Harry a beijou, e agora que estava descansada e alerta se sentia segura de que o único interesse que ele tinha nela se relacionava com sua própria segurança. Não se tratava de nada sexual. Decididamente não era algo sexual.


Por favor, Deus! Que não tenha nada que ver com o sexual!


Ao contemplar-se refletida nos espelhos das paredes do banheiro, tranquilizou-se. Sempre tinha estado muito ocupada e preocupada para pensar muito em sua aparência. As poucas vezes que se tomou ao trabalho de estudá-la, teve a sensação de que seu rosto era algo estranho, com feições bastante surpreendentes e muito proeminentes, como os olhos e os maçãs do rosto. Entretanto, nesse momento, seu aspecto a fascinou. Vestindo um jeans e um suéter muito grande, com o cabelo escovado e a face lavada, não podia parecer sexualmente atraente para nenhum homem, sobre tudo tratando-se de um que se deitou com centenas de magníficas e fascinantes mulheres famosas. O interesse de Harry por ela não seria sexual, decidiu Gina com total segurança.


Depois de respirar fundo, segurou o trinco e o fez girar, sem vontade de enfrentar seu sequestrador, mas disposta a fazê-lo... E com um pouco de sorte, enfrentar-se também com uma deliciosa comida. A porta do dormitório não estava fechada com chave.


Abriu a porta em silêncio e passou para o cômodo principal da casa. Durante uma fração de segundo, a beleza da cena a deixou completamente desorientada. Um fogo crepitava na chaminé, as luzes do teto iluminavam o lugar com suavidade, sobre a mesa redonda havia velas acesas cuja luz se refletia sobre as taças de cristal que Harry tinha colocado sobre a coberta de linho. Talvez fossem as velas e as taças de vinho que produziram a impressão de que estava se introduzindo em uma cena de sedução, ou possivelmente foram as luzes suaves e a música romântica que surgia do som. Gina se aproximou da cozinha onde estava Harry Potter, e falou, tentando infundir em sua voz um tom brusco e formal. Potter estava de costas enquanto tirava algo da churrasqueira.


— Esperamos visitas? — Perguntou Gina.


Ele se virou para olhá-la e um inesperado sorriso prazeroso se estendeu por seu rosto quando a estudou dos pés a cabeça. Gina teve a impossível e desagradável impressão de que gostava do que via, uma impressão que reforçou sua maneira de levantar a taça de vinho em uma espécie de brinde.


— Não sei por que, mas com esse suéter tão grande fica adorável!


Embora tarde, Gina se deu conta de que depois de cinco anos de cadeia, qualquer mulher pareceria atraente, e retrocedeu um passo.


— O último que me interessa é parecer agradável para você. Pode ter certeza de que antes preferiria colocar minha própria roupa, apesar de que não está limpa — disse ela, girando sobre seus calcanhares.


— Gina! — Exclamou ele, já sem rastros de cordialidade na voz.


Ela se virou em seguida, surpreendida e alarmada pelas rápidas mudanças de humor desse homem. Retrocedeu outro passo com cautela, enquanto ele lhe aproximava com uma taça de vinho em cada mão.


— Beba algo — ordenou, entregando a ela uma taça de cristal. — Beba, maldita seja! — Fez um visível esforço por suavizar seu tom de voz. — Ajudará a relaxar.


— E para que vou me relaxar? — Perguntou ela com obstinação.


Apesar de seu gesto teimoso e seu tom rebelde, havia um pequeno tremor de medo em sua voz e, ao percebê-lo, a irritação de Harry se evaporou. Gina tinha demonstrado enorme coragem e um espírito infatigável durante as últimas vinte e quatro horas; lutou tão obstinadamente com ele que chegou a fazê-lo acreditar que nem sequer tinha medo dele. Mas nesse momento, ao olhá-la, notou que os sofrimentos que tinha infligido nela tinham deixado escuras olheiras debaixo de seus olhos gloriosos, e que sua pele rígida estava muito pálida.


É uma moça surpreendente, pensou, valente, boa e corajosa como o próprio diabo. Talvez se não gostasse dela — se não gostasse dela tanto — não se importaria que o estivesse olhando como se ele fosse um animal perigoso. Teve a prudência de conter sua necessidade de apoiar uma mão contra sua bochecha para tranquilizá-la, coisa que sem dúvida teria causado nela o pior dos pânicos, e de desculpar-se por havê-la sequestrado, gesto que teria parecido hipócrita, mas fez algo que se prometeu não voltar a fazer em sua vida: tentou convencê-la de sua inocência.


— Faz um momento pedi que você relaxasse e que... — Começou a dizer, mas ela o interrompeu.


— Não me pediu isso, ordenou que me relaxasse.


O repreendimento provocou um sorriso nele.


— Agora estou pedindo.


Completamente surpreendida pela suavidade de Harry, Gina bebeu um gole de vinho, tentando ganhar tempo, tranquilizar seus sentidos confusos, enquanto ele seguia parado a sessenta centímetros de distância. De repente deu-se conta de que, enquanto ela dormia, Harry tinha tomado banho, se barbeado e que, vestindo uma calça e um suéter negros, Harry Potter tem uma aparência muito melhor do que na tela de cinema. Quando voltou a falar, sua voz profunda seguia tão suave e atraente quanto instantes antes.


— No caminho para aqui me perguntou se era inocente do crime pelo qual estive na cadeia, e a primeira vez respondi com petulância e a segunda sem vontade. Agora, sincera e voluntariamente, quero dizer a verdade...


Gina apartou o olhar e o pôs no vinho cor rubi de sua taça, temerosa de que seu estado de cansaço e debilidade a fizessem acreditar na mentira que ele estava para dizer.


— Olhe para mim, Gina.


Com uma mistura de medo e expectativa, Gina elevou o olhar e o fixou nos olhos esverdeados de Harry.


— Eu não matei nem planejei o assassinato da minha mulher nem de ninguém mais. Condenaram-me por um crime que não cometi. Eu gostaria que pelo menos acreditasse que existe a possibilidade de que o que eu digo é verdade.


Ela o olhou nos olhos, sem comprometer-se, mas de repente lembrou da cena vivida na ponte, ao invés de insistir com que ela a atravessasse dirigindo, a fez descer do carro, deu mantas para ela se abrigar se a ponte não chegasse a resistir e ele que se virasse quando o automóvel caísse nesse arroio profundo e gelado. Recordou o desespero de sua voz quando a beijou na neve, suplicando que seguisse o que pedia para não ter que ferir o caminhoneiro. Harry tinha uma arma no bolso, mas nem sequer tentou usá-la. E depois lembrou de seu beijo... Esse beijo urgente e duro que de repente se fez suave, insistente e sensual. Ao amanhecer dessa manhã, fazia esforços para esquecer esse beijo, mas nesse momento voltou a recordar, vibrante, vivo e perigosamente excitante. E essas lembranças se combinaram com o tom sedutor da voz de Potter quando adicionou:


— Esta é minha primeira noite normal em mais de cinco anos. Se a polícia me seguir de perto, será a última. Se estivesse disposta a cooperar, eu gostaria de desfrutá-la.


De repente, Gina se sentiu inclinada a cooperar. Em primeiro lugar, apesar de ter dormido um momento, estava mentalmente extenuada e não se sentia em condições de discutir com ele; além disso, estava esfomeada e farta de ter medo. Mas a lembrança desse beijo não tem nada que ver com minha capitulação, absolutamente nada!, disse-se. Assim como tampouco teve nada a ver com essa repentina e impossível convicção de que Harry estava dizendo a verdade.


— Sou inocente desse crime — repetiu ele com mais ênfase, sem deixar de olhá-la.


As palavras a atingiram, mas, apesar disso, resistiu, tentando não permitir que suas tolas emoções superassem sua inteligência.


— Se não conseguir acreditar — adicionou ele com um suspiro – pelo menos não seria capaz de simular que acredita e cooperar comigo esta noite?


Gina lutou contra uma forte necessidade de assentir, e perguntou com cautela:


— A que tipo de "cooperação" se refere?


— Eu gostaria que conversássemos — respondeu Harry. — Conversar com uma mulher inteligente é um prazer esquecido para mim. Assim como uma boa comida, uma chaminé, a luz da lua nas janelas, boa música, portas em lugar de grades, e a presença de uma mulher bonita. — E adicionou com tom persuasivo: — Se me conceder uma trégua, eu me encarregarei de cozinhar.


Gina vacilou, surpreendida por sua referência a uma mulher bonita, mas em seguida decidiu que só tinha sido um elogio sem importância. Estava oferecendo uma noite sem tensões nem medos, e seus nervos desfeitos clamavam por um momento de alívio. Que mal havia no que ele estava oferecendo? Sobre tudo se realmente era inocente.


— Irá cozinhar todos os dias? — Perguntou.


Harry assentiu, e um lento sorriso se estendeu por seu rosto quando se deu conta de que Gina estava a ponto de aceitar, e o inesperado encanto desse sorriso surtiu um efeito traiçoeiro no ritmo dos batimentos do coração de Gina.


— Está bem — aceitou ela, sem poder evitar um leve sorriso apesar de sua decisão de mostrar-se longínqua e inacessível. — Mas só aceitarei se também se comprometer a limpar a cozinha.


Ante isso, Harry não pôde menos que rir abertamente.


— Suas condições são muito duras, mas aceito. Sente-se enquanto termino de cozinhar.


Gina obedeceu e se instalou em um dos bancos, de frente ao mostrador que dividia a cozinha da sala.


— Me fale de você — pediu Harry, tirando do forno uma batata assada.


Gina bebeu outro gole de vinho para criar coragem.


— O que quer saber?


— Coisas básicas, para começar — disse Harry com ar indiferente. — Disse que não é casada. Está divorciada?


Ela balançou a cabeça.


— Nunca me casei.


— Comprometida?


— Michael e eu estamos pensando nesse assunto.


— O que há para pensar?


Gina se engasgou com seu vinho. Sufocou uma risada de desconforto.


— Na realidade não acredito que essa pergunta entre na categoria de informação básica.


— Possivelmente não — aceitou ele com um sorriso. — Bom, o que os impede de comprometerem-se?


Para seu desgosto, Gina sentiu que se ruborizava ante o olhar divertido de Harry, mas respondeu com admirável tranquilidade.


— Queremos estar seguros de ser compatíveis... Que nossas metas e filosofias sejam as mesmas.


— Tenho a impressão de que estão tentando ganhar tempo. Vive com esse tal de Michael?


— É obvio que não! — Respondeu Gina com tom de censura, e Harry levantou as sobrancelhas como se a achasse pitorescamente divertida.


— Então vive com alguma amiga?


— Vivo só.


— Nem marido nem amigas — disse ele, servindo mais vinho. — Então neste momento ninguém a procura nem se pergunta onde estará?


— Tenho certeza de que muita gente está me procurando.


— Quem, por exemplo?


— Meus pais, para começar. Já devem estar completamente frenéticos e ligando para todo mundo para ver se alguém tem minhas notícias. A quem ligaram primeiro deve ter sido meu irmão Rony. Gui também estará me procurando. O Blazer é dele, e acredite que a esta hora meus irmãos devem ter organizado uma verdadeira caçada.


— Rony é seu irmão construtor?


— Não — declarou Gina com divertida satisfação. — Meu irmão Rony é xerife de Hogsmeade.


A reação de Harry foi gratificantemente aguda.


— Tem um irmão xerife! — Para lavar a desagradável informação, bebeu um grande gole de vinho e perguntou com clara ironia: — E suponho que seu pai será juiz?


— Não. É o pastor do povoado.


— Meu Deus!


— Exatamente. Esse é seu empregador. Deus.


— De todas as mulheres do Texas — disse Harry balançando a cabeça com ar sombrio —, arrumei essa para sequestrar. Irmã de um xerife e filha de um pastor. Os jornalistas ganharão o dia quando descobrirem quem é.


A breve sensação de poderio que Gina experimentou ao ver seu alarme funcionou ainda mais forte que o vinho que estava bebendo. Assentiu com ar alegre e prometeu:


— As pessoas temerosas da lei de todas as partes te procurará com cães e com armas, e os americanos temerosos de Deus rogarão para que o encontrem o quanto antes.


Harry encheu sua taça o vinho com o que restava na garrafa e bebeu tudo de um gole.


— Ótimo!


O estado de ânimo jovial de seu sequestrador tinha sido um alívio tão grande para ela, que Gina lamentou sua perda e tratou de dizer algo que o restaurasse.


— O que vamos comer esta noite? — Perguntou por fim.


A pergunta tirou Harry de seus pensamentos e ele voltou para a cozinha.


— Algo simples – respondeu. — Não sou grande coisa como cozinheiro. — Cobriu o que preparava com seus largos ombros e falou sem se virar para ela. — Sente no sofá. Eu levarei a comida.


Gina assentiu, desceu do banco e notou que a segunda taça de vinho a tinha afetado; sentia-se muito relaxada. Enquanto Harry a seguia com os pratos, instalou-se no sofá, próxima a mesa redonda de frente para o fogo. Sobre a mesa, Harry colocou dois pratos, um dos quais continha um bife suculento com uma batata assada.


Em frente a Gina, colocou um prato com o conteúdo de uma lata de atum. Isso era todo. Sem verduras nem acompanhamento. Nada.


Depois de ficar com água na boca durante tanto tempo pensando nesse bife largo e suculento, a reação da Gina ante essa parte pouco apetecível de atum, redondo e sem adorno algum, foi imediata e despreparada. Olhou para Harry com fúria, com a boca aberta de surpresa e desilusão.


— Não era isso o que queria mais cedo? — Perguntou ele com inocência. — Ou preferiria um bife suculento como o que deixei na cozinha?


Algo na brincadeira juvenil, algo no sorriso de Harry e em seus olhos sorridentes provocou uma inesperada, incontrolável e estranha reação em Gina. Uma risada. E logo começou a rir as gargalhadas. Ainda ria quando ele voltou com o outro prato e o colocou em frente a ela.


— Disto você gosta um pouco mais?


— Bom — respondeu ela, tratando de conservar um aspecto severo, apesar da risada que ainda dançava em seus olhos —, posso perdoá-lo por ter me sequestrado e por me aterrorizar, mas era imperdoável que me oferecesse atum enquanto você devorava um bife!


Gina teria se conformado comendo em pacífico silêncio, mas quando cortou o primeiro pedaço de carne, ele notou que tinha o punho machucado e perguntou o que tinha acontecido.


— É um machucado que me fiz jogando futebol — explicou ela.


— O quê?


— À semana passada, quando estava jogando futebol, fizeram-me cair.


— Quem fez isso foi algum zagueiro grandão?


— Não, quem fez isso foi uma criança em uma enorme cadeira de rodas.


— O quê?


Era evidente que ele estava precisando de conversa como havia dito e, enquanto comiam, Gina relatou a partida em versão abreviada.


— A culpa foi minha — assegurou, sorrindo ante a lembrança. — Eu não entendo muito de futebol, mas não me surpreenderia que algum de meus meninos terminasse participando da Olimpíada de Futebol em Cadeira de Rodas.


Harry notou a doçura com que disse "meus meninos", e o brilho de seus olhos quando falava deles, e se maravilhou ante a capacidade de compaixão e a doçura dessa mulher. Como não queria que deixasse de falar, procurou outro tema.


— O que fazia em Azkaban no dia que nos conhecemos? — Perguntou.


— Tinha ido ver o avô de um de meus alunos com problemas físicos. É um homem muito rico e tinha a esperança de poder convencê-lo de que doasse dinheiro para um programa de alfabetização para adultos que estou organizando na escola.


— E conseguiu?


— Sim. Tenho seu cheque na carteira.


— O que a levou a ser professora? — Perguntou Harry, com uma estranha necessidade de seguir ouvindo-a falar. Compreendeu que acabava de escolher o tema indicado quando ela deu um sorriso arrebatador e se embarcou imediatamente em uma explicação.


— Eu adoro os meninos e o ensino é uma profissão antiga e respeitável.


— Respeitável? — Repetiu ele, sobressaltado pela sutil extravagância da definição. — Acredito que, hoje em dia, ser "respeitável" não é algo que preocupe a muita gente. Por que é tão importante para você?


Gina evitou com um encolhimento de ombros esse comentário muito perceptivo.


— Sou filha de um pastor e Hogsmeade é uma cidade pequena.


— Compreendo — disse Harry, embora na realidade não compreendia nada. — Mas há outras profissões igualmente respeitáveis.


— Sim, mas nelas não poderia trabalhar com pessoas tão maravilhosas como com as quais trabalho agora.


Um pouco envergonhada por seu entusiasmo tão emotivo, Gina voltou a guardar silêncio e se concentrou na comida.

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