Eu não vou mais esconder de vocês, gente...
Eu sou o Flash!!! Hahaha, um capítulo por dia, baby!
E vocês também, que comentam tão rápido!
Enfim, aqui o capítulo 5, espero que gostem! X
- Bella? – ela perguntou com a voz de criança, sempre um pouco risonha; os olhos castanhos piscando demoradamente, me dando um vislumbre de seus longos cílios.
Draco engoliu em seco.
Mordi o lábio antes de responder.
- Não, Emma. É a mamãe.
Eu vi a confusão em seus olhos enquanto ela tentava se acostumar com a palavra provavelmente nunca ouvida antes.
- Ma-mãe? – ela experimentou.
Oh, querida, é difícil para todos nós!
Soltei a mão de Draco, que observava a tudo calado. Eu queria saber como ele estava, mas sabia que ele tinha entrado em um mundo só dele e que, mesmo que eventualmente me respondesse, não seria sincero.
Ajoelhei-me na altura de Emma para poder observá-la melhor.
Ela parecia tanto com Draco! Nos cabelos loiros, nos lábios finos, a pele impecavelmente branca... O único traço meu que ela carregava eram os olhos.
E talvez fosse melhor assim. Talvez fosse melhor que ela não tivesse motivos para se lembrar de mim.
Com esse pensamento comecei a chorar silenciosamente, tendo Emma a me fitar curiosa.
Então ela levantou do chão de mármore; se aproximava de mim caminhando e tropeçando levemente.
Eu consegui sorrir.
Draco se ajoelhou também. Parecia assustado e fascinado na mesma medida.
Nossa filha era tão linda!
Como eu pude pensar em não vir vê-la?
Como eu pude pensar que não a amava?
Quando chegou perto o suficiente ela agarrou minha mão, apertando o melhor que pôde com seus dedos pequenininhos; a testa franzida, muito concentrada. Olhou para Draco e guiou minha mão até a dele.
Uma vez que estávamos juntos ela sorriu satisfeita.
Com a mão livre e trêmula, Draco apanhou a mãozinha de Emma e a colocou sobre as nossas, já unidas.
Nós estávamos juntos.
Eu não soube dizer o que estava sentindo.
- Decidiram brincar de família? – ouvi Belatriz adentrando a sala, seus saltos ecoando no cômodo amplo. Não desviei os olhos de Emma, porém não precisava vê-la para saber que exibia um sorriso de escárnio.
- Bella! – exclamou Emma, claramente feliz com a chegada dela.
Eu morri mil mortes nesse instante.
O que eu esperava, afinal? Que Emma me amasse do jeito que eu, relutante, a amava? Que Belatriz, quem, me dói admitir, cuidava dela, não significasse nada?
Então Emma retirou sua mão da minha e correu trôpega para Belatriz, levando com ela qualquer coisa boa que por algum milagre ainda restasse em mim.
- Como vê, temo que esteja atrasada, Granger.
Draco suspendeu a respiração ao meu lado. Ele não superou o que aconteceu melhor do que eu, de qualquer modo.
- Pensei que quisesse me ver, Bella. – eu disse, me obrigando a parar de chorar e manter a calma.
Emma não precisava ver isso.
Não era culpa dela.
Nada disso era.
- Não voluntariamente, é claro. – ela respondeu, resmungando.
Senti mais do que vi, devido a meus olhos embaçados pelas lágrimas, o momento em que Draco empunhou a varinha.
- Oh não, sobrinho querido! Por hora, eu só desejo conversar. – Belatriz sorriu cínica, guiando Emma para uma pequena estante de livros.
Desta vez eu apertei a mão de Draco fortemente.
- Então, como querem fazer isso?
Mirei Bella desconfiada e confusa.
- Isso o que? – perguntou Draco.
Quando olhei para Emma novamente, ela já estava absorta em um livro. Draco não pôde evitar olhar para mim e sorrir fracamente.
- Emma precisa de vocês, e eu não tenho todo o tempo do mundo. Pessoas para matar, crianças para torturar, vocês sabem. – ela finalizou sorrindo.
Eu apenas admirava Emma. Será que ela conseguia ler? O livro continha pouquíssimas imagens, mas ela estava tão interessada...
- Você devia parar de sorrir se quiser manter os poucos dentes que lhe restam, Bella. – ameaçou Draco baixinho.
- Sempre tão rancoroso, Draco... Já faz dois anos, querido. Esqueça. Esqueça como nossa Hermione aqui.
A menção do meu nome me fez prestar atenção na conversa novamente.
Draco trancou o maxilar, e isso significava que a etapa de conversa estava acabada para ele.
Eu teria que cuidar das coisas agora.
- O que mais você quer? – perguntei, fazendo força para desviar o olhar de Emma.
- Acho que compartilhamos interesse no bem estar da criança, Granger, admita você ou não. E por menor prazer que nos dê receber uma sangue-ruim em nossa casa – Draco apertou minha mão com tanta força nesse momento que achei que queria arrancá-la para socar Belatriz – sabemos que a criança precisa de sua presença aqui.
Permaneci em silêncio, absorvendo o que ela dizia, meu coração palpitando por Emma.
- Achei que você fosse no mínimo inteligente, Granger. Draco, por Merlin, o que viu nessa garota?
Pacientemente esperei que ela continuasse, ainda apertando a mão de Draco, que estava prestes a perder o controle.
- Emma tem apresentado dificuldades para produzir magia. – ela completou.
- É claro que sim, ela tem dois anos! – eu disse, exasperada.
- Nosso treinamento começa cedo, Granger. – ela disse sorrindo.
Oh não.
Eu conheço um treinamento Malfoy.
Olhei para Draco desesperada, e ele tinha os olhos fechados, como se lembrando de algo terrivelmente doloroso.
- É o Elo? – ele perguntou baixinho, extremamente pálido.
- Sim. Para os leigos – ela disse, direcionando os olhos á mim com prazer – isso significa que permanecer longe dos progenitores desacelera as funções, ambas mágicas e vitais, da criança.
Não entendo o que ela quer dizer.
Ela nunca nos deixaria ter Emma.
Não a preciosa menina de Voldemort.
- Então vamos levá-la. – afirmei, buscando a varinha no meu bolso.
- Levá-la? Levar o prelúdio da guerra? Oh Hermione, você me diverte. Estou começando a entendê-lo, Draco, esta menina é realmente muito engraçada. – Belatriz riu.
Levantei-me. Eu estava aqui para ver minha Emma, para salvar Gabriel, mas não para ser a piada particular de Belatriz Lestrange.
Pude ouvir Draco murmurando baixinho “pense em Emma. Em Emma.”.
E eu o fiz.
E só isso me impediu de matar Belatriz com requintes de crueldade que ela certamente aprovaria.
- Você sabe que ela está bem aqui, Granger. Ela me adora. Quem não? Tudo que Emma precisa é que venham vê-la de vez em quando. –Bella tentava me convencer.
De vez em quando.
Permanecer longe da minha filha e vê-la de. vez. em. quando.
- Se não quiserem fazer isso, ela morre. E vocês também, eventualmente.
Respirei fundo para me acalmar e avaliei minhas chances.
Sabia que neste momento Draco fazia o mesmo.
Se levássemos Emma embora os comensais iriam nos caçar. A tomariam de volta, ou pior.
Olhei para Emma que agora virava as páginas do livro com magia soltando pequenos raiozinhos roxos, encantada.
- Certo. – consenti com um fio de voz.
Ela tinha que ficar.
Eu tinha que ir.
Nunca ficaríamos juntas.
Oi amores! E aí, gostaram do capítulo? Espero que sim, porque me esforcei para escrevê-lo rapidinho e para esclarecer mais algumas coisas! Ah, falando nisso, a parada da Emma ser o prelúdio da guerra vocês vão entender mais tarde, ok?
Então gente, como eu sou uma pessoa muito viajada eu vou pra praia de novo! Eu sou gaúcha e vou pra SC, então vou ficar um bom tempo fora, o que vai dar quase um mês sem atualização aqui na fic :/
Quando eu voltar prometo que dou todo meu coração pra isso aqui, ok?
Marcella Reginato: te fiz chorar? :o perfeita? Jura? Aff Marcella, sua linda! DASKKADSKFDSKALKS espero que agora você passe a gostar da Emma então! Ok, pode deixar que vou tentar atualizar EDVACDM o mais rápido possível, e que bom que tá gostando de Naive :3
Juliana de A. Santana: Ai que bom que to perdoada :3 mas aw o Draco é um love LÇKFAF~ÇSA ai que bom que você gostou e captou bem direitinho o espírito da fic, fico imensamente feliz! Ok, dessa vez nem demorei muito, hahaha! Xx
Jess Black:E que fofa você <3 hahah, pois é, isso dos capítulos é maior que eu! Aw e eu fico feliz com teus comentários, Jess, sempre... x