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22. Capítulo 21


Fic: Tudo por Amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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— Onde demônios pode estar? — Gui Weasley andava pelo pequeno cubículo que seu irmão ocupava no escritório do xerife de Hogsmeade; logo se deteve e olhou para Rony, jogando faíscas pelos olhos. — Você é policial, e ela é uma pessoa desaparecida, por que não faz algo, maldito seja!


— Não pode considerá-la desaparecida até que pelo menos passem vinte e quatro horas sem que recebamos suas notícias — respondeu Rony, mas em seus olhos azuis já se pintava a preocupação quando adicionou: — Sabe que até esse momento não posso fazer nada através dos meios oficiais.


— E você sabe — respondeu Gui, furioso — que Gina não é uma pessoa que muda de planos de repente; já sabe como é metódica. E se teve uma absoluta necessidade de modificar seus planos, teria telefonado. Além disso, sabia que esta manhã eu precisaria do carro.


— Tem razão. — Rony se aproximou da janela. Com a mão apoiada sobre a pistola semiautomática que levava na cintura, olhou distraído os automóveis estacionados frente à praça do povoado. Quando voltou a falar, fez com voz vacilante, como se temesse expressar seus pensamentos. — Ontem, Harry Potter fugiu de Azkaban. Ganhou a confiança do diretor do presídio e era seu chofer. Fugiu depois de levá-lo a povoado de Azkaban.


— Sim, já ouvi a notícia. Mas, o que tem que ver?


— Potter, ou pelo menos um homem que responde à descrição geral de Potter, foi visto em um restaurante perto da estrada inter-estadual.


Com muita lentidão, com enorme cuidado. Gui deixou sobre a mesa o grampeador que tinha na mão e olhou fixo a seu irmão menor.


— Aonde quer chegar?


— Potter foi visto perto de um veículo muito parecido a seu Blazer. A garçonete do restaurante acha que o viu subir no Blazer com uma mulher que parou para pedir um café e um sanduíche. — Rony se afastou da janela e a contra gosto olhou a seu irmão. — Há cinco minutos falei com a garçonete, de forma extra-oficial, é obvio. A descrição que me deu da mulher que se afastou com Potter no Blazer coincide com a Gina.


— Meu deus!


A empregada do escritório, uma mulher de meia idade, com cabelo grisalho e bochecha de bulldog furioso, escutava a conversa dos irmãos enquanto preenchia formulários e esperava a chegada de um ajudante do xerife. Nesse momento levantou o olhar e viu um resplandecente BMW vermelho conversível que estacionava junto ao carro patrulha de Rony. Quando do automóvel desceu uma formosa morena, de ao redor de vinte e cinco anos, a mulher apertou os olhos e se virou para os irmãos Weasley.


— Nunca chove, mas quando chove, é de dilúvio — advertiu a Rony, e quando ambos a olharam, assinalou a janela com a cabeça e explicou: — Olhem quem voltou para o povoado, a Cadela Rica em pessoa.


Apesar de fazer um esforço para não sentir nada nem demonstrar a menor reação ao ver sua ex-mulher, Rony Weasley ficou tenso.


— A Europa deve ser aborrecida nesta época do ano — comentou, enquanto olhava com insolência as curvas perfeitas e as pernas largas da morena, que desapareceu na loja de umas costureiras.


— Comentam que Padma e Parvati Patil vão fazer o vestido de noiva — informou a empregada da delegacia de polícia. — A seda, as rendas e todos os adornos chegam de Paris por avião, mas a Senhorita Alta e Poderosa quis que o vestido fosse feito pelas irmãs Patil porque assegura que ninguém costura como elas. — De repente se deu conta de que talvez Rony Weasley não se interessasse a ouvir os detalhes do extravagante casamento de sua ex-mulher com outro homem, assim que o olhou e disse: — Sinto muito. Fui uma tola.


— Não se desculpe, não me importa nem um pouco o que ela faça — disse Rony com total franqueza.


Saber que Hermione Granger pensasse casar-se, esta vez com um multimilionário de Dallas de cinquenta anos, não o interessava nem o surpreendia. Tinha lido a notícia nos jornais, que falavam dos aviões a jato do noivo, sua mansão de vinte e dois cômodos e sua suposta amizade com o presidente, mas nada disso lhe provocava ciúmes nem inveja.


— Proponho irmos falar com mamãe e papai — disse, colocando a jaqueta e sustentando a porta para que Gui o precedesse. — Sabem que Gina não voltou ontem à noite e estão doentes de preocupação. Talvez eles conheçam algum detalhe de seus planos que eu não saiba.


Acabavam de atravessar a rua quando se abriu a porta da loja das irmãs Patil para que Hermione saísse. A moça se deteve em seco ao topar-se com seu ex-marido, mas Rony simplesmente a saudou com uma inclinação de cabeça, esse tipo de saudação que alguém dá a uma pessoa desconhecida e sem importância, e abriu a porta de seu carro. Mas pelo visto Hermione tinha uma ideia distinta — e mais correta — a respeito da maneira como deviam se tratar os casais que se encontravam pela primeira vez depois de seu divórcio. Negando-se a ser ignorada, adiantou-se e sua voz de pessoa culta obrigou Rony a deter-se.


— Rony? — Disse. Dedicou-lhe um breve e amável sorriso a Gui e voltou a dirigir-se a seu ex-marido. — Realmente pensava se afastar sem me cumprimentar?


— Era exatamente o que ia fazer — respondeu ele com rosto impassível, por ter registrado um tom mais suave e sombrio na voz do Hermione.


Ela se adiantou e estendeu a mão.


— Você parece... Bem. — Terminou a frase com tom inseguro quando notou que Rony ignorava a mão que lhe oferecia. Ao ver que ele não respondia, dirigiu um olhar de súplica a Gui. — Você também está bem, Gui. Soube que te casou com Fleur DeLacour.


Na vidraça do salão de beleza do povoado apareceram os rostos de várias mulheres, de cachos, que espiavam a cena com total naturalidade. Rony perdeu a paciência.


— Terminou com suas amabilidades? — Perguntou com sarcasmo. — Está provocando uma cena.


Hermione observou de soslaio a vidraça do salão, mas perseverou em sua atitude, apesar do rubor de humilhação que tingia suas bochechas ante a atitude de desprezo de Rony.


— Gina me escreveu dizendo que você se formou como advogado.


Ele lhe deu as costas e abriu a porta do carro. Hermione levantou o queixo com gesto orgulhoso.


— Vou me casar com Victor Krum. A senhorita Padma e a senhorita Parvati estão fazendo o meu vestido de noiva.


— Estou seguro de que se alegram por ter esse trabalho, embora você o proporcione — disse Rony, subindo ao automóvel.


Ela apoiou uma mão na porta para impedir que a fechasse.


— Você mudou — disse.


— Em troca você não.


— Sim, é obvio que mudei.


— Hermione — disse ele, com tom contundente —, não me importa se tiver mudado ou não.


Fechou a porta no nariz dela, colocou em marcha o motor e arrancou, observando pelo espelho retrovisor que ela endireitava os ombros com a dignidade com que essa gente rica e privilegiada parecia nascer. Depois se virou e dirigiu um olhar assassino às mulheres do salão. Se não a desprezasse tanto, Rony teria admirado a coragem que demonstrou Hermione ante uma humilhação pública como a que acabava de fazê-la passar, mas já não sentia admiração, nem ciúmes, nem nada por ela. O único que sentia era uma vaga pena pelo homem que estava por casar-se com uma mulher que não era mais que um enfeite: Bonita, vazia e insubstancial. Como tinha aprendido ele, à força de muitas dores e desilusões, Hermione Granger Weasley era malcriada, imatura, egoísta e vaidosa.


O pai de Hermione era dono de poços de petróleo e de uma fazenda, mas preferia passar boa parte de seu tempo em Hogsmeade, onde tinha nascido e onde desfrutava de uma posição de induvidável destaque. E embora Hermione tenha crescido no povoado, a partir dos doze anos sempre esteve em colégios elegantes. Rony nunca cruzou com ela até que tinha dezenove anos e foi passar as férias em Hogsmeade. Os pais estavam na Europa, mas insistiram em que a garota ficasse ali como castigo por ter faltado tanto as aulas que esteve a ponto de perder o ano. Em um de seus típicos ataques de fúria, que Rony chegaria a conhecer tão bem depois, Hermione se vingou de seus pais convidando a vinte amigos para passar um mês em sua casa. Em uma das festas que ofereceu houve tiros e chamaram à polícia.


Rony chegou com outro xerife para colocar ordem, e a mesma Hermione abriu a porta para ele com expressão atemorizada e só coberta por um muito pequeno biquíni que exibia quase todos os centímetros de seu corpo curvilíneo e bronzeado.


— Eu os chamei — explicou, falando com fervuras e assinalando a parte traseira da casa onde grandes janelas se abriam para uma piscina de natação e uma série de terraços de onde se via todo o povoado de Hogsmeade. — Meus amigos estão lá fora, mas a festa está se transformando um pouco desenfreada e pegaram as armas de meu pai, tenho medo de que firam alguém!


Na piscina, Rony e seu companheiro encontraram vinte jovens, vários deles nus, todos bêbados ou drogados com maconha, brincando na água ou disparando tiros no terraço. Impor tranquilidade na festa foi fácil; assim que um dos convidados gritou: "Chegou a polícia!", o ambiente se esclareceu. Os nadadores saíram da piscina e os que atiravam ao alvo entregaram as armas, com uma alarmante exceção: um moço de vinte e três anos, muito dopado com maconha, decidiu simular uma cena do Rambo com Rony como adversário. Quando apontou para Rony com sua arma, Hermione gritou e o outro policial tirou sua pistola, mas Rony fez gestos de que a guardasse outra vez.


— Aqui não haverá nenhum problema — disse ao rapaz. E adicionou, improvisando com rapidez: — Meu companheiro e eu devemos desfrutar da festa. Hermione nos convidou. — Olhou-a sorridente. — Diga que nos convidou, Mione.


O apelido que acabava de inventar, seguindo a inspiração do momento, bem pôde salvar uma vida, porque o rapaz se surpreendeu até o ponto de baixar a arma, ou possivelmente acreditou realmente que Rony era amigo da família. Hermione , que jamais tinha tido apelido algum, colaborou apressando-se a rodear Rony com seus braços.


— É obvio que os convidei, Blás! — Disse ao jovem, com apenas um pequeno tremor na voz e sem separar o olhar da arma que seu amigo ainda empunhava.


Só com a intenção de seguir simulando, Rony a rodeou com um braço e se inclinou para lhe dizer algo ao ouvido. Por acidente ou por intuito da fatalidade, Hermione não compreendeu o gesto e ficou nas pontas de pé para beijá-lo na boca. Rony entreabriu os lábios, surpreso, mas automaticamente abraçou Hermione com força e de repente ela o estava beijando com ardor. Sempre em forma automática, Rony respondeu à inesperada paixão da garota e o desejo endureceu seu corpo. Introduziu a língua entre os lábios ansiosos de Hermione e devolveu o beijo, enquanto um grupo de jovens ricos, bêbados, drogados e vitoreantes os contemplavam e outro rapaz chamado Blás o ameaçava com uma arma.


— Está bem, está bem, o cara é dos "bons"! — Gritou Blás. — Então por que não seguimos disparando um pouco mais?


Rony soltou Hermione e se aproximou do rapaz com passo elástico, relaxado, e um sorriso no rosto.


— Como disse que te chamava? — Perguntou Blás ao vê-lo aproximar-se.


— Sou o oficial Weasley — respondeu Rony com tom cortante enquanto lhe arrancava a arma da mão, o fazia girar sobre si mesmo e colocava as algemas. — E você como se chama?


— Blás Zabine III — foi a furiosa resposta. — Sou filho do senador Zabine. — Em sua voz apareceu um tom de queixa e de desagrado. — Farei um trato com você, Weasley. Se me tirar essas algemas e for embora daqui de uma vez, não direi a meu pai como nos tratou esta noite. Esqueceremos este incidente.


— Não, sou eu que farei um trato com você — respondeu Rony, empurrando-o para a casa. — Se me disser onde está sua maconha, deixarei você passar uma noite tranquila na cela sem fazer um prontuário pela dúzia de acusações que me ocorrem neste momento... Todas as quais seriam uma vergonha para seu pai, o senador.


— Blás — disse uma das garotas ao ver que o rapaz resistia a aceitar —, o que propõe o oficial é realmente muito melhor. Faz o que ele diz.


Um pouco mais suave ao observar a reação dos outros meninos, Rony disse:


— E isto vai para todos. Entrem na casa, juntem a maconha e qualquer outra droga que tenham e tragam para a sala de estar. — Voltou-se para Hermione, que o olhava com um sorriso. — Você também, senhorita Granger.


O sorriso dela foi ainda mais cálido e em sua voz houve um quê de acanhamento.


— Eu gosto mais de Mione que senhorita Granger.


Parada ali, com a luz da lua que batia em seu cabelo, luzindo um biquíni sexy e um sorriso arrebatador, estava tão deliciosa que Rony teve que recordar-se de que era muito jovem para ele, e além disso, muito rica e muito malcriada. Tudo isso foi ainda mais difícil de lembrar durante os dias seguintes, porque Hermione Granger possuía a mesma determinação de seus antepassados que cruzaram meio continente para estabelecer-se em terras petroleiras.


Aparecia continuamente em todos os lugares aonde Rony fosse, e não se deixava intimidar pela frieza com que ele a tratava. Depois de três semanas de infrutífera perseguição, Hermione tentou um plano final e desesperado: às dez da noite chamou à polícia para denunciar um roubo inexistente, depois de assegurar-se de que Rony estava de guarda.


Quando ele chegou, estava parada na porta, luzindo uma sedutora bata de seda negra, com uma bandeja de algo que denominou canapés em uma mão e uma taça que tinha preparado na outra. Ao dar-se conta de que a denúncia de roubo não tinha sido mais que uma mutreta infantil, os nervos de Rony não resistiram. Já que não se podia permitir o luxo de aproveitar o que lhe oferecia, por mais que o desejasse, ou por mais vontade que tivesse de estar com ela, deixou-se levar pelo mau humor.


— Que diabos quer de mim, Hermione?


— Quero que entre e que se sente e que desfrute da comida maravilhosa que preparei — respondeu ela, dando espaço para ele passar e mostrando com a cabeça a mesa da sala de jantar iluminada com velas e posta com reluzentes talheres de prata e taças de resplandecente cristal.


Para seu horror, Rony chegou a considerar a possibilidade de ficar. Morria de vontade de sentar-se ante essa mesa e contemplar o rosto de Hermione à luz das velas enquanto saboreava o vinho gelado; queria comer com lentidão, desfrutando de cada mordida, com a segurança de que a sobremesa seria ela. Desejava-a com tanto desespero que quase não suportava estar ali parado sem abraçá-la. Então falou com a maior dureza possível, atacando o que instintivamente sabia era seu ponto mais vulnerável: sua juventude.


— Deixe de agir como uma criancinha mal criada! — Exclamou, ignorando o desgosto que o invadiu ao ver que ela retrocedia como se acabasse de lhe dar uma bofetada. — Não sei que diabos quer de mim nem o que acredita que vai obter com tudo isto, mas a advirto que está perdendo seu tempo e o meu.


Ela estava visivelmente agitada, mas deu um olhar direto e franco e Rony não pôde menos que admirar sua valentia ante um desprezo tão cruel.


— Me apaixonei por você na noite que colocou ordem na festa — disse com simplicidade.


— Não diga tolices! As pessoas não se apaixonam em cinco minutos!


Ela conseguiu sorrir ante a vulgaridade de Rony, e perseverou.


— Essa noite, quando me beijou, você também sentiu algo por mim... Algo forte e especial e...


— O que senti foi uma luxúria comum, corrente e indiscriminada — retrucou ele —, assim que tire essas fantasias infantis e deixe de me pentelhar. É necessário que diga com mais claridade?


Ela se deu por vencida com um leve movimento negativo de cabeça.


— Não – sussurrou —, ficou perfeitamente claro.


Rony assentiu e se virou para ir, mas ela o deteve.


— Se realmente quiser que me esqueça de você, de nós, suponho que este é o adeus.


— Sim, é o adeus — confirmou Rony.


— Então me dê um beijo de despedida e acreditarei. É o trato que ofereço.


— Pelo amor de Deus! — Explodiu ele, mas cedeu a seu "trato". Ou, mais corretamente, a seu próprio desejo. A tomou em seus braços, beijou-a com deliberada rudeza, esmagando os lábios suaves da garota, depois a afastou de um empurrão enquanto algo em seu interior gritava protestando pelo que acabava de fazer... E pelo que tinha perdido ao fazê-lo.


Ela levou os dedos aos lábios machucados e em seus olhos cheios de lágrimas se pintou uma expressão de acusação e amargura.


— Mentiroso! — Exclamou. E fechou a porta.


Durante as duas semanas seguintes, Rony tirou o chapéu procurando-a em todas partes, estivesse de folga, patrulhando as ruas ou trabalhando no escritório, e quando não a via nem conseguia enxergar seu Corvette branco se sentia... Decepcionado. Vazio. Decidiu que Hermione devia ter abandonado Hogsmeade para dirigir-se a qualquer lugar aonde fossem as garotas ricas quando se aborreciam durante o verão. Na semana seguinte, quando denunciaram a presença de um ladrão perto da casa dos Granger, Rony se deu conta do quanto obcecado estava por Hermione. Disse-se que era seu dever dirigir-se até sua casa... Para assegurar-se de que se encontrava a salvo. Havia luz em uma janela traseira da casa, e Rony desceu do automóvel... Com lentidão, a contra gosto, como se suas pernas compreendessem o que sua mente negava... Que o fato de que estivesse ali podia ter desastrosos resultados.


Levantou a mão para tocar o campainha... E a deixou cair. Isto é uma loucura, decidiu, voltando-se. Mas girou sobre si mesmo quando a porta da frente se abriu... E ali estava ela. Até vestindo shorts brancos e uma blusa rosada, Hermione Granger era tão bonita que entorpecia sua mente. Entretanto, essa noite estava diferente; tinha uma expressão distante e um tom de voz suave e sincero, sem vestígios de flerte.


— Quer algo, oficial Weasley ?


Frente a sua maturidade tão tranquila e direta, Rony se sentiu um reverendo tolo.


— Houve um roubo não longe daqui — explicou. — Vim para revistar...


Para sua incredulidade, ela começou a fechar a porta no seu nariz e Rony se ouviu chamando-a. Chamou-a antes de poder controlar-se.


— Hermione! Não...


A porta voltou a abrir e Hermione o olhou, sorrindo apenas, com a cabeça levemente inclinada, esperando.


— O que quer? — Repetiu, cravando seu olhar no dele.


— Deus! Não sei...


— É obvio que sabe. E mais — adicionou com um estranho tom de brincadeira —, não acredito que corresponda que o filho do reverendo Weasley, o pastor de Hogsmeade, ande mentindo a respeito de seus sentimentos nem tomando o nome de Deus em vão.


— Ah! Disso se trata? — Perguntou Rony, completamente desequilibrado; era como um homem a ponto de se render e que se agarra a qualquer ramo para se salvar do destino que está por abraçar. — Você acha sexualmente divertido se deitar com o filho de um pastor?


— Alguém falou de sexo, oficial?


— Agora entendo — disse Rony com desprezo, percebendo o fato de que o estava chamado por seu posto. — Os policiais a atraem, verdade? Acredita que se deitando com...


— De novo o sexo! Não pode pensar em outra coisa?


Confundido e furioso consigo mesmo, Rony meteu as mãos nos bolsos e a olhou carrancudo.


— Se o que quer não é se deitar comigo, que diabos é então?


Ela avançou para o alpendre, com aspecto mais valente e tranquilo que o de Rony, mas ele estendeu as mãos e a aproximou de seu corpo faminto.


— O que quero é me casar com você — respondeu com suavidade. — E por favor, não xingue!


— Se casar! — Explodiu Rony.


— Parece escandalizado, querido.


— Está louca!


— Por você — conveio ela. Ficou nas pontas dos pés, deslizou as mãos pelo peito de Rony, rodeou-lhe o pescoço com elas e ele ardeu como se Hermione fosse uma tocha que acabava de acendê-lo. — Dou a oportunidade de compensar por ter me machucado da última vez que me beijou. Eu não gostei.


Indefeso, Rony baixou a cabeça, apoiou os lábios sobre os de Hermione e os percorreu com a língua. Ela lançou um gemido e isso fez com que Rony perdesse todo controle. Apoderou-se de sua boca, passou-lhe as mãos pelo corpo, tomou os quadris para apertar contra os seus, mas seu beijo foi mais suave, mais profundo. Ela tinha um gosto celestial, seus seios turgentes enchiam suas mãos e seu corpo encaixava no seu como se tivessem sido esculpidos um para o outro. Muitos minutos depois, por fim, Rony conseguiu separar a cabeça e falar, mas sua voz estava rouca de desejo e não conseguia tirar as mãos da cintura de Hermione.


— Estamos loucos, os dois.


— Loucos um pelo outro — conveio ela. — Considero que setembro é um mês maravilhoso para casar-se, não acha?


— Não. — Ela jogou atrás a cabeça e o olhou. — Eu gosto mais de agosto — se ouviu dizer Rony.


— Poderíamos nos casar em agosto, o dia que faço vinte anos, mas agosto é um mês muito quente.


— Não tão quente como estou eu neste momento.


Ela tratou de censurá-lo por seu comentário, mas terminou rindo e brincou.


— Me escandaliza ouvir essas palavras da boca do filho de um pastor.


— Não sou mais que um homem comum, Hermione — advertiu ele, mas não queria que ela acreditasse. Não. Queria que o achasse um ser tão extraordinário como ela o fazia sentir: poderoso, suave, forte, sábio. Mas apesar de tudo, achou que ela merecia ter mais tempo para saber quem e como era ele.


— Setembro me parece perfeito.


— Mas acho que não me parece perfeito — respondeu ela, olhando-o com um sorriso zombador. — Me refiro a que seu pai é ministro e isso possivelmente signifique que insistirá em esperar até depois de que nos tenhamos casado.


Rony conseguiu simular inocência e confusão.


— Para que?


— Para fazer amor.


— O ministro é meu pai, não eu.


— Então, faça amor comigo.


— Não tão rápido! — De repente Rony se encontrou na incômoda situação de ter que adotar uma postura com respeito ao tipo de casamento que queria, quando uma hora antes nem tinha passado pela sua cabeça a possibilidade de casar-se. — Não aceitarei um só centavo do dinheiro de seu pai. Se nos casarmos, será a mulher de um policial até que eu me torne advogado.


— Está bem.


— Seu pai não vai gostar da ideia de que se case comigo.


— Papai se adaptará.


E Rony descobriu que tinha razão. Quando se tratava de dirigir as pessoas, Hermione era um gênio. Todo mundo, incluindo seus pais, adaptava-se a seus caprichos. Todo mundo, menos Rony. Depois de seis meses de casamento, seguia sem adaptar-se a viver em uma casa que nunca se limpava e a comer comidas enlatadas. E sobre tudo, não conseguia adaptar-se aos maus humores e as exigências irracionais de sua mulher.


Hermione nunca quis ser uma esposa para Rony, no verdadeiro sentido da palavra, e decididamente não queria ser mãe. Dois anos depois de haver se casado, ficou furiosa ao dar-se conta de que estava grávida, e se sentiu feliz quando conseguiu abortar. Sua reação ante a gravidez foi a gota que encheu o copo de Rony, o motivo que o fez decidir conceder o divórcio com o qual ela o ameaçava cada vez que ele se negava a dar algo que ela queria. A voz do Gui interrompeu as lembranças de Rony.


— Não tem sentido que mencionemos o nome de Potter a mamãe e papai. Se Gina estiver em perigo, que eles ignorem o fato o maior tempo possível.


— Eu concordo.

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