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5. Aliado ou Inimigo? (revisado)


Fic: Reescrevendo a História


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry chorava compulsivamente, ajoelhado, na sala precisa, que estava decorada como uma grande sala vazia, fria e escura. As paredes ecoavam suas palavras ferinas e preconceituosas, avivando as memórias como alguém que enfia o dedo em uma ferida recente para que esta não deixasse de doer.


-Não fique assim Harry, você fez o que foi preciso na hora. –Hermione, que acabara de chegar silenciosamente, fala compreensiva, ajoelhando-se à frente do amigo. Uma lareira com chamas vivas e rubras surge à frente deles, aquecendo-os.


-Mas era minha mãe! Como posso ter agido assim com minha própria mãe?! –Harry pergunta entre soluços, escondendo o rosto com as mãos.


-Você fez isso para salvá-la, foi muito corajoso. –Tenta consolá-lo, erguendo o rosto dele e fazendo-o olhar para si.


-Eu a traí! Ela deve me odiar, nunca mais vai querer falar comigo. –Diz amargo, misturando tristeza e frustração, abaixando a cabeça, vendo suas mãos se fecharem furiosamente.


-Provavelmente Lily está magoada, mas eu falarei com ela, explicarei tudo e tenho certeza que se você pedir desculpas com sinceridade, se você disser que fez isso para se aproximar dos sonserinos, ela vai entender. –Hermione tenta animá-lo, segurando uma das mãos dele e pondo a outra em seu rosto, novamente fazendo com que ele a encarasse.


-Você quer que eu conte a verdade para ela? –Pergunta confuso e surpreso.


-Não, toda a verdade não. Só precisa dizer que precisava da “amizade” deles. –Harry fecha os olhos e respira pesadamente em sinal de desesperança –Seja otimista, eu tentarei ao máximo. E mesmo que não dê certo, eu estarei aqui, vou estar sempre ao seu lado, não vou deixar que fraqueje, nem que desista. Conte comigo para o que precisar, para tudo. –Fala sinceramente, olhando profundamente nos olhos verdes a sua frente.


Ao ouvir aquelas palavras, ao sentir o toque em seu rosto, ao ver aqueles olhos, Harry supera aqueles poucos centímetros que os separavam, beijando-a com desespero. Por uma fração de segundos, aquela pareceu ser uma boia salva-vidas no meio do oceano.


 No início Hermione se assusta, o ímpeto dele os derrubara no chão, fazendo-o cair sobre ela, uma das mãos sob sua cabeça, de modo a não deixá-la se afastar. O furor, porém, não era agressivo e sim apaixonado, fazendo-a relaxar e corresponder. Ambos se entregavam totalmente àquilo como se nada mais existisse, como se de repente tudo pudesse acabar e quisessem eternizar aquele momento.


-Hermione... TRAIDORA! –Lílian, que acabara de abrir a porta, sussurra incrédula o nome da amiga, logo depois a acusando e batendo a porta com violência, antes de correr.


-Vai pra aula, eu cuido disso. –Hermione ordena, o empurrando e se levantando para ir atrás da ruiva -Lily! Lily! –Começa a chamar pela amiga que sumia no corredor à esquerda, que levava as escadas.


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Hermione corre o máximo que pode, mas as escadas mudam de lugar, dando chance a Lílian de escapar, deixando a morena ofegante e frustrada para trás, culpando-se por talvez ter estragado tudo.


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Numa sala escura, decorada com as cores da sonserina, Lucius Malfoy, Snape, Rodolfo Lestrange, Belatriz e Narcisa Black pareciam discutir. O tom era baixo e frio, o calor ficava por conta dos olhares e das ênfases nas palavras.


-Temos que avisar ao mestre imediatamente, eu tenho certeza que ele ficará muito feliz em aceitá-lo em nosso grupo. –Belatriz defende com um ar apaixonado nítido na voz.


-Deixe de ser tola! Esse cara parece perigoso e não sabemos nada sobre ele. –Rodolfo fala claramente enciumado.


-Rodolfo tem razão, esse sujeito parece ser muito poderoso, mas nem um pouco obediente, pensa estar acima de todos. É melhor pesquisarmos mais sobre ele antes de falarmos com o mestre. –Malfoy diz pensativo, andando nervosamente de um lado para outro.


-Está com medo de perder seu posto. Porque certamente o mestre o nomeará líder de todos nós, Harry é um líder nato! –Belatriz fala com empáfia.


-Não fale assim com Lucius! Ele certamente é muito mais poderoso que esse Potter. –Narcisa, que geralmente observava as discussões calada, se manifesta em defesa do noivo.


-Não pode afirmar nada Narcisa, mas de certo modo Belatriz e Rodolfo tem razão, o mestre ficará interessado em saber sobre esse Potter, já que ele pode ser um grande aliado ou perigoso inimigo. Até termos mais notícias do mestre e resultados da pesquisa, recomendo cautela. Não sei quanto a vocês, mas aquele olhar dele me lembrou o próprio mestre e, sem dúvidas, eu detestaria me indispor com alguém como ele. –Snape conclui sobriamente, demonstrando no fim ter medo de Harry.


-Concordo com Severo, quando ele falou com a cobra e se proclamou príncipe das serpentes, senti um tremor percorrer meu corpo dos pés à cabeça, fiquei paralisado. –Rodolfo admite parecendo sentir um tremor passar pela sua espinha.


-O olhar dele era como o do próprio mestre. –Narcisa fala baixo, sentindo um arrepio só de lembrar.


-Tem razão Severo, vou relatar tudo ao mestre e quero que todos passem a observá-lo de perto, qualquer coisa fora do normal deve ser relatada a mim com urgência. Entenderam? –Malfoy se posiciona como líder e todos acenam positivamente com a cabeça. –Então vamos para a aula, já está na hora. –Todos saem pensativos e com suas próprias opiniões a respeito de Harry, que apenas para Belatriz parecia ser digno de confiança.


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Lílian estava em uma das torres do castelo, observando o céu e sentindo a brisa gelada da noite. Seus olhos estavam vermelhos e inchados, havia chorado desde o fim das aulas quando se refugiara ali, sentia-se traída, humilhada, burra por confiar e gostar tanto de alguém que mal conhecia e havia se mostrado falso e venenoso. Não sabia como havia acreditado tão fácil nele, como podia ter tanto carinho e até amor, por Harry, só sabia que seu coração estava destruído, como se lhe tivessem arrancado algo muito importante ou valioso.


-Desculpa. –Thiago, que acabara de entrar, fala baixo para não assustá-la.


-Desculpa? Por quê? –Lílian pergunta confusa, olhando para o rapaz que agora também estava encostado a janela, ficando de frente para ela.


-Tentei falar com você o dia todo, mas você sumia, não apareceu para jantar, então resolvi te procurar para me desculpar. Foi por minha causa que aquele maldito falou daquele jeito de você, eu te expus e ainda não consegui te defender. –Fala abaixando a cabeça, envergonhado.


-Não foi sua culpa, até por que ele ofendeu a todos os nascidos trouxas. O que mais me dói é não ter percebido antes como ele era, ter me deixado enganar pelo jeito dele... aquele dissimulado. –Confessa baixo, mais para si que para ele, não conseguindo se conter e começando a chorar.


-Não fique assim, ele não merece suas lágrimas, ninguém que pense daquela forma merece. Prometo que não deixarei que aquele canalha se aproxime de você de novo, não deixarei que te magoe novamente. –Sussurra acolhendo-a num abraço protetor e consolador, deixando que ela chorasse em seus braços.


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Já era madrugada quando Hermione viu Lílian e Thiago entrando juntos e de mãos dadas no salão comunal. Ao ver Hermione, Lílian se despediu rapidamente de Thiago e sem olhar a “amiga” ia subir para o dormitório, quando Hermione a intercepta.


-Me solta! Não tenho nada para falar com você. –Lílian fala com cara de poucos amigos.


-O que está acontecendo? –Thiago pergunta confuso olhando a cena.


-Nada Thiago, é um assunto nosso. Será que poderia nos deixar a sós? –Hermione pede educadamente, ainda segurando Lílian que apenas a olhava duramente.


-Tudo bem Lily? –Thiago pergunta buscando a aprovação da ruiva, que apenas acena afirmativamente. Então Thiago sai e Hermione aponta um sofá, onde Lílian e ela se sentam para conversar.


-Se você acha que vai me enganar ou que eu vá te perdoar está muito enganada. –Lílian fala seriamente, mantendo-se firme em sua opinião.


-Eu não pretendo fazer nada disso, eu só quero te dar uma explicação. Sei que não quer ouvir, mas, por favor, me dê uma chance. –Hermione pede, olhando-a nos olhos, demonstrando sinceridade.


-Tudo bem, fale, mas fale rápido que eu preciso dormir. –fala cedendo, mas determinada a não mudar de opinião.


-Por favor, não me peça para explicar, mas tudo o que Harry disse foi para ganhar a confiança e a amizade dos sonserinos, não é o que ele realmente acha, até por que se fosse o caso, ele não teria motivos para se aproximar de você. –Hermione explica sendo sincera e tentando demonstrar isso.


-Ele poderia se aproximar de mim para garantir que alguém, ou melhor, uma monitora, acobertasse os encontros de vocês dois, o fato de ele querer tanto assim se aproximar dos sonserinos só reforça isso. –Lílian fala racionalmente, impassível em sua postura.


-Não, ele gosta de você e inclusive quer te pedir perdão por tudo que disse. E quanto ao sonserinos, ele não quer se aproximar deles por querer, Harry está sendo obrigado a fazer amizade com Malfoy e as Black, se ele falhar terá problemas com os pais. –Hermione fala novamente se demonstrando sincera, tentando ao máximo não ter que mentir para Lílian.


-Problemas com os pais? –Lílian pergunta pensativa e Hermione acena que sim –E ele quer me pedir perdão? –Pergunta ao mesmo tempo não acreditando e ficando tentada a ouvi-lo.


-Sim, amanhã durante o café da manhã no banheiro da Murta. Tudo bem? –Hermione pergunta ansiosa, tendo um pouco de esperança.


-Não sei, depois de hoje eu não posso confiar em vocês, até por que vi o tão abalado que ele ficou depois de tudo. –Lílian fala em tom irônico, lembrando-se da cena que vira de manhã.


-Vou te mostrar como ele ficou e você diz se ele estava abalado ou não. –Hermione fala com segurança, pegando o colar que Harry lhe dera e se concentrando no que queria mostrar.


A morena pegara a mão da ruiva, que sentira a cabeça girar e tudo ficar escuro. Instantes depois e a imagem de Harry e Hermione na sala precisa estava nítida à frente das duas, e o diálogo que começava na parte que Harry dizia que a traiu até a chegada de Lílian é mostrado.


-Agora acha que ele realmente não se importa? Estávamos só nós dois lá, não haveria porque ele mentir ou fingir. –Hermione fala de modo seguro, guardando o colar.


-Mas porque não poderia saber a verdade, o que vocês estão escondendo? –Lílian pergunta desconfortável com a ideia de estar sendo feita de boba.


-Juro que se eu pudesse, eu contaria, mas não posso, pelo menos não por enquanto. De qualquer modo, não é motivo para você se recusar a ouvir o que ele tem a dizer a você, já que como viu, ele preza muito a sua amizade. –Hermione insiste, apelando para o lado emocional de Lílian, que parece pensar.


-Eu vou pensar. –Hermione faz uma pequena comemoração, mas Lílian a interrompe –Eu disse que vou pensar, não sei se vou. –Avisa se levantando, ainda se mostrando cética.


-Tudo bem, eu confio no seu bom senso e no seu bom coração. –Hermione sorri luminosamente, fazendo Lílian também sorrir levemente, antes de ir para o dormitório.


Hermione respira aliviada e logo depois começa a escrever um bilhete para Harry, marcando o encontro.


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No dia seguinte de manhã, Harry já havia perdido as esperanças de encontrar sua mãe e se lamentava cabisbaixo, encostado em uma das paredes do banheiro.


-Harry? –Lílian, que acabara de entrar, pergunta surpresa ao ver o rapaz cabisbaixo, com uma expressão quase fúnebre, encolhido na parede, como se tentasse se esconder nela.


-Mãe! Me Perdoa, eu sinto muito, não quis dizer aquilo, não sinceramente, eu nunca acharia nada daquilo, você sabe... não me deixa, eu preciso de você... –Harry, ao vê-la, se joga a seus pés e começa a despejar tudo rapidamente até ser calado por Lílian, que se abaixa e põe gentilmente o indicador em seus lábios.


-Tudo bem, acalme-se Harry. Apenas me responda, olhando em meus olhos. Você realmente crê em tudo que disse ao Thiago ontem? –Lílian pergunta olhando-o nos olhos, analisando cada reação.


-Não, eu menti o tempo todo, aquele não era eu. Você é uma das pessoas mais importantes da minha vida. Me perdoa? –Responde sem desviar de seu olhar.


-Falando desse jeito e com essa carinha, quem resiste? –Lílian diz sorrindo e ele a abraça forte.


-Não se preocupe, assim que eu puder, te explico porque eu fiz tudo aquilo e porque eu gosto tanto de você. –Promete aliviado, ainda a abraçando.


-Acho que Hermione não gostaria muito de ouvir isso. –Lílian fala bem humorada, mas sem soltá-lo.


-Isso o que? –Hermione, que acabara de entrar, pergunta curiosa.


-Mione... er... eu posso explicar. –Lílian fala gaguejando e se afastando bruscamente de Harry, as faces rubras.


-Explicar o que? Você realmente não acha que eu sentiria ciúme de vocês, não é? –Hermione fala se divertindo com o jeito de Lílian.


-E por que não? –Lílian pergunta surpresa, estranhando a tranquilidade dela.


-Porque sei que o seu Potter é o outro! –Provoca divertida, deixando Lílian muito corada.


-Já disse pra vocês pararem com isso. –Lílian retruca em tom ofendido, se levantando e recompondo.


-Ah, mas eu apoio vocês dois! Sei que pode não parecer, mas gosto muito do Thiago. –Harry se manifesta em apoio, se levantando.


-Eu adoraria continuar discutindo isso, mas temos Runas agora. –Hermione fala para Lílian, que se sente aliviada com a chance de fuga.


-Ok, mas quando vejo vocês de novo? –Harry pergunta ansiosamente.


-Não sei, do jeito que aquelas serpentes nojentas estão em cima de você, fica difícil. –Hermione faz uma careta enquanto fala.


-Eu dou um jeito de me livrar, se bem que hoje não dá, mas amanhã depois das aulas pode ser? –Harry olha de uma para a outra, vendo as duas assentirem –Então até amanhã. –Se despede das duas, que retribuem o cumprimento antes de saírem do banheiro.


-Eu fico feliz por vocês terem feito as pazes, sua amizade significa muito para nós. –Hermione fala para Lílian enquanto se dirigem para a sala de aula.


-A de vocês também é importante para mim, fico feliz por saber que não me enganei com vocês. –Lílian fala sorridente e aliviada.


-Bom, pelo menos essa história toda aproximou você e o Thiago. –Hermione a provoca, fazendo Lílian ficar quase da cor dos cabelos.


-Não é bem assim Mione, quer dizer, ele foi me dar uma força e meio que ficamos amigos, só isso. –Diz tentando se esquivar, mas sem sucesso.


-Para com esse jogo e me conta tudo, quem sabe não posso te ajudar. –Hermione Pede tentando mostrar apoio ao invés de provocá-la.


-Promete que fica só entre nós duas? –Lílian pergunta insegura.


-Claro sua boba! Me fala tudo e talvez eu consiga te ajudar. –Depois do acordo, as duas seguem aos sussurros para a sala de aula, combinando de continuar a conversa depois.


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Na hora de sempre, Harry aguardava os amigos na sala precisa, onde se encontravam todos os dias, quando Hermione chega um pouco ofegante, como se houvesse corrido.


-Desculpa a demora, perdi a hora conversando com Lily... cadê o Rony? –Pergunta ao notar a ausência do amigo.


-Não tenho ideia, já ia desistir e voltar ao salão comunal. –Harry fala parecendo aborrecido pelo atraso.


-Desculpa, mas estava tentando fazer “você nascer”, você sabe. –Hermione fala cansada, se jogando no sofá a frente de Harry e abrindo o segundo botão da camisa, já que o primeiro já estava aberto por causa do calor.


-Hermione... er... eu gostaria de me desculpar com você pelo que fiz ontem, eu não sei o que me deu pra te agarrar daquele jeito, acho que estava meio perturbado por tudo que aconteceu. Me desculpa, não queria que nossa amizade ficasse abalada por aquilo. –Harry fala sem jeito, olhando as mãos, tentando não olhar para os botões abertos da camisa da amiga.


-Tudo bem, eu sabia que você tinha feito aquilo por causa do que tinha acontecido, estava carente, sensível. Sei que se não fosse você estar tão mal, não teria por que me beijar. –Hermione fala tentando disfarçar o desapontamento e ao mesmo tempo parecer compreensiva.


-Não... Hermione... –Harry vai até o sofá de Hermione e se senta a seu lado, segurando suas mãos-Eu...


-Oi, foi mal o atraso... to interrompendo? –Rony fala surpreso ao vê-los.


-Não, não ta não. –Os dois respondem quase que em uníssono.


-Mesmo? –Rony pergunta ao reparar nos botões da camisa de Hermione.


-Eu estava com calor, cheguei atrasada, estava com Lily. Mas e você? Não estava com os marotos. –Hermione fala ao reparar nas roupas bagunçadas do ruivo.


-A culpa não é minha, a Sally é que é impossível, eu queria vir antes, mas ela não deixou sabe. A gata é muito quente! –Fala suspirando e se jogando no sofá onde antes Harry estava.


-Rony! Isso lá é jeito de falar? –Hermione o repreende, corando levemente.


-Ah, foi mal. Mas aproveitando a deixa, depois preciso falar a sós com você. –Rony fala de modo cúmplice para Harry, que pressente não ser coisa muito boa.


-Melhor não estar aprontando nada pra minha amiga senão...


-Não precisa me ameaçar, até porque tenho certeza que a Sally vai adorar! –Rony fala com ar malicioso, fazendo Hermione ter certeza que não viria coisa boa.


-Vamos falar da missão, quer dizer, é pra isso que estamos aqui, certo? –Harry muda o assunto evitando que eles comecem uma discussão interminável.


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No dormitório feminino da Grifinória, Sally, Anne e Lílian estavam conversando descontraidamente, quando Hermione chega.


-Nossa, você demorou! Teve algum problema? –Lílian pergunta preocupada.


-Não, ele só queria me contar como estava. Me disse que estão com medo dele, que as pessoas se afastam quando se aproxima, inclusive um lufa-lufa do primeiro ano fugiu de medo só porque ele estava meio mal humorado. –Hermione fala se sentando ao lado de Anne e a frente de Lílian.


-Ele estava mal humorado porque todo mundo está com medo dele e não querem se aproximar? –Lílian pergunta preocupada e atenta.


-Não, isso não importa tanto assim pro Harry, o que deixou ele de mau humor foi uma investida da Belatriz. Harry não a suporta. –Hermione fala normalmente, surpreendendo as outras.


-Mas você não disse que ele queria se aproximar dos sonserinos, inclusive dela? –Anne pergunta intrigada.


-Sim, mas como disse ele é obrigado a isso. Agora vamos mudar de assunto que tive uma ideia que pode resolver nosso problema com outro Potter. –Hermione fala de modo enigmático e cúmplice.


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As semanas seguintes passam quase normalmente, Harry cada vez mais entrosado com os sonserinos, tendo pequenos conflitos casuais com os marotos, mas sem chegar às vias de fato, já Hermione e Lílian andavam sempre juntas e misteriosas, deixando até Harry e Rony preocupados.


Os exames finais se aproximavam e um fim de semana em Hogsmeade foi marcado logo antes da semana de provas.


-Ora, ora, senão é o “príncipe sonserino”! –Rodolfo Lestrange debocha ao sair de trás de umas árvores, vendo Harry caminhar sozinho por um caminho de terra em meio a um bosque.


-O que quer, Rodolfo? –Pergunta entediado, mas sem se virar para olhar o rapaz.


-Quero que se afaste de Bela. –Responde em tom firme, mas provocando risadas frias em Harry, que lhe lembraram risadas nada agradáveis de seu mestre.


-Se quer ela para você, pode ficar. –Retruca fazendo pouco e voltando a caminhar.


-Pare, insolente! Quem você acha que é pra falar assim dela? Acha que só porque tira boas notas ou voa bem ou ainda porque fala com cobras é alguém especial? Saiba que você é só um verme que pode ser esmagado como qualquer outro. –Vendo que Harry não dava à mínima e voltava, pela segunda vez, a caminhar, Rodolfo se irrita e saca a varinha das vestes. - Crucio.


Harry sente a dor da maldição cruciatus o atingir, mas esta causa apenas uma leve flexão em seus joelhos. Harry ri friamente e se ergue, assustando Rodolfo, que cessa a maldição.


-Acha mesmo que um fraco como você pode me vencer com isso? Não sabe nem usar uma maldição imperdoável direito! –Harry fala em tom superior, pela primeira vez, se virando e olhando Rodolfo. Seu olhar era frio e ameaçador, mas Rodolfo pareceu não se intimidar.


-Veremos se não sei! Crucio -Rodolfo lançou essa maldição com todo ódio, rancor e inveja que sentia de Harry, fazendo-o dobrar os joelhos o suficiente para se apoiar neles.


-Tolo… FRACO! –Ao dizer a última palavra, se ergue com força e rapidamente pega sua varinha e desarma o agressor. Rodolfo cai meio metro para trás, batendo com certa força contra uma árvore, deixando a varinha caída fora de seu alcance –Nunca mais tente me atacar. –Harry avisa enquanto avança com a varinha apontada para o peito de Rodolfo, logo depois começando a falar em língua de cobra –Idiota, olha como treme! Deve estar achando que estou chamando alguma serpente, imbecil. –Rodolfo com os olhos procurava por alguma cobra e com os ouvidos tentava perceber alguma movimentação atrás de si, quando Harry sorri malignamente e volta a falar normalmente –Verme covarde, não precisa procurar nada agora, mas se tentar me atacar de novo é melhor garantir que eu morra, porque caso contrário eu farei você virar comida de cobra e garantirei que morra bem lentamente! –Harry ameaça baixo, em tom frio e cruel, o olhar quase insano, o que faz com que Rodolfo molhe as calças.


Harry segura o riso e sai andando como se nada houvesse acontecido, guardando a varinha novamente.


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Lílian e Hermione se encontram no centro da cidade como haviam combinado.


-O frasco com tampa azul é a poção e o com a tampa amarela é o antídoto. Você está pronta? –Hermione Pergunta de modo cúmplice a Lílian, que pega os frascos e põe em uma sacola da Dedos de mel, que carregava.


-Estou. Ele deve estar me esperando. Como eu estou? –Pergunta nervosa, dando uma voltinha para Hermione avaliar seu visual.


-Está linda… -Hermione responde sorridente, mas para ao ver o patrono de Harry. Ela toca sua varinha no cervo que desaparece, se virando apreensiva para Lílian, que não entendia nada –Eu preciso ir, boa sorte! –Hermione fala rapidamente antes de sair correndo na direção da Casa dos Gritos.


Ao chegar ao local, Hermione sobe observando os cômodos até que encontra Harry deitado numa cama, em um quarto quase todo destruído.


-Harry, o que houve? –Hermione pergunta preocupada e indo até ele.


-O idiota do Lestrange me acertou com a cruciatus, eu resisti e vim para cá. –Responde ofegante e com a voz fraca, uma das mãos no peito.


-Ok, não precisa falar mais nada. Eu vou dar uma saidinha e já volto. Fica quietinho aí. –Instrui olhando-o atentamente, verificando se não havia algum ferimento.


-Pode deixar, eu não consigo levantar mesmo. –Responde tentando rir, mas percebendo que isso era bem doloroso.


Hermione sai do quarto, voltando cerca de meia hora depois, parecendo bem cansada. Ela trazia uma bolsa, de onde tirou uma grande barra de chocolates e duas garrafas de cerveja amanteigada, uma para ela e outra para ele.


-Está se sentindo melhor? –Hermione pergunta após alguns minutos, quando Harry havia comido um bom pedaço de chocolate.


-Sim, mas ainda dói. Acho que chocolate não serve para dor. –Diz brincando, sentindo uma dor incômoda nas costelas.


-Não se preocupe, assim que ele chegar, melhora. –Hermione fala atenciosamente, segurando a mão desocupada de Harry, que ainda comia o chocolate.


-Ele quem? –Harry pergunta, mas antes que Hermione precise responder, Dumbledore aparata no quarto em que os dois estão.


-Recebi seu recado, o que aconteceu com ele? –Dumbledore pergunta preocupado, olhando Harry atentamente.


-Foi atingido pela maldição cruciatus, creio que ciúmes do Rodolfo Lestrange, não deixei ele ficar falando. –Hermione explica rapidamente e Dumbledore, parecendo entender tudo, pega sua varinha.


-Isso vai ser estranho, mas vai se sentir melhor. –Dumbledore fala calmamente para Harry, que acena afirmativamente com a cabeça. O mago encosta sua varinha no peito de Harry, em cima do coração e traça uma linha dourada, por cima da camisa, até o umbigo e depois corta essa linha com três linhas curvas e paralelas entre si. O símbolo some e Harry parece sufocar e depois respira profundamente, ficando meio zonzo com isso –Sente-se Melhor Harry? –Pergunta guardando a varinha nas vestes.


-Sim senhor, isso foi realmente estranho, mas funcionou. –Harry fala sentando-se direito na cama e depois tomando um gole de sua cerveja amanteigada.


-Então, por favor, agora me conte exatamente o que houve. –Dumbledore pede olhando-o atentamente através de seus oclinhos meia lua.


Harry começa o relato, se atendo mais a detalhes quando falou sobre os feitiços que o atingiram, como se sentira e o que fizera para reagir. Passou rapidamente pela ameaça que fez, porém rindo divertido ao falar que Lestrange havia molhado as calças.


-O que aconteceu depois? –Dumbledore retoma o relato, demonstrando um pouco de preocupação.


-Eu segui calmamente para cá e me atirei nessa cama, eu me fiz de forte, mas resistir a duas tentativas foi desgastante, principalmente depois que eu enviei um patrono para Hermione, avisando que precisava vê-la aqui com urgência. –ao falar do patrono Harry percebe que Dumbledore se surpreende.


-Estou admirado não só com a eficiência com que conjuram, mas também com o nível de uso que fazem do patrono, é realmente impressionante! –Dumbledore fala admirado com a habilidade dos dois.


-Imagine professor, nós sabemos dessas coisas porque aprendemos com a ordem, é assim que se comunicam, não é? –Hermione fala sem jeito, mas feliz com o elogio.


-Sim, está correta. Agora quanto a Rodolfo Lestrange, eu não sei se me surpreendo mais com a facilidade com que ele usa essa maldição ou com a futilidade do motivo. –Dumbledore fala demonstrando surpresa e decepção.


-Não foi muito inteligente da parte dele usar uma maldição imperdoável, creio que Malfoy não vá gostar nada disso. –Hermione pondera.


-Ele não foi tão estúpido. Conheço a varinha do Rodolfo e não era a que ele usou para lançar a maldição, creio que tenha pegado a varinha de alguém pra isso. Quanto ao Malfoy, acho que não devo comentar nada com ele, afinal para todos os efeitos essa maldição não me fez nem cócegas. Concorda professor? –Harry acrescenta os dados com certeza do que dizia e depois procura apoio de Dumbledore.


-Sim, você não deve alimentar desavenças no grupo, pelo contrário, tente ajudar Rodolfo Lestrange com Belatriz, tenho certeza que isso evitará que ele te crie problemas. Se ele comentar algo com os demais companheiros, será por medo de sua reação, que realmente foi surpreendente. –Dumbledore fala calmamente, mas demonstrando surpresa e admiração no fim, ao ver o estado de Harry, que parecia completamente bem.


-Não fique tão surpreso professor Dumbledore, depois que se é torturado pelo próprio Voldemort, o resto é resto, até porque já experimentei emoções muito mais fortes que o ciúme do Lestrange. –Harry fala se lembrando de quando foi atingido pela maldição cruciatus durante seu quarto ano, quando Voldemort retornara.


-Entendo. Sei que deve ter passado por provações inimagináveis para qualquer um, mas pense que poderá mudar tudo isso e salvar milhares de vidas inocentes. Tenho certeza que conseguirão alcançar o objetivo dessa missão. Agora quero que fiquem aqui por no mínimo uma hora, e que me procurem quando voltarem a Hogwarts. Vou começar a investigar esse incidente e evitar que algum inocente seja falsamente acusado. –Dumbledore se levanta e aparata ao receber sinal afirmativo dos dois.


-Você pode ir Mione, deve ter coisa mais interessante a fazer do que ficar aqui comigo. –Harry fala de modo compreensivo, tomando um gole de sua cerveja amanteigada logo depois.


-Deixa disso, Harry. Você sabe que isso não é verdade e que eu vou adorar ficar aqui. –Hermione fala conclusiva, tirando um pedaço da barra de chocolate para ela. Harry apenas sorri com a atitude da amiga, que logo começa a falar do plano para juntar os pais do amigo.


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Lílian e Thiago estavam numa clareira em meio a várias árvores, onde a ruiva arrumava uma toalha para um piquenique. Fora o moreno a providenciar a comida, que possuía um ótimo aspecto.


-Então Lily, estamos desde que nos encontramos falando da escola e dos nossos amigos, mas até agora não tocamos no assunto que nos trouxe aqui. Até quando você vai fugir disso? –Thiago pergunta, se recostando em uma arvore e tirando os óculos para limpar.


-Eu não estou fugindo, só estava esperando a gente se acomodar, afinal marcamos esse piquenique para isso. –Lílian fala tentando parecer normal, enquanto despeja algumas gotas do frasco de tampa azul que Hermione lhe dera, em uma garrafa de cerveja amanteigada que depois oferece a Thiago –Se você quiser conversar sobre isso agora, por mim tudo bem. –Lílian fala hesitante, vendo-o beber um pouco do liquido, logo a seguir pegando uma garrafa para si mesma.


-Ótimo, então falemos sobre nós dois. O que... –Antes de Thiago poder continuar, seus olhos ficam fora de foco e seu rosto sem expressão.


-Deu certo! –Vibra de modo contido. -Ok, Thiago, falemos sobre nós. – Ao falar isso o rapaz se vira para olhá-la –Thiago, o que você sente por mim? –Lílian pergunta de forma clara, tentando esconder o nervosismo.


-Eu te amo, Lílian Evans. –Thiago fala com a mesma expressão e sem nenhuma emoção na voz, mas Lílian sorri como se fosse a declaração de amor mais bonita que poderia ouvir.


-E que intenções tem para comigo? –Pergunta tentando manter a voz clara e em tom normal, apesar da ansiedade.


-Quero que seja minha namorada, espero um dia poder me casar com você e construir uma família. –Thiago fala no mesmo tom de antes e Lílian vibra alegremente.


-Isso significa que você não quer só se divertir comigo e que não vai me trocar por outra ou me trair depois de conseguir o que quer? –Lílian novamente fala em seu tom normal de voz, enquanto pega o outro frasco e despeja algumas gotas em sua garrafa de cerveja amanteigada.


-Eu nunca a trairia ou deixaria você se afastar de mim. –Ao ouvir essas palavras, a ruiva se dá por satisfeita e pega a garrafa de Thiago, derramando o conteúdo na grama e dá sua garrafa para ele depois de fazê-lo beber um pouco do conteúdo.


-Thiago, está me ouvindo? –Pergunta depois de alguns segundos.


-Sim, claro. –Responde meio atordoado, balançando a cabeça como se tentasse por as ideias no lugar –Nossa, fiquei meio zonzo, deve ter sido o calor. –Comenta bebendo mais da cerveja amanteigada.


-Sei, então voltando ao assunto. O que exatamente você quer de mim? –Lílian pergunta com ar inocente, pegando um sapo de creme de menta numa caixa em cima da toalha.


-Eu? Ah… você sabe! Quero namorar você, a questão é se você quer namorar comigo. Você quer? –Pergunta sentindo o nervosismo se espalhar friamente por seu corpo.


-Se eu aceitasse, você respeitaria minhas vontades e minhas amizades, prometeria ser fiel e mais comportado na escola? –Pergunta incisiva, comendo o doce para disfarçar a insegurança.


-Isso inclui parar de “brincar” com o seboso? –Pergunta receoso, apertando e rolando a garrafa nas mãos.


-Sim, a final você seria namorado de uma monitora e como monitora eu tenho a obrigação de dar um bom exemplo, portanto, meu namorado também. –Responde de modo firme, olhando-o nos olhos.


-Aw... –Geme vencido, respirando fundo a seguir –Ok, eu prometo ser um bom aluno e largar do pé do seboso, a menos é claro, que ele me provoque! –Promete vencido, mas fazendo questão de estabelecer uma exceção.


-E quanto a ser fiel, você promete ou não? –pergunta desconfiada.


-Francamente Lily, você acha que tendo você, eu perderia meu tempo com qualquer outra? –Pergunta se mostrando admirado com a dúvida dela.


-Não sei, mas em todo caso não custa nada dar sua palavra, não é? –Pergunta em tom defensivo.


-Certo, como quiser. Eu juro solenemente ser fiel, bom aluno e respeitar todas as suas vontades e amizades. –Jura em tom solene, a mão sobre o peito –Satisfeita? –Pergunta voltando a se sentar e cruzando os braços.


-Sim. –Responde sorridente enquanto ia até ele e depois o beijando. Thiago sorri e a abraça, trazendo-a mais para si antes de aprofundar o beijo.


****************************************************************


Sirius e Anne estavam aos amassos em uma rua estreita e mal iluminada entre duas lojas em Hogsmeade.


-Ei, vai com calma, estamos num lugar público, sabia? –Anne fala afastando uma das mãos de Sirius que estava subindo por sua perna, por de baixo da saia.


-Então vamos para um lugar mais privado. –Fala ofegante, pressionando a loira contra parede, sorrindo maliciosamente com seus lábios já inchados com o encontro.


-Você não tem vergonha de falar isso, não? –Anne pergunta entre risos, afastando-o gentilmente.


-Não, pelo contrário. Agora você vem ou não vem comigo? –Sirius chama sedutoramente, ajeitando os cabelos de modo charmoso.


-Para onde? –Pergunta tentando não ceder à tentação.


-Uma casa aqui perto, ela está vazia, vai entrar em obras para transformá-la num bar. –Fala com sorriso maroto, tentando disfarçar o nervosismo.


-Tudo bem, mas você tem que prometer parar quando eu disser. –Diz de modo firme, olhando-o seriamente.


-Claro! Eu juro ser um cavalheiro! –Promete de modo solene, mas cruzando os dedos da mão esquerda atrás de si.


-Onde é a tal casa? –Pergunta com ar desconfiado, mas resolvendo arriscar.


-Me encontra atrás do Correio, eu vou à frente. –Sirius fala empolgado, saindo depois de um sinal afirmativo de Anne.


Ao sair da ruela, Sirius foi discretamente até os fundos do correio, há alguns metros dali, quando ouviu uma conversa suspeita de Narcisa e Belatriz Black, que saíam do correio com uma caixa de cerca de dez centímetros de comprimento e uns cinco de altura e largura.


-Você tem mesmo certeza de que quer fazer isso Bella? –Narcisa pergunta parecendo preocupada.


-É claro que tenho, o Potter não me escapa! –Diz sorridente e confiante, preocupando Sirius.


-Eu não sei… Bella, se entregar a ele sem nem ao menos conhecê-lo direito? –Narcisa continua em tom prudente.


-Eu conheço o Harry o suficiente, além do mais eu tenho certeza que o amo! –Fala com ar sonhador, aos suspiros. Sirius, que ouvia, teve que tampar a boca para não rir.


-Mas e ele? Você sabe se ele corresponde aos seus sentimentos? –Narcisa continua com cautela para não aborrecê-la.


-Isso não importa, se gosta vai gostar ainda mais e se não gosta vai gostar! –Diz determinada, mostrando que não voltaria atrás em sua decisão.


-Tudo bem, se está decidida. –Diz em tom conformado, fazendo Sirius vibrar silenciosamente –Mas tome cuidado, não acho que ele deva saber o caminho, é uma sala altamente secreta e ele é sonserino há muito pouco tempo. –Narcisa avisa seriamente para a irmã, que não consegue evitar um risinho abafado.


-Pode deixar maninha, eu prometo que seu ninho de amor vai ficar em sigilo e muito bem arrumado para você e Lucius! –Garante bem humorada, quase em tom provocativo.


-Acho bom mesmo, até porque temos uma visita agendada para a próxima sexta. Aliás, quando é a sua? –Pergunta curiosa.


-Combinei com o Lucius de levar meu Príncipe lá na quinta, mas como já disse, o quarto vai estar arrumadinho pra vocês irem no dia seguinte. –Belatriz fala sorrindo marotamente, mas antes que Sirius pudesse ouvir mais, Anne chega.


-Está fazendo o que aí? –Anne pergunta curiosa e em tom baixo.


-Só coletando umas informações muito interessantes pro Remo! –Diz sorridente, mas logo a puxando para um beijo apaixonado.


-Pode parar por aí, se vamos pra tal casa, tem que ser agora, antes que fique tarde. –Anne o adverte apontando para o relógio.


-Ok, vem comigo, linda! –Diz sorrindo e a puxando para o lado oposto que as primas estavam.

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