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30. O servo desleal


Fic: Os segredos de Draco Malfoy


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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  Hermione decidiu ouví-lo.

  - Eu não sabia como te encontrar de novo, sabe, por causa dos feitiços. Aí alguma coisa sabe, me fez ter a sensação de que devia vir até você, de que você precisava de mim.
  - Ah, é? - ela perguntou, desconfiada - Posso saber o quê? E como?
  - Isso.
  - O seu desiluminador?
  - Descobri que ele não serve só para controlar luzes. - ele disse - Eu estava na casa de Sirius e eu ouvi algumas vozes, inclusive a sua.
  - E o que eu disse, exatamente?
  - O meu nome. Só o meu nome. - ele disse - Como um sussurro. Aí depois ouvi meu pai... e Dumbledore!
  - Impossível. Seu pai está morto.
  - Eu juro! Depois saiu uma luz daqui e tocou bem aqui, no meu peito. - ele disse, apontando para o próprio peitoral.

  Hermione o convidou para entrar. Estava tocando uma música lenta, bonita e realmente muito aconchegante. Dava um bom clima dentro da barraquinha. Hermione havia encontrado o rádio dentro da bolsa de   contas dada por Dumbledore.

  - Vamos dançar? - Draco sugeriu.
  - Você está maluco? Eu não sou boa nisso!
  - Me dê sua mão. - ele disse, estendendo o braço - Eu vou te ensinar a dançar.
  - Isso é loucura, Draco!
  - Vou te fazer girar. - ele riu - Não vou te deixar cair, sério.

  Hermione deu a mão para ele e começou a se movimentar.

  - Quer me deixar guiar? - ele pediu - Você pode subir no meu pé. Tente, vai ficar tudo bem.

  Hermione subiu nos pés de Draco e, segurando sua mão, apoiou a cabeça nos ombros dele. Ele segurava-a pela sintura, dançava lentamente sem sair do lugar e ela acompanhava os movimentos, sendo guiada pelos pés dele. 

  - As pessoas dançam quando estão apaixonadas, sabia? - Draco perguntou. Hermione assentiu - Somos só nós agora.
  - É uma sensação que eu nunca tive antes. - ela disse.
  - De repente, eu me sinto corajoso. Não sei o que deu em mim. - ele riu e segurou Hermione pela cintura mais firmemente - Posso te segurar, pertinho de mim?

  Hermione assentiu com a cabeça novamente.

  - O ambiente lá fora está silencioso e agora é o nosso momento. - ele disse. Ao contrário de Hermione, era bom com as palavras - Entre no clima, sinta e fique firme. Estamos indo certo. 

  De repente, começou a tocar outra música lenta. Era a mesma música que havia tocado no baile do ano anterior. A música que os dois haviam dançado juntos, na frente de todo mundo...

  - Está ouvindo, amor? Está tocando a nossa música. - ela disse. Draco ficou surpreso. Ela nunca o chamara de amor antes - Acha que estamos indo bem?
  - Tenho certeza.
  - Sabe eu não estou mais com medo. Tem um tempo já.
  - Isso é bom.

  Hermione riu.

  - Para sempre é muito tempo, - Draco disse - mas eu não me importaria de passar ao seu lado. Ainda mais se todos os dias eu acordasse com o seu sorriso.

  O coração de Hermione pulou do peito. Ela desceu dos pés dele, agarrou-lhe o pescoço e lhe deu um beijo. Ele correspondeu. Nunca haviam estado mais felizes.

*

  - O que quer dizer? - Gina perguntou.
  - Não imaginava que você fosse tão tolinha, Gina. - Áquila riu - O mestre está de volta.

  Ao fim das palavras de Áquila, o armário sacudiu-se, atraindo a atenção de Gina. A porta abriu-se e dali saiu Lord Voldemort. E não estava sozinho. Estava acompanhado por Rabicho, Bellatrix, Yaxley e Antonio Dolohov.

  - Áquila! - Gina exclamou, agarrando no pulso da menina. - Precisamos sair daqui 
  - DEIXE DE SER BURRA, GINA WEASLEY! - Áquila gritou, se soltando das mãos da garota - VOCÊ NÃO ENTENDEU QUE ISSO TUDO É UMA ARMADILHA? QUE VOCÊ CAIU COMO UM PATINHO?
  - Você não seria capaz! 
  - Já sou. Você será a isca perfeita para Harry Potter. DOLOHOV, YAXLEY, PRENDAM-NA! 

  Os comensais obedeceram. Lord Voldemort estava ciente da astúcia da filha e apenas ficou quieto num canto, orgulhoso, deixando a garota cuidar de tudo.
  Gina estava com os braços amarrados na parede através de cordas e pregos conjurados pelos comensais da morte. Passados cinco minutos, Harry, Rony e Dumbledore aparecerm.

  - HARRY, NÃO! É UMA CILADA! É TUDO UM PLANO! - Gina bradou.
  - Ora, cale a boca, tocha humana! - Yaxley disse, irritado, tampando a boca de Gina.
  - Você! - Harry disse apontando para Áquila - Você nos traiu.  

  Áquila bateu palmas e cordas pegaram Harry, Rony e Dumbledore, lhes prendendo ao lado de Gina. Ninguém sabia como ela havia feito isso.

  - Pode deixar que eu cuido de tudo, papai. - ela disse para Voldemort.
  - Papai? - Gina, Harry e Rony perguntaram em coro.
  - Isso, papai! - Áquila exclamou - Minha mãe, Bellatrix, é uma pessoa imunda, ah, se é! Traiu o marido, foi para o escuro com Voldemort e deu origem a mim. Eu também sou uma pessoa imunda, como ela, como papai, só precisei de uma mãozinha para para descobrir minha imundice interior.
  - Áquila, minha jovem, você não é má. - disse Dumbledore - Você é uma garota boa, de coração puro, criada por pessoas puras.
  - Não me lembre daqueles traidores de sangue que me criaram! Aquela minha tia, casada com meu tio sangue-ruim. Não sei como um dia pude pensar que eram boa gente.
  - Está enganada! Seu coração é bom, você é uma boa menina. - disse Dumbledore.
  - Cale a boca, velho inútil! - Áquila gritou. Seu grito fino e rachado lembrou Bellatrix - Eu fui a escolhida!
  - Escolhida? - Rony perguntou.
  - Isso mesmo, garoto, a escolhida. - ela esticou o braço esquerdo, levantou a manga da blusa e exibiu a marca negra que ali estava estampada. Gina soltou um grito de horror - Eu devo continuar os planos traçados por meu pai. Eu, agora a mais nova Áquila Black Demort reinarei!
  - Demort? - Rony caiu na gargalhada - Sério mesmo que você cortou um pedaço desse nome ridículo e colocou como sobrenome?
  - Rony! - Harry sussurrou.
  - Como ousa insultar tão nobres palavras? - Áquila apontou a varinha para o nariz de Rony. - Crucio! 

  Mas jovens bruxos de 15 anos eram incapazes de conjurar uma maldição imperdoável corretamente.

  - Basta! - ela gritou.

  Áquila ainda tagarelava, mas Harry não prestara atenção. Um ratinho cinzento com uma patinha de ferro caminhando até as cordas de Dumbledore lhe atraiu os olhos. O ratinho roeu as cordas que prendiam os quatro. Logo, voltou para trás de Voldemort e assumiu sua forma humana: Rabicho. Ele piscou para Harry, mas no exato momento, a sua mão de ferro parecia gozar de vida própria e começou a atacar-lhe o pescoço. Ela o enforcou. Era possível vê-lo ficar vermelho e seus olhos se esbugalharem até saltar da face. O homem gritou, atraindo a atenção de todos. Ele caiu morto. 

  - Traidor! - Voldemort chutou a face morta de Rabicho - Sujo, imundo, pérfido, infiel!

   Algo tirou Harry dos pensamentos. Ele viu Fawkes, a fênix de Dumbledore entrar voando com o chapéu seletor, mas apenas ele vira. Ele olhou para o chapéu e abrigava a espada de Godric Gryffindor. Ele poderia usá-la para matar Voldemort no momento de fraqueza. Mas se ele não morrerra há 15 anos, porque morreria agora? Harry não entendeu porque, mas algo lhe dizia que Bellatrix devia morrer. E foi isso que ele fez. 
  Harry pegou a espada de Gryffindor, impregnada de veneno de Basilisco, sorrateiramente, foi para as costas de Bellatrix e cravou a espada em sua espinha. Retirou logo em seguida. Bellatrix soltou um gincho e faleceu. Caiu dura e jorrando sangue.

  - NÃAAAAAAAAAAO! - Áquila correu ao encontro da mãe, gritando. Ela não chorava. Era como se toda a capacidade de amar lhe fora sugada.

  Voldemort virou-se. Sentiu-se mais fraco. Como se ele quem tivesse levado uma espada nas costas. 

  - É o fim da linha, Lord das Trevas. - Harry disse, apontando a espada cheia de sangue para Voldemort.
  - Ou o seu próprio fim. - Voldemort disse e tocou a marca negra.

  Instantaneamente, todos os outros comensais da morte apareceram, sugiram do armário sumidouro. Todos os servos do Lord apontaram suas varinhas para Harry, inclusive os que já estavam ali e o próprio Voldemort.

  - Abaixem as varinhas, tolos. - Voldemort disse - Eu devo ser aquele que matará Harry Potter.

  Todos obedeceram. Gina abraçou Rony e começou a chorar. Áquila ainda estava deitada sobre o corpo de Bellatrix, acreditando em suas possibilidades de reviver. Harry engoliu seco. Dumbledore apenas olhava.

  - Harry Potter, o menino que sobreviveu, - Voldemort disse - venha para a morte.

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Créditos às músicas 'All About Us' e 'I Wouldn't Mind' da He Is We pelo diálogo durante a dança de Draco e Hermione. 

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Comentários: 2

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Enviado por Mary Granger Malfoy em 09/09/2012

Sim, teve um baile no capítulo 4 ou 5 se não me engano. Lembro direitinho de escrever sobre ele.

Nota: 1

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Enviado por Blood Unicorn em 09/09/2012
Esse capítulo foi sensacional! Amei a parte que o Rabicho soltou o Dumbledore, nunca tinha imaginado ele como um, digamos, herói. A Áquila é idiota ou fez curso? Como ela pode ter se deixado levar para o lado negro da força? Ri demais com o "Demort", que sobrenome ridículo. A parte do Draco e Hermione juntos foi lindo, mas fiquei confusa, os dois foram juntos ao baile de inverno? É que você não mencionou nada sobre isso nos capítulos anteriores. A Hermione chamando o Draco de amor foi lindo também. Amei o capítulo inteiro, continue.
Nota: 5

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