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5. Capitulo 5


Fic: Nas mãos do destino


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Capítulo V

Fred Granger voltou derrotado de Denver.

- Ninguém se interessou - disse à Hermione, desabando sobre sua poltrona preferida na sala de estar – Todos enfrentam problemas financeiros e o mercado esta em baixa. É uma época ruim para procurar parceria.

A filha sentou-se no sofá na frente e anunciou:

- Arranjei um emprego.

O pai a fitou por um instante, como se não houvesse entendido bem.

- Você o quê?

- Estou empregada - repetiu Hermione, sorrindo – E vou ganhar muito dinheiro com as gorjetas. Começo hoje a noite.

- Onde?

- Um restaurante - respondeu ela, evitando maiores detalhes - Pode ir até lá e jantar. E não pedirei gorjeta de você!

- Hermi, quero que você volte para a faculdade e consiga o diploma.

- Papai, sejamos honestos. No momento você não tem condições de me sustentar na universidade. Deixa-me trabalhar - implorou, inclinando-se para a frente em um gesto de súplica – Sou jovem e forte, e não tenho medo de trabalhar duro. Iremos sair dessa situação, papai! Todos passam por maus momentos.

- Mas meu orgulho...

Hermione ajoelhou-se e encoste a cabeça nos joelhos de Fred.

- É meu pai, e eu o amo. Seus problemas são meus também. Tenho certeza de que encontraremos uma saída.

Os lindos olhos que lembravam os de sua esposa, fizeram Fred se emocionar. Sorriu e acariciou os cabelos de Hermione.

- Você é igual a sua mãe.

- Obrigada.

Ele soltou uma risada.

- Muito bem! Vá brincar de garçonete por alguns dias, e eu duplicarei os esforços para melhorar nossa vida. Mas não fique até muito tarde – avisou - Quero que esteja em casa à meia noite, e ponto final.

Sem duvida seria um problema, pensou Hermione, mas por que brigar antes da hora?

- Veremos como se tudo se encaminha – disse em tom displicente, beijando-o na testa – Vou providenciar seu almoço!

Correu para a cozinha, antes que o pai tivesse tempo de fazer mais perguntas sobre seu emprego.

Mas Hettie foi mas dura.

- Detesto a idéia de vê-la trabalhando em um bar.

- Fique quieta - alertou Hermione - Não quero que papai ouça!

- Menina vai se meter em confusão, tenho certeza.

- Nada disso! Vou fazer pizzas e sanduíches só isso.

Hettie não se deixou convencer.

- Junte homens e álcool e sempre haverá problemas!

- O senhor Ducan tem um leão-de-chácara – confidenciou - Estarei segura.

- O senhor Potter não vai gostar.

- Nada do que eu faço é da conta de Harry Potter! Depois do que falou a meu respeito, sua opinião para mim não vale nem um tostão furado!

- O que ele disse?

Hermione esfregou as mãos.

- Que sou uma mentirosa, fofoqueira, conquistadora, e que não o deixo em paz - murmurou miserável - Estava conversando com Joe Howland na loja de ferragens, na semana passada. Ouvi cada palavra que disse.

Hettie ficou de boca aberta , tamanha a surpresa. Sabia como Hermione gostava do último Potter solteiro.

- Oh, meu bem! Sinto muito!

- Marilee mentiu, e Harry acreditou – disse Hermione com desânimo - Minha melhor amiga! Estava me dando conselhos sobre como proceder para conquistá-lo e o tempo todo tentava me sabotar! Alias, foi ao baile com Harry - Engoliu em seco e virou-se para o balcão. De nada adiantaria se lamentar - Quer um sanduíche, Hettie? Preciso praticar.

- Não obrigada, querida – A velha senhora abraçou-a – Dê tempo ao tempo.

Saiu da cozinha, deixando que sua filosofia caseira fizesse efeito.

Porém Hermione não se convencera. Talvez seu novo emprego a ajudasse a esquecer Harry, pensou. Pelo menos não corria o risco de encontrá-lo no Shea’s. Depois do ultimo sábado no baile, ele nunca mais tocaria em um copo de uísque, concluiu.


Quando o sábado seguinte chegou, Hermione estava trabalhando a quatro dias, e começava a se adaptar com a rotina. O Shea’s abria para o almoço e fechava as onze da noite. Serviam pizzas, sanduíches, aperitivos, assim como toda a sorte de bebidas alcoólicas. Ela começou a conhecer os clientes habituais, mas mantinha-se distante. Não queria se envolver em confusão.

É claro que o pai descobrira o local em que trabalhava e, naquela manhã, procurara por ela.

- Trabalho em um restaurante decente – defendeu-se Hermione.

- É um bar - declarou Fred furioso – Quero que se demita imediatamente!

É agora ou nunca, disse Hermione a si mesma, encarando o pai com ar de desafio.

- Não – replicou com calma - Não vou me demitir. O senhor Ducan disse que teria um período de experiência de duas semanas, e pretendo cumpri-lo. E não ouse ir lá resolver o assunto por mim, papai!

Fred parecia surpreso.

- Menina, isso não vai dar certo.

- Vai, sim, não apenas porque precisamos de dinheiro, mas porque me sinto independente.

O pai não havia pensado nisso. A filha estava determinada e, de fato, Duncan tinha um bom leão-de-chácara, um homenzarrão com o ridículo apelido de Miudinho, com uma aparência feroz, mas um coração de ouro. Suspirando, por fim, murmurou:

- Vamos ver.

Hermione vencera sua primeira discussão de adulta, e sentia-se muito bem.




Harley foi ver Hermione em duas das cinco primeiras noites de trabalho, apenas para verificar se estava tudo bem, e ela sorria , servindo-lhe pizza e cerveja.

- Como vão as coisas Hermi?

Ela olhou em volta para o ambiente despojado de sofisticação, as mesas simples de madeira e o longo balcão onde a maioria dos clientes se sentava. Havia duas máquinas de jogos eletrônicos e uma antiga vitrola automática. Ventiladores de teto refrescavam o ambiente, e uma grande pista de dança recebia casais que desejavam se divertir nas noites de sexta-feira e sábado.

No momento, a banda tocava músicas dolentes, e um casal solitário exibia seus passos.

- Gosto muito daqui – confidenciou para Harley – Sinto-me independente pela primeira vez na vida – inclinou-se para ele, sorrindo – E as gorjetas são polpudas.

Harley soltou uma risada.

-Tudo bem! Não tenho nada a comentar.

Relanceou um olhar para Miudinho, com suas tatuagens nos bíceps enormes, e a cabeça raspada. O empregado simpatizara com Hermione a primeira vista, e estava sempre tomando conta ao vê-la se aproximar dos clientes.

- Ele não é uma graça – comentou a jovem, sorrindo para o homenzarrão que retribuiu de modo hesitante.

- Não entendo de beleza masculina - brincou Harley.

Rindo, Hermione deu as costas e voltou ao trabalho.


Na segunda feira depois do almoço, Harry foi almoçar com Fred a quem não via havia vários dias, pois estivera fora em uma convenção.

Fred estava no escritório, fazendo contas e segurando a cabeça com a mão, muito desanimado. Ergueu os olhos quando o amigo entrou.

- Como vai, estranho – brincou. – Sente-se. Quer café? Hettie!

- Não precisa gritar, senhor Fred – interrompeu a boa senhora, abrindo a porta – Já estou preparando.

- E traga bolo também - gritou Fred a suas costas, sem obter resposta. - Acha que como doces demais - explicou a Harry.- E talvez tenha razão. Que tal a convenção?

- Fala-se muito em exportação de carne bovina para o Japão e etiquetagem para provar o lugar de origem. - Assim dizendo, Harry atirou seu chapéu sobre uma poltrona e sentou-se em outra. Passou as mãos pelos cabelos pretos e encarou Fred. - Mas ouvi uns rumores que me deixaram preocupado.

- Verdade? – o senhor Granger deixou de lado as contas, pensando que Harry se referia ao emprego de Hermione. Suspirou. - Que rumores?

Harry inclinou-se para o amigo.

- Soube que esta procurando parceria para seus negócios.

- Ah! Isso! - Fred pigarreou e desviou o olhar. - Só uns pequenos arranjos...

- Por que não me procurou logo? – persistiu Harry. - Emprestarei quanto for preciso, sabe disso.

Fred engoliu em seco.

- Sei muito bem. Mas não ousei falar com você... Sobe as circunstâncias.

- Que circunstâncias?

Harry armou-se de paciência pois percebeu que teria de arrancar cada palavra de Fred.

- Hermi.

A respiração do hospede tornou-se pesada ao ouvir o nome. Imaginou se Fred sabia sobre o atrito que tivera com sua filha, e aguardou apreensivo.

- Soube por alto que vocês dois tiveram uma discussão, e ela não quer ouvir falar de você. - explicou Fred - Se o procurasse as escondidas para fazer negocio, Hermi ficaria sabendo, mas cedo ou mais tarde. Jacobsville é uma cidade pequena.

- Não ficará sabendo se estiver na faculdade. Ela voltou, não é verdade?

Fred se preparou para dar a grande noticia.

- Não, não voltou, Harry.

- Mas onde está ela? Perguntei a Hettie, assim que cheguei e...

- Não, ela não esta aqui. Arrumou um emprego. Muito bom, por sinal - disse Fred na defensiva. - Está adorando.

- E o que está fazendo, meu Deus? Não tem habilidade alguma!

- Cozinha e serve mesas em um restaurante.

Harry balançou a cabeça inconformado, sem querer acreditar no que acabara de ouvir. Todos sabiam que Hermione não conseguia ferver água. Encarou Fred com severidade.

- Pode repetir, por favor?

- Hermi já sabe cozinhar - falou Fred com certa agressividade. – Hettie passou dois meses ensinando a garota. Agora sabe até fazer... – Ia dizer biscoitos, mas mudou de idéia – Pizza.

Harry suspirou.

-Fred, não sabia que as coisas iam tão mal, desculpe.

- A morte de meu touro não foi culpa de ninguém – replicou Fred em tom cansado – Mas ele não estava no seguro. Poucos fazendeiros modestos poderiam sofrer um golpe desses e ficar bem. Meu touro era um campeão.

- Sei disso. Mas teria ajudado mais se me deixasse.

- Agradeço, mas não posso.

Fez-se uma longa e desagradável pausa, e por fim Harry disse:

- Creio que Hermione lhe contou o que aconteceu no baile.

- Não, nem mesmo uma palavra. Foi Hettie que me alertou sobre um certo estremecimento entre vocês dois. – Fred franziu a testa. – Por quê?

Harry desviou o olhar.

- Aconteceram coisas desagradáveis no Baile dos Vaqueiros. Tivemos uma briga. – olhou para as próprias mãos e continuou: - E isso não é tudo. Tenho cometido grandes erros nos últimos tempos a respeito de sua filha. Acreditei em boatos sobre Hermione nos quais jamais deveria ter acreditado. Cheguei a fazer comentários desagradáveis sobre ela, e a magoei. Agora sei a verdade, mas é tarde demais. Ela não permite que eu me aproxime para me desculpar.

Em seguida narrou ao amigo como Marilee o enganara.

Fred ignorava toda a historia e , ao final, perguntou:

- Quando foi que a viu?

- Sexta feira. No banco. Hermione me ignorou. – Harry sorriu com amargura, por que fora muito desagradável o modo frio e indiferente como ela o fitara. - Foi a primeira vez que isso me aconteceu.

- Hermi não costuma ser rude – Fred tentou justificar a filha - Talvez ela esteja nervosa com o novo emprego...

- Não, foi por causa do que eu disse a ela . – replicou Harry com sentimento - Sei que a magoei muito. Pensando bem, Hermione tem razão em agir assim, pois fui um tolo em acreditar nas mentiras de Marilee.

Fred começava a montar o quebra-cabeças.

- Marilee pode ser muito convincente, segundo Hermi me disse. E, pelo visto, estava interessada em você.

- O interesse não é mutuo – redargüiu Harry sem perda de tempo – Não percebi o que estava acontecendo. Então Marilee me contou sobre as coisas que Hermione andava dizendo ao meu respeito... - Interrompeu-se e praguejou - Sempre me considerei um homem esperto, porém acho que sou mais ingênuo do que pensava.

- Qualquer um pode cair na armadilha de uma mulher - consolou Fred – Foi apenas falta de sorte. Hermi jamais falou de você em publico. Embora talvez não perceba, ela é tímida. Nunca se atiraria sobre um homem – Fred sorriu com tristeza – Sei que gosta de você, e não é do seu feitio mostrar-se agressiva.

O senhor Granger estava sendo muito compreensivo, e Harry percebia quanto se deixava enganar com sua idiotice. E a conversa que Hermione ouvira na loja de ferragens a magoara muito.

- Gostaria de voltar atrás e ter sido mais esperto - sorriu com desânimo - Detesto mulheres agressivas – confessou - Admiro Hermione por ser como é.
Harry enrubesceu. – Não lhe diria isso.

-Verdade? – Fred encostou-se na poltrona, sorrindo para o amigo mais moço. - Protegi minha filha demais. Queria que trilhasse um caminho sempre suave e sem problemas. Mas não a mimei. Hermi não é uma boneca sem miolo, Harry. É uma jovem de personalidade, e esta trilhando seu próprio caminho. Quer ser independente e, na semana passada, enfrentou-me pela primeira vez na vida – riu - Devo confessar que fiquei um pouco chocado ao perceber que a menina se transformara em mulher.

- Ela aprecia muito Harley Fowley – disse Harry sem preâmbulos.

- E por que não? Harley é um bom rapaz, muito jovem, mais de confiança.

Harry sabia e, por isso mesmo, estava furioso. Fred pareceu ler seus pensamentos e disse:

- Não é o que está pensamento. Hermi e Harley são apenas bons amigos.

- E eu com isso? - replicou Harry com fingida indiferença. Pegou o chapéu e levantou-se, hesitante, voltando-se para Fred, acrescentando com firmeza - Pode ter certeza de que jamais contarei a Hermione que o ajudei com a fazenda, caso me permita dar o dinheiro.

O velho Granger sentia-se tentado a aceitar a oferta generosa do amigo. Suspirou e levantou-se também.

-Trabalhei dez horas por dia durante anos. Sobrevivi a mercados fracos, secas e geadas. Mas jamais atravessei um momento como este. Posso perder minhas propriedades a qualquer momento.

- Então não replique - insistiu Harry – Posso lhe emprestar quanto for necessário para que não fique no vermelho. E, repito, Hermione nunca saberá. Será um segredo entre você e eu. Não perca sua fazenda por causa do orgulho, Fred. Está na sua família a gerações.

- Meu amigo...

Harry inclinou-se sobre a mesa, encarou Fred e falou:

- Deixe-me ajudá-lo!

O senhor Granger observou a genuína sinceridade e desprendimento na expressão do homem mais jovem e murmurou:

- Mas precisará ser um segredo.

O olhar de Harry suavizou.

- Sem dúvida. Dou minha palavra. Blake Kemp é o advogado de minha família. Marcarei uma reunião. Sentaremos com ele e combinaremos os detalhes.

Fred mordeu o lábio, tentou esconder o próprio alívio.

- Não sabe quanto...

Harry ergueu a mão, embaraçado com a emoção do amigo.

- Sou muito rico – disse com simplicidade – De que adianta o dinheiro se não for para ajudar os amigos? Faria o mesmo por mim se a situação fosse inversa, tenho certeza.

Fred engoliu em seco.

- Nunca duvide disso – deixou escapar um suspiro - Obrigado.

- De nada - Harry enfiou o chapéu, escondendo os olhos –Telefonarei. Aliás em que restaurante Hermione trabalha? Posso passar por lá para almoçar qualquer dia desses.

- Acho que não seria uma boa idéia.

Harry não percebeu que a intenção de Fred era omitir o local de trabalho da filha, e imaginou que se referia a animosidade de Hermione ao seu respeito.

- Pode ser. Vou deixá-la se acalmar mais um pouco – sorriu - Hermione têm um gênio danado! Quem diria, Fred!

- É uma caixa de surpresas nesses últimos tempos.

- Sim. Até breve.

Harry partiu, e Fred deixou as emoções fluírem.

Não percebera quantos as terras da família significavam para ele, até que se defrontara com a terrível perspectiva de perder tudo. Agora, graças ao amigo, tudo passaria para as mãos de Hermione e seus descendentes. Que Deus abençoasse Harry Potter! Pegou um lenço de papel e enxugou os olhos. A vida era linda. Maravilhosa!


Fred ainda estava acordado quando Hermione voltou do trabalho. Fora uma longa noite, e estava cansada. Parou na cozinha para cumprimentar Hettie, e depois dirigiu-se ao escritório.

- Hettie me disse que Harry esteve aqui - foi logo dizendo com ar preocupado - Por quê?

- Queria olhar o touro - mentiu Fred, sem fitá-la.

- Ele perguntou por mim?

- Sim, contei que está trabalhando em um restaurante.

- E disse qual?

- Não.

- Não se preocupe, papai. Harry não tem nada a ver com o local de meu emprego, nem com minha vida.

- Continua zangada - afirmou o pai - Compreendo. Ele me contou tudo que aconteceu entre vocês dois, e está ansioso por fazer as pazes.

Hermione engoliu em seco, as lembranças voltaram para assombrá-la. Mais uma vez, em pensamento, viu e ouviu, Harry no corredor da loja de ferragens, dizendo coisas horríveis a seu respeito. Apertou as mãos com força, enfiando as unhas na palma.

- Harry ergueu a bandeira branca? Pois pouco me importa!

- Ora, minha filha! Ele não é um mau homem.

- Claro que não. Só que não gosta de mim. E não se pode culpá-lo, já que tem Marilee ao seu lado.

Fred franziu a testa.

- Esqueci esse detalhe. Sua melhor amiga a traiu.

- Que amiga - resmungou Hermione com ironia – Vai passar as férias no Colorado, ouvi dizer. Uma viagem marcada às pressas.

- Creio que está envergonhada demais para atravessar a avenida principal. As pessoas comentam a seu respeito, e perdeu a credibilidade. Entretanto não é má, Hermi. Apenas cometeu um erro grave.

- Você nunca faria isso – replicou Hermione, sorrindo – Tenho certeza de que nunca trairia outra pessoa.

Fred enrubesceu, sentindo-se culpado. O que a filha diria quando soubesse que Harry Potter emprestaria dinheiro para salvá-lo daquela situação tão difícil? E sem avisá-la? Naturalmente era por uma boa causa, para que um dia ela herdasse o que lhe era de direito, mas sentia-se um traidor. Imaginou o olhar que Hermione lhe lançaria se descobrisse.

A filha interrompeu seus pensamentos.

- O que faz aqui acordado? Feche esses livros e vá dormir, pai.

Fred imaginou-se tendo dinheiro suficiente para consertar cercas, reparar o celeiro, comprar ração para o inverno, remédio para o gado e para pagar as contas do veterinário. Sim, pensou, era impossível deixar a fazenda cair na ruína.

Com voz macia perguntou:

- Costuma pensar no futuro, minha filha? Quando tiver filhos que herdarão estas terras?

Hermione piscou diversas vezes.

- Sim, às vezes – confessou – Será uma herança maravilhosa.Somos uma das famílias mais antigas de Jacobsville, e nos estabelecemos aqui depois da guerra civil - sorriu enlevada – Nossas propriedades fizeram a história da região!

Fred pigarreou.

- Tem razão, querida. É um legado muito importante para deixarmos que escape de nossas mãos e vá parar no domínio de estranhos – balançou a cabeça de modo decidido - É triste ver o que aconteceu com outras famílias que precisaram vender suas fazendas.

- Sem dúvida. Fico feliz por termos a nossa e podermos deixá-la para os nossos descendentes – fitou o pai com intensidade. - Não pretende desistir da luta, não é, papai?

- Céus! Não!

Hermione pareceu aliviada.

- Desculpe, mas foi o modo como falou agora a pouco, que...

- Farei de tudo para manter nossa fazenda - garantiu Fred. - Você ficaria aborrecida se arrumasse um sócio ou parceiro?

- Claro que não! Quer dizer que encontro alguém? - perguntou com animação - Um parceiro disposto a nos financiar?

- Sim – replicou Fred – Mas só soube disso hoje.

- Que maravilha, papai!

- Fico feliz em ver sua reação. Poderá deixar o trabalho e volta à faculdade...

- Não.

- Mas, Hermi...

- Papai, mesmo com um investidor, precisamos arcar com as despesas do dia-a-dia, a fim de manter a fazenda - lembrou ela com delicadeza - E os mantimentos? Utensílios? Feno para os cavalos, sal e ferramentas?

Fred suspirou.

- Tem razão, é claro. Preciso de um sócio para as grandes coisas.

- Além do mais, gosto do meu trabalho.

- É um péssimo lugar nos fins de semana.

- Miudinho me protege – garantiu Hermione – e Harley vai aos Shea’s pelo menos duas vez na semana, em geral nas sextas-feiras e nos sábados, para assegurar que estou bem. Sinto-me tão tranqüila lá quanto em casa.

Fred tentou explicar:

- Não me importo que trabalhe, apenas...

- Sei disso. Fica preocupado por que tem medo que me aconteça algo de mau. Miudinho não deixa os clientes beberem além da conta.

- Tudo bem. Pretendo ir lá comer uma pizza um dia desses.

Hermione sorriu.

- Será muito bem-vindo! Vou apresentá-lo a todo mundo!

- Harry queria saber onde estava trabalhando – interrompeu Fred com brusquidão – Deseja visitá-la.

A expressão de Hermione endureceu.

- Não quero vê-lo.

- Sim, sei que foi muito rude com você.

Hermione atirou os cabelos para trás, em um gesto de raiva.

- Pensou que poderia me fazer de capacho, mas enganou-se!

- Harry não vai gostar de saber que trabalha no Shea’s.

- E o que me importa?

Hermione começava a desconfiar da preocupação a respeito das opiniões de Harry. Por seu lado, Fred tinha medo de que o amigo desistisse do empréstimo, se soubesse onde ele deixara a filha ir trabalhar. Sentia-se muito mal por estar escondendo a verdade um do outro, porém tinha receio de perder a fazenda. Era a herança de Hermione, pensou pela milésima vez. Precisava fazer de tudo para conservá-la na família. Por fim, murmurou:

- Harry Potter é meu amigo.

- Pensava que era meu também – replicou Hermione com tristeza – Meus amigos não falam mal uns dos outros. Jamais abri a boca para comentar algo!

- Creio que agora ele já sabe disso, Hermi.

- Acho que levaria um susto se soubesse onde trabalho.

- Por falar nisso, contei que uma de suas tarefas é cozinhar.

Hermione arregalou os olhos.

- Verdade? E o que Harry disse?

- Ficou... surpreso...

- Quer dizer, estupefato. – corrigiu ela com sarcasmo.

- Está aborrecido com sua frieza e arrependido pelo que disse a seu respeito. Também me confessou que brigaram no baile.

Hermione sentiu as faces em fogo.

- O que lhe contou?

- Que você discutiu com ele. Harry ignorava seu temperamento explosivo – explicou Fred com um sorriso.

- E vai descobrir que posso ser violenta também, se voltar a me procurar – virou-se para sair – Vou dormir, papai. Boa noite.

- Durma bem, querida.

Fred a viu sair e suspirou aliviado. Até aquele momento, pensou, tudo ia bem, mas em breve a verdade precisaria vir a tona.



Obs:Capitulo 5 postado!!!!Espero que tenham curtido ele!!!!Na quarta-feira eu atualizo todas as fic novamente!!!Bjux e tenham uma ótima semana!!!!

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