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11. Rabelião


Fic: A Herdeira do Principe


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Era manhã de abril, Alvo abriu seus reluzentes olhos verdes emergindo de um sonho bom em que ele ainda almejava viver o que o pai dele havia vivido. Agora acordado ele olha para o teto de sua cama escutando aquele som chato que só o ar daquele colégio triste tem. Ao se levantar percebeu que as camas ao seu redor estavam vazias, esbaforido saiu vestindo o uniforme de qualquer jeito. Mas ao olhar para seu relógio de pulso, ele percebeu que eram oito horas da manhã!


 Ele desceu as escadas correndo, mas não viu ninguém no salão comunal. Quase automaticamente virou-se para o quadro de avisos e viu escrito em grandes letras vermelhas “O diretor Rígel Pinker convoca todos os alunos para uma reunião de emergência no salão principal ás 8:10 da manhã de 30 de abril.” Alvo olhou novamente para seu relógio que marcava 06:08. Ele saiu literalmente voado da torre da Grifinória, a capa estava caindo pelo ombro quando chegou escorregando o tênis pelo chão do salão de entrada onde foi impedido de entrar por algo invisível. A mão que segurava seu ombro era tão pesada que ele deduziu que fosse Aika. E acertou! Quando ela desfez o feitiço sorriu para Alvo e disse:


 - É melhor você usar o feitiço de invisibilidade já que esta sem a capa, Pincher, digo, Pinker odeia que cheguem atrasados, mesmo que dois minutos e meio como você! – Ela recitou um feitiço que Alvo não entendeu.


 Ele ficou completamente invisível e sorrateiramente entrou no salão principal junto da amiga. Pinker que já tinha começado o discurso e, nesse dia, estava com uma roupa rosa e lilás:


 - Bem, agora, vamos ao aviso, eu Rígel Pinker declaro que é proibida qualquer organização, grupo ou clube definido como reunião regular de três ou mais pessoas. Alunos E professores serão expulsos do colégio caso pertençam a um grupo, clube ou organização que eu não autorize. Esta proibida as conversas e reuniões de professores e alunos fora do horário de aula. O estudante com qualquer jornal que não seja O Profeta Diário será expulso na hora. Atrasos nas aulas serão detenções severas! É só isso! Vocês já podem voltar. – Pinker virou-se e foi-se embora com seu subsecretário á sombra.


 Dá pra perceber claramente que o diretor e o subsecretário tiveram uma boa conversinha. Enfim! Foi horrível para Alvo passar pela multidão sem ser percebido. Quando finalmente conseguiu sair, teve o feitiço retirado por Aika e foi para seu salão comunal.


É complicado entender o porque de odiarem tanto aquele cara. Tentem entender: você acha que conseguiria se entender com um tio ridículo, com uma voz muito feminina que quer dar a entender que é o tio mais fodão do mundo? Alem disso ele é burro como uma porta, ele não poderia fazer essa porcaria de reunião mais tarde se tinha que falar só aquilo?


 No salão comunal Alvo recebeu uma noticia muito ruim: seus pais e seus tios estão foragidos do ministério (de novo). Os pais de Escórpio estão sendo procurados para depoimentos. Os pais de Lawliet estão presos e os pais de Gabriel e Aika estão desaparecidos. Depois das aulas, na hora do almoço, Alvo viu a irmã chorando aflita na mesa da sonserina, Aika encostada no ombro de Gabriel e Lawliet deitado no ombro de Aika, os olhos negros dela estavam cheios de lágrimas. Aquilo matou Alvo por dentro, isso deve acabar logo! Pencroff deve ser destruído o mais rápido possível!


 


 - Eu desisto! – Disse Alvo para Lawliet já de noite – Eu vou começar a rebelião! Meus pais estão fugindo de novo! Tem gente com a família sendo assassinada! Ou desaparecida... ou presa como a sua, Lawliet! – Lawliet olhou para baixo tristemente.


 - Eu sei que você está indignado com isso, Alvo – Lawliet falou baixinho – Mas tente se controlar! Ficar enlouquecido não salvará ninguém! Piorará tudo! Sniklle está tentando juntar um pequeno exercito com alunos de Hogwarts também, porém, alunos menores de idade como você, Escórpio, Rosa, Aika e Gabriel, não poderão lutar... – Alvo quase quebrou o espelho de dois lados. “Eu irei lutar, sim! Nem que eu tenha que passar por cima do cadáver deles! Eu prometo a mim mesmo que eu ajudarei Sniklle e batalharei com todas as minhas forças se preciso!”


 Ele se deitou em sua cama e adormeceu sem falar com Escórpio. Teve sonhos terríveis, com seus pais e seus tios sendo torturados por Pencroff, com a cara do Voldemort. De repente ele despertou assustado e viu que o quarto, iluminado pela luz lunar, estava cheio!


 Ao se levantar percebeu que tudo começava a se iluminar com fracas luzes de varinhas. Não demorou muito tempo para ele descobrir quem eram: todos os seus primos liderados por nada mais nada menos do que Thiago Sirius Potter e ao seu lado estava Milena, é curioso Milena estar sempre nesses planos doidos.


 - Hey! Como você está, irmãozinho?  - Perguntou Thiago animadamente – Você poderia chamar aquela sua amiga pra fazer o feitiço de invisibilidade em todos nós? – E mostrou todos os primos – Precisamos de uma ajudinha para passar despercebidos ate a sala precisa!


 Alvo usou o espelho para comunicar Lawliet que mandou um patrono para Aika que apareceu no dormitório minutos depois com os olhos inchados e vermelhos. Quando Alvo disse o que ele queria, ela respondeu:


 - Depois de tanto tempo, vocês deveriam ter aprendido já esse feitiço, já ta irritando! – Mas ela foi ate a torre da Grifinoria e lançou o feitiço em todos. E eles foram ate a sala precisa. Alvo foi junto depois de acordar Escórpio, Rosa e Fred.


 


 - O plano é o seguinte, - Disse Thiago ao chegarem na sala precisa, Lawliet e Gabriel se reuniram a eles também. – Sniklle conseguiu reunir os nossos pais e amigos e eles vão chegar a Hogwarts a qualquer momento. A rebelião será hoje! Mas tem um porém! Alvo, Rosa, Escórpio, Aika e Gabriel não poderão...


 - Eu fiz 17 anos em fevereiro! – Gritou Aika.


 - E eu já fiz aniversário também! – Falou Gabriel.


 Neste exato momento um quadro que ninguém havia percebido se abriu e atrás dele tinham muitas pessoas, mas muitas mesmo e a frente delas estavam Mark Lewis, Neville Longbotton e Lívia Sniklle que sorria alegremente. Os adolescentes não resistiram e correram para abraçar a professora que os abraçou também. Atrás dela estavam todos os tios de Alvo, seus pais e os pais de seus amigos, menos de Lawliet e de Aika (ela é filha de trouxas).


 - Temos que burlar os seguranças e reunir os alunos. – Disse a professora com uma feição mais séria. – Enquanto vocês, estudantes ficam aqui dentro, nós temos um plano arquitetado, graças ao Mapa do Maroto de Thiago. Isso com toda a certeza nos custará uma pequena batalha, mas nada muito grave, se não vierem reforços, claro!


 Horas depois, o pequeno exército saia em grupos de cinco pessoas. Entre elas estava o Rayto Yogme, o amigo de Lawliet que estudava em Durmstrang, um sujeitinho muito estranho, de cabelo castanho claro e um olhar muito esquisito. Cada vez mais o a sala se esvaziava. Depois que Lawliet saiu ao lado de Rayto sobrou na sala apenas Alvo, Milena, Rosa, Escórpio, Gabriel e Aika (os mais velhos os impediram de ir a pesar de já serem maiores de idade). Levara até o Fred! Os estampidos dos feitiços já se espalhavam pelos corredores, mas o grupo restante não pode sair, pois a porta estava protegida por muitos feitiços.


 - Eu não acredito que não nos deixaram sair daqui! – Bradou Alvo com raiva.


 - Calma Al! – Disse Escórpio com a mão no ombro do amigo – Você sabe que eles só fizeram isso para nosso bem...


 - EU PROMETI A MIM MESMO QUE BATALHEREI POR SNIKLLE SE FOR PRECISO! MESMO QUE ESSA GUERRA NÃO SEJA MINHA! – Gritou Alvo interrompendo o amigo.


 - Não tem como sair daqui, Alvo, e você sabe muito bem disso! – Disse Rosa com certa razão – Lançaram fortíssimos feitiços sobre a saída, não tem como passar por ela sem ter um alto conhecimento mágico, o que ninguém da nossa idade tem... – Mas ela foi interrompida por uma pigarreada vinda do canto da sala.


 - Eu acho sinceramente que você duvida de minhas capacidades! – Disse Aika com um olhar desafiador enquanto empurrava a porta.


- Olha, Rô, você é minha amiga, mas devo admitir: a Aika-oneesan é muito boa no que faz! – Disse Milena. Rosa olhava ofendida para ela.


 Eles saíram sorrateiramente pelo corredor e deram se cara com os reforços do castelo. Foi uma batalha bem complicada. Estavam fugindo de uma torre que caiu a oeste de lá. O grupo conseguiu passar por eles e rumaram para a Câmara Secreta onde Lawliet disse que estaria.


 


 Lawliet corria com Rayto por perto até chegarem na porta da Câmara Secreta de seus antepassados. Ele seguia a frente de Rayto, e sabia que o garoto o observava ameaçadoramente.


 - O que estamos fazendo aqui, Lawliet? – Perguntou o garoto inocentemente.


 - Você sabe muito bem o que fazemos aqui, Rayto – Lawliet se virou para o outro garoto que agora sorria maldosamente.


 - Um acerto de contas, detetive? – Disse revelando seu outro lado, o pior de todos. – Há, há, há!  Leonard Lawliet o garoto mais genial de sua geração, frente a frente com seu concorrente de Durmstrang. Seu querido primo!


 - Você é tão cínico, Rayto, que nem me dou ao trabalho de ter raiva de você! – Disse Lawliet no mesmo tom calmo de sempre. – E não me chame assim! Eu não sou parente de um próximo bruxo das trevas!


 O sorriso no rosto de Rayto desapareceu por completo.


 - Quando você descobriu meus planos, Lawliet? – Perguntou com uma certa raiva reprimida.


 - Ah! A muito tempo! Mas não tanto tempo quanto gostaria! Depois de descobrir sobre Pencroff, você pode ter se encantado por maravilhosa história e foi segui-lo, por que outros contatos no seu amado colégio, me informaram que você abandonou a escola no dia seguinte ao nosso contato. O que você pretende, afinal?


Mas quando ele terminou a frase Rayto já estava com a varinha em punho e gritou:


 - SECTUMSEMPRA! – Soltou um forte estampido e como se uma espada invisível fosse empunhada por Rayto, Lawliet sofreu cortes profundos em seu tronco, sujando sua blusa branca e sua jeans com vermelho de seu sangue. – Você, Pencroff não são nada em comparação ao que eu serei! Não darei a mesma chance que ele deu a vocês e a Sniklle, eu irei matar todos que estiverem no meu caminho para comandar um mundo melhor! Sem esses vermes que poluem nossas mentes e nossas vidas com suas existências insignificantes, - Ele abaixou sorrindo para o garoto no chão que ainda lutava pela vida – Eu serei o senhor supremo desse novo mundo que eu vou criar! – E deu uma gargalhada muito, mas muito sinistra.


 Lawliet juntou suas forças e disse:


 - Você... Não... Será... Nada além... De mais um... Que pessoas como... Sniklle ou Alvo... ou ate mesmo eu... Derrotará!


 Novamente o sorriso no rosto de Rayto diminuiu, mas não se extinguiu. Ele se levantou deu as costas a Lawliet e ia saindo quando ouviu e se virou e viu Lawliet sentado encostado nos pés de Salazar Slytherin:


 - Você... deveria... saber que... nunca... se... deve... dar... as... costas a um inimigo... vivo! – Com toda a energia que tinha, o que lhe restava de magia e recitou – Avada Kedavra!


 Um raio verde saiu da varinha de Lawliet e atingiu Rayto direto no peito. Ele caiu para trás com os olhos castanhos já sem brilho algum e Lawliet encostou-se na parede e fechou seus olhos para nunca mais abri-los novamente...


 


 - Expeliarmos!


- Reducto!


- Protego!


 Gritavam Alvo, Aika, Escórpio, Gabriel, Milena e Rosa enquanto rumavas para o banheiro feminino do primeiro andar. Vários seguidores de Pencroff impediam o caminho deles o que causava sempre pequenas lutas em que alguns saiam machucados. Um pedaço de vidro de uma das janelas cortou o rosto de Rosa, um cara alto e barbudo acertou um soco em Alvo que cortou o canto de seu lábio, Escórpio torceu o pé ao subir uma escada e por pouco não despencou de lá, uma pedra do teto fez um corte na cabeça  de Milena e Aika tentava fechá-lo enquanto todos corriam.


 Aquilo parecia uma batalha, raios amarelos, verdes, vermelhos voavam para todos os lados.  Corpos de inimigos e aliados jaziam no chão inertes. O pânico de instalara em todo o castelo, alunos mais novos foram trancados em seus salões comunais para a segurança deles. O maior medo de todos é que os locais onde estão os salões comunais sejam afetados pelas batalhas, mas eles só pensaram nisso depois. O grupo estava preocupado apenas em alcançar Lawliet, mal sabem eles o que lhes espera.


 Quando chegaram na Câmara deram de cara com a seguinte cena: No corredor mal iluminado por luzes fracas e verdes viram Rayto morto caído de barriga para cima e com os olhos abertos e mais adiante estava Lawliet completamente ensangüentado deitado aos pés de Salazar Slytherin.


 Aika saiu correndo em direção a Lawliet e se ajoelhou ao lado do amigo com uma expressão muito assustada:


 - Lawliet! LAWLIET! – Gritava e balançava o garoto na esperança dele acordar o que, mesmo ela sabia, não aconteceria!


 Gabriel se aproximava lentamente com a expressão pasmada. Aika estava em prantos agarrando-se a blusa rasgada de Lawliet. Gabriel se ajoelhou ao lado de Aika, assim como todos os outros, Milena estava inconsolável chorando no ombro de Rosa.


 - Não! L- nii-san, não pode ter... – Aika sussurrava.


 - Eu... Não... Lawliet! – Gabriel colocou a mão no ombro de Aika que se jogou no ombro dele.


 - Quem fez isso com ele? Quem? Espero que esteja morto! Nii-san! - E chorou ainda mais, o amigo tentou consolá-la, mas mal conseguia consolar a si mesmo. Alvo também estava muito triste, a pesar de Lawliet não ser seu grande amigo, eles eram como sócios, companheiros de objetivo. Para eles aquela foi a pior das mortes.


 Depois que os estampidos diminuíram eles saíram, mas deixaram o corpo de Lawliet na câmara, para buscá-lo mais tarde, quando for seguro. Em um dado momento, a parede ao lado deles caiu e o resto do corredor estava cheio de bruxos batalhando. O resto da parede formou uma espécie de trincheira, lá Gabriel se sentou no chão e começou a fazer rápido um mapa de onde eles estavam e colocou as iniciais de cada um para representá-los:


 - Faremos o seguinte: a Aika vai primeiro e lança feitiços de proteção, ai passa a Milena, o Al, Escórpio, Rosa e eu e depois ela passa por último. É bem simples a ideia! Se todos passarem encostados a parede ate a porta de carvalho poderemos chagar até onde é mais seguro para avisarmos Sniklle.


 - Não seria melhor ir alguém junto com ela? – Perguntou Alvo apreensivo.


 - Ela se vira sozinha! – Respondeu ele com simplicidade.


 - Eu me viro sozinha! – Disse Aika taxativa.


 Ela foi sorrateiramente apontando a varinha para cima recitando alguns feitiços. Ela sabia como se esgueirar silenciosamente pelas pedras soltas. Mas sem ninguém perceber, alguém se aproximava dela. Quando ela estava a uns vinte metros de onde os outros estavam alguém a derrubou. Ela soltou um grito de horror e dor. Quando todos olharam, viram um homem arranhá-la com unhas imensas! Todos correram em direção a eles:


 - AVADA KEDAVRA!!!- Berrou Gabriel que corria a frente de todos. O homem soltou um berro e caiu morto.


 O garoto se ajoelhou ao lado dela e a chacoalhou.


 - Aika! Acorda, garota! Você é mais forte que isso! – Mas nem ele refreava o aperto no coração que aquilo causava.


 - Neme! – Gritou Alvo que foi ver o homem que atacou Aika – Eu acho que ele é um... Lobisomem! – Ele se virou para o amigo que o olhava horrorizado.


 - Lobisomem! – Repetiu ele olhando para a garota com o rosto arranhado e com a marca de caninos no canto da testa. – Será que ela vai se tornar um... – Mas as palavras pararam no meio.


 - Acredito que não! – Respondeu Rosa – Meu tio Gui foi atacado por um lobisomem na lua nova e ele só ficou com alguns traços, como um estranho gosto por carne mal passada!


 - Deve ter diferença de lua, Rosa – Disse Milena – Estamos na lua Crescente Convexa, significa que a lua está quase cheia! Alias é uma ótima época para se tirar uma foto da lua, é só colocar a câmera num tripé e posicioná-la na lente de um...


 - Milena! – Gritaram todos para chamar a atenção dela.


 - Desculpa! – Disse ela rubra de vergonha – Ué! Não tá muito quieto, não? – Agora que ela perguntou, parece que tudo está muito quieto.


 Gabriel colocou a amiga nas costas e eles seguiram até a estrada principal onde um grupo de pessoas entravam pelos portões. Entre eles estava nada mais do que Johnatas Pencroff!

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