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25. Tensão parte 2


Fic: Os Sete Desafios


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Hermione sentiu seu pulso ser apertado ferozmente e fechou os olhos com força desejando que Harry logo estivesse ali para salvá-la, mas infelizmente seu desejo estava longe de ser realizado. A varinha dela permanecia no bolso da calça, inalcançável enquanto o monitor-chefe tinha suas mãos fora de alcance.


Hermione puxava com toda a força os braços e tentava escapar das garras de Jason, mas a diferença de forças era surreal, ele a subjugaria sem o mínimo esforço e Hermione sabia disso. Não haveria forma de livrar-se dele pela força, mas enquanto ele a machucava era difícil usar a lógica, além de tudo, Hermione estava apavorada.


O Lufa-lufa estava fora de controle, suas presas afiadas deixavam um doloroso rastro de cortes sob os lábios e pescoço da grifinória que contorcia-se buscando livrar-se desse monstro. O estado de pânico que tomou a monitora a fizera congelar quando Jason afastou-se o bastante para olhá-la nos olhos.


Estava pálida, os olhos assustados e os lábios cobertos por um raio de sangue. Seu corpo inteiro tremia de medo reagindo à proximidade dele. Esta imagem de Hermione levou o lufa-lufa a rosnar enfurecido, apertando ainda mais os pulsos da grifinória até os sentir quase quebrarem sob suas mãos e a jogou com força contra a parede.


O impacto forte contra a parede pareceu recobrar os sentidos de Hermione, que ignorando a dor aproveita-se do momento que Jason soltara um dos seus pulsos e toma a varinha em sua mão apontando para o lufa-lufa que avançou sobre ela com fome nos olhos, sua fisionomia estava completamente distorcida, ele ofegava e sua postura tornava-se mais corcunda, curvada e seus olhos eram completamente negros agora.


-JASON PÁRA!!!


Gritou Hermione apontando a varinha para o peito dele e de imediato o monitor paralisa a poucos passos de alcançar a grifinória. Ele ofegava, era perceptível a batalha interior dele, ele estava segurando a si mesmo para não ferir Hermione, balançando negativamente a cabeça repetidas vezes.


-Jason...


Começa Hermione, mas o lufa-lufa rosnou novamente enfurecido em sua direção.


-Vá embora!!!


Vociferou Jason cravando as unhas sobre o tapete azul com tamanha força que ela poderia jurar que saía sangue de seus dedos nesse momento.


-Não posso te deixar sozinho nessas condições!!!


Responde desesperada a grifinória, apesar de todo o medo que sentia, sabia que algo muito ruim poderia acontecer ao lufa-lufa e seu desejo de ajudar superou o medo que sentia, fazia parte dela, da sua natureza e se ela conseguiu fazê-lo recobrar a razão mesmo que por um instante então poderia ajudar muito mais.


-Vá embora!!!


Repete Jason impaciente, era a última chance que poderia oferecer à ela.


................................Hogwarts............................


Ginny tinha o pergaminho de Draco segurado por suas mãos trêmulas. A expressão horrorizada da Weasley era tão assombrada que poderiam jurar que estava diante de seu pior pesadelo, do seu próprio bicho papão, mas este, ela não teria como livrar-se num simples aceno de sua varinha.


 A ruivinha mordeu com força o lábio inferior suprimindo um soluço desesperado, seu coração pareceu afundar num oceano escuro e gelado, não se sentia tão mal desde que Harry a livrara do diário de Tom... Voldemort. Ela terminou de ler pela segunda vez sem conseguir acreditar no que tinha a sua frente.


Lágrimas atingiram seus olhos, ele não poderia ter feito isso! Ele não tinha esse direito! Ninguém teria esse direito! Diante dela estavam escritos os maiores segredos da família Malfoy, cada crime, cada passo, cada esconderijo... e junto aos segredos, nomes, endereços, locais onde ela poderia fugir, onde a manteriam segura se mencionasse seu nome e por fim o que mais apavorou a grifinória...


A última folha do pergaminho Ginny recusou-se a aceitar, jogou-a com força no fundo de sua mochila, tomou o pergaminho anterior em suas mãos enquanto jogava algumas roupas na mochila apressadamente e com as costas da mão limpava os vestígios de lágrimas, encolheu a sua vassoura e guardou junto à alguns sapatos e poções.


Depois de guardar tudo o que considerava essencial ela arrancou uma folha de seu diário e rabiscou algumas mensagens, antes de guardar no bolso da calça. Satisfeita a grifinória de cabelos vermelhos respira fundo e esconde a mochila sob a cama.


-Agora eu só preciso encontrar ajuda!


Diz com determinação a grifinória.


.................................Harry Potter.................................


Harry estava em estado de choque enquanto o diretor Dumbledor narrava a desordem na suprema corte no dia do julgamento onde o ministro Fudge postergou o veredicto à três dias após o interrogatório alegando que por se tratar de uma das últimas herdeiras da família Black, Bellatrix deveria usufruir de certos “direitos”.


O moreno respirava pesadamente, as mãos apertavam os braços da cadeira com tanta força que os nós dos dedos perderam toda a cor. Dumbledore recebera a notícia logo após retornar do jogo de quadribol da Grifinória contra a Lufa-Lufa e enviou um chamado urgente à Ordem, convocando em especial Harry que agora não pronunciava uma única palavra.


Ele sentia o corpo inteiro tremer por dentro tamanha raiva que sentia, primeiro o maldito ministério recusava-se a acreditar no retorno de Voldemort em seu terceiro/quarto ano durante o torneio tribruxo, foi preciso Cedrico perder a vida para perceberem que a ameaça retornara e agora queriam esperar Bellatrix tirar mais vidas para terem a certeza de que tratava de uma comensal da morte????


Na opinião do grifinório isso era loucura! No mínimo um absurdo, não poderia entender como deixar uma psicopata como ela andar livremente pelo mundo mágico espalhando o terror entre bruxos e criaturas mágicas em nome de um senhor das trevas!!! Céus ela não se importou em atacar um castelo cheio de crianças inocentes, quase tirou a vida de Sírius e Remus aquela manhã e para completar tentou matar Hermione diante de seus olhos!!!


Remus chegou mais tarde e lançando um olhar preocupado à Harry sentou-se próximo à lareira acompanhado por Tonks, Moody, Arthur Weasley, Bill e para sua surpresa Sírius (que estava agora com os cabelos curtos e loiros e seus olhos agora tinham a mesma cor que os de Harry). Todos permaneciam em silêncio absoluto enquanto ouviam o velho diretor.


-Eles escolheram deixá-la em Azkaban por tempo indeterminado adiando o beijo do dementador enquanto decide sua sentença final...


Completa Dumbledore com pesar.


-Eles só estão dando tempo para ela escapar!


Reclama Bill indignado com o comportamento do ministro.


-Aposto que já tem um plano de fuga para aquela desgraçada!


Murmura Sírius com ira brilhando em seus olhos enquanto fechava as mãos em punhos, desejava livrar-se de sua prima mais do que qualquer coisa, isso é claro, depois de acabar com a vida de Peter.


-O maior problema ainda não é a fuga de Bellatrix... mas o fato de ter conseguido entrar em Hogwarts levantando a suspeitas de um traidor dentro do castelo, a culpa e o desaparecimento de Hagrid, e até agora ninguém conseguiu descobrir o que realmente ela pretendia ao invadir a escola!


Explica Remus finalmente se pronunciando com uma aparente calma, já que todos ao seu redor estavam com os ânimos tão alterados, alguém deveria agir como ponto de equilíbrio para todos.


-Estava em busca de algo para Voldemort, mas ainda não temos certeza!


Explica Moody cruzando os braços enquanto andava de um extremo a outro da sala.


-Se ela estivesse aqui atrás do Harry já o teria alcançado antes que descobríssemos, significa que ela não encontrou o que queria...


Completa Tonks e seus cabelos ganham um tom arroxeado enquanto pensava.


-Por isso desejam esvaziar Hogwarts? O ministério também está sob comando de Voldemort??? Temos que proteger Hogwarts, esta é o único lugar que posso chamar de lar e não vou permitir que Voldemort o destrua também!!! Não desta vez!!!


Harry vociferava estreitando os olhos e ficando de pé. Ficar parado enquanto conversavam sobre o que poderia levar Bellatrix ao castelo parecia inútil para ele, o que mais desejava agora é tomar algumas medidas drásticas para impedir que chegassem a Hogwarts, queria derrubar o ministério, queria fazer justiça de verdade ao invés de ficar parado enquanto os outros corriam riscos e faziam escolhas em seu lugar, essa guerra era dele afinal.


 -Temos que encontrar o que Bellatrix procurava antes que eles cheguem até aqui!!!


Bradava Harry com determinação.


-Nós já temos uma vaga idéia do que poderia ser Harry...


Comenta Sírius seriamente levantando e seguindo até o afilhado colocando a mão sobre seu ombro o levando a sentar-se novamente.


-E por isso o trouxemos aqui!!!


Completa o padrinho antes de permitir que Dumbledore o explicasse.


.................................James Potter........................................


Rony saía da sala da professora McGonagall estarrecido. A looongaaa conversa com a vice-diretora e chefe da casa Grifinória lhe dera o maior e mais assustador sermão da sua vida. O ruivinho engoliu em seco ao lembrar de como aquela mulher pode ser assustadora. Especialmente quando o chamava pelo seu nome completo e ameaçava chamar sua mãe para comparecer a esta reuniãozinha.


Mas, tinha que admitir, cada palavra da professora ficara enraizada na mente do grifinório, eram conselhos, orientações, lições que antes Rony não parecia aprender, reações que ele não notava, sentimentos que ele ignorava... realmente Harry e Sírius tinham toda a razão, garotas... nunca poderia entendê-las completamente, mas depois do sermão de McGonagall se esforçaria mais para não repetir seus erros.


-Em primeiro lugar senhor Weasley não adianta desculpar-se da boca para fora tem que mostrar que esta arrependido!!!


Falava ela, nisso passou o resto do dia ensinando Rony a como comportar-se, como ser cavalheiro, o que deveria ou não falar. Ao final de tudo a vice-diretora atribuiu ao grifinório como detenção todas as noites em seu escritório ela daria aulas de “etiqueta” ao capitão que gemeu ao lembrar de como a professora o tratara.


-Se levar uma garota para comer num restaurante qual a primeira coisa que deverá fazer ao chegarem à mesa?


Questiona Minerva levantando uma sobrancelha.


-Fazer o pedido?


Responde dando de ombros deixando McGonagall em choque.


-Menos cinco pontos para a Grifinória senhor Weasley!!!


Repreende a vice-diretora balançando negativamente a cabeça enquanto Rony choramingava sem saber porque ela o maltratava assim.


-Deve puxar a cadeira para ela!!!


Anuncia a velha bruxa esfregando as têmporas impaciente.


-Se eu puxar a cadeira ela iria cair no chão!!!


Rebate o ruivo indignado deixando a professora mais nervosa ainda.


-Você puxaria a cadeira para que ela sentasse senhor Weasley!!!


Responde a professora em um lamento.


-Mas ela poderia fazer isso com as próprias mãos, não sou elfo doméstico!!!


Reclama Rony emburrado.


-Menos DEZ pontos para a grifinória senhor Weasley!!! De agora em diante apenas siga meus conselhos e mantenha essa sua boca fechada estamos entendidos????


Vociferava a professora possessa e o ruivinho apenas se encolheu na cadeira temendo perder 1000000 de pontos para a sua casa se continuasse reclamando.


-Muito bem... assim que recebem os pedidos... saberia como se portar à mesa?


Questiona a professora o olhando pelo canto do olho desconfiada, ela já vira muitas vezes como Rony devorava a comida e estava determinada a transformar esse “trasgo” em príncipe e remontar o que restou da reputação da sua casa que caiu em pedacinhos com o show de Rony no campo de quadribol diante de toda Hogwarts.


Com um breve aceno de sua varinha uma mesa redonda coberta por um fino tecido branco e sobre ela um conjunto requintado de porcelanas (pratos, taças e talheres, muitos talheres) a boca de Rony foi ao chão.


-Santo Mérlin! Para quê tantos desses????


Pergunta Ron horrorizado.


-Para comer é obvio! Vou ensinar a usá-los!!!


Responde McGonagall irritada.


-Eu só tenho duas mãos!!!! E já seu usar um garfo!!!


Reclama o ruivo perplexo. Minerva fecha os olhos e aperta a varinha com força entre os dedos contando até um milhão mentalmente, ela não se deixaria levar por um garoto, já ensinara milhares de jovens bagunceiros, Mélin ela ensinara James, Sírius e Remus... Ronald Weasley não iria comprometer sua sanidade mental!!!


-Usará de forma correta, cada um de uma vez...


Responde em um tom de voz perigosamente calma não desviando o olhar sobre a faca de corte transversal para peixes, mais uma vez Ron engoliu seco. Outra lembrança também o fez estremecer enquanto seguia para seu salão comunal.


-Há várias formas de usar um guardanapo dependendo da ocasião!


Explicava Minerva segurando o pedaço de pano retangular frente ao rosto do ruivo que esforçava-se para manter-se acordado.


-Está me ouvindo senhor Wealey??? Ou prefere que eu crie uma nova utilidade para este guardanapo e usá-lo como corda de forca para acordá-lo?


Provoca a vice-diretora estreitando os olhos mortalmente.


Rony enxugou o suor da sua testa nervosamente quando subia as escadas, escutara o som de uma música das Esquisitonas e a ultima lembrança atravessou sua mente.


-Dança?


Perguntou a professora andando de um lado para outro da sua sala enquanto agitava a varinha para afastar os móveis. Nesse momento o ruivo suou frio, era tão bom dançando quando usando sapados femininos.


-Er... bem professora eu... n..n..n


-Você o que?


-Não sei! Sinto muito professora!


Responde de uma única vez corajosamente.


-Oh... como suspeitava senhor Weasley... poderemos começar pela música clássica!!!


Explica a professora e uma suave melodia encheu o lugar.


-Vamos, o que está esperando, não vai me acompanhar?


Questiona impaciente McGonagall e Rony amaldiçoou-se mentalmente imaginando que seus colegas o matariam depois que McGonagall tirasse todos os pontos da Grifinória por ele ter espezinhado seus pés!


Respirando fundo e tomando coragem o ruivinho finalmente atravessou o retrato da mulher gorda e seu mundo parou, não enxergava mais nenhuma pessoa, não ouvia nenhuma voz, menos ainda a música agitada das Esquisitonas. Tudo pareceu congelar no tempo e espaço para que ele tivesse a chance de contemplar a sua Luna sorrindo para ele, o seu rei Weasley!


Todas as preocupações e temores do grifinório desapareceram no momento em que seus olhos se encontraram, o sorriso dela pareceu iluminar todo o salão, tão doce e encantador que ele não resistiu e seguiu ao seu encontro como se nada nem ninguém estivesse em seu caminho.


-Senti tanto sua falta!


Sem nem perceber, Rony dissera as primeiras coisas que lhe vieram à mente e ficou completamente vermelho quando ela riu e levou as mãos delicadas ao seu pescoço o puxando para si. O perfume dela o deixava extasiado e a maciez da sua pele o enlouquecia, tudo o que mais desejava era tomar seus lábios e provar o sabor de morangos e suco de abóbora que tanto amava.


Sentindo o coração explodir dentro do peito, ele envolveu a cintura dela em seus braços a puxando para si e a beijou. O universo explodia em milhões de estrelas quando ouviu o som de palmas e os gritos entusiasmados dos seus colegas de casa incentivados pelos seus próprios irmãos.


-HEY! HEY! HEY! WEASLEY É NOSSO REI!!!


Gritavam os demais enquanto Rony dando de ombros levanta Luna ainda a prendendo em seus braços e a gira no ar enquanto mantinhas seus lábios colados. Nada importava agora, nunca se sentira tão feliz por fazer algo assim.


.....................................Lily Potter.....................................


Draco empurrou o prato ainda cheio na grande mesa de mogno da luxuosa sala de jantar Malfoy. Fechou brevemente os olhos cinzentos ignorando as vozes e ruídos incômodos ao seu redor, buscou a tranqüilidade do silencio em sua mente.


Não sentia fome, seu estômago revirava, a presença de tantos comensais da morte juntos, dividindo a mesma mesa que sua família em comemoração ao adiamento da sentença de Bellatrix Lestrange. O próprio ministro se encarregou de enviar os piores aurores em sua guarda e os dementadores estavam sob controle de Voldemort.


Narcisa tinha um semblante suave e o olhar impassível, um sorriso fraco estampado no rosto enquanto erguia a taça mecanicamente a cada brinde em comemoração, Draco sabia o esforço que ela fazia para parecer tão inabalável, Lúcius ostentava um olhar satisfeito e um semblante de contentamento absoluto, orgulhoso de seu plano para libertar Bella da prisão.


Snape continuava com a carranca de sempre e olhares tediosos como se estivesse diante de bárbaros enquanto o loiro sonserino trincava os dentes e soltava os talheres silenciosamente. Praguejou baixinho desejando ser invisível para poder sair dali. Aquele ambiente o fazia mal, a mansão apesar de cheia, estava mais sombria que nunca.


Mas, forçava-se a permanecer ali, naquela mesa rodeada por escórias bêbadas, bruxos de todos os escalões, seguidores submissos à Voldemort. No entanto, era a única forma e também a mais segura de absorver o máximo de informações possíveis de todos eles. Uma gargalhada esganiçada ecoou fazendo Draco estreitar os olhos em desgosto, Greyback e Yalex conversavam sobre algo.


-Eu tinha a filha do Lovegood nas minhas mãos quando o maldito moleque cabelo de fogo chamou o centauro desgraçado!!!


Gritava Greyback com ânsia sobre o seu domínio na floresta proibida. Do outro lado da mesa, os pais de Crabble e Goyle falavam sobre rondas de vigilância.


-O grandalhão dorme como um bebê!


Sorria de forma doente o maior deles.


-Um desperdício um gigante de aspecto poderoso ser tão medroso quanto ele!!! Não valia um galeão...


Afirmavam Goyle.


-Você será o próximo na vigia das masmorras!!!


Exigia Crabble enquanto um elfo enchia pela quarta vez seu copo com o melhor firewisky da mansão, para a sua sorte Rabicho estava vigiando os prisioneiros do senhor das trevas enquanto este estava escondido nas montanhas com outros comensais aguardando a libertação de Bellatrix.


Draco era sorrateiro, não falava e também mal se envolvia nas conversas ao seu redor, colocou no rosto uma expressão entediada e sorveu metade de seu próprio copo antes de olhar seu pai.


Lúcius enviava-lhe um olhar perigoso, que teria intimidado a qualquer um, mas, Draco o conhecia bem o suficiente, aquele olhar significava que seu pai esperava algo dele, mas desta vez o sonserino estava feliz por desapontar seu pai.


Levantando uma sobrancelha, Lúcius desviou sua atenção para Snape que comentava com McNair sobre os aurores em Hogwarts e as desconfianças de Dumbledore. O professor enviou a Draco um olhar discreto para que ele aproveitasse a chance para fugir da sala de jantar.


Em silencio o Malfoy saiu da sala de jantar, pretendia esgueirar-se até seu quarto onde pegaria a sua capa e seguiria até as masmorras para verificar se Hagrid realmente se encontrava lá.


-Não esperava te encontrar tão cedo aqui Malfoy!!!


Uma voz sarcástica o recepcionou na porta do seu quarto.


-Gostou da surpresa?


................................Sírius Black..................................


O rosto tenso de Harry perdera toda a cor, seus intensos olhos verdes estavam vidrados na figura do diretor da escola a sua frente, o silêncio que os circundavam era aterrador, cada palavra, controlada, de Dumbledore era absorvida com extremo cuidado e ninguém o interrompera uma única vez.


Todos estavam cientes que não teriam outra chance de tocar no mesmo assunto depois disso, o risco de reunir boa parte da Ordem em Hogwarts já demonstrava que a urgência em encontrar os objetos desejados por Voldemort atingira um limite máximo. Todos estavam se arriscando para estar ali, até mesmo Sírius.


Harry respirou profusamente, sua mente sobrecarregada encontrava-se a vagar através de suas memórias os encontros anteriores com a forma híbrida daquele que se intitulava o senhor das trevas. Um maldito assassino sem coração!


O grifinório sentiu o estômago embrulhar, todas as vezes que sentiu sua cicatriz arder, todos os sonhos, todos os momentos que compartilhava contra sua vontade dos sentimentos de ira do seu maior inimigo. Ele estava próximo daquele que mais odiava a cada vez que fechava os olhos, era como se ambos dividissem o mesmo corpo.


Um homem como Voldemort dilacerara a própria alma para levar adiante seus planos das trevas. Fortalecia-se do medo dos mais fracos e não conhecia limites para causar dor e sofrimento, deixando sempre um rastro de sangue por onde passava.


Conseguira os aliados mais influentes, tinha poder, tinha mais seguidores do que ele poderia imaginar, tinha o terror da comunidade bruxa a seu favor e estava manipulando seus comensais como marionetes sobre um tabuleiro até chegar ao seu objetivo... a profecia... a morte de Harry.


-Acha mesmo que essas coisas possam estar por Hogwarts?


Questionava Arthur com preocupação, especialmente por seus filhos ainda estarem expostos a mais um possível ataque de Voldemort, as lembranças de sua filha mais nova sobre controle do bruxo das trevas o deixava ainda mais nervoso.


-Horcrux, esse é o nome desses objetos que receberam parte da alma dele...


Corrige Dumbledore ainda num tom de voz sombrio.


-Mas poderia ser qualquer coisa!


Completa Tonks ainda em choque, seus cabelos e olhos agora eram uma confusão de cores escuras e Remus segurou seu ombro em apoio.


-Um sapato velho, um copo, uma capa, um objeto trouxa... qualquer coisa!!!


Reclama Sírius levantando-se e andando de um lado a outro.


-Seria contra sua arrogância usar qualquer objeto sem algum significado especial e duvido muito que se utilize de algum artefato trouxa!


Explica Moody balançando negativamente a cabeça enquanto tentava encontrar alguma resposta para este enigma.


-O diário que Ginny usou poderia ser uma dessas coisas?


Questiona Bill com um olhar severo, e o diretor apenas confirmou com um gesto de rosto.


-Então quando o Harry destruiu aquela coisa uma das partes da alma de você-sabe-quem foi eliminada?


Pergunta Arthur com os olhos amplos em surpresa.


-Sim! Quando Harry usou o dente de basilisco espalhando seu veneno sobre ele o pedaço da alma de Voldemort se foi e o diário tornou-se inútil para os avanços dele!


Anuncia o diretor.


-Então só podemos destruir essas coisas com veneno de basilisco? Não existem outros objetos capazes de destruir a alma de Voldemort???


A voz de Lupin ecoou chamando a atenção de todos, o processo de divisão de alma era feito através de rituais negros e dificilmente a magia (sem ser das trevas) teria eficiência em destruí-los.


-Estou pesquisando alguns meios alternativos... mas este será tema de uma próxima reunião, neste momento todos os nossos esforços estarão em vasculhar cada mínimo local de Hogwarts e encontrar esses objetos antes de Voldemort!


Anuncia o diretor ficando de pé e retirando os feitiços de isolamento e silenciamento das suas portas e janelas e dispensou os membros da Ordem, Moody e Arthur foram os primeiros a despedirem-se e seguirem através de Flu para o gabinete do ministério.


Sírius desejou poder ficar um pouco mais para conversar com Harry, o garoto simplesmente não dissera uma única palavra desde que começaram a reunião. o maroto estava preocupado com seu afilhado e não foi embora antes de puxar o grifinório para um forte abraço e fez Remus prometer que manteria um olho sobre ele.


Tonks, Remus e Bill ficariam em Hogwarts, a auror reforçaria as rondas entre as casas de Hogwarts e já planejava contatar Moody para iniciarem as buscas pelo castelo durante a noite.


Bill a pedido de Dumbedore estaria reforçando as proteções do castelo e buscando os vestígios de magia das trevas na enfermaria após o ataque assim como na câmara secreta.


Remus no entanto esperou que os dois saíssem da sala do diretor antes de falar com Harry.


-Harry, você está bem?


Pergunta o lobisomem ao grifinório que parecia congelado em seu lugar. Como resposta, Harry apenas balançou negativamente o rosto antes de se levantar na intenção de deixar a sala do diretor e encontrar logo Hermione.


Precisava dela mais do que nunca, precisava do seu apoio, da sua atenção, dos seus conselhos, da sua presença para não cometer uma loucura. Uma voz no fundo da sua cabeça o atormentava com a possibilidade de não conseguirem deter Voldemort a tempo, até mesmo Dumbledore parecia preocupado demais para que se sentisse bem.


Todas as pessoas dentro daquela sala estavam dispostas a arriscar suas vidas para colocar fim a esta guerra, todos tinham um motivo para lutar, mas seria ele e apenas ele que no final teria que destruir essa ameaça de uma vez por todas...


Sentiu todos seus músculos enrijecerem, os peso retornara aos seus ombros triplicando as incertezas e os temores do moreno, ele não se sentia preparado para assumir este papel de herói, ele mal tinha um motivo concreto para lutar, sim havia a morte de seus pais, as maldades e mortes que Voldemort espalhava pelo mundo bruxo...


Mas, nada disso o impelia a partir rumo a uma morte certa para enfrentar o bruxo das trevas mais temidos de seu tempo. Ele mal completara dezesseis anos, tinha notas baixas, poderia ser bom em DCAT mas não tinha conhecimento o bastante para uma batalha real.


Fechou os olhos com força, seus amigos seguiriam com ele para a guerra, todos os bruxos em Hogwarts estariam em perigo por culpa dele... o sentimento de culpa o assolou até Remus se aproximar com uma mão reconfortante em seu ombro.


Dumbledore observava a tudo com pesar, não desejava que Harry levasse tanta responsabilidade sobre o fim desta guerra, mas não havia outra forma de preparar o único capaz de destruir esta ameaça de uma vez por todas.


-Encontrei os pais da Hermione!


Diz o lobisomem na tentativa de animar o grifinório, mas assim que se virou para falar com o maroto, Tonks entra ofegante na sala chamando a atenção de todos.


-Diretor Dumbledore!!! Temos um caso de urgência!!! Há uma explosão de magia brutal no sétimo andar!!!


Gritava a auror e em instantes Harry desaparece pela porta desesperado. Maldição ele a deixara sozinha de novo!!!


....................................Remus Lupin...........................................


Cho sentira as paredes estremecerem e os degraus tremerem sob seus pés. Seus olhos logo alcançaram o corredor do sétimo andar com preocupação. Uma onda de magia bruta a envolveu e ela podia sentir através de seus instintos que isso a mataria.


-Protego!!!


Gritou apontando a nova varinha em direção ao corredor ganhando tempo para fugir quando um escudo translúcido se formou diante de seu corpo bloqueando a barreira. Estava apavorada, algo lhe dizia que aquela fonte de poder lhe era muito conhecida!


Sentindo-se atormentada com essas lembranças que lhe vieram como flashes soltos e sem nexo algum, a corvinal decide bloquear a fonte desse poder, apontou a varinha para o corredor vazio ela lançou uma maldição poderosa, uma das mais fortes que conhecia:


-Fragorius protestattus maximus!!!!


Uma luz azulada explodiu da ponta da sua varinha e percorreu cada janela, retrato e coluna do corredor formando pelo caminho um barreira poderosa que trancou com runas desenhadas em ouro os dois lados do corredor. Agora ninguém mais entraria e ninguém mais sairia.


-Eu sinto muito Jason...


Murmura a oriental antes de desaparecer pela escadaria sem olhar para trás.


.................................Frank Longbotton..........................


Hermione grita ao sentir o corpo ser jogado contra a poltrona, quando Jason ciente de que ela não o deixaria sozinho, corre para a porta de saída da sala precisa. Percebendo as intenções do lufa-lufa e preocupada com a confusão que ele poderia causar com montes de alunos inocentes na sua atual condição, Hermione aponta a varinha para a porta e a faz desaparecer.


Jason estava fora de si, seu rosto contorcendo-se com ira. As mãos fechadas em punhos ele esmurrava a parede onde deveria estar a porta de saída. Um grunhido feroz escapou por entre as presas afiadas enquanto ele arranhava as unhas pelo papel de parede pálido à procura de uma saída.


-Jason, por favor, pare!


Grita Hermione levantando-se e chamando a atenção do monitor, os olhos dele eram assustadores, não havia vestígios do atencioso lufa-lufa de horas atrás, este parecia disposto a usar de toda a força bruta que possuísse para obter o que desejava, ele não deveria ser desafiado.


-Jas-Jason você precisa se controlar...


Alerta a grifinória relutando em lançar um ataque estuporante contra ele, ela não sabia as conseqüências de interromper a transformação num estágio tão agressivo quanto este, recusava-se a colocar sua vida em risco, afinal ele salvou a vida dela, seria o mínimo que poderia fazer por ele.


-AAAAAAAAAAAAAAAAHH!!!


Gritou o lufa-lufa quando outro choque poderoso como um raio atravessou seu corpo o fazendo contorcer-se em agonia, ele cai de joelhos ofegante, o suor escorrendo pelo rosto e pingando no chão. Era doloroso demais para ele suportar, doloroso demais para resistir.


-Vá... embora... Hermione!!!


Pede entre grunhidos o lufa-lufa.


-Agora!!!


Gritou quando uma explosão de magia o atingiu toda a sala desfigurou-se como se um furacão a tivesse destruído. Os olhos excessivamente negros não emitiam emoção alguma, Jason não respondia mais por seus atos.


Todo o ambiente da sala modificou-se junto a uma lembrança de Hermione, a ultima vez que enfrentara uma criatura descontrolada assim foi quando resgatou Sírius junto à Harry e fugiram de Lupin na floresta proibida.


E para seu desespero a sala replicou a floresta proibida como naquela noite, um arrepio de medo percorreu o corpo d grifinória que desejou de todas as formas possíveis que Harry estivesse ali, ao seu lado, mais do que nunca.


................................Lúcius Malfoy..................................


-O que você está fazendo aqui?


Sibilava Draco estreitando os olhos perigosamente.


-O mesmo que você! Esta noite me tornarei um comensal da morte!


Responde Zabini com um sorriso irônico em direção ao loiro.


-Saia do meu quarto!!!


Exige o Malfoy entre dentes.


-Não precisa ficar tão sensível, não toquei nas suas coisas!


Responde Zabini levantando as mãos em falsa rendição, seus olhos faiscavam em malícia.


-Não em todas...


Murmura balançando a cabeça negativamente deixando Draco furioso.


-Maldito seja... me deixe em paz!


Bradou o monitor, mas Blaise apenas cruza os braços encostando-se no batente da porta.


-Sou convidado de honra de Lúcius Malfoy! Não se atreveria a me desafiar!


Responde tranquilamente Zabini.


-Pouco me importa quem o convidou, apenas não fique no meu caminho!


Rebate o loiro sem menor cerimônia passando pelo colega e entrando em seu quarto.


-Se fosse você não me trataria assim... a pessoa que irei sacrificar pode ser muito importante para um certo sonserino...


Ameaça Blaise deixando Draco furioso a ponto de segurar sua varinha no pescoço de Zabini.


-Não ouse me ameaçar!


Responde em tom mortal.


-Não ouse você a duvidar do que sou capaz Malfoy!!! Esta noite ocuparei o seu lugar de uma vez por todas!


Completa Zabini deixando Draco sozinho a pensar quem seria a vítima do outro sonserino.


......................................Severo Snape.......................................


Gina desceu as escadas do dormitório das garotas e olhou para Rony e Luna se beijando com todo o amor do mundo, sendo aplaudidos por todos seus colegas e amigos. Seu coração apertou, como ela desejava poder viver igual felicidade com o seu sonserino.


Em silencio e tomando cuidado para que ninguém percebesse ela deixou o salão comunal grifinório e correu o máximo que suas pernas suportariam até as masmorras. Para a sua sorte, a esta hora nenhum sonserino estava a vista, todos estavam provavelmente aproveitando o resto do domingo em Hogsmead ou andando pelo terreno de Hogwarts, estava um dia lindo afinal.


Com um suspiro cansado ela entrou no dormitório de monitor-chefe de Draco disposta a não deixar pedra sobre pedra. Precisava encontrar todas as possíveis pistas que o sonserino lhe deixara.


Com o coração na mão ela vasculhou a cama dele, os livros e pergaminhos, distraindo-se ao admirar a letra dele sobre o papel, as suas palavras, sua lógica, olhou cuidadosamente todos os seus livros, em grande maioria sobre DCAT, feitiços e poções.


Respirou fundo, o perfume dele parecia estar espalhado pelo ar. Ginny sorriu com as lembranças dos beijos que compartilhavam com tanto amor e ódio naquele mesmo lugar. Tocou os lábios na lembrança e sorriu.


Revirou a cama, os lençóis, as cortinas, criados mudos e com grande trabalho conseguiu desbloquear usando magia as gavetas de uma escrivaninha cheia de cartas de Lucius ameaçando-o para tornar-se logo um comensal. Determinada ela guardou algumas dessas cartas em seu bolso, acreditando que lhe seria útil mais tarde.


Passou a mexer nas roupas dele, tão finas, caras e macias... sempre negras. Alcançou uma capa, e vasculhou seus bolsos até encontrar um anel de parta em forma de serpente com dois pequenos rubis onde estariam seus olhos.


Ofegou. Encontrara a primeira pista que o sonserino lhe deixara na carta.


-Agora só faltam três!


Comemora a ruivinha com um aceno de sua varinha arrumando toda a bagunça que causou antes de deixar as masmorras. Para sua surpresa encontrou os aurores correndo de um lado a outro mencionando alguma coisa sobre explosão e sétimo andar.


.............................Minerva McGonagall...............................


Harry saiu da sala do diretor rápido como um raio, o coração explodindo dentro do peito, respiração acelerada e os músculos do corpo completamente tensos, sua mente parecia acompanhar a pressão de seu corpo correndo a mil com imagens de Hermione em perigo novamente, sozinha com Jason Stuarts na sala precisa.


Praguejou mentalmente, era sua culpa, novamente sua culpa a deixar sozinha!!! Engatou a respiração quando inúmeras possibilidades lhe vieram à cabeça, ela poderia estar ferida, Jason poderia fazê-la prisioneira, ele poderia mentir para a grifinória, poderia querer obrigá-la a algo que ela não desejaria, céus ele poderia atacá-la agora que estava tão vulnerável sem Harry ao seu lado.


As palavras de Tonks ecoavam em seus ouvidos. Uma explosão de magia brutal. Mérlin se algo acontecesse à Hermione ele enlouqueceria, ele mataria Jason assim que pusesse suas mãos sobre ele. Trincando os dentes com força o grifinório tentou inutilmente afastar esses pensamentos enquanto subia as escadarias avançando de três em três degraus de uma única vez.


Estava tão angustiado que esqueceu-se totalmente de invocar sua firebolt ou a Dobby para chegar mais rápido ao sétimo andar, na realidade sua cabeça só o guiava em direção à Hermione e nada mais. Seu semblante era um mistura perigosa de fúria e temor.


Ao chegar ao ultimo degrau não conseguiu esconder a expressão aterrorizada ao sentir a onda de magia que emanava do corredor aparentemente vazio. Sua mão alcançou a varinha em questão de segundos, Hermione estava ali, frente a frente com a fonte daquele poder, correndo perigo e isso deixou todos os sentidos de Harry em alerta absoluto.


Correu em direção ao centro do corredor apenas para ser jogado para trás por uma poderosa barreira azulada que emitia faíscas elétricas ao mínimo toque. O grifinório levantou-se alcançando sua varinha.


-Diffindo!!!


Bradou mas a magia tocou a barreira e fora absorvida por ela desaparecendo instantaneamente.


-Maldição!


Gritou voltando-se para a barreira que o jogou contra a parede mais uma vez assim que tentou usar magia para destruí-la.


-Finite incantatten!!!


Gritou e mais uma vez a barreira absorveu o encanto o expelindo como conseqüência. Mas desta vez o grifinório estava mais preparado e apesar de ser atingido pelos raios azuis conseguiu se manter de pé.


-Se isso não se desfaz por bem... será por mal!!!


Vociferou o escolhido concentrando-se em como derrubar aquela maldita barreira que o impedia de alcançar a sua Hermione.


-Bombarda!!!


Bradou o feitiço e uma explosão sem proporções atingiu o corredor. As paredes ao seu redor estremeciam diante do poder do ataque de Harry e a barreira pareceu ceder por algumas frações de segundo antes de absorver a maior parte do feitiço fazendo runas douradas brilharem intensamente.


-Reducto!!!


Continuou o grifinório usando toda sua magia nessas ataques, agora que percebera que estas runas absorviam seus ataques se dedicaria a sobrecarregá-las até encontrar uma forma de atravessá-la.


-Estupore!


Gritou sem pestanejar.


-Incendius!!! Rictusempra!!! Bombarda máxima!!!!


A combinação de ataques fez o chão sob seus pés tremerem violentamente e a barreira perdeu toda a cor. Sem pensar suas vezes Harry atravessou sentindo cada fibra de seu corpo ser atingida por uma dor excruciante quase que como uma maldição de crucius.


A barreira apesar de fraca, resistia a passagem de Harry, as runas brilharam mais fortes e o grifinório sentiu os joelhos cederem. Trincou os dentes tentando manter-se de pé. Com um esforço sobre-humano, segurou a varinha na mão direita.


-Bombarda!!!!


Gritou novamente apontando para o teto acima dele. A barreira mágica entrou em colapso e Harry fora novamente jogado sob o chão com violência, mas desta vez, dentro dos limites da barreira.


O moreno mal teve tempo de se recuperar e blocos rochosos caíam sobre ele. Girando o corpo sob os escombros ele escapou por pouco de um pedaço de rocha que cairia sobre a sua cabeça.


Levantou-se de súbito correndo para a parede da sala precisa andando de um lado a outro desejando que Hermione estivesse bem. Seu coração congelou ao sentir poderosos golpes na parte interior da parede. A porta surgiu e assim que sua mão tocou a maçaneta um grito de Hermione fora ouvido.


Seus olhos ampliaram atemorizados, vasculhando entre aquela floresta fria por algum sinal de Hermione.


-HERMIONE!!!!


Gritou desesperado avançando entre raízes altas e terra úmida sob seus pés.


-HERMIONE ONDE VOCÊ ESTÁ?


Gritou novamente sentindo-se mais e mais angustiado pelo silêncio que se apossou do lugar. Respirando pesadamente levantou a varinha e murmurou “lumus” antes de seguir adiante, estranhamente sentia olhos sobre si, mas não encontrava ninguém, para piorar tudo a sala recusava-se a mudar de forma permanecendo na cópia da floresta proibida.


-Harry cuidado!!!


Gritou Hermione antes que o grifinório tivesse chance de desviar para evitar que Jason avançasse sobre ele ferozmente. Por sorte, as garras do lufa-lufa só passaram de raspão pela perna esquerda do grifinório.


Apontando a varinha para Jason com as mãos trêmulas, Hermione se desespera ao ver sangue nas garras do lufa-lufa.


-Harry???


Grita preocupada saindo de onde estava escondida e correndo em direção ao escolhido. Jason avançava sobre Harry que tentava tirar a varinha que ficara presa entre algumas raízes.


-Estupefaça!!!


Gritou Hermione e o feitiço passou raspando pelo pescoço de Jason que finalmente volta sua atenção para ela, os olhos completamente negros faiscando com ira.


-Hermione foge!!!!


Gritou Harry puxando sua varinha e aproveitando a distração de Jason


-Fieremont!!!


Bradou o grifinório e uma rajada poderosa de fogo atinge o lufa-lufa o jogando a vários metros longe de Harry. Ele gemia e se contorcia de dor, a pele ardendo em carne viva com as queimaduras e as roupas aos trapos.


Hermione congelara apavorada quando Harry a alcançou e puxando sua mão correu até a saída da sala precisa. Assim que abriram a porta e se viram no silencio do corredor do sétimo andar Harry aperta os braços ao redor da cintura monitora enterrando o rosto na curva do seu pescoço.


Ainda trêmula, Hermione retribui ao abraço do grifinório segurando as lágrimas nos olhos.


-Eu senti tanto medo Harry!!!


Diz a morena sentindo o coração apertado deixando algumas lágrimas escaparem por seus olhos enquanto envolvia os braços em volta do pescoço dele.


-Shhh... está tudo bem eu estou aqui! Não vou deixar ninguém te machucar!!!


Promete Harry afastando o rosto para olhá-la nos olhos, com uma das mãos ele enxuga as lágrimas da face de Hermione beijando suavemente seus lábios.


-Agora temos que ir!


Avisa o moreno interrompendo o momento entre os dois, era questão de tempo para Jason encontrar a saída e voltar a perseguir seus alvos.


-Não podemos deixá-lo aqui Harry é perigoso!!!


Protesta Hermione o puxando pelo braço.


-Hermione confie em mim, não será qualquer um capaz de entrar neste corredor!!!


Diz Harry com ironia forçada, os olhos de Hermione se surpreendem ao encontrar o corredor em pleno caos.


-Alguém colocou uma barreira mágica poderosa, dói como um inferno passar por ela!


Alerta Harry puxando a grifinória para longe do muro azul que separava os dois lados do corredor.


-Isso é um encanto de cárcere máximo Harry!!! É impossível atravessar, ele absorve qualquer magia enviada à ele!!!


Hermione envia um olhar preocupado para o moreno.


-Ele não parecia tão forte assim, ele cedia enquanto absorvia os feitiços então eu aproveitei a chance!


Explica Harry dando de ombros, mas assim que deu um passo a frente sentiu uma dor forte sobre a perna esquerda. Os seus olhos abaixaram e ele encontrou uma ferida profunda abaixo do joelho. Sua preocupação aumentou quando encontrou o rosto de Hermione extremamente pálido.


Seguiu seus olhos, ele deixara um rastro de sangue até ali. Era questão de minutos até Jason o seguir. O lufa-lufa estava completamente descontrolado, sua aparência desfigurada e seus olhos tão sombrios que ele não poderia demonstrar qualquer resquício do monitor-chefe exemplar da sua casa.  


Segundos mais tarde a porta da sala precisa quase fora arrancada fora quando Jason saiu uivando feroz a procura de Harry e Hermione, o cheiro de sangue o instigando mais e mais, seu peito, rosto e pescoço em carne viva, ferida que fez Hermione virar o rosto horrorizada.


Harry percebendo que estariam presos com o lufa-lufa se colocou a frente de Hermione que não soltou sua mão um único instante se quer.


-O que aconteceu com ele?


Questiona Harry sem deixar de encarar a estranha figura de Jason, mas baixo o suficiente para apenas Hermione ouvir.


-Eu não tenho certeza, mas ele disse que se transformou em um monstro para salvar a minha vida naquela manhã!!! Ele começou a explicar, depois perdeu a calma e começou a se transformar nisso!!!


Diz Hermione nervosa apertando ainda mais a mão de Harry. Poderia estar assustada com o que acontecera a Jason, mas com Harry ao seu lado ela sabia que tudo ficaria bem.


-Hermione você sabe como desativar essa barreira não sabe?


Pergunta Harry olhando de canto para a grifinória que percebe de imediato o plano dele.


-Não Harry, não vou deixar você segurar o Jason sozinho, juntos somos mais fortes!!! Podemos conter o Jason até os aurores chegarem!!!


Ele olhou para ele com irritação, até nessas horas ela tinha que ser teimosa???


-Hermione...


-Eu não vou te deixar sozinho Harry!!!


Rebate a grifinória levantando sua varinha e lançando-lhe um olhar desafiador. O escolhido a fitou com um misto de raiva e adoração, desejava beijá-la nesse momento mais do que qualquer outra coisa.


-Ok, senhorita sabe-tudo... qual seu plano?


Pergunta Harry respirando silenciosamente, aproveitando que Jason estava de costas e andando lentamente por causa dos ferimentos que Harry lhe causou.


-Ele está fora de controle, precisamos deixá-lo desacordado antes que os aurores cheguem até aqui e o confundam com um lobisomem qualquer que invadiu o castelo!


Explica Hermione e Harry lança-lhe um olhar estupefato.


-Ele é um lobisomem????


-Não sei ao certo, mas é o que mais se aproxima!!!


Responde a grifinória antes de respirar fundo e soltar a mão de Harry.


-Remus teria percebido!!!


Insiste Harry.


-Não até a primeira transformação!


Corrige Hermione impaciente.


-Mas não estamos em época de lua-cheia!


Enfatiza o escolhido e Hermione percebe que desta vez o grifinória tinha razão. Seus olhos ampliam-se horrorizados.


-Temos que pará-lo agora!!!


Bradou a grifinória e Harry aponta a varinha para o teto acima da cabeça do lufa-lufa.


-Bombarda!!!


Mais uma explosão derruba pedaços pesados do teto sobre Jason que volta-se furioso para o casal de grifinórios.


-Plus evertere maximus!!!


Bradou Dumbledore e um raio brilhante escapou da sua varinha atingindo as barreiras azuis como ácido sobre seda, corroíam toda aquela magia derrubando as alas e runas permitindo que Remus, Tonks e Bill fossem em socorro de Jason, Harry e Hermione.


-Protego!!!


Gritou Harry formando um poderoso escudo entre ele, Hermione e o lufa-lufa. Tonks se aproxima.


-Estupefaça!


Gritou apontando para Jason.


-Expulsio Agiment!!!


Bradou Bill e logo Jason fora jogado do outro lado do corredor desacordado.


...............................Alvo Dumbledore................................


O silencio na enfermaria só foi cortado com a chegada de Dumbledore, Tonks, Bill, Harry, Hermione e Remus que levitava o corpo gravemente ferido de Jason Stuars da Lufa-Lufa.


Madame Pomfrey abafou um gemido de horror com as condições do monitor Stuarts, aquela queimadura além de dolorosa demoraria muito a ser cicatrizada. Seus olhos ampliaram-se ao ver o estado da perna esquerda de Harry e as contusões de Hermione.


-O que vocês fizeram afinal???


Questiona a curandeira indicando três leitos para os alunos enquanto Dumbledore explicava à ela o ocorrido. Minutos depois, Rony, Luna, Ginny, Neville, Dean, os gêmeos e uma nervosa Cho Chang esperavam por notícias na porta da enfermaria.


Os grifinórios só foram liberados depois do horário do jantar, os elfos se ocuparam com a arrumação do sétimo andar enquanto Remus e Tonks manteriam em segredo a atual condição de Jason. Bill passou o resto da noite a reforçar as alas de proteção sobre o castelo antes de se juntar a seus irmãos.


Harry recuperou-se rapidamente e recusou-se a sair da enfermaria sem Hermione, mas teve que esperar do lado de fora junto a Rony, para sua sorte os demais tinham ido para o grande salão com Bill para arrancar dele informações sobre o que realmente aconteceu, deixando apelas o ruivo para trás.


Harry contou tudo à Rony, desde sua reunião com Dumbledore, a profecia, as horcruxes e o estado de Jason. Perplexo o Weasley precisou de longos trinta minutos para recuperar-se do choque, e praguejando baixinho sentiu-se culpado por não estar ao lado dos amigos num momento como este.


-Quando vai contar isso para a Mione?


Pergunta o ruivo seriamente.


-Ainda não sei, mas irei contar logo, apenas queria protegê-la disso tudo!


Responde Harry passando as mãos pelos cabelos negros freneticamente, estava nervoso, preocupado, confuso demais para decidir qualquer coisa agora.


-Hermione não iria aceitar que escondesse essas coisas dela!


Alerta Rony cruzando os braços sobre o peito balançando a cabeça negativamente.


-Não vou esconder nada Ron! Eu não conseguiria, ela parece ler a minha mente seria inútil!!!


Rebate Harry encostando a cabeça contra a parede e fechando os olhos com força, seria tão mais fácil se tudo isso não passasse de um pesadelo, de um sonho muito ruim e que alguma hora iria acabar.


-Exatamente, então não ouse esconder qualquer coisa de mim senhor Potter!!!


Ameaça Hermione com os braços cruzados e uma expressão irritada no rosto. Harry e Rony logo correram ao seu encontro e o trio de ouro entrou num grande abraço coletivo. Precisariam ser muito fortes de agora em diante.


............Os Sete Desafios...........




Capítulo com dedicação especial (como eu prometi XD) para a menina do nome bonito Bruna Jean Granger Hale Cullen Potter \o/


Coveiro-sama (o cara dos mistérios *-*), Shel Weasley (meninaaaaahh da fic maravilinda R/L *-*), Rosana Franco (menina sumidaaaa @_@), Alylyzinha (Onde está você garota??? desistiu da fic??? T_T está gostando???), Angeline (Olha para os lados/ onde você foi parar menina??? O_o) Espero que tenham gostado deste capítulo que para mim foi muito melhor que o anterior T_T Aiaiai comentemmm me deixem saber o que acharam, suas opiniões verdadeiras, suas críticas e sugestões!!! XD


Aos demais, pleaseee comentemm, deixem essa autora malukinha feliz!!!! Não custa nadinha!!! @_@


Beijinhus Mégicos e até o próximo post que virá em breve *-*




 



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Comentários: 1

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Enviado por rosana franco em 27/05/2012

Finalmente consegui ler tudo q estava atrazado!!Realmente a fic esta cada vez melhor to ficando com pena do jason e até mesmo da cho parece q ela realmente não lembra do q aconteceu,A Gina ta mesmo decidida.

Nota: 5

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