A mulher resignada. O retrato da dama bem-educada, de cabeça baixa.
Narcissa sempre soubera o que se-lhe reservava, sabia que a sina de uma mulher era perder.
Da primeira vez, era jovem. Lucius chegava com olhos distantes e uma tatuagem. Amedrontada, abraçara a própria barriga, na qual habitava algo que ela nunca deixaria se perder. Mesmo que dezesseis anos depois a guerra voltasse a rir-se dela e a marcar com serpentes o que lhe pertencia.
Pois dissessem o que quisessem, era ela quem realmente se sentava à mesa da Morte, e lhe comia as agruras e bebia de seu pavor.
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