N/A: Heeeeeeey amores da minha vida <3
Okaay, eu fiquei com dó de acabar AGD e decidi fazer continuação kkk
Bem, aqui está, espero que gostem! Nos vemos lá embaixo :)
Enjoy!
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– Você tem noção de que faltam apenas dois meses para o fim da escola? O FIM? – Albus perguntou encarando-me com seus olhos arregalados.
Dei de ombros e soltei um longo suspiro.
– Nunca pensei que fosse sentir falta disso aqui – comentei enquanto olhava para o grande castelo em nossa frente.
Havíamos acabado de sair do treino de quadribol, estávamos ambos suados e cansados. Albus, porém, ficava sorrindo feito um idiota toda vez que lembrava que iria se encontrar com a namorada depois do treino, enquanto eu me sentia cada vez mais inquieto com a perspectiva.
Não que meu namoro com Rose não fosse bom, era só que... bem, parecia faltar alguma coisa.
Depois que começamos a namorar, Hogwarts pareceu entrar em frenesi, e as frases ‘a Weasley e o Malfoy?’, ‘Fico imaginando o que os pais deles diriam’, ‘Isso sim é ironia’ e ‘Ela é boa demais para ele’ pipocaram por pelo menos um mês pela escola, fazendo meus ouvidos arderem e eu usar um feitiço para não ouvi-las toda vez que saia pelos corredores.
Eu preferia não lembrar da expressão de meu pai quando contei a novidade, porém a expressão de Ronald Weasley eu tinha certeza de que jamais conseguiria esquecer. E eu sabia que ele ficaria feliz por isso.
Eu ainda tinha pesadelos durante a noite.
De qualquer forma, a escola parecia um daqueles talbóides... hum, tabloides? Ah, dane-se! Parecia uma daquelas revistas de fofocas trouxas que Lily vivia falando e eu e Rose éramos as estrelas no foco.
Tirando isso, tudo estava indo perfeitamente, estávamos nos conhecendo melhor e deixamos de usar os diários para nos comunicar porque, afinal de contas, poderíamos nos encontrar toda vez que precisássemos conversar.
Mas alguma coisa parecia ter acontecido e, tão de repente quanto como começamos, as coisas começaram a desandar e a distancia foi ficando cada vez mais acentuada entre nós dois.
Eu simplesmente não conseguia entender. Como era possível que depois de conversarmos e trocarmos segredos por tanto tempo sem saber quem éramos, agora que estávamos juntos não conseguíamos compartilhar nem mesmo os acontecimentos de cada dia?
– Na boa cara, para de me encarar assim, estou ficando com vontade de chorar – a voz de Albus penetrou meus pensamentos e eu pisquei algumas vezes até ele entrar em foco.
– Que cara? – perguntei inquieto tentando arrumar minha expressão.
– De um cachorro abandonado em meio a uma tormenta no meio de um deserto – ele disse e eu franzi a testa antes de rir.
– Você sabe que o que disse não teve sentido algum certo? – ri.
– E porque não?
– Tormenta no deserto – arqueei uma sobrancelha para ele.
– Nunca ouviu falar em tempestade de areia? – foi a vez dele erguer uma sobrancelha e me encarar.
Revirei os olhos e dei um tapa em seu ombro.
– Acho que estamos atrasados senhor tormenta – disse e ele riu.
– Senhor tormenta, hum, acho que gostei.
–-X—
– ... E eu disse pra ela que não ia dar certo, mas ela me deu ouvidos? Não! Rose nunca me dá ouvidos! – a voz de Lily fazia com que meus ouvidos ardessem devido sua interminável conversa.
– Mas eu não tive culpa! – Rose respondeu emburrada. – A culpa não foi minha se você veio como um trem desgovernado para cima de mim só porque o Hugo sorriu para você – o sorriso de Rose era malvado.
Um silencio caiu em nosso grupo, todos olhando para Lily que parecia um fantasma de tão branca. Então, tão rápido quanto havia ficado pálida, seu rosto ficou num tom exuberante de vermelho, fazendo-a parecer um tomate ambulante.
– EU. NÃO. ACREDITO. QUE. VOCÊ. DISSE. ISSO! – Lily levantou-se de repente de onde estava sentada e apontou um dedo para Rose. – Só porque você não está feliz com o seu namoro não precisa ficar tentando deixar as outras pessoas mal também – então virou as costas e saiu e desta vez todos olhavam para mim.
Pisquei algumas vezes sem saber ao certo o que sentir ou dizer.
– Eu... Ah... – Rose virou-se para mim e parecia tão sem palavras quanto eu.
– Rose... – comecei a falar, mas ela me interrompeu.
– Não! O que ela disse não é verdade, a Lily só falou porque queria tirar as atenções de cima dela – ela terminou e sua expressão parecia angustiada.
– Rose... – novamente tentei falar, e mais uma vez ela me interrompeu.
– Acho que não estou muito bem – ela disse e também se levantou. – Vou dormir um pouco. Depois nos vemos – e saiu da sala deixando-me ainda mais confuso do que antes.
– O que aconteceu aqui? – perguntei ao encarar Albus que estava de olhos arregalados.
– Mulheres – foi o que ele disse.
Concordei com a cabeça e suspirei.
– Sabe o que eu acho? – Albus disse de repente e eu o encarei com um pouco de esperança. Talvez ele pudesse me dizer o que fazer com relação ao meu namoro com Rose.
– O que? – perguntei interessado.
– Que precisamos comer alguma coisa para acalmar os nervos – ele disse e se ergueu. – Vou ir na cozinha e tentar convencer os elfos a voltarem a fazer aquela trota de fígado. É realmente muito injusto que eles tenham parado de servi-la!
Pisquei algumas vezes tentando entender o que estava acontecendo.
Será que eu era a única pessoa normal naquele lugar?
– Você vem? – Albus perguntou assim que chegou na porta da sala em que estávamos.
– Não. Não, vou ficar por aqui mesmo – disse e ele deve ter percebido que algo não estava muito bem, pois parou onde estava e virou-se para mim.
– Você está bem Scorp? Não quer que eu fique aqui e te faça companhia? – eu fiz uma careta com suas palavras e sorri ironicamente.
– Você sabe que isso soou muito gay, não é? – perguntei.
Albus puxou uma almofada de um dos sofás que haviam perto da porta e atirou em minha direção. Aparei a almofada no ar.
– Vá a merda – ele disse e saiu, deixando-me completamente sozinho.
Olhei para as paredes tentando pensar em alguma coisa para fazer, mas nada veio em minha mente, então me contentei e ficar em silêncio analisando os detalhes e falhas que haviam nas paredes da sala.
Eu não conseguia entender. Porque tudo parecia tão errado? Era quase como se o meu relacionamento com Rose fosse apenas uma obrigação, como se nos aturássemos apenas. Há apenas alguns meses atrás tudo pareceria extremamente perfeito, mas naquele momento tudo parecia... uma merda.
Nós dois nem ao menos conversávamos! Algo que anteriormente fazíamos tão facilmente.
Senti falta daqueles tempos. Senti falta de poder conversar com Rose tão sinceramente quanto fazia com Albus. Ou talvez até mais. Era por isso que eu gostava de AGD. Mas aquilo não existia mais.
Quando baixei meus olhos das paredes, eles caíram diretamente na mesa em minha frente, na qual um pequeno livro verde descansava.
Eu não lembrava de tê-lo visto ali, embora o conhecesse muito bem.
Olhei mais algumas vezes para a sala, em busca de algo que me explicasse como ele havia parado ali.
A Sala Precisa, era o que me diziam, sempre lhe traria o que você precisasse.
Encarei o livro por alguns segundos e logo em seguida peguei-o de cima da mesa, um pouco receoso sobre o que encontraria caso o abrisse.
– Deixe de ser imbecil Scorpius! É apenas um diário. Rose nem usa mais o dela – resmunguei comigo mesmo enquanto puxava algumas páginas e abria o livro.
“Olá?”
Palavras surgiram no momento em que o abri e eu fiquei sem saber o que fazer. A única coisa que me veio em mente era que aquela não era a letra de Rose.
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N/A: Então pessoas lindas do meu heart, como estão? Bem, eu fiquei feliz demais com a aceitação de AGD da parte dos leitores e, como alguns pediram, eu decidi fazer continuação. Esse capítulo foi parado porque era apenas uma introdução para o começo dos acontecimentos.
Espero que comentem e digam o que acham, se devo continuar ou excluir essa fic e deixar como estava.
Vou tentar ser o mais breve possivel, mas não prometo ser tão rápida quanto com a primeira temporada, porque nela eu já tinha os esboços dos capítulos prontos, e nesta estou escrevendo cada um deles, o que consome mais tempo...
Até mais amores!
Beijoos :*