Hermione foi a primeira a acordar com um barulho de estalo. Suas expectativas estavam certas, Dumbledore aparatara na estação. Ela pôde confirmar isso quando colocou a cabeça para fora da barraca e viu o velho Dumbledore sorrindo para ela.
- O que faz de pé tão cedo? - perguntou Dumbledore.
- Não tenho a mínima noção de que horas são. - respondeu.
- Pouco menos de seis da manhã.
- O que o senhor trouxe? - Hermione perguntou, referindo-se ao que Dumbledore dissera no dia anterior.
- Para a senhorita, isto. - ele disse, entregando para Hermione uma bolsinha meio vinho - Está com tudo que precisarão aí para a missão que passarei.
- Mas é tão pequena!
- Feitiço de extensão.
Hermione abriu a bolsinha e havia mesmo várias coisas úteis. Livros, comida, poções diversas. Achava divertido.
- Pode me passar as instruções? - ela pediu - Eu me encarregou de repassá-las aos outros.
- Por mais que confie muito na senhorita, prefiro que todos estejam presentes. Pode acordá-los?
Hermione assentiu. Entrou na barraca e cutucou Rony, logo depois Harry, que dormia na cama ao lado.
- Já é de manhã? - disse Rony, se espreguiçando.
- É claro! Dumbledore está ali fora para nos passar as instruções.
Hermione sentou-se na beirada da cama onde Draco dormia e acariciou os cabelos dele.
- Draco... - ela falou, enquanto ele abria os olhos devagarinho - Bom dia.
- Tá vendo como ela trata esse traste e como ela nos acorda? - Rony resmungou para Harry, que riu.
Draco, Harry e Rony foram direto para fora, onde Hermione já lhes esperava com Dumbledore logo após acordar Draco.
- Vocês tem alguma ideia sobre o que vou lhes propor? - perguntou Dumbledore, conjurando 5 cadeiras, onde os 5 sentaram.
- Imagino que tenha relação com Lord Voldemort e Áquila, senhor, como disse ontem - Harry disse - Acalme-se, Rony!
- Acertou. - disse - Ela retornou a Hogwarts pelo que sei, mas Lord Voldemort está planejando algo para ela por lá. Fiquei sabendo que ela está se deixando levar.
- Áquila está indo para o lado das trevas? Impossível! - exclamou Hermione - O senhor não está brincando, está?
- Nunca falei tão sério. - disse - Mas agora, preciso saber se estão aparatando bem.
Dumbleore propôs que os três aparatassem para o outro lado da plataforma. Todos foram excelentes. Sábio em suas palavras, Dumbledore decidiu que todos estavam prontos para encarar a missão.
- Vocês irão aparatar até a Floresta do Deão. - disse - Lhes é familiar?
- Eu sei, professor! - Hermione levantou a mão, esquecendo que não estava em classe - Eu acampava com os meus pais lá.
- Exato. Aquela floresta é próxima da mansão onde os comensais da morte estão neste momento.
- É perto da minha antiga casa! - Draco exclamou - Não sabia que aquele matagal se chamava Floresta do Deão.
- Você conhece? - Hermione perguntou.
- Claro! É praticamente um jardim da minha casa.
- Mas professor, se Áquila está em Hogwarts, de que vai adiantar que fiquemos próximos da mansão? - Harry perguntou.
- Lord Voldemort ainda está lá. - disse - Quero que vocês se aproximem usando a capa da invisibilidade. Ouçam, descubram, seus ouvidos são mais jovens e apurados do que os meus.
- Mas por que nós, professor? Por que não o senhor?
- Eu preciso estar em Hogwarts. Apenas nós sabemos disso. Nem mesmo professor Snape sabe disso. Não precisam entender agora o motivo pelo qual estou lhes colocando essa missão. Minha tarefa foi feita.
Ao término de sua frase, Dumbledore desaparatou e as cadeiras sumindo, fazendo os quatro caírem de bumbum no chão.
*
Bem cedo de manhã, faltando alguns minutinhos para dar 6h e o sol nascer, estava em sua sala, no segundo andar na mansão antes conhecida por abrigar a família Malfoy e agora abrigando os servos de Lord Voldemorto, o dito cujo estava sentado com Rabicho.
- Tão nova, tão tola! - gargalhou Voldemort. Rabicho riu junto, mesmo sem estar achando muita graça - Consegui mudar a cabeça dela tão rapidamente.
- Que planos tem para ela, milorde? - Rabicho perguntou.
- Já lhe falei ontem, Rabicho! Não fique perguntando isso por aí, alguém pode escutar, só nós dois estamos cientes dos planejamentos, nem ao mesmo Bellatrix sabe.
- P-por que, milorde?
- Porque um plano incrível como esse deve ser deixado para surpresa. Finalmente, conseguirei acabar com Hogwarts de uma vez por todas! E será só mais um passo até que eu chegue a Harry Potter. Invadindo Hogwarts eu o encontrei, tudo fica ainda mais fácil com a garota por lá.
- Não acha que pode dar errado, milorde?
- Claro que não, Rabicho! Lord Voldemort não comete duas vezes o mesmo erro. Pode não ter dado certo há 3 anos, mas agora é infalível! Uma garota de carne e osso, nada pode dar errado! Tão quieta, quem desconfiaria? Faz inverno, Rabicho! Ninguém vai ver aquilo estampado!
- Você tem razão, milorde! - Rabicho exclamou, entrando em sintonia com a alegria de Voldemort.
*
Hermione desarmou a barraca e enfiou na bolsinha. Os quatro deram as mãos e imploraram para Merlim que tudo desse certo, mas nem tudo. Aparataram no lugar certinho, mas alguém caiu. Draco havia destrunchado. O braço dele parecia estar preso por um fio. Ele estava caído na neve e gritava de dor, talvez de frio também, pois todos ainda estavam com roupas de dormir e ele usava uma camiseta.
- Harry! - Hermione exclamou, ajoelhada ao lado de Draco - Me ajuda!
- Mas eu não sei o que eu faço! - disse, se aproximando dela. Rony não se movera ou ao menos se importara - Você que é a inteligente!
- Procura alguma poção curativa na bolsinha! Vê se tem Ditamno!
Harry pegou a bolsinha Dumbledore dera para Hermione que estava logo ao lado dela, no chão. Ele abriu e quase teve um espanto. Apontou a varinha parao interior da bolsinha - ou buraco negro - e disse "Accio Ditamno". Rapidamente, um vidrinho saltou para sua mão.
- Calma, vai ficar bem! - Hermione disse, após pegar o vidrinho da mão de Harry e gotejá-lo no local onde o braço de Draco soltara, que logo após ser remediado, já estava melhor.
Após o susto, os meninos foram montar a barraca enquanto Hermione lançava inúmeros feitiços fortes e protetores em volta do local onde ficariam, além de feitiços desilusórios.
Não passavam das 7h da manhã, todos decidiram dormir novamente, pois o dia seguinte seria cheio.