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23. Encontrando o Lord das Trevas


Fic: Os segredos de Draco Malfoy


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 Draco e Sirius conversavam no hall, logo após o almoço. Harry e Rony estavam no quarto, olhando o livro sobre os Chudley Cannons que Rony ganhara no Natal. Hermione e Gina estavam na cozinha junto com Narcisa e Molly, ajudando-as a retirar a mesa. Remo e os Tonks estavam no terceiro andar, bolando planos para resgatar a prima de Ninfadora. Fred e Jorge estavam em seu quarto, arrumando mais algumas coisas para as Gemialidades Weasley. Arthur estava no ministério e Snape viajara com Dumbledore e McGonagall para Hogwarts uma semana mais cedo do início das aulas.

  - Deu para ouvir os gritos. - Sirius disse em relação à briga que Draco e Hermione tiveram na sala de Oclumência.
  - Nada dá para ela o direito de meter aquele nariz comprido onde não é chamada. - Draco disse, furioso.
  - Mulheres são muito complicadas, Malfoy, mas é impossível viver sem elas. - Sirius disse sinceramente.
  - Essa Granger me deixa louco! - Draco exclamou - Ela parece ter um problema sério de bipolaridade.
  - Amor bipolar? - Sirius perguntou.
  - Exatamente. Ela quer e depois não quer, tá dentro e depois fora, - Draco foi dizendo - feliz e depois triste. Nós brigamos, ficamos de mal, logo depois nos beijamos e voltamos para a estaca zero.
  - Seria mais exato dizer que você beija ela, certo? Pelo que você me contou, é mais ou menos isso.

  Sirius estava se sentindo com 16 anos novamente.

  - Mais ou menos assim a história.

  Sirius riu.

  - Sabe, Black, estou pensando em pedir transferência para Durmstrang.  - ele disse. Nessa hora, Hermione, que subia a escada para o hall, parou para ouvir, escondida - Não vou aguentar mais dois anos em Hogwarts.
  - Posso saber o motivo? - Sirius perguntou.
  - Granger não é de ferro. Uma hora ela vai se apaixonar pelo Weasley ou por algum outro mauricinho da Grifinória, porque não é fácil ficar muito tempo sozinho. Ela vai me esquecer totalmente e eu vou ter que aturar ainda. Sabe que eu mesmo estou começando a desistir dela.
  - Fugir dos problemas não é resolvê-los.
  - Está certo. Mas eu ainda quero sair de lá.
  - Ótimo, porque se você virasse monitor chefe, não ia aturar o Rony monitorando com você por muito tempo. - Hermione decidiu aparecer.
  - O Weasley monitor chefe? - Draco soltou uma gargalhada.
  - Sim, se eu for admitida, vou passar o cargo para ele.
  - Por quê?
  - Para ficar o mais longe possível de você.

  Draco abaixou a cabeça, Hermione subiu para o quarto a fim de esperar Gina. Sirius deu leves tapinhas nas costas do garoto em forma de consolo. 
  Estava de madrugada, Hermione estava sem sono, decidiu descer para o hall e ficar pensando na vida. Estava tudo escuro. Ela sentou-se no sofá, porém, havia alguma coisa em cima dele, algo que falava.

  - AAAAAAH! - era uma voz masculina. O dono da voz, no qual Hermione havia sentado em cima do bumbum, pois ele estava deitado de bruço, gritou.
  - Desculpe, desculpe! - Hermione disse e levantou-se.
  - Lumos Máxima. - disse o garoto. A luz que saiu de sua varinha iluminou todo o cômodo. Era Draco - Ah, tinha que ser você, Granger. Por mil hipogrifos saltitantes, o que é que você está fazendo aqui?
  - Eu é que lhe pergunto!
  - Digamos que minha mãe, ela... - Draco estava procurando uma forma de explicar, sem parecer estranho - foi para o quarto de Sirius, disse que ele precisava dela.
  - Edaí?
  - Daí que eu não queria ficar sozinho.
  - Você estava sozinho há meio minuto.
  - Aquele quarto é da Sra. Black, aquela birosca parece mal-assombrada.
  - Ah, o garotinho pomposo da mamãe está com medo de um fantasminha?
  - Não me provoca, Granger! - ele exclamou - E você? Por que não está dormindo?
  - Estou sem sono.

  Draco levantou-se, havia perdido o sono também. Olhou para Hermione e decidiu irritá-la.

  - Você conhece uma coisa chamada escova de cabelo?
  - É lógico.
  - Então deve começar a usar. - Draco caiu na gargalhada.
  - Ora, seu...

  Hermione vôou no pescoço de Draco, que se desequilibrou e caiu de costas no chão com ela em cima. Os dois foram rolando e caíram escada abaixo para a cozinha, mas com as posições invertidas. Draco por cima e Hermione por baixo.

  - Sai de cima de mim! - ela exclamou, socando e beliscando as costas dele, que nada sentia.
  - Geralmente as meninas pedem o contrário. - ele riu.
  - Você acha que todo mundo tem que ficar caidinho por você?
  - Tenho certeza, inclusive você. - ele sorriu de lado, o sorriso que ele sempre fazia em momentos como aquele.
  -  Por Deus, Malfoy, dá um tempo!
  - Com uma condição.
  - Qual?
  - Me beija. - ele pediu.
  - Nem por mil galeões!
  - Anda logo, Granger, eu sei que você quer. Caso contrário, eu posso tomar minhas medidas drásticas.
  - Tipo o quê? Monstro das cócegas? Uma hora você se cansa.
  - Se meus braços se cansarem, ainda tem o feitiço do riso.
  - Que feitiço do riso?
  - Ora, o Rictusempra. - ele disse - Me lembro de quando Potter me atacou com ele, parecia que meu estômago ia explodir de tanto rir. 
  - Tá bom, Malfoy, - ela falou com desgosto na voz - Eu me rendo.
  - Maravilha.

  Ele se levantou e estendeu a mão para ajudar Hermione, mas ela ignorou-o.

  - Tem que ser um beijo de verdade e durar no mínimo 30 segundos. - ele disse - Não interrompa antes de mim, eu sei quando vai estar suficiente. Ah! E tem que ser com vontade.

  Hermione bufou.

  - Agora fica ali na parede, anda!

  Hermione caminhou para o canto e ficou de costas para a parede. Draco se aproximou sorrindo. Ele tentava chegar aos lábios dela, mas ela desviava sorrateiramente.

  - Ah, vai bancar a difícil, Granger? - ele perguntou - Vamos dificultar também, pro seu lado.

  Ele, ligeiramente, agarrou Hermione pela nuca e puxou o rosto dela para si. Devorou os lábios dela com aquele tipo de beijo em que ele é experiente. Ela já estava acostumada e teve que fazer o combinado, beijá-lo de verdade e com vontade. Ela abraçava a cintura dela, enquanto ele ainda a prendia pela nuca.
  Sirius descia com Narcisa para a cozinha.

  - Mas o que é, Sirius?
  - Algo que quero lhe mostrar.

  Sirius puxou-a para a cozinha, silenciosamente, e apontou para Draco e Hermione aos beijos no canto do cômodo. Narcisa boquiabriu-se e sorriu orgulhasamente para a atitude do filho. Logo após, abraçou Sirius, que lhe deu um selinho. Hermione e Draco não havia notado a presença dos dois. Como Sirius sabia que eles estariam ali, não havia pensamento que levasse a descobrir.

*

  - Pirralha! - Bellatrix bradou do alto da escada - Acorde!


 


Eram 17h e Áquila havia cochilado após o almoço.


 


- O Lord das Trevas lhe espera. - disse, abrindo a cela - E sem tentar gracinhas, este castelo está cercado de comensais da morte, acho que uma pirralhinha como você não vai querer enfrentá-los.


 


Áquila permaneceu calada, Bellatrix tinha razão, ela não queria enfrentá-los.
A mãe levou a filha para o segundo andar, no final do corredor, onde havia uma porta entreaberta.


 


- Milorde? - Bellatrix chamou - Eu trouxe minha filha.
- Mande-a entrar. - respondeu uma voz ofídica, fria, sanguinária e medonha. Ouvir aquela voz causou calafrios em Áquila.


 


Áquila, muito medonha, entrou na sala. A porta fechou sozinha. Lá estava ele, em pessoa, um homem albino, careca, com olhos muito redondos e ofídicos, como os seus próprios, a única diferença era que os olhos de Lord Voldemort eram vermelhos e frios e os dela castanhos sem vida. Ele também não possuía nariz, o local era ocupado por duas fendas, como as de uma cobra que estava enrolada no tapete, no canto da sala.


 


- Sente-se. - disse Lord Voldemort. Havia um sofá de frente para a poltrona na qual ele se sentava - Não seja tímida, pequena Bellatrix.
- Áquila. - corrigiu.
- A semelhança que tem com sua mãe é extraordinária. - Voldemort disse, analisando a menina, que tremia de pavor - Espero que seja tão leal a mim quanto ela.


 


Áquila jamais mencionaria naquela casa que era muito leal a Harry Potter.


 


- Pegue sua varinha. - Voldemort apontou para a varinha de Áquila, que estava em cima de uma mesinha, ao lado do sofá. Ela pegou. - Você sabe do que ela é feita?
- N-não, senhor. - ela decidiu ser educada, quem sabe assim, acabasse mais rápido?
- Me entregue. - ele estendeu a mão, a menina entregou no mesmo segundo.


 


Voldemort estava analisando a varinha.


 


- Fibra de coração de dragão... - ele disse, girando-a nas mãos - 25 centímetros, razoavelmente flexível, feita de carvalho... excelente para encantamentos. Deve ser tão boa para magia negra, assim como é para a boa magia.
- Não tenho muita experiência, senhor. - ela disse.
- Há alguém na porta. - Áquila escutou uma voz medonha, parecia vir da cobra.
- Abra, Nagini. - Voldemort respondeu a cobra, com o tom de voz mais ofídico do que era naturalmente. Ela foi rastejanto muito lentamente em direção à maçaneta.
- O senhor quer que eu abra? - Áquila perguntou, tentando parecer educada.
- Como é? - Ele perguntou, estupefato.
- M-me desculpe senhor.
- Abrir o quê?
- A porta, obviamente. Sua cobra, eu acho que foi ela, avisou que há alguém na porta.
- Você ouviu o que minha cobra disse? Você consegue entender Nagini?
- Consigo. - Áquila disse, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo - Deve ser porque eu sou animaga.
- Você se transforma em cobra?
- Não, gato.


 


Lord Voldemort ficou pensativo. Levantou-se e abriu a porta antes de Nagini, que parecia estar com preguiça e não havia chegado perto da maçaneta ainda, lá estava exatamente quem ele queria ver: Bellatrix Lestrange.


 


- Bellatrix. - ele disse - Leve a menina de volta para a masmorra e depois volte aqui.
- Claro, milorde. - ela disse - Vamos, pirralha!


 


Bellatrix entrou na sala e puxou Áquila pelo braço, a levou indelicadamente de volta para sua cela, no subsolo e trancou. Logo após, retornou ao segundo andar, na sala de Lord Voldemort, como o mesmo havia pedido. O dito cujo lhe esperava na porta. Ela entrou, sentou-se no sofá, ele fechou a porta e sentou-se na mesma poltrona, de frente para ela.


 


- Estou desconfiado de uma coisa. - ele disse, seriamente.


 

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