Cap.7 É tolice...
É realmente tolice tentar tirar da cabeça, aquilo que não sai do coração. Todos sabem, ou pelo menos deviam saber disso. Logo, vocês, caros leitores, vão entender o porquê de eu estar dizendo tudo isso. Antes um pequeno “flahsback”.
Harry e Cedrico ainda continuavam a se beijar, tudo com o mesmo ardor de antes. O problema começou quando as carícias começaram a evoluir, as mãos não conseguiam se manter muito tempo inativas, os corpos se mantinham cada vez mais unidos pelo suor. A parte, cujo Harry nomeia de racional, lhe alertou para à situação, e ele concordou, mesmo que com dificuldade com ela. Quando as mãos de Cedrico ameaçavam começar despi-lo, Harry interrompeu.
- Diggory, eu acho melhor... Pararmos. – Nem terminou a frase, evitava de encarar Cedrico nos olhos, de fato, não queria parar, mais devia, ou pelo menos achava que sim. Já estava indo longe de mais, tudo era para ser somente um beijo, um “experimento”.
- Está bem... – o uso tão frio do seu sobrenome fez o brilho de à pouco se extinguir nos seus olhos, se afastou totalmente de Harry. Mais logo depois compreendeu, e concordou com ele. Se afastou de Harry, e seu corpo reclamou, sentiu frio e uma sensação muito ruim. Como se de fato não devesse fazê-lo.
- Então... A gente se vê? – “A gente se vê?” que coisa mais ridícula para se falar em uma hora como essa, bem, melhor do que não dizer nada. A tensão que se instalou estava ficando cada vez mais pesada, nada parecia, com aquela troca tão pura e tão sincera de sentimentos de à pouco.
- É a gente se vê... – Cedrico sentiu um aperto, e queria de verdade ir embora. A intenção era “acabar” com essa história não é mesmo? Mais parece que o beijo foi um início, de um sentimento muito maior, que nada tinha a ver com curiosidade. Mais ele sabia que era errado, e Harry talvez não quisesse, essa idéia o perturbava mais do que tudo, que seus sentimentos não fossem recíprocos.
- Desculpe... – sussurrou Harry, um pouco antes de abandonar a sala. Foi o suficiente para Cedrico ouvir, e ter a certeza então, de certa forma alívio, de que Harry o queria da mesma forma.
Porque estava se sentindo tão mal? Culpado, enfim. Sabia que essa história não deviria sequer ter começado, mais não fora sua culpa, muito menos de Cedrico, simplesmente aconteceu... A curiosidade virou sentimento, Harry sabia disso, ou melhor, sentia. Sentia por Cedrico o que nunca sentiu por ninguém, e ao mesmo tempo, que julgava errado esse sentimento, se sentia culpado pela sua reação, Diggory não merecia essa frieza.
Bem, o final pareceu mais um começo. Um começo estranho, diga-se de passagem. Cedrico estava no mesmo lugar onde Potter havia o deixado algumas horas atrás. Não tinha força nem vontade para mover-se dali. Algo dentro dele parecia retorcido, nunca se sentiu dessa maneira, verdadeiramente abandonado. Embora não o culpasse, afinal nem podia. Porquê tudo não aconteceu como ele queria? O fim poderia ter realmente vindo... Preferia não estar onde estava, sentir o que estava sentindo, queria fechar os olhos, e esquecer-se de tudo por um tempo.
[x]
Os dias se passaram. A vida de Harry nunca fora tão incompleta, tão sem cor. Evitava tudo e qualquer coisa referente a Diggory, e isso lhe consumia aos poucos, como um tortura. Era tão simples, e ao mesmo tempo tão difícil tomar uma atitude. Não sabia como, e nem qual seria, ou se deveria mesmo. Mais sabia, que se quisesse alguma coisa, a primeira atitude tinha que vim dele, afinal fora ele que quisera por o ponto nisso tudo.
Os amigos de Diggory andavam o perturbando demais, talvez fora por esse motivo que decidira evitá-los, assim como fazia com a maioria das pessoas naquele castelo. Não conversava muito, e também não sentia necessidade de tal. Mais tudo ia moderadamente bem, a medida do possível e talvez a olhares alheios. Mais Cedrico sentia, e sabia que algo lhe faltava, um vazio que nada preenchia. Não queria fazer nem dizer nada a respeito, ele quisera o fim, e foi melhor assim.
[x]
Fazia quase um mês que tudo aconteceu, Harry estava horrível. Quase não dormia, e comia pouco, estava definhando, e Diggory não estava muito melhor, ambos tão orgulhosamente tolos.
- Chega! – Disse mais alto do que queria. Quando percebeu toda a sala comunal da grifinória, antes silenciosa, olhava para ele.
- Chega o que Harry? – este corou, e voltou a se sentar, aos poucos às atenções lhe abandonaram.
- Nada Hermione... Preciso... Ir ao corujal. – Rabiscou algo rapidamente em um pedaço de pergaminho, muito rapidamente para que ninguém conseguisse ler, “ninguém” pode ser traduzido para Hermione Granger.
Harry levantou e saiu, meio correndo, meio afoito. Não tinha pressa mais queria logo chegar, finalmente decidira fazer alguma coisa. Já era quase hora do jantar, Harry chegando ao corujal pode ver como a noite estava bonita, cada estrela brilhava de uma maneira especial, aquela paisagem lhe fez bem, porque nunca reparava nas estrelas?. Harry segurava aquele pedaço de pergaminho como se sua vida dependesse daquilo, esperou tanto, e agora estava indeciso se realmente o entregava, ia ser um tanto estranho um coruja com correspondência essa hora da noite, mais ainda assim era o modo mais seguro.
- Sinto muito Edwiges, não posso usar você... - disse acariciando a cabeça da ave, essa piou lamentosa. Usar a sua coruja seria demais, pegou então uma parda, da própria escola, escrevendo rapidamente na frente do bilhete, “Cedrico Diggory”.
Não voltou para a sala comunal, desceu direto para jantar, imaginando que todos já deviam estar por lá. E realmente estavam, sentou no lugar de sempre, ao lado de Rony, que não parou de comer para lhe cumprimentar. Também não estava se importando, pegou qualquer coisa para tentar comer mais não conseguia, estava ansioso demais, e seu pulso acelerou ainda mais quando ouviu um pio de coruja invadir o saguão.
- Correio à essa hora? – Hermione indagou de uma tal maneira, que parecia perguntar a Harry, que deu de ombros, esperando para que amiga não lembrasse que ele havia dito que ia ao corujal. A atenção depositada à coruja também foi breve, vista que ela voava na direção da mesa da Lufa-lufa. Harry gelou, e decidiu encarar o próprio prato quando vira a coruja entregar o bilhete a Diggory.
- Eu... vou subir. – Não esperou a objeção de Hermione, que alegaria que ele ainda não havia comido nada. Logo que viu o papel na mão de Diggory, decidiu sair, tremia mais do que nunca, pois não sabia qual seria a reação de Cedrico.
- E ai Ced, de quem é? Alguma Admiradora Secreta? – ele deu de ombros como quem não se importa, mais não fora muito convincente para o amigo. Que via a mão dele tremer, quase sem coragem de abrir o papel. Foi a imagem de Potter saindo do saguão que lhe deu coragem para abri-lo, e foi necessário segundos para ler a mensagem que era:
“Sinto sua falta”
Não tinha nada mais escrito, e esta três palavras garranchadas, fizeram Cedrico levantar em um impulso, e sair quase em disparada para fora do saguão. O que fez a sobrancelha de Hermione arquear, e o coração de Cedrico bater cada vez mais forte. Não precisou correr, pois depois de andar logo viu Potter no final de um conhecido corredor. A voz falhou, não conseguiu chamá-lo, continuou mantendo um pouco de distância.
Harry ouviu passos um tanto afoitos, e mesmo sem virar sabia que era Diggory que o seguia, andava à passos lentos, sem saber o que fazer, a ansiedade traduzida em batidas rápidas do coração, e o nervosismo se escapava pelas mãos, impacientes. Era difícil, nenhum conseguia tomar uma atitude, e a esperava do outro. Cedrico aceitou que a aproximação agora tinha que vir dele, pois aquele bilhete tão simples, traduzia mais do que qualquer rima, qualquer poema poderia.
- Harry! – chamou, finalmente, estando muito próximos à aquela sala que fazia tantas lembranças virem a tona. Harry sentiu como se levasse um choque, a voz era suficiente para fazer todo o seu corpo estremecer. Mais sua cabeça latejava pela confusão, ainda não sabia se fizera o certo, e se deveria continuar com essa loucura.
Tinha paralisado, e quando decidira se virar, notou que Cedrico estava muito perto, perigosamente perto. Ergueu a cabeça e encarou aqueles olhos luminosos que mais pareciam fossas do mais puro e doce mel, produzido pelas mais ávidas abelhas.
-------------------------------------------------x----------------------------------------------
N/A: Obrigada por quem ainda continua.. lendo e comentando. =D
O prox cap tem uma pequena Nc e eu espero que gostem.
POr favor continuem comentando. =)
Obrigada.
beijos
;*
|