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23. Não diga adeus


Fic: O Coração Nunca Esquece ATUALIZANDO


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Não diga adeus


Porque eu não quero ouvir estas palavras esta noite


Porque talvez este não é o fim para você e eu


E apesar de sabermos


Que este tempo viria para mim e você


Não diga coisa nenhuma esta noite


Se você for dizer adeus


 


 


 


Sexta Feira – 12 de fevereiro


 


O calendário continuava parado no mesmo lugar, mas os dias pareciam voar em suas folhas riscadas. Harry o olhava com olhos vazios, o tempo estava acabando e logo estaria frente a frente com Trevor. Olharia em seus olhos e, após fazê-lo jurar perante um feitiço que iria deixar Draco livre e acabar com os atentados, se entregaria a seu destino.


Era incrível como a morte sempre buscava uma forma de tê-lo para si. Ela não desistia de querer leva-lo e tentar fugir de suas sedutoras mãos começava a se tornar deveras cansativo. Finalmente ela o teria, iria guiá-lo para o purgatório, céu, inferno. Não interessava, ele a seguiria. E depois tudo acabaria, tudo iria embora, sumiria. Na verdade ele sumiria. Dentro de dois dias o trio de ouro de Hogwarts ficaria somente na lembrança. Todas as risadas que dera junto com o menino ruivo e a menina de cabelos cheios não passariam de ecos do passado. Os anos escolares finalmente acabariam e não haveria mais teste, nem provações.


Não haveria nada.


Com a nostalgia tingindo o céu da boca com um gosto amargo, Harry faltou a aula e passeou sozinho pelos corredores largos e frios. Viu, talvez pela primeira vez, como a luz solar entrava belamente pelas frestas e vitrais causando um vértice de belas imagens na parede contrária. Também jamais reparara em como alguns quadros eram bonitos e tinham pinturas engraçadas, além de muitas outras que estavam completamente dispostas a lhe contar uma história que de certo seria muito interessante, mas naquele momento não havia tempo para ouvi-las.


Nunca mais haveria tempo.


Harry fechou bem o casaco e se protegeu do vento frio que jorrava pelo corredor vazio enquanto faltava a outra aula e se dirigia para o jardim e de lá para a casinha na orla da floresta. Passou a mão em uma das grandes aboboras e viu alguns vermes se mexerem em uma caixa no canto, sorriu pensando em qual seria o monstro que Hagrid trouxera para o castelo desta vez.


- Ei, Harry! – Gritou Hagrid abrindo um sorriso ao ver o menino. – Que bom te ver garoto. – Exclamou puxando Harry para um abraço capaz de quebrar os ossos.


- Oi Hagrid. – Disse Harry se afastando e mexendo os braços.


- Vamos entrar, vou fazer um bolo. – Harry sorriu e entrou na casa onde Canino o recebeu com lambidas e latidos. – Ei, você não deveria estar em aula?


De certo modo ter ido passar a tarde com Hagrid foi uma boa e uma má ideia. O meio gigante escolhera justamente aquele momento para também ser nostálgico e fazer uma clara retrospectiva de sua vida. No fim da tarde Harry podia dizer que realmente era forte por conseguir não chorar nem transparecer que algo acontecia quando abraçou fortemente o corpanzil enorme. Foi difícil dizer adeus enquanto olhava para os olhos grandes fazendo brilhar o rosto gentil e se lembrava claramente de que aquele homem fora quem o tirou dos escombros da casa de seus pais em Godrics Hollows e o levou embora do mundo bruxo. Sendo ele também que o introduziu a esse mundo.


- Adeus, Hagrid. – Disse por fim tentando disfarçar o nó na garganta.


- Até logo, Harry. – Disse a voz grossa enquanto retornava ao castelo.


Harry não se virou, apenas seguiu seu caminho de volta ao castelo e fez o possível para segurar o choro parado na garganta. Ao chegar na entrada do castelo teve que ficar um mínimo tempo parado tentando se controlar enquanto via os alunos indo para o salão principal. Com passos lentos caminhou-se para o grande salão e observou cada um dos rostos.


Como era incrível o fato de que à proximidade do adeus tudo clareasse. Ah! Se não fosse ela, a despedida, será que algum dia teria percebido que aquele ambiente carregava em suas paredes, além da carga histórica, a carga emocional de cada um, aluno, professores, animais.


Tudo igual e diferente, tudo junto e individualizado.


Será que teria percebido que os lufa-lufas não eram somente alunos sem talentos e sim almas carinhosas e acolhedoras que carregavam em seus olhos a pureza daqueles que a um lugar queriam pertencer? Talvez jamais parasse para ouvir o quanto os corvinais tinham a lhe ensinar com poucas palavras e pensamentos. Até mesmo a Sonserina, tão negra quanto suas capas, parecia diferente aos seus olhos. Antes nem ao menos pararia para pensar que no meio daquelas crianças de caras amarradas poderiam ter aqueles mínimos seres que ao crescer e perceber o mundo com seus próprios olhos e não com os valores de sua família, deram-se conta de que algo estava errado. Assim como aconteceu com Draco.


Draco, cujo perfume de sua pele alva invadia suas narinas. Draco que lhe transmitia o calor de seu corpo. Draco que lançava em suas costas o seu congelante olhar. Draco que passou por si esbarrando em seu ombro enquanto se dirigia ao seu lugar na mesa de café, sem ao menos olhar para trás.


“Ah, Draco. Se você ao menos soubesse”. Pensou Harry antes de concluir que era melhor sentir o ódio que emanava dele. O ódio iria nublar o amor. Seria mais fácil assim, a perda não seria tão cruel dessa forma. Harry suspirou e foi se sentar ao lado de Rony e Hermione.


 


E se isto é o fim


Isso machuca, mas eu estou dando minha palavra


Eu tenho esperança que você será


Feliz como nós fomos


 


 


 


O que Harry não sabia e nem mesmo imaginava era que o ódio andava perigosamente ao lado do amor e bastava apenas um tocar de mãos para que tudo saísse de seu completo controle. Draco não estava no controle e isso o deixava completamente irritado. Queria poder dizer aos seus “colegas” que estava tudo bem e realmente estar, mas era mentira, pois cada segundo que passava vendo ou chegando perto de Harry sentia um ódio descomunal o atacar fazendo suas mãos tremerem e seus olhos se estreitarem. Tal ódio não era pelo que descobrira e sim pelo fato de não estar tocando na pele macia daquele menino, muito menos beijando a boca de mel que ficava vermelha ao ser mordida de leve. Uma boca magnifica que devorava seu corpo sem restrições, sem se envergonhar, dando-lhe prazer, fazendo-o gemer enquanto era penetrado com todo o amor que o moreno poderia lhe oferecer. Quase gemeu ao se lembrar dos olhos verdes brilhando para si enquanto suas mãos acariciavam os cabelos negros e desalinhados dele, cheios de suor pelos movimentos rápidos.


- Droga! – Exclamou Draco tacando seu talher no prato e saindo do salão embaixo dos olhares dos sonserinos surpresos.


Draco quase correu pelos corredores até finalmente se trancar em um armário escuro. Sentindo-se eufórico deixou o corpo escorregar até o chão e iluminou o local deparando-se com o mesmo lugar em que dissera adeus ao grifinório. Respirando com dificuldade Draco trancou a porta antes de tirar a gravata e abrir a camisa. Devagar fechou os olhos e passou a mão pelo rosto quente levando-a até o pescoço onde sentiu os batimentos acelerados. Ofegou descendo a mão pelo tórax até alcançar um mamilo endurecido e sensível, roçou o dedo pelo local e abriu a boca para soltar um gemido ao se lembrar da língua atrevida do dono dos olhos verdes. Ah! Aquela língua que o lambuzava antecedendo aos dentes que lhe mordiam devagar e com carinho.


- Harry. – Sussurrou ofegando.


O toque de sua mão não era nada se comparado com as lembranças da mão esperta que lhe acariciava por cima dos panos. Draco ronronava mordendo os lábios, sua mão chegara em sua virilha. Não aguentando mais de tanto prazer, Draco abriu o zíper da calça e libertou sua dura ereção fechando sua mão no volume vermelho. Ainda se lembrando da boca de Harry, agora recebendo seu sexo com gosto, o chupando com volúpia, começou a mexer a mão devagar gemendo ao sentir fisgadas fortes no abdômen.


- Harry! – Gemeu alto aumentando a velocidade.


Em todo o momento em que estava ali se masturbando pensava no menino e relembrava aqueles momentos só dos dois. Ah, como era delicioso sentir o pênis grosso do Grifinório o invadir, comer seu corpo com fome e desespero.


Harry o tocando.


Harry o fodendo.


Harry o beijando.


Harry o amando.


- Harry! – Gritou Draco quando o gozo se fez presente derramando-se em suas mãos trêmulas.


O loiro respirava com dificuldade ouvindo seu grito reverberar nas paredes do armário vazio. Um riso fraco escapou dos lábios de Draco antes do som se transformar em um choro desesperado. Suas mãos postaram-se nos olhos sujando seu rosto. Ele não se importava. Já estava perdido mesmo.


Harry o abandonara, fora embora quando havia prometido ficar, ficar ao seu lado. Toda luz que imaginara estar entrando em sua vida vinha dele, só dele. Harry era sua luz, seu caminho era ele quem dava as coordenadas. Agora a luz se fora e tudo era só escuridão, como seu coração, finalmente apagado, finalmente morto.


 


Ontem nós estávamos rindo.


Hoje eu estou deixado aqui perguntando.


E apesar de sabermos que este tempo viria para mim e para você


Não diga coisa alguma esta noite


Se dirá adeus


E embora soubéssemos este tempo viria para mim e você


Não diga nada à noite


Se você vai dizer adeus


 


 


 


Após deixar todas as lágrimas escorrerem e se sentir fraco demais sequer para pensar escorregou para o lado deitando no chão imundo e dormindo. Em seus sonhos não havia relógio, não havia tempo. Tudo era eterno, não havia motivo para medo, tudo estava bem, mas os temores da vida real são tão fortes que invadem nossos sonhos, destruindo a nuvem de tranquilidade e causando-nos pavores e angustias. Draco queria que seu sonho tivesse continuado no vazio, o negro não lhe deixa ver o sofrimento, ele o encobre, mas então como castigo veio o desespero.


Draco abriu os olhos e respirou fundo, seu rosto estava suado e sujo, ele tremia. O pesadelo era cruel e deixava em suas íris a impressão da última coisa que visualizou quando o negro o expulsou da tranquilidade. Harry dando as costas para si.


Franzindo a testa Draco se levantou e pegou a varinha e gravata. Iluminando o armário novamente percebeu que estava completamente bagunçado. “Que se dane, tudo acabou mesmo”. Pensou antes de arrumar a camisa e os cabelos e sair daquele lugar cheio de lembranças dolorosas. Ao chegar em seu quarto de monitor, Draco largou a roupa em cima de uma poltrona e olhou para o relógio em cima da cômoda. Já era madrugada, como o tempo passa rápido quando se deixa entregar para a desilusão.


Suspirando aproximou-se da cômoda e abriu a ultima gaveta, mexeu nas roupas brancas e de debaixo delas retirou uma garrafa de Wisky. Como agradecia por seu pai ser viciado nessa bebida, nem mesmo percebera que um de seus melhores Wisky sumira de seu bar, Harry odiaria saber que ele tinha uma coisa dessas. Assim que a imagem do rosto de Harry apareceu em sua mente Draco abriu a garrafa e tomou um gole grande diretamente do gargalo na esperança de que a bebida afastasse aquela imagem cruel. O loiro fez uma careta contraindo o rosto ao sentir a bebida descendo rasgando a garganta com seu liquido forte. Sem parar para pensar tomou outro gole e outro e outro até a garrafa foi largada vazia no chão e seu corpo caia de joelhos no chão. A marca ardia em seu braço, a marca maldita que jamais o deixara em paz.


A marca do Lord, agora a marca de Trevor.


Trevor o chamava, sabia que deveria ir.


- Trevor! – Exclamou Draco com um sorriso idiota no rosto.


Sua mente já alterada pelo alto teor de álcool nublava a imagem de Harry, constantemente diante de seus olhos, com a de Trevor sorrindo torto para si.


- Sim. Trevor. – Sorriu Draco antes de pegar seu sobretudo negro e sair de seu quarto rumo aos braços do senhor dos comensais.

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