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22. Tempo


Fic: O Coração Nunca Esquece ATUALIZANDO


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 22 – Tempo


 


Seus olhos cinzentos olhavam inexpressivos para a lareira acesa na sua frente, as labaredas vermelhas e azuis dançavam como se quisessem hipnotizá-lo, mas era inútil, não conseguia enxergá-las, não via nada além se seus próprios pensamentos confusos. O ódio ainda o consumia e era visível em suas mãos cerradas em punho com a pele branca pelo esforço, seus lábios fechados com força também eram um sinal nítido de que tentava ficar no controle de suas emoções, um único deslize e não saberia o que seria capaz de fazer.


Só o que sabia era que as palavras escritas naquela carta ainda reverberavam por sua mente como se conseguisse ouvir a voz do cachorro pulguento dizendo aquilo tudo.


 


“Harry,


 


Que bom que está tudo bem com você e que não ocorreu nada de perigoso. Sabe que mesmo com os professores lhe dando segurança é sempre preciso ficar de olhos abertos ou como diria Olho Tonto, vigilância constante.


Quanto ao que me disse, acho muito compreensivo que tenha começado a gostar de outro garoto, Draco não é o único no mundo e há muito mais pessoas melhores do que ele. Só peço que pese os prós e contras antes de tomar uma decisão e saiba que estarei sempre ao seu lado. Espero que esse novo garoto te faça mais feliz.


 


Saudades


 


Sirius”


 


Draco fechou os olhos por um momento e tentou manter a respiração ritmada com muito custo, estava prestes a explodir de raiva. Como Harry pode fazer isso com ele? Logo depois de tantas declarações, depois de abrir dentro de si um buraco de esperança lhe dizendo que conseguiriam passar por tudo aquilo e continuar juntos, sempre juntos, sempre se amando.


Como?


Tudo bem que deveria de certo entende-lo, afinal ele mesmo já tivera esse problema também, na verdade ainda tem. Ama Trevor, não tanto quanto Harry, mas ama e ainda acha que o comensal tem chances de mudar e se tornar outra pessoa, via isso nos olhos dele quando estavam sozinhos. Muitas vezes parecia um menino perdido em pensamentos e sonhos, sempre querendo ter a chance de ser outra pessoa. Talvez uma pessoa bem melhor do que a que apresentava para seus comensais enquanto tentava honrar a imagem de seu mestre.


- Mestre! – Riu Draco esfregando o rosto com as mãos.


Que coisa mais idiota de se dizer, um homem louco que usa a dominação para se por acima de todos e impor suas regras e escolhas com ameaças de morte e tortura não era digno de se chamar de mestre. Mas ele mesmo já o chamara assim e tatuara na pele, a fogo, a caveira que o simbolizava. Como era idiota, um adolescente inútil querendo a gloria através de uma missão lhe passada apenas para castigar seu pai que não fora forte o bastante para cumprir com seu dever. Nunca dissera isso a Harry, mas apesar de sempre odiar os comensais e o caminho que seu pai trilhava levando-o junto, no fundo gostava um pouco de saber que uma coisa tão importante estava em suas mãos e que se conseguisse cumpri-la poderia ser então, finalmente, reconhecido.


Tolo.


A única coisa boa de sua vida foram os momentos com aquele menino de olhos verdes, aquele que parou para o conhecer, que o entendia e não o julgava, que aceitava seus defeitos e até mesmo perdoava seus deveres. Harry sempre estivera ali para ele, sempre com compreensão e carinho. Sempre ao seu lado.


Então porque fizera aquilo?


Talvez não fosse por querer, afinal se pudesse escolher, naquele tempo, jamais teria se apaixonado por Harry Potter, mas não dá para simplesmente negar o amor, ele aparece e toma seu corpo, sua alma e sua razão como se fossem seus domínios, se instala no coração como teia de aranha pegajosamente grudenta e que o faz sempre querer ter aquela pessoa ao lado. Não se escolhe a quem amar e nem a quem não amar.


Era isso, finalmente Harry o deixara, percebera que não daria para amar um comensal. Então, no fim, era tudo culpa sua, não era bom o bastante para o menino que sobreviveu.


- Draco? – Chamou a voz irritante de Pansy. – Aconteceu alguma coisa? Você está péssimo.


- Não é da sua conta.


- Ai, essa doeu loirinho. Se esqueceu que eu sempre ouvi seus desaforos? – Disse a menina sentando-se atrevidamente em seu colo. – Sou imune a eles.


- O que está fazendo, Pansy?


- Estou sentando no seu colo, atrevidamente, esperando que você perceba que quero muito lhe servir.


Draco fechou os olhos e suspirou, não estava no clima para as vaquices de Pansy e seus ataques de hormônios tentando se deitar com o sonserino disponível, no entanto sua raiva estava a flor da pele e os estímulos de Pansy o faziam arfar. No fim acabou acordando em sua cama com o corpo nu de Pansy ao seu lado. Sem acreditar no que fizera e querendo distancia da menina, se levantou e saiu daquele lugar. Precisava de tempo. Isso mesmo, tempo.


 


Tempo.


 


Tempo.


 


Tempo.


 


Tempo que passava rápido demais levando as semanas como se fossem folhas mortas carregadas pelo vento. Harry estava extremamente deprimido. Desde seu término com Draco nada mais fazia sentido na sua vida, a única coisa que preenchia a sua cabeça era passar o máximo de tempo com Rony e Hermione, afinal, depois não mais os veria. Rony parecia alheio a qualquer coisa e toda hora queria arranjar briga com os sonserinos para descontar a raiva do rompimento com Draco mesmo sabendo que tudo era culpa de Harry. O moreno achava engraçado o ruivo querendo tomar suas dores quando passavam em um corredor em que Draco também passava lhe dando o melhor olhar frio e temeroso que podia, mas jamais poderia deixar que Rony entrasse em uma briga por sua culpa. Tudo era sua culpa. Já Hermione estava calada demais, ela sempre fora a mais perceptiva e sabia que alguma coisa estava mal contada em sua história, mas respeitava seu espaço o suficiente para que não o incomodasse com perguntas.


Tempo.


Havia muito pouco para poder aproveitar das suas companhias e ainda se preparar psicologicamente para jamais voltar a ver o dono de sua alma. Draco não falava mais consigo a não ser para lhe dar insultos grotescos junto com seus amigos sonserinos. Os ataques aos trouxas haviam diminuído, mas não ao ponto de levantar alguma suspeita, sabia que Trevor jamais iria permitir que Draco percebesse que alguma coisa havia acontecido e até se divertia com o fato de Draco não ter lhe contado ainda que não estava com Potter. Na certa, pensou o líder dos comensais, estava tentando fazer as pazes antes de vir chorando pedindo clemência por não cumprir com uma missão como seu pai. Pobre Draco, Trevor jamais o castigaria por isso, o importante era vingar seu mestre matando seu algoz, independente de como isso seria feito. Sendo assim apenas se sentou e esperou os dias passarem.


- Que tal nos reunirmos no três vassouras no sábado? Comemorar o fim dos exames? – Perguntou Harry ao irem para a sala comunal da grifinória após um dia cansativo de aula.


- Boa idéia, Harry. – Disse Rony abrindo um sorriso. – Depois podemos ir na dedosdemel.


- Isso mesmo.


- Bom, eu gostei da idéia, mas depois disso tudo vamos ao boticário, tenho que renovar meu estoque. – Disse Hermione.


- Tudo bem, iremos onde vocês precisarem ir. – Respondeu Harry sorrindo e se despedindo antes de ir para seu quarto.


O quarto estava vazio, para sua sorte, os meninos ainda estavam no salão comunal jogando cartas ou só batendo papo. Ao fechar a porta Harry sentiu um vazio em seu peito ao olhar em volta e se lembrar de tudo que passara junto com todos seus colegas, as risadas e até mesmo as brigas. O silêncio do quarto era esmagador, mas muito melhor do que o som das risadas deles. Era difícil demais imaginar-se sem essas risadas ao seu lado, não apenas temporariamente, mas para sempre. Porém, mesmo que tudo isso fosse doloroso, sabia que não podia ficar pensando dessa forma, sua entrega a morte seria feita de completo bom grado. Por ele e por todos.


Desistindo de lutar contra as lembranças que vinham em sua mente sem serem chamadas, pegou uma caneta em cima do criado mudo de Rony e se aproximou da cabeceira de sua cama onde colocara um calendário com o emblema do time de quadribol preferido de Rony, os Cannons. Com muito cuidado fez um x em cima do numero que identificava aquele dia. Sete de Fevereiro. Faltava apenas uma semana para seu encontro com Trevor. Uma semana para que tudo acabasse e apenas uma semana para admirar Draco de longe.


Draco por sua vez se preocupava com o fato de que e apenas uma semana seria o dia dos namorados e ele não estaria com Harry e nem mesmo poderia seguir com seu plano que ainda não havia pensado. O que faria agora? Contaria para Trevor? Aguardaria até o dia e apareceria no local combinado sem Harry para sentir sozinho a cólera do comensal? Sua mente rodava enquanto pensava nisso e no quanto Harry fazia falta em sua vida. Por vezes se dirigia até a sala precisa quando ninguém percebia suas saídas no meio da aula e deitava-se em sua cama que tanto compartilhou com o outro menino, sem pensar dormia cheirando os lençóis com que ele se enrolara para dormir agarrado ao seu corpo.


Como a nostalgia era cruel.


Uma semana apenas.


- Por que, Harry?

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