Quando ele chegou no seu quarto na torre da Grifinória, Alvo viu que Escórpio estava sentado em sua cama e lendo algo escrito em um pedaço de pergaminho:
- Sabia que essa detenção sua vai ser hoje as oito? – Perguntou Escórpio.
- Sei sim. Ahr! – Suspirou Alvo sentando em sua cama ao lado do amigo – E ainda por cima será Lawliet a aplicá-la.
- Alvo, é verdade que quase ninguém da AAP sabe da sua amizade com o L? Só eu e a Rosa? Porque Aika e Gabriel não são oficialm1ente membros da Armada, certo?
- Aham! Ele quer sigilo absoluto. Por que?
- Você não acha meio suspeito isso não? – Escórpio sussurrou no ouvido de Alvo.
- QUE? – sobressaltou-se Alvo – Ele é de minha total confiança Escórpio, aliás ele é amigo de um dos meus melhores amigos!
- E... Alvo, você o conheceu agora e se for um traidor? E se não quer que os outros saibam que ele é um agente da OS? Você viu o sobrenome dele? A família Lawliet é uma das famílias de sangue puro mais violentas contra os trouxas...
- ESCÓRPIO MALFOY! Sua família também é sangue puro e sua família odiava trouxas, nem por isso você não é confiável!
Não houve resposta, Alvo estava fervendo de raiva por dentro. Não gostava que questionassem suas escolhas, e principalmente, que falassem de seus amigos...
- Acredito que hoje seja minha vez de dar um jeito em você hein Alvo. – Disse Lawliet com o polegar nos lábios olhando para Alvo na noite da detenção. – Trouxe também um amiguinho para me ajudar. Zack! – O sangue de Alvo congelou. O que será que Zack Camelopardis fazia ali? O traidor da AAP. Só pode ser brincadeira se Lawliet também é traidor.
- Law-li-et! – Disse Alvo pasmo. Pareceu por um segundo que ele sentiu uma movimentação ao seu lado. Lawliet não se virou, mas Alvo percebeu que o amigo fez um movimento com a mão que disse para ele ter calma.
Andaram pelos corredores escuros até entrarem em uma porta que dava para um banheiro, era o banheiro da murta-que-geme. Alvo não teve tempo para dizer que o banheiro era das meninas, Murta falou primeiro:
- Esse aqui é o banheiro das menin... Ah! – Murta foi se afastando como se algo iluminasse seus pensamentos e mergulhou um seu Box.
- Shissash! – Disse Lawliet para uma torneira que em um piscar de olhos se tornou uma passagem, um cano grosso.
Primeiro Zack passou pelo cano, dando a Alvo tempo para fazer uma única pergunta a Lawliet:
- Você é ofidioglota?
- Alvo! – Disse Lawliet olhando para o cano – Vá você primeiro. E, por favor, não duvide de minha lealdade!
Alvo desceu e logo depois dele escorregou Lawliet. Pareceu que vinha mais gente, porque ele ouviu mais sons de pancadas a cada curva. Eles escorregavam pelo limo dos canos e antes dele enjoar a viagem já havia acabado. Ele caiu com um som aquoso. Viu a frente Zack e logo depois dele veio Lawliet que s encostou-se ao cano tampado a passagem. Em um momento Alvo percebeu um pequeno movimento como se algo impactasse nas costas de Lawliet.
-Vamos! – Chamou Lawliet.
Eles seguiram adiante por um caminho úmido. Alvo parou diversas vezes para observar umas estranhas formas no chão como se houvesse um monstro dormindo. Chegaram a uma câmara grande e mal iluminada com uma estranha estatua gigantesca de um homem com uma barba longa.
- Esse é Salazar Slytherin? – Perguntou Zack.
- Sim! – Confirmou Lawliet – KITSUNE! – Gritou.
Alvo se lembrava que Aika disse que essa era a palavra para raposa em japonês. Zack deu um grito e virou no ar como se recebesse um golpe de judô. Caiu de costas e virou de borco, seus braços foram puxados para trás por uma força estranha e amarrados por uma corda no ar. O mesmo aconteceu com os pés e com a boca dele. Depois uma voz conhecida disse:
- Finite Incantaten! – E apareceram três pessoas. A primeira foi Aika que estava em cima de Zack segurando-o firmemente com suas pernas mostrando, depois Gabriel que estava em cima da perna do capturado e estava terminando de dar o ultimo nó na corda que prendia os pés dele e Milena amarrava a boca de Zack. Uma onda de alivio se apossou do corpo de Alvo Potter.
- Foi difícil eu decidir o golpe que usaria contra ele! – Disse Aika se levantando com um sorriso radiante – Mas lembrei que o osotogari funciona na maioria das situações!
- Três funcionam melhor que um, não acham? – Disse Gabriel sorrindo para Alvo.
- SUGOI!!! – Disse Milena fazendo todos rirem.
- Controle-se Onee-chan! – Disse Aika para Milena apertando a barriga de tanto rir. – Bem, - Começou respirando fundo – o que fazemos com esse idiota traidor?
- Venham e tragam-no! – Ordenou Lawliet, Aika e Milena já iam se movendo para levarem Zack, mas Gabriel as impediu e o arrastou pela gola da camisa. Zack gritava e urrava, se agitava, mas como estava com os membros amarrados parecia com uma minhoca fora da terra. - Bem, aqui estamos sobre os pés do grande Salazar Slytherin! – Virou-se para o grupo. – Acho que está na hora de vocês saberem algo sobre mim – E assumiu uma expressão um pouco sombria – A mais de 90 anos vivia num casebre uma antiga família, que um dia foi rica, mas já naquela época beiravam a miséria. Os integrantes eram Marvolo, Mérope e Morfino... Gaunt! – O sangue de Alvo pareceu congelar - Mérope casou-se com um trouxa: Tom Ridlle! E desse casamento sem amor surgiu aquele que viria a ser Lord Voldemort. Já Morfino nunca se casou, mas teve um namorico com uma sangue puro: Aleena Malfoy. E desse namorico, Aleena acabou ficando grávida e deu a luz uma menina chamada Louise Malfoy, Louise se casou com um homem chamado Nate Lawliet, o filho deles, Alfonse Lawliet se casou com Mey Lawliet e deu na pessoa que vos fala...
- Lawliet, - Disse Milena pasma – Você então é...
- O herdeiro de Slytherin. O último e legitimo! – Completou ele cabisbaixo com um olhar triste.
- SUGOI!!! – Gritou Milena agitando os braços comemorando - Posso me casar com você para ser a esposa do ultimo herdeiro de Slytherin? – Perguntou ela, Lawliet olhou para ela muito assustado.
- NÃO! – Respondeu ele se afastando da menina que dera um pulo que a deixou a poucos centímetros dele. Mas a resposta negativa não a deixou triste, muito pelo contrario, ela riu mais gostosamente ainda. E acabou que todos fizeram o mesmo. Alvo estava um pouco assustado de olhar para talvez o primo de terceiro grau do homem que seu pai derrotara.
- Mas então, - Começou Gabriel – que vamos fazer com esse troço aqui? – Perguntou jogando Zack aos pés de Lawliet.
- Bom, deixamos ele aqui ate tudo acabar! – Respondeu Lawliet com simplicidade. – Até termos derrotado Pincher, digo Pinker. O dia da rebelião se aproxima cada vez mais...