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21. Um término cruel


Fic: O Coração Nunca Esquece ATUALIZANDO


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Capítulo 21 – Um término cruel


 


Assim que abriu os olhos quis fechá-los, ainda era muito cedo para fazer qualquer coisa. Deveria poder ficar na cama mais um pouco, merecia um descanso depois de noites sem dormir. Mas aquela maldita coruja batia insistentemente em sua janela. Não conseguindo mais dormir devido o barulho jogou as cobertas para o lado e se levantou tocando o pé quente no chão gelado e gemendo com o choque térmico. Maldita coruja. Sem ânimo algum foi até a janela e a abriu deixando-a entrar, a ave voou até o encosto de uma cadeira e esperou impaciente para que pegassem a carta que levava no bico.


- Coma alguma coisa, preciso ir ao banheiro.


Obedecendo a ordem dada, a coruja largou a carta na mesa e se aproximou de um potinho com castanhas dando algumas bicadas para pegar uma e comer. A carta foi ignorada a princípio, ele realmente estava apertado. O banheiro claro o presenteou com uma lufada gelada que o fez tremer, mas ignorou e se pôs na frente do vaso onde, por alguns minutos, ficou parado fazendo suas necessidades fisiológicas. Ao se olhar no espelho após lavar as mãos e jogar água no rosto sentiu-se quase doente. Aquela espera estava torturando-o. Sabia que quando chegasse o momento de tê-lo na sua frente poderia finalmente terminar com tudo e se ver livre de suas obrigações. Finalmente, quando os olhos dele se fecharem para sempre, poderá ter Draco somente para si, poderá sentir a pele daquele menino sob sua mão tremendo ao contato, quase gozando com suas unhas passando pelos mamilos rijos. Poderia beijá-lo sem ter que se preocupar com a hora em que ele teria que sair. Não, ele seria completamente seu e de mais ninguém. Só seu.


Sorrindo de leve com esse pensamento, saiu do banheiro vestindo um roupão e se dirigiu a mesa onde a coruja ainda se esbaldava com castanhas. Ignorando-a pegou a carta, não havia nome ou brasão. Abriu e leu devagar as letras que lhe diziam exatamente o que estivera esperando por muito tempo.


 


Ao senhor dos comensais.


 


Eu, Harry Potter, espero-o às dez horas do dia 14 de fevereiro na frente do parque dos estudantes no centro de Londres. Creio que saiba onde é o local, seus comensais mataram muitos inocentes naquele solo e o sangue ainda está fresco.


Vou por minha própria vontade, Draco não sabe e não saberá. Esse será nosso acordo. Você me quer e eu lhe darei minha vida em troca do fim dos atentados e da liberdade de Draco.


Aguardo sua resposta.


 


Atenciosamente,


 


Harry Potter.


 


Apesar de ter acordado de mau humor devido o sono mal dormido e por ainda ser cedo demais, Trevor abriu um sorriso grande o suficiente para assustar a pobre coruja que ainda saboreava os petiscos na mesa. Leu novamente a carta em suas mãos e quase deu um pulo ao sentir um alivio em seu peito. Tudo estava prestes a acabar e logo poderia ser livre junto com Draco. Tudo estava no fim e seria muito mais fácil do que imaginava. Tudo estava a seu favor.


Ainda sorrindo pegou uma pena e um pergaminho e se se sentou à mesa em um lugar que a ave não tivesse sujado, rapidamente rabiscou uma resposta e a colocou dentro de um envelope.


- Já comeu demais. – Disse para a ave que imediatamente engoliu a última castanha e se aproximou segurando a carta estendida no bico. – Leve isso a Harry Potter, rápido.


Antes da ave sair voando pela janela o homem estendeu a mão e acariciou a penugem macia. Quando a ave alçou vôo e saiu pelo céu claro, Trevor não fez nada além de ficar olhando admirado o pontinho se afastar e sumir no horizonte. Sempre gostara de aves, principalmente corujas que sempre carregaram as cartas para os destinatários, sem parar por qualquer motivo e sem se desviarem de seu caminho. Realmente elas o fascinavam.


Ok, estava acordado então era melhor se mexer, tempo perdido era uma coisa que Trevor odiava. Trancou a porta de seu quarto e fechou as cortinas, sabia que os comensais não iriam invadir sua privacidade, jamais entrariam em seu quarto, mas era melhor fechá-lo para ter garantias de que estivesse sozinho naquele quarto. Se algum comensal entrasse e o visse arrumando a cama e limpando o quarto como se fosse um elfo acabariam perdendo a confiança em sua pessoa e isso jamais poderia acontecer. Mas a verdade é que coisas simples e banais como arrumar o próprio quarto era bom para sua cabeça. Sua mente descansava e poderia pensar em coisas banais também como a vontade imensa de comer um sorvete de baunilha.


Quando seu quarto estava devidamente arrumado e estava de banho tomado e roupa trocada abriu a porta e desceu para o primeiro andar daquele casarão que deveria estar desocupado, mas que agora servia como esconderijo dos comensais refugiados. Trevor no fundo os odiava, a todos eles, eram nojentos e sem cérebro, muitos só serviam para matar, e apesar de obedecerem suas ordens sem perguntas era necessário ficar de olho neles, uma rebelião nesse momento não era bem vinda. Precisava que tudo estivesse sob controle até o momento em que os olhos verdes se fechassem para sempre, após isso poderiam morrer, ser presos ou irem embora, não interessava, mas no momento deveriam estar embaixo de suas mãos e sob seu controle total.


- Trevor.


O homem fechou os olhos e respirou fundo antes de se virar e olhar nos olhos de Luke. Luke era um comensal a pouco tempo, o mais novo entre eles, inexperiente e muito bonito, já tivera a oportunidade de experimentar a carne de Luke, vê-lo gemer embaixo de seu corpo e gritar com seus tapas. Era delicioso se lembrar disso.


- Luke, o que já lhe disse sobre o modo como me chama?


- Que devo chamá-lo apenas de senhor, senhor. – Respondeu o menino abaixando a cabeça em completa demonstração de submissão.


- Isso mesmo. – Disse Trevor estendendo a mão para o rosto macio e acariciando as bochechas coradas baixando-a até o pescoço tenso onde a fechou com força e empurrou o menino até a parede. – Não volte a me desobedecer, Luke. Não tenho paciência para isso, é bom aprender a se comportar caso contrário não poderá mais se deitar na cama de ninguém.


Luke se debatia enquanto sentia a mão de Trevor apertar-lhe fortemente. Seu ar estava acabando.


- Entendeu?


O menino arregalou os olhos e tentou inutilmente se soltar. Não havia ninguém ali para ajudá-lo, estava em um corredor vazio da casa, somente ele e Trevor.


- Eu perguntei se entendeu.


Luke balançou a cabeça, mas Trevor só fez fechar mais ainda a mão sufocando o menino a ponto dele começar a ver pontos brancos diante de seus olhos.


- Eu...argh...entendi.


A lufada de ar que entrou em seu pulmão quando Trevor o soltou chegou a ser dolorosa, entrou com rapidez e preencheu seu pulmão com ardor. Com medo olhou para os olhos de Trevor e sentiu o temor o pegar. O líder dos comensais era cruel.


- Espero realmente que tenha entendido, Luke, não quero ter que expulsá-lo da minha cama, gosto de sua bunda nua e a minha mercê. – Disse sorrindo ao se abaixar. – Esteja no quarto três me esperando, nu e de bruços.


- Sim, senhor.


Sem falar mais Trevor se levantou e seguiu pela sala repleta de comensais que ouviam tudo, mas que no momento tentavam disfarçar esse fato. Sem desperdiçar argumento com algum dos seres nojentos com quem era obrigado a dividir aquele local, saiu para a manhã fresca e aparatou sumindo da vista desses animais de quem logo se veria livre.


 


Harry estava jantando com seus amigos da grifinória, contando piadas com Simas e trocando olhares com Draco quando a coruja entrou no salão fazendo muitos alunos olharem espantados. Normalmente as corujas apareciam somente no café da manhã, quando vinham em outro horário era por causa de alguma urgência. Harry reconheceu a coruja no mesmo instante e esperou que ela pousasse diante de si como fez com completa elegância sem tocar na comida ou derrubar o jantar como teria feito Errol. A ave estendeu a carta e Harry a pegou dando um biscoito para a ave antes dela alçar vôo e sair do salão fazendo as pessoas se esquecerem de sua presença e voltarem aos seus papos com os amigos. Os únicos que ainda estavam intrigados com a chegada da ave e com o que ela trazia eram Rony e Hermione que esperavam o amigo dar uma explicação e Draco que o olhava furioso e intrigado. Sim, Draco desconfiava completamente de si, mesmo que tivesse feito o possível para que o sonserino esquecesse suas suspeitas e realmente acreditasse que não faria nada estúpido.


Por sorte havia pensado em tudo e sabendo que Draco acabaria questionando o conteúdo da carta jogou sobre ela um feitiço por baixo da mesa antes de guardá-la no bolso e continuar a comer juntamente com seus amigos, Rony franziu a testa quando Harry se negou a contar o que era e Hermione deu de ombros e continuou a conversar com Gina.


No final do jantar todos foram para suas casas comunais, precisavam dormir ou estudar, no dia seguinte começaria as provas e muitos ainda nem haviam terminado os deveres de casa, Rony era um deles e tentava fazer Hermione lhe emprestar seu trabalho de poção. Enquanto ria vendo as tentativas de Rony com a namorada, Harry sentiu um puxão no braço o fazendo entrar em um armário de vassouras. Estava tudo escuro, mas não precisava olhar para saber que era Draco, o perfume de sua pele o denunciava, mais do que a previsível reação.


- O que é essa carta? – Perguntou Draco com a voz nitidamente fervendo de raiva.


- Nada demais, é de Sirius. – Mentiu Harry.


- Sirius? Não acredito em você.


- Se acredita ou não é problema seu.


- Mostre-me a carta.


- Não, é pessoal, se quisesse que soubesse lhe mostraria a que mandei.


- Potter. – Harry não deixou passar o sobrenome dito com raiva pelos lábios do sonserino. – Não me deixe mais nervoso do que estou.


- Não me venha com ameaças Malfoy.


Draco rosnou e agarrou o colarinho de Harry empurrando-o até a parede próxima e o prendendo com seu corpo. Seus narizes estavam próximos e Harry respirava com dificuldade enquanto uma das mãos de Draco tateava o corpo do grifinório.


- Não, Draco, isso é pessoal.


- Você não deve me esconder nada, Potter. Você é meu, esqueceu? Será que tenho que te lembrar?


Harry gritou e tentou se livrar do aperto de Draco, mas o sonserino era mais forte que ele. Logo Draco arrancara a carta de seu bolso e acendera a varinha para ler. Os olhos de Harry se arregalaram enquanto os olhos de Draco tremiam lendo as letras miúdas e falsas de seu padrinho. Estava próximo do fim, esse era o segundo passo. Precisava acontecer, era necessário apesar de ser completamente doloroso.


- Você... – Balbuciou Draco jogando a carta para Harry e olhando-o com ira e tristeza. – Você ama outro?


- Draco, não é isso.


- Você ama outro? Responda!


- Não sei. – Disse Harry sentindo o coração apertar. – Não sei Draco. Sinto alguma coisa, não sei o que é.


Draco mordeu a mão e chutou baldes que fizeram um estrondo enorme que poderia ser ouvido do lado de fora se Harry não tivesse selado o armário com um feitiço silenciador. O urro que saiu da garganta de Draco foi terrível de ouvir, completamente triste e angustiado. O sonserino demorou alguns minutos para se controlar e quando respirou fundo e abriu os olhos eles estavam repletos de ódio puro e rancor. Eram homicidas, eram os olhos de um comensal.


- Então você ama outro. – Não era uma pergunta. – Eu disse um dia que você jamais se esqueceria de mim, Potter. Acho que você não foi bem lembrado disso. – Disse passando os dedos pelo rosto de Harry que sabia o que aconteceria, mas que aceitava por ser o necessário e por merecer aquilo. – Vou garantir que jamais esqueça.


- Draco, por favor.


Com uma brutalidade jamais usada com o grifinório, Draco agarrou seu braço e o jogou virado para a parede fazendo-o bater a cabeça, sem se importar agarrou os cabelos de Harry e o fez virar a cabeça para trás podendo ver seus olhos.


- Aproveite, Potter, pois será a última vez que conseguirá ser enrabado por alguém.


Sem escrúpulos algum Draco rasgou a roupa de Harry e o invadiu com força fazendo o menino gritar e se contorcer implorando para que Draco parasse, mas a ira de Draco não permitiu que ele parasse e os gritos de Harry só contribuíam para que fosse mais fundo cada vez mais brutalmente a ponto de arrancar-lhe o sangue. Harry já não gritava, apenas chorava esquecendo-se como era o doce sabor do sexo amável que fazia com esse comensal.


- Eu disse que você jamais me esqueceria. – Rosnou Draco em seu ouvido antes de gozar em seu corpo e o empurrar para o chão imundo.


Harry sentiu o corpo bater no chão, mas não conseguiu situar-se de onde estava, sua mente estava cansada demais, seu corpo estava completamente dolorido, até mesmo respirar o fazia se contorcer de dor. Ainda assim virou o rosto a tempo de ver Draco saindo do armário e o deixando completamente sozinho. Respirando fundo Harry pegou sua varinha e refez sua roupa após se limpar com um feitiço, mas nada conseguiria lhe tirar a dor, não a dor física da invasão brutal de Draco, mas a dor de saber que destruíra o coração de Draco, um coração que estava quase salvo, livre das crueldades dos comensais, do negror desse mundo em que viveu durante anos com seus pais. A dor que sentia ao andar era leve comparado com o que merecia por fazê-lo perder a única esperança que tinha.


Mas tudo tinha um propósito e era necessário, completamente necessário. Precisava afastar Draco de si, fazê-lo sofrer o menos possível com seu verdadeiro intuito. Sabia que ele sofreria bem menos do que se não tivesse mentido. Era necessário. Harry repetia essa frase para si mesmo enquanto chorava a dor da perda, a dor de ver o ódio nos olhos de Draco e de saber que jamais poderia tê-lo em seus braços. Nunca mais.


 


Senhor Potter,


 


Não sabe como melhorastes meu dia com sua carta. Estarei no local combinado e terá minha palavra de que seguirei o trato se me deres o que quero. Você.


 


Senhor dos comensais.


 

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