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8. Últimos Dias


Fic: Nove Meses Para Amar


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NOVE MESES PARA AMAR

CAPITULO VIII

Últimos Dias

As semanas passavam como se alguém tivesse mexido no relógio para correr. Num minuto estavam todos pensando que teriam ainda dois meses para os exames, e no minuto seguinte estavam escutando as instruções da professora McGonagal sobre os N.I.E.M.s

- Quero dizer a vocês - explicou ela numa quinta-feira - que os exames teóricos se darão na parte da manha e os práticos à tarde. É bom que se lembrem que a Comissão Bruxa de Exames, não se deixa enganar por colas e meios ilícitos de obter respostas. Ficarei desapontadíssima se alguém da Grifinória for pego colando no exame.

E a aula continuou com revisões quilométricas, estavam vendo ate mesmo coisas que aprenderam no primeiro ano.

- Eu fico imaginando quanto vai ser difícil passar nos N.I.E.M.s - começou Rony no almoço - se os N.O.M.s já foram aquela complicação imagina esses agora. Não serão nada fáceis mesmo.

Harry somente concordou. Estava pensando em Hermione. Ela andava muito esquisita ultimamente. E toda noite ela saia do salão comunal e só voltava bem tarde (ele ficava vigiando por debaixo da capa da invisibilidade). E isso o estava matando. Aonde Hermione ia? Com quem ela se encontrava? Será que era com outro garoto? Toda vez que essa possibilidade surgia, Harry sentia um grande ciúme espalhar por seu corpo.

Hermione entrou no salão principal, estava distraída conversando com Julien McPoints monitor da Lufa-Lufa. Harry sentiu suas orelhas se esquentarem.

Rony sentiu o amigo inquieto e levantou os olhos do pastelão que comia. Quando viu a fonte de problema teve vontade de rir. Harry nunca fora ciumento.

- Desencana cara. Eles devem estar somente falando de monitoria. E depois Hermione não iria querer ficar com outro cara né? Ainda mais... - ele não completou, mas estava na cabeça dos dois: A gravidez.

- Mas ela não quis se casar comigo né? - via-se distintamente um tom amuado na voz de Harry.

- Eu também não iria querer se fosse ela. - Harry olhou espantado para o amigo - e antes que me chame de traidor, eu explico. Você não foi nada romântico com ela cara. Nada mesmo. Nessas horas elas querem se sentir amadas e privilegiadas e não um sacrifício...

- E desde quando o sr. Amplitude-emocional-de-uma-colher-de-chá sabe essas coisas? - interrompeu com azedume.

Rony detestava quando os amigos falavam assim com ele. Só porque fora insensível não queria dizer que não enxergava (de vez em quando) as coisas.

- Se não quer ouvir o que tenho a dizer, tudo bem... Mas é que eu tinha um plano, e já que você é sempre certo, talvez Nevile queira ouvi-lo. Por mim tudo bem. Enquanto dizia isso, Rony ia se afastando a da mesa, como se não fosse mesmo falar.

- Anda Rony me conta. Sabe que qualquer idéia vai ser bem vinda.

E assim o ruivo começou a falar o genial plano que tivera.

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Não é que a vida não fosse boa. Apenas tudo estava uma grande bosta!

Draco subia os jardins, depois de uma aula de Trato com as Criaturas Mágicas. Crabbe e Goyle iam atrás dele.

Ninguém falava direito com ele desde que a notícia sobre a morte de Lucio saíra nos jornais. Ninguém não, afinal duas pessoas falavam com ele: Henri e Gina.

Mas Henri não ajudava muito, o cara era um verdadeiro tapado quanto a sentimentos e estava numa preocupação estafante com os exames. Ele queria muito trabalhar no St. Mungus.

E Gina, bem ele e Gina não chegavam a um acordo. Somente brigavam. Ele nem mesmo sabia porque ainda se encontrava com ela na torre de astronomia. Não tinha mais beijos entre eles. Ou ficavam em silencio ou então arrumavam brigas homéricas, em que sempre acabava com um indo embora e batendo a porta.

E ele também não entendia o porque que ela ia todas as noites lá. Só sabia que se estava ruim assim, seria muito pior sem ela.

Descendo as escadas de pedra, que levavam a casa da Sonserina, Draco ia se sentindo cada vez mais a parte do que os outros sentiam, faziam ou pensavam.

Ele ainda nem sabia se sentia alivio ou tristeza pala morte do pai. Estava com uma sensação esquisita...(sangue-ruim nojento, disse Crabbe atrás dele. Era a senha para a sala comunal). ... E não conseguia dar nome a isso. Era aterrador não saber o que sentia. Deixava-o muito mais confuso, do que suas brigas instigantes com a Weasley.

- eu vou para meu quarto. Não deixe ninguém me interromper. Em sua voz, o tédio era cada vez mais pronunciado.

Desceu mais escadarias, ate que chegou ao quarto de monitor-chefe. Era no mesmo estilo do de Hermione, mas em vez de cores vermelho e amarelo, via-se o prata e verde da casa. E também era um quarto inegavelmente masculino.

Draco deixou-se cair em cima de uma poltrona preta no canto do quarto. Ele estava cansado. Cansado de pensar e cansando de não querer pensar.

- Então, não é tão difícil assim entrar no covil das cobras.

Draco levou um susto. Era Gina que estava ali. E acabara de sair da porta de atalho do banheiro.

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Hermione sentia-se leve como uma pluma. Apesar de tudo, coisas boas também aconteciam com ela.

Queria poder espalhar para todo o colégio o quanto seu bebê estava saudável e crescendo dentro dela (Madame Pomfrey acabara de examiná-la). E ela aceitava esse filho com um amor e carinho incomparável. E fora Alvo Dumbledore, seu mais novo amigo, que a fizera ver que dádiva era aquela. E não um castigo.

Depois da primeira conversa que tivera com o diretor, Hermione e ele se encontravam todas as noites. Eram horas que passavam conversando, jogando damas (porque ela falara que não gostava de Xadrez), contando casos que tinham acontecido com eles, estudando e se conhecendo, como verdadeiros amigos.

Era tão bom ficar ali, naquela sala cheia de magia e sabedoria, que muitas vezes perdia a hora e voltava tarde da noite para o quarto. Mal sabia ela que isso despertava o ciúme de Harry.

Foi nesse estado de pura euforia que Hermione deu uma trombada em Henri Woodcrofth que vinha lendo um livro bem grosso e chato. Ele estava de péssimo humor.

- Ei - berrou ele - Não olha por onde anda não?

- Me desculpe - instintivamente Hermione colocou a mão na barriga.

Aquilo chamou a atenção do sonserino, afinal não fora tão forte assim à batida. Henri apertou os olhos. - Você esta bem? Ele apontou para a barriga dela.

Hermione enrubesceu e tirou a mão rapidamente dali.

- É... É estou bem. Agora vá para sua casa e não fique zanzando por ai.

Ela correu rapidinho dali.

Henri achou aquilo muito estranho. E se lembrou que a monitora-chefe da Grifinória tomara uma detenção por ter vomitado nas vestes do Snape.

"será que...? não ela era namorada do Santo Potter. Mas será que é ela?" esquecido que ia para o salão comunal estudar Defesa Contra a Artes das Trevas, ele voltou para biblioteca.

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- O que... O que ta fazendo aqui Weasley?

Gina sorriu. Fora uma boa idéia aquela. Mesmo estando no território dele, ela era um elemento surpresa. E ela queria provocar ate que o verdadeiro Malfoy voltasse.

- Ué, agora é Weasley? - sua voz era quente e sensual - pensei que me chamaria somente de Virginia. - Ela foi andando lentamente ate ele.

Draco suou. Não estava afim de brigar no momento.

- De o fora sua maluca. Não vê que não tenho tempo para criancices?

Gina deixou o insulto passar. Não perderia o controle. Tinha uma meta e ia atingi-la. Era uma Grifinória e levaria ate o fim isso.

- Sabe - ela chegou perto e colocou os braços no encosto da poltrona - insultar-me não vai adiantar muito. - ela jogou o corpo para frente - vim aqui com um objetivo e vou cumpri-lo.

Draco chegou o corpo o máximo que pode para trás. Tentou falar com autoridade, mas a sua voz não o ajudou. Saiu estranhamente esganiçada:

- Vá já embora daqui Weasley. Ou...

- Você o que? Vai descontar pontos da Grifinória? - ela agora sussurrou no ouvido dele - vai me colocar em detenção?

O garoto engoliu em seco. Tinha de se controlar, não podia perder para ela. Tinha sempre que levar a melhor.

- O que acha que aconteceria com a caçulinha dos Weasley se eles descobrissem onde esta? - a voz dele saiu um pouco menos esganiçada dessa vez.

Ela enrijeceu os braços. Draco achou que tinha marcado um ponto.

- Sabe, eu realmente não me importo - Gina colocou um joelho no meio das pernas dele,passando a distribuir pequenos beijos pelo pescoço alvo - no momento a ultima coisa que estou pensando é na minha família. E você?

Apesar de continuar beijando e na mesma posição excitante, Gina mudara o tom de voz: de sensual para um confidente.

"Não diga! não fale nada. Fique com a boca fechada!"

- Eu penso o tempo todo. Admitiu por fim. A ruiva jogava pesado, estava passando a língua dentro da sua orelha.

- Não sobra tempo para mim? Ela fez um beicinho, que deu uma vontade louca de Draco beijar. Quando ele chegou à cabeça para frente, ela espalmou as mãos no seu peito.

- Eu comando aqui, doçura. - Havia riso na voz dela. - me diga, não sobrou tempo para mim?

Draco queria furiosamente ganhar o controle daquele jogo. Não podia ficar por baixo.

- Quem sabe não é mesmo? - o tom aborrecido ficou ligeiramente arruinado pela respiração ofegante dele.

Gina riu baixinho, dentro da orelha dele.

- Você esta mentindo tão mal. - os olhos castanhos se estreitaram - já foi muito melhor sabia?

Draco perdeu o autocontrole. Ela estava caçoando dele! Com um safanão ele tirou as mãos de Gina do seu peito e agarrou-a. Foi um beijo totalmente explosivo.

Misturava-se nele a saudade, carência, desejo sexual e também, embora não quisesse reconhecer, um grande carinho.

Gina deixou ele pensar que havia ganhado o controle, mas quando Draco já colocava as mãos na gravata dela, ela se desprendeu dele.

- Já chega gatinho, não podemos ir tão rápido, esse tratamento tem varias doses. Não pode beber o remédio de uma só vez.

E antes que Draco se desse conta ela saiu calmamente pela porta do banheiro.

"Ela não falou meu nome!"
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O salão principal fervia na manha de sexta-feira. As pessoas estavam agitadas, cansadas de estudar para os exames e o que mais queriam era um assunto que não fosse estudar, estudar e estudar.

E foi nesse ambiente altamente propicio, que a noticia se espalhou. Talvez a velocidade devia entrar para o livro dos recordes. Em menos de quinze minutos toda Hogwarts sabia que Hermione estava grávida.

Quando a garota entrou para tomar café, o silencio foi absoluto. Ela estranhou isso. E foi caminhando altivamente para a mesa da Grifinória. Mais parecia que ia cumprir sua sentença de morte, tal o silêncio que imperava ali.

Quando finalmente conseguiu se sentar, Hermione não se permitiu um suspiro de alivio. Já desconfiava o motivo de todo esse silêncio e não daria a ninguém a impressão de que estava incomodada. Puxou uma comida qualquer para perto de si, e começou a comer aquilo. Torcendo para o estomago não ficar mais embrulhado do que já estava.

- Hermione...

- Não tenho interesse em nada que possa me falar Nevile. Quero apenas tomar meu café da manha. Será que poderia?

Nevile a olhou constrangido. Ele entendia Hermione, ou pelo menos pensava que sim.

- Me desculpe Hermione.

A garota só continuou a comer. Aos poucos as pessoas voltaram a falar. Os Grifinórios não falavam sobre o assunto, mas ela via que eles estavam doidos para fofocar sobre isso.

Dando de ombros, Hermione pegou o prato mais fedorento da mesa (um peixe muito do estranho) e começou a comer ele.

Parvati olhou assustada para ela. Afinal grávidas enjoavam a toa, e pra comer aquela fedontice logo de manha, tinha que ser bom de estomago. "Tem alguma coisa errada!"

Gina chegou nessa hora para o café. Deu uma passada com os olhos pela mesa da Sonserina. Draco olhou diretamente para ela, tinha um olhar estranho, como se dissesse que não tinha culpa.

Mas Gina sabia que ele não tinha culpa, afinal. Fora Gina que o procurara, que fora ate a Sonserina. Que se expusera, junto com Hermione a tomar uma suspensão. Porque fora Hermione que lhe dera a senha para abrir a porta da Sonserina.

Sentou-se do lado da amiga e puxou um prato de mingau para si.

- Gina?

Ao ouvir o sussurro nervoso, Gina se preocupou. O que será que acontecera agora?

- Oi.

- Acha que tem alguma possibilidade do Malfoy ter contado...Você sabe... Ter contado...

Ai Gina se tocou do que Hermione estava falando.

- Quem foi que soube? - Gina estreitou os olhos perigosamente.

- A escola toda. Hermione apenas sussurrava.

Gina arregalou os olhos. Maldito do Malfoy. Ele lhe pagaria.

- Não se preocupe Hermione, eu acabarei com a raça do Malfoy.
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- Por que é que você fez isso Henri?

- Eu já lhe expliquei milhões de vezes Draco. Eu achei a atitude dela estranha e fui investigar, pra ter certeza. Eu não ia fazer nada com a verdade, juro - acrescentou ao ver a cara de incredulidade do amigo - mas a Pansy me viu pesquisando o livro de gravidez, e começou a perguntar se eu não era o pai do bebê... E a me encher o saco. Ate que eu explodi e disse a verdade (tipicamente sonserino não?). A culpa é daquela vaca, cara. Juro por Merlin.

Draco parou de andar de um lado para o outro, e se sentou na poltrona preta. Era a hora do almoço e ele arrastara Henri ate seu quarto.

- Porque em nome de Merlin, você não veio me contar, antes de fazer suas malditas pesquisas!?! As vezes acho que você é mais tapado do que aparenta! - explodiu Draco.

- Se vai começar a baixaria eu vou sair. Não vou ficar aqui ouvindo sermão de você. Eu sinto muito pela garota, ela não merecia isso, mas não a nada que se possa fazer.

- Nem quero ver o que a Gina vai pensar disso. Murmurou Draco para si mesmo.

- Vamos Draco ate que foi engraçado. O silêncio quando ela chegou, as pessoas olhando.

Os dois começaram a rir, como se a desgraçada dos outros fosse uma piada.

Ainda rindo Henri foi ate a porta:

- Você vem almoçar?

- Não pode ir - respondeu Draco, já sem força de tanto rir - eu to sem fome mesmo.

Henri foi embora, e Draco deu um suspiro aliviado. O amigo era muito tapado mesmo.

Pla! Pla! Pla!

Gina bateu palmas forçadamente da porta.

- Parabéns Malfoy. Agora vejo que o verdadeiro esta de volta.

Draco a olhou estupefato.

- Deu pra escutar atrás da porta foi?

Gina deu de ombros e respondeu com sarcasmo:

- Se for do meu interesse... - ela estreitou os olhos - só vim aqui dizer uma coisa Malfoy, embora eu ache que isso pouco te importe.

Draco levantou a sobrancelha esquerda sugestivamente.

- Espero do fundo do meu coração Malfoy que você não tenho o destino dos seus pais: a loucura ou a morte. - ela agora chegou perto e apontou o dedo na cara dele - e que você morra bem velhinho, para que tenha tempo de se recordar de cada maldade que praticou e se arrepender dela.

Que morra sozinho e patético naquela sua casa enorme. É isso que desejo para você Malfoy.

Draco ia retrucar quando ela ergueu a mão e impediu:

- Não precisa perder seu tempo Malfoy. Eu já vou embora. E enquanto eu puder, não conversarei com você.

Gina deu as costas foi embora.

Embora.

Embora.

Embora.

A palavra ficou ecoando na mente de Draco.
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- Carol! Hei Carol.

Ela virou para trás. O coração bateu disparado, era ele. Rony vinha correndo em sua direção.

"Respire fundo garota e lembre-se de que ele é bruxo!"

- Ola. Ele sorriu e Carol esqueceu que Rony era bruxo. Ela sorriu de volta.

O sorriso deu forças para Rony continuar.

- Posso acompanhar você até o almoço? - ao ver a negativa nos olhos verdes dela, se apressou a dizer - tenho algo importante para dizer.

- Tudo bem então. Carol estava uma pilha de nervos, alias desde que saíra com Rony que não falara com ele.

MINI FLASH-BACK, POR FAVOR:

O domingo estava tranqüilo, com um lindo céu azul e um vento de verão soprando por cima das árvores da floresta proibida.

Rony e Carol se encontram em frente à porta da entrada. Ele levava uma vassoura e uma cesta bem grande (enfeitiçada para não pesar, é claro).

- Você se importa de ir à garupa? É que é meio longe para chegar à pé.

- Oh, tudo bem.

Foi um momento meio constrangedor, em que Carol pensou no que o pai diria (andando na garupa de uma vassoura? Eu preferia que subisse na garupa de um motoqueiro. Seria menos escandaloso).

Montados na vassoura, Rony deu um impulso e eles ganharam o ar (agora não me perguntem como os dois fizeram para ficar em cima daquilo). Ele ia devagar, mas mesmo assim gostou quando ela passou as mãos pela sua cintura.

Foram ate depois do campo de quadribol, na verdade não era muito longe, mas aquela era uma boa oportunidade para ele ficar agarradinho nela.

Quando chegaram na colina, Rony desmontou e ajudou ela a fazer o mesmo. Um perfeito cavalheiro.

Estendeu uma tolha na grama e um monte de comida que pegara com Dobby. O elfo fora generoso.

Comeram o lanche, conversaram e cada um foi se soltando [não vou colocar a conversa aqui, gente vamos respeitar a privacidade dos pombinhos].

Tudo foi rolando de um modo tão natural e em um clima de romance, que Carol se deixou envolver. Esqueceu-se, nem que por dois minutos, o devia fazer e se entregou ao beijo de Rony.

Foram dois minutos maravilhosos."

Fim do Mini Flash- Back

E agora se sentia um pouco constrangida. Ele fora o primeiro bruxo que a tentar quebrar a promessa feita. O primeiro.

- Carol, esta me ouvindo?

- Claro Rony. Claro que sim. - "pare de devanear, sua tonta!"

- Hum... Vai sobrar uns convites, da minha formatura... E então eu queria saber, se você gostaria de ir. Rony sentiu as orelhas quentes.

- Tá me convidando para sua formatura? Ela tinha os olhos arregalados.

Ele fez que sim com a cabeça. Estavam chegando no salão principal.

- eu... Eu adoraria ir.

Ele sorriu para ela.

- Obrigado. Deu um beijo no rosto dela e foi para a mesa da Grifinória.

Carol se sentiu nas nuvens.
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- Hermione, eu realmente preciso falar com você.

Era Harry, parado do lado de fora da sala do Monitores-Chefe.

- E eu realmente não tenho nada para falar com você Potter.

Era sábado à noite, e como Draco nunca ia ali no sábado, Hermione achara que era um bom lugar para se esconder e lamber as feridas.

- Ou eu entro por bem, ou por mal. Você escolhe Hermione. Pelo tom de voz, ela sabia que ele não estava brincando.

- Vá embora, por favor. Quero ficar sozinha.

Foi o sofrimento evidente dela que fez Harry se decidir. Deu um impulso com a perna esquerda e com a direita ele chutou a porta. A pesada folha de madeira caiu para o lado.

Hermione pulou assustada. Ela estava sentada no parapeito da janela.

- Que sandice é essa Potter? Quer levar uma detenção?

- Pelo que? Harry virou-se e com a varinha em punho murmurou: - reparo. Instantaneamente a porta voltou ao normal.

- Muito bem Potter. Já provou que sabe fazer magia, agora pode ir embora. Ela apontou a saída com a mão.

- Você esteve chorando Hermione. - não era uma pergunta, mas sim uma triste constatação.

- E?

- E eu não quero que chore. Não por causa desse bando de idiotas que estudam aqui. São pessoas pequenas e que só pensam nelas mesmas.

Hermione olhou sarcasticamente para ele, e Harry entendeu: estivera agindo assim desde que soubera da gravidez.

- Eu queria pedir desculpas Hermione. Por todas as besteiras que disse. É que amo você e tudo isso foi um grande choque. - ele respirou fundo - e acho que me acostumei a não pensar em nada de importante desde que Voldemort foi morto. - ele deu um passo para frente - eu sinto muito mesmo Mione.

Ela desmontou em cima dele. Eram tantos os problemas e poucas as soluções, que Hermione ficou escondida ali, naqueles braços fortes pedindo um pouco da força dele.

Quando Harry achou que ela finalmente se acalmara, soltou um suspiro aliviado.

- Puxa garota, você precisa chorar mais hein? Tinha muita coisa ai dentro.

Hermione soltou um risinho abafado. Harry agora beijava ternamente o rosto dela.

- Toda noite eu escuto isso. Mas não sabia que seria tão bom chorar.

Harry enrijeceu. Ela estava falando do cara que encontrava todas as noites.

- Com que você se encontra Hermione?

Ela viu a mudança na postura e no tom de voz. Mas o que havia com ele afinal?

- O que? - havia confusão nos olhos castanhos de Hermione.

- Quero saber porque você sai toda noite e só volta quando já é muito tarde. E não adianta negar, eu vi.

A confusão foi dando lugar à raiva.

- E como você viu?

Harry percebeu a mancada que dera. Tentou desconversar.

- Esquece Hermione. Não quero brigar, quando a gente finalmente conseguiu se acertar.

- Acha mesmo que só por que me emprestou seus ombros por cinco minutos a coisa toda ficou voltou ao normal Harry Potter?

- Achei que tinha me desculpado Hermione.

- E quase que desculpei mesmo, que tonta que eu fui. Só para descobrir cinco segundos depois que você anda me espionando de debaixo daquela sua ridícula capa da invisibilidade. Quando acho que finalmente você esta melhorando, eu vejo que crio esperanças à toa. É patético.

Hermione saiu de perto dele e foi em direção a porta.

- Só me procure de novo quando achar que cresceu, Potter.

Saiu batendo a porta com um estrondo.

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Finalmente os exames chegaram e todos nos castelo passaram a se dedicar exclusivamente a eles, relegando ao segundo plano qualquer problema que tivessem. Terminar o colégio era prioridade.

Em um horário totalmente apertado, porque os alunos faziam os exames teóricos de manha e os práticos a tarde de uma mesma disciplina, no mesmo dia, ficava realmente difícil pensar em qualquer outra coisa.

Na segunda-feira tiveram exames de Feitiços, na terça Transfiguração. No dia seguinte Poções e por assim foi duas longas semanas de provas, provas, revisões e provas.

- Ah! Finalmente acabou - exclamou Rony ao fim do último exame (Defesa Contra a Arte das Trevas) - só de pensar que na minha vida não vai haver mais revisões e estudo, é... - deu uma pausa para achar a palavra certa -... Glorificante!

- É, mas sentirei saudades deste lugar. Respondeu Harry olhando em volta do jardim.

- Haverá outros lugares para conhecermos meu amigo. Haverá outros.

Harry deu de ombros.

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Era um sentimento estranho e coletivo. Os alunos do sétimo ano se sentiam felizes, ao embarcar no trem, mas já imensamente saudosos.

Afinal foram sete anos ali, morando, convivendo e aprendendo. E agora cada um tomaria o seu destino e talvez nunca mais se encontrassem.

Gina tentava fazer uma conversa dar certo dentro da cabine, mas ela simplesmente não conseguia. Harry (com que não conversava) estava com a cabeça encostada na janela, Rony dormia pesadamente em um canto. E Nevile simplesmente brincava com Trevo. Hermione ficara no vagão dos monitores.

Cansando-se do silêncio Gina finamente resolveu sair: - Sabe Nevile, eu vou me despedir das outras pessoas, você quer ir comigo?

- Ah não Gina. Acho que não quero conversar com ninguém não.

Agradecendo mentalmente Gina saiu da cabine. Chegou ao fim do vagão e passou para o primeiro à direita. Sabia que alguns conhecidos estavam ali.

Estava na metade do corredor, quando sentiu um par de mãos puxá-la com força pela cintura. Ela foi forçada a entrar no depósito de doces.

- Achou mesmo Virginia que podia me falar o que quiser, e sair ilesa disso? - a voz de Draco estava perigosamente perto da orelha dela.

- E você acha mesmo que pode me agarrar assim? Com uma cotovelada (nada muito forte) Gina se soltou dele. - o que quer Malfoy?

Draco olhou bem no fundo dos olhos dela. O que queria? Nem mesmo ele sabia mais.

E como não soubesse responder, fez a única coisa que realmente tinha certeza de querer: beijou-a.

Um longo e apavorante beijo, concluiu Gina. Apavorante por que era maravilhoso estar nos braços dele. Como se fosse certo, como se tivesse sido feita para aquele lugar.

"Dê um basta nisso sua tola!" Mas Gina não queria de deixar passar as mãos pelos cabelos macios dele. Não queria deixar de sentir o perfume, que ao mesmo tempo era de um homem era de menino também. Não queria deixar Draco.

Isso sim conseguiu acabar com o encanto. Ele era apenas um Malfoy. Limpando a boca com as costas das mãos e fazendo uma intensa careta de nojo Gina foi categórica:

- Faça isso novamente, e os Malfoy irão acabar na sua geração.

Ela saiu furibunda do deposito.

Draco apenas riu de leve. "Pode negar Virginia, mas eu sei que gostou".

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O trem finalmente chegou a estação King Cross e de dois ou em trio os estudantes partiam para o mundo dos trouxas.

Passar na barreira e não ver os Dursley e sim Sirius e Remo foi reconfortante para Harry. Nunca mais teria que voltar para aquela casa detestável.

- Então Harry - perguntou Lupin depois de abraçá-lo - pronto para encarar o mundo dos adultos?

Quando Harry ia responder, Hermione passou com os pais. Ela esta grávida e eu não estou fazendo nada. Será que sou realmente adulto? Com um súbito desespero foi atrás dela.

Sirius e Lupin apenas trocaram olhares de quem entende muita coisa.

- Hermione?

Ela parou, e só muito esforço a fez virar para trás.

- Vou te ver hoje à noite?

- Infelizmente fazemos parte da mesma turma Potter. Acho que não poderei te evitar.

Foi a resposta seca de Hermione. Harry tentou falar mais alguma coisa, mas Hermione simplesmente deu as costas e seguiu os pais para fora da estação de trem.

- Venha vamos Harry - disse Sirius baixinho - no baile vocês vão se encontrar.

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N/A: Caraça galera foi difícil terminar esse capitulo!!!! Eu não queria fazer ele sabe... se pudesse não teria escrito, mas como era necessário eu tentei uma, duas e so na quinta vez foi que saiu essa coisa estupidamente longa.

Alguns podem me dizer que as coisas tão bem quentes entre a Gina e o Draco, mas galera, so tratamento de choque pra tirar ele daquela depressão!

Ah... aguardem o próximo cap. vai ser o baile de formatura... e nossa vai pegar fogo. Tenho ate medo. So pra adiantar: a Mione e o Harry vão ter uma pequena reconciliação. PEQUENA!!!

Agradecendo a todo mundo que esta comentando a fic e fazendo propaganda, me desculpando por ter demorado para postar esse cap. e mandando beijos especiais para a Nina e para a Drika, duas grandes amigas e autoras de fic!!!

Pessoal não deixem de comentar, mandar mails, criticas, sugestões e de fazer uma propaganda né?

Beijão *TONKS*

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