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2. Ilusão Ou Realidade


Fic: Profundeza Sentimental - HH/HG/DHr


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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A coruja, então, que até aquele momento esteve pousada em um carvalho próximo ao jogadores, abriu as asas e partiu, do alto ainda deu um relance com seus grandes e brilhantes, olhos castanhos amarelados.

Por longos minutos, ficou sobrevoando acima da cidade de Londres, entre as nuvens, enquanto determinava que durante a noite voltaria para aquele lugar, a qual descobriu o homem de olhos verdes tão itensos quanto um brilho de uma esmeralda, capaz de lhe atormentar a mente, produzir calafrios, e trazer mistério para haver determinação em seu olhar para descobrir quem ele era.

Voou em torno a antiga mansão no alto de uma colina, e tão depressa como um vento, mergulhou na escuridão de uma janela aberta, e por fim, desapareceu.

No silêncio do cômodo, preguiçosamente um gato circulava em busca de um lugar para descansar suas patas , e ao encontrar uma almofada jogada no canto da sala, foi depressa para lá e logo se aconchegou, enquanto isso, observou a mulher esguia, morena, com os cabelos cacheados na ponta até cintura, entrando e jogando o casaco sobre uma cadeira ao lado da porta.

Ela olhou o corpo do homem adormecido na cama de casal brevemente, e depois partiu para o banheiro, despindo-se completamente.

Quando somente a água desceu pelo seu corpo foi capaz de relaxar, e assim ainda sentia a vibração do tormento que aquela noite havia sido. Jamais imaginou ser atormentada por um homem, acreditando que nunca o tinha visto na vida. Porém, aos seus olhos encontrarem o dele e sentir calafrios seguido um do outro, a conclusão é de que ele havia representado algo na vida dela.

Ele a tinha deixado fascinada, sentia que havia uma ligação mútua, assim como ele havia sentido ao ser observada, mesmo que como uma coruja, e isso a fez ter a noção da força de ligamento entre eles.

Quanto a sua transformação, ela não sabia a razão, nem os motivos, muito menos como conseguia ser uma coruja quando desejava, apenas sentia que nela havia algo de sobrenatural, uma força vital, que quando sentisse vontade, poderia se transformar em uma bela coruja de campo. O que sabia, graças ao homem loiro que tinha visto minutos antes na cama, era a de ser uma bruxa, apenas isso, e havia descoberto três semanas antes de ter voltado a sua terra natal.

Fechou o chuveiro.

Se ela não houvesse descoberto o pequeno papel amassado no bolso de sua calça, jamais teria seguido aquele endereço onde descobriria o paradeiro de seu passado. Nele continha o nome do bairro, Earl’s Court, Londres, seu nome, e nada mais.

E então quando as coisas começaram a ficar um tanto estranhas na clínica que estava internada, de lhe negarem o desejo de partir, todos agiram de modo misterioso, somente um deles foi capaz de convercer a ajuda-la para fugir, e havia sido Draco Malfoy.

Contudo, ao chegarem em Londres, ao expressar seu desejo de descobrir se havia familiares, Draco, sem olhar nos seus olhos, dissera que não tinha ninguém, que os médicos haviam dito a ele sobre ter chegado àquela clínica sozinha e desesperada, contando que não tinha família, nem a quem recorrer. De algum modo, sabia que era mentira.

Havia um sentimento profundo em seu íntimo. Era uma emoção tão forte que às vezes quase a sufocava. Era como uma saudade. Um anseio por alguém. Sabia que era por alguém e não algo. E sabia que era alguém real, alguém perdido no vasto buraco negro que tragara sua memória.

Ela o amara. Sabia disso também. Porque sonhava com ele. E nunca conseguia se lembrar dos sonhos quando acordava, mas faziam com que se sentisse bem. Segura, protegida e tão amada que era algo além da compreensão. Ao menos, sentira-se assim quando despertara pela primeira vez. Depois, quando a realidade intervira, não lhe restara nada exceto um angustiante sentimento de perda. Muito embora não soubesse quem era esse homem de quem sentia tanta falta. Tivera alguém, sem dúvida. E o encontraria nem que fosse a última coisa que fizesse. Mesmo que Draco tivesse insistido tanto que aquele homem dos seus sonhos não existia.

Existiam outras coisas que não se encaixavam. Coisas que a tinham feito perceber que não haviam lhe dito tudo o que sabiam a seu respeito. Um exemplo era o fato de ser inglesa. Era óbvio por seu jeito de falar, por seu sotaque. Como, afinal, fora parar nos Estados Unidos? E por quê? Conhecera alguém de lá?

Se havia conhecido, ninguém nunca aparecera para confirmar aquilo. Na verdade, não conhecera absolutamente ninguém quando, enfim, acordara de seu coma. Nem a si mesma. Somente alguns dias depois Draco a reconheceu na clínica, e ela nem ao menos sabia de onde o conhecia. Mas alguma forte intuição acabara lhe dizendo para rumar para Londres a fim de encontrar as respostas. E fora o que fizera.

Sua primeira ação foi se deixar seguir pelo seu desejo, e acabou do outro lado da calçada em frente a uma cabine telêfonia, sem saber exatamente o que esperava que acontecesse, mas segundos depois era o suficiente para descobrir um homem de cabelos negros e rebeldes subindo como em um elevador. Cada parte de seu ser vibrara com uma intensa sensação de familiaridade. Era aquele o homem de seus sonhos, o homem cujo rosto nunca conseguira se lembrar?

Ou apenas estava preenchendo o vazio com o primeiro candidato provável que via pela frente? Algo em seu íntimo lhe dizia que não. Mas como poderia acreditar sem nenhuma prova? Não podia se basear apenas naquela intuição poderosa que a tomara com tamanho impacto quando o vira pela primeira vez.

Era um homem bonito. Ao primeiro olhar, teria achado difícil acreditar que ele pudesse se mover com uma leveza extraodinária. Ele era alto e forte, com ombros largos e o corpo proporcional de um belo atleta.

Observando-o mover-se, ficou tão perplexa pela onda de desejo de abraça-lo que pouco percebeu ele a observando também, quando se deu conta, permaneceu paralisada no lugar, e no momento de descuido dele para chamar o amigo, começou a correr, desaparecendo de sua vista.

Algo nele a atraíra. Continuava atraindo.

Pela segunda vez, antes de se dar conta, estava como uma coruja a observar seus movimentos em uma vassoura em pleno ar. Queria se aproximar e tocar-lhe, ver a reação nos olhos dele quando se virasse para fitá-la. Achava impossível desviar o olhar, embora soubesse que deveria sair dali antes que ousasse algo maior do que apenas se contentar em observa-lo, e o que diria ele se visse uma coruja obcecada nele?

Decidida, partiu, tentando ficar o máximo distante, mas quando chegou na metade do caminho, sentira vontade de voltar. Com todas as suas forças ela continuara, chegando ao destino.

E lá estava agora, no banheiro, se contemplando no espelho como uma desconhecida ao decorrer de sua falta de memória, vendo as enormes olheiras abaixos de seus olhos, uma noite sem dormir era o suficiente no caso dela, e há alguns dias não via mais brilhos em seu olhar, exatamente desde o primeiro dia que o havia visto.

Uma batida fraca soou do lado de fora da porta.

- Hermione, querida, está ai dentro? – perguntou a voz grossa e sonolenta de Draco.

Colocando o robe e o amarrando, tentou absorver seu cansaço e fazer uma de suas melhores caras de bom humor. Abriu a porta e percebeu que toda sua força de vontade foi em vão pela expressão do rosto dele.

- O que houve com você? – murmurou surpreso, focando cada centímetro da face pertubada dela.

- Minha noite foi terrível, parece que o sono decidiu me abandonar esses dias. – Ela forçou um sorriso, e passou por ele – Ao contrário de você, pelo que pude perceber.

Pegando-a pela cintura, soltou um riso delicioso.

- Oh, sim, tenho dormido feito um bebezinho nessas últimas noites. E seriam melhores se você decidisse compartilha-las comigo. – O tom da voz maliciosa fez Hermione se virar para ele, com um brilho zombeiteiro no olhar.

- Do mesmo jeito que você vem tentando nos últimos três anos? Esqueça, não enquanto a amnésia estiver entre nós. Aliás, você soube muito bem compartilhar as noites com suas companheiras de noite. – Vendo-o desolado, completou – Talvez faça o seu desejo, assim que tiver minhas memórias de volta.

Roçou os lábios nos de Draco, suavemente, e o permitiu que aprofundasse, invandindo-a com a língua, deixando-o provar de seu sabor. Nos segundos que ocorreram aquilo, pelo que Hermione pôde perceber, parecia uma dádiva para ele, enquanto para ela, que não sentia absolutamente nada, não era nada, além de um beijo com um homem belo que a desejava. Então se libertou dos braços dele e caminhou até o enorme guarda-roupa daquele quarto.

- Você vai me deixar exausto, Hermione. Está vendo, isso me deixa louco. – Rindo da rigidez explicita na calça de Draco, não respondeu. – Um dia eu vou me cansar de suas provocações, e quando estiver na cama comigo vai se arrepender.

Levantando uma de suas sobrancelhas, Hermione o fitou como um completo estranho.

- Draco, querido, você mesmo se pertuba. Não foi eu quem começou essa...hum... exaustiva brincadeira.

Malfou fuçou raivosamente o cabelo loiro, deixando claro de que a resposta dela era correta, e mesmo assim, o enfurecia.

- Não aconteceria se você me permitisse uma chance. São três anos, Hermione! Três anos!

- Nem pensar – respondeu ela após um pesado suspiro – Já conversamos sobre isso e não quero me degastar outra vez.

Escolhendo uma roupa a primeira vista, sem parar para observar, novamente estava no banheiro e trancada com Draco do lado de fora. Aquilo estava indo longe demais, determinou ela, se não tomasse uma atitude rapidamente poderia agravar e sair alguém magoado, ou ferido.

Vestida e preparada, foi para o quarto, e quando pensava em pedir desculpas para ele, já não havia mais ninguém, além de um imenso vazio, e novamente, sem deixar aviso algum.

Bufando frustrada, transformou-se em coruja e voou para a direção da luz do dia.


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Ajoelhado e imóvel nas folhas secas, Harry estava diante do túmulo de Hermione, onde jazia o corpo dela, as emocionais palavras e a homenagem em sua recordação. Enterra-la verdadeiramente, jamais havia tido a coragem, simplesmente pediu para ser aquele local e indicou o dia, porém, nada disso presenciou. Tendo aquilo no quintal achava que se sentiria ligado a ela, mas não funcionara, e talvez nunca iria funcionar.

- Vamos, Harry, levante-se. Gina já preparou seu café da manhã. – disse Fred.

Abaixando a cabeça em último lamento, deixou as recentes rosas cortadas do próprio jardim na jazida de pedra e levantou-se com as pernas doloridas e o corpo todo rígido. Sem dirigir uma palavra a Jorge, caminhou em direção à sua casa, sendo seguido de perto por ele.

Harry se pertubou, aquilo de ser perseguido por todos os Weasley o deixava rancoroso, parecia que sendo tratado daquele jeito estava voltando a sua adolescência pela qual foi vigiado de perto para não sair atrás de Voldemort em busca de vingança. Entretanto, estando com vinte e cinco anos de idade, mesmo com a morte de Hermione, tinha mais cautela do que todos eles juntos.

- Você está bem?

Apertando o queixo, Harry mudou para outro assunto.

- Preciso ir a cidade hoje comprar o presente de aniversário de Simas e Lilá. Gostaria de ir comigo?

- Não posso, tenho a loja para cuidar e meu trabalho foi redobrado. Jorge comeu um Vomitilha extensivo na nova experiência pelo produto, e agora não para de vomitar. – Depois de um extasiante sorriso, Fred retornou a seriedade – E então? Quero saber se está bem. – Ao olhar fuzilasivo de Harry, completou rapidamente – Sabe que não gosto de ficar pressionando ninguém, mas estou sendo obrigado e todos estão preocupados com você.

- Eu não sou mais nenhuma criança, e parece que ninguém quer se dar conta disso ainda.

- Claro que você não é mais nenhuma criança. – Fred ficou de um modo pensativo – Se eu perdesse Angelina do modo que você perdeu Hermione, ficaria do mesmo jeito, por uma eternidade, três anos não bastaria. Além do mais, deve estar sendo ainda mais difícil para você no dia de hoje, não?

Com todo o direito, pensou Harry de coração apertado.

- Hermione ficaria feliz por você se lembrar.

- E daria para esquecer? Ela vivia lembrando todo mundo do dia de seu aniversário.

- Me recordo disso. Sempre ela acabava persuadindo a todos a dar aquelas grandes festas, sabendo de que eu odiava. – Replicou Harry sorrindo tristemente.

- Você esqueceu de mencionar que vocês sempre acabavam fungindo delas quando todos esperavam para cortar o bolo. De qualquer forma, toda vez restava uma comemoração a dois, não é? – perguntou Fred no tom de uma voz cheia de malicia.

- Nós nos divertiamos. – respondeu ele com um profundo suspiro. Fred logo percebeu que o pouco clima descontraido a pouco tempo tinha terminado.

- Vamos se abra comigo. O que há com você?

- Ando tendo sonhos ruins. Isso é tudo.

- Outra vez com o acidente?

- Há coisas que eu descobri que não param de me atormentar, que eu jamais imaginaria se não pesquisasse.

- E o que foi que vocês descobriu? - Por um momento Harry ficou pensativo, sem pronunciar palavra alguma, mas foi necessário alguns segundos apenas para ganhar de uma batalha interna que ele deveria ter sofrido.

- De que Hermione não teria uma morte tão fácil. Quero dizer, eu sabia que enfrentar um feitiço das trevas que tivesse recebido sete anos atrás, que só teria resultado anos depois, que acabasse com o corpo e fosse incurável, já não é fácil, mas ela jamais... – Harry engoliu em seco, passando a mão nervosamente pelos cabelos rebeldes – disse o quanto seria terrível.

- A que ponto chegaria?

- O corpo dela iria se desgastando aos poucos, encerrada por um coma. Você não gostaria de ouvir os detalhes, mas Hermione ao entrar em coma nunca mais iria acordar. Segundo o Medi-bruxo que eu consultei, seria uma agonia a nós dois, principalmente a ela.

- E você acha que... – Sem ter a chance de completar, Fred, assim como Harry, virou-se para a voz de Gina.

- Ele anda achando que essa é a razão para ela ir atrás do carro do pai dela e se jogar naquele barranco.

- Diga que não é nessa bobagem que você está acreditando. – disse Fred, surpreendido.

- É o único motivo correto para Hermione ter feito isso. – replicou ele, sustentando lhe o olhar.

- Ora, engana-se, Harry. Você sabe tão bem quanto a qualquer um que Hermione queria passar os últimos momentos da vida dela ao seu lado. Por qual motivo idiota ela deixaria de pensar assim e decidiria se suicidar?

- Ela mudou, acredite. Todos viram a mudança repentina no humor dela depois da notícia. Hermione não queria falar com ninguém, se distanciava, e sequer queria me contar o que ocorria com ela. Droga, até acabou com a obsessão dela pelos livros! O interior de Hermione estava sendo destroçado pela maldita magia, e você me diz que ela não seria capaz de se suicidar?

- Por Merlim, tudo que ela queria era ficar ao seu lado! Hermione jamais abandonaria uma idéias dessas, mesmo nos seus últimos dias. Com todas as mudanças, seria sim, capaz de se isolar e sofrer sozinha, mas nunca tiraria a própria vida e abandonaria a chance de passar o resto da vida com você.

Sufocando outro protesto, Harry jogou as mãos para o alto rendido, e em um piscar de olhos, havia aparatado, sumindo da vista de Gina e Fred. E de Rony, que permanecia escondido na soleira da porta que dava para o quintal, mas depois que viu Harry partindo, aproximou-se dos irmãos.

- E eu pensando que ele tinha começado a superar.

- Ele irá superar. Ele continua amando Hermione mais do que a si mesmo, só precisamos dar uma chance. – respondeu Fred, sem se virar para Rony e continuando a olhar na direção onde segundos Harry estava.

- Harry é um idiota, um estúpido. Nunca vai conseguir superar o fato de que Hermione não pertence mais a esse mundo e que não vai voltar a estar entre nós. – disse Gina nervosamente. Puxando o avental da cintura e jogando no chão, olhou com fúria para os irmãos – Digam que eu desisto de ficar nessa casa. A mim não mais interessa como ele vai viver.

Então também partiu, deixando um Rony e Fred bastante estupefados com a atitude da irmã.




Quando pisou no solto do centro de Londres, suspirou aliviado, sentia-se bem ter escapado daquele inferno. Especialmente daquele pressão constante de Gina, já não podia suportar mais.

Saindo do ‘escoderijo’ improvisado para aparatar, ficou perdido em seus desvaneios enquanto caminhava pelas calçadas sem enxergar realmente a um palmo em sua frente.

Jamais poderia afastar as lembranças, não como Gina vivia dizendo para esquecer. Ela teria que entender que ver o carro em chamas, o corpo carborizado antes de pode tirá-la, a forma como pediram para identificar a corrente de que ele mesmo havia dado a Hermione para lhe provar o quanto a amizade dela era importante, tinha ficado encravado na memória dele, mais do que as cicatrizes nas mãos que conseguira naquele dia ao tentar arrancar seu corpo daquele automóvel enfiando-as nas chamas do fogo.

A possibilidade de que ela tivesse feito aquilo a si mesma propositadamente era pura tortura. Acabou se isolando na própria casa para lidar com seu sofrimento. Enfiara-se dos pés a cabeça no trabalho no Mistério para tentar amenizar a dor. Que, aliás, permaneceria com ele, como se já tivesse se tornado uma parte de si como a cicatriz que permanecia em sua testa desde um ano de idade. Amara-a tanto e jamais amaria outra.

Mas, mesmo assim, achou que poderia conseguir encontrar algum tipo de paz, de aceitação se ao menos soubesse a verdade. O problema era que havia apenas uma pessoa que poderia responder as perguntas que o atormentavam. Mas estava morta e podia jurar que a havia visto noite passada.

E ainda aquele dia era seu aniversário. O dia, que como dissera Fred, uma comemoração a dois que somente Hermione poderia participar. Perguntava-se como era possível uma única pessoa sofrer tanto.

Esforçou-se, porém, para enterrar aquela dor em seu íntimo. Conseguiu evitar que a voz soasse embargada quando tirou uma garrafa de cerveja amanteigada vazia de seu casaco e ergueu-a no alto olhando para o céu cinzento de Londres.

- Feliz aniversário. – Depois de pensar rapidamente, acrescentou - A nós dois, Hermione.

Quase pode ouvir o riso suave dela como se estivesse ao seu lado, e ver o sorriso belo de Hermione formando-se em uma nuvem acima de si. Continuou caminhando, sem ver e reconhecer para onde o seus pés estavam levando, a única coisa de que sabia era que Hermione não saia de sua mente. Era absolutamente inesquecível para ele.

Foi pensando nisso, que acabou se chocando contra algo e ser derrubado contra o chão, pensou ter se encontrado com um muro no meio de seus desvaneios, entretanto, ao ouvir um gemido, de dor, olhou para a alma que também estava no chão preparado para prestar seus lamentos, mas nada no mundo poderia prepara-lo para avistar aquela pessoa, aquela de cabelos cor castanhos, meio dourado, encaracolado nas pontas, aqueles olhos tão castanhos-amarelados, os únicos capaz de lhe lembrar mel, com o brilho tão doce. O corpo, as pernas, os braços, as pernas, os pés, tudo isso visto em um único segundo, era ela. Definitivamente era ela. E estava caida em sua frente. Parecendo tão amendrontada quanto ele.

- Hermione, pelo céus, é você? – a voz dele havia saido completamente rouca e apenas um murmúrio. Repreendeu a si mesmo por não ser capaz de falar normalmente. Mas quem seria capaz em uma situação dessas?

- Desculpe-me.

E ficando boquiaberto, mal teve a chance de responder, pois Hermione levantou-se em um pulo e tinha começado a correr, para bem distante dele e até poder absorver todo o ocorrido, e respirar regularmente, ela havia conquistado uma boa parte da distância entre eles.

Quando conseguiu raciocinar novamente, foi tão veloz quanto Hermione para levantar. Em dois segundos iniciava uma corrida atrás dela, mas suas pernas pareciam contrariá-lo com suas forças, ela continuava a uma boa distância dele e parecia tão dedicada a correr quanto ele.

Em poucos segundos suas pernas tremiam de nervosismo, as poucas pessoas ao redor que passavam por ele começaram a olhar aquela persiguição. Hermione virou uma rua e Harry aumentou mais a sua velocidade, em contrapartida seu corpo inteiro reclamava.

Então, quando virou a esquina, Hermione havia desaparecido, restando uma rua totalmente deserta.

Determinado a correr novamente para reencontrá-la, começou a gritar pelo seu nome, implorando para ela parar, para retornar, tentou encontrá-la. E tudo foi em vão.

- Hermione... por favor... espere – Mas quando pensou novamente em aumentar a velocidade, toda sua força o abandonou, o fôlego de seus pulmões esvaziaram, e ele foi ao chão, esgotado. – Não faça isso comigo. – sussurrou.

Tentou levantar uma vez, depois outra em seguida... outra vez, mais uma, e outra, mas nada adiantou o esforço, sempre ia ao chão, de joelhos. Redendo-se a dor e a tensão de todos os seus nervos, curvou os ombros e colocou as mãos sobre os olhos, as lágrimas se afloraram deles mais que em um recém-nascido.

Não se importou para a sensação de estar sendo observado, com os passos se aproximando, não até que dedos suaves tocaram lhe o queixo e o levantou. E mais uma vez, nada o tinha preparado para aquela situação seguida da outra, para vê-la tão perto.



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N/a: Bah, nunca gosto mto do que eu escrevo, ao contrário de vocês, espero. Bom, da próxima vez vo tentar postar o capítulo mais rápido, é só comentarem um pokin mais, ou votarem, que eu me insipiro.

Agradecimento à:

Bruna Jane Granger por ser uma espetacular beta, que aguenta ficar sempre betando minhas histórias, tem paciência com as minhas pressões(uhauhauha), e se algum dia alguém precisar de alguma beta, eu indico totalmente ela a vocês, e garanto que ninguém irá se arrepender.

Katrina: Ah bom, esse é o melhor, deixar os leitores curiosos, isso fazem com que eles comentem até ter uma resposta do autor, que é atualização. Sempre é divertido ver o pessoa cheio de curiosidade. Ahn, vo ficar outro comentário seu, e que você continue comentando.

Nick Granger: É, o trailer eu queria que tivesse ficado um pouco melhor, mas se você gostou, e sempre é bom saber que alguem tenha aprovado, fico feliz. Valeu meu esforço. Quanto ao que aconteceu com a Hermione, vai demorar um pokin pra saber, mas logo vc descobre. Vo ficar aguardando outro comentário seu. Continue acompanhando.

Mione Malfoy: Opa, fico mto agradecidade que você tenha aprovado minha história, espero que tenha te deixado tão ansiosa com esse capítulo quanto o outro. Bom, assim como as outras, comente outra vez, blzinha? vo ficar esperando.

E já vo me indo, agradeço a paciência de todos por terem vindo e acompanhar a história, se é que chegaram até aqui XD... Agradeço os votos de todos. E, sim, vou ficar aguardando muito mais comentários dessa vez.


Beijos People!

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