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11. A morte daquela noite


Fic: Os segredos de Draco Malfoy


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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 Harry acordou cedo, mais ou menos umas 8h. Colocou seus óculos e começou a escrever uma carta para Sirius.

  Sirius,

 Eu sei que não é uma boa hora para lhe escrever, mas é realmente importante. Na noite passada, enquanto dormia, eu tive umas visões estranhas, lá pra meia noite. Sonhei que eu estava branco, tinha uma voz meio estranha, parecia língua de cobras, mas tinha certeza que era humana. Eu matei alguém no sonho! Eu sei que era um sonho, mas parecia tão real... Outra coisa estranha, quando acordei, ou melhor, quando Gina me acordou (eu estava falando ao dormir), minha cicatriz doeu. Não foi uma dor comum, foi uma dor que chegou a me cegar de tão intensa. Mas, isso é normal, não é? Espero sua resposta.

 Feliz Natal.
 Harry.

 
 - Edwiges! - Harry balançou a gaiola de sua coruja, que dormia - Preciso que faça uma entrega para Sirius. 

  Edwiges se animou ao saber que precisaria fazer uma entrega. Harry abriu a gaiola e amarrou o envelope nas garras de sua coruja, que saiu animada e radiante pela janela.
  Ele ainda estava muito sonolento, não sabia o que lhe fizera acordar à essa hora, talvez porque ele estava pensando tanto que precisava falar com Sirius antes de dormir. Harry deitou na cama e fechou os olhos, sem demorar para cair no sono.

*

  A mulher de cabelos muito loiros, que pareciam brancos, com algumas partes negras, chorava desolada, sentada no sofá, em companhia do filho, que chorava mais ainda. O corpo do marido, pai e comensal da morte estava jogado no chão da sala desde a madrugada. O garoto levantou-se e ajoelhou-se perante o corpo. Ele chorava, estava inconsolável.

  - Pai... - ele dizia, enquanto rios de lágrimas desabavam sobre seus olhos.
  - Draco, nós precisamos ir embora daqui. - disse Narcisa, em meio aos seus soluções - Eles podem nos procurar.
  - Ele matou meu pai.
  - Draco, eu sei, acalme-se! - ela pedia calma, mas estava tão triste quanto o menino, mas ele estava pior, muito pior. - Enviarei uma coruja para Dumbledore, quem sabe ele poderá nos ajudar.
  - ELE NUNCA VAI NOS AJUDAR! - o menino gritou - ACHA QUE ELE VAI QUERER NOS PRESTAR SOCORRO, DEPOIS DO QUE O MEU PAI FEZ? DEPOIS DE ELE SE JUNTAR AO MAL?
  - Seu pai era mal, Draco, - Narcisa disse, se acalmando e tentando acalmar o filho - mal com quem  ele julgava não ser digno de praticar magia e com aqueles que bloqueavam o caminho de Você-Sabe-Quem. Meu filho, seu pai sempre fez de tudo para nos proteger.
  - Ele queria que eu fosse um deles, mãe. - Draco disse, ainda ajoelho em frente ao corpo do pai, em meio às suas lágrimas, que se recusavam a parar de cair - O Lord das Trevas queria que eu fosse um comensal da morte. Papai tentou me convencer, mas eu recusei. Ele me torturou sem magia, usou métodos trouxas.
  - Draco, não vamos culpar seu pai por nada, ok? - ela disse, um pouco surpresa ao ver os cortes que dominavam o peitoral do garoto, que havia levantado a blusa para que a mãe visse seus sinais de tortura. - Dumbledore já deve saber, à essa altura.
  - Meu pai parou de insistir quando eu resisti mesmo depois de apanhar, mãe.
  - Ele queria sua proteção, anjinho. - ao ser chamado de anjinho pela mãe, Draco teve uma amarga lembrança de Astoria - Ele sabia que você é só um garoto, mas Lord das Trevas não entende isso.

  A mãe foi em direção ao filho e lhe deu um abraço. Draco chorou no ombro de Narcisa, que o levou para o quarto e pediu que ele dormisse um pouco para se acalmar, afinal, passaram a madrugada acordados desde que Lord Voldemort entrara em sua casa e matara Lúcio Malfoy. 
  Narcisa escreveu para Dumbledore. A resposta chegou em alta velocidade.

  Narcisa,

Peço que esteja pronta ao meio dia, enviarei Kingsley e Alastor para buscar a você e Draco. Eles lhe levarão para um lugar especial, que está protegido com o feitiço Fidelius. Levem apenas roupas e mais nada.

 
 Dumbledore não havia assinado a carta, mas Narcia tinha certeza absoluta que a carta era dele, pois reconhecera a caligrafia. Ela foi obrigada a selar a mansão com feitiços desilusórios e protetores, pois pois haviam milhares de repórteres do Profeta Diário em volta do quintal. 
  O relógio dizia ser 11:59. Quando marcou 12:00, dois homens surgiram da lareira, um negro e alto e outro corpulento de cabelos ruivos. Eram Kingsley Shacklebolt e Alastor Moody.

  - Você e o garoto estão prontos? - Alastor perguntou.
  - Ele está dormindo. - Narcisa disse - Eu não quis acordá-lo, ele está muito desiludido, mas eu arrumei o malão dele. Algum de vocês consegue carregá-lo sem lhe acordar? Para onde vão nos levar?
  - Para a sede da Ordem da Fênix. - Kingsley respondeu - Olho-Tonto se encarregará de levar suas bagagens, não se preocupe que eu transportarei Draco sem acordá-lo.

  Olho-Tonto Moody já estava ao lado da lareira segurando os malões na companhia de Narcisa, quando Kingsley surgiu nas escadas com Draco dormindo em seu colo. Ele desaparatou do lugar para o Largo Grimmauld n° 12, não havia como ele utilizar a Rede de Flu com as mãos ocupadas. Logo depois, Alastor e Narcisa aparataram ao seu lado, na cozinha. Sirius, Remo, Tonks e Monstro se encontravam lá, cientes de que Narcisa e Draco viriam.

  - Então o que Harry teve foi uma... - Sirius procurou as palavras certas - visão!
  - O menino Potter previu isso? - Narcisa perguntou.  
  - Mais ou menos. - disse Remo - Na carta que ele enviou para Sirius diz que ele sonhou que estava na visão de alguém com voz ofídica e pele branca, com certeza era Você-Sabe-Quem. E que matou alguém que não conseguiu identificar. 
  - Estranho... - disse Sirius - É como se Harry fosse interligado com Você-Sabe-Quem.
  - É possível que ele esteja invadindo a mente do garoto? - Narcisa perguntou - Kingsley, leve Draco para o sofá ou algum lugar onde ele possa dormir, por favor?
  - Pode colocá-lo no meu quarto, Kingsley. - disse Sirius, Kingsley levou Draco para o andar de cima - Não sei, Narcisa.
  - Olha, eu vou para o seu quarto deitar-me com Draco, para que ele não se assuste por acordar num lugar diferente. - ela disse - Coitadinho, está com a cabeça tão perturbada.

  Narcisa se retirou da cozinha e foi atrás de Kingsley. Ao depositá-lo na cama, saiu do quarto. Narcisa encontrou alguns edredons dobrados ao pé da cama e cobriu o filho. Deitou-se ao lado dele, lhe abraçou e dormiu.
  Dumbledore achava que seria seguro manter Harry, Hermione e todos os Weasley no Largo Grimmauld. Lhes enviaria uma carta no dia seguinte.

*

  Estava na hora do café da manhã. Todos estavan à mesa na casa da família Weasley, quando uma coruja trouxe o jornal, o Profeta Diário. 

  - Harry, querido, pode receber o jornal? - pediu Sra. Wealey - Entregue à coruja o nuque que está na bancada.
  - Sim, Senhora Weasley. - Harry disse, enquanto pegava o nuque e colocava na bolsinha da coruja. 

  Ele pegou o jornal e sentou-se. Estava bebericando seu suco de abóboras, quando abriu o jornal. Ao ler a matéria que estava na capa, cuspiu todo o líquido no rosto de Rony, que estava à sua frente.

  - Ei! - ele reclamou, secando o rosto nas vestes - O que foi dessa vez?
  - Ve-ve-veja você mesmo. - Harry disse, ainda em choque, entregando o jornal a Rony.
  - N-não pode ser! - ele disse, tão surpreso quanto Harry.
  - O que aconteceu? - perguntou Sr. Weasley;
  - Vou ler em voz alta para vocês. - disse Rony.

           Lúcio Malfoy é assassinado na madrugada de Natal. 
Pelo colunista Barnabas Cuffe.

  Repórteres do Profeta Diário que estiveram no local pela manhã, informaram que a marca negra estava visível no céu e que o suposto responsável pela morte de seu seguidor Lúcio Malfoy, seria Ele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado.
  A mulher, Narcisa Malfoy, e o filho, Draco Malfoy, deixaram a mansão logo ao amanhecer, após cercarem o local com feitiços desilusórios, para bloquear a visão dos repórteres. Até agora, ninguém sabe onde eles se encontram e muitos concluiram que estão fugindo de Você-Sabe-Quem e seus comensais da morte. 
  Vizinhos informaram que ouviram gritos raivosos de uma voz fria e ofídica durante a meia-noite, que acreditam pertencer à Ele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado. 
  Logo após o esgotamento dos feitiços de desilusão, vários bruxos curiosos invadiram o local, mas a residência encontrava-se trancada por feitiços poderosos. Dementadores estão cercando o local.

  - Não é hora para brincadeiras, Ronald. - brigou Sra. Weasley.
  - Não estou brincando, mamãe! - Rony se defendeu - Eu não brincaria com uma coisa dessas, veja você mesma!
  - Por Merlin! - ela disse, entregando o jornal à Arthur, logo após ler.

  Todos ficaram estupefatos. Lúcio Malfoy estava mesmo morto? Ou tudo não passava de uma pegadinha?

*

  Draco acordou, o relógio marcava 14h. Ele olhou à sua volta e não reconheceu o lugar. Olhou para o lado e viu sua mãe dormindo ao seu lado.


 


- Mãe? - ele disse - Mãe?
- Draquinho, você está bem? - ela disse, abrindo os olhos, num tom muito sonolento.
- Mamãe, onde estamos?
- Dumbledore nos trouxe para cá. É a sede da Ordem da Fênix. Tudo bem por você?
- Desde que ninguém te machuque aqui. - ele disse e abraçou a mãe.
- Se você estiver com fome, pode ir até a cozinha. Sirius está lá e Monstro também.
- Sirius Black? - Draco se espantou - Mas ele...?
- Não, meu filho, pode ficar tranquilo.


 


Draco se levantou e Narcisa retornou ao sono. Ele desceu as escadas, um pouco assustado, olhando à sua volta. Ele chegou na cozinha, com dificuldade para encontrar, e lá estava Monstro, o elfo da família Black.


 


- Senhor Malfoy! - o elfo olhou Draco, de forma radiante - Em que posso serví-lo?
- Prepare um almoço para mim. - Draco disse, sentando-se à mesa.
- Claro, claro, neste instante.


 


O elfo Monstro preparou tudo no maior capricho, havia feito bife com batatas fritas e arroz, temperado na medida. Lhe serviu um suco d e abóboras para acompanhar. Draco não agradeceu ao elfo e começou a comer. Realmente, era uma das melhores comidas que já havia provado. Ele começou a pensar na vida durante suas garfadas e se lembrou do motivo pelo qual fora levado até lá. Seu pai fora morto com Voldemort. Uma lágrima caiu de seu olho e morreu no prato, em meio à comida.


 


- Boa tarde. - uma de mulher disse. Draco se virou, era Ninfadora Tonks - Como está se sentindo?
- Não dirija a palavra a mim. - Draco sintia um certo desprezo por sua tia Andrômeda e a família dela, pelo que seu pai costumava dizer, mas realmente nunca havia as conhecido.
- Não vou te culpar por estar triste, Draco. - Tonks sentou-se ao lado do garoto enquanto ele comia - A dor da perda é realmente muito ruim. Não vou lhe dizer para que não chore ou não se sinta triste, chorar faz bem. Coloca tudo para fora. Eu perdi um tio também, Draco, por mais que ele não gostasse de mim, era meu tio.


 


Tonks acariciou os cabelos de Draco, que sentiu uma afeição pela prima e lhe abraçou. Ele chorou em seu ombro, enquanto ela lhe dizia para chorar mesmo, colocar tudo para fora, pois fazia muito bem liberar as mágoas. Sirius entrou pela sala. Draco estava de costas para a porta. Tonks fez um sinal para que Sirius se sentasse.


 


- VOCÊ! - Draco disse, após se soltar de Tonks e ver Sirius.
- Alô, Draco! - Tonks segurou o primo - Vai com calma, o Sirius é legal. Juro.


 


Draco não argumentou, sabia que se Dumbledore lhe mandara ali, era para sua proteção. 

*

 No dia seguinte, 26, enquanto todos almoçavam, Dumbledore surgiu na cozinha acompanhado por Hermione, Harry e os Weasley, com exceção de Gui, Carlinhos e Percy. Os olhares de Hermione e Draco se encontraram, mas a garota corou e olhou para seus tênis, que passaram a ser muito interessantes naquele momento.

  - Harry! - Sirius levantou-se e deu um enorme abraço no afilhado.
  - Então, aquilo que eu sonhei, - Harry sussurrava - estava acontecendo?
  - Dumbledore irá lhe explicar isso mais tarde, fique calmo. - Sirius sussurrou, mas logo após, passou a falar em tom normal - Vamos almoçar? 

  Os recém-chegados juntaram-se aos outros para almoçar. Hermione e Draco trocavam olhares, mas um dos dois sempre acabava corado e encara o prato. Harry e Gina trocavam sorrisinhos e piscadelas, mas ninguém percebia.

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Nota da Autora: Capítulo pequeno, não?
Sem preocupações, eu estou meio indisposta para escrever ultimamente, mas acalmem-se, os próximos serão melhores! 






 

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