Capitulo 3
Aqui estou eu, escrevendo novamente. Já tem duas semanas que cheguei a Hogwarts. Pouco progredi em meu plano, porém já conquistei a confiança do trio de ouro. Mas enfim, o fato de ser "amiga" deles significa que dificilmente eles desconfiarão de mim... Pobres imbecis! Acreditam que a "frágil" Anny é diferente dos outros Sonserinos. Bem quase todos eles acreditam... O idiota do Weasley ainda não engoliu essa história de Sonserina boazinha, grande panaca. Meu pai me fez uma "visitinha", ele criou uma dimensão para mim, mas isso não é um presente... Faz parte do plano, e se eu falhar, aquela dimensão será minha eterna prisão.
Ultimamente eu tenho ido até o Jardim das Rosas Negras para pensar e ficar sozinha. Mesmo que eu nunca esteja sozinha a ilusão de se estar é reconfortante. Quando estou "sozinha" quase me sinto uma adolescente normal; então o lugar onde estou me faz perceber que normal é uma coisa que nunca serei.
As vezes eu lembro de coisas da minha infância, de pessoas, como de Damon Sparks; o filho de um dos membros da guarda pessoal de meu pai. Ele era meu cúmplice quando eu aprontava contra as empregadas. Ele era meu único amigo, até que uma das brincadeiras deu errado e uma das criadas acabou se machucando. Foi acidental, mas eu levei a culpa sozinha. Aquele maldito negou que tivesse sido ideia dele. No final, como punição, meus treinamentos foram intensificados de maneira minimamente cruel. Acabamos perdendo o contato, nunca mais soube nada sobre ele. De vez em quando eu fico imaginando que fim ele levou; Se ele se alistou na guarda, se ele foi embora morar com a mãe que era bruxa... Mas isso não interessa mais. O fato é que nunca mais o verei e ele ficou no passado. E não devo me fixar em coisas idiotas como o Sparks, só o que importa é o futuro.
Anny Hell
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- Oi, Anny! O que você faz aqui sozinha? - perguntou Hermione.
- Olá, Hermione. É que eu gosto de ficar sozinha às vezes, e perto do lago é bem tranquilo - disse a garota, tentando não demonstrar que estava surpresa por não ter percebido a aproximação da morena.
- O que você está lendo? – perguntou sentando-se ao lado de Anny.
- Na verdade eu não estou lendo, e sim escrevendo. Sabe, para me distrair um pouco.
- Oh, me desculpe por interrompê-la, não era minha intenção. Mas fiquei curiosa, que tipo de coisa você escreve?
- Sem problemas Hermione. Bem, na verdade escrevo coisas desconexas, pensamentos, ideias... sabe, nada demais. A onde estão Harry e Rony?
- No Salão Comunal, discutindo sobre Quadribol.
- Garotos! Será que eles não sabem falar sobre outra coisa? - perguntou rindo.
- Acho, que não - respondeu Hermione rindo com a outra. - Olha só, esse fim de semana vai ter visita a Hogsmeade, você quer ir conosco?
- Quero sim, obrigado por me convidar - disse sorrindo falsamente.
"ANNY, VENHA AGORA PARA O JARDIM...É UMA ORDEM!"- disse uma voz na cabeça da garota.
- Desculpe, Hermione tenho que ir agora. Até mais.
- Ah claro, até mais.
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Anny já se encontrava no Jardim das rosas negras, mas havia alguma coisa errada; seu pai ainda não estava lá...
- Milord! Milord, o senhor está aqui?
- Você não tem progredido, tem perdido tempo com bobagens! Tem deixado aquela inútil ser mais forte que você! E eu não posso confiar meus planos a um ser fraco como você.
- Não Milord, o senhor pode confiar em mim, eu garanto - disse a garota desesperada. – Desde que cheguei consegui me aproximar do Potter e de seus amigos. Eles confiam em mim!
- Eu não tenho tanta certeza disso, não posso contar com a sorte! Por isso enviarei alguém de confiança da minha guarda pessoal pra ajudar no plano e se certificar de que ele realmente irá se realizar.
- E no que um de seus brutamontes sem cérebro pode me ser útil? Em nada! Eu não preciso de ajuda, posso lidar com isso sozinha, estou me saindo bem!
- Não quero ouvir mais nada, já está decidido e não ha nada que possas fazer para mudar essa decisão - disse ele antes de desaparecer do Jardim.
A garota deixou-se cair ajoelhada e lágrimas vieram ao seus olhos, a raiva crescendo em seu coração.
- ELE NÃO PODE FAZER ISSO COMIGO! FUI EU QUE TREINEI PRATICAMENTE A VIDA TODA! ESSE É O MEU DESTINO! - gritou com ódio.
- E se ele acha que estou sendo negligente, eu vou dar um motivo real para ele pensar assim – e um estranho sorriso lhe veio aos lábios.
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- Malfoy!!! Ei Malfoy, espera - disse Anny esbaforida.
- Ah você – o Sonserino disse com desdém.
- Estive procurando você por todo castelo...
- Pronto agora você já me encontrou, fale logo o que você quer - disse o loiro interrompendo-a.
Ela sorriu docemente e disse:
- Eu quero isso - e o beijou.