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6. A Casa na Colina


Fic: Harry Potter e o Prêmio de Riddle


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Após pegarem um metrô, que Hagrid reclamou em alto e bom som que as roletas e os assentos eram demasiados apertados e que o metrô era muito lento, eles chegaram a uma pequena cidade que Hagrid falou ser próxima a Godric’s Hollow e que dali eles teriam que pegar um ônibus, que Hagrid também comentou serem apertados os bancos, sendo que ele sozinho havia ocupado dois.
Depois de duas longas horas de viagem, chegaram ao pequeno vilarejo.

Godric’s Hollow era um povoado completamente trouxa, e ao ver de Harry e Hermione também era bem atrasado.
O chão da rua principal era de terra batida. Na verdade, a rua principal era a única rua e não se via carros passarem por ela.
Havia pequenos becos entre alguns conjuntos de casas que davam para vielas secundárias.
Resumindo, a pequena cidade deveria ter menos que duzentos habitantes, deduziu Harry.
Harry reparou que do ponto de ônibus onde eles desceram, dava para ver o final da cidade. A rua principal fazia uma curva ao chegar perto de uma colina e seguia para o norte.
O que chamou a atenção de Harry foi que uma trilha estreita e que já estava um pouco escondida pelo mato subia a colina, no alto daquela colina tinha uma casa, ou os restos do que fora uma casa um dia.
Um lado da casa estava impecável, exceto pela ação do tempo, mas o outro lado estava completamente destruído. A casa, dava-se para ver pelo lado que ainda continuava inteiro, tinha dois andares.
Harry depois de um tempo contemplando a casa começou a se sentir mal, fleches verde vinham a sua memória, gritos e uma gargalhada fria.
Tudo à volta dele estava girando, ele sentiu o chão sumir aos seus pés, tudo à volta dele havia desaparecido.
Ele não estava acreditando, ele esticou os braços para proteger os olhos da luz verde, mas logo ela sumiu. Ele olhou ao seu redor para ver onde ele se encontrava, ele não podia estar lá.
Não havia dúvidas, o papel de parede, os enfeites que pendiam do teto, as grades em volta do seu berço, ele só podia estar em um lugar, de alguma forma ele voltou a sua lembrança de quando tinha apenas um ano.
Aquele era seu quarto, ele olhou atentamente para a porta e lá estava sua mãe, com a varinha erguida murmurando encantamentos para manter a porta fechada, grossas lágrimas peroladas rolavam pelo seu rosto, aquela mulher estava em desespero.
Harry sabia que naquela hora seu pai já estava morto e que era por isso que sua mãe chorava.
Não demorou muito e a porta explodiu arremessando Lílian contra a parede. Ela agora sangrava, mas empurrou a porta que estava em cima dela e correu para o berço de Harry e, se colocou na frente e começou a gritar:

- Não, por favor, o Harry não. Mate mim, deixe-o em paz.

- Saia Lily, não me obrigue a isso. — Falou Voldemort. - Voldemort ainda se parecia com o jovem Tom Riddle, já tinha o brilho vermelho no olhar, mas ainda não tinha a aparência de uma cobra.

- Por favor... — Chorava a mãe de Harry. — Deixe o meu filho, ele não é ameaça nenhuma a você...

- Ainda não Lily, ainda... — Falou Voldemort. — Saia da frente. — Ordenou Voldemort. — Impérius.

Harry viu sua mãe mudar ligeiramente de expressão, mas logo ela voltou ao normal e não obedeceu às ordens de Voldemort.

- Crucio. — Urrou Voldemort em fúria.

Harry sentiu a dor que sua mãe sentia, mas apesar de toda a dor, ela não saiu do lugar onde estava.
Voldemort tentou novamente o Império e depois o Crucio e novamente o Império, mas nada adiantou, Lílian continuava em pé, na frente dele tampando o berço.
Harry queria poder fazer alguma coisa para ajudar, queria gritar, mas tudo que saia de sua boca era o choro de um bebê.

- Não me obrigue a isso Lily, você sabe o quanto isso me custa? — Perguntou Voldemort com um certo receio na voz. — Você tem idéia do quanto isso será ruim pra mim? Eu só quero o garoto, você não tem que morrer.

- Esse será o meu sacrifício, você jamais tocará no meu filho, você só passara por mim se me matar, e eu sei que você não quer fazer isso. — Lílian falou com a voz firme e desafiadora. — Meu filho será a sua ruína, ele te destruirá...

- Isso muito me custará, mas já que você não me deixa outra escolha... — Falou Voldemort com pesar na voz. — Avada Kedavra.

Harry sentiu o sangue congelar ao ver sua mãe cair em frente aos seus olhos, de costas para ele.
Ele não podia ver os olhos dela, mas sabia que nesse exato instante eles haviam perdido todo o brilho.
Nesse instante, Harry se calou e olhou no fundo dos olhos de Voldemort, onde encontrou, mais intensamente do que nunca, o brilho vermelho.

- Seus pais também achavam, assim como Dumbledore, que um dia você poderia me destruir. Bem, esse dia nunca chegará, pois, hoje você deixará de existir para que eu possa me tornar imortal. — Falou Voldemort com certa excitação na voz.
— A-Va-Da Ke-Da-VRA.

Um jorro de luz verde cegou Harry momentaneamente, em instantes tudo entrou em foco e ele pôde ver o teto ruir e cair sobre o corpo de sua mãe.
Ele não via o corpo de Voldemort em lugar algum, metade de sua casa foi abaixo, alguns escombros caíram em cima dele e alguém chamava por ele.

- Harry, Harry, vamos, acorde.

- Hermione? O que aconteceu? — Perguntou, Harry, ao abrir os olhos.

- Você desmaiou assim que chegamos. —Respondeu a garota.

- Onde estamos? — Perguntou o garoto atordoado.

- Em uma estalagem. Corremos com você pra cá e um senhor nos emprestou um quarto. — Falou Hagrid.

- Quem? —Perguntou Harry assustado.

- Sr. Thomas, Tom Thomas.

Harry olhou para ver quem falava, um senhor de uns quarenta e poucos anos se apresentava, Harry se sentou na cama e passou a mão na parte de trás da cabeça e sentiu que poderia confiar nesse homem.

- Conheço um cara que também se chama Tom. — Comentou apertando a mão do senhor.

- É um nome comum, eu gosto, assim ninguém esquece. — Falou o senhor ainda sorrindo e apertando animadamente a mão de Harry.

- Ele já não gosta justamente por ser um nome comum. Ele odeia ser chamado por esse nome. —Completou Harry.

- Estressadinho esse seu amigo, pode me chamar de Tom e se precisarem de alguma coisa, estarei lá em baixo cuidando do bar. — Propôs Tom virando-se para sair pela porta.

- Pode nos alugar esse quarto? Vamos ficar alguns dias. — Falou Harry.

- Claro, mas acho que terei que trazer uma cama, de casal. — Falou Tom olhando para Hagrid.

- Não se preocupe Tom, eu não vou ficar, tenho que ir hoje ainda. — Disse Hagrid.

- Hoje não passa mais nenhum ônibus aqui, como você pretende ir? — Perguntou Tom curioso.

- Eu tenho outros meios. — Respondeu Hagrid sem jeito.

- Tudo bem então, a chave do quarto já está com vocês, precisando de algo... — Dizendo isso Tom saiu do quarto.

- Bem garotos, tenho que voltar para Hogwarts, o colégio irá reabrir e eu tenho muito a fazer. Qualquer coisa, me mande uma coruja. — Falou Hagrid caminhando em direção a porta.

- Espere, você não vai nos mostrar onde era a casa
do Harry? — Perguntou Rony.

- Acho que o Harry já sabe onde é. — Respondeu Hagrid.

- Você às vezes é tão obtuso, Rony. — Falou Hermione nervosa ajudando Harry a se levantar.

- Eu vi o dia que meus pais morreram. — Falou Harry mais para si mesmo do que para os outros.

- Como assim? Você não pode se lembrar, você era muito pequeno. — Falou Hermione preocupada.

- Foi como uma lembrança de uma vida passada, — Falou Harry desatento. — Voldemort não queria matar minha mãe, isso seria ruim para ele.

- Acho melhor você descansar Harry, vamos ficar todos aqui nesse mesmo quarto? — Perguntou Hermione.

- Sim, acho melhor Mione, é mais seguro. — Falou Harry saindo de seus devaneios.

- Por mim tudo bem, mas só tem duas camas... —Falou ela sem jeito.

- Você às vezes é tão obtusa, Mione. — Disse Rony se levantando e pegando a varinha. Rony conjurou uma cama muito parecida com a dele, na verdade era uma das camas do quarto dele, Harry não tinha dúvidas. — Às vezes eu me pergunto se você realmente é uma bruxa?

- Urh! — Bufou Hermione. — O.k., vamos descansar e amanhã pela manhã nos vamos até a casa de Harry.

- Boa noite garotos, até a próxima e mandem notícias diariamente, se não eu venho correndo atrás de vocês. — Falou Hagrid saindo pela porta.

Rony deitou-se em sua cama, Harry já estava deitado na sua, mas antes viu Hermione bufar mais algumas vezes e olhar para Rony com raiva.
Nesse instante uma pequena coruja entrou pela janela. Rony se adiantou até ela e a pós dentro da gaiola e começou a desenrolar o pergaminho que ela trouxera.

- O que é isso? — Perguntou Harry.

- Carta da minha mãe. — Respondeu Rony desatento — Ah, desculpa Harry, quando você passou mal eu escrevi para minha mãe, mas expliquei que você estava bem, só teve uma tontura. Ela me pediu para enviar relatórios diários para saber como a gente está.

- Tudo bem então, Píchi não chama muita atenção mesmo. Mas não usem Edwiges se não for de muitíssima importância, ela se destaca fácil e a espécie dela é muito rara. Hagrid me falou isso quando a me deu, então ela chama muita atenção, já que poucas pessoas têm uma da espécie dela. — Harry disse voltando-se a deitar.

- Você não quer saber o que diz a carta? — Harry não deu nenhum sinal de importância como fez durante todo o verão. — Minha mãe disse que você precisa se alimentar melhor e Gina está preocupada. É uma boa tática essa sua, pede para elas te esquecerem, só para elas ficarem mais apaixonadas.

- É o que você está fazendo com a Lilá? Vocês dois não se preocupam com os sentimentos de quem gosta de vocês... — Falou Hermione bufando virando pro lado e apagando o abajur da cabeceira da sua cama.

- O que deu nela? Eu só tava brincando. — Falou Rony com o queixo caído sem entender nada.

- Às vezes vocês dois são tão obtusos! — Falou Harry também se virando na cama e apagando o seu abajur.

Logo que o quarto caiu na completa escuridão ele percebeu que Rony fizera o mesmo.
Ele parou para pensar na visão que tivera, por quê Voldemort não queria matar a sua mãe? Por que isso faria mal a ele? Será que ele sentia algo pela sua mãe?
Ele a tratava como íntima, a chamava por apelido. Várias perguntas se formulavam na cabeça de Harry, perguntas que ele sabia que só uma pessoa poderia responder: - Voldemort.

Harry logo adormeceu, pensando que na manhã seguinte iria até a casa da colina ver se encontrava alguma resposta para pelo menos uma de suas milhares de perguntas.

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