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6. Hermione petrificada


Fic: Os segredos de Draco Malfoy


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  Já era tarde de segunda-feira. Hermione estava conversando com Harry e Rony no corredor.

  - Então, o que vai fazer hoje, Mione? - Harry perguntou.
  - Não sei, talvez dormir, caso não tenha nada melhor pra fazer. - ela respondeu.
  - Bem, hoje a Grifinória treina quadribol. - ele disse - Você acha que dá pra ir assistir eu e Rony?
  - Ah, claro! - ela se demonstrou empolgada - Que horas?
  - Daqui a 5 minutos, vamos? - disse Rony.
  - Claro!

  Os três saíram em disparada pelos corredores até o campo de quadribol, mas ele estava ocupado pelo time da Sonserina. Na mesma hora, todos desceram e foram encarar Harry, Hermione e o resto do time da Grifinória que vinha logo atrás.

  - O que vocês estão fazendo aqui? - Harry dirigiu a pergunta a Marcos Flint, capitão da Sonserina. - O campo foi reservado para a Grifinória.
  - Temos autorização. - disse Marcos, com uma expressão vitoriosa no rosto - Snape mesmo assinou.
  - Deixa eu ver isso! - Harry pediu e Marcos tirou um papelzinho do bolso.

   Eu, professor Severo P. Snape autorizo o time de minha casa Sonserina a utilizar o campo de quadribol para o treinamento do novo apanhador.

  -
 Novo apanhador? - perguntou Harry.
  - Isso mesmo, Potter. - Draco Malfoy saiu de trás dos jogadores utilizando uniforme de quadribol.
  - Malfoy é o novo apanhador? - Rony emergiu-se em gargalhadas.
  - Acha engraçado, Weasley? - ele se aproximou de Rony - Olha bem para as nossas vassouras, são Firebolts, de todos nós. Meu pai comprou. Ao contrário de vocês, eu posso pagar pelo melhor.
  - Pelo menos ninguém da Grifinória pagou para jogar. - disse Hermione, encarando Draco - Todos entraram por puro talento.

  Draco encarou Hermione. Ela estava mesmo dizendo isso? De alguma forma, os instintos dele diziam que ele deveria se defender.

  - Ninguém pediu sua opinião. - ele se aproximou dela - Sujeitinha de sangue-ruim.
  - Você vai pagar por isso, Malfoy. - ela disse e apontou a varinha para o nariz dele.
  - Vai me azarar, Granger? - ele riu e cruzou os braços - Vá em frente, cuspa no prato que comeu.
  - Deixa ela em paz, Malfoy. - Harry puxou Hermione pelo braço - Vamos embora galera, deixa pra lá.

  Hermione alegou que iria ficar para assistir o treino, queria ver se Malfoy era realmente bom. Harry alertou-a que tomasse cuidado, ela apenas disse que tinha consciência do que estava fazendo. 
  Ela não estava realmente prestando atenção no jogo, estava refletindo sobre tudo que vinha acontecendo. Desde o primeiro beijo que tivera com Draco e até agora. Ele realmente estava falando sério? Ele estava mesmo bravo quando xingou-a de sangue ruim na frente de todos? Uma lágrima teimosa saltou de seu olho esquerdo, mas Hermione apressou-se em secá-la.
  O jogo havia acabado. Hermione desceu da arquibancada e estava atravessando o campo para voltar ao castelo, quando ouviu alguém.

  - Olha só, a sangue ruim não foi atrás do Potter Pirado. - ela se virou e era Marcos Flint.
  - Parece até que gosta do território proibido. - Montague veio logo atrás.
  - Vão cuidar de suas vidas. - ela falou e continuou andando.
  - Peraí, peraí, onde você vai? - os batedores Bole e Derrick bloquearam o caminho dela. - A festa ainda não acabou.
  - Que festa? - ela perguntou zombando - Saiam do meu caminho!
  - Você não vai a lugar algum, grifinóriazinha. - Bole se aproximou dela e colocou a mão na cintura dela, o mesmo fez Derrick.
  - Tirem as mãos de mim! - ela se sacudiu, mas Montague e Marcos fecharam-na por trás.
  - O que vocês estão fazendo, vermes? - Draco apareceu - Assediando alguém da Grifinória? 
  - Estávamos só ensinando uma lição pra essa garotinha. - disse Montague, enquanto ele e os outros meninos se afastavam de Hermione - Mas fique relaxado, Draco, não fizemos nada com ela.
  - Ainda. - Marcos apontou a varinha para Hermione - Locomotor Mortis.

  Hermione caiu para trás. Suas pernas estavam coladas uma na outra. Ela nada disse, eram 5 contra 1.

  - Esse feitiço só dura alguns minutos. - disse Montague, se aproximando dela, os outros fizeram o mesmo, com exceção de Draco - Que tal garantir que ela não saia por um bom tempo?
  - Como? - perguntou Derrick.
  - Assim. - Montague apontou a varinha para o nariz de Hermione - Petrificus Totalus.
  - Ela está petrificada, pode ver o que está acontecendo. - disse Bole - Que tal estuporá-la? Alguém conhece o feitiço?
  - Deixa comigo! - disse Marcos, apontando a varinha para uma Hermione dura feito pedra - Estupore
  - Maravilha. - Montague riu - Acha que devíamos apagar a memória dela?
  - Não, chega! - Malfoy interferiu, após Marcos chutar o nariz de Hermione - Vamos embora.

  Draco estava sentindo ódio e pena de Hermione ao mesmo tempo. Queria muito levá-la para a ala hospitalar, mas não podia. O que seus colegas da Sonserina iam pensar? Ele também não teria como voltar, dariam por sua falta. Ainda eram 15h, quem sabe alguém iria encontrá-la? 

*

  O relógio marcava 17h. Era hora do jantar. Harry, Rony e Gina já estavam na mesa da Grifinória, esperando que Dumbledore anunciasse o banquete, mas estavam dando por falta de Hermione.

  - O que foi que ela te disse, Harry? - Rony perguntou.
  - Disse que ia ficar para assistir o treino da Sonserina. - Harry respondeu - Eu avisei a ela que tomasse cuidado.
  - Vamos até o campo de quadribol depois do jantar ver se ela está lá. - disse Rony.
  - Depois do jantar nada, vamos agora! - disse Gina, se levantando - Andem logo!

  Os três saíram do salão sem serem percebidos por ninguém. Foram o mais rápido possível até o campo de quadribol. Estava escuro.

  - Eu olho nos vestiários e vocês dois olham aqui fora. - disse Gina, acendendo a luz de sua varinha.
  - Não precisa! - Harry gritou - Ela está aqui.

  Gina e Rony se aproximaram do local onde Harry estava. Ela apontou a luz da varinha para Hermione e ela estava dura feito pedra e com os olhos fechados. 

  - O-o que acha que possam ter feito com ela? - perguntou Rony, assustado - Será que está morta?
  - Claro que não, imbecil! - disse Gina - Ela está respirando.
  - Gina, vá chamar Dumbledore. - disse Harry - Rápido!

  Gina saiu correndo em direção ao castelo. Harry sentou no gramado e depositou a cabeça de Hermione sobre seu colo.

  - Acha que ela vai ficar bem? - perguntou Rony, passando os dedos pelo rosto desacordado da amiga.
  - Espero. - disse Harry.

  Passados 5 minutos, Gina voltou correndo na companhia de Dumbledore e da professora Minerva McGonagall. Dumbledore ajoelhou-se ao lado de Harry, acendeu a varinha e observou Hermione.

  - Estuporada e petrificada. - disse.
  - Ela vai ficar bem, professor? - Rony repetiu a pergunta que fizera a Harry.
  - Ah, sim, claro. - respondeu - Vou levá-la para a ala hospitalar, Madame Pomfrey cuidará muito bem dela.

  Dumbledore entrou no salão principal carregando Hermione, ao lado de Harry, Rony, Gina e profa. McGonagall. Todos os olhares desviaram-se para eles, inclusive o de Malfoy. Os três voltaram para a mesa da Grifinória e explicaram aos colegas o que havia acontecido e de quem suspeitavam.

  - Com certeza que foi o Malfoy e aquele grupinho da Sonserina. - disse Dino Thomas.
  - Concordo com o Dino! - disse Simas Finnigan
  - O que será que se passava na cabeça dela para ficar sozinha no meio de um bando de sonserinos imundos? - perguntou Parvati Patil.

*

  - Papoula? - Dumbledore chamou, enquanto colocava Hermione sobre a cama da ala hospitalar.
  - Sim, Alvo? - Madame Pomfrey saiu de sua salinha - O que aconteceu?
  - A Srta. Granger foi petrificada e estuporada. - disse Dumbledore.
  - Eu posso acordá-la num segundo, Alvo, - disse Madame Pomfrey - mas onde arrumarei mandrágoras? Ela está petrificada!
  - A professora Sprout tem uma bela safra de mandrágoras, Papoula. - disse Dumbledore - Acho que já estão prontas para colheita, irei consultá-la. Peço que cuide dos ferimentos de Srta. Granger, eu cuidarei dos autores.

  Madame Pomfrey concordou e começou a cicatrizar os arranhões que se espalhavam pelo rosto dela, inclusive a consertar o nariz que fora quebrado. Dumbledore saiu pela porta e voltou ao salão principal. Chamou a professora Minerva e foi com ela até seu escritório.

  - Acho que tenho alguém para nos ajudar, Minerva. - disse Dumbledore, apontando para um gato laranja de rabo escovinha que estava sentado em sua mesa.
  - É o gato da Srta. Granger? - Minerva perguntou.
  - Afirmativo, minha cara professora.
  - Acha que ele pode nos passar as informações? Digo, ele estava mesmo presente na hora?
  - Este gato é muito leal à Srta. Granger, Minerva. - disse Dumbledore e tossiu - Sirius me informou de que ele a segue onde quer que vá.
  - Deixe comigo, Alvo. - a professora Minerva sumiu e em seu lugar apareceu um gato cinzento e malhado com marcas de óculos em torno dos seus olhos.

  O gato cinzento subiu em cima da mesa de Dumbledore e repousou ao lado de Bichento, o gato de Hermione. Dumbledore olhava atento para os dois, mesmo que só conseguisse ouvir miados que para ele, nada significavam. Alguns minutos depois, o gato sumiu e professora Minerva apareceu em seu lugar. Ela tinha uma expressão nada satisfeita. Contou a Dumbledore tudo que Bichento havia lhe dito. O gato saiu pela porta e foi para a ala hospitalar, atrás de sua dona.

  - O que faremos com os garotos, Minerva? - perguntou Dumbledore.
  - Nada, Alvo. - ela disse - Por mais que saibamos o que fizeram, todos são inocentes até que se prove o contrário. Acho que deveríamos deixar o caso com Professor Snape.
  - Por mais que concorde, Minerva, creio que deveríamos fingir que não sabemos de nada.
  - Sua palavra é a de Merlin, Alvo.

*

  - Malfoy, aquele verme! - Rony fincou o garfo em seu bife com força - Acabo com a raça dele.
  - Não faça nada, Rony, ou vai sobrar pra mais gente. - disse Gina.
  - É, ela tem razão. - disse Harry - Mas olha, podemos visitar a Hermione antes de voltarmos ao salão comunal.

  E assim fizeram. Terminaram de comer o mais rápido que podiam e correram até a ala hospitalar para visitar a amiga. Rony não ficou nada feliz ao ver Draco Malfoy sentado ao lado da cama de Hermione.

  - Sai daqui, Malfoy. - ele sacou a varinha e apontou para o menino - Como tem coragem de vir vê-la depois de fazer isso com ela?
  - Vai me azarar, Weasley? - perguntou - Saiba que ela se eu mal depois de me ameaçar, mesmo não tendo sido eu quem fez isso com ela.
  - Ah é, e quem foi? - Rony abaixou a varinha.
  - Não te interessa, pobretão. - Malfoy riu.
  - Some daqui, Malfoy. - gritou Gina.
  - A Weasley fêmea vai me ameaçar também? - ele não pôde conter o riso.
  - Ei, que algazarra é essa? - Madame Pomfrey apareceu - Isso é um hospital!
  - É que o autor do crime veio ver a vítima. - disse Rony, com fumaça saindo pelas orelhas.
  - Os quatro, voltem para seus dormitórios. - disse Madame Pomfrey.
  - Mas, mas... - Rony tentou falar.
  - Sem mas! Agora, ou vou chamar o diretor.

  Eles se renderam. Malfoy foi para as masmorras, teria que monitorar sozinho. Harry, Rony e Gina foram para o salão comunal da Grifinória. Todos estavam os aguardando e começaram a fazer perguntas sobre Hermione. Eles responderam o que viram, todos ficaram chocados. Alguns diziam que iam colocar fogo nas pessoas da Sonserina, outros queriam cortar as cabeças. Cada um estava sugerindo um plano maligno, mas claro que não iam cumprí-los. 

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