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32. Capítulo XXXII


Fic: O que vem depois do fim


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Me coloquei de pé e peguei o sobretudo e a bolsa, deixando a sala logo em seguida. Somente quando estávamos do lado de fora é que parei, entreguei a bolsa a Harry e vesti o sobretudo. Tomei a bolsa de sua mão e me afastei a passadas largas.


- Eu pensei que talvez devêssemos passar em minha casa antes de irmos ao restaurante – Harry disse e eu busquei segundas intenções em seu comentário, mas não as encontrei.


- Por quê? – questionei.


- Aquela casa será sua, no mínimo, durante os próximos doze meses. E, bem, tudo ali ainda tem dedo de Ginny. Nada mais justo que você faça as alterações necessárias.


- Iremos depois de falar com Ron – eu disse. Se eu estiver em condições de pensar em alguma coisa depois disso, acrescentei em pensamento.


- Ron irá se atrasar.


- Isso pode esperar, Harry. Agora tudo o que eu quero é me livrar dessa conversa.


- Hermione, Ron está fora desde a noite de ontem. Ele viajou para encontrar os Mitchell.


- Harry e Elizabeth?


- Sim. Você sabe que eles se comprometeram a ajudar nas investigações... no que fosse possível – Harry confirmou. – Ele mandou uma coruja hoje pela manhã informando que só chegaria a Londres às 13h.


- Temos uma hora, então, até ele chegar – eu murmurei. – Tudo bem, vamos resolver logo essa questão. Não que eu pretenda fazer grandes mudanças. Eu não me incomodo com essas coisas.


Retirei o que disse quase que no exato momento em que chegamos à casa que Harry e Ginny dividiram pelos últimos dezesseis anos. Quase porque eu me arrependera apenas no momento em que adentramos a suíte de casal. Tudo estava impecavelmente limpo e arrumado, o que me fez crer que Harry ainda dormia no quarto de hóspedes.


Eu só havia entrado naquele quarto três vezes durante todos aqueles anos: logo que Harry e Ginny se mudaram; quando James nascera; e durante um jantar que Harry e Ginny ofereceram quando completaram quinze anos de casamento. Em todas aquelas vezes, Harry só estivera presente em minha visita a Ginny e ao recém-nascido James, assim como Ron. Eu nunca adentrara aquele aposento sem que Ginny estivesse ali. E agora que eu o fazia, sentia a presença dela em todo o ambiente, mesmo após três meses de separação.


E pensar que eu dividiria aquele quarto com Harry pelos próximos doze meses... Senti-me incomodada.


- Tudo bem, Harry, retiro o que disse – eu fiz, virando-me para ele, de modo a fitá-lo. – Eu não posso dormir no quarto que você dividia com Ginny.


- Podemos arrumar o quarto para Hugo dividir com Rose e ficamos com os quartos de hóspedes – Harry sugeriu.


- Não – eu neguei. – Não, Harry.


- Não? Mas, Hermione...


Eu ergui a mão para fazê-lo parar de falar, mas nada disse. Eu não sabia como dizer aquilo, também não sabia qual solução daríamos para a situação em que eu nos colocaria, mas eu precisava dizer. Eu não suportaria...


- Eu não posso morar aqui – disse, por fim. – Sinto muito, Harry.


No momento em que chegamos à casa, eu percebera que era muito fácil dizer a Harry que viveríamos juntos ali. Na teoria, tudo era mais fácil. Mas pensar que eu viveria na casa que ele e Ginny compraram juntos imaginando passar ali todos os dias do resto de suas vidas... Aquilo simplesmente tornaria impossível viver ali. Era desrespeitoso, ou pelo menos assim eu sentia. Eu não queria o lugar de Ginny.


Percebi que nunca me incomodara de ter Harry em minha cama – vejam que eu não disse que não me incomodava a situação em que Harry e eu nos metêramos – pelo simples fato de nunca tê-la compartilhado com Ron. Sim, era isso. Ron nunca vivera naquele apartamento em que hoje eu vivia com meus filhos. Eu também nunca dividira a cama com Harry enquanto Hugo estava em casa. Como eu disse, uma questão de respeito. Eu respeitava o meu ex-marido e os meus filhos. E eu respeitaria também Ginny e os filhos de Harry.


- Eu sei, sei que aceitei vir morar com você aqui... Mas, Harry, como podemos viver na mesma casa em que você viveu com Ginny? – tentei explicar. – Tudo bem, vamos por partes – recomecei. – Se vamos viver juntos, sob o pretexto de estarmos juntos, não podemos dormir em quartos separados. Além isso, este quarto é maior, mais confortável. Mas como posso dormir aqui quando nem você suporta a ideia de dormir no quarto em que dormia com Ginny?


- E de que outra maneira podemos resolver isso, Hermione? O seu apartamento não nos comportaria. Seríamos sete quando as crianças estivessem conosco... em dois quartos – ele argumentou. – Oito quando esse bebê nascer.


- Eu também sei de tudo isso – assenti. – Talvez seja o caso de nos mudarmos todos para uma casa maior. Sei que já está pensando em se desfazer desta aqui há algum tempo. Comentou isso comigo, lembra-se?


- E quando tudo isso acabar? Iremos nos desfazer da outra também? – Harry fez. – Você sabe das razões para eu querer me desfazer desta casa. É grande demais para viver sozinho.


- Sim, lembro-me de ter dito isso. E eu disse que a minha logo ficaria pequena para eu viver com meus dois filhos. Ainda acrescentei que se fossem dois meninos ou duas meninas seria muito mais fácil – repliquei e estendi a mão, pegando a dele e segurando-a entre as minhas mãos. – Somos amigos há muito tempo e crescidos o suficiente para dividir uma casa mesmo depois que isso acabar. Sei que as pessoas não acreditarão que estamos separados enquanto vivemos sob o mesmo teto, mas isso pouco me importa agora.


Eu esperei, mas Harry permaneceu em silêncio. Diante disso, continuei:


- Não digo que devemos nos mudar para uma casa maior do que essa. As crianças logo terão crescido e saído de casa, então a casa ficará grande também para nós dois – disse. – Cinco quartos, talvez seis – sugeri, mas logo voltei atrás: – Cinco. Não me importarei de dividir o quarto com o bebê.


- Tudo bem, colocarei esta casa à venda.


- Eu não queria ter colocado a sua vida de cabeça para baixo desse jeito – desculpei-me. – Detesto impôr tantas coisas a você...


- Não se preocupe com isso – ele me tranquilizou.


Mas eu seguiria me preocupando por muito tempo. As nossas vidas estavam de pernas para o ar e viradas do avesso e nós fazíamos o possível para não entrar em desespero. A calma de Harry era a fonte na qual eu me embebecia. Eu estava muito mais próxima de perder a linha do que ele e isso era nítido.


- Iremos amanhã ver algumas casas – Harry me tirou de meus devaneios. – Tenho dinheiro suficiente para comprar outra sem ter de esperar a venda desta aqui. Quando esta for vendida, compro um apartamento semelhante ao seu para mim.


Eu me senti fazendo planos que faria com um futuro marido. Agíamos desde o dia anterior como um casal. E era como se o fôssemos. Teríamos um filho juntos e estávamos adequando as nossas vidas particulares à vida do outro. Isso me incomodava de muitas maneiras.


Tudo seria tão mais fácil se não existisse Ron, Ginny ou os filhos que com eles tivemos... Tudo seria tão mais fácil se não fôssemos todos amigos de longa data.


- Vamos? – ele chamou, estendendo a mão para mim.


- Vamos – eu assenti e aceitei a mão que ele me estendia.


Aparatamos em um restaurante que poucas vezes eu frequentara. Harry costumava almoçar no 1 (One)Lombard Street quando em almoços e jantares de negócios e, por alguma razão, preferira reservar uma mesa para nós ali aquele dia. Não questionei a escolha. O ambiente era agradável e o menu variado.


A ansiedade era crescente dentro de mim. O garçom se aproximou e serviu as bebidas que eu sequer ouvira Harry pedir. Agradeci brevemente, a minha voz falhando na última sílaba, entregando o meu nervosismo – não que fosse necessário; Harry me conhecia bem o suficiente para saber que eu estava nervosa sem que eu precisasse abrir a boca. Pensar nisso automaticamente me remeteu à conversa que eu tivera com Ginny mais cedo.


- Não fique nervosa antes do tempo, Mione – Harry fez, esticando o braço por cima da mesa, de modo a segurar a minha mão. – Não fará bem para o bebê.


Fechei os olhos e respirei fundo.


- Eu sei – murmurei. – Mas não acho que eu possa me acalmar antes que tenha falado com ele.


Por ele, Harry sabia que me referia a Ron.


- Eu temo que ocorra exatamente o contrário – Harry disse. – Não consigo crer em reações pacíficas à notícia, Hermione.


- Você não está ajudando, Harry.


Ele me lançou um olhar cheio de culpa.


- Desculpe.


Trocamos um olhar cúmplice.


- Hem hem – alguém pigarreou muito acima de nós. Erguemos os olhos e nos deparamos com um Ron sorridente.


Aquele sorriso só fez com que eu me sentisse ainda mais culpada, fazendo também crescer a minha apreensão.


- Uou, que cara é essa, Harry? – Ron fez. – E a sua não está muito melhor, Mione... Aconteceu algo que eu deva saber?


Sim, a minha mente gritou em resposta e tive de me conter para não o dizer em voz alta. Talvez fosse melhor que Harry assumisse a dianteira naquela conversa, pelo menos por enquanto. Se eu o fizesse, decerto não haveria rodeio algum: eu iria direto ao ponto, ao que nos trouxera ali.


- Por que não nos conta como foi a viagem? – Harry sugeriu, apontando a cadeira vazia para que Ron se acomodasse, tentando soar o mais natural e descontraído quanto a situação permitia.


Ron assentou-se, um ar desconfiado no olhar que me lançou.


- A viagem em si foi tranquila. Não havia perigo ao qual eu pudesse estar exposto – ele começou e percebi que a desconfiança pouco a pouco dava lugar à naturalidade. – Consegui convencer os Mitchell a virem comigo para Londres. Elizabeth foi mais fácil de convencer, mas Harry... Tive de prometer que ficaria em um local vigiado e no qual nada faltasse. Ele não quer ter de sair.


- Algo muito natural, visto que pode ser confundido com o irmão – Harry comentou. – E até quando eles estão dispostos a ficar em Londres?


- Elizabeth tem de estar de volta a Oxford até o dia 22 e Harry não quer ficar além disso também. Ele disse que ficará disponível por vinte dias e então voltará para Carlisle, o que não é exatamente um problema, pois temos uma folga considerável até lá – Ron contou.


- Eu não sei se eles serão realmente úteis – eu falei pela primeira vez desde que Ron chegara.


- Nós sabemos disso, Hermione, mas temos que tentar – Ron disse. – Mas, então, como é... vamos almoçar ou só conversar? Eu estou faminto!


- Você sempre está – Harry fez e eu ensaiei um sorriso. Ele percebeu. Piscou para mim antes de retrucar algo que Ron disse e chamar o garçom para fazer os pedidos. Eu percebi que ele tentava descontrair um pouco, quebrar aquele nervosismo em que nós estávamos imersos.


Durante toda a refeição, eu buscava participar ativamente das conversas amenas que ali se davam ininterruptamente. Nem por isso deixei de observar cada movimento, cada reação dos dois. Quando finalmente cruzei os meus talheres sobre o prato, indicando que estava satisfeita, senti uma expectativa crescente me dominar. Eu sabia que não demoraria até que a apreensão que antes me consumia, novamente me atingisse.


Harry cruzou os próprios talheres e bebeu num só gole o que restara de vinho em sua taça, enquanto Ron, que já esvaziara a própria taça, agora esvaziava a taça que continha água. Assim que pousou a taça à mesa e se recostou na cadeira, Harry apoiou os cotovelos à beirada da mesa e eu soube: a hora chegara.

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Comentários: 5

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Enviado por Léo Mota em 06/08/2012

Muito bom o capítulo!Teve tensão do começo ao fim!E terminou com ar ainda mais tenso, com incerteza, dúvida...muito bom *-*

 

PS: Sempre acabando nas melhores partes ;)

Nota: 5

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Enviado por Amigo Leitor em 26/07/2012

Duas coisas que soaram erradas para mim: 1) tudo bem que Harry tem sua parcela de culpa nessa gravidez e que foi cavalheiro e amigo de Hermione ao assumir o filho e aceitar esse romance de fachada aí, mas se submeter a tudo o que ela quer é um pouco demais, né não? Daqui a pouco Hermione manda ele comer chumbinho e ele vai fazer na boa, sem questionar; 2) eles continuarem a morar juntos depois que o 'casamento' acabasse foi forçação de barra da Hermione! Aliás, quem iria sugerir isso diante de uma tensão sexual que nem a que eles vivem? Doideira!

Do próximo capítulo não passa essa conversa, hein? Isso não vai dar o que preste! 

Nota: 5

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Enviado por Lara em 25/07/2012

casa nova casa nova EEEEEE COMPRAS EEEEEE ai mt amor compras, e compras de povo rico melhor ainda, pq né, tem dinheiro pra gastar etc
a tensão desse almoço aumentou a tensão da minha coluna, tá doendo demais, coitada )): mas enfim, dona ingrid sempre parando na hora mais tensa da tensão né vei coléee

já que tds devem estar na curiosidade ai, pfvr comentem, pro próximo cap sair :DDD 

Nota: 5

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Enviado por Rosiane em 23/07/2012

Ah, Harry todo fofo fazendo todas as vontades da Hermione *-*

Nota: 5

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Enviado por Rosiane em 23/07/2012

Aí nessas horas dá uma vontade tão grande de matar a autora. Num é D. Ingrid D.? 

Quanto ao capítulo...

Bom, estranho seria se a Hermione fosse morar na casa que era da Ginny de boa neh? Sem se sentir invadindo, tomando o espaço da Ginny.
Agora, como assim Hermione sugeriu que mesmo depois que isso acabar (sinceramente espero que não acabe) eles permaneçam na mesma casa? Tá surpreendendo em garota!

Harry e Hermione do mal, começaram enrolando, perguntando como foi a viagem (Nada do Henry aparecer neh? Quando ele aparecer de novo vai ser aquele estrago), deixando o Rony feliz com a comida pra poder jogar bomba. hahahaha

Ingrid, eu realmente espero que no próximo capítulo tenha essa bendita conversa com reações não tão pacíficas viu?

TODO MUNDO COMENTANDO PRA DEIXAR A AUTORA FELIZ E ELA FAZER MAIS SURPRESAS FEITO ESSA, DE POSTAR ANTES :D 
 



 

Nota: 5

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