Cap 05A
Capítulo 05A
Rotina?
"Mal posso esperar para viver minha vida com você
...
"
Então ele tinha que bancar o bastardo todo o tempo.
O Barão não estava do seu lado? Talvez. Mas podia haver outros. Fantasmas ou não.
E qualquer um poderia escutá-lo em um corredor.
Mas pelo pouco que o conhecia, ela duvidava que ele se importava com o que ela pensasse.
Só quis mostrar que ela podia estar errada. Arrogante até o fim.
Era melhor dormir.
*****
Estava copiando os nomes dos alunos e o nome das Casas em que ficaram.
Era estranho. O barulho. Ter alunos ali. Por todos os lados.
-
Oi!
Levantou a cabeça surpresa. Os três estavam lá. Segurando livros e mochilas.
-
Oi. - respondeu franzindo a testa - Tudo bem com o professor Lupin?
-
Está. - Harry respondeu depois de uma pequena hesitação, ajeitando os óculos.
Eles se entreolharam.
-
Mas ele vai estar melhor amanhã. - o Rony se intrometeu.
-
Bom. - ela percebeu que eles não imaginavam que ela sabia sobre Lupin - Deve ser difícil. A transformação quero dizer.
O Rony abriu a boca. Hermione olhou espantada. O Harry disfarçou melhor.
-
É. Mas a poção ajuda. - foi o que ele conseguiu dizer enquanto Hermione levantava o queixo do Rony.
-
Está tudo bem? - Ela quase riu.
-
Está. Só que não estamos acostumados a ver uma trouxa encarar isso tão bem. - Hermione se recuperou.
-
Bom. Eu estou tendo que "encarar" muita coisa ultimamente.
Hermione sorriu.
-
Imagino.
-
Nós viemos agradecer o que fez pelo professor Lupin ontem. - o Harry cortou.
-
Não precisava. Ele parece uma boa pessoa.
-
E é. Não como outros. - o Rony não se conteve.
Levou um cutucão da Hermione.
-
O que foi? - reclamou.
-
Só queríamos dizer que pode nos procurar... - ajeitou os óculos de novo - quer dizer - ele estava desconfortável - se precisar de qualquer coisa.
Ela sorriu. Ficou comovida.
-
Muito obrigada. Eu procurarei.
Eles ficaram sem jeito.
-
Tá bom, então. Até logo.
-
Até. - eles foram saindo - Podem me visitar quando quiserem. - ela ainda disse alto.
Eles acenaram e se foram andando rápido.
Ela sorriu sozinha.
*****
Ela precisou deles mais cedo do que pensou.
O jantar estava bom. Mas ela não estava com muita fome. Lupin ainda não tinha aparecido.
Despediu-se. Ela estava descendo o tablado quando viu Hermione acenando.
-
Não gostou do jantar?
-
Só estou sem fome.
Harry virou-se para ela.
-
- Srtª Ventur estes são Neville Longbotton, Luna Lovegood, Gina Weasley, Simas Finnigan, Dino…
Apresentou todos os seus amigos na mesa.
Ela conversou com eles um pouco. Despediu-se.
Tinha acabado de passar pelas portas do Grande Salão quando viu Draco ao seu lado.
Crabe e Goyle de escolta. Ele a encarou. Não podia ter tanta fúria no rosto de um garoto de dezesseis anos.
Aquele olhar de "eu sou o melhor, seres insignificantes" descrevia exatamente ele agora.
Ignorou-os. Eles não se atreveriam a fazer nada com ela.
-
Veja só. Hogwarts já não é a mesma. Qualquer um entra aqui agora.
-
É. - Goyle completou.
-
Primeiro foram os sangue-ruins. Lobisomens. Mas nada é tão ruim quanto... - cuspiu a palavra - trouxas!
-
Deixe-a em paz Malfoy! - ela escutou a voz de Harry.
Malfoy voltou-se. Nina também. Harry e Rony estavam ali.
-
O Santo Potter!
-
Está tudo bem Harry. - ela estava preocupada agora.
-
Ela é um funcionária de Hogwarts. Doumbledore não ia gostar de saber que você a está insultando.
-
Sr. Malfoy! Sr. Potter! O que está acontecendo aqui?
Minerva tinha acabado de virar um dos corredores. Vinha em direção à eles.
Fez um gesto para Harry e Rony ficarem calados.
-
Nada, professora McGonagall. - ela interferiu.
-
O Sr. Malfoy estava indo para as masmorras. O Sr. Potter e o Sr. Weasley vieram se oferecer para me acompanhar até meu quarto.
Ela parecia não ter acreditado. Mas não discutiu.
-
Está bem. Pode ir Sr. Malfoy.
Ele ainda a olhou uma vez antes de ir. A escolta como uma sombra.
-
Está tudo bem, Nina? - moveu a cabeça.
-
Sim, professora. Nada que não se possa contornar.
-
Bem. Eu irei jantar.
-
Voltem para o salão com a professora Minerva, Harry. Eu estarei bem.
Ele pareceu indeciso.
-
Tem certeza?
-
Tenho. - ela sorriu - E obrigada.
-
Está bem. Boa noite.
-
Boa noite.
Eles se foram.
Suspirou.
Mas não faria mal algum tomar mais cuidado, pensou.
*****
Os dias estavam passando. Às vezes ela ficava deprimida. Outras, ficava feliz por estar ali.
Gostava de conversar com Hermione. Era inteligente. E entendia o que era ser uma trouxa num mundo mágico melhor que qualquer um. Algumas vezes ela reclamava que o Harry e o Rony só estavam interessados em quadribol. Nina não a lembrou que ela também passava um bom tempo na biblioteca.
Tinha ido assistir a um deles. Ficou nervosa por vê-los no ar. Tinha medo de ficar perto de algumas janelas do Castelo. Nunca subiria em uma vassoura. Se pudesse evitar.
Talvez o problema fosse as admiradoras que ficavam à volta do Rony. Imaginou se eles já haviam se beijado.
Estava com dores e de mal humor em uma das visitas de Hermione. Reclamou que bruxas não sentiam cólicas nem tinham TPM. Hermione riu antes de dizer que ia ajudá-la. Ela ficava bonita rindo. Será que o Rony tinha percebido? Bom, desde que ela não fosse pedir nenhuma poção para Severus, estava tudo bem. Ficaram mais amigas desde então. Não ia acreditar se lhe
dissessem há alguns meses que suas únicas amigas seriam uma jovem de dezesseis e uma senhora de mais de cinqüenta anos.
E é claro, havia Neville. Ele também começou a ir até ela depois que conversaram na visita à Sala Comunal da Grifinória. Tinha sido um dia e tanto. Alguns tinham ficado sem graça. Só no início.
Tentou ficar longe do caminho de Draco Malfoy e amigos. Por isso ainda não conhecia todo o castelo.
A biblioteca era o que mais a interessava. Tinha perguntado a Doumbledore. Em um dos vários almoços a que Severus não compareceu. Ele tinha permitido sua presença lá. Em alto e bom som.
Mesmo assim, ela se sentia desconfortável quando a bruxa da biblioteca a olhava. Passou a só ir até lá com Hermione. Ficou horrorizada com a falta de informação deles sobre os trouxas. De acordo com alguns livros, os trouxas eram quase débeis mentais. Talvez ela falasse com a professora Minerva e escrevesse um livro mais atualizado. Isso depois que acabasse de
colocar o arquivo em ordem. E ia demorar.
A professora Minerva parecia estar gostando do seu sistema de arquivo. E era só o velho sistema arcaico dos trouxas. Sem computador. Sem canetas! Vai tentar desmanchar erros com aquela tinta. A professora Minerva arranjou-lhe um removedor mágico. Ela quase beijou as bochechas da bruxa.
Bruxa. Riu sozinha. Pelo menos nunca poderia insultar ninguém com um "sua bruxa".
Ia comentar com Lupin mais tarde. Gostava de vê-lo rir. Ele sempre tinha uma aparência doentia em alguns dias. Mas era encantador em todos os outros. Teria sido fácil se interessar por ele.
Teria.
*****
Filch veio avisá-la que Hagrid estava convidando-a para o chá. Ela resolveu que iria. Agradeceu.
Precisava de ar puro. E queria saber quando seria a próxima visita dos alunos à Hogsmeade.
Se ela encontrasse Hermione e os outros lá, talvez pudesse combinar de ir com eles.
Precisava urgente de roupas. A temperatura estava caindo muito. E rápido.
E ela ficaria sem graça de ir com os outros professores. Mesmo com Lupin.
****
Quinta-feira. Estava cansada.
Era a oitava vez que alguma coisa caía. Apanhou a pena. Estava perdendo a paciência.
-
Se você não parar com isso eu vou me queixar ao Barão. - falou alto para o nada.
-
E o que exatamente você vai reclamar com o Barão?
Sentiu-se gelar. Ela derrubou um dos livros que estavam em suas mãos. Era a primeira vez que o via sozinha depois de sua última visita às masmorras. Como sempre, seu coração disparou.
-
Acho que um dos fantasmas está se divertindo derrubando minhas coisas.
-
Hum. - ele não se interessou - Eu vou pegar um dos livros.
-
Se me disser qual é eu posso...
-
Não é necessário. - ele a cortou, olhando em volta com enfado - Eu o acharei.
-
Está bem. - sentou-se, brava.
Se ele ia ser um cretino, que procurasse sozinho. Até cansar.
Abaixou a cabeça e tentou concentrar-se. Descobriu que era impossível com ele ali. Então fingiu.
Ele pegou um livro. Largou. Pegou outro. Foi até o arquivo. Ela ouviu um barulho. E uma praga.
Quase riu. Imaginou o que ele estava fazendo lá. Após um tempo ele voltou.
-
Vou levar esse. Eu o trarei mais tarde. - falou seco.
E saiu.
Bom, isso queria dizer que ele voltaria. Começou a ficar ansiosa.
******
Quase deu um grito ao ver dois grandes olhos nela.
-
Olá.
-
Olá Dobby. - ela disse se recuperando.
-
Professor Snape pediu para lhe dar isso. - colocou o grande livro em sua escrivaninha - Pediu para Dobby dizer que precisa do livro depois desse.
-
Livro depois desse?
-
Sim. Professor Snape disse outro ano.
-
Ah. - levantou-se, então ele não viria afinal -
Será que você pode levá-lo para mim ao Professor Snape, Dobby? Por favor.
-
Dobby leva. Não precisa pedir por favor. - ele mudou de posição enquanto ela pegava o livro - Dobby é um elfo, senhora. A senhora trabalha em Hogwarts. Dobby obedece a senhora.
-
Obrigada por levá-lo, Dobby. - ela disse indo até ele.
-
Não precisa agradecer Dobby - ele insistiu.
-
Eu preciso pedir por favor e agradecer Dobby. - parou, olhando-o - Dobby é um ser mágico e merece respeito. - abaixou-se entregando o livro - Diga só "de nada".
Dobby a olhou. Estufou o peito.
-
De nada.
Ela sorriu.
-
Isso Dobby. Obrigada.
Ele a olhou.
-
De nada! - ele disse de novo, mais alto.
Ela o viu se afastar com as pernas finas.
*****
Snape abriu a porta.
-
Dobby trouxe livro de professor Snape.
Ele pegou o livro. Dobby ficou parado na porta. Viu os grandes olhos.
-
Mais alguma coisa? - perguntou impaciente.
-
Não. - ele sacudiu a cabeça.
Mas continuou onde estava.
Snape franziu a testa.
-
Então vá!
-
Professor Snape precisa dizer "obrigado" para Dobby. Dobby diz "de nada".
-
Mas quem em nome de Merlin lhe disse isso?
-
Srtª. Nina. Ela ensinou Dobby. Dobby é um ser mágico e merece respeito. - estufou o peito de novo.
Ele largou o livro sobre a mesa com um barulho. Passou por Dobby ventando.
****
Ele irrompeu na sala.
-
O quê diabos você pensa que está fazendo? - ele estava bravo.
Ela o olhou confusa. Será que mandara o livro errado? Não. Ela tinha conferido.
-
Não sei do que está falando, professor.
-
O que disse ao elfo?
-
Ao Dobby? Nada de mais.
-
Você está querendo uma revolução de elfos? -
ele bateu as mãos na mesa dela e inclinou-se - Já não temos problemas o suficiente? - cuspiu as palavras.
Não. Ela se corrigiu. Ele estava furioso. Ela entendeu. Sem motivo.
-
Eu não fiz nada que o levasse a tal conclusão.
-
Não? Nega que tenha... - moveu a mão impaciente - falado com aquele elfo?
Ela se levantou. Não ia deixar que ele falasse assim com ela. Enfrentou-o.
-
Aquele elfo se chama Dobby. E eu só lhe agradeci pelo que ele fez. - percebeu que os olhos dele estavam quase saltando das órbitas - Eu só fui educada com ele. - ficou furiosa de repente - Com certeza você tem todos os benefícios de uma educação clássica. Melhor que a minha. Sabe reconhecer as regras
da boa educação. E não seria difícil para você utilizá-las, de vez em quando.
Ele viu os olhos furiosos. O queixo decidido.
Soltou um grunhido furioso.
Virou-se. Se ficasse, não se responsabilizaria por seus atos.
Ela sentou-se. Trêmula. Exausta. Passou a mão pelos cabelos.
Ele era um bastardo.
-
Eu não fiz nada de errado. Você não tinha o direito de vir aqui assim.
Ele ainda a escutou do corredor.
Andava rápido.
A despeito de si mesmo. Não pôde deixar de admirar a coragem dela.
Os olhos brilhantes.
O que havia nela que o deixava tão... furioso?
'Maldição'.
Quando chegou ao seu corredor percebeu que Dobby ainda estava lá. Revirou os olhos. Continuou andando.
Quando abriu a porta voltou-se para os olhos de pires.
-
Obrigado. - ele murmurou contrariado, rígido.
Dobby sorriu.
-
De nada! - disse feliz.
Estalou os dedos.
*****
Era Quinta feira. De novo. Ficou tensa.
Este era o dia. Tomara que ele tenha muita coisa para fazer. Longe dali.
Suas orações não foram atendidas.
Ele sequer a cumprimentou. Teve vontade de fazer o mesmo.
- Boa tarde, professor. - ela murmurou. Se ele era um mal-educado. Ela não.
Escutou um resmungo. Bom, já era alguma coisa.
Ele foi direto ao arquivo.
Ouviu uns poucos sons.
Depois parou.
Depois de quinze minutos, quase esqueceu-se dele.
-
Oi.
Levantou os olhos.
Neville e Colin estavam lá.
-
Oi. - ela sorriu.
-
Vai para Hogsmeade esse fim de semana também? - Colin perguntou.
-
Não. Estou cansada. Vou ficar aqui.
-
Ah. Que pena. Trago um doce da Dedos de Mel para você. - se ofereceu Neville.
-
Obrigada.
-
É melhor você ficar mesmo. Dizem que tem comensais em Hogsmeade.
Neville cutucou Colin.
-
Tudo bem, Neville.
-
Eles odeiam trouxas. - disse quase se desculpando.
-
Eu sei.
-
Dizem que Você-sabe-quem conseguiu mais seguidores e vai voltar.
Ela viu a preocupação. Encarou-os.
-
Doumbledore ainda é o maior bruxo vivo. E vocês estão seguros em Hogwarts.
-
Eu sei, mas Doumbledore não está aqui agora.
Doumbledore a tinha chamado dois dias antes. Ela pensou que ele iria perguntar-lhe alguma coisa. Mas ele só queria ajuda com algumas cartas e documentos. Na verdade eram muitas cartas e documentos.
-
Mesmo assim Hogwarts o protegerá.
-
E se eles passarem pelos feitiços de proteção?
-
Só bruxos convidados podem entrar em Hogwarts. Um ataque direto seria uma perda de tempo. Além disso, não são só as pedras de Hogwarts que os protegem. São os bruxos dentro dela. Eles não passariam pela professora McGonagall, pelo professor Lupin, Snape, Flitwik ou...
-
Snape! Hã! - Neville não se conteve.
Ela não podia deixar. Abaixou a voz.
-
O professor snape é um bruxo poderoso. Um mestre em poções. Ele protege Hogwarts como todos os outros. Não vou permitir que você falte ao respeito com nenhum deles. - estava séria.
-
Mas ele ...
-
Ele é um bom professor. Um grande bruxo. Não deixe que suas... características pessoais os enganem. Ele faz o que tem que fazer. E eu não quero saber de vocês falando mal dele.
Eles não retrucaram.
-
Porque você tá falando baixo?
-
Por nada, Colin. É melhor vocês irem.
Eles estavam saindo.
-
É verdade que você enfrentou comensais? - Colin se voltou.
-
Colin!
-
Tudo bem, Neville. Eu não os enfrentei. Só fugi quando eles não estavam olhando.
Eles pareciam esperar mais. Como ela ficou calada. Despediram-se e foram embora.
Voltou a passar os registros no livro.
Escutou barulhos. Uma praga. Mais sons. Outra praga.
Segurou uma risada. Ele ficaria furioso se pensasse que ela estava se divertindo às suas custas.
Olhou seu livro. Suspirou. Só esperava que ninguém fosse precisar das notas dos alunos esta semana.
Ela quase gemeu ao pensar. Duas tardes com o diretor a tinham atrasado.
Os barulhos tinham parado há um bom tempo.
'O que será que ele está fazendo?'
Conseguiu se concentrar. Havia passado algumas páginas.
-
Nina?
Estava movimentado ali hoje. Segurou um suspiro. Levantou a cabeça.
-
Estou atrapalhando? - pareceu indeciso ao não ver o sorriso costumeiro dela.
-
Não professor. - sorriu, ele não tinha culpa - Preciso mesmo esticar o pescoço. - largou a pena.
Massageou a nuca.
-
Não quer dar um passeio mais tarde?
O sorriso alargou-se.
-
Esta é uma boa idéia.
-
Cinco e meia, então?
-
Cinco e quarenta e cinco. Quero aproveitar o banho. Tirar o cheiro de poeira.
-
Então teremos cheiro de violetas pelo caminho de novo. - ele sorriu.
Ela ficou levemente ruborizada. Não sabia que ele tinha notado.
Ele percebeu. Tentou brincar.
-
Prometo que nós jantaremos antes que seu estômago ronque.
Ela riu.
-
Não reclame. Nós ficamos conversando até as oito! Claro que eu estava com fome.
Ele sorriu.
-
Eu a espero no corredor então.
Ele era correto, como sempre. Não iria ao seu quarto.
-
Está bem.
Ele se foi. Ela voltou-se para os livros.
Ouviu a porta do arquivo se fechar. Ficou imóvel.
Ela tinha se esquecido dele!
'Dane-se.'
Não estava fazendo nada de errado.
'Por que será que ele fechou a porta?'
Minerva tinha lhe avisado que depois de fechada, poucos bruxos conseguiriam abri-la. Franziu a testa.
Deu de ombros. Tinha mais o que fazer. Esqueceu-se dele.
Mais de uma hora depois ele saiu. Ela levou um susto.
-
Eu preciso dos relatórios dos alunos. - falou impaciente.
Ficou confusa.
-
Mas você ainda não me deu suas notas para transcrever.
-
Eu preciso de informações dos outros professores. - explicou impaciente - Como acha que saberei dos sonserinos sem o relatório dos outros?
Sentiu-se uma tola.
'Maldição'
-
Sinto muito, professor ainda não acabei de passá-los.
-
Exatamente o quê você está fazendo aqui? - ele estava bravo.
-
Trabalhando - ela também - Tive que atender ao professor Doumbledore. - parou.
Não ia ficar dando explicações para ele.
-
Eu os prepararei para amanhã à tarde. - finalizou, brava.
-
Eu preciso deles hoje! -
apoiou-se na escrivaninha dela
O seu humor tinha piorado sensivelmente.
-
E eu não posso entregá-los hoje.
-
Poderá. Se ficar até mais tarde.
Ela não podia acreditar na arrogância.
Ela até teria sugerido isso. Se ele tivesse sido mais educado.
-
A sala é fechada às cinco. - falou entre os dentes.
-
Então trabalhe em minha sala! - Ele a intimidou.
-
Há muitos registros! Não tem como levar tudo! - ela estava perdendo a compostura.
-
Eu levo! - ele tirou a varinha.
Transfigurou seu tinteiro em um malão enquanto ela olhava em horror.
-
Empacotar! - todos os registros foram parar ali
Os livros foram em direção à ele.
Até o livro em que ela estivera trabalhando ficou em uma pilha atrás do malão.
Olhou-a vitorioso. Furioso.
-
Qual é sua desculpa agora?
'Cretino. Bastardo. Arrogante!'
Respirou fundo, tentando se acalmar.
-
Nenhuma! Estarei lá às seis e meia. Presumindo que você não irá jantar! - ela foi irônica.
-
Não irei.
Ele se virou.
-
Locomotor malão! Locomotor livros!
Ela estava furiosa.
Ia sai mais cedo. Precisava se acalmar. E não havia no quê ela podia trabalhar de qualquer forma.
Remus.
'Maldito Snape!'
Ele sabia. Talvez ele tivesse feito de propósito só para aborrecê-la.
Organizou tudo. Quando ela entrou no arquivo, não pôde acreditar.
Ele tinha colocado vários dos livros que ela separou nas prateleiras. Ela ia fazer isso no dia seguinte.
Ele podia ser um cretino quando queria. Ou não.