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21. O Livro Impublicável


Fic: Harry Potter e o Segredo de Sonserina


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Ana fora jogada contra a cadeira de balanço tão fortemente que o espaldar se inclinou até o chão, desequilibrando o móvel e fazendo com que caísse de costas no chão. Ficou atordoada por alguns segundos, sem entender onde estava e o que estava acontecendo.

Finalmente reconheceu que aquela era sua casa, seu apartamento. Mas, e antes? Onde estava? Tinha a impressão de estar com mais pessoas...

Viu o livro no chão. A capa verde se destacava contra o assoalho marrom. Então, as lembranças a assaltaram como um raio. Ceús! Harry Potter, A Toca, os Weasleys... Carlinhos!

Olhou ao redor. Já estava amanhecendo. Teria sido um sonho? "Oh, Deus, não permita!", Ana pensou, sendo atingida por um genuíno desespero. O amor que tinha dentro de si não poderia ser fruto de sua mente, podia? Não suportaria perdê-lo assim...

Teve a grata idéia de olhar para si mesma. Sim, grata porque percebeu que aquelas não eram suas roupas. Ou melhor, não as que tinha vestido antes de começar a ler o livro na varanda. Na realidade, aquelas eram as vestes de bruxa que tia Agatha havia comprado para ela no Beco Diagonal!

Como ainda estava estirada no chão, Ana se abandonou de vez à alegria que tomava conta de si, rindo e rolando em puro alívio.

Levantou-se e até o volume, que jazia aberto, com a parte interior voltada para baixo, exibindo a capa e a contra-capa. Ana leu o título: "Harry Potter e o Segredo de Sonserina". O segredo de Slytherin. Será que, se abrisse o livro...

Pegou-o imediatamente e o folheou, quase freneticamente. Estava lá. Tudo. O que fizera, o que falara, o que os outros responderam. Ceús! Como entendia o Harry, agora! Que loucura! Sua vida sempre fora um livro aberto, mas assim já é demais! Será que sempre estivera lá? Nunca iria saber: não era do tipo de pessoa que começa lendo um livro pelo final. Infelizmente - agora percebia isso.

Por falar em final... A última página terminara em como Ana só entenderia a atitude de tia Agatha em não querer que ela voltasse para a Inglaterra muito tempo depois.

Tempo... O tempo se passara! Oito anos! Precisava falar com a tia, dizer que voltara, que ela é a aquela Ana agora, que sabe de tudo que é... Uma bruxa! Procurou nas vestes a varinha. Puxou-a do bolso, sorrindo. Cedro, vinte e seis centímetros, corda de coração de dragão.

"Merlim!", ela pensou, acordando. "O que estou fazendo aqui, parada?".
Correu até o telefone, digitando o número de telefone do apartamento da tia em Londres. Ou melhor, da casa trouxa da tia em Londres. Será que ela estaria lá?

Impaciente, esperou todos os procedimentos para que a ligação se completasse. Finalmente, ouvira o aparelho chamando. Nada. A secretária eletrônica da tia atendeu. Exasperada, Ana deixou um recado para tia, urgente. E se ela não estivesse em Londres, mas em Hogsmeade? Faria todo o sentido se ela estivesse naquela época do ano em Smith House. Mas como saber? Onde se encontrava uma coruja em Brasília? E, se encontrasse, será que ela atravessaria o Atlântico? Faria isso em quanto tempo?

Tentou várias vezes mais. Sempre com o mesmo resultado. Que horas seriam em Londres? Se no Brasil era de manhã cedo... Isso queria dizer que o dia já estava adiantado por lá. Se tia Agatha estivesse no apartamento, já teria atendido.

Conseguiria aparatar? Ela tinha o conhecimento em sua mente, graças ao encantamento do bracelete de Helga. Seria seguro tentar atravessar o Atlântico assim? Esta resposta não estava em sua mente: podia ser que há mil anos ainda não tivessem tentado. Afinal... Nem sabiam que havia algo do outro lado do oceano!

Ela estava realmente pensando em arriscar, quando o telefone tocou, a sobressaltando. Seria tia Agatha? Pensando nisso, pegou o gacho do aparelho tão afobadamente que fez a base cair. Toda atrapalhada, largou a varinha em cima da cômoda e tentou ajeitar o aparelho o melhor que pôde e atendeu, apressada:

- Alô? Tia Agatha?

- Puxa, tudo bem que eu acho que estou ficando velha, mas... "Tia?".

- Deb? - Ana estranhou. - O que houve?

- Liguei para saber se quer uma carona.

- Carona? Mas... - ela buscou as lembranças do que, para ela, aconteceu meses atrás. - Hoje não é sábado?

- Nossa! O gringo moreno de olhos verdes deve ter te atordoado mesmo, né? Sim. Sábado. Primeiro dia do Congresso Internacional de Atividades de Inteligência. Alooou! Nós fomos escaladas para ciceronear alguns estrangeiros, lembra?

Não. Ana não lembrava. Não até Deb refrescar sua mente e ela perceber a inconveniência do governo brasileiro ter se oferecido para sediar o evento. "Tinha que ser logo hoje?", pensou. "Não faz mal. Não vou. Dane-se!".

- Já estou no carro e estou passando aí para te pegar, tá bom?

Antes que Ana pudesse dizer algo, a amiga desligara. Ela tentou ligar para o celular dela, mas estava desligado. Débora tinha o costume de simplesmente desligá-lo quando estava dirigindo.

Muito bem... Primeira opção: ela podia sair do apartamento antes que ela chegasse... O problema é em meia hora metade da polícia estaria atrás dela, acionada pela amiga. Segunda opção: poderia lançar um "obliviate" em Deb... Não: quando as outras amigas percebecessem que ela não tinha chegado à Agência, também iriam chamar a polícia, constatou, desolada. Por que tinha amigas tão dedicadas e paranóicas?

Trocou de roupa rapidamente e mal tinha pêgo a bolsa quando a campainha tocou.

- Meu Deus! Alguém morreu? - Deb exclamou. Ela estava se referindo ao conjunto preto que Ana vestia.

- Peguei a primeira roupa que vi, tá bom? Vamos? - respondeu impaciente.

No caminho, a amiga não parou de perguntar se ela estava bem. Finalmente, perguntou se tinha alguma coisa com o tal inglês moreno. Ela disse que sim, mas não era o que ela estava pensando, ele era um doce de pessoa. E falou isso com uma expressão que não deixou a mínima vontade em Débora de perguntar mais.

Pararam em frente de um prédio, surpreendentemente cheio para o início de um fim de semana, que tinha os seguintes dizeres na fachada: "ABIN - Agência Brasileira de Inteligência".

Ana teria que "fazer sala" para um grupo de americanos. Mas simplesmente não estava prestando para nada naquele dia. A preocupação tomava conta dela - o que teria acontecido? Onde estaria Harry? Voldemort teria sido derrotado?

Como um dos americanos era um palestrante, ela se forçou a escutar um pouco do discurso, nem que fosse para ter o que conversar depois. Ele estava falando sobre a mudança de comportamento das agências de inteligência no mundo, e as razões que as levaram a ser mais abertas em suas operações.

“Pressão por orçamento?", Ana pensou, incrédula. "Do que ele está falando, pelo amor de Deus! Estamos no Brasil, onde as pessoas sequer se lembram em quem votaram na última eleição, quanto mais em que se está gastando o dinheiro público!”

Ia desistir de escutar o alienado - que obviamente não sabia de nada o que acontecia fóra de seu país - quando um comentário lhe chamou atenção. Os atentados terroristas. Onze de Setembro. Afeganistão. Iraque. Onze de Maio. ATENTADOS EM LONDRES!

Lembrou-se da frase da senhora Weasley, no dia do julgamento de J.K.: "Atacaram turistas trouxas... Botaram culpa nos terroristas, como sempre". E ela própria dizendo "Aposto em uma Maldição Impérius. O Primeiro Ministro é a chave para o apoio da Comunidade Européia... Apoio às guerras, por exemplo...". Não, isso era demais. Tudo bem que nunca foi com a cara do Tony Blair. Mas daí a dizer que ele estava sob a Impérius quando resolveu dar apoio ao Bush... Mas, pensando bem... Lembrando do comportamento do Primeiro Ministro...

Merlim! Voldemort tinha que ter sido derrotado! Por que JK iria dizer que o livro sete era o último, se a Guerra não iria acabar no sétimo ano? E os trouxas já saberiam a esta altura, se Voldemort tivesse vencido, não é?

As suas três colegas notaram que ela não estava bem. Aproveitando que no almoço iriam se revesar com outra equipe, elas resolveram que almoçar em um lugar diferente iria mudar o ânimo de Ana. Foram para o shopping, achando que o ambiente alegre iria ajudá-la.

De repente, uma sensação estranha. Sentiu um calafrio, que sacudiu seu corpo todo.

- O que foi? - perguntou Luana, preocupada.

- Nada... Eu tenho esses calafrios desde que tinha dezesseis anos. É como se eu estivesse... Sendo vigiada. Na maioria das vezes acontece em ocasiões importantes. Acho que é simplesmente nervoso, só isso.

Nova onda de suspeita de Ana. Vigiada... Por comensais? "Não. Eles já teriam me matado, se fosse isso".

- Olha só! - disse Carol, apontando para uma fila quilométrica que começava no cinema. - É a semana de estréia do novo filme de Harry Potter! Você gosta da série não, é? Podemos vir aqui hoje à noite. Nós nunca assistimos e seria a nossa "iniciação". O que acha?

Ana olhou para a fila, assustada ao ouvir o nome de Harry. Seus olhos pousaram em um grupo de pré-adolescentes, com faixas e cartazes. Uma delas exibia um cartaz com a frase: "MNMH-R! - Movimento Não Mate o Harry, Rowling!"

Ela se sentiu ainda mais miserável. Por que Rowling insinuaria que Harry poderia morrer? Aquilo poderia parecer golpe de marketing quando se pensava que ele era um personagem... Mas não quando se sabia que ele era real! "Pessoas inocentes podem morrer em uma guerra", Rowling dissera. "Quem?", pensava Ana, desesperada. "Harry? Carlinhos?".

Notando-lhe a palidez, as colegas desistiram do almoço e estavam prontas para a levarem a um hospital. Ana disse que não firmemente, e que só precisava descansar. Então, elas a levaram para casa, garantindo que alguém ficaria no lugar dela - entenderiam-se com o chefe depois.

Impedindo as amigas de entrar (sabia que elas iriam enchê-la de chazinhos e comprimidos), pegou o elevador com o coração aos pulos. Se a tia não tivesse retornado a ligação, iria pegar o primeiro avião que houvesse para Londres!

Mal trancou a porta do apartamento, correu para a secretária eletrônica. Graças a Merlim, havia uma mensagem! Apertou o botão do aparelho como se ele fosse a única coisa que valesse a pena prestar a atenção no mundo todo.

- “Ana, ligamos para você e escutamos a sua nova mensagem. Parece desesperada para falar com Agatha. O que foi querida? Algum problema? Somos sua família também, você pode...”

Ela desligou o aparelho com um gemido abafado. Em qualquer outra situação acharia engraçado o ciúme de tia Bianca com Agatha, mas naquele momento...

- Deus, o que está havendo?!? - disse à beira das lágrimas. - Eu preciso saber!

- Então - uma voz masculina soou do outro lado da sala. - Por que demorou tanto a chegar?

Sobressaltada, Ana voltou-se para a direção da voz. Lá estava ele. O ruivo que ocupara seu coração da mesma forma como preenchia o espaço diminuto de sua sala: aparecendo de repente, com um sorriso no rosto e sem ser convidado...

O choque, somado ao alívio que a percorreu, provocou uma série de soluços histéricos em Ana. Carlinhos cruzou rapidamente o espaço que os separava, e a abraçou, confortando-a. Ao mesmo tempo, ele fechou os olhos, como se também estivesse aliviado com o contato.

- V-Você está vivo! - as lágrimas conseguiram descer, quentes, pelo rosto de Ana. - Graças a Deus, você está vivo! Eu tive tanto medo, eu...

Sem pensar direito no que estava fazendo, só seguindo seus sentimentos, ela ergueu o rosto, procurando lábios dele. Tocou-os com os seus, em vários beijos rápidos e sucessivos e, então, finalmente deixou-os ali, prolongando a carícia. Carlinhos não demorou a aprofundá-lo, abraçando-a ainda mais forte, como se quisesse comprovar que ela era mesmo real.

Só então ela pareceu se dar conta de um fato, e afastou os lábios delicadamente.

- Desculpe... - ela murmurou.

- Desculpe?!? - Carlinhos repetiu, confuso.

- Você... Você deve ter uma vida agora... - ela ia dizendo enquanto tentava se afastar. Mas Carlinhos a impediu:

- Ah... ISSO. - ele disse, um brilho perigoso no olhar. - Minha mãe e Gina me contaram o que você pediu para elas. Francamente, Ana, eu disse que iria te esperar, porque fez isso?

- Eu... Queria que você fosse feliz.

- Só você me faz feliz. Nestes anos todos eu conheci muitas mulheres, mas nenhuma delas me fez ter vontade de dividir minha vida com elas. Você foi... E é... A única com quem quero fazer isso.

Ana o fitou, um pequeno sorriso surgindo. Ele a esperara. Ele a esperara! O sorriso se abriu e uma lágrima, agora de felicidade, correu por seu rosto.

- Estou oito anos mais velho agora. Você aceitaria se casar com esse novo Carlinhos? - desta vez era ele que parecia inseguro.

Ela observou o rosto amado, analisando cada mudança, maravilhada. As palavras saíram naturalmente, sem que se desse conta:

- Você está ainda mais bonito... - diante do riso baixo dele, ela completou, fingindo indignação: - Oh, Merlim! Eu não devia ter dito isso. Agora você vai ficar insuportavelmente convencido!

- Essa é a Ana que eu conheço! - ele riu, abraçando-a. - Então, isso quer dizer que não se importa?

- Fazer o quê? Parece que tenho que me casar com um ancião de... - ela fez as contas mentalmente: - Trinta e três anos?

- Trinta e três em 12 de dezembro. - ele confirmou.

- Meu Deus, que tragédia! - ela riu.

- Quando você tinha dezesseis a distância era muito grande. - ele falou, sombrio. - Naquela época parecia mais lógico que se casasse com aquele seu namoradinho do colegial, aquele margricelo... como era mesmo o nome dele? - agora tinha um tom de ciúme na voz.

Ana arregalou os olhos. Como ele sabia da aparência de seu namorado do colegial?

- É... Eu quebrei as regras. - Carlinhos confessou. - Até tentei ficar longe de você. Mas, eu precisava te ver, Ana. Nem que fosse de longe... Agatha foi minha assistente nestes meus "crimes". Ela me mandava fotos de você, contava-me sobre o que estava acontecendo na sua vida... Eu bebia cada palavra dela sobre você como se fosse água para alguém que está perdido no deserto. - ele acariciou o rosto dela.

- As minhas impressões de estar sendo observada... - Ana pareceu entender finalmente. - Era você! Mas... - Ana pensou no físico avantajado dele. - Como eu não vi você?

- Sim. Você tem sentidos muito apurados. Me deu trabalho. - ele riu.

- Carlos Weasley! Você lançou um feitiço de confusão em mim?

- Só um pouquinho, querida... - ele se defendeu. - E, então, acrescentou, mais sério: - Estive em cada momento de conquista para você, como formaturas e aquela seleção antes da universidade...

- "Vestibular". - ela falou, maravilhada com o que ele contava.

- Isso. Apreendi português, mas essa palavra...

- Você aprendeu português? - agora ela estava realmente admirada.

- Oito anos é um tempo razoável para se aprender uma língua. Pelo menos é o que eu pensava. Ainda estou apanhando nas gírias...

Ela o beijou longamente por isso! Carlinhos não perdeu tempo e não queria mais soltá-la. Só quando Ana o afastou delicadamente e exigiu que ele continuasse a contar.

- Lembro-me da primeira vez que não me aguentei e vim ao Brasil para te ver. Era uma garota ainda. Mas já dava mostras que iria se tornar a mulher que eu amava. Aliás, você fica linda mesmo com tinta da cabeça aos pés ou acorrentada à uma árvore.

- Você... - ela parou de sorrir: - Viu isso? O protesto? - quando ele assentiu, ela apressou-se a explicar o epísódio de quando ela tinha dezesseis anos: - Aquela árvore estava no colégio há cem anos, eles não podiam simplesmente cortá-la.... Eu e meus colegas tínhamos que fazer algo!

- Minha Ana! - ele exclamou, sorrindo diante do embaraço dela, e beijando-a.

Ana ficou perdida por alguns instantes nos próprios pensamentos e então declarou:

- Eu me lembrei de você. No dia em que acordei na Toca. Eu olhei para você e senti que já tinha te visto em algum lugar.

- Meus feitiços de confusão não devem ser muito bons. - ele riu.

- Ou meu coração foi mais forte que eles. Sim, porque eu podia ser uma adolescente... Mas já podia reconhecer o homem da minha vida quando o visse.

- Isso é um "sim" para o meu pedido de casamento? - ele sorriu como um menino.

- Sim, homem! Quantas vezes vou ter que te dizer isso?

- Quantas vezes for possível! - ele a ergueu pela cintura e a rodopiou. - Espere só até o pessoal souber da notícia! Eles estão loucos para poder falar com você, depois de todos esses...

- Ah! - Ana gritara, chocada. - Como pude esquecer? Merlim! Estão todos bem, não é? Quer dizer...

- Vold... - ele se obrigou a dizer o nome: - Voldemort derrotado, sim. E Harry vivo. Como isso aconteceu é uma longa história, mas o importante é que está tudo bem agora. - e acrescentou, com um sorriso: - Harry e Gina vão se casar no ano que vem, em fevereiro. Rony e Hermione estão casados e tem um filhinho de dois meses, chamado Sirius.

- Isso... - os olhos de Ana se encheram de lágrimas. - Isso é maravilhoso! Realmente maravilhoso! - então uma sombra de preocupação passou por seus olhos: - Mas, eu tentei ligar para tia Agatha. Ela está em Smith House?

- Não... - Carlinhos pareceu escolher as palavras, o que fez Ana gelar. - Ela está viajando... Com Moody.

- MOODY? - Ana exclamara.

- Casados. Há um mês. - ele declarara. - Ela ia te contar Ana, mas... Bem, o Moody não é exatamente o tipo que consegue fingir ser um trouxa, não é? Então ela preferiu esperar que você se lembrasse de tudo...

- Moody... - Ana dissera baixinho, enquanto pensava. Então sorriu: - "Tio" Moody! Gostei disso! Mas... Como soube que eu havia me lembrado?

- Lupin. Ele nos deu a dica do eclipse lunar. E eu tive a minha confirmação quando vi você hoje no shopping, olhando para o cartaz como se fosse um filme de terror. Escutei suas amigas dizendo que iriam te levar para casa; então, aparatei para o seu apartamento.

Ana lembrou-se de ter sentido aquela mesma sensação de estar sendo observada no shopping. Agora tudo se encaixava!

- Conte-me mais! E Lupin e Tonks? Como está minha amiga?

- Muito bem! Ela e Lupin adotaram um menino, o Hector, um pestinha que agora está no primeiro ano em Hogwarts!

- E seus outros irmãos?

- Gui e Fleur tem uma menina de cinco anos, Chantal. Os gêmeos e Percy também estão casados. - Carlinhos completou, malicioso: - Como pode ver, vamos ter que correr se quisermos alcançá-los. Quantos filhos você quer ter?

- Acho que, se seguirmos o exemplo de seus pais, para mim está bom. - brincou.

- Sete filhos? - Carlinhos fingiu preocupação. - Então é melhor começarmos agora, não é?

Ana passou os braços em torno do pescoço do ruivo, devolvendo o sorriso malicioso que ele lhe lançava:

- Concordo plenamente, meu amor.

***

Nenhum dos dois notara que o livro de capa verde desapareceu, de repente, do apartamento de Ana.

Ele só fora reaparecer há milhares de quilômetros dali, em uma sala cheia de outros livros, de paredes brancas e bem iluminada. Havia uma mesa ao centro, uma espécie de escrivaninha, com um computador em lugar de destaque.

A mesa se apresentava em uma "organizada desordem", com vários papéis espalhados por ela, alguns até mesmo com marcas de canecas de café ou chá. Haviam também alguns disquetes esquecidos entre os papeis, esperando que seu dono se lembrasse do que tinha gravado dentro deles e o porque que os tinha salvo.

As canetas também estavam em grande número ali. E não eram só canetas normais, haviam também canetas hidrográficas e multicoloridas, que certamente foram utilizadas para marcar de cores diferentes diversos pontos dos textos impressos nos papéis deixados sobre a mesa.

Um óculos de armação de pontas repuxadas - como era moda nos anos 50 - descansava sobre o teclado. Sua dona voltou a sentar-se na cadeira em frente ao computador e o acomodou de volta à frente de seus olhos azuis. Ela puxou o cabelo loiro para trás, dirigindo a atenção para o que estava escrito na tela.

Foi quando um tilintar chamou sua atenção para o livro de capa verde, que agora se punha sozinho junto aos outros na estante.

A mulher sorriu, satisfeita. Se o livro havia retornado, é porque tudo tinha dado certo. Ela olhou pesarosa para o volume. Era uma boa história... Mas não podia ser levada ao conhecimento do público. Havia prometido.

Portanto, "Harry Potter e o Segredo de Sonserina" era um livro impublicável.

Voltou a atenção para a tela, com um suspiro. Agora tinha que pensar em uma maneira de escrever o último de uma forma que ocultasse o que não deveria ser dito, mas ao mesmo tempo não mentisse a seus leitores.

Tarefa difícil essa que Dumbledore tinha lhe dado. Mas havia empenhado a sua palavra, e escreveria aqueles livros até o último volume. Sorriu ao pensar no amigo. Ele tinha toda a razão quando lhe dissera que o mundo nunca mais seria o mesmo depois de Harry Potter.

FIM!!!

****

(N/A): E assim chega o fim desta fic, meus queridos! Vocês não têm idéia do quanto estou emocionada! Sem ser melodramática, tá? De verdade, foi uma das melhores esperiências da minha vida.

Bem, antes de eu começar com os sentimentalismos, que certamente mereceriam um comentário do Rony, do tipo: "Quem é diabético, por favor, tampe os ouvidos que isso é meloso demais", vamos a alguns esclarecimentos que todos vocês devem estar querendo saber.

Se vocês tiveram a impressão que ainda restou mistérios... Estão cobertos de razão! A começar com o que os centauros queriam com o bracelete. E sobre Firenze, é claro. Bem, tudo o que eu posso dizer é que tem relação com um segredo de outro dos fundadores, então, não foi resolvido nesta fic. Igualmente, por enquanto, preciso de Firenze em Hogwarts, afastado dos outros centauros. Mas não se preocupem, nem eu nem a Ana desistimos de fazer aquele "centauro bonitão", como diria a Parvati, voltar a ser feliz junto dos seus.

Os que prestaram mais atenção, devem ter percebido, pela conversa no St. Mungus, que alguém de dentro do Ministério ajudou a trazer os dragões, e que o senhor Weasley, Lupin, Gui e Carlinhos sabem quem é, mas não quiseram, ou não puderam, revelar quem foi.

Eu me ressenti muito da falta do nosso (querido?) Professor de Poções nestes dois últimos capítulos, mas não seria "seguro" trazê-lo de volta (por razões que só esta autora sabe, hehe), por mais que uma despedida entre ele e Ana fosse da minha vontade. Afinal, ele quase foi pai dela (ai, senti um cutucão zangado da Ana, agora!).

Se eu esqueci de mais algum mistério, por favor, desculpem-me. Mas lhes garanto que houve uma razão para eles permancerem um mistério.

Já mencionei, mas não custa repetir. Sempre soube, desde o início da fic, que não escreveria a batalha final entre Harry e Voldemort. Prefiro deixar isso para a J.K. Mas, se precisar mencionar como aconteceu (às vezes as histórias se conduzem sozinhas, a gente não sabe onde vai dar), pretendo usar a versão da fic da Sally Owens, como mencionei.

A busca das horcruxes também seriam desgastantes para o meu pobre cérebro (só estou com dois neurôneos atualmente, aos quais chamo carinhosamente de "tico" e "teco". Os demais me abandonaram lá pelo capítulo 14... Revoltados e exigindo aumento de salário pelas horas extras que eu os fiz fazer nos ultimos meses).

Enquanto a continuação da fic não vem, quem estiver com saudades, e quiser ver toda esta turminha já adulta, passe na fic da Sally. Garanto que não vão se arrepender.

Nossa, como eu falo! Vamos logo aos comentários, antes que eu mate vocês de tédio:


Sally Owens: Às vezes minha betha, quase sempre minha co-autora, e sempre minha amiga. Como traduzir aqui as nossas conversas divertidas pelo MSN, rindo das coisas que criamos, sonhando com as possibilidades que os nossos personagens trazem? Bem, isso não é uma despedida, portanto, vou parar com este tom aqui mesmo. Bem, comadre, por enquanto deixo a Ana a seus cuidados - e fico tranqüila, sabendo que ela é bem cuidada. Ah, a conversa com o Harry: realmente, é difícil traduzir tudo o que sinto por este personagem, mas acho que aquele foi um bom começo. Sim, vc tem razão: foi uma declaração de amor ao Harry! E a Ana e o Carlinhos... A canalização do meu lado romântico... Como eu disse para a Morgana pelo MSN: crei o homem perfeito e o dei para outra! (mas como é para a Ana, eu não me importo).

Ana lomlom: Obrigada pelos elogios! É sempre bom ver caras novas por aqui. (Calma gente, não estou dizendo que estou cansada de vocês, naum.. heheh).

Trinity Skywalker: Deixa eu te dizer uma coisa, que eu estou louca para dizer faz tempo - é muito bom escrever o seu nome, sabia? "Trinity" me lembra uma música de Matrix Revolutions que eu escolhi para ser tema de Godric Gryffindor (Men In Metal). E tb uma para as batalhas (Neodämmerung), tb de Matrix Revolutions. Skywalker... Bem, esse nome está gravado fundo na minha imaginação desde que era criança. Não dá para não sorrir cada vez que o ouço. Sim, a Ana foi meu meio de realizar os sonhos de todos os fãs (inclusive o meu - pensando bem... eu não devo bater bem da bola! hehe!). Beijos! (Eu AMO as suas fics, viu?)

Carolzinha_*: Ai, muito obrigada! A Ana é uma Mestra dos Sonhos, como vcs sabem, e o Harry está longe de ser um bruxo comum. Vão ver mais desta capacidade dele na fic da Sally. Alan Rickman - a voz mais sexy do cinema! (hehe). Acho este ator fantástico e ele está fazendo um Snape inesquecível! A cena do túmulo branco... Dumbie. Incomparável Dumbie. Não poderia deixá-lo de fora, né? Também tinha que dizer, de alguma forma, o quando o adoramos. Dragões, Carlinhos e Ana: acho que ficaram associados para sempre na minha mente. Nossa, obrigada pelo carinho ao shipper! De verdade! E, que bom que encontrei outra fã do MacGiver (esse é o tipo de trouxa que iria deixar o senhor Weasley de boca aberta, né?).

Morgana Black: Nossas conversas pelo MSN também têm sido memoráveis, né? Que bom que se divertiu lendo tb! Eu quero que as pessoas se divirtam lendo os capítulos, e a Ana é bem do tipo bem-humorado que adora fazer os outros rirem (por isso o bom entrosamento com os gêmeos). O túmulo branco, a conversa com o Harry... Tudo o que eu mesma (e, acredito, qualquer fã) gostaria de dizer se estivesse lá. Se, nas cenas tristes, você fez aquelas caretas "Ron", imagine eu escrevendo! Menina, como foi difícil! Mas consegui, graças a Merlim! Pode deixar Morgana, a continuação já vai estar saindo tb!


É chegada a hora! Não de dizer adeus, porque eu continuarei por aqui, como vcs sabem. Seja para fazer "Harry Potter e o Segredo de Corvinal"; seja porque vocês podem se sentir a vontade para conversar comigo pelo MSN, por e-mail ou por MP.

É momento de agradecer. Agradecer muito e infinitamente vocês por terem lido e acompanhado a fic. Comentado, discutido, enfim! Vocês foram maravilhosos!

Esse agradecimento vai para todos. Aqueles que entram para dar uma espiada, os que lêem alguns capítulos e pensam: “é, pode ser...” e até mesmo os que entram e depois esquecem dela porque, afinal, eles também tiveram a gentileza de gastar algum tempo com ela.

Ah, e eu vou ainda postar um bônus com algumas cenas que imaginei para a continuação.

Bem, eu escolhi uma música que representa muito bem a fic. Ela se chama "Encantado" e é cantada pela Maria Bethânia. Gostaria de fechar esta fic com a letra. Aí está ela e, mil beijos para vocês, meus queridos!


Encantado
(Maria Bethânia)


Era um rapaz...
Estranho e encantador rapaz.
Ouvi que andara a viajar...
Viajar... Toda terra e o mar.

Menino só
E timido...
Mas sabio
Demais

Eis que uma vez
Num dia mágico
O encontrei
E ao conversarmos
Lhe falei
Sobre os reis
Sobre as leis
E a dor...

E ele me ensinou
Nada é maior
Que dar amor
E receber
De volta amor.

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