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4. Sobre bolinhos e comemorações


Fic: O Mistério de Starta - por Livinha e Pamela Black - Último Capítulo no AR!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 4


Sobre bolinhos e comemorações



O quarto estava em penumbra, pois o sol era impedido de entrar pelas janelas cuidadosamente fechadas. Se alguém entrasse ali, só saberia que alguém dormia por poder ser ouvido um leve ressonar.

Não era costume Syndia Vechten dormir até tarde, já que ela sempre preferia acordar cedo a fim de efetuar suas rotinas o mais rápido possível. Então, logo que o relógio de cabeceira emitiu um curto bip indicando que eram nove horas da manhã, Syndia abriu os olhos quase que de maneira automática. Sentou-se preguiçosa na cama, ainda sonolenta, para em seguida se levantar.

Mesmo no escuro, ela conseguiu caminhar até o banheiro sem esbarrar em nada e abrir a porta que ligava o cômodo ao seu quarto e, quando se deparou com o lugar repleto de luz, que passava pela janelinha do mesmo, fechou os olhos com força, praguejando qualquer coisa.

- Tenho que colocar uma cortina nessa coisa... - Falou com a voz engrolada.

Soltou um bocejo, que com certeza ela não repetiria em público, e prendeu os cabelos cuidadosamente, enquanto permitia-se também abrir os olhos devagar até se acostumar com a claridade. Somente depois desse rápido e rotineiro ritual, ela abriu a torneira da pia, encheu as mãos de água, as quais estavam juntas em forma de concha, para então lavar seu rosto, a água fria a despertando de imediato.

Era incrível como, mesmo nos fins de semana ou nos dias em que não trabalhava por qualquer motivo, não conseguia ficar muito tempo deitada. Era acordar para não conseguir manter-se na cama. Ela sabia o que era aquilo. Porém, sempre procurava não pensar nesse assunto desde que constatou o que a deixava inquieta e, para isso, bastava levantar-se da cama rapidamente. Não se permitia despertar completamente enquanto estivesse nela. Mas, dessa vez, mesmo não querendo, as imagens e pensamentos de sempre a invadiram. Parecia até que escutava a voz dele eu sua cabeça.

“Fica... não vai embora. Quero fazer amor com você de novo. Quero sempre...”

E ela ficara. Sempre ficou. Ainda não havia se perdoado em ter sido tão idiota a ponto de ter acredito que Karl Sincery seria a pessoa que ela sonhara em passar o resto da sua vida. Somente sendo uma burra pra pensar algo assim. Mas o que fazer, quando se tem à sua frente um homem lindo, simpático e com um sorriso de parar o trânsito que se diz interessado por você, e você não passa de uma garota cheia de sonhos?

Karl fora responsável por Syndia não ter mais fé em homens. Ele, com uma personalidade quase cruel, oculta por sorrisos, gentilezas e palavras lindas, conseguiu quebrar todo o encanto que um dia ela sonhou ter.

Ela ainda se lembrava da última vez em que o vira. Conseguia ouvir a voz fria dele lhe falando, lhe dilacerando... Pegando sua alma e deixando aos pedaços com palavras que nem ela pensaria em dizer para seu pior inimigo. Jogando-a fora como se fosse um utensílio que ele, por infelicidade, descobrira estar estragado depois de utilizar.

Syndia chacoalhou sua cabeça, tentando, a todo custo, livrar-se daquelas lembranças. Mas elas sempre apareciam quando menos esperava e ficavam durante um tempo torturante! Ela, mais uma vez, encheu suas mãos em concha com água, jogando-as no rosto quase agressivamente. Mas nada parecia adiantar. Sentiu seu estômago se remexer, seu corpo tenso, a respiração começando a ficar um pouco ofegante.

Porém, não querendo se martirizar mais do que já fizera há dois anos, levantou o queixo, olhando quase que de maneira desafiadora para seu espelho. Parecia que estava intimando sua imagem a lhe fazer alguma piada de mau gosto, embora seu espelho fosse um utensílio trouxa. E, mais determinada - embora ainda não recuperada -, concluiu sua higiene matinal. Foi então até seu quarto, abrindo as janelas, deixando o sol de verão entrar e lhe esquentar o corpo que parecia tremer de frio. Retirou do guarda-roupa, logo depois, uma muda de roupa para o que desejara fazer. Um short curto e um top.

E depois de ir para a sala e ligar seu aparelho de som numa música agitada o bastante para animar até defunto, começou sua rotina de fim-de-semana. Tiraria toda a sujeira daquela casa, em todo canto. Uma vez que não conseguiria retirar a sujeira que se alojara em sua alma.

E foi assim a manhã toda. Syndia parou apenas para um rápido lanche à hora do almoço, quando não agüentou mais sentir seu estômago roncando, e logo voltou à sua arrumação. Somente ao meio da tarde que terminou seus afazeres. E parecia que havia funcionado, mesmo que no fim de tudo, pois ela ao menos cantara as duas músicas finais. Um rock que ela raramente escutava, mas que sempre lhe fazia bem nesses momentos.

Olhando satisfeita para sua casa recém-limpa, ela foi até sua cozinha, que ficava ao lado das escadas do hall de entrada, logo depois da pequena sala de jantar. Abriu a geladeira, retirando uma garrafa de água gelada que estava na metade e, sem cerimônias, bebeu todo o conteúdo direto da mesma, deixando algumas gotas escapar e descer pelo seu pescoço e colo. E ainda deixando a música tocar - porém agora um repertório mais calmo e também popular da região -, foi para o andar superior de sua casa e voltou para o banheiro. Um banho era tudo o que precisava.

Porém, sem resistir, acabou olhando-se novamente no espelho. Dessa vez, sorriu ao ver seu reflexo. As bochechas estavam coradas, parecendo destacar ainda mais as discretas sardas de suas maçãs, e os olhos cor mel não estavam mais angustiados, e sim brilhantes. Levou então a mão para seus cabelos a fim de soltá-los, porém, um pensamento a fez hesitar e, em seguida, dar uma risada.

Sem perceber, lembrou-se de seu amigo, Adam Millers. Se ele a visse agora, com certeza repetiria o que lhe dissera uma vez, quando trabalhavam num dia qualquer, para o Gringotes.

- Eu ainda vou pagar pra ver você toda escabelada, Syndia - Ele lhe falara uma vez, quando, mesmo no meio do deserto, ela chegara ao fim do dia de trabalho com os cabelos cuidadosamente alinhados.

- Pois você vai pagar muito caro, Adam - ela lhe respondera, completando jocosa: - Eu sou uma mulher de classe muito bem educada pela mamãe que sempre freqüentou a alta roda.

- Sei... Mas aposto que, em certos momentos, você pouco se importa pelos seus cabelos estarem revoltos.


E sem se segurar, Syndia acabou repetindo o gesto que fizera a ele. Mesmo com um sorriso sapeca conseguindo brincar em seus lábios, ela se mostrou a língua, soltando então uma gargalhada. Agora ela sabia como se livrar do fantasma de Karl. Era só se lembrar de Adam. Anjo da guarda Adam. Nem chegou à sua memória que, naquela época, ela ainda estava com o ex-namorado.

xxx---xxx


Os dias na casa de Eleonora Prescott começavam quase sempre com a aurora. E se dizia quase sempre, pois, apena às vezes, a senhora de setenta anos permitia-se descansar um pouco mais. Porém, apenas quando sua idade realmente exigia, como uma gripe durante o inverno ou um cansaço anormal em suas pernas.

Mas aquele dia, ela acordara se sentindo, como ela mesma gostava de dizer, uma jovem de sessenta anos. Já tinha todo o seu dia programado. E só foi ver que o sol já iluminava generosamente, que vestiu seu largo chapéu de jardineira, luvas e botas, e pegou seus utensílios de jardinagem.

Olhou orgulhosa para seu pequeno, porém magnífico jardim. As flores pareciam querer brincar de tão coloridas que estavam. A Sra. Prescott sempre fizera enorme questão em cuidar de suas flores, mesmo que o rádio, uma vez ao dia, anunciasse que era necessário racionar água naquele verão. Ela não seguia muito a regra, porém, sempre tomava cuidado em não exagerar, uma vez que sabia com perfeição o quanto de água cada flor precisava diariamente.

Podou suas flores, regou e adubou as necessárias. E ao terminar, voltando para sua cozinha a fim de tomar um delicioso chá gelado revigorante, ouviu sua vizinha acordando. Bem, acordando não seria a palavra certa, a senhora constatou. Com certeza aquela jovem deveria estar com nada bom a atormentando. Para Eleonora Prescott, ouvir som alto e pesado logo na manhã, não significava boa coisa.

Meneou a cabeça, não refreando o pensamento de que, nesses dias, os jovens realmente eram muito diferentes dos de antigamente. Se alguém levantasse logo de manhã e colocasse uma música daquelas para tocar, já era intimado a ir se confessar com o padre local. Entretanto, a Sra. Prescott sabia que sua vizinha era uma boa moça.

Nesses dezoito meses em que era vizinha de Syndia Vechten, a senhora não tinha nada a reclamar, pelo contrário. Syndia era uma vizinha atenciosa, inteligente e divertida, embora tenha demorado uns bons cinco meses para que ela permitisse que Eleonora realmente entrasse em sua vida.

A senhora viúva e sem filhos sabia ter paciência. Além disso, a vida não fora tão boa para ela. Eleonora não podia ter filhos, o que lhe custara dois noivados antes de se casar com o Sr. Prescott. O homem de quarenta anos ainda cogitou a adoção. Entretanto, quando a mulher começou a aceitar a idéia, o marido morreu numa queda de avião. Eleonora então seguiu sua vida, a qual mudou para melhor com a chegada da mulher que agora morava ao seu lado. Ela via em Syndia um sofrimento que queria a qualquer custo sanar. Um sofrimento que ela chegara a ver em seus próprios olhos.

A afeição pela menina - como ela dizia - foi automática. E com já dezoito meses de convivência, Eleonora conseguia diagnosticar o que se passava no coração de Syndia só em cravar seus olhos azuis nos mel da jovem. Além de também saber o que significava aquela música alta.

Sempre os fantasmas que não nos deixam. Independentemente do que façamos. Sua vontade era ir até aquela casa naquele momento, pedir para a jovem se acalmar, que não poderia se livrar da tristeza com dureza ou um som alto que fosse capaz de estourar seus tímpanos. Mas ela também sabia que, somente dessa maneira, Syndia poderia passar para o dia seguinte. Foi então fazer a única coisa que poderia. Bolinhos. De preferência com pequenos pedaços de chocolate dentro e calda igual por cima.

- Bem... - a mulher falou com sua voz suave e alegre - se não ajudar, ao menos mata a fome, não é mesmo, Bóris? - falou, olhando para seu gato velho e peludo, que apenas lançou seus olhos cinzas e preguiçosos para a dona, voltando a dormir em sua pequena caixa almofadada. - É... isso se não morrer de preguiça primeiro.

E com as mãos treinadas e o cérebro já separando a receita quase que automaticamente em sua mente, Eleonora tratou de preparar seus bolinhos levantadores de auto-estima. Mas não sem antes de ela tomar seu refrescante e revigorante copo de chá gelado com limão.

~~~**~~~


Os bolinhos ainda estavam mornos quando Eleonora ouviu o tipo de música mudar na casa de Syndia.

- Bem, Bóris... Acho que a menina não vai mais precisar dos bolinhos.

O gato, ao ouvir a voz da dona, levantou e se esticou todo antes de caminhar até ela e, num salto, subir na cadeira da ponta da mesa. Seu nariz treinado já procurando a origem daquele cheiro delicioso que tomava conta de toda a casa.

- Ah, mas isso não quer dizer que eu não vá levá-los até a casa dela. - Bóris então pareceu fazer uma careta, deitando na cadeira. - Gato safado!

A senhora lançou um olhar para além de sua janela da cozinha, conseguindo ver um movimento no quarto de Syndia.

- Bem, vou lá agora - disse ao gato. - Comporte-se. Volto logo.

Bóris apenas soltou o ar, um gesto característico dele, Eleonora percebeu. Ou esse gesto seria de todos os gatos? Mas não ligando para a resposta, a velhinha levemente rechonchuda saiu de casa e, em menos de um minuto, já tocava a campainha da casa de Syndia.

Em poucos minutos, a jovem lhe recebia com um sorriso e olhar radiantes. Realmente não precisariam dos bolinhos para animar.

As conversas com a Sra. Prescott sempre eram cheias de histórias. Syndia percebia que a mulher sempre gostava de contar sobre sua animada juventude ou sua romântica vida a dois. Embora que, neste último tema, ela tinha a ligeira impressão que a senhora apenas lhe mostrava que nada estava perdido. Mas naquela tarde - e muito menos nas outras -, Syndia não se preocuparia. Escutaria com prazer até se a mulher lhe contasse o mais horripilante conto.

- E o que a senhora fez? - Syndia perguntou com os olhos arregalados, dando uma mordida quase nervosa no bolinho.

- Cuidado pra não engasgar, meu bem - Eleonora alertou, antes de continuar. - Enfim... Eu fiquei desesperada, porque o Tommas logo apareceria, e imagina se ele pega o Antony cantando em minha janela? Então, fiz o que qualquer moça direita faria. Fui pra dentro - tomando todo o cuidado do Antony não me ver - e mandei uma empregada jogar um balde de água fria. E em instantes, Cora o ensopava.

Syndia soltou uma risada, acompanhada com um sorriso nostálgico e penoso de Eleonora.

- Pobre Antony. Ele ficou resfriado o inverno inteiro.

- Não sabia que a senhora também era arrebatadora de corações, Sra. Prescott.

A senhora sentiu seu rosto esquentar um pouco, mas não conteve a falta de modéstia.

- Bem, eu era um bom partido, sabe? Meus pais tinham uma condição financeira boa e eu era muito bonita. Assim como você.

- Obrigada...

- Ah, e eu tinha outra coisa também.

- O quê?

- Alegria! Eu tinha muita alegria em meus olhos - Eleonora falou simples e carinhosa. - Minha querida... Já é hora de você olhar para frente e esquecer seus fantasmas. Não acha que já passou da hora de ser feliz?

Syndia olhou para o bolinho em suas mãos. Felicidade. Ela havia se esquecido o que era desde que... Desde que sua alma fora destruída por um homem que dizia que a amava.

- Karl conseguiu fazer um excelente trabalho, Sra. Prescott - Syndia lamentou.

Eleonora aproximou-se da jovem, retirando a almofada que as separavam no sofá, e segurou suas mãos firmemente nas dela.

- Minha menina... Somente você vai conseguir fazer com que esse trabalho caia por terra. Somente você vai conseguir frustrar todo o trabalho que esse homem fez em você. Não se deixe abater, minha querida. Você merece ser feliz. Muito feliz! E ter um filho com o homem que ama. E que te mereça!

Syndia sorriu fracamente, porém sincera. Às vezes ela se sentia culpada em pensar que a Sra. Prescott lhe parecia mais mãe que Lyx. Talvez o fato de sua mãe ser apenas uma mulher que se preocupa com as aparências, e às vezes se esquecer do que realmente importava. Mas isso não impedia de sentir um grande amor pela mulher que a gerou e que a criara da maneira que sabia. Com superficialidade, é verdade, mas também com todo o amor que ela poderia dar.

- Eu vou tentar - Syndia falou.

- Mas só vai conseguir quando realmente quiser.

Eleonora se levantou e, ao verificar que o sol já estava baixo, se surpreendeu.

- Ora, vejam só! Pleno sábado e eu lhe tomando toda a tarde com histórias de velha!

- A senhora sabe que adoro suas visitas! Não fale assim. - Retorquiu Syndia, lhe sorrindo.

- Bem, mas já que estou indo embora, por que você não se arruma pra ficar mais linda do que já é, e vai passear pela cidade? Você sabe que nesse bairro não temos nada além de casas. Que tal o centro de Londres? Dizem que tem bares de jovens maravilhosos por lá!

- Sra. Prescott - a jovem disse divertida -, desse jeito vou pensar que andou se mancomunando com minha mãe, que, a todo o momento, quer me arranjar um namorado.

- Ora... Nós só queremos ser solidárias com os homens deste mundo. - Retorquiu a senhora.

- Sei... Muito solidárias vocês são!

Syndia então acompanhou a vizinha, despedindo-se dela. Mas antes que fechasse a porta, uma coruja entrou com um rasante por ela, deixando uma carta cair na mesa do hall, levantando vôo em seguida.

- Imagina se eu não tivesse aberto a porta. Teria coruja grudada nela... - Resmungou.

Finalmente, fechando a porta, foi ver o que havia chegado. Mas só foi abrir e ler o conteúdo da carta que soltou um impropério. Realmente não sabia o que aqueles duendes tinham naquelas cabeças! O que uma coisa tinha a ver com a outra?

xxx---xxx


Syndia nunca dera ouvidos àqueles que sempre reclamavam que segunda-feira era o pior dia da semana. Se não existisse a segunda, terça-feira seria o primeiro dia, que seria tão odiada quanto segunda.

Mas toda aquela agitação, aquele falatório, logo na segunda-feira, estava fazendo seu conceito sobre aquele dia da semana mudar. Ela não entendia porque as pessoas ficavam tão alvoroçadas por causa de um jantar. Isso por que nem todos haviam recebido uma coruja com o convite para o congresso, que como encerramento teria um jantar e um baile babaca.

Decidindo não dar atenção a isso, foi direto para sua mesa pegar seu material de pesquisa. Logo mais Gui chegaria para continuar procurando informações sobre a Aziza e eles ainda tinham muito que procurar.

Juntou todos os papéis e os colocou dentro de uma pasta. Olhou no relógio desanimada, ainda faltavam quinze minutos para Gui chegar. Ela havia chegado mais cedo, e como ia ter que esperar por ele decidiu dar uma olhada nas noticias do Profeta Diário.

Correu os olhos pela primeira página e não viu nada de diferente, as mesmas notícias de sempre, um carregamento de vassouras havia sido desviado de sua rota por bruxos contrabandistas, uma criança foi internada no St. Mungus, cheia de bolas peludas e roxas pelo corpo, causadas por uma alergia a um pufoso que ganhou de presente de aniversário.

Enquanto olhava as outras páginas, Meg Dikens, parceira de Lex Medina, entrou sorridente na sala.

- Bom dia Syn!

- Bom dia Meg.

- Você recebeu o convite? – Perguntou a morena toda alegre.

- Sim, recebi.

- Não é ótimo?! Esses jantares são sempre tão animados.

- Eu acho que seria mais produtivo se tivesse apenas o congresso - Syndia falou, encarando a colega. - Será que as equipes de Londres que foram convidadas irão? Seria muito bom se ocorresse uma interação entre todos não é? Além disso, eu preciso fazer algumas perguntas... Ou ao menos tentar. - Completou, pensando na pesquisa que tinha que fazer com Gui.

- Ah, o congresso deve ser a mesma chatice de sempre. – Disse Meg fazendo um gesto displicente com a mão. – Estou pensando em que vestido vou usar. Você já escolheu o seu? Será que Lex sabe que tem que ir de terno? Tenho que avisa-lo. – E saiu da sala falando sozinha.

Syndia estava boquiaberta. Não que ela não gostasse de festas, até gostava, mas não ficava assim, feito boba, quando recebia convite para uma. Colocou os cotovelos na mesa e apoiou a cabeça nas mãos, olhando embasbacada para a saída de sua sala.

E foi assim que Gui a surpreendeu.

- Bom dia Syndia. – Ele disse. – Animada com o baile também?

- Bom dia. - A garota gruiu levantando a cabeça e olhando torto para o ruivo.

- Ei, calma, não precisa morder. – Ele disse dando um passo para traz e levantando as mãos em sinal de rendimento.

- Eu não vou te morder.

- Então por que você esta rosnando? – Ele perguntou, já soltando uma gargalhada gostosa.

- Olha aqui Weasley, eu não estou com bom humor hoje, tá legal?

- Ah, e qual é a novidade do dia?

- Qual é Gui, eu não estou mal humorada sempre! – Ela fez um bico que podia ser considerado fofo, se não fosse sua feição quase rabugenta.

- Não, sempre não, mas a maioria do tempo.

- Humpf! Se não fosse essa animação toda por causa desse baile eu estaria ótimo humor.

- E eu posso saber por que essa animação toda te irrita?

- Você acredita que as pessoas estão mais preocupadas com a roupa que vão vestir do que o que vão falar no congresso? – Ela disse abismada.

- Ah Syn, é assim mesmo. Eles sempre ficam mais empolgados com a festa do com o trabalho, e você não devia se estressar tanto com isso. Vai ser ótimo poder se distrair um pouco! Vai me diz, há quanto tempo você não vai a um baile? – Gui perguntou com uma sobrancelha erguida.

- Por que você quer saber?

- Não precisa ficar na defensiva, só perguntei por que aposto que faz um tempão que você não sai para se divertir.

- Pois você está muito enganado! Esse final de semana mesmo eu me diverti, se é que isso te interessa.

- Ah é? Se divertiu? Onde você foi?

- Em nenhum lugar, mas a Sra. Prescott foi até a minha casa, levou alguns bolinhos e tivemos uma tarde muito agradável.

O ruivo começou a rir antes mesmo que a moça terminasse de falar.

- O que é? Foi legal sim, tá? Eu me diverti.

- Syndia, - ele foi dizendo e se aproximando da mesa dela – não estou dizendo que não foi divertido, acredito que tenha sido. Mas você não acha que deveria sair com pessoas da sua idade? Se distrair um pouco, parar de pensar só no trabalho...

Ela deu um sorriso.

- Por que todo mundo me diz isso? Minha mãe, e Sra. Prescott, agora você.

- Acho que é porque todos querem ver você se divertir, ver você menos estressada. – Gui teve que desviar de uma bolinha de papel que foi voando em sua direção. – Olha, no próximo final de semana é aniversário da Gina, minha irmã, e vamos fazer uma pequena festa, só para os amigos mais íntimos e eu gostaria muito que você fosse.

- Gui, eu agradeço, mas eu nem conheço sua irmã e...

- E é uma ótima oportunidade de conhecê-la, não só ela como a todos os outros. Syn, já somos amigos há quase três meses, trabalhamos juntos, acho que já esta na hora de você conhecer o restante da família Weasley. – Ele disse animado.

Syndia não pode evitar sorrir. Gui era um amor, sempre a tratara bem e com muito respeito, e pelo que ouvira falar da família Weasley, todos eram assim.

- Olha só, eu tenho algumas coisas pendentes para fazer, se eu conseguir fazer tudo até o final de semana eu apareço por lá.

- Ah, não começa a me enrolar.

- Não estou te enrolando! – Ela sorriu. – Estou falando que vou tentar ir, prometo.

- Como se eu já não te conhecesse um pouco.

- Vamos Gui, para de reclamar. Eu não disse que não vou, disse que vou ver se consigo ir. Agora pega suas coisas e vamos logo fazer essa pesquisa.

Gui soltou um suspiro alto, que fez Syndia dar uma risadinha. Saíram da sala em direção a biblioteca do Ministério.

~~~**~~~


Ao contrário do que eles pensavam, o Ministério estava tranqüilo. Algumas pessoas circulavam pelos corredores, mas não havia aquele empurra-empurra habitual. A dupla seguiu até o elevador, sem parar em nenhum lugar durante o trajeto.

Sabiam que a pesquisa tomaria boa parte do dia e não queriam demorar a começar. Conseguir descobrir o roteiro das expedições da Aziza era como procurar agulha no palheiro.

No andar da biblioteca o movimento se intensificou. Muitos funcionários recorriam aquele lugar para esclarecer dúvidas e achar soluções para seus trabalhos. Assim que colocou a mão na porta que levava ao interior do ambiente, Gui fez uma careta que Syndia não deixou escapar.

- O que foi? – Ela olhou nos olhos do amigo, um pouco preocupada.

- Nada. – Ele respondeu sério, bem diferente do tom que sempre usava.

- Alguma coisa aconteceu, você não estava com essa cara quando chegamos aqui.

- É que eu esqueço que vindo aqui corro o risco de encontrar pessoas que não me agradam muito. – Ele disse olhando para um rapaz que estava de costas no balcão da recepção.

Syndia olhou na mesmo direção que o ruivo, e viu um rapaz loiro, bem vestido conversando com a bruxa responsável do local. Ela não conseguiu distinguir quem era, já que o loiro estava virado, mas havia algo familiar naqueles cabelos. Deixando esses pensamentos de lado, puxou Gui até uma mesa próxima e colocou seu material ali.

- Vou até a estante dos mapas. Pega na minha pasta a lista dos lugares possíveis que o grupo pode estar percorrendo, assim analisamos os mapas e comparamos as informações.

Gui concordou com um balanço de cabeça enquanto a loira foi até a estante já tão conhecida.

xxx---xxx


O jardim da Toca estava discretamente decorado. Alguns balões coloridos pendurados nas árvores e na mesa um arranjo de flores bem simples. Ela não queria nada disso, mas era impossível convencer Molly Weasley a não fazer coisas desse tipo.

Gina estava comemorando 22 anos, e estava radiante. O almoço no jardim da casa se estendera pela tarde, quando alguns poucos, mas fieis amigos foram chegando para parabenizar a ruiva. Ela já havia dito que não queria festa, mas Molly não deixaria a data passar em branco. Fez um delicioso almoço e avisou aos amigos que no final da tarde teria alguns quitutes, bolo e docinhos. É claro que todos apareceram, não só para abraçar Gina, mas também para provar as deliciosas iguarias de Sra. Weasley.

Envolta da mesa o barulho era grande. Fred e Jorge contavam piadas enquanto os irmãos e cunhadas davam gostosas gargalhadas. Gina observava tudo de longe. Ela e Harry estavam sentados embaixo do grande carvalho que tinha no jardim.

- O estoque de piadas deles nunca acaba não é? – Perguntou Harry abraçando mais a namorada.

- Não. – Ela sorriu. – Acho que na verdade se renova a cada dia!

Eles sorriram e ficaram se olhando profundamente e se perderam nesse olhar. Harry se aproximou ainda mais da garota e tocou de leve os lábios dela com os seus. Começaram um beijo calmo, tranqüilo, um aproveitando o sabor do outro, sem pensar em mais nada, só sentindo aquele momento.

Depois de alguns minutos, onde os dois precisavam de ar, se afastaram o suficiente para ficarem com a testa encostada um na do outro. Olhos âmbar fitavam apaixonados olhos verdes.

- Você é tão linda ruiva, e eu amo tanto você.

- Repete. – Ela sorriu marota.

- O que? – Ele perguntou com um ar travesso.

- Você sabe! Repete que me ama!

- Ah...isso? – Deu um beijinho rápido na namorada. - Eu te amo. Muito.

Gina abraçou o moreno bem forte e só o largou quando viu que Gui se aproximava com Fleur.

- Atrapalhamos? – Perguntou o irmão.

- Claro que não! Senta aqui com a gente.

- Não Gin, só vim avisar que a Luna chegou. Você estava tão distraída aqui que não viu sua amiga chegar.

Gina levantou, sacudiu a roupa para tirar as folhas grudadas e estendeu as mãos para Harry se levantar também. Os quatro se dirigiram a mesa onde os gêmeos ainda contavam piada.

- Luna! – Gina abraçou a amiga.

- Parabéns Gina! Trouxe um presente para você. – Disse a loira estendendo um pacote.

Todos na mesa pararam e se viraram para ver Gina abrir o embrulho. Um presente vindo de Luna sempre era interessante. A ruiva rasgou o papel e tirou uma caixa de plástico, que dentro continha um galho seco.

- Obrigada Luna, adorei!

Luna sorriu e foi se juntar aos outros na mesa. Harry puxou Gina para um canto não contendo um comentário.

- Eu sei que às vezes não acerto nos presentes, mas acho que o meu desse ano foi melhor que esse...essa...Mas o que é isso que a Luna te deu afinal?

- Sabe que eu não sei. Mas tem um cartão aqui, deixa eu ver. – Gina pegou o cartão e começou a ler. – Segundo ela escreveu aqui, é uma flor exótica que dá no Ártico.

- Ah sim, mas isso na verdade é só uma experiência trouxa em juntar flores e, depois deixa-las secas e rígidas. – Disse Neville que acabava de chegar e estava atrás do casal. – Parabéns Gina!

Gina abraçou o colega e todos se uniram ao resto do grupo.

A Sra. Weasley trouxe suco de abóbora, cerveja amanteigada e salgadinhos para todos. Lupin e Tonks também chegaram em seguida e a festa estava animada.

Assim que se juntou ao grupo, Gina sentou-se ao lado de seu irmão mais velho.

- Você chamou aquela sua amiga? Syndia, certo?

- Sim, chamei. Mas acho que ela não vem, ela não é muito sociável sabe? É uma ótima garota, mas não se sente à vontade em lugares com gente que ela não conhece.

- Acho que é melhorrr ela non virr mesmo. Não conhece ninguém, irria se sentirr deslocada. Além do mais, ela não é amiga de ninguém aqui, só trabalha com focê. – Falou Fleur que, mesmo melhorando seu inglês, continuava com um sotaque francês forte, principalmente quando sentia irritação.

- Meu amor, ela é minha colega de trabalho e minha amiga. – Disse Gui vendo a loira soltar uma bufadinha.

Entretidos ninguém escutou o barulho característico de alguém aparatanto. No portão da Toca, uma loira ajeitava o cabelo e a roupa. Olhando para o jardim ela viu muitas pessoas conversando, e parou o ato de abrir o portão. O Gui disse que não teria ninguém, só a família. Olha quanta gente... - Pensou Syndia. – No que eu fui me meter! Não vou entrar...

Harry, que só escutava a conversa dos irmãos, deu uma leve cutucada em Gina, indicando o portão. A ruiva sorriu.

- Bem Gui, contrariando as expectativas ela veio. – Disse apontando.

Gui se levantou e foi ao encontro da amiga. Gina viu que Fleur não ficou muito contente com a animação do noivo em relação à recém chegada, e achou graça.

- Estava falando de você nesse momento. – Abraçou a garota.

- Gui, você não disse que não ia ter muita gente? – Ela falou zangada.

- Mas não tem mesmo, só a família e uns quatro amigos. – Foi puxando ela para a festa

Syndia não sabia o que fazer. Desde quando tudo aquilo era apenas família?! Estava se sentindo totalmente tímida. O ruivo logo começou com as apresentações.

- Gi, essa é a Syndia.

- Olá, muito prazer. Feliz aniversário. – Disse a loira estendendo um pacote.

- Obrigada. – Gina abraçou a moça. – Não precisava de presente!

- Ah, precisava sim. Estou vindo no seu aniversário, sem nem te conhecer, o mínimo que eu poderia fazer é trazer um presente!

As duas sorriram e a ruiva abriu o embrulho.

- É um romance trouxa, Orgulho e Preconceito. O Gui disse que você gosta de romances. Escolhi esse da Jane Austen, era um de meus favoritos. - Syndia sentia-se tão nervosa que nem percebeu como falava rápido.

- Ah, ela é ótima mesmo. – Disse Hermione se aproximando. - Muito prazer, Hermione Granger.

- Prazer, Syndia Vechten. Você conhece Jane Austen?

- Opa. – Gui interrompeu. – Antes de você engatar o assunto de autores e livros com a Mione e ficar horas falando disso, deixa eu te apresentar o resto do pessoal. – Puxou a garota.

Syndia sorriu e fez sinal para Hermione de que logo voltariam a conversar.

- Esses são Fred, Jorge e sua namorada Angelina Jhonson. – Eles acenaram. – Neville e Luna, Remo e Ninfa...

- Tonks Lupin, muito prazer. – Estendeu à mão a moça de cabelo roxo.

- Ela não gosta do primeiro nome dela. – Cochichou Gui. – Esse é Carlinhos e sua noiva Sônia Sag. – Os dois sorriram para a garota. – Rony, e meu pai, que você já conhece.

- Como vai Syndia?

- Muito bem Sr. Weasley, obrigada.

- E essa é minha mãe, Molly.

- Olá querida. –Disse Molly dando um abraço. – Você aceita um suco, ou um salgadinho?

- Obrigada, quem sabe mais tarde?!

- Esse é o Harry, namorado da Gina, e essa é Fleur.

- Olá, muito prazer. – Syn acenou para os dois.

- Muito prazerrr, sou a namorada do Gui. – Disse a loira imponente.

- Ah sim, eu sei, ele fala muito de você. – Disse Syndia educada, e vendo que as apresentações terminaram, dirigiu-se para onde Hermione estava, já se sentindo bem mais à vontade do que quando chegou.

~~~**~~~


A chegada de Syndia não modificou em nada o ritmo da festa. Entretanto, a atenção que Gui dava à amiga deixava Fleur à beira de um ataque de nervos. Parecia até que seu poder de veela não adiantava de nada. Foi necessário que Hermione praticamente alugasse a estranha para que a atenção do namorado voltasse para ela. Mas a francesa não falaria nada naquela festa, afinal, tinha classe e sabia que roupa suja se lavava em casa e isolado de todos.

Syndia se sentira realmente bem naquele ambiente, tanto é que só fora embora quando o sol já havia se posto há um bom tempo o que, em pleno verão, significava muita coisa. E assim como ela, os outros visitantes logo foram embora, deixando apenas a família Weasley - e agregados - a cargo de aproveitar o fim da festa, o que eles pareciam fazer muito bem.

Mas, como se para diferenciar aquele quadro, Hermione fazia exatamente o contrário. A jovem parecia estar mais preocupada em ajudar a Sra. Weasley com a arrumação do que qualquer outra coisa. Às vezes ela relanceava um olhar para Rony, que estava sentado a uma mesa, conversando com Carlinhos e Sônia. Sentia uma imensa vontade de tirá-lo de lá e falar logo o que tinha em sua cabeça, mas, do nada, sua vontade sumia.

Desde que soubera que estava grávida, naquele dia exato completando dez semanas de gestação, que não tinha coragem de contar a Rony. Por mais que soubesse que era amada pelo rapaz, tinha receio em lhe dizer sua situação, afinal, vai que ele entendesse que ela o estava pressionando? Ficara dias a fio se culpando pelo que acontecera. Como ela havia se esquecido de tomar a poção preventiva? Mesmo sendo um dia só? Ah, Deus! E agora, como ela ia contar isso a Rony? Ele ia surtar!

Mas também não poderia ficar escondendo isso por muito tempo. Antes era apenas cansaço e irritabilidade que ela sentia. Porém, há uma semana que vinha sentindo enjôos quase constantes. Sentia enjôo até com o perfume de Rony! Tanto é que, nessa semana, ele nem fora dormir na casa dela, ficando no apartamento que dividia com Harry. O namorado morava lá há três anos, quando conseguira ganhar um salário adequado de auror para ao menos sustentar um apartamento com o amigo e sair das asas da mãe.

Ao menos fora isso que ele dissera a sua família. Pois Hermione sabia que, na verdade, a decisão de dividir despesas com Harry, mesmo o amigo não precisando, foi apenas um jeito mais fácil dele ir à sua casa e dormir por lá sem precisar dar satisfações à Sra. Weasley. Afinal de contas, nem mesmo Molly, com toda a sua compreensão, daria sinal verde para o filho morar com Hermione sem estarem casados.

Hermione soltou um suspiro cansado, voltando seu olhar para onde andava, senão seria capaz até de tropeçar e ir de cara pro chão. Entrou na cozinha da Toca, colocando por lá, com um aceno de sua varinha, os pratos que trouxera consigo. Pela janela ainda conseguia ver Rony, todo risonho com o irmão e cunhada. Ela tinha que contar. E tomando coragem, decidiu que seria naquele momento, já que o namorado havia acabado de se levantar e ir na direção da casa.

Rapidamente a jovem saiu da cozinha, quase topando com Rony.

- Oi, amor - Hermione falou apressada e com um sorriso.

- Oi... - Rony falou, rodeando a cintura da namorada. - Por que está escondida aqui dentro?

- Não estou escondida.

- Hum... Pensei que estivesse correndo de mim - falou, dando leves beijos no pescoço dela. - Que tal a gente aproveitar que a música está boa pra dançar do jeito que eu sei? Bem devagar, sem receios em pisar no seu pé?

Hermione riu. A proposta era tentadora! Ainda mais sabendo que aquela dança não seria apenas uma dança e sim uma preliminar para algo bem melhor.

Entretanto, ao pensar no que seria esse “bem melhor”, a moça logo o associou com o assunto que queria deixar Rony a par. Ou seja: a conseqüência do “bem melhor”.

- E se a gente fosse sentar? Estou um pouco cansada pra dançar, pois ajudei sua mãe a organizar as coisas.

- Por mim tudo bem, então. - E depois de dar uma olhada pelos jardins da Toca, Rony passou o braço pelos ombros na namorada e a levou para uma das poucas mesas que ainda restara ali e que estavam desocupadas.

- Você não está usando seu perfume? - Hermione perguntou de repente, quando se sentaram no pequeno banco da mesa.

- Por que eu usaria? Depois que você teve essa alergia súbita e eu fiquei uma semana sem acordar com você ao meu lado, percebi que poderia me contentar com meu próprio cheiro. E sabe que não tão ruim assim?

- Mas é bobo! - riu Hermione.

- Bobo não... - o rapaz disse, seus braços trazendo o corpo de Hermione de encontro ao seu, enquanto aproximava sua boca no ouvido de moça. - Tolamente apaixonado.

- Rony... - Hermione tentou repreender. - Seus pais estão olhando.

- Quem disse? - perguntou, enquanto suas mãos subiam pelas costas da namorada.

Mas Hermione não respondeu, pois Rony já grudara sua boca na dela, num beijo que a fez gemer e sentir-se mole nos braços do namorado. “Merlin, é por isso que me esqueço da poção!” pensou. E como se esse pensamento fosse um choque, ela se separou de Rony, mas não o bastante ou o necessário para se ter uma conversa séria.

- Já que você faz questão, que tal a gente ir embora agora?

Ir embora? Bom, seria até bom contar isso em sua casa, apenas os dois como um assunto daquele exigia. Porém, Hermione também sabia que, a partir do momento em que aparatassem em sua casa, Rony não a permitiria dizer mais nada. Somente palavras monossilábicas.

- Precisamos conversar, Rony. - Ela disse, segurando-o com as mãos espalmadas no peito dele e impedindo-o de aproximar.

- Sobre? - Perguntou com o cenho franzido.

- Ahm... sobre... bem...

Hermione aproveitou que Rony afrouxara seus braços e se afastou um pouco dele. Logo suas mãos se apertavam nervosamente, o que chamou a atenção do rapaz.

- Hermione, você está bem? - Ele inquiriu, tendo que se inclinar um pouco para poder olhar o rosto da namorada.

- Bem? Estou sim... Bom, ao menos a curandeira disse que estou bem. - Ela falou, sentindo-se estranha e intensamente nervosa.

- Curandeira? Por que você foi procurar uma curandeira? - Rony perguntou alterado. Nenhum dos dois percebeu, mas começaram a chamar atenção dos familiares do rapaz.

Hermione continuou, com a voz baixa:

- Eu estou bem, Rony. Mas é que... Bom, eu não estava bem, não é? Já que estava irritada e também muito cansada.

- Mas você disse que eram hormônios, Mione, coisas de mulher! Não era isso?

- Era, mas...

- Mione, o que aconteceu?

- Pára de me pressionar, eu vou contar!

- Então conta!

A moça olhou ao redor e, ao se certificar que não havia ninguém olhando - ao menos não naquele momento -, falou baixo e Rony quase não escutou.

- Como? - Ele perguntou.

- Estou grávida, Rony. - Ela disse, mordendo o lábio inferior em seguida. Mas, ao ver que o namorado estava impassível, olhando-a como se estivesse hipnotizado, ela perguntou: - Você entendeu o que eu disse? Estou grávida, Rony! Esperando um filho seu!

- Mas... - ele finalmente balbuciou. - Você não tomava aquelas poções pra não acontecer isso?

- É que... bom, lembra do aniversário da minha mãe? A gente acabou bebendo champanhe demais e... eu esqueci de tomar a poção antes da gente fazer amor.

Rony ficou em silêncio novamente. Um filho. Ele teria um filho? Um filho com Hermione? Mas... como eles poderiam ter um filho sem a família ao menos ter começado a se formar?

- Rony, pelo amor de Deus, fala alguma coisa!

E mesmo sentindo-se tonto, tanto pela maravilhosa notícia, quanto pelo baque que ela lhe causou, Rony olhou para a mulher à sua frente. Falou então a coisa mais óbvia, embora fosse dita verdadeiramente também, mas foi a primeira que lhe apareceu.

- Ahm... acho que devemos nos casar, não é? - Perguntou sorrindo, mas a reação que teve de Hermione não foi a esperada.

- Como? - Ela perguntou espantada.

- Você está grávida, Mione. Acho que devemos dar uma família pro nosso filho, não é?!

- Eu... eu...

Hermione levantou-se do banco, sentindo-se indignada e com a intenção de ir embora. Entretanto, não queria ir calada e, mal distanciou dois metros de Rony, virou-se para encará-lo. Nem percebeu que toda a família Weasley, sem exceção, inclusive Harry e Sônia, olhava para o casal sem entender patavina. E a moça, achando que aquilo mais parecia uma idiotice, exasperou:

- EU NÃO VOU ME CASAR, SÓ PORQUE ESTOU GRÁVIDA, RONALD WEASLEY! - E aparatou, deixando todos de queixo caído, enquanto Rony, parecendo ainda entorpecido pela notícia, só arregalou os olhos diante disso tudo, sem entender nada.

- Mas... o que foi que eu fiz?!


xxx-xxx





N/B Sônia: Certo.Então. Estou dividida por vários sentimentos, nesse exato momento. Um deles é a felicidade pelo novo Weasley a caminho. Outro, curiosidade pelos próximos passos de Ron e Mione, e também por saber o que esse tipo asquerosamente canalha que é o tal do Karl Sincery (adorei a ironia do nome) fez para nossa Syn! Enternecida pela entrada de novos personagens tão... sensíveis e cheios de personalidade, pelo jeito! - (Né, Sra. Prescott e Boris?) – Mas, principalmente, estou dividida entre felicidade e melancolia saudosista. Felicidade PORQUE EU SOU A NOIVA DO CARLINHOS!!!!!!!! YES! YES! YES! As meninas me deram o ruivão que doma dragões de presente! UUUUHUUUUUUUU!!!!!!!!!!!!!!!! - *Assobia, bate palmas e pula, tudo ao mesmo tempo* - Grata pela participação na história de vocês, Betinhas! Adorei!!!! – E melancolia porque, logo e bem logo, vocês não precisarão mais de mim! Minhas betinhas estão crescendo e ganharão o mundo... *Cheia de orgulho* – Não que eu tenha ajudado muito, já que arrebentaram desde a primeira linha, mas, ... Eu vou sentir saudades!!!! =D – Beijos, meninas! Já estou torcendo os dedinhos pelo próximo capítulo! Este ficou acachapantemente bom demais!!!!!! (No próximo tem loirão na área? =O) Rsrsrsrsrs... EXCELENTE!!!!!

N/A: Sim, essas autoras ainda vivem! E depois de um longo tempinho, conseguimos postar o capítulo 4 com mais esclarecimentos sobre as personagens, e vamos aderiando à história! E a demora ocorreu apenas porque insistimos (Pam e Liv) que devemos fazer faculdade e trabalhar...que coisa estranha, não?! rs Mas eis o capítulo novo! E grande, para compensar!



Priscila Louredo: Sim, Pri, achamos que é seu preferido por causa do TDB do Rony, mas desconfiamos que você ainda terá muitos outros capítulos preferidos! E sua desconfiança? Foir certa? rsrs Quanto ao Harry...aguarde mais “confusão”. Esperamos que tenha gostado. Beijos!

Sônia Sag: Sô, não fizemos um versinho para agradecer você (igual ao do seu comentário), mas de presente lhe demos um ruivo! Gostou? (Pergunta retórica, obviamente) E mais uma coisa, talvez a mais importante: mesmo que pra você não precise, SEMPRE precisaremos da nossa incrível Beta! Seus pitacos são essenciais, amiga! Assim como as respostas dos e-mails surtados de duas betinhas pedindo SOS...rsrs E trate de guardar essas coisas aí! Não somos sadomasô! Beijos!

Bernardo Cardoso: Be, aqueles adolescentes cresceram! E a prova é: um rebento à caminho...rsrs E você homens são uns trasgos, isso sim.. Insensíveis! Mas..resvolta à parte..ou nem tanto: não fale do DRaco assim! (Liv cada vez mais indignada com esse precon! – e acho que a Pam também, não é?) Mas a aparição da Syn agradou agora? Tá tudo nos conformes? Esperamos que sim! Ah, e não é por que você percebeu que a Mione esta grávida que não é um legume insensível!rs Beijos

Paty Black: (Liv se abstém em olhar indiferente para o ínicio do coment – Poder, humpf!) É Mana, o que quer que o Harry faça é fofo não é?! Comprar as alianças então! Mas o que podemos fazer se homens são legumes? Tanto é que voe viu como Rony agiu ao saber que seria papai...rsrs...Sim, a Mione esta gravidissima! Quanto a Syn rolando no chão com um loiro...Controle-se, mulher! Aguarde que você não se arrependerá! E você falando besteiras?? (Liv pensa que a principal é a mania em dizer que o Sirius é seu...mas o médico mandou não contrariar, então...) Amamos você também Mana! Beijos

Jhonatas Tiago Potter: Bem, o stress da Mione tem explicação: hormônios de grávida...rs...embora que a convivência seja um bom motivo também...rsrs...mas não agora! Trabalhar com o Draco realmente não é fácil, mas ela tirou de letra. E aqui ninguém vai pensar que você é tooodo malícia, que isso! Bem, uma PO, significa Personagem Original. Ou seja, alguém que o ficwriters adicionam à história, e que não foi criado pela JK, entende? Como a Syndia e os pais dela, Adam Millers e Karl Sincery...entendeu? Mas... esperamos não ter te deixado muito angustiado. Desculpe-nos a demora! Tomara que tenha gostado do capítulo! Beijos

Bianca Evans: Ficamos felizes por estar gostando Bianca. E também esperamos que tenha gostado deste capítulo! Tenha xerteza que, assim que conseguirmos um vira-tempo para organizar nosso pouco e doido tempo, passaremos na sua fic sim. Beijos!



Esperamos que todos que passaram por aqui tenham gostado do capítulo!

E nos digam se gostaram ou não! Deixem reviews! =D

Boa leitura!

Beijos a todos!

Livinha e Pamela Black

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