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18. Eu cuidarei de você


Fic: O Coração Nunca Esquece ATUALIZANDO


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 18 – Eu cuidarei de você


Harry já sabia que isso iria acontecer, Rony ficou muito bravo e inconformado por ele desejar ficar no castelo ao invés de ir para a Toca com toda a sua família.


- Por que você não quer ir? – Perguntou Rony.


- Preciso ficar um tempo sozinho. – Respondeu Harry pela enésima vez.


- É somente isso mesmo?


- Sim, o que mais seria?


- Não sei. Talvez você preferisse ficar com Malfoy a seus amigos, já que ele também vai ficar aqui.


- Rony, chega! – Disse Hermione que estivera quieta no sofá até aquele momento. – Se Harry quer ficar com Malfoy ou sozinho é problema dele, ele tem que aproveitar um pouco. Não dá para Le ficar ao nosso lado todo o momento, agora ele tem namorado.


- Nunca pensei que seria trocado por Draco Malfoy. – Disse Rony antes de pegar sua vassoura e sair do salão comunal em direção ao campo de quadribol.


- Rony, não é nada disso. – Gritou Harry, mas o quadro da mulher gorda já havia se fechado.


- Deixa ele Harry, Rony está com ciúmes porque pensa que vai perder sua amizade. Ele terá que perceber sozinho que esse pensamento é ridículo. Deixa-o.


Harry suspirou e parou de olhar para a porta, ao invés disso apenas olhou para sua folha de pergaminho onde deveria ter seu último trabalho de poções antes do feriado. Só conseguia ver um monte de rabiscos de nexo, já não tinha cabeça para terminar aquele extenso texto sobre a poção Amortis Essenci que em suma deveria causar uma paralisia tão forte em um individuo que qualquer um pensaria que estava morto.


- Vou terminar o trabalho amanhã.


Hermione olhou para o amigo e mordeu os lábios antes de pegar o pergaminho de Harry e começar a corrigir o que ele já havia escrito e acrescentar o que ainda poderia escrever. Harry agradeceu e descansou as costas no sofá. Estava realmente cansado, sua mente transbordava-o com imagens de Draco na noite anterior. O loiro estivera inquieto a noite inteira e Harry só descobriu o motivo quando o sonserino não conseguiu mais esconder a dor que sentia em seu braços esquerdo. A marca dançava com raiva na sua pele pálida.


Não houve palavra dita, apenas entendida nos olhares trocados. Trevor chamava por Draco e o loiro não respondia por estar com Harry, até mesmo aguentara a dor do chamado para não perder aquele momento juntos. Mas Trevor exigia sua presença e Draco precisava atender.


A maior dor de Harry era saber isso.


- Vai. – Disse baixinho passando o dedo pela mandíbula de Draco e descendo-o até a marca.


Draco não lhe respondeu, apenas puxou a nuca de Harry e beijou-lhe com sofreguidão, carinho e paixão. Após se separarem o loiro colocou sua roupa e saiu da sala precisa. Harry não sabia onde ele foi, a localização do chefe dos comensais era sigilosa e guardada pelo feitiço fidelios, Draco não podia passar á Harry, somente o próprio Trevor.


E um dia ele passaria. No dia em que Harry estivesse pronto para seguir com algum plano que Draco ainda estava tentando imaginar para poder livrar o grifinório de seu fim eminente. Mesmo sem plano Harry imaginava como seria seu fim. Na verdade ele quase conseguia saber seus próximos passos. No fim se entregaria de boa vontade às mãos de Trevor. Faria sem o pedido de Draco, faria porque era a sua saída para tudo aquilo.


Um dia lhe disseram que não se pode fugir da morte, se opor a esse destino é uma tentativa vã de adiar o inevitável, aqueles que fugiam de suas mãos um dia a encontraria novamente. Harry fugia da morte desde que tinha um ano de idade.


Querendo esquecer-se um pouco da idéia que crescia em sua mente, Harry esfregou os olhos e enquanto via Hermione terminar de corrigir seu trabalho pensava no que faria durante esse Natal. Ficaria sozinho naquele castelo imenso com Draco. Tê-lo-ia todinho por um feriado inteiro. Aquilo o deixava completamente extasiado e ansioso para que os dias terminassem mais rapidamente.


Depois de alguns minutos Hermione lhe entregou o pergaminho que enrolou e colocou na mochila para terminar no dia seguinte de manhã antes de ter que ir para sua aula de poções.  Com sono e cansado Harry se despediu da amiga e rumou para o quarto deixando suas coisas no pé da cama e mal tirando a roupa antes de se deitar e esquecer-se das preocupações de sua conturbada vida.


Porém, antes que conseguisse dormir pensou mais uma vez em sua idéia.


- Acho que não terá saída.


Harry sabia que no fim tudo acabaria resultando em sua decisão, seria o melhor. Sabia disso e confirmava em sua mente toda vez que abria o profeta diário, igual na manhã de sexta feira. Enquanto todos conversavam animadamente sobre voltar para casa e rever seus familiares nos feriados, ganhar presentes e comer comidas gostosas, ele abria o Profeta Diário que acabara de chegar e lia em uma página perdida a reportagem pequena sobre um ataque à uma vila trouxa. Mais uma vila destruída, pessoas assassinadas e torturadas pelos comensais restantes do elo com Voldemort.


Devagar dobrou o jornal e o deixou na mesa embaixo da jarra de suco na esperança que a transpiração da jarra levasse embora a dor da verdade que gritava em seus olhos. Com um pouco menos de esperança virou-se no banco e olhou para a mesa da sonserina, Draco estava sentado brincando com a comida. Sua pele estava pálida e quase translucida, suas sobrancelhas estavam juntas em plena concentração de um pensamento importante, mas ainda assim ele ergueu o olhar e captou os olhos verdes o observando. As íris cinza estavam tão vazias e angustiadas. Era pesado ver aquele sofrimento calado.


Harry acenou com a cabeça na direção de Draco e se levantou da mesa.


- Volto já. – Disse para Hermione.


- Saímos em uma hora, esteja na porta para se despedir ou Rony terá uma síncope.


Rony que estava com a boca cheia não retrucou apenas balançou a cabeça com indignação.


- Não se preocupe, é coisa rápida.


Harry saiu do salão principal e se adiantou pelo corredor sentindo em suas costas a presença de Draco a lhe acompanhar. Virando a esquina o menino entrou em uma sala vazia e deixou a porta entreaberta, logo Draco entrou também e fechou a porta com um feitiço.


O grifinório o olhou com pena. Draco estava péssimo. Durante essa última semana Trevor o chamara diversas vezes e mesmo que Draco não dissesse, sabia que o comensal o mandava fazer coisas contra sua vontade, mas que ele fazia para que ficasse em seu posto recebendo informações e arquitetando um plano para que no fim ele, Harry, fosse salvo.


Harry odiava saber o que Draco fazia tanto quando estava em seu posto de comensal atacando vilas inocentes, quanto quando estava sozinho com Trevor em sua morada secreta servindo de objeto sexual. Na verdade o que mais doía era saber que mesmo odiando fazer aquilo, Draco reprimia um sentimento intimo pelo comensal, talvez pena, carinho ou ... não, não podia pensar que ele amava aquele comensal responsável por tanta crueldade. Esse mínimo pensamento fazia com que seu coração começasse a parar de bater.


Draco ainda estava parado na porta esperando Harry começar a dizer algo. Já esperava a reclamação sobre a Vila Jassin, destruída no interior de Nottingham, talvez ele quisesse que lhe dissesse exatamente o porquê não conseguira ajudar aqueles inocentes, ou simplesmente o olharia de forma repulsiva e diria que era um verme como já fizera antes.


Não interessava. Naquele momento Draco estava tão quebrado e torturado pelas coisas que ele mesmo fizera com suas próprias mãos que não se importava com o fato de Harry estar lhe odiando, merecia aquele sentimento e esperava pelo ressentimento do grifinório, talvez até mesmo seu desprezo e raiva. Mas ao contrário do que imaginou, Harry se aproximou devagar e tocou em seu rosto com carinho, passando os nós dos dedos em sua bochecha. Aos poucos ele sorriu e se aproximou mais colocando seus braços nos ombros do sonserino e sorrindo um pouco.


- O que vamos fazer nesse feriado?


- Harry, eu não entendo. – Disse Draco franzindo a testa.


- O que você não está entendendo?


- Sua compreensão. Eu estou ainda esperando a explosão, os gritos, as lágrimas.


- Não sou tão sensível assim.


- É sim.


- Tudo bem. Eu só quero que esqueçamos essas coisas está bem. – Disse Harry afastando uma mecha dos cabelos loiros que caiam na testa do sonserino. – Quero apenas esquecer essas coisas e pensar em nós agora.


Draco franziu a testa novamente e olhou com desconfiança para Harry, não acreditava em suas palavras, sentia que algo estava errado. Infelizmente ele só descobriria o que era tarde demais.


- Eu quero muito ir à Hogsmead, beber muita cerveja amanteiga e talvez até ficar bêbado. Quem sabe podemos conseguir passar a noite toda fora do castelo.


- Sabe que isso não é possível.


- É eu sei, mas não custa nada sonhar um pouco não é mesmo. – Disse Harry.


- Vamos pensar sobre isso mais tarde. Seus amigos já estão indo, é melhor ir se despedir antes que o cabeça de fósforo queira me matar por lhe prender aqui.


- Já disse que não gosto quando insulta meus amigos.


- Acredite em mim, quando eu começar a insultá-los, ai sim você não vai gostar.


Harry balançou a cabeça e saiu da sala deixando Draco sozinho. O sorriso que demonstrou ao menino antes dele ir ver seus amigos, foi murchando aos poucos e se transformando em uma careta séria e dura de quem estava cansado demais e ainda tinha um longo caminho a percorrer.


O corredor estava vazio quando saiu da sala, todos os alunos estavam no jardim tomando as carruagens para seguir para a estação onde o trem os levaria para Londres e de lá iriam para suas casas com seus familiares, alguns dos que estavam lá fora eram como Harry, apenas querendo ficar para aproveitar o tempo de formas diferentes e a minoria dos que não tinha mais ninguém no mundo com quem pudesse se reunir ou que se importasse. Não se importando para nenhum deles além de Harry, Draco deu as costas para a algazarra de vozes felizes e desceu as escadas para as masmorras. Talvez Snape estivesse em seu laboratório e pudesse lhe dar alguma atenção ou quem sabe conselho em seus passos tortos. Pelo menos seu padrinho era alguém com quem poderia contar, do jeito dele.


 


Harry havia acabado de descer para o jantar quando viu Draco subindo as escadas das masmorras. Um sorriso se abriu em seus olhos ao ver o sonserino com um pouco mais de cor, talvez ele tenha dormido um pouco a tarde ou comido um pouco.


- Olá. – Disse Harry assustando Draco.


- O que está fazendo? – Perguntou Draco revoltado.


- Te dando oi.


- Exatamente. – Disse Draco pegando Harry pelo braço e o arrastando para um canto escuro e isolado. – Não pode fazer isso, somos inimigos, esqueceu?


- Eu sei. – Disse Harry. – É que gosto de te ver assim, melhor.


- Vou ficar melhor se parar de tentar se mostrar. Sabe que Trevor quer que eu me aproxime de você e ficar as escondidas é a melhor forma de eu ganhar tempo. Lhe disse na semana passada.


- Tudo bem, desculpe.


 - Vou indo pro jantar, nos encontramos na sala precisa depois.


 


Harry já estava impaciente por ficar sentado naquele colchão esperando, justo quando o jantar acabou e ele pode sair daquela mesa que o diretor fez o favor de juntar para todos ficarem juntos, o professor Snape tinha que chamar Draco para conversar rapidamente.  Pelo jeito a conversa não era tão rápida quando pensava, pois Draco só apareceu meia hora depois. Imediatamente Harry abriu os braços e Draco se aproximou aceitando o abraço longo que o grifinório lhe dera.


Com cuidado Harry se afastou e olhou para as íris cinza, estavam apagadas e pesadas. O corpo de Draco estava tenso e cansado. Seu rosto mostrava as linhas de preocupação. Nem mesmo os lábios estavam vermelhos, agora estavam apagados. Era como se Draco estivesse morrendo.


- Eu vou cuidar de você. – Disse Harry beijando os lábios finos. – Vou cuidar de você como você merece.


Com carinho e extrema atenção Harry despiu o sonserino e o levou até uma banheira que a sala projetara para eles, ali Harry ensaboou o corpo de Draco e o lavou de toda a sujeira que carregava pelas missões impostas. Depois o enxugou e o levou de volta a cama onde o deixou deitado de bruços e passou a mão pelas costas tensas e lisas apertando seus dedos em lugares estratégicos para que os nós do destino insólito se desfizessem liberando suas angustias.


No fim Harry cobriu Draco com um fino lençol e apenas se deitou ao seu lado o olhando fechar os olhos devagar enquanto o forte sono o embalava.


- Eu vou cuidar de você, tudo vai ficar bem.


Havia apenas um fino fio de consciência em Draco, mas foi suficiente para que ouvisse as palavras proferidas por Harry.


- Eu farei o que é necessário.

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