(HARRY)
O sol forte estava batendo em meu rosto, por isso despertei, parecia estar em uma floresta tropical, porém não me lembrava de como chegara ali, então comecei a andar procurando uma saída daquele lugar, ou simplesmente uma indicação de onde estava.
Depois de andar alguns minutos achei uma praia, porém esta não estava vazia como a floresta, a beira do mar encontrava-se um garoto que aparentava ter uns quinze anos, aproximei-me dele cautelosamente.
– Quem é você? – Perguntou o garoto ainda de costas.
– Eu sou Harry Potter, e você? – Pergunto já ao lado do garoto.
– Percy Jackson. – disse ele se virando, a primeira coisa que notei foram seus olhos verdes.
Uma luz forte invadiu a praia e eu Harry Potter acordei deste sonho um tanto quanto receoso, o que eu não sabia era que do outro lado do oceano o garoto chamado Percy também acordava assim.
De alguma maneira que não faço ideia como explicar eu estava de volta à praia onde encontrara Percy Jackson, era estranho, mas esperava vê-lo a qualquer momento, afinal estou curioso para saber quem era o estranho.
Eis que o garoto literalmente brotou em meio às ondas do mar, o estranho era que ele não estava molhado, pelo que pude perceber quando ele se aproximou.
– Harry Potter? – Disse ele incerto me olhando atentamente.
– Sim, Percy Jackson. – Digo o analisando melhor, veja bem, não é como se eu não tivesse olhado para ele na outra vez em que nos vimos, porém desta vez é totalmente diferente, posso analisa-lo, o garoto era estranhamente parecido comigo, o que realmente era de assustar.
– O que esta acontecendo? – Perguntou ele confuso. – Não entendo porque estamos aqui!
– Deve haver um proposito, sempre há. – Digo, lembrando-me dos conselhos de Dumbledore.
– Os deuses devem estar tramando algo! – Fala Percy tão subitamente que me assustei.
– O que? –Perguntei confuso.
– Ou talvez seja Cronos. Você é um espião dele? – Pergunta me olhando com desconfiança. Cronos? Meu Merlin! Do que esse louco estava falando, o único Cronos que já ouvi falar é um titã.
– Percy, eu não sei quem é esse tal de Cronos, mas não sou espião dele – Digo olhando em seus olhos para tentar mostrar que dizia a verdade.
– Se eu fosse um espião também negaria. – Acusa ele parecendo estar prestes a me atacar.
– Olha, eu já disse que não sou, mas se não quer acreditar fique a vontade tenho coisas mais importantes para resolver do que aturar acusações mal fundadas. – Digo tentando passar a frente do garoto para achar uma saída.
Em um estante eu estava andando no outro o tal Percy se jogava em cima de mim, se não fossem os meus reflexos de apanhador, acho que estaria no chão agora. Se era briga que ele queria, era briga que ele iria ter! Coloco-me em posição de ataque, porém o garoto é mais rápido conseguindo me acertar no olho antes que eu possa sequer pensar em fazer algo.
Agora o estranho havia conseguido me irritar verdadeiramente, por isso, puxo a varinha do bolso e lanço um feitiço estuporante, surpreso ele nem teve chance de reagir, foi atingido no peito e arremessado em direção ao mar. Antes que eu pudesse comemorar minha vitória uma onda gigantesca avança rapidamente em minha direção, e para meu desespero, com Percy na crista, mais rápido que eu juguei ser possível conjuro um escudo, bem a tempo de impedir um afogamento.
Era obvio que eu precisaria usar mais que feitiços estuporantes para ganhar, por isso, uso todo o meu conhecimento, todos os feitiços em meu arsenal, o estranho era que mesmo sendo atingido por alguns feitiços o garoto ainda mantinha-se impassível em seus ataques, também tinha a agua, nunca vi ninguém manipula-la daquela maneira, fora que ele não lançara nenhum feitiço, o que me deixava muito intrigado.
Depois de mais ou menos uma hora já estávamos exaustos de mais para nos atacar, porem ele provavelmente usando seu ultimo resquício de força fez com que uma super onda investisse contra mim, tive que usar muito da energia que me restava para bloqueá-la, estava me preparando para contra atacar quando percebi que o garoto, Percy, estava desmaiado, por isso rapidamente vou até ele para saber se esta bem.
– Enervate – Digo e logo Percy recupera a consciência um tanto assustado, principalmente ao me ver entregando a ele um pouco de agua que eu havia acabado de conjurar.
– Obrigado. – Diz ele sem mais me olhar de uma maneira desconfiada
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(PERCY)
Era noite de natal quando voltei a ver Harry, estávamos na mesma praia dos outros sonhos, porém desta vez era ele quem estava sentado abeira do mar.
– Harry Potter? – Chamei meio incerto, afinal da ultima vez em que nos vimos e o ataquei, além disso, estava muito curioso com tudo o que havia acontecido no ultimo sonho.
– Sim. – Responde ele virando-se para me olhar, porém seus olhos arregalados fitando algo por cima de meu ombro me deixaram alerta. Olhando para trás pude ver vindo em nossa direção um monstro com cabeça de homem, corpo de leão e cauda de escorpião. Manticore!
– Corre Harry! – Gritei me pondo em movimento, mas não deu tempo no segundo seguinte o manticore lançava-se sobre nós, tudo o que pude fazer foi projetar um espelho d’água para nos proteger, o que só serviu para deixar o bicho mais furioso, porém nos deu tempo para fugir pro mar, mergulhamos e ordenei as correntes marítimas que nos levassem para longe, a principio Harry tentou lutar, o que me lembrou que ele não podia respirar de baixo d’agua, não poderia deixa-lo voltar a superfície, por isso, fiz bolha enorme de ar se formar envolta de nossas cabeças.
– O que era aquilo? E como fez isso? – Perguntou Harry assim que recuperou o folego quando nós voltamos para a praia.
– Aquilo era um Manticore. – Respondi simplesmente.
– Um Manticore? – Perguntou ele confuso.
– É um Mostro mitológico. – Tornei a falar.
– C-como fez aquilo? – Perguntou e de alguma maneira eu sabia que estava referindo-se a bolha que nos envolveu quando ficamos submersos.
– Não sei se devo contar. – Comecei, mesmo que todos os meus sentidos gritassem que eu deveria confiar no cara que quando teve a chance de me matar, fez justamente o contrario. – Talvez você não reaja bem, tá na cara que você não é um mortal, mas também não acho que seja igual a mim.
– Eu acho que já vi de tudo um pouco, meu caro, Percy, e se realmente acha que não posso aguentar, só me faz ficar ainda mais intrigado com tudo isso, portanto comece a falar. – Disse Harry. Só agora eu notei o sotaque dele, provavelmente era inglês.
– Ok, Harry, eu só te vi três vezes e na segunda eu tentei te matar, mas você me ajudou, acho que posso confiar em você. – Digo tomando uma decisão.
– Eu também acho isso, Percy, e me desculpe por tentar er... te matar também, façamos um trato entre amigos você me conta sua historia e eu te com a minha, de acordo? – Propôs Harry
– Fechado. – Concordo, tentando decidir por onde começar. – Eu me chamo Perseus Jackson, sou um semideus filho de Poseidon...
– Espere um momento Poseidon? O deus dos mares? – Perguntou ele incrédulo.
– Sim, mas como eu ia dizendo tenho 15 anos e por ser filho de um dos três grandes eu sou destinado a cumprir um profecia que diz que o destino do olimpo esta nas minhas mãos. – E contei-lhe todas as minhas aventuras e quando terminei Harry parecia estupefato,
– Uau! Quer dizer, você fez as mesmas coisas que os grandes heróis gregos do passado, isso é incrível! – Fala ele admirado, me deixando sem graça.
– Ah! Eu não fiz nada sem ajuda, quer dizer, eu só sirvo para me meter em confusões. – Digo tentando mostrar a ele que eu não era o herói que todos diziam. – Agora chega de enrolação! Estou ansioso para ouvir sua historia. – Falo e ele logo arruma a postura procurando a melhor maneira para começar.
– Meu nome é Harry James Potter e eu sou um Bruxo... –Começa ele, porém sou forçado a interrompê-lo, Oras! O cara vinha me dizer que era bruxo! – Bruxo? Do tipo com varinha, abracadabra e verrugas? – Pergunto.
– Esta vendo alguma verruga em mim? – perguntou Harry fazendo careta.
– Não, mas só bruxas tem verrugas. –Justifico-me.
– Minha Mãe era uma bruxa e ela era a mulher mais bonita que eu já vi. – Declara ele solene.
– Mas ela é sua mãe isso não vale! – Retruco cruzando os braços.
– Ok, a Hermione é uma bruxa e agora ela é muito bonita, tem minha quase namora a Cho ela também é uma bruxa. Ah! Também tem a Gina que também é bonita. – Diz ele corando um pouco no começo, mas ganhando confiança depois.
– Certo, certo, você conhece bruxas bonitas, mas aposto que nenhuma se comprara com as semideusas, e antes que você proteste existem filhas de Afrodite e você deve saber o que isso significa. – Digo em tom de malicia.
– Oh! Acho melhor nós deixarmos isso de lado. – Disse Harry ligeiramente vermelho. – Onde eu tinha parado, ah! Sim, sou um bruxo e estudo na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, também tenho 15 anos e tenho que enfrentar Voldemort...
– Voldemort?
– É o maior bruxo das trevas de todos os tempos. – Responde ele com ar entediado.
– Ah! Sempre um maníaco querendo destruir o mundo. – resmungou fazendo Harry rir.
– Tenho que enfrentar ele assim como você o Cronos, esses são nossos destinos. – Falou Harry um pouco triste, mas logo depois continuou sua historia.
– Puxa! Você fez tudo isso e ainda fica admirado com as pequenas coisas que eu fiz? – pergunto confuso.
– Ora! Não foram pequenas coisas, além disso, se não fosse pelos meus amigos eu teria morrido no primeiro ano. – Justifica-se ele.
Foi então que eu percebi o quão parecidos nos somos.
– Percy? – chamou Harry depois de algum tempo.
– Que? – disse simplesmente.
– Você poderia me ensinar a Lutar? – Perguntou ele.
– Por quê? – pergunto me levantado e encarando o garoto.
– É que melhoraria muito meus reflexos e minhas habilidades. – Respondeu ele um pouco tímido.
– Isso é demais! Eu vou adorar te ensinar, principalmente porque assim não fico enferrujado como aconteceu a dois verões. – falo com tom amargo, lembrando-me do fiasco que foi a luta contra Luke, depois vou até a beira da floresta para arrumar dois pedaços de madeira que poderiam ser usados no lugar de espadas.
Treinamos pelo que pareceram ser horas, era notável a melhora de Harry com a “espada”, mas já estávamos muito cansados, por isso, decidimos parar um pouco.
– Harry, você sabe bastante sobre garotas? – Perguntei em um surto de coragem, afinal aquele problema com Annabeth estava me deixando louco e não havia nenhum amigo para o qual pudesse contar.
– Não, em geral sou um desastre! – Declarou ele, me deixando sem esperança.
– Ah! – foi só o que eu consegui dizer.
– Por quê? – perguntou Harry depois de alguns minutos em silencio.
– Bom, sabe a Annabeth? Eu percebi que eu a amo, mas ela gosta do Luke...
– O QUE? Você tá dizendo que a Annabeth gosta do Luke? O mesmo Luke que está ajudando Cronos?
– Sim, esse mesmo, parece que ela acha que ele ainda é “bonzinho”. – Falei com desgosto.
– Meu Merlin! Pra uma filha de Atena, Annabeth esta se mostrando muito ingênua com relação a esse cara. – Falou Harry indignado.
– Ela me beijou. – Digo já que não aguentava mais esconder aquilo do mundo.
– E-ela te beijou – repetiu Harry estupefato. – Então quer dizer que ela agora gosta de você! – disse ele ficando animado.
– Não tenho tanta certeza disso, depois ela voltou a me tratar do mesmo modo que antes. –Falo ainda triste com aquilo.
– Infelizmente eu não sei o que posso fazer por você, meu caro amigo. – Falou Harry dando tapinhas amistosos em meu ombro.
– Hermione! – exclamei de súbito, meus deuses! Como eu poderia me esquecer de que Harry tinha uma amiga tão inteligente quanto Annabeth e que poderia facilmente lhe dizer o que se passa na cabeça da minha sabidinha.
– O que tem ela? – perguntou Harry sem entender.
– Ela é uma garota? Não é? – Harry me olhou como se eu fosse retardado. – Esquece! O que eu quis dizer é que ela é sua melhor amiga, e só garotas para saberem o que se passa na mente de garotas! – Falei tão animado que estava até dando pulinhos de felicidade.
– Ah! – Foi tudo o que Harry disse.
– Você não esta entendendo! Harry, você pode perguntar a Hermione o que ela acha disso tudo! – Explico a ele que não pareceu muito feliz com aquilo.
– Percy, você acha que eu posso simplesmente chegar e falar “Mione, eu tenho um amigo semideus que eu conheci num sonho que precisa do seu vasto conhecimento em relacionamento, por que ele quer conquistar uma filha de Atena que é ou não apaixonada por um filho de Hermes que entregou seu corpo a um titã chamado Cronos. Ah! Sabia que Cronos quer dominar o mundo?”. –Disse ele em tom irônico.
– Não, assim não, ela vai pensar que você é maluco, além disso, ela também pode pensar que foi o tal do Voldemort que me mandou para ser seu “amigo”. – Digo franzido o cenho para tentar achar outra saída.
– Isso mesmo! Então como espera que eu pergunte a ela sem contar a verdade? – Pergunta ele.
– Sei lá! É a Annabeth quem pensa nas desculpas não eu! Mas Harry, por favor, você tem que me ajudar! – Imploro, pois sem a ajuda dele eu estaria perdido.
– Esta bem, vou pensar em um jeito, agora vamos treinar! – disse ele se levantando pronto pra me atacar.
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(HARRY)
No outro dia acordei absolutamente dolorido devido ao exercício, por isso, fiz uma nota mental de me alongar mesmo em sonho, pois as consequências não eram nada agradáveis.
Nos dias que se seguiram eu não consegui entrar mais em contato com Percy o que foi de certa forma melhor já que ainda não tive coragem de perguntar a Hermione sobre caso do semideus.
Em meados de Maio, após ter utilizado os conselhos de Hermione que eu tive coragem de fazer o que Percy me pediu.
Como de costume todos estavam reunidos na mesa da Grifinória para o café da manha, o que não ajudava em nada, eu já estava apavorado de perguntar para ela a sós, imagine com um monte de gente nos cercando, mas uma hora ou outra eu teria de perguntar. Hermione como sempre estava lendo um livro, e como eu não sabia o que fazer pôs-me observa-la.
– O que você quer Harry? – Perguntou ela de súbito, me assustando.
– E-eu? – Perguntei sobressaltado.
– Sim, você! Reconheço essa cara, além disso, já faz quase cinco minutos que você me encara sem nem ao menos piscar – disse ela abaixando o livro e olhando em meus olhos.
– Eu tenho um amigo e ele gosta da melhor amiga dele, e por um acaso eu comentei o quão boa você é em dar conselhos, ele então me pediu que lhe perguntasse o que achava do caso dele. – Digo de uma vez, só na minha afobação acabo chamando atenção dos outros.
– O que é isso Harry? Você esta gostando da Hermione e não tem coragem de falar para ela? – Perguntou Gina desdenhando de mim, o que eu não gostei nadinha.
– N-não, eu só estou pedindo conselhos para um amigo! – Me defendi, porém para meu desespero minha voz não saiu tão firme quanto pretendia.
– Ora, Harry! Vai mentir para nós que somos seus amigos! – disse Simas sorrindo debochado.
– M-mas N-não é nada d-disso. – gaguejei sem querer, odeio ficar constrangido por causa disso.
– Então por que você esta gaguejando? – Perguntou Dino sorrindo ainda mais.
– Harry, não fique com medo de assumir os seus sentimentos, vocês dois estão desimpedidos, porque até que enfim a CaCHOrra percebeu que não era querida e deu um fora! – Falou Gina compreensiva.
– Parem! Não é nada disso que vocês estão pensando! Eu vou matar o Percy quando eu encontra-lo! – resmungo e os que estavam em volta ouviram.
– Percy? Que Percy – Se pronunciou Rony que tinha as orelhas vermelhas.
– Ora, quantos Percival você conhece Ronald? – Perguntou Gina revirando os olhos.
– Não é Percy de Percival, é Percy de Perceus. – Falei Harry, afinal desde quando eu ajudaria o Percy Weasley em um relacionamento?
– Como assim?. – Perguntaram todos ao mesmo tempo.
– Esse é o nome do meu amigo, mas isso não vem ao caso. – falo decidido, e me voltou para Hermione que estava quieta e pensativa desde que a discussão começara. – Então Mione vai ajudar ou não?
– E-eu acho que sim, mas primeiro preciso saber o que envolve esses seus amigos. – Disse ela.
– Percy gosta da Annabeth, ela gosta do Luke um cara mau caráter...
– Cara? Desde quando usa gírias? – perguntou Hermione desaprovando o dialeto do amigo.
– Ah! Percy é americano depois de conviver um pouco com ele acabei pegando algumas característica assim como ele, vocês precisam ver ele usando palavras formais é muito engraçado. – Digo rindo.
– Onde conheceu um americano? – Pergunta ela interessada, o que bastou para sessar o meu riso.
– Na rua dos Alfeneiros... – Digo lentamente – Percy foi passar o verão lá.
– Como vocês se comunicam? – Perguntou ela estreitando os olhos.
– Por corujas... – Digo. – Percy estuda na escola de Magia que fica na América, ele não me reconheceu incialmente só depois que me apresentei.
– Ok, Harry, agora continue não tenho o dia todo. – falou ela voltando ao foco original da conversa.
– Tudo bem, então ela gosta do Luke, um mau caráter, só que no ultimo verão ela beijou o Percy, porém quando eles voltaram a se reencontra ela agiu como se nada tivesse acontecido. – Falou Harry.
– Louca! Isso é o que essa menina é! – Disseram os garotos.
– Até parece! Ela só esta esperando esse tal Percy tomar uma atitude! – Falou Mione em defesa da outra.
– Então é isso que eu devo dizer ao Percy? – Pergunto esperanço, afinal torço muito para a felicidade do meu amigo.
– Sim, diga que ele tem que tomar uma atitude! Que ele deve pedi-la em namoro antes que Luke o faça! –Disse Hermione confiante.
– Obrigado, Mione eu vou dizer! – Eu estava tão feliz por Percy que acabei dando um beijo na bochecha de Hermione que corou imediatamente. – Er... foi mal! – Me desculpou e sai apressado.
– Percy! – Chamei ao adentrar na praia.
– Harry! Ha quanto tempo! – Disse ele que se encontrava a poucos metros de mim.
– É faz mesmo tempo! – Falei com pesar.
– Eai! Como vão as coisas no seu mundo? – Perguntou Percy, provavelmente notara que havia algo errado comigo.
– Nem sei por onde começar! –Digo indo me sentar de frente para o mar.
– Pelo começo é uma boa – sugeriu Percy.
– Eu terminei com a Cho por ela ter ficado ao lado de uma traidora – Começo, depois lhe conto tudo o que havia acontecido desde que nos vimos pela ultima vez.
– Não brinca a Mione, fez isso mesmo? –Perguntou Percy entre gargalhadas, após eu contar o que Hermione tinha feito com o pergaminho da Armada de Dumbledore.
– Fez sim e você precisava ver a cara da Marieta. – Digo também rindo.
– E como andam as aulas de Oclumêcia? – Perguntou Percy enquanto se levantava, afinal talvez tenha sido por isso que levou tanto tempo para nos vermos de novo.
– Chatas como sempre! Snape não para de pegar no meu pé – Respondo pegando uma madeira que estava aos meus pés, já me preparando para lutar com Percy.
– E agora com a sapa velha como diretora as coisas não melhoram, não é? – Falou ele solidário.
– Não mesmo. – Concordo, porém me concentro em seu ataque. – Ah! Perguntei para a Mione aquilo que você me pediu. – Isso o distrai, me dando a chance de ataca-lo na parte de traz dos joelhos fazendo-o perder o equilíbrio e cair com um baque surdo na areia.
– E o que ela disse? – Perguntou Percy animado, aceitando a mão que eu lhe ofereci para ajuda-lo a levantar.
– Disse que a Annabeth provavelmente esta só esperando você dar o próximo passo.– Digo o atacando pela esquerda, porém ele facilmente bloqueou.
– Próximo passo? – Diz me incentivando a continuar.
– Pedi-la em namoro. – Respondo.
– Ah! Mas tem certeza? É capaz da Annabeth me bater se eu fizer isso. – Diz ele com medo.
– Vai por mim, ela com certeza vai adorar! –Digo confiante, afinal Hermione tenha um percentual de acertos bem alto.
– Acho que é melhor deixar isso pra lá, pelo menos por enquanto. – Fala ele ainda inseguro.
– Você quem sabe. – Respondo já voltando a ataca-lo, porem Percy era mais experiente e rápido o que acabou resultando comigo caído na areia.
– E você e a Mione? – Pergunta ele me ajudando a levando, o que só me faz cair de novo ao notar o tom de malicia na voz dele.
– Não existe eu e a Mione. – Digo investindo contra Percy, mesmo estando no chão.
– Pode não existir ainda, mas você a ama só não se deu conta disso. – Diz ele fazendo uma onda gigante me atingir.
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(PERCY)
Ao longe podia ver as chamas tomando conta do princesa Andrômeda, secretamente eu rezava aos deuses para que Beckendorf tivesse conseguido escapar a tempo, foi em meio a estas preses que sentir a consciência me abandonando.
– Harry, eu preciso... O que aconteceu? – Pergunto ao notar que o estado em que ele se encontrava.
– Sirius morreu e foi por minha culpa. – Disparou Harry.
– O QUE? – Berro sem querer.
– Isso mesmo! Voldemort fez com que eu tivesse uma visão dele torturando Sirius, mas na verdade tudo era uma ilusão para que eu invadisse o departamento de mistérios no Ministério da Magia. – Diz Harry se martirizando, neste momento eu sinto pena dele, porque as parcas era tão injustas! Sirius era o mais próximo de um parente que ele tinha, no entanto lhe fora tirado de uma maneira tão brutal.
– Não me olhe assim! – Fala Harry em tom bruto. – Aguentei todos que eu conheço me olhando com pena desde que isso aconteceu, não preciso disso de você também.
– Oh! Me desculpe! – Digo me sentindo culpado – O que ele queria?
– Ele queria que eu pegasse a profecia. – Responde ele com raiva.
– Profecia? – Eu tento estimula-lo a continuar falando.
–"Aquele com o poder de vencer o Lorde das Trevas se aproxima... nascido dos que o desafiaram três vezes, nascido ao terminar o sétimo mês... e o Lorde das Trevas o marcará como seu igual, mas ele terá o poder que o Lorde das Trevas desconhece... e um dos dois deverá morrer na mão do outro pois nenhum poderá viver enquanto o outro sobreviver... aquele com o poder de vencer o lorde Trevas nascerá quando o sétimo mês terminar..." – Harry citou mecanicamente.
– Uau! E é sobre você que a profecia fala? – Harry apenas assentiu. – Sempre um droga de profecia pra ferrar com a vida da gente!. – Resmungo indignado.
– Se eu tivesse escutado a Hermione nada disso teria acontecido. – Se culpa mais uma vez Harry.
– Harry, não se pode dribla a morte, se as parcas resolverem cortar o fio é por que já estava na hora. - Digo tentando trazer a luz da razão de volta a mente do meu amigo.
– Não quero mais falar sobre isso, aliais o que você ia me dizer quando eu cheguei? – Pergunta ele forçando um sorriso que mais parecia uma careta.
– Eu estava em uma missão para destruir o princesa Andrômeda, o navio acabou explodindo e acabei perdendo meu amigo Charles Beckendorf, eu nem sei onde estou no momento, pois não me lembro de ter chegado a costa. – Digo intrigado, e triste também por não ter certeza se Beckendorf ainda estava vivo.
– Ainda bem que você é filho de Poseidon. – Disse Harry aliviado. – Quanto a Charles, vamos torcer para que esteja bem.
– Eu estou realmente ferrado, porque a Rachel me beijou! – Digo em um folego só, me pareceu o momento certo para uma mudança de assunto, além disso, já não parecia haver momento certo para contar aquilo.
– O que? Mas você não gosta da Annabeth? – Perguntou Harry agora extremamente confuso.
– Sim, mas isso não impede a doida de me beijar! – Replico.
– Doida? – Pergunta.
– Digamos que ela é a Luna Lovegood do meu mundo. – Falo e pela primeira vez desde a morte de Sirius, Harry riu. – Do que você tá rindo? – Pergunto confuso.
– Sem querer imaginei você beijando a Luna – Responde ele ainda rindo.
– Meus deuses! Isso é coisa que se imagine! – Respondo rindo, pois também foi inevitável imaginar a cena.
– Como você descobriu que gostava da Annabeth? – Pergunta Harry depois de um tempo.
– Acho que foi quando eu quase a perdi, no inverno em que fui obrigado a segurar o céu. Por um momento tudo estava perdido, então eu a tenho em meus braços, mas ai ela tem a chance de se tornar uma caçadora e tudo estava perdido de novo, sabe acho que foi Afrodite que abriu meus olhos para a verdade. – Respondo. – Por que a pergunta?
– Vou lhe contar tudo o que aconteceu no dia em que o Sirius... morreu. – fala ele, embora a ultima parte tenha sido apenas um murmurio de dor, depois de alguns minutos entendo o porque da pergunta, ele quase havia perdido Hermione e achava que a amava, porem com tudo o que estava vivendo, achava que era difícil ter um namoro entre os dois.
Depois de que pareceram horas conversando nós decidimos que o melhor a se fazer era lutar para distrair a mente e descontar nossas frustações.
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(HARRY)
– Harry – o chamado de Hermione me desperta.
– Hermione? – Pergunto meio confuso.
– Você acabou adormecendo no meu colo. – Só então eu noto que estou com a cabeça apoiada no colo dela e tento me levantar, porem ela impede meus movimentos.
– Ah! Desculpe por isso. – digo um pouco corado.
– Não! Que isso! Pela primeira vez desde que tudo isso aconteceu eu vi você sorrindo. – disse ela feliz.
– É que hoje eu recebi uma carta do Percy e agora estou me sentindo bem melhor. – Declaro.
– Seu amigo Percy. – Diz ela pensativa. – Como ele esta? Resolveu o problema com a tal Annabeth? – Perguntou ela sorrindo.
– Ah! Ele ainda não a viu, só que o verdadeiro problema é que tem outra garota que também é super legal e gosta dele. – Digo.
– Isso não é necessariamente um problema, se o Percy gosta a Annabeth e ela dele, essa menina, por mais legal que seja não ficara entre os dois. – Diz ela em tom professoral.
– O problema é que a Rachel beijou o Percy. – Falo tentando mostrar a ela a confusão em que Percy se metera.
– O que? Meu Merlin! Mas que confusão! – Fala ela. – O que a Annabeth pensa disso? Ela conhece a tal Rachel? E o que o Percy esta sentindo com relação a isso? – Acabo ficando zonzo com tantas perguntas.
– Ele esta confuso, mas sinceramente eu prefiro a Annabeth, embora a Rachel seja bem legal.
– Como assim? Que tal você me dizer como eles são? – Propõe Hermione.
– Annabeth é muito inteligente, fala grego, que ser arquiteta, ela me lembra muito você a diferença é que ela é loira, também não tem um gênio muito fácil, já a Rachel é mais artista e lembra a Luna. – Descrevo rindo de novo ao imaginar o Percy beijando Luna, ao que Hermione ficou maravilhada com esse som.
– Eu acho que a Annabeth tem que deixar o Luke de lado e ficar com o Percy, na verdade, ainda falta você me dizer como ele é. – Diz ela.
– Bom, ele tem a mesma idade que eu só que eu faço no final de julho e ele no começo de agosto, os olhos de também são verdes, seus cabelos negros sempre estão bagunçados, entretanto ele não ganha de mim nesse quesito, ele é meio lerdo, e sempre me faz dar risadas, é um amigo fiel que morreria sem pensar duas vezes para salvar alguém que ama. Ah! Uma coisa importante, ele adora agua. – Digo feliz ao lembrar de Percy.
– Ele parece muito com você! Tem certeza que não são a mesma pessoa? – Pergunta ela rindo.
– Não. – Respondo também rindo.
– E quando eu vou conhecer esses seus amigos? – Pergunta ela interessada.
– Não sei. – Nem eu mesmo conheço acrescento mentalmente.
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Estávamos fugindo de alguns comensais que nos perseguiam insistentemente, mal tínhamos colocado o pé no lado trouxa de Londres os seguidores de Voldemort já estavam atacando.
– O que vamos fazer? – Perguntou Rony.
– Não sei. –Respondeu Hermione.
– Estamos cercados – Aviso aos dois.
– Ora, Harry Potter, esta preparado para morrer? – Pergunta Rodolfo Lestrange soltando uma gargalhada.
– Não – Respondo pegando na mão de Hermione e de Rony. – Ainda não chegou a nossa hora!
– É claro que chegou AVADA KEDAVRA! – Ver um raio verde vendo em minha direção, tal qual ao dos meus pesadelos era realmente apavorante, porem eu sabia que não era nossa hora, havia algo dentro de mim que me dizia que deveria aparatar e sem saber dera certo, consigo aparatar levando Rony e Hermione comigo.
Abri os olhos e vi que estava em uma floresta, procurei por meus amigos para saber se estavam bem, porém não os achei.
– Harry! – Escuto logo atrás de mim, Hermione, correndo em sua direção.
– Hermione. – Digo a abraçando fortemente, só para ter certeza que ela estava ali, Merlin! Como era bom tê-la em meus braços.
– Harry, Hermione. – Chamou Rony e logo vindo ao encontro dos dois. – Onde estamos? Como você fez aquilo – Perguntou olhando para mim.
– Não sei. – Respondo sinceramente.
– Harry, como conseguiu aparatar? – Pergunta Mione.
– Também não sei, eu só sentir o que fazer e fiz. – Tento explicar a eles, porém nesse momento ouvimos um barulho na mata e dela surgi grupo de jovens vestidos com armaduras gregas e armados com espadas, lanças e arcos.
– O que é isso? – Perguntou um garoto com arco olhando para nós.
– INVASORES! – Gritou um outro e o grupo avançou contra eles, rapidamente Rony e Hermione sacaram as varinhas enquanto eu que fui pego desprevenido acabo sendo preso em uma chave de pescoço.
– Renda-se ou mataremos o seu amiguinho! – falou uma voz feminina, vinda da pessoa que me mantinha preso, porém desta vez eu estava mais preparado, por isso, rapidamente pego a espada que se encontrava na bainha da menina, em seguida a acertou, depois parto para cima do grupo que cercava meus amigos, estava lutando bem para espanto dos guerreiros, foi só quando uma espada que me atacou veio acompanha de técnicas bastantes conhecidas que eu parei para pensar em onde poderíamos ter ido parar, a perspectiva daquilo ter acontecido era impossível.
– Percy? – Perguntei baixando a guarda e quase tento a cabeça decapitada pela lamina dele.
– Harry! – Exclamou ele agora parando para me analisar, depois virou-se para os outros semideuses. – Esta tudo bem, abaixem as armas!
N/A: Prontinho um capitulo alterado, espero que gostem da mudança.