“Tudo esta dando certo para mim.” Pensava a criatura assustadora que estava sentada sozinha no que um dia foi à sala de jantar dos Gaunt. Tom sorriu sem humor e levantou da cadeira que estava sentado para dar uma volta na pequena casa.
As paredes estavam cobertas de musgo, a casa era escura e cheirava mal e estava cheia de roedores, baratas e aranhas.
“Como a última família descendente de Salazar Slytherin se deixou cair na lama da sociedade?” Nos olhos azuis sombrios de Tom estavam estampados o nojo e o ódio.
Subiu as escadas que rangiam por qualquer movimento e se dirigiu a um dos três quartos minúsculos. O quarto era simples e na cor cinza, como todo o resto da casa, mas havia uma estante com diversas fotos, todas elas debaixo de uma grande camada de poeira.
As primeiras fotos mostravam Mérope com a mãe, ambas muito parecidas, cabelos cor de mel e olhos azuis. Nas outras fotos, Mérope já estava adolescente, ela ainda era muito bela, mas os olhos azuis que antes eram vivos e transmitiam felicidade estavam nebulosos, sombrios e com um quê de insanidade.
Tom não queria admitir nem para si mesmo, mas ele ainda sentia, ele ainda amava, pelo menos ainda amava uma coisa, uma única pessoa, sua mãe. A mulher doce, ingênua e bonita que só cometeu um grave erro, se apaixonar por um muggle desprezível. Isso aos olhos dele.
Voldemort só não sabia uma coisa, Mérope nunca foi um doce ou ingênua. Quem era o ser desprezível era ela.
Inicio do ano de 1962
-SQUIB!¹ - Gritou um velho baixinho e rechonchudo, seus olhos eram verdes e seus cabelos de um loiro sujo.
-Sim papai. – Mérope chegou correndo a sala de jantar com a cabeça baixa.
-Eu estou com fome Squib, me faça comida. Eu e Morfino queremos um café da manhã digno de reis! Agora ande mulher! – Marvolo bateu na mesa com os punhos fechados, como um aviso a Mérope.
Essa saiu correndo dali e foi em direção à cozinha, rapidamente fez tudo o que seu pai e seu irmão gostavam e os serviu. Quando levantou da mesa Morfino fez questão de derrubar de propósito o prato e o copo no chão.
-Acho bom você limpar isso Squib. – Morfino diferente dos pais e da irmã tinha os olhos negros, os olhos dele pareciam refletir sua alma que era cruel e insana. Ele tinha o cabelo loiro sujo do pai, mas diferente desse ele era muito belo. Quando Mérope foi tirar a varinha das vestes Morfino lhe deu um tapa no rosto. – Eu quero que limpe como os sangues-ruins Mérope, por que você não é digna de ser uma Gaunt. – Completou sorrindo cruel.
Mérope o obedeceu como sempre fazia, mas assim que o irmão saiu do cômodo a menina rodopiou e um enorme sorriso apareceu em seu rosto.
-Ah Morfino, você não sabe o que o aguarda! – A jovem foi gargalhando e saltitando até a cozinha onde lavou a lousa cantarolando uma canção qualquer.
Quando Mérope terminou os seus afazeres ela foi ver onde seu pai e irmão estavam e mal pode conter a felicidade quando constatou que Marvolo e Morfino dormiam.
“Hora de por meu plano em prática!” Pensando isso a castanha foi até o seu quarto e se arrumou da melhor forma possível, pegou uma caixa de bombons que estava no seu armário, à varinha de Morfino e saiu de casa. E logo estava ela saltitando pelas ruas do subúrbio de Little Hangleton indo em direção a área nobre da vila.
Mérope parou em frente à casa dos Riddle que era uma família de bruxos nascidos trouxas, ela deixou a caixa de bombons com uma amiga que era empregada da casa e disse a ela que só desse eles ao Thomas.
Depois de fazer isso à castanha foi atrás de alguma trouxa qualquer com quem tinha esbarrado uma vez, a trouxa a tinha lhe humilhado e agora era uma boa chance para se vingar.
Mérope torturou a mulher com a varinha do seu irmão e voltou para casa com um sorriso no rosto, foi direto para o seu quarto e de lá mesmo esperou os aurores chegarem, o que para felicidade dela não demorou nem uma hora.
Os aurores já chegaram falando que Morfino passaria 1 ano em Azkaban, Marvolo ficou irado, atacou o auror chefe Beto Ogden e teve que ir passar uma temporada na prisão. Mérope gargalhou abertamente da janela do seu quarto, para ela era a melhor coisa do mundo, ela tinha se livrado de dois inúteis de uma vez só.
Ela saiu novamente de casa quando os aurores aparataram, e a castanha nem teve de andar muito para encontrá-lo. Como sempre o jovem Tom Riddle estava incrivelmente belo, ele era praticamente uma miragem. Os cabelos que iam até os ombros estavam balançando ao vento, e ele claramente estava procurando algo ou alguém.
E mesmo sabendo que ele estava sobre controle da poção do amor Mérope teve de controlar para não gritar de felicidade quando os olhos cor de âmbar se direcionaram a ela e o rapaz sorriu radiante.
Não demorou nem uma semana para os dois arrumarem suas coisas e partirem para o centro de Londres, Mérope claro como a filha perfeita que fingia ser deixou uma carta a seu irmão e pai falando o que tinha acontecido.
Mérope e Tom se casaram e três anos depois, no ano de 1965 a castanha estava grávida de 8 meses, e por algum motivo ela quis parar de dar ao marido a poção do amor. Ela achava que mesmo que ele não lhe amasse iria ficar com ela por causa do bebê.
Mas não poderia ficar mais decepcionada, Tom gritou com ela a xingou e depois voltou para sua antiga casa, e disse que não queria saber dela ou do bebê.
Mas ela não deixou barato, uma semana depois Mérope tomou coragem e foi à mansão Riddle, e num ataque de loucura pegou a varinha de Tom e matou a ele e seus pais na calada da noite.
Quando o bebê já estava prestes a nascer Mérope pediu abrigo a um orfanato, e antes de morrer ela disse a dona do lugar a Senhora Cole que o nome do bebê devia ser Thomas Marvolo Riddle.
Marvolo, pai de Mérope quando saiu de Azkaban voltou para casa e só encontrou a carta da filha dizendo que tinha fugido com amor de sua vida, Tom Riddle. Dizem que ele morreu de desgosto, mas na verdade aquele velho desprezível morreu de fome, pois não sabia cozinhar.
Já Morfino quando saiu de Azkaban, já sabendo da morte do pai e da irmã foi morar em Paris e ninguém mais ouviu falar dele.
Tempos atuais.
-O mestre saiu, mas se vocês acham que vão ficar com o dia de folga estão enganados! –A voz estridente de Bellatrix foi ouvida por toda casa.
Theo tomou um susto tão grande que foi parar perto da porta, quando ele voltou a si começou a xingar enquanto pegava roupas para ir ao banheiro e fazer sua higiene pessoal.
-Essa elfa-domestica evoluída, coco de basilisco... Parece que não tem mais nada para fazer da vida... Vai encher o saco do hipogrifo do Jacob... – Ficou murmurando inconformado.
As suas andanças pele quarto acabaram acordando Cam, que apenas o olhou irritado e voltou a fechar os olhos.
-Se eu fosse você, não dormia. –Falou Theo com uma carranca.
-Por que eu não voltaria a dormir? – Perguntou Cam rude.
-Bellatrix disse que nos não temos o dia de folga, então levante essa sua bunda branca dessa cama e vamos descer logo. – Theo falou indo até o banheiro que ficava ali mesmo no quarto.
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-Bom dia meus queridos! Bom dia! – Falava Narcisa, a loira dava pequenos pulinhos e tinha um sorriso radiante no rosto. – Estão preparados para esse grande dia?!
Ninguém respondeu, mas ela ignorou totalmente e continuava a dar pulinhos.
-Por que estamos aqui tão cedo? – Perguntou Jacob, o único que teve coragem para tal feito. Todos ali sabiam que Narcisa parecia ser extremamente dócil, mas na verdade tinha a mente tão sádica e doentia quanto à de Bellatrix.
-Nos temos algumas novidades... Você logo vai saber Jacob. – Ela torceu o nariz mandou um olhar de desprezo ao loiro e logo em seguida voltou a sorrir.
-Para ela estar tão feliz assim boa coisa não é... – Sussurrou Cam a Theo que estava visivelmente perdido.
-Eu já imaginava. Essa mulher é doida. – Sussurrou de volta.
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Todos os amigos, conhecidos e alguns parentes distantes estavam ali dizendo que sentiam muito e que Cam era um bom garoto. Nos estávamos na mansão da Escócia, onde todos os outros Black foram enterrados.
-Eu ainda não consigo acreditar Sirius, não entra na minha cabeça! Ontem Cam estava tomando café da manha com a gente... E hoje... - Não consegui terminar a frase, voltei a chorar novamente. Sirius me abraçou e beijou o topo da minha cabeça.
-Eu sei, eu sei isso tudo parece um pesadelo, mas você tem que ser forte meu amor. Nos todos temos de ser fortes. - Sirius tentou sorrir, mas falhou miseravelmente. Seus olhos azuis que antes faiscavam agora estavam apagados e sem brilho.
Vi ao longe Draco sair de dentro do nosso carro – que foi aumentado por magia para trazer todos – abraçando Hermione que tinha o nariz vermelho. Ela chorara.
-Eu vou até ela... – Sirius me segurou gentilmente.
-Não... Draco cuidará bem dela. – Seu olhar estava distante, tinha uma expressão feroz. Quando seus olhos tomaram foco novamente ele torceu o nariz.
Resolvi não perguntar o que era. Sabia o que essa expressão significava. Não era mais Sirius ali, não era mais o meu marido e sim o filho de Orion Black.
Quando o olhar dele ficava tão sombrio quanto o do pai, eu sabia que as coisas não estavam boas.
Pela segunda vez na minha vida eu senti medo, senti muito medo.
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Eu, Pansy, Hermione e Draco estávamos em um dos quartos de hospedes, Blaise, Rony e Gina estavam em algum lugar - provavelmente no quarto deles, pois já era bem tarde-. Nós tínhamos acabado de chegar do enterro de Cam e Draco nos chamou para conversar.
Mas agora ele estava em pé com uma expressão nada amigável e todo vestido de preto o que o deixava parecendo perigoso, durão, malvado e ainda mais louro. A vida é injusta mesmo, por que quando eu me vestia todo de preto como agora eu parecia apenas um pateta que ia a um enterro.
-Pra que você chamou a gente aqui Malfoy? – Perguntei.
-Nos temos que resolver aquilo sobre as horcruxes. – Ele respondeu olhando pela janela. – Temos que procurá-las.
-Como? Nos nem sabemos por onde começar! – Disse Pansy com a voz embargada.
-E nem sabemos com o que essas horcruxes se parecem! – Falei.
-Pode ser qualquer objeto, um vaso, cordão, pulseira... Mas nos saberíamos se é ou não uma horcrux, por que a magia é muito poderosa. – Falou Hermione, ela parecia estar somente meio presente a conversa, seu olhar era distante, sem foco. – Eu pesquisei sobre elas na sessão reservada.
-Certo, mas por onde começamos a procurar? Como vamos saber onde Voldemort escondeu as horcruxes dele? Quantas são?- Fiz uma pergunta atrás da outra embolando as palavras.
-Dumbledore. – Disse Draco. – Eu tenho certeza que ele pode nos ajudar, não tem uma única coisa que aquele velho não saiba.
-Ótimo, mas como falamos com Dumbledore? Por que se você não percebeu nos não estamos na escola! – Falou Pansy ríspida.
-Ele vai vim aqui amanhã, vai ter uma reunião da ordem e ele e Minerva vão estar presentes. Podemos falar com ele amanhã depois da reunião. – Falou Hermione se levantando e ajeitando o vestido inutilmente, pois ele estava impecável. – Agora se me derem licença eu vou para o meu quarto, estou exausta. – Completou e depois logo saiu do quarto.
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Eu tentei respirar fundo, meus dentes batiam me abracei em uma tentativa de me aquecer. Eu estava em um corredor apertado, escuro e que parecia não ter fim.
“Você demorou... Estava começando a achar que você não viria mais.” Escutei uma voz masculina, era profunda e forte, mas também gentil. Eu conhecia essa voz. Cam.
Comecei a correr desesperadamente, só em pensar que o meu irmão estava perto fez meu coração bater mais forte.
“Eu juro que pensei que você me abandonaria. Mas eu devia imaginar que minha irmãzinha nunca faria isso.” Ele riu. Pensei que nunca mais o ouviria rir. “Senti sua falta Lizzie.”
Agora sua voz estava cada vez mais perto, eu podia ver uma porta, tinha certeza que Cam estava atrás daquela porta. Mas quanto mais perto eu chegava perto da porta de madeira mais meu coração se apertava, falhava uma batida, mas me dava vontade de chorar e voltar correndo.
“Você não esta com medo de mim não é? Por favor, Hermione, eu sou seu irmão!” Ele parecia estar magoado. Eu queria ir até ele e abraçá-lo, mas a cada passo que eu dava com mais medo eu ficava. Morte. Morte. Morte. “Não tenha medo...”.
Tomei coragem e passei pela porta e me arrependi logo depois.
Cam estava sentado em algum tipo de trono. Cinco adolescentes estavam em volta dele, parecia que eram estatuas de mármore, como anjos esculpidos em algumas igrejas. Todos eram muito belos, e o rosto de quatro deles mostrava indiferença. Menos um. Theo. O olhar dele era como se pedisse desculpas.
Theo estava diferente, quando estávamos em Hogwarts à pele dele sempre estava bronzeada, os cabelos negros que iam até a orelha sempre desgrenhados e os olhos negros como ébanos sempre mostravam felicidade e até um pouco de orgulho Sonserino. Mas agora a pele dele estava extremamente branca, os cabelos negros estavam muito bem penteados e os olhos cor de ébano agora transmitiam outra coisa. Morte, dor e sofrimento. Ele parecia estar totalmente em preto e branco, parecia um desenho feito somente de caneta preta, sem luz só sombras. Theo estava cheio de sombras.
Cam estava igual, cheio de sombras, o meu irmão que antes era luminoso e resplandecente agora estava completamente em preto e branco. Menos por um único ponto. Os olhos. Estavam vermelho sangue.
Levei a mão à boca na intenção de abafar o meu grito.
“Você sabe qual é o meu sonho Lizzie?” Me perguntou Cam, mas ele nem esperou minha resposta. “O me sonho é ver o mundo livre de bruxos indignos, nos temos que nos livrar deles de qualquer jeito! O ministério da magia é corrupto, suas leis são antiquadas... Nos temos que mudar isso Lizzie...É o nosso dever.” Falou.
“E como você pretende fazer isso?” Perguntei sem me conter.
“Matando os impuros é claro! Isso é como uma peste, logo se espalha! Nos temos de nos livras do mal pela raiz!” Disse calmamente como se estivesse falando do tempo, não de como os “impuros” deviam morrer. “A primeira coisa que eu vou fazer é matar todos aqueles que tenham preconceito com nascido trouxas, depois nos vamos nos infiltrar no ministério e vamos fazer uma limpa naquele lugar! Eu tenho tudo planejado Lizzie... Tudo! E eu quero que você se junte a mim. Nós dois juntos seremos invisíveis!”
“Nos não vamos mudar o mundo bruxo matando uns aos outros Cam! Não faça isso!” Falei.
“Você não entende não é?! Você mais que ninguém tinha de me entender!” Cam não gritava, mas ele estava furioso, isso se via de longe.
Ele se levantou e assas douradas surgiram nas costas dele, eram lindas, pareciam de ouro, mas algo me dizia que isso era muito ruim. Eu nem percebi quando recuei e sai correndo de volta ao corredor escuro. Mas Cam já estava lá me esperando.
“Não achou que seria mais rápida que eu achou?” Ele sorriu diabolicamente e veio andando até mim.
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“Velho idiota”
Se eu já o odiava antes agora eu mesma quero matá-lo! A ordem chegou ali na casa dos Black praticamente de madrugada e agora esse velho caduco idiota fica fugindo de nos! ELE JÁ PERCEBEU QUE A GENTE QUER FALAR COM ELE! MAS O QUE ELE FAZ? O QUE ELE FAZ? INVENTA ALGUMA MERDA PRA FAZER!
Algo como... “Evelyn minha querida, ainda tem torta de limão?” ou “Sirius, meu rapaz, me explique o plano mais uma vez... Não sei se entendi direito...”.
EU VOU MATAR ESSE INFELIZ! E pra piorar NINGUÉM faz nada a respeito! ONDE JÁ SE VIU UMA COISA DESSAS?! O idiota do Draco esta sentado no sofá ao lado do Potter falado sobre quadribol, – e só para constar eu ODIEI o fato de que esses dois se tornaram amigos assim num piscar de olhos! – já a Elizabeth está sentada no jardim olhando o tempo igual uma idiota! POR MERLIM!
SÓ EU TENHO JUIZO AQUI?!
“Eu não estou igual a uma idiota.” Falou a voz da Lizzie na minha cabeça. Instantaneamente eu pulei e olhei para os lados, ninguém. O que diabos foi isso?!
“Pansy você poderia parar de gritar? Daqui a pouco todos vão nos olhar...” Falou a voz do Draco também na minha cabeça. Olhei para ele e percebi espanto em seus olhos, alias não só nos olhos dele, nos do Potter também.
“Que merda é essa?” Falou Potter com a voz ligeiramente tremula.
“Você tirou as palavras da minha boca!” Falei nervosa.
“É só pensar um pouco gente, nos podemos nos comunicar mentalmente. Simples, nada de mais. Agora calem a boca, vocês estão me dando dores de cabeça.” Disse Lizzie simplesmente. Curta e grossa.
“Concordo com ela.” Falou Draco logo depois.
Após cinco minutos olhando o nada e tentando não pensar por causa de Elizabeth e Draco, nos vimos à oportunidade perfeita de falar com Dumbledore, que estava sozinho na cozinha comendo sua preciosa torta de limão.
“Ele está sozinho. Vamos agora.” Eu falei bem rude, minha paciência já tinha ido embora há muito tempo.
Quando estávamos os cinco na cozinha e vimos que não tinha ninguém por perto Draco abriu o verbo.
-Sabemos sobre as Horcruxes e queremos descobrir quantas são e como destruí-las. –Disse na lata. Dumbledore arregalou os olhos e olhou todos nos com espanto.
-Como que...? – Ia perguntar Dumbledore mais Lizzie o cortou.
-Não importa. Nos queremos saber quantas são e como destruí-las, simples. E nós sabemos que você tem a resposta. – Falou ríspida.
-Aqui não é o lugar apropriado meus jovens... - Tentava dizer Dumbledore, mas ele foi novamente cortado, dessa vez por Harry.
-Aqui é uma das sedes da Ordem, o que faz daqui o lugar mais apropriado possível.
-Isso mesmo! Pode ir contando velho. – Eu falei rispidamente.
Dumbledore falaria mais alguma coisa, mas ele nos observou de novo, e vendo que nos não iríamos desistir fácil falou:
-O que vocês querem saber mesmo?
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Estávamos atacando uma vila bruxa onde a maioria era nascidos trouxas. Pude ver de longe Bellatrix torturando uma família com a maldição cruciatus.
Tentei encontrar Cam para perguntar o que fazer. Eu realmente não queria aquilo, eu nunca quis me tornar um capacho de Voldemort até porque eu não via nada de mais nessa história de nos bruxos puro sangue dividirmos o nosso mundo com os nascidos trouxas.
Corri para trás de uma das casas. Já estava decidido eu não machucaria nenhuma dessas pessoas inocentes. Mas então eu vi. Um dos comensais, um daqueles que estavam do “meu” lado da guerra estava torturando uma garotinha. Eu sabia que ele não se contentaria em só tortura-la, ele iria além... Por isso eu agi.
Eu o matei e deixei a menina fugir. Eu o matei. Matei e não senti absolutamente nada. Nada de remorso. Nada de culpa. Nada. Foi como matar um inseto, um mosquito que estava me incomodando. Sorri internamente. Cam adoraria saber disso.
Eu pela primeira vez na minha vida me senti forte como ele e Draco. Eu me senti útil. Finalmente eu estava lutando por alguma causa. Eu estava lutando por algo que eu acho certo. Me senti vivo e livre, depois de ter matado aquele comensal.
Claro que matar pessoas nunca é certo, mas eu de algum jeito estava fazendo um bem à humanidade. Eu não seria igual a meu pai, por que eu diferente dele estou lutando pelo bem.
Sai de trás da casa e voltei para o centro do ataque, em busca da minha próxima vitima. Eu mataria todos os comensais possíveis nessa noite.
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Pansy estava ligeiramente pálida, mas eu decidi ignorar isso, senão eu adiaria o que eu tinha de fazer e eu não poderia me dar esse luxo.Eu me sentia um lixo, mesmo não sendo muito amiga de Pansy eu sentia que devia a ela alguma explicação. O que eu fiz foi errado. Cam estava namorando com ela e nos dois a traímos. Como ele não estava mais aqui para nos dois nos desculparmos juntos essa tarefa ficou cabida a mim.
Cam não era a melhor das pessoas, mas eu sabia que ele gostava de Pansy e que eu para ele era só mais uma. Eu sabia que ele voltaria para ela. Ele sempre voltaria. E esse era mais um dos motivos para eu ir e falar com ela o que tinha acontecido. E quando ela soubesse o que eu e ele fizemos eu faria questão de falar que ele do jeito dele a amava.
-Pansy, eu preciso falar com você. – Minha voz saiu irritantemente chorosa. Como eu era patética.
-Agora não pirralha Weasley. – Respondeu ela rude. Pirralha Weasley. Tinha tempo que ela não me chamava assim. Ela estava com raiva. Ótimo, ela vai me matar, mas eu sou uma grifinória. Eu iria continuar o que comecei.
-O assunto é sério Pansy, por favor.... - Eu tentei de novo.
-O que é escoria?! – Ela falou raivosa olhando diretamente em meus olhos. Eu tremi e me encolhi. Que tipo de grifinória eu sou?
-Eu tenho uma coisa para te falar... Na...Naquela noite...Em que nos fomos a boate...Eu...Eu e o Cam...Dormimos juntos...Mas eu sinto muito! Eu juro que não queria! Eu... Eu juro! – Eu já chorava copiosamente.
Diferente de tudo que eu esperaria dela, Pansy riu e olhou para mim com os olhos brilhando de maldade.
-Eu sei, ou você acha que eu sou idiota? E nem pense em mentir para mim Weasley pobretona! Eu sei que você queria, por que se não quisesse com certeza sairia correndo! Eu só te digo uma coisa pirralha, ele era meu! Ele sempre foi meu! E ele sempre voltaria para mim! Você era só mais uma para ele, você é nada! Ele ME amava! Ouviu bem? Ele morreu ME amando! Espero que isso entre na sua cabeça, vadia Weasley. – E dizendo isso ela saiu andando elegantemente.
Eu chorei mais ainda. Como eu sou patética.
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-Deixe de ser uma criança fraca Cameron! Mate esse gato imundo! – Falava Órion Black raivosamente.
-Não vovó! Dom é o gato do Cam! Cam ama o Dom e eu também! – Disse Hermione com a voz chorosa.
-Mais um motivo para ele matar esse gato idiota! – Órion gritou enfurecido e pegou Cam pela gola da camisa. – Você não deve se apegar a ninguém! Ouviu bem? Ninguém! A única pessoa em que você pode confiar verdadeiramente é na sua irmã! Não seja idiota e não acredite em mais ninguém ou você será enganado e traído! Você entendeu Cameron?
-Entendi Órion. – Falou Cam firme. Firme demais para uma criança de sete anos. Com os olhos turquesa cheios de lágrimas, Cam apontou a sua varinha para o pequeno gatinho negro e disse a pior maldição imperdoável de todas.
-NÃO CAM! – Gritou Hermione segurando as lágrimas.
-Não chore Elizabeth, uma Black não chora jamais! –Disse Órion segurando o rosto pequeno e rosado de Hermione. – Se eu ver você com os olhos lagrimejando novamente eu torturo você! Entendeu?!
-Entendi Órion. – Respondeu a garota.
-Vocês estão liberados por hoje. – Órion saiu da sala de duelos e fechou a porta. O homem estava satisfeito “Cameron não é tão fraco como eu pensava”.
-Como você pode fazer isso com o Dom? – Perguntou Hermione tentando a todo custo não chorar.
-Você queria o que? Se eu não o matasse o vovó iria me torturar você sabe disso!
-Mas...! – Tentou a garotinha.
-Não seja idiota, você sabe que não tinha outro jeito. – Disse Cam sério, Hermione se calou e os dois desceram juntos as escadas e foram até a cozinha comer algo.
Aquela foi a primeira vez que Cameron matou um ser vivo. E surpreendendo até ele mesmo, ele não sentiu absolutamente nada quando matou seu gatinho Dom. A morte do gatinho foi o começo de tudo.
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N/a: Desculpe a demora pessoal, eu estava bem enrolada com os trabalhos de escola e tudo mais...Eu espero que eu consiga postar os caps mais rápido a partir de agora, mas eu não sei...Me desculpem mais uma vez e please comentem! :P