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5. O Beco Diagonal


Fic: Os Gêmeos Potter e a Pedra Filosofal.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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O sol brilhou no horizonte.
Os gêmeos, por mais diferentes que fossem às vezes pensavam igual. Ambos se enrolaram no casaco de Hagrid pensando que era um cobertor normal e viraram-se para os lados. Tinham a mais pura certeza de que tudo, desde a primeira carta, não passara de um sonho. Um sonho muito bom no qual um homem muito grande fora até uma cabana onde estavam hospedados e lhes dissera que eram bruxos. E era tão óbvio que aquele barulho de "toc-toc-toc" era apenas Petunia batendo na porta do armário...
- Já vamos... - resmungou Harry. Ashley abriu os olhos, não queria deixar a tia irritada. Assim que fez isso, viu o casaco em seu colo, o gigante no sofá e...
- Harry, Harry acorda, olha isso!
Harry acordou resmungando qualquer coisa sobre odiar ser acordado e deu de cara com uma coruja batendo o bico na janela.
Os gêmeos se entreolharam e em fração de segundos foram correndo até a janela, e a abriram permitindo a entrada de uma coruja-das-torres.
O pássaro deixou um jornal no colo de Hagrid e começou a bicar o gigante.
Hagrid deu uma resmungada boa e entreabriu os olhos.
- Ah, é o Profeta Diário.
Hagrid pegou o casaco no chão e começou a fuxicar os bolsos. Tirou algumas moedinhas de bronze, colocou na bolsinha de couro atada à pata da coruja e ela saiu voando.
- Hagrid, o que são essas moedas? - perguntou Ashley imediatamente, odiava ficar calada quando tinha algo a dizer. Às vezes era um problema, pois todos sabemos que muitas vezes perdemos ótimas chances de calar a boca.
- Dinheiro de bruxo. Galeão é a moeda de ouro, sicle é a moeda de prata, nuque é a moeda de bronze e a diferença de valor entre eles não é muito grande. Vinte e nove nuques fazem um sicle e dezessete sicles fazem um galeão.
Harry fez uma conta boa e rápida e descobriu que 493 nuques faziam um galeão. No fim das contas não era tão diferente do sistema de libras e pences, era só uma questão de decorar os valores.
No entanto, enquanto Harry fazia suas contas, Ashley pareceu murchar o sorriso.
- Algum problema? - perguntou Harry.
- Nós não podemos ir Harry...
- Ir aonde?
- Hogwarts...
- O quê? Por que não?
- Como pretende pagar, não temos dinheiro! Válter falou que não vai pagar!
- Isso não é justo! Não somos famosos? Vamos pedir esmola na rua até alguém se apiedar e pagar para nós!
Ashley ficou surpresa com a ideia malévola de Harry, ele não era dessas coisas, mas podia funcionar.
- Não vai ser necessário. - comentou Hagrid. - Vocês acharam que seus pais iam deixar vocês dois na pindaíba, foi?
- Mas a casa não foi queimada?- interrogou Ashley.
- E você acha que eles guardavam o ouro em casa? Deus, não. Eles colocaram num banco. Estou com a chave.
- Banco? Que banco? - foi a vez de Harry perguntar. Não se lembrava de ter visto nenhum banco que guardasse galeões de ouro nos últimos tempos.
- Gringotes, o banco dos bruxos. É o único. Ninguém tentaria roubá-lo só um louco. O lugar mais seguro para se guardar as coisas à exceção de, talvez, Hogwarts. É vigiado por duendes, entendem, então...
Ashley e Harry, que estavam comendo as salsichas frias pararam com pedaços a meio caminho da boca.
- D-D-Duendes? - perguntaram abobados.
- É, duendes. Nunca se metam com eles, são ardilosos, espertos, fazem o que podem para conseguir tesouros e não gostam de bruxos. Terminem de tomar o café que logo iremos partir para Beco Diagonal, é onde fica o banco.
- Nunca ouvi falar de tal lugar.
- É claro que não. Só bruxos o conhecem. - disse Hagrid terminando o assunto.
Minutos depois os três se viam assentados em um barquinho a remo. Os gêmeos pareciam ter sua dúvida sobre o barco aguentar os três, mas ele se manteve estável.
- Eu não tenho permissão para fazer mágicas, mas parece ser uma perda de tempo tão grande remar, será que vocês podem amnter em segredo?
- Com certeza! - os dois disseram. Remar com um homem tão grande e pesado à bordo parecia mesmo perda de tempo. Hagrid pegou o guarda chuva florido e deu duas batidinhas na lateral do barco, que começou a ir sozinho e em uma velocidade razoável até a costa.
Hagrid abriu o jornal para ler. Mas ele não conseguiria ler suas notícias tão facilmente.
- Hagrid, você disse mais cedo que só um louco roubaria Gringotes. Por quê? - perguntou Ashley sem conseguir manter sua enorme língua dentro da boca.
- Ah, há todo o tipo de armadilhas, dizem que até mesmo dragões.
- Dragões? - indago Harry.
- É, eu gostaria de ter um. Gostaria mesmo. E tem outra coisa, mesmo que você conseguisse tirar algo de um cofre, até que saísse do banco iria morrer de fome lá embaixo. São muitos túneis subterrâneos e tal...
- Subterrâneos? Tipo o metrô? - perguntou Ashley.
- Não, subterrâneos, tipo super abaixo do metrô. - respondeu Hagrid.
O silêncio reinou até ouvirem Hagrid resmungar algo sobre "Ministério da Magia" enquanto lia uma reportagem.
- Ministério? Têm um ministro? - perguntou a linguaruda.
- Têm sim, queriam que fosse Dumbledore, mas ele ama muito a escolha então o velho Cornélio Fudge ficou com o cargo. Pobre Fudge, não leva o menor jeito pra coisa, vive importunando Dumbledore com corujas pedindo conselhos. Eu diria que por mais que Fudge tenha o título e se assente atrás da mesa de ministro, é Dumbledore quem realmente está no comando. - nisso o barco bateu em terra firme. - E chegamos.
Os três desceram.
- Vamos pegar um metrô, precisamos ir ao Caldeirão Furado. - Hagrid tirou nada menos do que cem libras esterlinas do bolso. - Então, isso dá para nós três?
Minutos depois, nos quais Ashley e Harry compraram as passagens e Hagrid se acomodara em dois assentos de banco, os três se viram no banco do metrô, em direção a apenas Hagrid sabia onde. Nesse momento Harry e Ash chegaram a se perguntar se não seria tudo uma peça dos Dursley, mas em seguida pensaram que eles não eram tão boma tores para fingir tanto pavor na noite anterior, e não se dariam por nada com tipos como Hagrid.
Passado mais certo tempo, os três caminhavam pelas ruas de Londres atraindo certos olhares devido ao tamanho de Hagrid. Depois de certo tempo andando ao lado do guarda-caças, onde tinham que dar dois passos para equivaler a um dele, chegaram à porta de um barzinho muito sujo e escondido. Os trouxas passavam na frente dele como se não o visse, e de fato não viam.
- Ah, O Caldeirão Furado, lugarzinho famoso esse, sabiam?
Hagrid tocou os gêmeos para dentro e chegou até o balcão.
- O de sempre Hagrid? - perguntou o Barman.
- Hoje não Tom, estou a serviço de Dumbledore, coisas de Hogwarts. E deu tapas tão suaves nas costas dos gêmeos que eles quase despencaram no chão.
- Ah meu Deus. - murmurou Tom. - São os gêmeos? É, são os gêmeos Potter! E bem na minha frente!
Tom deu a volta pelo balcão e veio cumprimentar os dois com apertos de mãos. Harry estava meio aparvalhado, apenas sorriu e apertou a mão do sujeito. Ash estava maquinando o cérebro e quando Tom veio le cumprimentar, ela pegou a pena do balcão, um guardanapo e assinou um papel: "À Tom, de uma amiga, Ash Potter." e entregou ao barman.
Logo houve o barulho de cadeiras arrastando, o tropel de passos e as pessoas fizeram fila para apertar as mãos dos gêmeos e receber autógrafos de Ash. Foi até meio engraçado de se ver. Depois de apertar as mãos de todos e assinar uma caixa de guardanapos quase inteira, Hagrid resolveu os levar dali.
Antes que alcançassem a porta, no entanto...
- H-Hagrid?
- Professor Quirrell! Garotos cumprimentem o Professor Quirrell, ele lhes dará aula de Defesa Contra as Artes das Trevas.
Os gêmeos disseram oi e estenderam as mãos, e Quirrell fez uma suave reverência ao invés de apertá-las. Ash achou isso uma extrema grosseria, e ia proferir algumas palavras bem sujas, mas Hagrid logo os arrastou para o fundo do Caldeirão e eles se viram de frente a uma parede de tijolos.
Hagrid de repente pareceu sério, como se prestes a realizar algo muito importante. Os gêmeos se entreolharam e levantaram os ombros, pensando no que seria tão importante. Hagrid empunhou o guarda-chuva e bateu em alguns tijolos muito específicos. E então o queixo dos irmãos caiu.
- E aqui estamos, Beco Diagonal! - proferiu Hagrid.
Os tijolos tinham se movido para os lados ao toque de Hagrid, criando um arco grande o bastante para Hagrid passar com folga. E atrás do arco uma rua inteira se estendia diagonalmente para a direita, com lojas em cada canto e uma rua tão cheia de gente que mal se cabia você mesmo. Parecia loja de eletrodomésticos em dia de liquidação.
- Que droga... - resmungou Ash. Ela odiava comércio cheio com todas as suas forças: todos gritavam para se fazer ouvir, ninguém te atende direito e leva uma eternidade até que você seja atendido e possa atravessar o mar de pessoas para ir embora. Além disso era praticamente certo que alguém pisaria em seu pé.
No entanto, assim que começaram a andar, Ash percebeu que não tinha que ter medo da superlotação: Hagrid era tão grande que funcionava como um divisor de águas, era só segui-lo de perto. Dessa forma, sem medo de ser atropelada, ela pode assim como o irmão olhar as coisas enquanto caminhava, e era um local lotado de lojas.
Havia o Escritório do Profeta Diário, de onde saíam edições fresquinhas para serem divulgadas pelos vendedores de rua; Empório das Corujas, uma loja que vendia toda a sorte de corujas possível, e gaiolas, e comida e utensílios para as aves; Sorveteria Florean Fortescue, com sorvetes de todas as cores e sabores; Floreios e Borrões, vendia todos os livros de magia imagináveis e inimagináveis, e parecia ser a loja mais cheia de todas; Madam Malkin - Roupas para Todas as Ocasiões, vendia todos os tipos de roupas do mundo bruxo: vestes de trabalho, uniformes escolares, roupas de festa...; Magical Menagerie, vendia diversas criaturas mágicas, como sapos, e gatos, e diabretes, e muitos outros; Ollivanders, a loja que vendia varinhas mágicas; Potage Loja de Caldeirões, vendia caldeirões de estanho, ouro, auto-mexíveis, grandes, pequenos, portáteis, dobráveis e vários outros; Artigos de Qualidade para Quaribol, vendia as coisas mais variadas: bolas de diferentes tamanhos, uniformes de, aparentemente, times, e vassouras; Farmácia Mullpeppers, vendia todo o tipo de ingredientes para poções, além de utensílios para preparo; Gambol & Japes, uma loja do que pareciam brinquedos ou prega-peças; Loja de Telescópios, vendendo telescópios; Twilfit e Tatting's, vendendo roupas também, em aparente concorrência com Madam Malkin.
Harry e Ash babaram em todas estas lojas, pensando em comprar tudo o quanto pudessem, e mais se possível fosse, quase babando em cima dos sorvetes de Florean, mas continuaram seguindo Hagrid até...
- Ah, ali está, o Gringotes.
O banco estava bem no fim de Beco Diagonal, fechando o local quase como uma rua sem saída. Era uma construção de mármore enorme e imponente, deixando todas as outras lojas no chinelo de tão grande. Possuía duas enormes portas de ouro e uma escadaria razoável para se ter acesso. Na entrada havia uma placa com a seguinte mensagem:
"Entrem, estranhos, mas prestem atenção
Ao que espera o pecado da ambição,
Porque os que tiram o que não ganharam
Terão é que pagar muito caro,
Assim, se procuram sob o nosso chão
Um tesouro que nunca enterraram,
Ladrão, você foi avisado, cuidado,
Pois vai encontrar mais do que procurou."
Hagrid conduziu os irmãos até a entrada do banco e escancarou as pesadas portas como se fossem de isopor.
O interior do banco era tão surpreendente quanto sua aparência externa: era coberto de mármore do piso ao teto. Um grande salão se estendia com três mesas formando um U em toda a sua extensão, e assentados em frente a estas mesas estavam os duendes. Eram como pequenos homenzinhos com a cara amarrada, narizes compridos e idade razoavelmente avançada. Alguns contavam moedas, outros escreviam em livros caixa, um ou outro atendia um cliente. Hagrid continuou os conduzindo até a mesa do fundo, onde parou de frente a um duende que fazia anotações e pigarreou. O duende levantou o olhar meio irritado.
- Pois não... - ele resmungou. A primeira impressão de Harry e Ash era que duendes não eram nada simpáticos.
- Harry e Ashley precisam dar uma passada no cofre, sabe como é, encher os bolsos...
- Sei... E os senhores Harry e Ashley têm a chave?
- Eu a tenho aqui em algum lugar. - respondeu Hagrid.
Ele começou a revirar os bolsos à procura da chave, espalhando biscoitos, e pergaminhos, e penas quebradas e todo o tipo de "tranqueira" na mesa. O duende franziu a cara, mas os gêmeos não o culpavam. Não devia ser nada legal que espalhassem coisas na sua mesa.
- Achei!
Hagrid ergueu uma chainha pequena de ouro que parecia ainda menor na mão enorme dele e a colocou em cima da mesa, juntando o resto das coisas.
- E tem mais uma coisa. - Hagrid entregou um envelope de carta ao duende - É sobre você-sade-o-que, no cofre você-sabe-qual.
Ash e Harry imediatamente perceberam que não ia adiantar fazer perguntas sobre tanto mistério.
- Grampo! - chamou o duende. - Leve-os até os cofres 687 e - o duende estendeu o envelope ao segundo duende que se aproximava. - o cofre você-sabe-qual.
- Venham comigo. - Chamou o segundo duende de nome Grampo.
Hagrid pegou a chave de volta e os três foram seguindo o duende até uma porta no fundo. Ele a abriu.
Os gêmeos, que esperavam por mais mármore, se surpreenderam. Agora era como um túnel todo de pedra iluminado com poucas tochas. Havia um trilho no chão. Grampo assobiou e um vagonete veio correndo pelo trilho até eles. Parecia meio apertado para que os quatro entrassem, mas o duende foi indo e ao ver que Ash e Harry estavam parados no lugar, chamou:
- Vocês dois veem ou não?
O problema é que só com Grampo e Hagrid lá dentro mal sobrava espaço para mais um, quanto mais dois. Ashley resolveu se espremer logo no espaço que sobrara e Harry ficou olhando com uma cara pasma.
- Anda Harry, pode assentar aqui. - chamou Hagrid apontando para o próprio colo.
Harry sentiu-se uma criancinha ao se acomodar no colo do homem. Ashley conteve uma risadinha e Harry lançou um olhar cheio de ódio. Era óbvio que haveria briga depois para ver quem entrava no vagonete primeiro.
- Cofre 687! - anunciou Grampo. O vagonete ganhou velocidade indo descontroladamente pelos trilhos. Hagrid com o tempo ficou com a cara verde, e os gêmeos acharam melhor não conversar com o guarda-caças ou ele soltaria mais do que palavras ao abrir a boca.
O vagonete percorreu um caminho cheio de curvas, rápido demais para que os gêmeos decorassem. Depois de muitas voltas nas quais Hagrid ia ficando mais e mais verde, o vagonete parou.
Estavam de frente para uma porta circular na parede de pedra com inúmeras fechaduras de metal.
- Chave por favor. - pediu Grampo. Hagrid lhe entregou a chave que o duende enfiou em um buraquinho relativamente pequeno no meio de tantas trancas. Assim que a chave girou, todas as trancas se movimentaram juntas, e pararam juntas. Nisso a porta circular girou para a frente tirando um "ooh" de adimiração dos gêmeos ao ver o conteúdo do cofre: havia tanto ouro lá dentro que fazia o luxo das torneiras de ouro do Vaticano parecer piada. Pilhas e mais pilhas de galeões lotavam o cofre, mal deixando espaço para duas ou três pilhas de sicles e alguns nuques.
Passado o choque de serem ricos, os gêmeos encheram suas bolsas com quantos galeões puderam. Grampo fechou o cofre e Harry e Ashley se olharam. Olharam para o vagonete, onde Grampo e Hagrid já estavam acomodados e...
Pareciam 100 metros rasos. Eles largaram ao mesmo tempo e chegaram ao mesmo tempo, colocaram os pés no vagonete ao mesmo tempo, jogaram as bolsas no colo de Hagrid e ficaram se expremendo, e empurrando o outro, pra ver quem ia tirar o azar grande e ir no colo de Hagrid.
- Isso... Não é... Justo! - resmungou Harry entre as forças que fazia para empurrar a irmã - Você já foi bem folgada uma vez, agora vá no colo de Hagrid!
- Sobrevivência dos mais fortes!
- Ótimo! - bem, Harry é homem, geneticamente é mais forte que Ashley. Ele deu um empurrão mais forte e Ashley perdeu o espaço, e foi se acomodar emburrada no colo de Hagrid.
- Pronto? Podemos ir? - perguntou Grampo. - Ótimo. Cofre 713!
E o vagonete partiu novamente. Pelo menos agora os gêmeos sabiam o número do cofre você-sabe-qual que guardava você-sabe-o-quê, embora eles não soubessem o que era.
Depois de uma descida e mais algumas andadas o vagonete parou mais uma vez. O cofre 713 não tinha fechadura. Hagrid e Grampo desceram, e Ashley e Harry começaram a travar um duelo visual pelo lugar livre do vagonete. Enquanto isso, Grampo se aproximou da porta e deslisou o dedo nela. Em segundos a porta se dissolveu.
- UAU! - exclamaram os gêmeos.
- Se qualquer pessoa que não um duende fizesse isso, ficaria presa lá dentro. Viemos duas vezes por ano checar se tem alguém preso.
Os gêmeos se entreolharam meio amedontrados, e só então pararam para olhar o conteúdo do cofre: um pacotinho de pano. Nada mais.
Hagrid guardou o pacotinho no bolso e veio pro lado de Ashley.
- Vamos, chegue para lá, preciso entrar. - e com uma gargalhada estrondosa...
... Ashley fez todo o caminho de volta no colo do irmão!
Depois que se viram ao ar livre de novo, os olhos estranhando a luz do dia, os três se assentaram na escadaria do banco.
- Estão com suas listas de material? O pergaminho que veio junto com a carta. - disse Hagrid.
Os gêmeos reviraram os bolsos e tiraram seus envelopes, e pegaram o pergaminho mais grosso. Desta vez foi Ashley quem leu:
Lista de Materiais do Primeiro Ano
*Livros*
-Livro Padrão de Feitiços (1ª Série), Autora: Miranda Goshwak
-História da Magia, Autora: Batilda Bagshot
-Introdução a Astronomia, Autor: Adalberto Waffling
-Guia de Transfiguração para Iniciantes, Autor: Emerico Switch
-Mil Ervas e Fungos Mágicos, Autora: Fílida Spore
-Bebidas e Poções Mágicas, Autor: Arsênio Jigger
-As forças das Trevas: Um Guia de Auto-Proteção, Autor: Quintino Trimble
*Roupas*
-1 Chapéu pontudo simples
-2 Suéter (simples ou colorida)
-2 Camisas
-1 Sapato
-2 Gravatas
-3 Vestes Simples
*Materiais*
-50 Pergaminhos
-3 Penas
-1 Telescópio
-1 Balança de Latão
-1 Kit de Frascos
-1 Caldeirão Estanho, tamanho padrão 2
Os alunos do primeiro ano podem trazer uma coruja OU uma gato OU um sapo
Os alunos do primeiro ano não podem ter suas próprias vassouras.
- Ótimo, temos muitos lugares para visitar, não? Mas antes, só agora me caiu a ficha de que não comprei presestes de aniversário para vocês.
- Que é isso, não precisa se preocu... - mas Hagrid cortou a fala de Harry na metade:
- É claro que precisa, não é sempre que os bruxinhos gêmeos mais importantes do mundo fazem onze anos, certo? Façamos assim, já estão grandinhos para fazer suas compras sozinhos. Vou comprar corujas para vocês, então quando terminarem tudo me encontrem no Empório das Corujas, OK? Sabem como é, sapos saíram de moda e gatos me dão alergia então...
- Muito obrigada! - e Ashley se jogou em Hagrid em um abraço apertado.
Depois disso Hagrid foi andando pela multidão muito menor até a loja de corujas e Harry e Ash ficaram assentados.
- Devíamos ir antes na Floreios e Borrões, a loja de livros. Temos muitos livros para comprar!
E sem esperar resposta ou confirmação do irmão, Ash o pegou pelo braço e foi arrastando pela rua, mas eles não sabiam onde achar a loja.
- Com licensa moço, onde fica Floreios e Borrões? - perguntou Harry a um homem alto de longos cabelos loiros, ao lado da esposa loira e do filho loiro da idade dos gêmeos. O homem tinha uma cara meio mal-humorada e Harry já começava a se perguntar se não era melhor irem embora, quando a mulher disse:
- Podem seguir reto, é do lado esquerdo da rua, ali do lado da sorveteria.
- Obrigado. - respondeu Harry rapidamente, antes que Ash fosse o arastando de novo com o olhar determinado. O fato é que a garota era muito independente e ficava muito feliz ao estar no comando. Era uma mandona nata.
Em segundos eles adentraram a loja, agora completamente vazia, exceto pelo vendedor. Ash aproveitou a vidraça da vitrine para ajeitar o cabelo e os óculos e voltou a arrastar o irmão.
- Quer me soltar? - ele perguntou. Ela fez um beicinho como se fosse chorar. Um beicinho conhecido de Harry: chantagem.
- Mas Harry...
O gêmeo já fora até o vendedor.
- Com licensa, vamos para Hogwarts, precisamos dos livros.
- Ah claro, só um instante. - O vendedor desceu das escadas onde estivera empilhando livros em uma estante alta e só então se virou para ver as duas crianças paradas à sua frente.
- Ah meu Deus... - ele conseguiu dizer. - Vocês são... São...
- É somos. - cortou Ash. - Tem os livros?
- Deus, claro!
O vendedor foi aos tropeços até uma pilha com conjuntos de sete livros empilhados e presos por correias. Gastou certo tempo escolhendo os em melhor estado e trouxe para os gêmeos.
- Aqui. Jesus, estou atendendo os Potter!
Ash fez a "gentileza" de assinar a contra-capa do livro de finaças da loja, eles pagaram e partiram.
- Sabe Harry, - comentou Ash do lado de fora da loja. - Essa coisa de ser bruxa famosa é muito bom.
- Tá, que seja. Para onde vamos agora?
- Madame Malkin - Roupas para todas as ocasiões, comprar uniforme. Dessa vez sem pedir informação, não quero topar com os loiros de novo tão cedo.
E eles foram andando mais devagar, lado a lado, sem um arrastar o outro. De vez em quanto alguém os reconhecia, parava e apertava a mão, mas Ash parara de distribuir autógrafos por enquanto para não virarem "um item comum e sem valor que qualquer um tem".
É claro que sem pedir informação eles demoraram mais para achar o destino. Chegaram a passar na frente de Artigos de Qualidade para Quadribol, e viram crianças babando do tipo: "Nossa, é a Nimbus 2000, eu preciso dela!" na frente de uma vassoura de corrida, embora os gêmeos não soubessem o que queria dizer "vassoura de corrida", só o que sabiam era que estava escrito na etiqueta de preço, e que a vassoura custava uma fortuna.
Eles seguiram seu caminho e depois de um tempo alcançaram a Madame Malkin - Roupas para todas as ocasiões e entraram.
O sorriso dos gêmeos murchou na hora ao ver o garoto loiro em pé num banco experimentando vestes. Mas não se intimidaram e foram entrando.
- Clientes! - comemorou uma senhora morena gordinha que ajeitava a bainha da roupa do loiro. - Subam nas banquetinhas, por favor!
Os dois fizeram os que lhe foi pedido, Harry ficou desagradavelmente ao lado do loiro. A moça enfiou vestes negras por sobre as roupas dos dois.
- Hogwarts também?
Eles asentiram.
- Esperem um pouco, vou terminar com ele e venho ver vocês. - ela era sem dúvida uma mulher cheia de energia.
- Então estão indo para Hogwarts... Legal. Meu nome é Draco Malfoy.
O garoto nem esperou que eles se apresentassem e continuou:
- Pretendo ficar em Sonserina, e vocês? Bem, qualquer que seja minha casa só espero que não seja Lufa-lufa, eu me jogaria da escola, vocês não? Só não entendo porque alunos do primeiro ano não podem ter vassouras, mas é claro que vou entrar no time de Quadribol da minha casa, seria um crime não me colocarem
- Bem, terminei querido. - informou a senhora. - Pode ir agora.
O loiro entregou as vestes para a mulher que as embrulhou, e foi embora da loja.
Harry e Ash ainda estavam tentando entender como alguém podia ser tão chato e arrogante.
- Prontinho, agora vocês. Sou Madame Malkin.
- Somos Harry e Ash. Prazer. - pronunciou-se Harry.
A mulher pareceu chocada por alguns segundos mas logo se recuperou.
- Precisam de que? - ela perguntou.
- Três vestes, para começar, para cada um de nós. - Ash se manifestou. - Pode dar uma acinturada na minha?
E no mesmo segundo Harry se viu deslocado de uma conversa sobre "moda".
Algum tempo depois eles saíram carregando as vestes de primeiro ano e as outras peças de roupa, mais os chapéus, que Ash achou totalmente "fashion".
- Eu escolho a próxima. - disse Harry, com medo de ir parar outra loja com "papo de menina" em excesso. - Vamos à Potage Loja de Caldeirões.
E eles foram andando à procura da loja. Desta vez foi mais fácil de achar, não só porque o movimento diminuíra ainda mais, como também o fato de a loja estar completamente apinhada de caldeirões do lado de fora. Eles entraram mais cansados por conta de arrastarem um malão com material dentro pela rua (comprado na loja de Madame Malkin, que também confeccionava malões e mochilas) então entraram meio ofegantes na loja de caldeirões. Mas Ash agora se sentia uma estrela, e de acordo com ela, estrelas devem estar sempre firmes e impecáveis. Harry honestamente estava achando a irmã meio chata, arrogante e metida, mas achou melhor não falar nada. Ela sofrera mais bullying psicológico do que físico e ele sabia que ela era bem sensível ao que aos outros pensavam dela, então era a primeira vez em que ela tinha a certeza de causar boa impressão.
- Em que posso ajudar? - Perguntou o vendedor.
- Queremos caldeirões. Estanho, tamanho padrão. - Harry achou melhor falar antes que Ash demonstrasse desejo por um caldeirão cor de rosa com a borda decorada com cristais. E olhem que a garota já estava babando um pouco no caldeirão.
Harry nem se apresentou, estava cansado de tanto puxa-saquismo num dia só. Era bom, mas cansava. O vendedor trouxe a mercadoria embrulhada, Harry pagou e foi embora arrastando Ash antes que fossem reconhecidos. Ela não gostou disso nem um pouco.
- Harry! A gente nem se apresentou!
- CHEGA! - Ela se encolheu. Ele nunca gritara daquele jeito. - PARE DE AGIR COMO SE FOSSE MELHOR QUE TODO MUNDO POR UMA COISA QUE VOCÊ NEM SABE COMO ACONTECEU! PARE DE PARECER IMPORTANTE, UMA CELEBRIDADE! PARE DE DISTRIBUIR AUTÓGRAFOS. - Ele parou para respirar. Os olhos de Ash começaram a se encher de lágrimas e ela fez a cara de choro real dela, a que não era uma falsificação de biquinho. - Tá, fui rude com você. Mas essa não é você. Você sempre quis ser famosa, então seja pelos seus êxitos reais, não por um golpe de sorte na infância, e eu vou apoiar você! A gente sempre se apoia, não é?
- Harry... - ela ainda chorava, mas deu um sorrisinho. - Você é o melhor irmão do mundo! - ela deu um abraço apertado nele. - Se eu ficar chata, me xingue de novo, tá?
- Tá bom.
Eles riram e foram juntos até Farmácia Mullpeppers comprar os frascos de poções, que eles descobriram que mesmo chamando "Kit para frascos" era um kit com frascos, uma adaga para cortar os ingretientes e uma concha para mexer. Compraram também uma balança de latão para pesar os ingredientes e foram reconhecidos, mas ambos deram apeas sorrisinhos e aceitaram tirar uma foto quando o vendedor pediu. E se foram
Dirigiram-se para a Loja de Telescópios onde compraram seus telescópios de latão recolhíveis e então faltava apenas uma loja: Olivaras.
A loja era meio escura, com uma escada à direita, um balcão à esquerda e centenas de caixinhas retangulares na parede, e parecia ter mais ao fundo. Parecia não ter ninguém. Ash deu uma marteladinha no sino e de repente uma escada dessas de subir no telhado veio deslizando pela parede atrás do balcão, com um homem nela. Um snehor na verdade.
Olhos penetrantemente ameaçadores, cabelo e barbas brancos e um olhar no momento surpreso.
- Ah, então os Gêmeos fonalmente vieram! Que bom!
Ele desceu da escada e tirou duas fitas métricas e elas começaram a medir os dois irmãos nos pontos mais estranhos e nos mais comuns também. E Olivaras, o velho senhor, comentava sobre ter vendido as varinhas dos pais dos gêmeos. Depois de um tempo ele ordenou às fitas métricas que parassem. Entrou mais para o fundo da loja e voltou entregando caixinhas para os dois, uma pilha com cinco para cada um.
- Experimentem!
Eles se olharam. Abriram as caixinhas e viram varinhas de madeira lá dentro. Então começaram a balançá-las.
Foi um desastre. As coisas iam quebrando, Olivaras acenava com sua própria varinha para concertá-las, nenhuma varinha servia, ele voltava lá dentro, trazia mais cinco para cada um e tudo se repentia. Quando a pilha de varinhas testada estava próxima de 100 descartes, Olivaras olhou para os dois. Seu rosto assumiu uma expressão pensativa, depois de pena, depois de comformismo.
- Talvez... - ele sussurrou. - Mas logo eles? Ah, mas faz sentido, explicaria o rompimento... Mas será?
E voltou com duas caixas de varinhas, uma para cada um. Os gêmeos as pegaram. Balançaram.
Faíscas saíram de suas pontas. Olivaras empalideceu. Pegou as varinhas, guardou nas caixinhas e disse que elas já estavam pagas pelos pais das crianças quando eram vivos.
- Curioso... Mas será possível? Será coincidência apenas? Não, não existe isso de coincidencia com varinhas, é sempre a mão do destino...
- Senhor? - chamou Ash. - Está falando de que?
- Hein? An... Ah... Bem... Tudo bem. - Ele deu a volta pelo balcão e parou de frente para os gêmeos.
- Nunca me esqueço de uma varinha que vendo senhor Potter, senhorita... E me lembro de ter vendido a você-sabe-quem a varinha que causou isto. - Ele apontou para a cicatriz de Harry. - Vinte e oito centímetros, azevinho, núcleo de pena de fênix, maleável. Enquanto eu fazia esta varinha, não sem porque, a pena de fêniz se duplicou. Eu guardei a duplicata. Há onze anos atrás, em setembro - os gêmeos engoliram em seco. Era quando haviam nascido. - peguei a pena e fiz uma nova varinha. E então essa farinha se partiu ao meio enquanto eu a fabricava. Nada muito anormal quando se aprende a fazer varinhas, mas eu já tinha certa experiência, então estranhei. As joguei fora. No dia seguinte, aonde estavam os restos da varinha... achei estas duas. Quase idênticas, tirando o fato de a de Ash ser bem mais feminina. - A varinha de Ash era rodeada de pequenas estrelas esculpidas por todo o cabo e era uniforme, como um cone bem fino. A de Harry era lisa e completamente estável até na base, onde tinha algo como um suporte para se segurar. - É curioso que vocês dois venham a comprar as varinas que se originaram da de você-sabe-quem. A varinha escolhe o bruxo, não o contrário, então eu estava me perguntando porque essas varinhas escolheram vocês. Mas apenas isso.
- Bem. Obrigada por explicar. Adeus. Até uma próxima. - disse Ash.
- É, até mais. - e os dois se foram até a Empório das Corujas, onde Hagrid os aguardava.
O meio gigante estava na porta com duas gaiolas com corujas dentro.
- Ah, chegaram! Como foram de compras?
- Muito bem, obrigado.
- Comprei corujas bem diferentes para vocês. Ninguém vai ter igual!
De fato ninguém teria.
- Esta é sua Harry. - era uma coruja grandiosa, bela e branca como a neve, com grandes olhos cor-de-âmbar. - E esta sua, Ash. - era negra, com olhos amarelo claro e muito bonita também.
Os gêmeos deram um abraço de obrigado muito apertado em Hagrid e então todos foram andando. Tomaram sorvetes no Florean e depois disso os gêmeos voltaram à sua casa em Little Winghing.

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