FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

17. A trégua


Fic: O Coração Nunca Esquece ATUALIZANDO


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Capítulo 17 – A trégua


 


Ao voltar para o salão comunal, Harry teve que se esgueirar pelas sombras e entrar em corredores paralelos para fugir de Madame Norra, a gata nojenta e asquerosa do zelador Filch. O próprio zelador quase o pegou. Por sorte conseguiu chegar até o quadro da Mulher Gorda que o olhou feio por tê-la acordado.


Harry não ligou para os resmungos da mulher, naquele momento seu corpo estava leve demais para se importar com isso. Sua mente ainda revivia o momento em que escutou seu nome sair dos lábios de Draco enquanto derramava-se dentro daquele corpo trêmulo.


A sala comunal estava quase vazia, quase.


Hermione estava escorada no batente da entrada para os dormitórios. Seus braços estavam cruzados fortemente em frente ao peito e seus olhos eram intensos.


- Oi. – Cumprimentou Harry perto da lareira não se atrevendo a se aproximar. Conhecia muito bem aquele olhar. – Por que não foi dormir?


- Queria ver a que horas você chegaria.


- Quer controlar meus horários agora?


- Sim. Eu não vou ficar calada enquanto você corre o risco de perder todos os pontos que demoro tanto para conseguir apenas para se encontrar com...com Malfoy. – Disse a última parte baixinho.


- Não sei do que está falando.


Harry franziu a testa e se sentou ficando de costas para a amiga. Seu estômago revirava e sua testa suava.


Hermione sabia.


Tudo bem que Draco dissera uma vez que se Rony e Hermione fossem realmente seus amigos, iriam aceitá-lo de qualquer forma. Porém, colocar isso em prática era terrível.


Aqueles breves segundos em que ela ficou em silêncio foram extremamente difíceis de se agüentar. O tempo sempre demora a passar quando se está ansioso. Arrasta-se como lava queimando devagar os nervos aguçados.


O que será que ela diria?


No fundo não acreditava que ela pudesse ser cruel a ponto de lhe virar as costas e dizer adeus por ele gostar de meninos. Mas na superfície de sua mente, nublando toda e qualquer razão, estava o medo. A imagem nítida dos olhos castanhos de Hermione, sempre tão intensos, mas doces e preocupados, cheios de repulsa e asco. E depois os azuis de Rony enquanto sua voz grossa lhe pedia distância.


Seria capaz de agüentar se os amigos lhe abandonassem?


A resposta era clara: Não.


Por isso temeu quando Hermione sentou-se ao seu lado e o chamou:


- Harry, desde quando?


- Desde o sexto ano.


- Por que não me contou?


- Porque... – Começou Harry, mas não conseguiu concluir. Fixou seus olhos nos joelhos e esperou a sentença. O término do laço de amizade que amava.


- Harry? – Soou a voz trêmula de Hermione em claro questionamento. – Você não pensou que eu negaria você, não é?


Harry não respondeu, apenas levantou os olhos e encarou Hermione que colocou a mão na boca incrédula com o que Harry lhe respondia em silêncio.


- Não acredito que pensou isso de mim. Harry, como pode?


- Eu não sabia como você reagiria.


- Nós nos conhecemos há mais de sete anos, passamos por coisas que ninguém jamais passou e nem passará, sempre juntos. Como, depois de tudo isso, você ainda pensa que eu negaria você?


- Hermione tente entender. Eu cresci com tios que me ensinaram que isso era errado, era pecado e sujo. Eu tentei negar o que sentia, mas um dia simplesmente não deu para guardar.


- Harry, deveria ter confiado mais na nossa amizade. Mas eu entendo você, também cresci no mundo trouxa, sei como a sociedade é quadrada. Por sorte meus pais são bem modernos e entendem que as escolhas são de cada um e que ninguém deve ser julgado pela forma como nasceu.


A menina pegou as mãos de Harry e o olhou com amor antes de lhe abraçar fortemente.


- Você é um idiota, Harry Potter.


Harry riu junto com a amiga e sentiu que alguma coisa derretia dentro de si deixando livre o alivio da aceitação.


- Mas... – Começou Hermione afastando-se um pouco. – Por que Malfoy?


- Humm. – Harry franziu a testa imaginando como poderia contar algo tão complexo. - É complicado. – Disse antes de começar a narrar todos os acontecimentos entre os dois desde o primeiro encontro até aquele momento.


Ao terminar de falar sobre sua ida a sala precisa, percebeu que não tinha simplesmente falado sobre os ocorridos e sim sobre seus sentimentos. As alegrias e as dores, os sorrisos e as lágrimas. Tudo dividido com a menina ao seu lado. Somente naquele momento percebeu o quanto era pesado guardar tudo aquilo. Seu corpo e principalmente sua mente pareciam nadar em tranqüilidade agora.


- Realmente sua vida é complicada, mas sabe o que é mais complicado ainda? – Perguntou Hermione recebendo uma levantada de sobrancelha – Contar ao Rony.


Realmente contar ao Rony sobre sua relação amorosa foi muito complicado. Precisou de toda a ajuda de Hermione para controlar a ira do amigo.


- Malfoy? Por que Malfoy? – Gritou Rony andando de um lado para o outro diante da lareira na sala precisa. – Tinha os grifinórios, aquele grupinho de corvinais e até os lufalufanos. Mas o desgraçado do Malfoy? Por quê?


Harry nem mesmo se preocupou em responder e nem ouviu o insulto ao loiro. Apenas se levantou do sofá e abraçou fortemente o ruivo.


- Só para você saber, não estou disponível.


Hermione riu tão alto que o som reverberou pelas paredes contagiando-os.


Sua situação com Malfoy teve que ser bem explicada aos dois. No fim ficou combinado que Harry tomaria muito cuidado com essa história de Trevor e sempre contaria qualquer novidade, mesmo que Rony fizesse careta. Por mais que estivesse tudo bem, Hermione não deixou de acrescentar que Harry não deveria sair a noite para se encontrar com Malfoy, pois poderia perder muitos pontos e até ficar em detenção.


Obedecendo suas próprias palavras, os três voltaram para seus dormitórios antes do horário obrigatório. Harry se deitou e puxou o mapa do maroto de debaixo do travesseiro. Fazia um dia inteiro que não via o loiro. A última vez fora na sala precisa na noite anterior, depois o loiro simplesmente sumiu de vista. A única garantia que tinha de que ele não estivera com Trevor era ver o pontinho no mapa indicando que ele estava no castelo.


Antes de fechar os olhos e se entregar ao sono, Harry se lembrou da trégua estabelecida entre ele e Draco. Trevor era um problema grande entre os dois, mas jamais seria o motivo de suas brigas. Iriam pensar em como sair da situação em que Draco fora colocado, mas o mais importante era ficar junto.


Trevor queria Draco como seu, e o loiro não poderia negar. Fora difícil dizer que aceitava que coisas desse tipo poderiam acontecer nas reuniões, mas as palavras de Draco foram tão verdadeiras quando lhe disse que ele era o único verdadeiro que não conseguiu dizer não.


- Iremos passar por isso, Harry. E depois seremos só nós dois. Você é o único. O único.


Essas palavras também passeavam pela cabeça de Draco enquanto estava deitado na cama de seu quarto de monitor. Sim, Harry era o único que mexia com seus sentimentos mais profundos, acalentando sua alma, completando-o. Realmente amava o menino de cicatriz na testa, mas gostava dos toques selvagens de Trevor e da segurança que lhe era passada. Porém Trevor era um inimigo a ser aniquilado, precisava colocar isso em sua mente. Os momentos em que as mãos do moreno lhe tocavam eram só momentos de prazer. Sexo casual e necessário. Nada mais.


Algumas vezes sentia-se culpado tanto por Harry quanto por Trevor.


Harry aceitara até que bem a condição de continuar com os dois, aprendera que era necessário, mas ainda odiava-se por ver a mágoa no fundo de seus olhos. Sabia que Harry entregava-se de corpo e alma para si, que o amava incondicionalmente e fazia sacrifícios gigantes para que finalmente conseguisse ficar ao seu lado. Valorizava isso.


Mas Trevor algumas vezes o surpreendia pela tristeza em seu olhar após o incrível orgasmo que se derramava em seu corpo. Era tocante como suas íris azuis quebravam com a angustia que se instalava em sua alma enquanto ainda tremia dentro de si. Era a plena solidão. Cruel e devastadora. Algo que jamais vira naquele homem seguro e forte.


Sabia que não devia, mas naqueles momentos de vulnerabilidade do comensal, sentia uma dor tão profunda por saber que a culpa daquele sofrimento era em parte sua. Afinal, ele dera àquele homem a possibilidade de tê-lo por completo, de saciar suas necessidades com sua pessoa. Adentrara-se na vida dele de maneira peculiar. Instalara-se lá no canto onde havia a esperança de que no fim estivessem os dois juntos.


Draco era de certa forma, uma válvula de escape para que Trevor pudesse sentir que ainda tinha alguém que se importasse com ele. E por isso se entregava ao corpo do jovem loiro. Adentrava-se em sua alma sem pedir permissão. As vezes não havia aviso antes de prensar o sonserino na parede e explorar seu corpo com sua mão sedenta, derramar-se em sua entrada estreita e morder sua pele alva.


Mas era no momento após o ápice, quando sua mente fechava-se para qualquer coisa além de Draco que ele demonstrava sua fraqueza. Aquele maldito minuto em que olhava para ele e sentia que tudo poderia acabar, pois ele estava bem. Draco odiava esses momentos, apenas o abraçava forte e escondia seu rosto no pescoço do moreno querendo que tudo fosse diferente.


Porém nada seria diferente.


Trevor ainda era o chefe dos comensais sedento por vingança pela morte de seu Lord. Um estrategista de primeira linha que sabia guardar para si todas as informações do seu grande plano de vingança. Nem mesmo Draco sabia o que seria feito quando o homem mandasse que trouxesse Potter para suas mãos. Não dava nem mesmo para tentar convencer os outros comensais a lhe contar, pois não havia mais contato com eles. Trevor o proibiu. Seu contato era diretamente com ele. Só via os comensais quando estava em meio a algum ataque nas vilas trouxas e mesmo assim não havia a possibilidade de conseguir persuadi-los a lhe dizer algo.


Era tempo perdido.


Tempo que passava rápido enquanto estava dentro das paredes do castelo. Já era quase Natal. Todos os alunos se preparavam para passar aquele tempo de festas com seus amigos e familiares. Deveria ser encantador esse pensamento de poder estar com pessoas que se importam com sua presença, que gostam de sua presença.


Draco não tinha essa sensação.


Na verdade só sentia um vazio aumentar em sua alma enquanto via Harry colocar a cueca e começar a se arrumar para ir passar o feriado com a família Weasley. O grifinório colocou a calça e olhou para o sonserino nu no colchão de sempre no chão. Um sorriso leve apareceu nos lábios finos, mas os olhos estavam nublados com um toque de tristeza.


- Por que você não vem comigo? – Perguntou Harry sentando-se ao lado dele e passando a mão por seu peito liso. – Sabe que pode ficar na sede da Ordem.


- Não. Eles não querem minha presença e eu não estou muito animado para passar o feriado com um bando de ruivos irritantes.


- Já disse que não quero que os destrate.


- Acredite, eu não os destratei.


Harry sorriu e se inclinou beijando a bochecha do sonserino.


- Humm, queria ficar com você aqui. Ficar agarrado com você o feriado inteiro. – Disse Harry lambendo o lóbulo da orelha de Draco que fechou os olhos saboreando a sensação que lhe despertava. – Entrar e sair de você, comê-lo, chupá-lo. Estou realmente tentado a ficar aqui.


- Então fica. – Sussurrou a voz de Draco em seu ouvido lhe arrepiando. – Fica aqui comigo.


- Por que você me quer? – Questionou Harry passeando a mão pelo quadril macio.


- Porque preciso de você.


Harry parou os movimentos da mão que caminhava aos poucos em direção ao pênis de Draco e o olhou profundamente nos olhos. Aquela frase não fora dita levianamente, fora dita com medo e insegurança. Jamais sentira aquela necessidade na voz dele e muito menos nos olhos sempre firmes.


- Então eu fico.


De repente, os olhos cinzas se alargaram de surpresa. Draco jamais imaginou que Harry fosse largar o feriado com seus queridos amigos para ficar com ele enfunados naquele castelo sabendo que poderia ser chamado por Trevor a qualquer momento.


- Eu ficarei com você esse feriado, todos os dias.


Draco nem mesmo tinha o que falar. Apenas puxou Harry e retirou sua roupa invadindo-o intensamente demonstrando sua gratidão muda.


Harry a aceitou de bom grado e sorriu ao imaginar seu feriado sozinho nesse imenso castelo com o sonserino.


Mal podia esperar.


 

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.