Draco não deixou barato. Ele saiu correndo atrás dela, esfregando a bochecha onde havia tomado o tapa.
- GRANGER!
Malfoy já havia alcaçando Hermione. Ela corria pouco.
- SAI! - ela berrou.
- Você não pode correr nem se esconder, Granger.
- Sai daqui, você...
POU! Hermione havia olhado para trás enquanto corria, não percebeu alguém que estava em seu caminho. Ela acabou trombando na pessoa e dando uma testada em quem quer que estivesse ali.
Draco aproveitou a colisão e alcançou Hermione, agarrando-a por trás e tampando a boca dela.
- Hmmm...pffff.mfffff - ela estava tentando falar, mas a mão dele era muito forte apertando sua boca.
- Fica quieta!
- Ei, o que você está fazendo?
Harry apareceu do escuro que estava no corredor, esfregando a testa, mas curiosamente, no lugar onde não havia a cicatriz.
- Além da Hermione ser cega, você quer deixar ela muda também? - Rony apareceu logo atrás.
- Vocês dois - Draco sacou a varinha e apontou na cabeça de Hermione - saiam de fininho ou eu azaro a sangue-ruim.
Draco ainda estava tampando a boca de Hermione. Harry e Rony que já estavam com as varinhas nas mãos, colocaram no bolso novamente e começaram a recuar.
- É bom ninguém ficar sabendo disso, ouviram? - Draco ameaçou.
- É bom que Hermione volte para o salão comunal sem um arranhão ou a coisa vai ficar feia pro seu lado, Malfoy. - Rony ameaçou também.
Harry e Rony saíram dali, apenas implorando para si mesmos que Hermione ficasse bem.
Ao sinal de que estavam sozinhos, Draco guardou a varinha no bolso e destampou a boca de Hermione.
- O que você tinha na cabeça? - Hermione atacou-o, pegando pelo colarinho e sacudindo.
- Ei, ei, calma aí!
Draco segurou os braços de Hermione, paralizando-a.
- Eu não ia te machucar, sua idiota. O que o Potter ia pensar se eu te tratasse feito um mini-pufe pobre coitado?
- Inteligente.
- Eu sei, é de nascença.
- Olha, eu vou embora pro meu dormitório, você pro seu e caso perguntem, não estivemos aqui.
Draco assentiu. Os dois foram para seus respectivos salões comunais.
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Hermione atravessou a mulher gorda. Harry e Rony lhe esperavam no salão comunal.
- Hermione! - Harry disse e correu para abraçá-la.
- Está tudo bem, Harry. - ela sorriu, retribuindo o abraço.
Harry notou a expressão chorosa da amiga.
- Seus olhos estão vermelhos. O que aquele idiota do Malfoy fez? Me diz que eu acabo com ele.
- Nada, Harry, ele apenas queria assustar você.
Hermione deu boa noite à Harry e foi para o dormitório das meninas.
- Eu sou invisível? - Rony perguntou.
- Não sei.
- A propósito, o que a Hermione estava fazendo no corredor?
- Ela saiu no meio da comemoração. Eu fui atrás dela, mas só a encontrei naquela hora.
Os dois terminaram sua conversa e foram dormir.
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No dia seguinte, a Grifinória inteira, de todos os anos, teve uma aula sem dupla com a Professora McGonagall, e esta não seria de Transfiguração, segundo ela.
- O Torneio de Quadribol, sempre que ocorre, traz consigo um baile de inverno. - ela disse.
As meninas cochiaram e os meninos bufaram.
- E, como sempre, a casa de Godric Gryffindor sempre apresentou a melhor performance.
Todos agora prestavam atenção.
- Dentro de toda garota há um cisne delicado, pronto para se provar. - Minerva continuou o discurso.
Rony riu baixinho.
- E, dentro de todo garoto, um leãozinho pomposo louco para se mostrar. - as meninas riram - Senhor Potter, venha cá.
Harry levantou-se e foi até Minerva.
- Argo, por favor, a música.
Filch colocou uma música de baile.
- Potter, por favor, sua mão na minha cintura.
- Onde?
- Na minha cintura.
Harry e Professora Minerva dançavam uma espécie de valsa, na frente de todos. Era vergonhoso. O que Gina pensaria dele?
- Ei, Gina. - Hermione cochicou
- Sim?
- Nunca deixe Harry esquecer disso.
- Nunca!