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7. Choros nas escadas


Fic: A poção mais perigosa


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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  Após vários dias de treinamento, Rony já era um exímio goleiro de quadribol. Havia chegado o grande dia. O primeiro jogo seria Grifinória contra Sonserina, o vencedor jogaria contra a Lufa-Lufa, e assim, quem ganhasse, disputaria o título da primeira fase com a Corvinal.

 As arquibancadas estavam lotadas, metade verde e metade vermelho. Haviam poucas cabecinhas usando verde, pois os ravinos e lufanos estavam à favor da Grifinória.

 Madame Hooker apitou. A goles fora lançada. De Angelina para Spinnet, depois para Katie Bell.

 - Belo passe de Alicia Spinnet, tiro certeiro para Katie Bell, da Grifinória. - Lino Jordan - E a bola retorna para Angelina Johnson, que está realmente muito linda hoje.

 - Jordan!

 - Só estou dizendo a verdade, professora McGonagall.

 A insegurança de Rony estava começando a aflorar.

 - Angelina ainda com a goles... agora passou para Katie Bell, ela vai marcar... É PONTO PARA A GRIFINÓRIA! - Lino comemorou - Grifinória 10 e Sonserina 0. 

 A goles havia sido passada acidentalmente para Marcos Flint, que arremessou para Montague do outro lado do campo. Ele estava próximo das balizas. Rony ajeitou-se na vassoura e preparou para defender ao ataque.

 - Montague faz um joguinho com a bola, Rony vai defender e... Oh não, Sonserina marcou ponto! Agora está empatado. - Lino narrava.

 - Droga! - Rony gritou para si mesmo.

 A bola foi pega no ar por Warrington, artilheiro da Sonserina, que não teve dificuldade alguma para dar a volta pelo lado de Rony e marcar outro ponto.

 O tempo foi passando. A Grifinória ainda estava com seus míseros 10 pontos, enquanto a Sonserina marcara mais 9 gols em Rony e agora estava com 110 pontos. 

 Mais da metade da arquibancada estava silenciosa. A parte dominada pelos sonserinos cantava alegremente.

 
Weasley é nosso rei
 Weasley é nosso rei
 Sempre deixa a bola entrar
 Weasley é nosso rei

 
Essa musiquinha havia sido composta por Draco, que estava ocupado voando com usa vassoura pela arquibancada ensinando a letra para os colegas de casa. Passou para Crabbe, Goyle, Zabini e logo estava pregada em todo o lado verde da arquibancada. 

 Weasley não pega nada
 Não bloqueia aro algum
 É por isso que todos os sonserinos cantam

 
Após Warrington passar a goles pelo aro mais uma vez e marcar o centésimo vigésimo ponto a favor da Sonserina, o coro da nova musica incendiou também a parte vermelha que pertencia à Corvinal. Agora as duas casas cantavam juntas.

 Weasley nasceu no lixo
 Sempre deixa a bola entrar
 A vitória já é nossa
 Weasley é nosso rei


 A professora McGonagall já havia despedaçado o próprio chapéu. Lino Jordan chorava apoiado à mesinha onde estava seu microfone. Todos os grifinórios já haviam perdido as esperanças.

 - OLHEM!

 Um garoto da Lufa-Lufa havia gritado em meio à multidão, que naquele momento, se encontrava silenciosa.

 - ELE PEGOU O POMO?

 - Quê? Harry Potter pegou o pomo?

 Lino Jordan levantou a cabeça rapidamente. Ele viu Harry em sua Firebolt, no alto do campo segurando a bolinha dourada alada em suas mãos. Draco levou as mãos à cabeça e lamentou-se por ter esquecido de procurar.

 - É ISSO MESMO! HARRY POTTER PEGOU O POMO DE OURO! GRIFINÓRIA VENCEU! - Lino esgoelou no microfone.

 Uma onda de gritos, berros e aplausos inundou todo o campo. Os Sonserinos ficaram quietos enquanto a platéia corria para parabenizar os jogadores.

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 O clima era de festa no salão comunal da Grifinória. Apesar do terrível desempenho, as pessoas parabenizavam Rony.

 Harry e Hermione estavam na rodinha que se formava ao redor do amigo, que agora estava sendo carregado.

 - Weasley, Weasley, Weasley!

 Harry chegou perto do ouvido de Hermione.

 - Quem sabe se dessa vez você tivesse usado o feitiço Confundus, ele teria se saído melhor? - sussurrou.

 - Eram testes e não o jogo oficial!

 - Weasley, Weasley, Weasley... UHHHHHHHH!

 Lilá Brown havia invadido o interior da rodinha, onde Rony estava no ombro de um garoto que gritava junto com o resto do pessoal. Ela segurou a mão de Rony e o ajudou a descer. 

 Numa fração de segundo, Lilá puxou o rosto de Rony e lhe deu um beijo sugador. Era difícil distinguir se os rostos estavam colados realmente ou se haviam ímãs nas respectivas bocas.

 Harry jurou ter visto um bolo de cabelos castanhos saindo da rodinha para a parte de fora do salão comunal.

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 Os membros da Sonserina estavam passando por um corredor, quando Draco não pôde deixar de notar um tufo de cabelos castanhos correndo escada abaixo. Ele também não deixou de ouvir um soluço choroso.

 - Crabbe, eu já volto.

 Draco desceu pelas mesmas escadas. Ele viu Hermione sentada, de costas para ele, nos degraus da escada próximos ao chão, cercada de passarinhos amarelos. 

 Ele desceu silenciosamente e sentou ao lado dela.

 - O que você está fazendo aqui? - ela disse, virando o rosto para a direção oposta, no intuito de esconder suas lágrimas.

 - Eu faço a mesma pergunta, Granger. E não adianta disfarçar porque eu sei que você está chorando.

 - E isso te preocupa ou interessa por acaso?

 - Os dois.

 - Posso saber o motivo?

 - Não sei. Nunca pensei que fosse ver você chorando.

 Hermione havia tomado coragem e agora encarava Draco.

 - O que aconteceu?

 - E por que eu deveria te contar?

 - Não sei. Talvez porque eu queira ajudar?

 - Não há nada que você possa fazer.

 - Que pássaros são esses? - ele desviou o assunto.

 - Feitiço de Conjuração. - ela disse - Apenas praticando.

 - Eles são muito bons. Mas eu sei que você não veio aqui para praticar feitiços, Granger. Me diga qual é o problema.


 Naquela hora, Rony apareceu sendo puxado por Lilá, pelos fundos do corredor, outra entrada para aquele local. Ele ficou muito surpreso ao ver Hermione e Draco ali, sentados, juntos, sozinhos.

 - Ops. - Lilá disse - Acho que aqui já está ocupado.

 E saiu correndo, esperando por Rony.

 - Que pássaros são esses? - ele fez a mesma pergunta de Draco - Ou melhor, o que o idiota do Malfoy perdedor está fazendo aqui?  

 Draco fez como se fosse levantar, mas Hermione colocou o braço em sua frente e levantou-se. 

 - Oppugno. - ela disse.

 Os passarinhos voaram velozmente em direção à Rony, que saiu correndo e escapou deles por pouco.

 Hermione começou a chorar mais e sentou-se novamente.

 - Então é por isso? - ele falou, bravo - É pelo panaca do Weasley que você está chorando?

 Hermione fez um gesto positivo com a cabeça. Ela encarava seus próprios tênis.

 - Céus, Granger, eu pensava que você era mais inteligente.

 Houveram alguns minutos de silêncio. Draco passou o braço pelas costas de Hermione e abraçou-a, a fim de tentar fazer com que ela se sentisse melhor.

 - Por que está agindo assim? - ela perguntou, com a voz chorosa.

 - Não sei.

 Hermione estava chorando mais um pouco.

 Ele soltou-a e levantou-se. Mas não foi embora. Ele agora estava à frente dela e havia agaixado para encará-la.

 - Olhe para mim.

 Ela levantou a cabeça e encarou os belíssimos olhos cinzas.

 - Eu não quero que fique assim.

 - Por que está preocupado com o que eu sinto?

 - Já disse que eu não sei.

 - Está frio. - Hermione olhou para a janela coberta de neve e olhou para Draco novamente.

 - Toma minha blusa.

 Draco tirou sua blusa de moletom e deu para Hermione vestir.

 - Você não vai sentir frio só com essa blusa social fina? - ela disse, terminando de passar o braço pela manga.

 - Não, está tudo bem.  


 Em meio às lágrimas, Hermione sorriu para Draco. Ele passou o braço direito em volta do pescoço de Hermione e encostou a própria testa à dela. Sorriu de volta.

 - Malfoy, não...

 - Está com medo, Granger? - ele disse, num tom provocador, com seus lábios a cinco centímetros de distância dos dela.

 Hermione nada respondeu. Apenas engoliu seco e permaneceu encarando Draco.

 - Pois se estiver, saiba que medo é o inimigo.

 Draco chegou mais perto e, finalmente, seus lábios encontraram os de Hermione. Ele intensificou o beijo mais ainda quando colocou a mão livre, que era a esquerda, na cintura de Hermione e levantou-se, ainda beijando-a, fazendo com que ela levantasse também. Ela estava um degrau acima dele, pois era mais baixa. Aquela altura estava perfeita. 

 Hermione hesitara. Ela havia parado o beijo e olhavo para Draco. Ele apenas sorriu de lado e puxou a cabeça da garota de volta para perto da sua, colada na sua, com ambos os lábios a nenhum centímetro de distância um do outro, onde melhor se encaixavam. 

 Hermione agora havia se entregado. Ela agora abraçava Draco pela nuca, auxiliando-o com o beijo. Porém, ela parou mais uma vez e, agora, havia se soltado dele, chorando novamente.

 - Malfoy, eu não posso! - ela gritou - Eu não posso!

 - Qual é a sua, Granger?

 Mas ela apenas deu um belo de um tapão na bochecha do garoto.

 - Eu... eu sinto muito!

 E dito isso, Hermione saiu correndo. 



 


 

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Comentários: 2

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Enviado por H. Granger Malfoy em 01/10/2012

lindo o draco se preocupando... mas achei nada a ver o tapa... o pobre nao tinha feito nada, s tentado ajuda-la e ele meio que "avisou" que ia beijar... ela podia ter se afastado antes ne... Rony tapado... sempre odeio!! kkkkk bj

Nota: 5

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Enviado por Violettaa em 29/09/2012

Adorei.. Posta logo...

Nota: 5

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