Capítulo 16 – Vamos ficar bem
Harry se apressou pelos corredores enquanto todos estavam no grande salão aproveitando o delicioso banquete feito pelos elfos. Ele não tinha a menor fome. Seu estomago revirava de nervoso enquanto subia as escadas de mármore quase correndo em direção ao sétimo andar.
Assim que chegou ao local abriu o mapa do maroto e certificou-se de que não havia ninguém por perto. Todos estavam no salão principal, Filch estava no terceiro andar e Madame Nora no primeiro. Fechou o mapa e o guardou no bolso da capa. Passou três vezes diante da grande tapeçaria com os olhos fechados e mentalizando o lugar que queria encontrar.
Ao abrir os olhos viu uma simples porta aparecer. Devagar estendeu a mão e segurou a maçaneta, mas antes de virá-la respirou fundo. Após pensar um pouco e controlar o nervosismo que o fazia tremer, girou a maçaneta e abriu a porta entrando em um simples galpão.
A princípio era somente um lugar vazio e triste, mas ao olhar direito viu o colchão com lençóis vermelhos no chão e velas ao redor formando sombras nos travesseiros. Seu corpo se aqueceu com as imagens de um passado não muito distante em que estava por cima de um corpo pálido e macio, mexendo-se em movimentos constantes variando entre o bruto e o calmo. Lembrou-se das mãos firmes agarrando os lençóis enquanto uma boca rosada abria-se e deixava escapar um gemido, quase uma lamuria um pedido.
Que delícia lembrar do suor caindo de sua testa direto para as costas lisas e perfeitas do menino em seu domínio. O gosto salgado da gota travessa quando se abaixava e beijava a espinha aparente sob a pele.
Seus dedos mexeram involuntariamente ao se recordar do quadril muito bem seguro por suas mãos fortes enquanto o empurrava e o puxava para seu corpo fazendo-o pular de desejo ao atingir seu ponto mais fraco com seu membro duro e pulsante.
Harry lambeu os lábios e abriu os olhos que não percebeu fechar e tudo sumiu ao ver os olhos tensos de Draco grudados em si.
O sonserino estava na parede do fundo, escorado com os braços cruzados diante do peito, estava com seu habitual terno negro muito bem costurado pela melhor costureira do mundo bruxo. Uma recordação de seu pai. Seus cabelos estavam devidamente penteados e seus olhos pareciam mais brilhantes.
Ele estava um deus.
Mas Harry não estava ali para admirá-lo, estava ali para terminar com essa história de uma vez por todas.
- Acha que vai me dobrar e transar comigo nessa cama? – Perguntou o menino com asco olhando friamente para Draco.
- Foi a sala quem conjurou, eu só queria encontrá-lo, mas não descarto a possibilidade. Estou louco para traçar você.
Um sorriso travesso apareceu nos lábios de Draco enquanto via Harry ficar desconcertado com o que falou.
- Não estou inclinado a deixar que satisfaça suas fantasias hoje. Talvez você possa pedir para que Trevor faça isso para você. Quem sabe ele deixa que você trace a bunda dele ou será que só ele pode traçar alguém?
Draco apagou o sorriso do rosto e se aproximou devagar olhando cruelmente para os olhos verdes de Harry.
- Não diga o que não sabe.
- Eu sei muito bem. Acha que não vejo você saindo a noite? Acha que não sinto o cheiro de sexo que ele deixa impregnado em você?
- Cale a boca. – Pediu Draco sentindo o coração arder de ódio.
- Não, eu não vou ficar quieto. – Gritou Harry. – Você vai e me fala que quer ficar comigo, que quer que eu seja seu e ai depois corre para o colo daquele comensal nojento, senta no pau dele, geme para ele e vem querer falar comigo?
Draco empurrou Harry para a parede segurando-o pelos ombros e rosnou entre os dentes.
- Já disse para não falar do que não sabe, você não imagina, não sabe nem da metade da história.
- Eu sei o que estou vendo e o que vejo é um comensal nojento que é comido por outro antes de torturarem e matarem crianças inocentes, arrancar a pele de trouxas na frente de suas mulheres e filhos. Eu vejo um monstro.
Por um momento Harry parou de falar e apenas observou os olhos cinza nublarem-se com sombras. Eles extasiavam aos poucos diante de si, sumiam no mundo deixando apenas dois globos sem vida. Draco se distanciava cada vez mais até que sumiria.
O grifinório franziu a testa não sabendo o que acontecia com o sonserino.
- Um monstro? – Disse a voz fina e baixinha de Draco. – É isso que você acha que sou?
Harry não respondeu. Queria muito quebrá-lo por completo, destruí-lo pela dor que sentia. Mas a angustia que apareceu nos olhos dele eram tão cruéis que por si só eram um castigo. Seu coração bateu mais rápido quando viu a água se acumular nos cílios claros e grandes, estavam prestes a cair. Fugiriam por seu rosto triste e sumiriam pelo colarinho do terno. Uma lágrima repleta de sentimentos que se perderia em tecidos negros.
- Draco?
O menino não respondeu, apenas continuou olhando-o. Mas de repente Harry viu os olhos piscarem com força e sugarem todas as lágrimas tornando-os secos, vivos e duros. O cinza se intensificou em um chumbo forte. Seu olhar era frio e cortante como uma navalha prestes a arrancar sua pele. As feições de seu belo rosto endureceram e se transformaram em um demônio sombrio.
As garras em seu ombro prenderam-se em sua pele e subiram arranhando-o com suas unhas afiadas até chegarem no pescoço liso onde se prenderam quase fechando-se entorno dele.
- Me larga, Draco.
- Você não sabe o que é. – Disse Draco olhando fundo em seus olhos. – Não tem idéia de como é. Você só acha, acha e acha. Mas não sabe de nada. Se lamenta por ter que ir para sua cama a noite e dormir tranquilamente enquanto eu tenho que ver uma criança me pedir misericórdia enquanto vê sua querida mãezinha ser torturada na sua frente.
- Está me machucando.
- Estou? Isso é pouco perto do que tenho que fazer para me manter em minha posição para poder evitar que aqueles comensais loucos façam mais e mais assassinatos. Acha que o Lord era ruim? Os comensais são piores.
- Me larga. – Sibilou Harry conseguindo se soltar das mãos do loiro. – Você está louco.
- Sim estou louco sim, louco porque um idiota como você vem me dar lições de moral enquanto fica com seus amigos brincando de escolhinha sendo que sou eu a frente de batalha.
- Fique longe de mim. – Disse o moreno ao ver Draco se aproximando. – Não quero mais um dedo seu encostado em mim. Quero esquecer você.
Uma risada saiu da boca de Draco.
- Você não conseguirá me esquecer, pois não deixarei que você me esqueça.
Rapidamente Draco jogou longe a varinha que Harry acabara de empunhar e o segurou novamente. Suas mãos prenderam-se como garras nos pulsos finos e com seu corpo o levou até a cama onde o derrubou deitando-se por cima e sentindo a respiração alterada do menino.
- Eu vou ficar impregnado em sua pele. Você jamais se esquecerá de mim.
Com uma facilidade enorme o sonserino segurou os pulsos de Harry com uma mão e desabotoou a camisa branca do uniforme da escola. Expondo o peito alvo com ralos pelos negros no meio do tórax.
Harry se contorcia tentando se livrar das mãos de Draco, mas o sonserino sentou-se em seu quadril prendendo uma perna de cada lado do corpo do grifinório.
- Você não vai sair. Eu não vou deixá-lo. Você quer me esquecer, mas eu não vou deixar.
Abaixando-se um pouco, Draco suspirou perto dos lábios de Harry fazendo-o tremer. Suas unhas tocaram de leve a clavícula e desceram traçando um caminho até a cintura de Harry fazendo-o se esforçar para não demonstrar que começava a sentir o corpo tremer e esquentar.
- Você quer. – Sussurrou Draco em seu ouvido.
- Me larga, não tem o direito.
- Shh. – Um dedo postou-se nos lábios de Harry impedindo-o de falar. – Depois você reclama, agora apenas sinta o quanto eu vou entrar em você.
Por mais que quisesse retrucar e dizer que o loiro estava louco, Harry apenas permaneceu em silêncio e sentiu a língua quente pousar em seu pescoço lambendo sua pele, traçando um pequeno círculo enquanto os dedos ágeis brincavam com o inicio de sua calça, próximo ao zíper.
- Draco, por favor, pare.
Draco não deu ouvidos as lamurias de Harry, apenas continuou beijando e lambendo aquela parte tão sensível do pescoço do menino enquanto abria devagar o botão da calça e descia o zíper.
Por cima da cueca era possível notar a protuberância que era o membro semi rígido de Harry. Draco o ignorou e apenas voltou a acariciar o abdômen liso. Algumas vezes brincava com o umbigo sem nunca deixar de beijar a pele dos pescoço, alterando algumas vezes com o lóbulo da orelha.
Àquela altura Harry já começava a ofegar e se mexer um pouco. Draco sabia que logo ele estaria pedindo para ser liberto e poder se agarrar ao seu corpo clamando por satisfação, mas ainda não era o momento.
Devagar desceu sua língua ávida até os mamilos rosados onde lambeu em movimentos circulares antes de dar leves mordidas. Era possível sentir Harry tentando controlar o impulso de gemer.
Após alguns minutos se concentrando apenas nos mamilos, Draco subiu o rosto até ficar paralelo a Harry e ver seus olhos aumentarem quando sua mão adentrou a cueca fina e se fechou sobre o membro rígido. Um sorriso torto apareceu em sua boca assim que viu o moreno fechar os olhos e abrir a boca em um gemido mudo.
- Você nunca vai esquecer minha boca em seu corpo.
Com um movimento rápido, Draco afastou a mão do membro pulsante e lançou um feitiço prendendo as mãos de Harry sobre sua cabeça. Com um riso safado o loiro despiu o grifinório e abriu as pernas brancas com suas mãos.
Os olhos verdes estavam quase fora de órbita enquanto passeava suas mãos pelas coxas coberta de pelos negros. Seus dedos se aventuravam pela extensão de sua pele desde o joelho até o comecinho da virilha. Era uma tortura lenta.
O pênis de Harry já estava completamente intumescido e vermelho pelo sangue que corria por suas veias inchadas.
- Draco...
- Calma, eu vou cuidar de você.
Sorrindo alegremente como se aquilo fosse a única coisa que quisesse fazer no mundo, Draco abriu mais as pernas de Harry e se abaixou aproximando-se do membro duro. Com maestria segurou a base com uma mão, apertou de leve as bolas inchadas e guiou o mastro até seus lábios depositando um beijo casto em sua cabeça vermelha.
Agora sim, aquele era o som que queria ouvir. O gemido de Harry.
Triunfante por ter conseguido acalmar a fera, Draco abriu a boca e aceitou o membro de bom grado fartando-se em seu gosto salgado e leve. Desceu, subiu, lambeu, chupou e mordeu enquanto apertava as bolas com as mãos.
Harry se contorcia na cama gemendo e implorando por mais. Porém a boca de Draco não lhe proporcionou mais, ao contrário, largou-o.
Antes que pudesse protestar o abandono, sentiu seu quadril ser levantado e o membro duro de Draco apontar em sua entrada despreparada.
- O que vai fazer?
- Vou fazê-lo nunca se esquecer de mim.
- Não faça isso. – Os olhos de Harry estavam arregalados e desesperados.
- Shh, não se preocupe, vou cuidar bem de você.
Harry sentiu que o mundo havia explodido, o membro de Draco forçou passagem para dentro de seu corpo sem ter a delicadeza de pedir licença. Entrou como um carro invadindo uma casa. Quebrou e rasgou. O menino gritava e tentava se afastar, mas as mãos de Draco firmaram-se em sua cintura puxando-o cada vez mais até que finalmente Harry sentiu as bolas baterem em suas nádegas. Por um momento Draco apenas permaneceu parado sentindo a deliciosa sensação de estar dentro de Harry, um lugar um pouco familiar, que não estivera muitas vezes, mas que amava sentir.
- Você me paga. – Rosnou Harry ainda fazendo careta de dor pela invasão.
Draco apenas sorriu sombriamente e começou a se movimentar devagar sentindo o atrito da entrada estreita. Era deliciosa a sensação de sentir o corpo do grifinório tremer enquanto retirava seu membro devagar e empurrava com força ouvindo os gemidos altos.
Harry achava que perderia a consciência a qualquer momento enquanto as estocadas se tornavam cada vez mais e mais fortes. Mas depois que o pênis começava a entrar com facilidade e seu quadril batia com força nos de Draco, começou a sentir algo mais além da dor. Havia também prazer. Desejo e prazer. Aos poucos seus gritos foram substituídos por gemidos prazerosos e pedidos cada vez mais intensos.
Em um dado momento Draco pegou sua varinha e desfez o feitiço liberando as mãos de Harry. Mãos que rapidamente o agarraram ajudando-o a ficar sentado em seu colo tendo agora pleno domínio da penetração.
- Harry. – Sussurrou Draco vendo os olhos completamente cheios de luxuria. – Acredite em mim.
- Não consigo.
- Tente.
As palavras saiam tremidas e cortadas pelos movimentos constantes de seu quadril subindo e descendo sentindo as mãos de Draco cravarem em suas nádegas. O loiro jogou Harry novamente na cama e levantou suas pernas colocando-as em seus ombros. O grifinório fechou os olhos e apenas gemeu descontroladamente enquanto Draco o invadia com força fazendo barulho com suas estocadas.
Após implorar para que Draco não parasse, Harry sentiu o corpo se contrair e despejou seu sêmen em sua barriga. Seu corpo estava exausto, tremia e suava. Mas Draco ainda o penetrava cada vez mais com violência e brutalidade.
Finalmente, após uma longa penetração Harry sentiu o liquido quente derramar-se dentro de si.
Draco caiu em cima de Harry cansado e suado.
Após recuperar um pouco de seu controle, Draco olhou para Harry e falou claramente para aqueles olhos intensos.
- Você é meu. Pode querer se livrar de mim, mas você é só meu.
- Porém você pode ser de outro também não é. – Disse Harry cobrindo seu olhar de mágoa e angustia.
- Você jamais irá entender, Harry. E eu nem quero que entenda. Apenas confie em mim.
- Como?
- Não posso te responder, mas só peço confie em mim Harry. Eu amo você e preciso de você.
- Pode imaginar como é saber que você pode estar deitado com ele quando não está no castelo?
- Pode imaginar o que é me entregar a outro sabendo que é o melhor modo de salvar você?
- O que?
- Nada. – Respondeu Draco com pressa levantando-se devagar e pegando suas roupas.
- Você está fazendo isso por mim?
Draco fechou os olhos e amaldiçoou seus momentos de fraqueza ao lado do grifinório. Aqueles momentos em que não se controla e deixa sua mente falar o que deseja.
- Eu tenho uma missão a cumprir e preciso seguir todas as ordens, preciso executar meu papel muito bem e se isso significa transar com Trevor, então eu vou transar. E eu sei que você odeia isso. Mas é o preço que eu pago pela sua segurança.
- Você disse que gostava dele.
- Eu gosto. – Draco tocou o rosto do grifinório e o puxou devagar envolvendo seu corpo nu com seu braço. – Ele afasta o vazio da minha mente quando necessito, deixa-o no canto por alguns momentos. Me faz esquecer brevemente de qualquer problema que eu tenha e não me questiona sobre coisas banais e pessoais. Ele apenas me dá o que eu quero.
- E eu? O que eu sou para você?
- Você não joga meu vazio no canto, você o destrói e me preenche. Eu preciso de você, eu sempre precisei.
- Então porque me afronta, por que é idiota como os outros sonserinos.
- Porque eu sou orgulhoso, não vou permitir que insulte minha casa e meus colegas.
Harry fechou os olhos respirou fundo.
- Não quero ficar longe de você. – Disse por fim.
- Então não fique.
Draco puxou o corpo nu de Harry para mais perto e beijou seus lábios ávidos de carinho. Com pressa pegou a mão do grifinório e a levou até o meio de suas calças. Harry riu entre seus lábios e o empurrou para a cama novamente.
Antes de arrancar a camisa do loiro, Harry olhou intensamente em seus olhos e apenas lhe disse uma coisa.
- Vamos ficar bem.