Rony e Gina foram para o dormitório dos meninos esperar Harry com as garrafas de hidromel e cerveja amanteigada.
- Vai rolar festa aqui, é? - Simas perguntou.
- Sim. - Gina disse - Sou convidada. Harry foi buscar bebidas.
- Legal. E o que acham que uns joguinhos? - ele sugeriu.
- Boa ideia, Simas! - Rony exclamou.
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O relógio marcava 18:30 em ponto e Hermione já estava na biblioteca esperando por Draco. Passaram 10 minutos e ele finalmente apareceu.
- Até que enfim! Você está atrasado.
- Ao contrário de você, eu tenho uma vida social.
Hermione ignorou o insulto e foi até a bancada de Madame Pince. Draco foi atrás.
- Seção reservada, por favor. - Hermione entregou-lhe a assinatura de professora McGonagall.
Madame Pince analisou o pergaminho e se convenceu. Foi até o enorme portão que dizia "Seção Reservada" e abriu-o dando passagem aos dois.
- Por que tínhamos que vir até aqui?
- Porque aqui os livros são mais informativos.
Hermione sentou-se numa mesinha no fundo da seção, era onde haviam os melhores livros, Draco sentou ao seu lado.
Ela tirou o frasquinho com a amostra de Amortentia e repousou-o sobre a mesa. Logo após, caminhou com os olhos pelas prateleiras e finalmente encontrou o que queria: Poções muy potentes.
Ela pegou o livro e colocou-o na mesa, levantando uma nuvem de pó. Provavelmente o livro não era retirado dali há 2 anos.
- Ah! - ela exclamou - Aqui está!
- Que livro é esse?
- Poções muy potentes. Ele aborda as poções mais complicadas, com certeza a Amortentia está aqui. - Hermione folheou o livro - Ah, e aqui está!
- Deixa eu ver essa droga de poção. - Draco disse, pegando o frasquinho.
- Cuidado.
- Você aí, não me diz o que fazer!
Draco pegou o frasquinho. Ele tinha mais ou menos o tamanho de um palmo de uma criança de 10 anos. Era médio, de vidro e fechado com uma rolha. Ele retirou a pequena rolhinha e um cheiro maravilhoso de hortelã, bolinhos de chocolate e seu próprio perfume invadiu suas narinas. Aquilo parecia ter um gosto tão bom.
- Será que eu posso beber isso?
- NÃO! ESTÁ LOUCO? - Hermione arrancou o vidro da mão dele - ISSO É PERIGOSO! CAUSA PAIXÃO OBSSESSIVA!
Mas ele pegou o vidro de volta.
- Eu só quero uma gotinha. Acho que uma gotinha não faz mal.
Ele enfiou o dedo mindinho dentro do vidro e lambeu. Aquela poção tinha um gosto maravilhoso, um gosto do paraíso, algo que ele jamais havia provado antes.
Hermione, que estava distraída com os livros sobre a poção, não viu quando Draco levou o frasco à boca e bebeu um golinho pequeno. O golinho suficiente para causar uma paixonite.
- É linda, não é? - Draco disse olhando para a imensa janela que habitava o fundo da seção reservada - A lua...
- Hein? Como assim?
- Acho que seus olhos são a única coisa mais bonita que ela aqui. - Draco disse, encarando Hermione.
- Vem cá, você está maluco, Malfoy?
Draco agora encarava Hermione com um sorriso. Ele se aproximou muito dela, seus lábios estavam a um dedo indicador de distância.
Foi nesse exato momento em que o efeito da pequena dose de poção passou. Malfoy acordou do transe com a face quase colada à de Hermione.
- Ei! - ele disse, se deslocando para trás novamente - Me diz qual é a sua?
- A minha? - ela ficou irritada - Eu é que pergunto à você! Não fui eu quem mandou você beber a poção do amor!
- Até parece!
Os dois discutiam aos berros. Madame Pince conseguiu ouvir tudo da porta e foi até lá.
- Isso aqui é uma biblioteca, caso os senhores não tenham percebido! Fora, os dois!
- Mas, madame... - Hermione sulpicou.
- Eu disse FORA!
Draco e Hermione foram rendidos. Os dois saíram de lá sem levar o livro que ela desejava.
Já na curva do mesmo corredor, Hermione e Draco discutiam:
- É CULPA SUA! - ela gritou - NÃO TEM NOÇÃO DO QUE FAZ?
- EU TENHO!
- PESSOAS LÚCIDAS NÃO BEBEM AMORTENTIA POR LIVRE E ESPONTÂNEA VONTADE!
- GRANGER, VOCÊ QUER CALAR A BOCA? VAI ACORDAR O CASTELO TODO.
- EU NÃO SOU A ÚNICA GRITANDO AQUI.
- ÓTIMO!
- EU VOU AGORA FALAR COM A PROFESSORA MCGONAGALL SOBRE ISSO!
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Harry já havia aparecido com as bebidas. Lilá Brown e Parvati Patil haviam sido convidadas por Dino Thomas. Estava uma pequena reuniãozinha no dormitório dos meninos do 4° ano.
- Que tipo de jogo você tinha sugerido, Simas? - Rony perguntou.
- Jogo de desafios, o que acha?
- Como é isso?
- É um jogo trouxa. - explicou - A pessoa gira a garrafa e desafia a outra. Mas que tal não usarmos garrafa. Por exemplo... Dino, te desafio a pular da Torre de Astronomioa. Ei, calma, eu estava brincando. Podíamos colocar algo mais... picante.
- Como assim?
- É simples, Gina. Desafiar pessoas a beijarem outras.
- Ai, divertido! - Lilá bateu palminhas - Posso começar desafiando alguém?
Ela não esperou a resposta. Estava com um sorriso malicioso no rosto, olhando para os olhos de cada um presente ali.
- Eu desafio Gina... - todos ficaram apreensivos - a beijar Harry Potter.
Os olhos de Gina ficaram estatelados.
- Vamos lá, Potter! - Simas encorajou - Vocês não podem negar o desafio!
- Ah... então... está bem. - Harry disse, um pouco apreensivo.
Ele estava sentado no chão, do outro lado da roda. Ele se levantou e foi até Gina, pedindo que ela se levantasse também. Um pouco receosa, ela obedeceu. Eles ficaram encarando um ao outro.
- Vamos lá! Queremos ver um beijo! - Lilá gritou - Beijo, beijo, beijo!
- Beijo, beijo! - Simas, Dino, Neville e Parvati começaram a aplaudir.
- Humpf. - Rony estava um pouco desconfortável com a situação.
Harry segurou os ombros de Gina e caminhou com ela lentamente até a parede. Ele olhou fundo nos olhos dela, como quem pedisse permissão. Foi aproxiando seus lábios dos dela e os dois fecharam os olhos lentamente. Todos os presentes na sala esperavam um beijo de cinema, mas tudo que Harry condeceu à Gina foi um beijo de estalinho. O casal não tinha química alguma.
- Mas que diabos foi isso?
- Um beijo, Lilá. - disse Harry, voltando ao seu lugar na rodinha.
- E você fez esse drama todo por isso? - Dino perguntou.
Gina ainda estava parada no mesmo lugar. Parecia pasma e envergonhada, pois, assim como os outros, esperava um beijo de verdade.
Ela, calmamente, retornou ao seu lugar.
- Agora é minha vez de vingança. - ela disse, maliciosamente - Eu desafio você, Lilá, a beijar o meu irmão.
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Draco foi mais rápido. Ele agarrou os antebraços de Hermione e jogou-a com força contra a parede, encarando-a raivosamente.
- Não ouse fazer isso. - ele disse, com seu nariz suficientemente próximo ao dela.
- E por quê eu salvaria sua pele? - ela perguntou.
- Não sei. Talvez por que eu possa dizer que você pediu que eu bebesse?
- Isso é golpe baixo!
- É o fim da sua linha, Granger.
Os dois se encararam por alguns minutos. As respirações estavam próximas e ofegantes. As faces a poucos centímetros de distância.
Sentiram algo sobre suas cabeças. Os dois viraram os pescoços para cima para olhar - Draco ainda estava segurando Hermione - e avistaram uma planta, mas não uma planta qualquer. Era um visco. Diz a lenda que o casal sob o visco deve se beijar. Os dois sabiam mutio bem disso.
- Não ouse! - Hermione se sacudiu e conseguiu sair dos braços dele.
- Você acha que eu ia? Pelo amor de Deus, Granger, eu tenho uma reputação à zelar. - Draco riu.
- Eu quero que você e sua reputação se explodam. - ela disse e saiu correndo.