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14. Pensamentos


Fic: O Coração Nunca Esquece ATUALIZANDO


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 14 – Pensamentos


 


Rapidamente o outono invadiu os jardins do castelo trazendo um vento gelado que precedia o inverno próximo. As árvores antes tão floridas e cheias de vida agora não passavam de reles troncos vazios e feios. Algumas ainda mantinham pequenas flores e folhas tentando segurá-las até onde podiam. Mas o ciclo de vida natural não permite essa aproximação prolongada, logo iriam para o chão também.


Porém, nada ali era mais vazio e triste que o coração de Draco Malfoy.


O sonserino não conseguia pensar em nada mais que não fosse Harry Potter, o desgraçado grifinório que o odiava e que ele tanto amava.


Draco tinha raiva do amor, ódio por não conseguir não senti-lo e mais ainda por sentir-se ser dobrado por seus sentimentos traiçoeiros. Afinal ele deveria odiar Harry Potter e todos os outros grifinórios, deveria zombar e pisar em suas cabeças, ele era superior. Na verdade ele odiava os grifinórios, menos ele. Não tinha como, mesmo que sentisse raiva pelas atitudes infantis e imaturidade por parte do moreno.


Esse resto de verão foi cruel para Draco. Passou tanto tempo sem memória e quando as retomou acabou perdendo-as novamente. Não exatamente as suas memórias do passado, mas as lembranças que poderia ter com ele.


A guerra havia acabado, droga. Ele estava livre. Poderia ficar com Harry, tomar a boca vermelha na sua em um beijo de bom dia, acarinhar os cabelos revoltos enquanto conversavam sobre coisas banais, poderia ainda sentir o corpo jovem tremer embaixo do seu enquanto se movimentava sentindo o membro rijo invadi-lo.


Ah, seria perfeito!


Mas Draco deveria ter aprendido o que seu padrinho tanto lhe dissera: “Não se iluda Draco, o mundo nunca será perfeito para pessoas como nós”.


Pessoas como nós, marcados para sempre por causa de uma escolha idiota ou conseqüência das escolhas de outros. Draco apertava o copo em sua mão amaldiçoando as escolhas de seu pai. Talvez se Lucio não tivesse escolhido ser comensal da morte, se fosse mais forte para não deixar-se persuadir pelas sedutoras propostas de poder do Lord, talvez ele estivesse agora deitado na cama confortável de seu refúgio na sala precisa ou melhor ainda, em seu quarto de monitor chefe, agarrado a Harry, beijando sua pele.


Mas ele não estava em Hogwarts e muito menos com Harry.


O copo de Whisky foi esvaziado e posto em uma mesinha próxima a si. Draco não deu atenção ao movimento feito, apenas continuou olhando diretamente para as labaredas na lareira.


Odiava estar ali.


Ele tinha que odiar.


- Draco. – Chamou a voz na outra poltrona reinvindicando atenção.


Draco desviou os olhos cinza da lareira e observou o homem sentado próximo à ele. As pernas dobradas eram grossas e torneadas, muito bem escondidas na calça justa e negra. A camisa vinho estava aberta nos primeiros botões deixando a mostra um pedaço de seu tórax pálido coberto apenas por uma pequena corrente de ouro. As mãos do homem estavam apoiando seu queixo e eram grandes com dedos longos e muito experientes. O cabelo negro caia por sua testa como uma cascata emoldurando seu rosto languido e belo com olhos azuis profundos. Por fim um sorriso torto brincava nos lábios finos. Trevor era um pecado e Draco odiava amar esse pecado.


- Está pensativo hoje. – Disse Trevor o observando atentamente.


Draco ergueu as sobrancelhas e levou seu copo a boca sorvendo o liquido forte, por um momento ficou somente saboreando o gosto amargo. Só depois de sentir que o gosto começava a sumir do fundo de sua garganta que dirigiu a palavra ao homem.


- Estou cansado. – Disse simplesmente.


- Cansado? Draco, eu o conheço, você não está cansado. Algo o incomoda.


- Nada me incomoda a não ser o fato de estar na presença de um comensal da morte.


- Igualmente. – Riu Trevor. – Como está sua missão?


- Por que fala comigo como se fosse o Lord? Caso precise se lembrar, jamais existirá outro Lord.


- Nunca me passou pela cabeça ser o Lord das Trevas, como você mesmo disse, jamais existirá outro igual. Mas os comensais estavam perdidos sem um líder e eu senti que era a oportunidade ideal para conseguir exercer meu poder que tanto o Lord ofuscava.


- Você era o preferido dele.


- E ainda assim ficava em sua sombra. Agora, com os comensais em meu domínio, posso fazer o que eu quiser.


- Como conseguiu ter o controle das marcas? – Perguntou Draco olhando a marca negra dançar calmamente em sua pele pálida.


- Um feitiço antigo. Não é conhecido. Antes de sua morte o Lord me passou algumas informações importantes, claro que não todas, pode imaginar o que aprendi.


- Estou cansado demais para imaginar alguma coisa. – Disse Draco esfregando os olhos.


- Vem cá.


Draco abriu os olhos e viu a mão de Trevor estendida. Ele deveria negar. Era o certo a fazer.


Mas os olhos azuis o olhavam tão intensamente que parecia verem dentro de sua alma como a dor da rejeição o magoava e o fazia sentir-se abandonado. Claro que Trevor não sabia de Harry, sua oclumencia era excelente e todas as memórias do grifinório estavam muito bem guardadas. Trevor ainda imaginava que o salvador do mundo bruxo não queria aceitar as suas investidas, jamais iria imaginar que já tinha algo com o menino.


Por que tinha que gostar dos dois?


O certo era Harry, o menino certinho, o eleito, aquele que jamais o machucaria de propósito. Era a escolha óbvia e clara.


Mas Trevor era o medicamento de suas dores, aquele que o acolhia sem lhe dar tapinhas nas costas ou fazer perguntas irritantes. Apenas lhe dava o que precisava no momento.


E naquele momento Draco precisava ser querido.


Vendo que o loiro não se mexia, Trevor levantou-se de sua poltrona e se aproximou tocando os cabelos platinados com as pontas dos dedos vendo-o fechar os olhos aproveitando o carinho dado.


- O que está fazendo? – Perguntou Draco vendo Trevor se ajoelhar no meio de suas pernas e acariciar suas coxas.


- Vou cuidar de você. Sei que precisa disso hoje.


- Mas...


- Shh, sem mas.


Ainda surpreso, Draco viu Trevor abrir sua calça. Será que a dor em seus olhos era tão visível? O comensal jamais fizera isso antes, não de livre e espontânea vontade. Não que Draco estivesse reclamando. Ter a boca de Trevor no meio de suas pernas era deliciosamente bem vindo. Mas ainda era estranho o motivo desse ato.


Bom, era melhor não pensar no motivo, estava realmente precisando daquilo, então era melhor simplesmente sentar-se mais confortável e esperar o momento de sentir o ápice trazer o torpor que o levaria dali e o deixaria sem se lembrar de seu nome. Talvez assim ele se esquecesse de Harry, Trevor e de tudo que tinha que fazer.


Isso, ele tentaria esquecer. Mas primeiro iria aproveitar os lábios do comensal.


 


Harry por sua vez estava nervoso com o terceiro sermão de Hermione. Ele tinha culpa de não conseguir segurar a atenção nos trabalhos chatos de transfiguração?


O sétimo ano era muito complicado mesmo. Deveria ter feito como muitos de seus amigos e desistido. Ele era um desastre, só iria mostrar aos outros com as notas oficiais do Ministério.


Seria vergonhoso.


- Ah, Hermione. Não consigo mais me concentrar. Vou dormir que já é quase meia noite.


- Se o Harry vai, eu também vou. – Disse Rony fechando o livro.


- Você não tem jeito mesmo. Estamos no último ano, precisamos terminar com boa nota.


- Mas não dá mais para estudar hoje. Amanhã é sábado. Estudamos amanhã. – Disse Harry indo para seu dormitório.


  Somente Neville voltou para fazer o último ano, Dino e Simas desistiram. Era uma pena, apesar de Simas ser meio estúpido as vezes, eles eram bons amigos. Mas naquele momento Harry queria era ficar sozinho.


Neville dormia tranquilamente em sua cama, os livros que usava para estudar estavam caídos no chão. Harry se aproximou e os arrumou em cima da mesa, admirava o esforço de Neville em aprender as matérias. Ele deveria ter esse mesmo esforço, mas não conseguia. Sua mente sempre o levava para os cabelos platinados e olhos cinzas de Draco.


Fazia muito tempo que não falava com ele, desde que...desde que Draco o masturbou antes de ser tão estúpido que feriu profundamente sua alma. Suspirando, Harry fechou a cortina em volta de sua cama e lançou um feitiço silenciador. Não queria que Rony ouvisse seus sonhos mais uma vez. Já fora muito constrangedor acordar com ele questionando o motivo de estar dizendo o nome de Malfoy.


Não foi nada fácil inventar uma desculpa para seus atos, mas no fim conseguiu reverter a situação dizendo que estava sonhando que o estrangulava.


Será que um dia poderia fazer isso se fosse preciso?


Que pergunta idiota. Claro que não poderia.


Desistindo de tentar entender seus pensamentos, Harry abraçou o travesseiro e imaginou estar abraçado ao torço do sonserino, sentindo seu cheiro intenso e sua pele macia. Poderiam fazer sexo também, seria maravilhoso. Deixaria ser tomado por Draco, o penis do loiro era um doce que se oferecido não deveria ser negado. Mas o tomaria também todo para si.


Seria bom, mas Draco estava longe há algum tempo. Só via o loiro esporadicamente nos corredores ou em sala de aula. Não falavam e nem mesmo se olhavam. Era doloroso e cruel, mas era preciso.


Uma angustia bateu no coração de Harry, o que Draco estaria fazendo naquele momento? Será que também agarrava seu travesseiro querendo que fosse Harry?


Poderia ser isso mesmo, era melhor dormir pensando nisso, talvez acabasse acreditando.

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