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6. Capítulo VI


Fic: Os Marotos e o Segredo De Sangue - parte I.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Os Marotos e o Segredo de Sangue




Capítulo VI - Loucuras, convites e significados



"As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão
"
(Pra Rua Me Levar, Ana Carolina)





- Tem certeza de que não quer mesmo ir ao baile comigo? - quis saber Tiago, dirigindo-se à Lílian.


- Não irei responder, Potter. Sou surda de agora em diante quando o assunto se trata de você. - alfinetou ela rispidamente, sem tirar os olhos do grosso livro que tinha em mãos.


Era sábado e o sol brilhava com firmeza do lado de fora das janelas abertas, pela qual uma brisa leve e momentânea passeava entre os traunsentes do salão comunal da Grifinória; que eram poucos, pois o restante tentavam inutilmente refrescar-se na beira do lago, esperando por uns respingos de àgua doce da Lula Gigante, mas esta parecera ofendidíssima com o interesse somente naquele aspecto com ela e decidira deixá-lo sem paz - quando eles mais a queriam.


- Lílian, é a última vez que eu vou pedir para você, porque ao contrário do que você pensa não vou correr atrás de você a vida toda e tem muitas garotas legais lá fora esperando para serem convidadas. - ele falou, sério, chamando sua atenção com sucesso: ao erguer os olhos do livro, Lily ergueu as sobrancelhas, incentivando-o a continuar: - Eu sei que o pedido é meio precipitado, mas entenda as minhas condições!


- Não entendo, realmente. Quais são? Você é assediado demais? - quis saber com sarcasmo.


- É isso mesmo. - sorriu Pontas.


- Só que eu não estou nem um pouco interessada em saber do assédio daquelas garotas loucas e desenfreadas sobre você, sinceramente. Agora pára de me encher. - pediu firmemente, tornando a abrir o livro, o qual não tinha tirado das mãos nenhum momento, e ignorou completamente o garoto pelo resto da manhã.



*****




Sasha voltava apressada da biblioteca com pelo menos quatro livros imensos nos braços, tentando equilibrar-se. Lílian a esperava para fazerem os deveres que haviam deixado de fazer na noite passada, por causa das altas conversas e risos das garotas histéricas que dormiam com elas no dormitório, e suas perguntas idiotas e indiscretas sobre os Marotos. Sasha ficava com vontage de gritar um "Porque não vai perguntar pra eles?" ao ouvir uma insinuação à Sirius; mas, acreditem, ela ainda não tinha a mínima idéia do porquê disso.


Pelo menos três garotos haviam chegado nela na mesma manhã. Um da Corvinal, que esfregava as mãos tão fortemente que ela temeu que ele as quebrasse. O segundo, um quartanista grifinório, que havia lhe lançado violentos e significativos olhares na aula de Charlen e da McGonnagal. O terceiro fora um lufa-lufano do sétimo ano intitulado Robert, e ela soube mais tarde que seu apelido era esse pelas inúmeras tentativas de se igualar à qualquer garoto popular da escola - incluindo facilmente Sirius, Tiago, ou Remo.


- Ah, não, isso já é mentira... - era a voz risonha de Sirius, que ela reconheceu com rapidez; e lá estava ele, com seu ar maroto, encostado na parede, dando seu charmoso sorriso alegre à um grupo de garotas interessadas que seguravam seus ligros grossos que o rodeavam.


Seus olhares se cruzaram por um momento e Sasha até pensou em girar os calcanhares e retornar, com o coração apertado, pelo mesmo caminho pelo qual havia acabado de passar; mas o corredor estava ali para ser utilizado, não era? Foi com esse pensamento que continuou a andar normalmente peo corredor, sentindo o coração se acelerar e o olhar furioso de algumas garotas que estavam com Sirius.


Afastou a franja e passou por eles, que de repente haviam se silenciado. Quando, após caminhar um considerável percurso - que ela considerou o maior de sua vida -, chegou ao fim do corredor e ouviu uma voz chamando-a:


- Hey, Sasha! - e novamente reconheceu a voz de Sirius, e sentiu um arrepio ao sentir que a mão dele tocava seu ombro, fazendo-a virar-se para encarar aquele par de olhos azuis acinzentados.


- O quê? - ela perguntou.


- Você vai pra sala comunal? - e ela notou uma chama de esperança nascendo no olhar dele; como se dependesse dela para ser salvo. E após uma série de olhares, aqueles que só eles entre si entendiam, ela soube que ele queria fugir daquelas garotas, e Sasha não conseguiu disfarçar um sorriso.


- Claro, Sirius! - ela afirmou teatralmente, enlaçando o braço no dele (para enlouquecê-las) - não quer me acompanhar?


- Adoraria! - e, dizendo isso, puxou-a para o outro corredor, encenando uma civilizada e animada conversa.


Sasha ria a cada palavra do maroto. Seus falsetes era quase reais, e ela se perguntou se ele falava do mesmo modo com as garotas que o paravam no caminho; se elas nunca haviam conhecido o divertido e irresistível Sirius que existia por trás daquele que falava com elas.


- Você é louco? - ela perguntou, num tom falsamente sério, interrompendo-o.


- Louco? Não, querida, nunca ouviu falar que é falta de educação interromper os outros no meio do que eles estão falando? E tem mais, quando eu era criança, eu... - e continuou naquela voz mesquinha, como se imitasse uma senhora da alta sociedade que só sabe fofocar o dia todo.


Então Sasha apertou ainda mais o braço de Sirius ao seu, sem saber porquê, ao notar que quem desfilava em direção à eles era Franciny Turner, balançando seus cascateantes cabelos louros. E notou que ele fez o mesmo ao ver a garota, e seu sorrisso arrastado desapareceu do rosto, e sua voz foi retornando ao normal lentamente.


- Sirius e... Mills? Que surpresa encontrá-los aqui... - e ela sorriu falsamente, seu nariz continuando a manter-se franzido, como se escondesse algo realmente fedido embaixo dele.


Nenhum dos dois respondeu, ou sorriu. Só se entreolharam e soltaram os braços lentamente.


- Tem acompanhante para o baile, Sirius? - a garota fez questão de destacar o primeiro nome do garoto, para mostrar que eram bem íntimos.


- Não, Turner. E você? - ele quis saber, fingindo interesse.


- Também não... eu estava pensando... e se não fôssemos juntos? - a outra apressou-se, enquanto avaliava Sasha de cima à baixo, deixando-a bem sem-graça e incomodada.


- Não era eu quem tinha que te chamar? - disse isso e deu um sorriso significativo à Sasha, o qual ela temeu corresponder, pela fúria infinita com que era olhada por Franciny.


Então Sasha percebeu que qualquer gesto brusco que fosse feito em raios de quilômetros seriam severamente identificados pela raiva indomável da loira; Turner ergueu as sobrancelhas e aproximou-se perigosamente de Sirius, que recuou consideravelmente.


- Tem certeza de que não irá se arrepender do que falou? - quis saber, quase num sussurro que pôde ser ouvido por Sasha.


- A mais absoluta das certezas. - sorriu, desviou-se de Franciny, e segurou entre os dedos o braço de Sasha e puxando-a para o outro corredor.


Sasha deixou-se ser puxada até ele soltá-la e continuarem caminhando paralelamente, sem trocar uma palavra. Era até estranho para Sasha afirmar que não estava conversando com Sirius naquele momento, até pensou em puxar algum assunto; mas desistiu ao perceber que ele fitava minunciosamente o corredor silencioso - e o silêncio era cortado apenas pelos passos firmes, apressados e distantes, antes de ser cortado pelo próprio Sirius, que tinha a voz rouca:


- E você, já tem com quem ir ao baile?


Sasha sentiu as borboletas do estômago iniciarem seu costumeiro sapateado e uma fisgada.


- Não... e você?


- Imagino que convites não tenham faltado. - ele sorriu, ignorando a última pergunta dela.


- Não. - ela riu.


Na verdade, ela não queria dizer quem a havia chamado. Será que os garotos que realmente valiam a pena acompanhar em um baile esperavam até a véspera do baile? Ela tinha coinciência de que ainda era o primeiro dia após os avisos... mas, seria bom ser chamada por alguém decente nos primeiros dias. A questão era: quem era essa pessoa decente?



"A secret's something that you keep
Um segredo é algo que você guarda
And a heart is something to hold on to
E é algo ao qual você se agarra
But you play by your own rules
Mas você joga pelas suas próprias regras
And one day it will blow up in your face
E um dia isso vai te fazer mal"

(Cried, Hanson)



Estremeceu ao reparar que Sirius passava a mão pelos cabelos e, para tentar disfarçar, jogou os seus para trás. E o resto do caminho até a Sala Comunal se seguiu assim - quer dizer, com um Sirius muito insistente para que deixasse-o carregar os livros pesados que ela tentava equilibrar nos braços agilmente; mas ela não soube se era porque estava sendo realmente gentil, ou porque duas amigas de Franciny Turner passavam ali perto.


Quando chegaram finalmente ao Retrato da Mulher-Gorda, estancaram e Sasha disse, naturalmente:


- Ovos da Patagônia.


A mulher - que antes encontrava-se olhando e rindo para a moldura do próprio quadro, provavelmente conversando com algum vizinho - virou-se para encará-los, e seus olhos se arregalaram e suas sobrancelhas arqueadas se levantaram subitamente ao perceber Sasha.


- Por quanto tempo teremos que esperar? - quis saber Sirius, irritado.


- Que falta de educação é essa, garoto? - ela desprendeu seus olhos grandes de Sasha e fitou-o severamente - Ah, claro, Sirius Black... o traidor do próprio sangue... - e, voltando sua cabeça à Sasha, continuou: - ele não é um bom exemplo para você, querida.


Ao passarem, após uma troca indiscutível de olhares, pelo retrato que havia girado, Sasha agradeceu e recolheu os livros dos braços fortes de Sirius, que respondeu com um de seus sorrisos de-todos-os-dentes, que ela fez o favor de responder com um dos seus. Lílian engolia um livro furiosamente e Tiago, sem surpresas, era cortejado por três garotas mais-velhas do sétimo ano, que sorriam sem preocupações, e Sirius se juntou a eles enquanto Sasha se dirigia à ruiva.


- Então... porque esta cara, garota? - Sasha sorriu para Lílian enquanto se sentava ao lado dela, colocando os livros que trouxera na mesinha-de-centro.


- Nada. - a ruiva grunhiu.


- Hey, calma... - e tirou cuidadosamente o livro dos dedos dela, obrigando-a a encará-la - me diz. Alguém te convidou?


Pelo olhar estarrecedor de antes da amiga, Sasha poderia até afirmar que não. Mas um brilho surgiu naqueles olhos verdes e ela afirmou, animada:


- Jonathan McKilan, da Corvinal!


Sasha sorriu, mas antes deu uma olhadela para ter certeza se Tiago havia ouvido; e, para o seu desgosto, ele tinha, e ficara pensativo brevemente, ainda com a garota tagarelando em seu pé.


- E você?


- Um garoto da Sonserina e...


- Da Sonserina? - quis saber Sirius, ainda do outro lado da sala.


- É... algum problema?


- Não! - exclamou, em tom dúbio, o qual ela não se preocupou em decifrar.



*****




- Ainda tenho minhas dúvidas sobre isso. - murmurou Sasha, entregando o pergaminho ao professor, sendo acompanhada por Lílian.


- Seria uma boa. - a outra falou em voz baixa, sem querer atrapalhar os demais, dirigindo-se com a amiga até as carteiras onde se encontravam anteriormente fazendo os deveres.


Pegaram suas mochilas e seguiram pela porta.


- Pode até ser verdade. - disse Lílian, antes de acenar para Alice e esta vir até elas, animadas.


- Ficaram sabendo o que estão falando? - ela perguntou, quase contando, tão excitada quanto se poderia imaginar.


- Será verdade mesmo? Eu acho que uma semana é muito. Pelo menos cinco dias. - opinou Sasha, sem animação com o assunto.


Mais uma vez o assunto do Baile. Como eles intrigavam-se e batiam de frente quando o assunto era Bailes! McGonnagal já não avisara que seria em um mês e que fossem acompanhados? Agora a conversa era outra: uma semana antes do baile seria livre para visitas à Hogsmeade para as preparações das vestes e do próprio Baile, pois, de acordo com as más línguas, Dumbledore havia colocado os professores para ajudarem até na limpeza. E é claro que era mentira.


- Se for verdade, esse será o melhor baile de nossas vidas! - exclamou Alice, balançando os cabelos negros com um sorriso belo nos lábios finos.


- Lógico. Você irá com Frank, e nós não temos ninguém pra ir. - decretou Lily com mal-humor.


- Hey, gente! - ela tentou animá-las, quase que indignada com a falta de humor - O que é isso? Hoje é o terceiro dia com a certeza de que o Baile realmente existirá, e vocês sabem que serão chamadas mais cedo ou mais tarde por alguém legal, é só esperar e... jogar seu charme. - e encenou uma jogada de cabelo para trás, dando uma piscadela e arrancando risadas de ambas.


Foi nessa hora que Frank Longbotton, com seus cabelos muito negros e seu charme inconfundível, passou pelo trio e deu um olhar significativo à Alice, que deu um sorriso para ele enquanto este passava por esta e virou-se para as duas:


- Bom, eu...


- Não precisa se explicar. - Sasha interrompeu-a, dando uma piscadela, sorrindo.


Alice sorriu com os dentes e saiu, disfarçando o máximo a sua pressa, pelo mesmo corredor por onde Frank havia desaparecido. Antes que elas pudessem tornar a conversar, pelo mesmo corredor onde Alice havia entrado, saíram Narcisa Black e Lúcio Malfoy, com olhares tão frios e malvados que assustou-as.


- Vejamos... perdeu algo por aqui, sangue-ruim? - quis saber Narcisa, notando o olhar rápido de Lílian sobre si.


- Se eu tivesse perdido, certamente já teria procurado. - a ruiva alfinetou.


- Isso são modos, Evans? - perguntou Lúcio, e dirigiu-se perigosamente à Sasha.


A morena franziu a testa quando ele sorriu quase que malicioso. Arrepiou-se ao sentir a mão fria dele tocar a sua e puxá-la para selá-la com os lábios, numa meia reverência, sem desgrudar seus olhares; o lugar onde aqueles lábios finos e vermelhos tocaram queimou-se, e Sasha puxou sua mão lentamente. Narcisa perfurou-a com os olhos, mas ela não ligou para o fato; Lílian parecia surpresa demais para conseguir emitir qualquer som.


- Prazer, Lúcio Malfoy. - apresentou-se o garoto de cabelos muito loiros e platinados, os olhos tão acinzentados que chegavam a ser medonhos, o rosto alvo e quase pálido. - você deve ser Sasha Victoria Mills.


Nota: ninguém sabia, além dos marotos e de Lily, que seu segundo nome era Victoria. Ela, pessoalmente, adorava o nome, mas as palavras dele saíram tão estranhas que ela podia jurar que já ouvira alguém falando daquele mesmo modo com ela. Tão imponente, tentando ser tão carinhoso.


- Como sabe? - ela quis saber.


- Não é tão difícil saber quem é você. - ele informou, sem tirar o sorriso crispado em seus lábios.


Sem saber qual a razão daquela frase proferida por ele, Sasha disse quase por cima das palavras dele:


- Ah, sim, então... tchau pra vocês. - e segurou o pulso se Lílian, arrastando-a para qualquer corredor.


Enquanto a puxava, Sasha refletiu sobre a certa intimidade que o garoto loiro achara ter com ela. A maneira com que ele a olhara, seus olhos... pareceram conhecidos. Aquela voz não lhe era estranha. A maneira arrastada e convencida de falar...


- Espera! - Lílian parou-a e encarou-a estranhamente.


- O que foi? - quis saber Sasha.


- O que foi? - repetiu Lílian, como sempre costumava fazer, num tom indignado - Eu é que lhe pergunto o que foi! O que foi aquilo lá em baixo?


- Eu não sei! Nunca havia visto o garoto na vida, e tinha certeza de já ter ouvido aquela voz! - ela disse, gesticulando.


- Isso não é impossível? - perguntou Lílian, séria.


- Eu não sei, mas algo naquele garoto me despertou alguma lembrança, qualquer lembrança, e eu não sei o que é... - ia continuar, quando um garoto de cabelos castanhos e olhos verdes dobrou o corredor e caminhou em direção à elas.


Sasha viu o brasão da Lufa-Lufa e imaginou, pela aparência, que ele deveria estar no sétimo ano. E o melhor: parecia um cara legal. Quando ele finalmente chegou em frente à elas, seu perfume forte impregnou suas narinas; um cheiro forte de canela.


- Você deve ser Sasha Mills. - ele disse, sorrindo e ela correspondeu com os dentes - sou Davies. Gregorio Davies.


- Prazer. - ela estendeu a mão, que minutos antes havia sido beijada por Lúcio, e ele apertou-a com firmeza, sem tirar o sorriso.


Virou-se para Lílian e deu uma piscadela, a qual a garota respondeu com um sorriso; como se já se conhecessem.


- Lily. - ele disse, e voltou-se para Sasha: - já tem par para o Baile?


Sasha olhou para Lílian e para o garoto. Davies. Ele estava em sua frente, com o maior sorriso do mundo, quase convidando-a para ir ao Baile, e o melhor: ele ainda parecia um cara legal.


- Não. - ela respondeu, com a voz quase trêmula.


- Queria ir comigo?


Ela sorriu, porém, disse:


- Posso te responder amanhã?


Era óbvio que sim. Se Sasha pensaria no assunto já era um começo, pelo menos para ele que ouvira durante os três dias seus colegas de dormitório lhe falarem daquela garota e o quanto ela parecia incrível - e agora ele chegaria com a notícia de que Sasha Mills pensaria sobre o seu convite.


Após um diálogo rápido e feliz, as duas se despediram do garoto e rumaram à sala comunal a fim de pegar seus materiais para a próxima aula. Penetraram pelo retrato andando calmamente, antes de serem interrompidas por um feliz Tiago, que assustou-as:


- Achei vocês! - ele disse, sorrindo, com todos os dentes, parecendo feliz - hoje à noite nós, os Marotos, lógico - e deu aquele costumeiro olhar convencido, mas continuou antes que Lílian pudesse fazer algo: - faremos uma festa aqui na sala comunal.


Sasha sorriu lentamente, quase surpresa. Lílian fez a expressão mais dura que pôde e falou, nada satisfeita:


- Podem desmanchar seus planinhos diabólicos, Potter e cia. Eu não vou autorizar ninguém a ficar até tarde bagunçando na sala comunal.


- Não estamos pedindo sua autorização, meu anjo. - sorriu forçadamente Tiago - estamos convocando vocês. Eu falo em nome de todos os meus amigos Marotos.


- Grande coisa! Não estou nem aí pra quem ou quê você está falando! Não terá festa aqui, e está decidido! - ela protestou.


Sasha farejou uma grande discussão a seguir - com direito a troca de ofensas muito maliciosas e diabólicas, e até tapas estralados. Porém, por um lado, não defenderia a amiga dessa vez: afinal, o que podia acontecer em uma festa repentina e mal-planejada?


- Escuta aqui, garota. - Tiago estressou-se e apontou o dedo indicador em direção à Lílian, que continuou tão severa quanto McGonnagall - Remo é monitor e ele tem os mesmos direitos que você. E quer saber uma novidade? Ele ajudou a planejar a festa. Queridinha, ou você vai, ou você não vai, o convite está feito.


- Não vou na sua festinha idiota, Potter. - disse.


- Ótimo. - ele sorriu novamente - Sasha, você vá, por favor.


- Vou... tentar. - hesitou e deu um pequeno sorriso à Tiago, que despediu-se e retornou ao seu caminho, sendo seguido pelo olhar curioso e interessado de algumas garotas que se apressavam na sala.


Lílian olhou severamente para Sasha; esperava apoio, afinal.


- Qual é o seu problema?


- Eu só virei na festa! Não tem problema nenhum em fazer isso! - replicou, tornando a caminhar até as escadas com Lily ao seu lado.


- É claro que tem! Sasha, eles não fazem uma festa que acabe meia-noite. Eles fazem uma festa que acabe MEIO-DIA.


Sasha sorriu. Então esse era o medo da amiga? Qual o problema em festar até o dia seguinte? Não que ela não tivesse se surpreendido ao ouvir meio-dia da amiga, mas provavelmente seria exagero, e, vindo dos Marotos, podia-se esperar qualquer coisa.


- Amanhã é sábado e não tem aula, logo não teremos problema se ficarmos acordadas até tarde.


Lílian suspirou fundo e abriu a porta do quarto antecipadamente, com um empurrão, e foi logo se dirigindo até sua mesinha de cabeceira, abrindo com estridência as gavetas em busca dos livros que precisavam. Sasha encostou-se na parede ao lado da porta, observando-a com os braços cruzados e intrigada.


A ruiva continuava a procurar furiosamente seus livros, e praguejava em murmúrios os Marotos e a maldita festa.


- O que foi? - perguntou, irritadiça, ao perceber que Sasha a olhava.


- Só estou esperando você começar a tacar coisas em mim. - respondeu, quase irônica - Lílian. Me. Escuta. - e parou-a, segurando-a novamente pelos ombros, após se dirigir até ela.


- Quê?


- É só uma festa, e eu vou ficar muito chateada com você se não for comigo. - ameaçou, sarcástica.


- Eu não tenho cinco anos, e não me importarei se você ficar de mal. - alfinetou - só não tenho ânimo para festas como vocês têm.


- Você não vai a nenhuma festa, como sabe se tem ânimo ou não?


A expressão brava de Lily mudou-se rapidamente para séria, e seus olhos se abaixaram. Sasha havia a soltado desde o começo da briga, mas pela maneira como a ruiva transparecera qualquer sentimento de seriedade, ficou com vontade de abraçá-la.


Lílian pegou seus livros, ainda sem encará-la (engraçado como eles apareceram repentinamente em sua frente), e desviou-se dela caminhando até a porta.


- Lily, não foi isso que eu quis dizer! - falou ela, vendo a ruiva parar na porta e encará-la.


- Então pense bem antes de falar as coisas, pra elas não dizerem o que você não quer dizer. - e virou-se, seus cabelos acaju balançando-se com a rapidez da virada da garota.



*****




Passar o resto do dia sem Lílian foi estressante e agonizante. Não havia alguém confiante com quem poderia rir de qualquer bobagem ou trocar algumas confidências. Tinha que pensar em como voltar a falar com Lílian o mais rápido possível, se iria com Davies ao baile e sobre como Remo havia mudado de sério para um maroto fadado de uns tempos para cá.


No primeiro dia em que o vira, ele parecera mais cansado, sério e responsável que nunca. Desde a semana passada, ele parecia muito mais maroto do que antes; ela até o pegara rindo das piadas maldosas que seus aigos costumavam fazer e caírem na gargalhada - as quais, antigamente, só lhe faziam revirar os olhos, com tédio.


Davies parecia ser legal, pelo menos para ela. Não era completamente assediado pelas garotas, então não tinha o ego tão evoluído como o de Tiago, ou de Sirius, mas sempre, entre os vãos de uma fofoca e outra, ela podia ouvir, discretamente, o nome dele. E como ele era um garoto bonito, céus...!


Lílian estava do outro lado da sala, fingindo prestar atenção nas palavras da professora - que nem desconfiava que teria uma festa em sua Casa até MEIO-DIA. Sasha não via como falar com ela sem que tivesse que incluir "Desculpa" ou "Não era verdade, eu juro" nas suas palavras, e isso era o sinônimo de ferir o orgulho. O orgulho que ela tanto prezava.


- Senhorita Mills?! - chamou a professora com a costumeira voz alertante - poderia... me responder?


- Sim? - Sasha levantou a cabeça e percebeu que todas as atenções estavam nela, e se perguntou por quanto tempo a professora a chamara impacientemente.


- Texugos. Eu falava sobre texugos. - respondeu a professora, ríspida - como os transformo em leões?


Sasha pensou por um momento. Ela sempre usava animais das Casas como exemplos? Era os que ela dava menos importância. Texugos, leões, àguias, e serpentes. Respondeu, mesmo sem ter a certeza de que sabia, e recebeu um sorriso gratificante da professora, mais cinco pontos para sua Casa. Não era exatamente o que ela precisava naquele momento, mas a satisfez um pouco.



*****




- Você está linda.


A voz de Lily lhe encheu os ouvidos, e ela desviou os olhos do espelho comprido para encarar a amiga, que estava perto da cama de dossel. Sasha, no mínimo, suspirou intensamente aliviada. Virou-se novamente ao espelho e observou a si mesma.


Não que tivesse gasto seu precioso tempo se produzindo para a festa - uma festa de fundo de quintal, isso nunca! Mas se ajeitara, e isso era o bastante para que ficasse linda. Uma blusa cor-de-rosa mais decotada, uma saia mais curta, cabelos mais arrumados e... voilà!


- Obrigada. - agradeceu, sorrindo para o reflexo dela no espelho, que retribuiu o sorriso. - você não vem?


- Ah, não. Já tive o desprazer de ter que passar por lá enquanto estava vindo, e já está cheio de gente, a música já está alta, e já estão todos... felizes, se é que você me entende. - falou, sentando-se na cama de Sasha.


- E daí chegar um pouco mais atrasada? Vamos, Lily, deixa de ser desanimada... só uma festinha, não é nada demais... - implorou, aproximando-se dela.


Lílian a olhou, primeiro com indignação; mas sua expressão mudou-se lentamente para pensativa. Sasha não entendia seu problema. Na verdade, queria ter descido há muito tempo, mas algumas garotas - que infelizmente também haviam sido convidadas para a festa - do mesmo dormitório que as duas, a paravam a cada segundo para lhe pedirem perfumes e futilidades emprestados.


Os lábios finos de Lily crisparam-se e ela disse, animada, com um meio-sorriso:


- Me espera cinco minutos.



*****

























N/A: Dessa vez eu me desapontei... esperava mais colaboração com os comentários da parte de vocês ;.; mas, como ninguém é perfeito (apesar de eu levantar tópicos e suspeitas de que Sirius chegue muito perto disso), e como eu não sou, definitivamente, a única garota que gosta de comentários nas fanfics... eu entendo! *suspira lentamente*

Agora, agradecimento especial a todos que estão lendo! (se são a todos, pra quê especial? É charme, gente... ^^). Então... como se for para todos... para alguns pequenos que decidiram me dar a honra:

Rhina: Ahhhh! Você sabe que eu te amo, né? ^^ espero que esteja realmente gostando... e SIM... SIRIUS É PERFEITO, em todos os aspectos, em todas as formas, em todas as expressões... *suspira apaixonadamente* hehehehe

Pazinha. ♥: Sim, o baile promete ^^ e espero que eu não demora muito para colocá-lo, pois terá muita coisa depois do baile, ainda o_o ;*


Quando eu tiver mais comentários, a lista aumentará (bom, isso é meio provável).
Viajei hoje? Siiimmm!! Mas, venhamos e convenhamos (qual é o significado disso? Oras, todo mundo fala, e quem tentar me responder o que é será agradecido! [se eu desse prêmio milhares arriscariam, neh? Sei... ]) esse cap. tbm viajô... sei lá... o_o

Beijinhos, amigoos!

Nah s2

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