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15. Capítulo 14


Fic: A new beginning


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 14


As quatro começaram a rir e fizeram um brinde em nome das mulheres bonitas e inteligentes.


Maris contava que conhecera o marido Blaise em uma viagem que fizera à Itália. Ambos estavam de férias. Ele saía do mar. O corpo escuro, másculo e suado, contrastando com a sunga branca. Ela, que bebia uma cerveja preta, engasgou-se, babando discretamente. O rapaz, veio em seu auxílio.


E, assim, começaram a namorar e depois veio o casamento, que já completava seis anos. Elas contavam suas histórias. Até que Hermione perguntara:


- Então você e Fred estão finalmente namorando?


- Não é namoro...


- Não... – Renata intrometeu-se – Não é namoro... Eles estão em um “relacionamento sério” – disse a morena, enfatizando as aspas – Não saem com outras pessoas, trocam recadinhos e, ontem, Fred derrubou dois bruxos por causa dela... E isso porque não é namoro!


- Não é – Ártemis reafirmou teimosamente. – Não vamos falar sobre isso, ok? – Ártemis pediu para a amiga. Hermione olhou a bruxa à sua frente e balançou discretamente a cabeça. Fred era realmente um cabeça-dura – Por que não fala de Matt?


Renata desmanchou-se. Todas se divertiam com o jeito romântico dela se expressar. Depois de muitas cervejas, confidências, risadas, o grupo decidiu ir embora.


- Fred pediu para que você aparatasse diretamente dentro do apartamento – Hermione falou – Ele tem uma surpresa para você... – A bruxa corou quando as outras começaram um sonoro “hummmm”


---


Renata chegou na casa de Matt, que a esperava lendo um livro. O loiro estava sem camisa e fez um gesto com o indicador para que ela se aproximasse. Ela sorriu, deixou a bolsa sobre a poltrona e sentou-se ao lado dele. Seus olhos percorrendo o tórax bem definido.


- Amanhã passaremos o dia com Danny, o que acha? Preparada para me dividir um pouco?


- Acho uma ideia excelente... Até porque, hoje, quero ter você todinho para mim... – ela falou, passando o indicador pelo braço dele.


Reid jogou o livro para o lado e deitou o corpo sobre a morena.


- Tão injusto... – ele disse – Eu sempre sem camisa e você...


- Acredito que espiou o suficiente da última vez... – Renata falou, marotamente, roçando seus lábios contra os dele.


- Verdade... Mas eu adoraria repetir a dose... – o tom sexy, rouco, baixo...


Ele apertou o quadril contra ela, que sentiu a excitação dele. Os lábios se encontraram em um beijo forte, apaixonado. A mão direita dele tocando levemente a lateral do corpo dela, o loiro sentia a lateral do seio em seu polegar. Gemeu.


Renata ajeitou-se sob ele e fechou os olhos. Mordeu o lábio inferior. Suas unhas nas costas dele. A pele quente de Matt sobre a sua. Fazia tempo. Muito tempo que não tinha tais sensações.


- Eu te amo – o loiro falou – Sabe disso, não sabe?


- Sei... Eu também te amo... – ele arrepiava-se cada vez que sentia a unha dela passar sobre sua pele de forma leve.


Eles beijaram-se novamente de forma mais calma, mas não menos caliente.


- Melhor irmos com calma... Quero que nossa primeira seja especial – ela sorriu, o coração acelerado pelo cuidado dele – Quero que sua primeira vez seja especial. – o sorriso de Renata vacilou.


- Como? – ela mexeu-se sob ele, mostrando que queria sentar.


 Ele afastou-se, um tanto encabulado.


- Eu... – ele sorriu, nervoso.


Passou a mão pelo rosto sem saber como continuar. Renata olhava entre atordoada e divertida. Ele realmente pensava que ela era virgem?


- Você...


- Eu quero que seja especial – ele segurou a mão entre as suas, olhando-a intensamente – Eu te amo, e como é sua primeira vez...


- E por que você acha que é minha primeira vez? – Renata perguntou, tentando não rir, levantando uma sobrancelha.


- Bom... – ele parou para pensar sobre aquela pergunta – Eu apenas supus...


- Essa é sua primeira vez?


- Não, não – Matthew disse rapidamente. – Eu apenas pensei... Quer dizer... Não sei dizer... – ele bufou, sem palavras. Sentia algo diferente... – Não é sua primeira vez?


- Não, Matt... Eu não sou virgem – Renata dissera. O loiro levantou-se, tentando se acalmar. Era ridículo. Ele tinha tido outras mulheres... Por que ela não teria tido outros homens? – O que houve? – ela perguntou notando que ele estava visivelmente... transtornado.


- Você não é virgem?


- Não, não sou – ela levantou-se – Não estou entendo o problema. – Renata cruzou os braços.


- Não é um problema – Matthew respondeu depois de um tempo.


Renata pegou sua varinha e apontou para o bruxo que parou imediatamente.


- Aparentemente é. Fale antes que eu lance um feitiço, te cole nesse chão até você dizer qual é o problema. – ele viu pelo olhar ameaçador que ela falava muito sério. Só que o loiro não tinha ideia de por onde começar a se explicar.


---


Hermione chegou à casa de Draco e o encontrou olhando o vazio. O copo de uísque na mão direita. O leve tilintar do gelo.


- Draco?


Não houve resposta. O olhar ausente. Era comum o loiro ficar assim. Hermione culpava-se pelo ano que ele passara em Azkaban, por acreditar nas mentiras de Demming, por quase perdê-lo.


- Draco? – ela sentou-se ao lado dele, sua mão repousando sobre a coxa – Está tudo bem?


Não houve resposta. Ela esperou. Passou a mão pelas costas e pelos cabelos platinados. Analisava o perfil sério.


- Você é feliz? – a pergunta a pegou desprevenida.


- Feliz?


Draco a encarou. Os olhos cinza estavam sérios.


- Você é feliz comigo, Hermione?


- Que tipo de pergunta é essa, Draco? Claro que sou feliz com você! – Hermione sorriu, mas ele permanecia sério – Eu... Eu apenas sou feliz por que estou com você. – o tom dela era calmo.


Draco sorriu de lado. E passou delicadamente o dedo pelo rosto dela.


- Eu te amo. Muito.


- Eu também – ela falou, fechando os olhos e encostando sua testa a dele.


- Pare de se culpar por Azkaban. Não foi sua culpa – ele falou baixo. Afastaram-se milímetros.


- Se eu tivesse ido antes... – ele calou-a com o polegar sobre os lábios.


- Eu sabia que você iria. Isso me manteve vivo, Hermione. – Draco beijou-a ternamente nos lábios e levantou-se.


Colocou o copo sobre uma mesinha lateral e abriu uma gaveta. Tirou de lá uma pequena caixa verde e vinho. As mãos da morena foram imediatamente à boca.


Ele sorriu de lado mais uma vez. Jogou os cabelos para trás e ajoelhou-se. Seu braço levemente apoiado nos joelhos dela.


- Sem enrolação – ele abriu a caixinha – Quer casar comigo, Hermione Granger?


A resposta foi o maior sorriso que ela poderia dar e um beijo nos lábios dele. Sentiu as lágrimas escorrendo.


---


- Aparentemente é. Fale antes que eu lance um feitiço, te cole nesse chão até você dizer qual é o problema. – ele viu pelo olhar ameaçador que ela falava muito sério. Só que o loiro não tinha ideia de por onde começar a se explicar.


- Eu não sei, Rê! Eu apenas... Apenas pensei... Não é algo lógico...


Renata começou a amolecer diante do jeito sem graça dele.


- Não, não é.


- Você é tão linda, tão meiga... E eu... Não sei... Apenas achei que bem...


- Você seria o primeiro? – ela perguntou, guardando a varinha.


- É... – ele respondeu sem graça.


- Acabou acontecendo com outra pessoa, mas isso não quer dizer que você não seja importante para mim. Quando eu faço amor com alguém é por que eu realmente gosto dessa pessoa. – ela se aproximou.


- Euestoucomciúmes – ele disse, enrolando as palavras.


-Quê? – Renata exclamou, sem entender.


- Estou com ciúmes. Ciúmes de você ter tido outras pessoas antes de mim – ele disse, fazendo um leve bico.


Renata mordeu o lábio dele, amando-o mais ainda.


- É passado. O que temos é muito melhor. É muito mais verdadeiro. Matt... O que sinto por você... É único! – o loiro sorriu e a puxou pela cintura com uma mão, a outra na nuca dela.


- Eu te amo.


- Também...


---


Ártemis aparatou no apartamento de Fred e Hermione, e encontrou tudo escuro.


- Fred? – não ouviu resposta – Lumus. Fred? – a professora andou pelo ambiente, desviando do sofá. De repente, a varinha escapou da sua mão – Mas que merd... – antes que pudesse terminar a frase, sentiu o corpo de Fred atrás de si.


- De uma forma estranha, adoro o jeito que você fala palavrão.


- Fred! Que susto! – ela virou-se – Quer me matar do coração! Por que está tudo escuro aqui? Por que “roubou” minha varinha? – com a luz baça, pouco via do rosto do ruivo, mas seu sorriso maroto estava presente. E seu olhar... – Fred?


- Sabe... – ele começou, a voz baixa. Sedutora... – O que você fez ontem foi muito, muito audacioso e corajoso. Era da Grifinória em Hogwarts?


- Corvinal – Ártemis respondeu imediatamente, dando um passo para trás ao vê-lo se aproximar.


- Nox – ele murmurou e tudo caiu na mais completa escuridão. – Sabe o que tenho na minha mão? – Ártemis notou que ele continuava se aproximando, os olhos tentando se acostumar ao escuro.


- Espero que esteja falando literalmente de uma varinha – ela respondeu e Fred riu sonoramente.


Ela começou a ver meros contornos. Um pouco do cabelo vermelho que se destacava na escuridão.


- Já me desfiz da varinha, senhorita Stark – a morena percebeu que ele fez um movimento com a outra mão e tudo voltou a escurecer.


- Pó escurecedor instantâneo... – ela murmurou, sorrindo de lado. – Não sabia que grifinórios eram vingativos... – seu coração batia de forma acelerada. Não via nada. Tampouco ouvia. Sentiu-se nervosa, mas não com medo. Antecipação do que estava por vir...  – Fred... Você pode ver tanto quanto eu... – ela não ousava se mexer.


- Está errada, professorinha – a voz dele não vinha mais da sua frente e sim das suas costas – Além de conhecer o apartamento melhor do que você... Eu sei exatamente onde você está e onde está cada parte do seu corpo...


Ártemis sentiu a boca dele em seu ombro esquerdo. Depois, Fred pegou os cabelos dela e jogou-os para frente, sobre o ombro direito. A língua dele percorreu suas costas até chegar ao outro ombro.


- Saindo sozinha com uma blusa tomara que caia? – a perguntava não passava de um mínimo murmúrio ao pé do seu ouvido.


- Esse pó dura tanto assim?


- Você não respondeu minha pergunta, senhorita Stark. O que você faz com alunos que não respondem suas perguntas? – ela tinha os braços ao longo do corpo.


Sentiu os dedos dele roçando levemente sua pele. Descendo e subindo. A boca sussurrando, o ar tocando-lhe, quente, e um arrepio percorreu todo seu corpo.


- Eu... eu... – ela não conseguia raciocinar. Muito menos articular uma resposta.


- Enrolando com a resposta? – as mãos dele seguraram os braços dela com firmeza, puxando-a para trás.


- Fred... – o nome dele saiu baixo. O ruivo passou a mão direita pela cintura de Ártemis, chegando até a barriga.


- E ainda mostrando um pouco dessa barriga? Eu já disse, tempos atrás, sobre meu lado possessivo, lembra-se? – ela apenas assentiu. A mão do ruivo mão passou por cima do tecido, subindo e parando próxima aos seios – Você é linda e perigosamente provocante.


A cabeça dela caiu para trás, apoiando-se no peito dele. A outra mão dele percorria a lateral do seu corpo. Gemeu baixo. Ele mordicava-lhe a orelha.


- Eu sabia que viria aqui depois. Por isso me vesti assim...


Fred sentiu o peito acelerar cada vez mais. Além de ter o corpo dela ali, tão próximo de si, ouvir aquelas palavras... Aquilo causava felicidade e... medo.


- Para mim?


- Para você... – ela mexeu vagarosamente o quadril contra ele. Logo, sentiu a excitação dele.


- Merda, garota! – Fred praguejou – Pare. – o tom era sério. Ela parou. Tudo ainda na mais completa escuridão – Já me provocou o suficiente ontem... Acordei... Assim – ele moveu-se – Pensando em você, no seu corpo, na sua maldita dança... E nessa tatuagem... – ele lambeu as costas dela – que estou louco para saber onde termina. – Ártemis não pôde evitar um sorriso.


- Quem sabe eu te mostre um dia desses... – ela tentou se virar, mas o ruivo impediu.


- Não, professorinha, hoje não... – a mão esquerda dele parou sobre a barriga novamente.


A outra mão voltou a subir e tocou-lhe o seio por cima do tecido. Ela arfou. Ele respirava pesadamente. Fred sentia o corpo dela reagindo. Excitando-se por ele. A mão esquerda foi descendo pela virilha, sobre o tecido da calça.


- Fred...


- Tão injusto... Você me tocar como me tocou ontem... – Fred sentiu a mão dela tocar-lhe o punho esquerdo, apertando-o, mas não impedindo seu movimento. Ele soltou o ar, divertido – Aquela dança... – ele mexeu o quadril.


O toque em seu seio era forte, preciso, possessivo, sensual... Quente.


- Deixe eu me virar...


- Não. – ele sentiu os dedos dela em seus cabelos – Ainda estou sendo bonzinho em deixar você me tocar... – então os dedos dele chegaram até sua intimidade. Tocando-lhe. Massageando-lhe de forma erótica...


As pernas de Ártemis fraquejaram e sentiu seu corpo sendo sustentado pelo ruivo. Ela gemeu. Desceu a mão novamente e tentou alcançar o membro dele, mas antes que pudesse chegar perto, sentiu a mão do ruivo soltando o seio e prendendo seu braço atrás do corpo. Segurava-a firmemente pelo punho.


- Vou precisar te amarrar, Ártemis?


- Fred... Eu... – ela não conseguia formular uma resposta.


A mão dele abriu o botão da calça. Depois desceu o zíper. Vagarosamente. Ela mordeu os lábios. Xingou-o em pensamento.


Os dedos dele desceram pela pele quente dela. Intimidade úmida. Ártemis fechou os olhos. O ambiente tornando-se um pouco mais claro, o pó perdendo seu efeito.


- Comporte-se com essa mão. – o ruivo disse, soltando-a e voltando a tocar o seio, dessa vez, por baixo do tecido.


Sentiu quando ele a penetrou com dois dedos. Suas pernas fraquejaram novamente. Ela agarrou a calça dele. Com força. Mordeu o lábio de novo.


- Me beija... – ela pediu entre gemidos roucos.


Ele sorriu. Via o contorno do rosto dela. Uma luz fraca apareceu, como ele tinha enfeitiçado. O rosto levemente corado e ela ansiava por ele...


- Repete...


- Me beija, Fred... – e ele beijou.


Com fúria. Desejo. A língua invadindo a boca dela... Fazendo o mesmo movimento que seus dedos. Quanto tempo não se sentia assim: desejado? Quanto tempo ele próprio não se permitia isso? Desejar alguém? Ele também estava excitado. Ela movimenta-se na frente dele, roçando o corpo em seu membro.


Ele envolveu-a num abraço, ajudando-a a sustentar o próprio...


- Ártemis... Eu... – a voz dele tornou-se rouca.


Ela sorriu, abrindo os olhos. Ele não pedira para que ela parasse seus movimentos.


- O feitiço virou contra o feiticeiro... – ela disse de forma zombeteira. Arfante.


Ele intensificou o movimento de seus dedos. Sincronia de corpos. Como uma dança. E seus corpos encaixavam-se tão perfeitamente... Ela segurou os fios do cabelo dele com força.


- Fred,... – ela sentiu seu interior retorcendo-se. Cada vez mais aceso, mais forte...


Então, ela sentiu o corpo explodir de dentro para fora e gritou o nome dele. As pernas bambas. Fred puxou o quadril dela com força. Gozando em seguida. Seu corpo fraco. Entorpecido. Não deixando de imaginar como seria quando estivesse dentro dela.


Ela virou-se e voltaram a se beijar. Fred puxou-a para o sofá.


- Eu... Desculpe, eu me descontrolei...


- Não peça desculpas por isso. Eu adorei. – o ruivo bagunçou os cabelos e ficou corado – O que foi?


- Eu vou precisar de um banho... Se quiser... podemos tomar um juntos, afinal... Ainda não descobri onde termina esse dragão... – ele piscou.


- Ainda não... Você tem alguma tatuagem? – Fred puxou a camiseta e ela não pôde deixar de passar os olhos pelo peitoral dele, mais uma vez.


- Viu? Só repara em um dos meus lados... – Ártemis deu um tapa amistoso no braço dele, que se virou.


Ela passou o dedo pela tatuagem, o corpo dele arrepiou-se.


- É linda... – era o leão tipicamente grifinório. Junto às patas dianteiras, a letras “J” e “F”, pintadas nas cores vermelha e dourada. Ele voltou-se para ela.


- Fizemos quando abrimos a Geminialidades.  Minha mãe quase surtou quando soube. Ela queria nos deixar de castigo,... Isso por que estávamos com 22 anos na época que ela descobriu. – Ártemis sorriu – Saber que Charlie, Bill, Rony e Gina também tinham fez com que ela se acalmasse. – era a primeira vez que ele não sofria tanto ao falar da sua família.


- E seu pai?


- Veio elogiar. Disse que sempre quis uma, mas nunca teve coragem... Bom, mas a minha perto da sua não é nada... Como seus pais reagiram? – ele viu que o sorriso dela sumiu.


- Conversa para outra hora... Você poderia me servir alguma coisa enquanto toma seu banho...


Fred achou melhor não insistir, serviu um uísque e tomou um banho rápido.


---


- Pelo visto, a noite de ontem foi boa... Não para de sorrir... – Renata falou enquanto as duas tomavam café-da-manhã...


- Sim... – o sorriso bobo nos lábios.


- Transou? – Ártemis jogou o guardanapo na amiga, bebeu um gole de seu suco de laranja e sorriu.


- Não! E você? Transou? – Renata sorriu e contou sobre o mal entendido de Matt achar que ela era virgem e o quanto isso era fofo. – Você me ajuda, então? Com os preparativos da festa? Acho que seria legal ser aqui, não penso em chamar muita gente mesmo.


Renata enfiou seu último pedaço de pão na boca, levantou-se e pegou um pergaminho.


- E quanto à minha surpresa? Chega na sua festa? – ela perguntou, molhando a pena no tinteiro.


- Não... Acho que apenas na sua... – Ártemis falou.


- Então me diga o que é pelo amor que você tem ao meu coração fraco! – exclamou, levando a mão ao peito.


- Exagerada! E não te conto. Se contasse, não seria surpresa. – a outra professora falou, dando de ombros.


- Não te ajudo. – Renata falou cruzando os braços.


Ártemis não se importou com a birra da amiga, murmurou um Accio e pergaminho, pena e tinteiro foram para o seu lado da mesa.


- Tudo bem. – Ártemis escreveu “lista de compras” no alto da página – Eu faço sozinha. – e olhou para o pergaminho e começou a escrever: uísque de fogo, cervejas, queij...


O pergaminho voou da sua mão. Segurou a risada ao olhar para amiga que murmurou apenas um... Chata.


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Fred passara a tarde na casa de Ártemis e Renata, ajudando nos preparativos. Matt também estava lá. O ruivo ria, divertido. Realmente feliz. Além dos dois e dos casais (Bill e Fleur, Hermione e Draco, Maris e Blaise), Ártemis chamou alguns professores da escola onde trabalhavam e colegas da turma de Hogwarts dela e Renata.


Sua amiga e o namorado tinham saído para pegar a encomenda de salgadinhos enquanto Ártemis e Fred ficaram no apartamento.


O ruivo estava picando alguns queijos, quando sentiu Ártemis abraçá-lo por trás, ficar na ponta dos pés e depositar uma leve mordida em seu pescoço. Ele sentiu o corpo arrepiar.


- Você sempre me dá mordida... – ele disse, sorrindo.


- Não gosta? – ela perguntou, beijando o local.


- Não disse isso... – Fred virou-se, fitando-a. A morena parecia tão menor, tão desprotegida assim perto dele. – Eu adoro. Adoro estar com você – ele falou segurando-a pela cintura.


Os dois sem olhavam com intensidade. Os olhos de ambos brilhavam.


- E eu sou apaixonada por você! – ela falou, sem pensar.


O bruxo olhou-a com firmeza. Ártemis sentiu o rosto corar imediatamente e mordeu o interior da bochecha. Puta merda. Foi o pensamento que surgiu na cabeça dela...


Fred sentiu o peito transbordar com diversas emoções. Só que ele não conseguiu articular uma resposta. Ela deu um passo para trás, vacilante. Fred abriu a boca, mas foi interrompido pela entrada barulhenta de Renata na cozinha.


- Hoje, eu que preparei uma surpresa para você. – Renata exclamou, colocando suas sacolas sobre a mesa.


- Que surpresa? – Ártemis perguntou após alguns segundos, enquanto Fred se virava para terminar de cortar os queijos.


Matt pareceu notar algo, mas sua namorada estava tão empolgada que continuou falando.


- Só te conto se você contar para quem enviou a coruja. – Renata disse, cruzando os braços.


Fred soltou a faca sobre o balcão, olhando para Ártemis.


- Não vou contar, Renata. É uma surpresa. – a outra respondeu, um tanto sem paciência.


- Então... Não contarei. – Ártemis deu de ombros, ignorando o olhar de expectativa da amiga.


- Faça como achar melhor. Vou tomar um banho. – saiu da cozinha e Renata a seguiu.


- Está tudo bem? Pode falar... Eu estraguei algo não foi? O que eu atrapalhei? O que eu fiz dessa vez? – Renata era uma metralhadora de perguntas.


Ártemis tirou o tênis e as meias, jogando-os em qualquer canto.


- Relaxa, flor, você não fez nada. Eu que fiz... – Ártemis soltou o ar pesadamente – Deixei escapar que estou apaixonada por ele... Não se anime! – cortou a amiga antes que ela começasse a pular na cama – Ele não disse nada.


- Mas ele não te disse: “Eu gosto de você, Ártemis Stark, mais do que eu mesmo consigo compreender”? – Renata perguntou, lembrando-se das palavras do ruivo no dia em que ele e a amiga se entenderam.


- Pois é, talvez agora, ao ouvir minha estúpida declaração, ele tenha compreendido que esse “gostar” é muito mais carnal que outra coisa. Eu sei que ele gosta de mim. – Ártemis continuou, cortando a amiga mais uma vez – Só que você sabe do que estou falando, Rê... – então Renata se deu conta.


- Você ama aquele ruivo...


---


Os convidados foram chegando aos poucos. Ártemis recebia a todos sem notar o olhar sério de Fred. Ouviu um copo quebrar e viu que fora sua amiga, claro, ao ver Damon Lancaster chegar. Cabelos pretos e olhos azuis escuros. Hoje o bruxo era batedor e morava no exterior jogando por um time que ela não se lembrava do nome. Paixão adolescente da amiga. Sorriu para si mesma enquanto observava a amiga corando e Matt aparentemente sem entender.


- Fez cagada de novo, Weasley? – ouviu Draco o provocar.


- Não é por que está noivo de Hermione que não vou repetir o soco, doninha. – Fred afastou-se, indo até Ártemis. Ele conhecia parte dos convidados como o seu irmão, a cunhada, Maris e Blaise Zabini. Além, é claro, do seu amigo Matt. – Ártemis, - ele disse interrompendo a conversa dela com uma bruxa que ele já tinha sido apresentado, mas não lembrava o nome – posso falar você um instante?


- Claro, Fred. – ela sorriu e pediu licença à amiga. Eles foram para a cozinha e Ártemis serviu-se de mais uísque – Diga...


- Sobre mais cedo... Eu... também não dei seu presente ainda... Eu comprei... – ele disse meio nervoso.


- Sabe que não me importo, Fred...


- Eu sei... – o ruivo falou e aproximou-se, segurando a mão dela – Mas na verdade, queria falar sobre... Sobre o que você me disse...


- Fred, eu... Não sei se essa é a melhor hora e...


- Ártemis, eu... Eu queria dizer... sobre o que você me disse... – ele gaguejava. Não que não sabia o que dizer, ele sabia... Só era difícil... Não esperava sentir-se assim... Não esperava estar...


- ÁRTEMIS! –Renata exclamou entrando na cozinha. Fred rolou os olhos. – Sua surpresa chegou... – ela disse, dando passagem para alguém.


- Feliz aniversário, Ártemis. – a morena não sabia o que fazer. Provavelmente azarar sua amiga...


Viu um bruxo não muito alto, mas forte. Brilhantes olhos verdes e de cabelos ruivos escuros e curtos. Fazia anos que ela não via Bernard Yates. Desde que terminara seu estágio em Hogwarts.


- B! – ela disse, saindo do seu torpor e indo até o bruxo que acabara de chegar. Eles se abraçaram e Fred fechou os punhos. – Tudo bem?


- Sim e com você? Está linda... Faz anos que não nos vemos! E essa sua tatuagem? Continua fazendo sucesso? – ele perguntou sorrindo e Ártemis não conseguiu articular uma resposta.


- É...  – ela ouviu um pigarreio atrás de si, viu as feições sérias de Fred e falou, totalmente sem graça – Bernard, esse é Fred Weasley. Fred, Bernard Yates. – Fred passou a mão pela cintura dela e cumprimentou o outro com um aperto forte, mais forte que o necessário.


Bernard apenas sorriu de lado.


Todos foram para a sala e Ártemis começou uma animada conversa com Hermione e Maris. Fred deu a desculpa que pegaria algo para comer e foi até Renata, que conversava com Matt e um bruxo de cabelos escuros que ele sabia ser colega delas de Hogwarts.


- Posso falar com você? – perguntou, a voz saindo dura.


- Ahm... Claro! – a morena deu um meio sorriso, sem jeito, afastando-se com o ruivo.


Matthew fitou os dois desaparecerem, sem entender o que estava acontecendo. Preocupou-se. O modo como Fred falara com sua namorada... Aquilo não o agradara em nada...


- Fred, qual o probl...


- Escuta aqui, garota. – o ruivo a interrompeu, sério, cruzando os braços junto ao peito. Renata encolheu-se contra a bancada da cozinha, nervosa – Você tem algum problema comigo?!


A professora abriu a boca algumas vezes, incerta do que dizer.


- Claro que não! – Renata respondeu, ainda sem entender – Eu posso não morrer de amores por você, pelo que fez pra Ártemis no início, mas eu gosto de você! – explicou – Você é um cara legal, que faz bem à minha amiga. – disse, no que o ruivo sentiu-se incomodado por um momento com a declaração – É amigo de Matt. Por que eu teria algum problema com você?


- Porque você sempre me atrapalha! – disse, voltando a ficar sério – Sempre que eu quero falar algo pra Ártemis, fazer algo mais, mais... – Renata sentiu as bochechas esquentarem – Enfim, você me atrapalha! Por quê?!


- Porque eu sou lerda! – a garota respondeu, cruzando os braços junto ao peito, fazendo um bico com os lábios. Bufou, impacientemente – Olha, Fred, não faço por mal. – disse, segurando o ruivo por um braço, os ombros caídos – Juro! Merlin está de prova em como não faço por mal. Mas, quando vi, já fiz. Juro que não estou tentando boicotar o que quer que vocês tenham, mas eu... Eu tenho o pior timing do mundo!


O ruivo não pôde deixar de rir.


- Sei que atrapalhei vocês hoje mais cedo. – ele ficou sério – Me desculpa, não foi minha intenção. Mas já disse, timing horrível! – disse, sem jeito.


- E esse Bernard Yates?! – questionou, porém, ainda irritado – Quem diabos é esse cara?!


A morena franziu o cenho, confusa.


- Um amigo como outro qualquer. – Renata disse, dando de ombros – Professor em Hogwarts, dá aulas de voo e...


- Como é que é?! – o ruivo exclamou, alto, lembrando-se de tudo o que havia conversado num almoço com Ártemis.


- É, algum problema? – perguntou, sem entender – Ártemis e ele sempre foram grandes amigos e...


- Amigos, sei...


Renata tornou a cruzar os braços junto ao corpo, séria.


- Olha, Frederick Weasley. – disse, irritando-se também – Se você tem algum problema com isso, me desculpe, mas o problema é seu! – o ruivo piscou, um tanto aturdido – Chamei Bernard mesmo, não me arrependo. Quis fazer uma surpresa pra minha amiga no aniversário dela, não pensei em provocá-lo! – disse, o nariz empinado – Agora, sabe qual é seu problema?! Confiança! – disse, no que o ruivo abriu a boca pra reclamar.


- Eu não desconfio de Ártemis. – disse, de pronto.


- Não disse que desconfia dela. – Renata o interrompeu – Mas que você tem um grande problema de confiança, isso tem. Autoconfiança! – enfatizou – Só um cego não vê o quanto a Ártemis é doida por você! – disse, firme.


- Sei que ela... gosta de mim... – murmurou, lembrando-se do que ela dissera. Que estava apaixonada...


Renata ergueu uma sobrancelha, séria.


- Gosta? – disse, num tom debochado.


O ruivo respirou fundo.


- Eu sei que ela disse que estava apaixonada. – a professora murmurou, abaixando o tom, tentando parecer mais paciente – E ela está, Fred. De verdade! – enfatizou – Ela jamais faria algo pra te magoar, mesmo você apenas gostando dela e...


- Eu também estou... – mas calou-se. Não conseguiu dizer.


Renata riu baixinho pelo nariz.


- É óbvio que está. – ele a fitou, confuso – Posso ter um timing péssimo, ser destrambelhada, mas não sou cega ou burra. – riu, tranquilamente – Só acho que, honestamente, você deveria cuidar desse seu problema de autoconfiança. Ártemis é minha amiga e eu a conheço como ninguém. Sei que ela está disposta a esperar, mas... – pigarreou, sem jeito – Honestamente, Fred... Você precisa admitir logo o que sente! – exclamou, seu lado romântico falando alto – Não quero ver minha amiga sofrendo pela incerteza.


O ruivo não soube o que dizer. Sentiu-se estranho.


- Me desculpe. – Renata pediu – Não queria te provocar ao chamar o B. Apenas quis deixar minha amiga feliz, fazer uma surpresa. – aproximou-se do ruivo, sorriu baixinho – Mas, não se preocupe. – piscou-lhe marotamente – Ártemis só tem olhos para um ruivo e esse não é B...


Afastou-se, deixando Fred imerso em seus próprios pensamentos. Depois de um tempo, juntou-se à Artemis novamente.


Os convidados começaram a ir embora, ficando apenas alguns e, para infelicidade de Fred, Bernard Yates estava entre os presentes.


- Que tal animarmos ainda mais a noite jogando um Verdade ou Vira? – indagou Maris e seu marido a tocou gentilmente no joelho, falando um baixo:


- Menos, Maris...


- Acho uma ótima ideia! – Hermione animou-se e Draco apenas fechou os olhos e balançou a cabeça.


- Muito velho para esses jogos...  – Bill disse – Eu passo... E ainda tenho um bebê em casa. Vamos embora, Fleur? – a loira concordou, despediram-se e sumiram no ar.


Renata afastou a mesa com um feitiço e todos sentaram no chão, em roda.


- Certo... Então seremos eu, Matt, Ártemis, Fred, hum... – ela deu uma leve engasgada –  Damon, Bernard, Maris, Blaise, Hermione e Draco?


- Isso! – Maris exclamou – Nada de desafios, consequência... Ou responde a pergunta ou vira uma dose de uísque!


- Uísque? – Renata indagou, um tanto receosa – Não pode ser cerveja?


- Cerveja não tem graça... – Damon falou e Renata concordou na hora.


Matt levantou uma sobrancelha, olhando-a de soslaio, mas nada falou.


- Posso começar? Como funcionará? – Hermione perguntou, ajeitando-se no lugar.


- Pode começar, Mione. – Maris falou, já liderando a brincadeira – Escolha para quem fará a pergunta. Essa pessoa opta entre beber ou responder. Se topar responder, você faz sua pergunta. Depois, essa pessoa que escolhe alguém e assim vai. E, sendo um jogo, bruxo... sabem que não podem mentir ao concordar com a brincadeira.


- Tudo bem... Bernard, - ele concordou com a cabeça – Qual sua matéria preferida em Hogwarts? – todos olharam estupefatos para Hermione.


- Fala sério, amor, - Draco disse – Tantas perguntas que seriam mais interessantes...


O ruivo apenas sorriu e disse:


- Tenho duas... Aula de voo e transfiguração – ele falou a última matéria olhando rapidamente para Ártemis, que não reparou. Ao contrário do homem ao seu lado.


- Por favor! Faça uma pergunta decente! Hermione, não temos 12 anos! – Maris brigou.


O bruxo olhou para todos e virou-se para Renata.


- De jeito nenhum, B! – ela pegou o copo e tomou sua dose. Matt olhou a namorada e murmurou:


- Qual o problema em responder umas perguntinhas?


- Espere que estou pensando... Maris... – Renata começou e a negra assentiu – Você e Blaise já fizeram amor em um local público?


Todos riram, exceto Blaise, e Maris olhou para o marido, que estava visivelmente envergonhado.


- Começamos... Mas não pudemos terminar, pois alguns aurores quase nos pegaram no ato. – ela respondeu de pronto – Escolho... Draco – o loiro jogou o cabelo para trás e olhou desafiadoramente para a mulher do amigo – Quantas vezes você e Hermione fingiram trabalhar, mas na verdade estavam transando no escritório.


- Isso depende... – Draco começou – No meu escritório ou no dela? – Hermione corou levemente.


- Qualquer um...


- Não sei ao certo. Pelo menos umas 10 vezes. – Draco olhou zombeteiramente para Fred – Então, Weasley...


- Faça sua pergunta, Malfoy...


- Por que correu tanto atrás da Stark pedindo perdão? – a sala ficou em silêncio.


Fred bebeu um gole do seu uísque e encarou o loiro, que tinha o mesmo sorriso no rosto.  Voltou-se para Ártemis e respondeu:


- Por que você me encantou desde o momento em que te vi naquela boate. O jeito com que me olhava com raiva e, mesmo assim, linda. Depois daquele dia, não poderia ficar sem ter seu perdão.


- Ahhhhhhhhhhhhhhhh! – Renata exclamou de repente, pegando na perna da amiga e apertando - Ártemis sorriu, entre envergonhada e entorpecida.


- Sério? – sua voz mal saía.


Ele assentiu, sorrindo. Puxando-a para um beijo.


- Sua vez, Frederick! – exclamou Matt.


- Certo, - ele disse, se separando dela um rápido olhar para Bernard – Escolho você. – o loiro assentiu, esperando a pergunta.


- E, por favor, vamos voltar para sacanagem... Chega de romantismo! – Maris pediu.


- O que mais gosta no corpo de Renata? – a bruxa corou violentamente e resolveu tomar mais dose de uísque.


- Seus olhos... E bem... Tem o jeito que ela sorri, seus lábios são bem desenhados e não canso de beijá-la...  – Renata obviamente teve um pequeno surto, agarrou o namorado pelo pescoço, beijando-a e fazendo os outros rirem – Minha pergunta vai para Blaise – o negro assentiu, em silêncio – O que mais gosta que sua mulher faça com você? Sexualmente falando, claro...


- Bem,... – ele trocou um rápido olhar com Maris, que apenas sorriu de forma fanfarrona – Eu... gosto... – ele pigarreou – Catso! – xingou em italiano – Quando ela... quando ela – respirou fundo e falou de uma vez – quando rola sexo oral. – ele bebeu um grande gole de sua cerveja e falou: - Renata, que pulou a vez! – a bruxa sorriu, resolvendo que não responderia, pegou o copo para virar, porém Maris impediu:


-  Não, não... Você precisa responder! Não pode ficar duas vezes seguidas sem responder! Faça sua pergunta, amor.


- Com quantos anos foi sua primeira vez? E conte por que escolheu essa pessoa... – Blaise perguntou e Renata sentiu não só o rosto corar, como também o olhar penetrante do namorado sob si.


Ártemis achou que aquela brincadeira estava tomando caminhos perigosos.


- Acho que, depois dessa, podemos encerrar a brincadeira, não? – ela perguntou.


- Não, não. – interveio Draco – Você ainda não respondeu também... Todo mundo tem que responder ao menos uma vez... – ele, então, olhou para Renata – Estamos esperando sua resposta... Alguns bem mais que outros... – acrescentou em tom debochado e ouviu um baixo Draco!, de Hermione.


- Certo... Eu tinha 18 anos e era muito amiga de um cara da Corvinal. Na época, quando eu não estava com Ártemis, estava com ele... Éramos bons amigos. Alec Corner o nome dele e...


- Espera! – Draco a interrompeu, um olhar maroto no rosto – O irmão caçula de Miguel Corner?


- Uhum. – a morena assentiu – Sempre achei inteligência afrodisíaco. – algumas pessoas riram, menos Matt – Então, eu o escolhi porque éramos amigos e eu sempre confiei em Alec. Ele era, tipo, meu porto seguro. Sabia que podia confiar nele. Então, quando eu comentei com ele que queria fazer, coisa e tal, e perguntei se ele topava, ele assentiu de boa.


- Espera! – Matthew interpelou, sério – Você quem pediu???


- Uhum. – ela tornou a dizer – Não me envergonho disso, quis fazer e queria que fosse com Alec. Ele aceitou, fomos em frente, fim da história.


- Espera aí, quero detalhes! – Maris disse – Como foi???


- Seu marido perguntou com quantos anos foi e porque eu escolhi essa pessoa. – Renata negou com a cabeça – Resposta dada. – Bem... – ela pigarreou – Damon. – o bruxo fez um brinde e assentiu, para que ela continuasse a pergunta – Quem era sua “paixonite” na época de Hogwarts?


- Ahhhhh Tinha que ser a “Rê Romântica”! – exclamou Maris.


- Você – ele disse simplesmente.


Renata, nervosa, puxou o copo da mão do Matt e virou o conteúdo do uísque.


- Fala sério... – Ártemis deixou escapar, ignorando o olhar frio de Matt.


- Eu?! – Renata exclamou, um tom levemente agudo e surpreso – Sério? Sério mesmo? – estava tão animada (e um tanto embriagada) que não notou o olhar de Matt sobre si.


- Sim... – Damon continuou – Eu até escrevi uns bilhetes anônimos, você se lembra disso?


- Bilhete anônimo? Tcs tcs tcs... – Draco falou, mexendo negativamente a cabeça.


- FOI VOCÊ?! Bem que eu disse para Ártemis na época: “Podia ser do Damon...”


- Ei! – Matt falou, cutucando a namorada. Ela olhou para o lado e corou. Murmurou um desculpe. – Faça logo sua pergunta, Lancaster. E vamos terminar esse jogo. – ele olhou rapidamente para Maris, irritado, mas ela simplesmente deu de ombros. Estava achando tudo aquilo muito divertido.


- Ártemis, que ainda não participou... Responde?


- Claro, Damon... Mande sua pergunta.


- Explique sobre sua tatuagem: por que e quando fez. – a pergunta era para tentar acalmar os ânimos.


Ele realmente tivera uma queda por Renata quando adolescentes. Precisava confessar a si mesmo que ela continuava tão bonita quanto ele se lembrava, no entanto, era claro que a bruxa estava completamente apaixonada pelo loiro que estava ao seu lado.


- Bom... Eu sempre admirei muito os dragões! Toda a mitologia que os envolve... Entendo que os trouxas não possam saber sobre os bruxos, mas acho uma pena que eles deixaram de acreditar nos dragões. A simbologia que os envolve... Eu e Renata somos fascinadas por isso, então, quando tínhamos 17 anos, assim que terminamos Hogwarts, fizemos a tatuagem juntas.


- Espere! – Matt interrompeu – Você tem uma tatuagem? Eu nunca vi! – ele exclamou, estupefato.


- Não é em um lugar visível. E a minha é muito menor que a da Ártemis. Não sou tão louca para fazer uma tatuagem que começa nas costas e termina...


- Fique quieta, Rê! – Ártemis brigou, interrompendo a amiga.


- Quem sabe quando você mostrar a sua... Eu mostre a minha... – Matt falou de forma sensual e baixa no ouvido de Renata, que derrubou a garrafa de cerveja que bebia.


- O QUÊ?! Como... Mas... Onde??? – ela indagou.


- Quer que eu mostre? Agora? – ele perguntou divertido, vendo a expressão dela.


- Claro! – ela falou empolgada, o álcool respondendo por ela.


- Ah por favor, cara! Não faça isso! – Fred exclamou – Já basta ter visto uma vez. – Matt ignorou o amigo e levantou-se.


 Os olhos de Renata estavam enormes, arregalados. Ela tensa já por antecipação. Ele abriu o primeiro botão da calça.


Blaise tapou o olho de Maris, que tentou puxar, em vão, o braço do marido. Draco olhou, nervoso, para Hermione, mas ela, sem graça encarava o chão.


Matt abaixou o zíper.


Fred puxou Ártemis pelo rosto e começou beijá-la.


Renata, no entanto, apenas tinha olhos para o namorado.


- Bem que poderia ser Ártemis a mostrar a tatuagem – Bernard comentou em voz baixa para Damon, que riu pelo nariz e agradeceu que ninguém mais tivesse ouvido. Seus olhos focados no próprio copo. Tampouco queria ver aonde aquilo terminaria.


Enquanto isso, Matt terminava de abaixar o zíper e mostrar parte de sua virilha para Renata. Ela engasgou com a bebida. Em uma caligrafia inclinada ela leu a palavra: “inspiração”. Sem dúvida, o que não faltava em sua mente, naquele momento, era inspiração.


Ele rapidamente ajeitou as vestes, sentando-se com um sorriso maroto.


- Pare de agarrar meu amigo e faça sua pergunta, Ártemis – Matt falou.


- Certo... – ela disse afastando-se, relutantemente dos lábios de Fred – Escolho Hermione, que também não respondeu.  – a outra concordou em responder – Então,... Você transou com Rony? – a pergunta foi direta e Hermione quase engasgou com sua bebida.


Ela olhou rapidamente para Fred e depois para Draco. Teria que falar a verdade.


- Sim...


- QUÊ?! Você e aquele ruivo babaca?! – Draco perguntou, irritado.


- Não o chame assim. Somos amigos e bem... Foi na época da caça às horcruxes. Uma única vez. Somos apenas amigos! – ela voltou-se para Draco – E você sabe.


O loiro, no entanto, não pareceu satisfeito pela resposta. Hermione murmurou um “depois conversamos” no seu ouvido, respirou fundo e disse – Escolho Bernard.  Farei uma pergunta decente dessa vez.


- Manda – ele disse, sorrindo de lado.


- Sua melhor transa: com quem, onde e se fez mais de uma vez. – ela disse.


- Agora sim, amiga! – Maris exclamou, esticando seu copo e brindando com Hermione.


Bernard tomou um gole de sua bebida e começou:


- Infelizmente repeti uma única vez... Foi em Hogwarts...


- Aeeeeeeeeeeeee! – Renata exclamou aplaudindo, o álcool falando mais alto.


Seus olhos foram para Ártemis que mordeu os próprios lábios. Nenhum movimento passou despercebido por Fred.


- Terminando de responder... – Bernard recomeçou – E a pessoa foi Ártemis. – um barulho de copo quebrando foi ouvido.


- Fred! – Ártemis exclamou ao ver que a mão dele sangrava.


- Vamos embora. Agora. – Blaise murmurou e levantou-se, puxando Maris consigo.


Ela reclamou, meio bêbada, por ir embora bem na hora do “bafão”. Fred nada dizia e aquilo parecia pior do que quando ele explodia.


- Sua mão... – Ártemis falou de novo, tentando pegar a mão dele para ver a extensão do ferimento, mas ele recusou.


Damon e Bernard levantaram-se, o último desculpando-se em voz baixa. Hermione e Draco aproveitaram e foram embora por flu.


Matt ficou em pé e achou melhor aparatar. Apesar do olhar de admiração e desejo de Renata, o final da noite tinha sido uma avalanche de informação. Achou melhor ir embora e aparatou, despedindo-se de forma rápida e fria da namorada. Renata olhou para amiga:


- Vai logo, Rê... – a outra bruxa aparatou imediatamente. Ártemis virou-se para Fred, que ainda estava sentado no mesmo lugar, a mão sangrando. Ajoelhou-se na frente dele – Por favor... – ela segurou o punho do ruivo.


O olhar ausente de Fred voltou-se para ela. A bruxa curou-o, conjurou um algodão e limpou o ferimento. As mãos levemente trêmulas.


- Ártemis, precisamos conversar.


---


- Matt... – Renata começou a falar, a voz baixa, pois sabia que Danny dormia no outro andar.


- Olha, Renata, foi muita informação para uma noite... Sexo com amigos, tatuagem... Você ainda fala com esse seu amiguinho?


- Não. Nós perdemos contato depois de algum tempo. Alec se mudou, casou...


O loiro passou a mão pelos cabelos, tentando se acalmar. Racionalmente, sabia que aquilo era loucura. Eles não se conheciam. Sequer sabiam um da existência do outro. Só que Matt também sabia que nunca tinha se sentido assim por nenhuma outra mulher...


Pendeu a cabeça para frente, tentava normalizar sua respiração. Olhou para a namorada.


- Me conte como foi... Quer dizer... puta merda... Não como foi. – ele soltou o ar com força. O corpo rígido.


Renata sentia-se entre enaltecida pelo ciúme e possessividade e também nervosa por contar aquela história.


- Eu entendi o que você quis dizer. Como disse, eu e Alec éramos amigos. Nos não namorávamos nem nada. Mas eu tinha curiosidade sobre sexo. Ártemis já tinha transado com um namoradinho, dizia que era ótimo e tal. Eu tive a ideia de pedir a Alec e contei a ela, que não concordou muito, achando que eu estava me precipitando e deveria esperar.


- Mas você não quis esperar...


- Quando eu decido algo, está decidido. Falei com ele. Eu confiava no Alec. Ele topou e foi super carinhoso e cuidadoso, mas éramos amigos... Não havia... Não senti...


- Não sentiu...?


- Não senti o que sinto com você. E isso por que nós... Nós nem fizemos nada ainda. Mas com você não é apenas sexo, é desejo, mas não apenas desejo... É algo novo. Algo que nunca senti antes e algo que, provavelmente, não sentirei com mais ninguém – ela disse.


Matt aproximou-se e puxou-a delicadamente pela mão. Apoiou a cabeça dela em seu peito.


- Sei do que está falando. Me sinto da mesma forma, Rê... Eu farei com que seja realmente especial. Eu te amo, Renata Cassel. – Matt beijou o topo da cabeça dela, decidindo, finalmente o que daria de presente de aniversário para sua namorada.


---


- Ártemis, precisamos conversar.


- Claro... – ela levantou-se e ele fez o mesmo.


Com um feitiço, ela rearranjou os móveis. O efeito da bebida pareceu se dissipar de repente. Eles sentaram-se no sofá.


- Você e Yates... Então realmente ficou com o instrutor de voo?


- Sim... Foi na época do meu estágio. Na época, eu tinha uma queda por ele e bem... Acabou acontecendo.


- Você perdeu a virgindade com ele?


- Não. – o ruivo não olhava para ela – Fred, qual o motivo disso tudo? Isso aconteceu há anos! – Ártemis falou, levemente irritada – Você não me conhecia. Não éramos namorados na época e não somos namorados agora.


- Ártemis, eu...


- Eu não estou cobrando nada, mas essa atitude é sem sentido. Sim, transei com Bernard em Hogwarts. Não chegamos a namorar, foi apenas sexo. A gente se gostava, eu sentia desejo por ele e ele por mim. Aconteceu. Simples assim.


Fred a olhou, o rosto corado, as mãos fechadas. Ártemis podia ver a raiva nos olhos dele e sabia que estava sendo fria, mas aquela situação a estava cansando. Magoando. E ela não era mulher de ficar sofrendo por homem.


- Árt... – mas ela o cortou novamente.


- Não... Tudo bem, aceito que tenhamos esse tal de “algo sério”, que não é namoro, mas também tem as regras do namoro. Só que não posso aceitar esse ciúme sem motivo. Você escolheu não ter nada comigo e você... Você sabe como me sinto. E isso é um problema meu, mas não vou aceitar você cobrando para quem eu dei ou para quem eu ainda poderei dar e...


Fred já estava sobre ela, antes que Ártemis pudesse compreender. A boca dele a calou. Um beijo urgente, ávido. As mãos dele a seguravam pelos punhos.


- Nunca mais fale isso. – ele disse, afastando-se milímetros dela. Os olhos azuis brilhavam: ciúme, posse, afeto... – Eu tenho sido o maior idiota, mas tenho apenas medo de perder mais alguém. E isso tem me feito perder você. E você se tornou uma das pessoas mais importantes da minha vida. – Ártemis sentiu o coração falhar algumas batidas – Eu... Faz tempo que não me sinto assim... Quer dizer, acho que nunca me senti realmente assim... Estou completamente apaixonado por você, Ártemis.


- Mesmo? – a voz saiu falha.


Ela não esperava ouvir isso dele. Seus olhos encheram-se de lágrimas. Um peso enorme saindo de si. Uma lágrima escorreu e ele soltou o punho dela, para secar.


- Não... Não chore mais por mim... Por favor... – ele voltou a beijá-la, com calma. Depois foi alternando palavras e beijos rápidos – Eu. Sou. Apaixonado. Por. Você.


Ela sorriu.


- Eu também, Fred...


Eles voltaram a se beijar e a noite terminou no quarto de Ártemis...


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N.B.: CADE A NC??????????????????????????????? PQP, meu meeeeerlin, to inspirada com essa tattoo do meu baby pqp linda. Cap mais que perfeito e eu to mais do que ansiosa pelo 15!!!


N.A.: A NC está no próximo capítuloooo!


 

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Comentários: 4

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Enviado por Tonks Fenix em 12/05/2012

Ahn!!! 
Que lindo esse final! Me derreti aqui com o Fred!!!
tô amando muito essa fic! Não canso de ler... manda mais pra gente!!!
Bjinhus! 

Nota: 5

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Enviado por jessica salicio da silva em 12/05/2012

QUE LINDEZAAAA ! *-* quero mais, tumdumdum. 

Nota: 5

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Enviado por Mrs. Mari Oldman em 12/05/2012

Essa Maris é doida!!!!

Tô rolando de rir aqui!!!!!

 

Vou dizer qual é o foda dessa fic.... é a minha mente de RPGista que imagina tudo dentro da cabeça... e eu vejo vcs... nessas situações aí.... será que eu quero ler o próximo cap? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

 Brincadeira!

 

 

Nota: 5

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Enviado por Maris em 12/05/2012

Como sempre, ri horrores!!
Essa Maris é uma figura.
O Fred se declarando foi fofo demais, assim como Draco pedindo Mione em casamento!
Adorei!!! 

Nota: 5

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