Cap.6 O primeiro beijo nunca se esquece.
- Acredito que sim... E o que agente faz agora? – Harry desejava de verdade, que a resposta dessa vez não viesse verbalmente.
Sentiu um formigamento em uma das mãos, Cedrico tocava lentamente nas pontas dos seus dedos, e logo pôs a sua mão sobre a de Harry que sentia quase como se colocasse sua mão próxima ao fogo, ela se mantinha aquecida, mais ainda não era o suficiente para fazê-la queimar.
Cedrico percebeu que o “começo”, tinha que vim dele, então lenta e timidamente foi aproximando a sua mão da de Harry. Era tão bom sentir sua pele, mesmo que de maneira tão cordial. Sempre era conhecido entre as meninas pelos seus cuidados, romantismo, mais nunca fizera questão de cada detalhe, como agora. Até porque os faziam para conquistar, porque para ele mesmo não importava. Agora sentia necessidade em cada minúcia.
Harry decidira fazer algo, mostrar-se presente, e demonstrar a Cedrico que queria tudo, tanto quanto ele. Seu coração estava acelerado, e agora que pouco da sua pele provara da de Diggory o restante do seu corpo aclamavam pelo dele. Sua mão desocupada se aproximou lentamente do rosto de Cedrico, que fechara os olhos para poder sentir esse toque. O rosto de Cedrico estava quente, e cada músculo de sua face se contrariam ao sentir o suave toque das suas mãos, elas passeavam no rosto de Cedrico analisando cada linha de expressão que pareciam ter sido rigorosamente desenhadas tal era a sua perfeição. Aproximando dos lábios dele, viu como a respiração de Diggory estava descompassada, e que esses sentimentos, essas emoções eram igualmente novas para ele. Não resistiu a tentação de tocar os lábios, rosados e finos de Diggory, que assim como tudo em seu rosto estava em perfeito alinhamento.
Diggory enlouquecia a cada toque de Harry, era incrível como tão pouca aproximação tinha grande efeito quando tudo era feito com sentimentos, guiados por uma vontade, um desejo mais também por um sentimento, forte demais para ser descrito. Ele precisava sentir mais daquele corpo, mais daquela pele, tão quente, tão alva, tão atrativa, cada partícula do seu corpo pulsava e pedia por Harry. Diggory então se levantou, e ainda segurando na mão de Harry trouxe esse consigo, foi andando na direção do garoto que recuou até encostar-se a uma parede, então pode fazer o que estava sentindo vontade há muito tempo.
Grudou seu corpo no de Harry até ter certeza que poderia senti-lo de todas as formas possíveis, era um prazer alucinante estar tão próximo dele, aproximou seus rostos, fazendo seus narizes roçarem, a respiração de Harry estava mais falha do que nunca, e este sentia as pernas tremerem. Cedrico aproximou seus lábios do pescoço tão desprotegido de Harry, respirando lentamente, admirado em ver como cada pelo se arrepiava ao sentir a sua respiração, não resistiu e provou daquela pele, que parecia ser tão branca por pura provocação. Harry abafou um gemido, não estava mais nessa dimensão, tudo ao seu redor se tornou um borrão de cores, e fechou os olhos para poder sentir cada carícia de Cedrico sobre sua pele. Diggory estava absolutamente entorpecido, pelo cheiro e pelo sabor da pele de Harry, tudo nele parecia humilhar a perfeição.
As mãos de Harry se mantinham no pescoço de Diggory, uma delas não se conteve, entretanto, no intuito de desarrumar aqueles cabelos tão alinhados, Cedrico finalmente o encarou, marcas haviam sido deixadas no pescoço de Harry, como prova do que acabara de fazer. Os olhos de Harry bem como os de Cedrico emitiam um calor, indescritível, e tudo o que eles queriam agora e sentir o outro, o sabor real, que mesmo sem terem sido provados já eram os melhores.
Eles uniram seus lábios quase ao mesmo tempo, em um beijo único onde ninguém beija ou é beijado, simplesmente um beijo de quem é apaixonado. Sincero, quente, e tão delicioso. As mãos acompanhavam os movimentos das línguas, incessantes, querendo sentir e conhecer além do possível. Harry segurava nos cabelos de Diggory e sentia sua boca invadida pela de Cedrico, a língua do mesmo passeava por entre a sua boca de uma maneira tão gostosa que Harry sentia que poderia ficar assim a vida toda. Cedrico apoiava suas mãos pedintes na cintura do grifinório passando às vezes por entre as costas do garoto, causando-lhe breves arrepios. Tentava sentir Potter da maneira mais profunda que conseguia, e via que era igualmente retribuído em cada provocação. O gosto de Harry era único assim como seu beijo. Que jamais seria “mais um” para Cedrico, mais sim “o um”, o único que ele queria, o único que realmente, pela primeira vez, o fez se sentir completo.
Continuaram assim durante longos minutos, ou vários dias intermináveis de sol, com o corpo todo palpitando, e com o ar finalmente em escassez decidiram parar. E se encaram, as mãos continuaram nos mesmos lugares, somente as bocas se separaram, e elas já reclamavam a essa separação. Uma troca de sorrisos singelos foi tudo que se precisava, era um momento tão perfeito que os sons, além do batimento acelerado e da respiração ofegante, poderiam estragar. Cada um acariciava a face oposta à sua, que estava com um olhar puro de satisfação, e um sorriso único de contentamento. A vermelhidão nos lábios, o suor no corpo, a respiração tão falha denunciava que à pouco duas almas se uniram em uma só, numa simplicidade e complexidade tão grande que se é impossível de explicar.
O que acontecera agora, mesmo que por vontade nunca poderia ser apagado da memória, estava marcado a ferro, na mente, no coração, na pele. Os cheiros e as essências já se misturavam, bem como suas almas, que agora não eram mais únicas, eram gêmeas.
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N/A: Espero que tenham gostado desse cap. o próximo é um tanto "chato" mais necessário! E bem... continuem comentando! A fic não ofi e nao sera abandonada! Obrigada! ^^ |