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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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1. Just a bit of chocolate


Fic: Just a bit of chocolate..., by Rê Malfoy AVISO ON


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Sentiu-se empurrada contra a parede com força, franziu o cenho, incomodada. Porém, não ousou reclamar. Sabia muito bem que, se ele quisesse, poderia machucá-la ainda mais.


Mas jamais reclamaria. Não enquanto isso a levasse para a cama dele...


Sentiu os lábios finos de encontro com a pele de sua garganta. O toque lento da língua ferina contra sua pele quente. Os dedos possessivos apertando sua cintura. O aroma delicioso de hortelã do hálito dele...


As mordidinhas dos dentes afiados. O sugar dos lábios finos.


Arrepios por sua coluna. Batidas descompassadas de seu coração...


Draco sugou-lhe o lóbulo da orelha diversas vezes. Hermione arranhou a parede com suas unhas em sincronia.


Inspirou profundamente, inebriando-se do cheiro dele. A loção pós-barba, a virilidade que exalava por cada poro. Sem sombra de dúvidas, ele era o melhor.


Melhor e único...


Sentiu-o descer uma mão pela lateral de seu corpo, segurando-a firmemente pelo bumbum. Apertando-a de tempos em tempos. Excitando-a bem devagar...


Draco andou um passo, colando o torso largo contra o corpo da morena. Ergueu-lhe a perna direita, unindo os quadris. Roçou-se nela sem nenhum pudor. Bem lentamente. De forma sedutora...


Hermione gemeu...


Desceu os lábios pela curva do pescoço, provocando mais calafrios na morena. Desceu os beijos ao longo do pouco do colo exposto pela blusa do uniforme. Sorriu, maliciosamente.


Sem pensar duas vezes, abriu o primeiro botão com os dentes...


Os dedos percorreram a pele sob a saia, subindo lentamente, sentindo cada milímetro da perna de Hermione. Tornou a apertar o bumbum da garota, desta vez, pele contra pele...


Hermione deslizou alguns centímetros pela parede abaixo, as pernas já bambas. Draco a segurou, mantendo-a firme, um riso rouco. Sabia seu efeito na grifinória.


E gostava disso...


Puxando a blusa de dentro da saia, terminou de abrir os botões da camisa dela. Seus dedos tocaram a pele quente da barriga, os polegares subindo, lentamente, formando semicírculos, massageando-a. Excitando-a.


Baixou a face, sentiu o gosto do colo da morena. Sugou-lhe lentamente a pele, sentindo-a ofegar sob si.


Ergueu uma mão, percorreu-lhe a curva do seio com a ponta do indicador. Hermione fechou os olhos com força, sentindo falta de ar...


Tornou a subir os beijos, cobrindo a boca dela com a sua. Aproveitou para sentir o gosto dos lábios dela enquanto fazia deslizar-lhe a blusa pelos braços.


Ergueu as duas mãos, segurando-lhe o pescoço com certa força. Aprofundou o beijo. Mordiscou-lhe a língua. Obrigou-a a gemer seu nome.


Alargou o nó da gravata com uma mão, os olhos cinzas presos na face da garota. Um sorriso de canto de boca. Ela sempre se entregava de corpo e alma...


Sabia que, diferentemente das outras garotas, Hermione Granger não fazia apenas sexo com ele. Não... Era algo mais.


Draco a atingia como jamais outro conseguira. Atingia sua alma.


- Olhe pra mim. – disse, numa ordem, a voz rouca ao pé do ouvido.


De imediato, os olhos castanhos foram abertos. Hermione pôde ver o sorriso branco e malicioso diante de si. Um sorriso que era só para si naquele momento. Um sorriso que antecipava qualquer desejo...


Sabia o que fazer. O que ele gostava que ela fizesse.


Prontamente, afastou as mãos da parede, os dedos ainda trêmulos indo de encontro ao primeiro botão da camisa social.


Ele sorria de canto de boca enquanto ela terminava de abrir sua camisa. Hermione não resistiu e correu os dedos pelo torso largo. Alvo. Definido pelos anos quadribol...


Draco segurou-lhe os punhos com força. Surpreendendo-a. Sorriu ainda mais maliciosamente. Desceu as mãos dela pelo próprio peito, fazendo-a arranhá-lo bem devagar, linhas vermelhas sendo desenhadas em sua pele...


De repente, empurrou-a mais uma vez contra a parede, assustando-a.


Os olhos arregalados, os lábios entreabertos...


Riu pelo nariz. Gostava de surpreendê-la. De assustá-la...


Tornou a brincar com o lóbulo da orelha, sentindo-se arranhado nos braços. Sorriu consigo mesmo. Gostava das reações dela.


Hermione Granger podia ser grifinória, sabe-tudo e certinha. A aluna exemplar, monitora-chefe e orgulho do corpo docente.


Porém, era da garota por baixo do uniforme que Draco aprendera a gostar. A garota que tinha a mesma inquietação e urgência que ele. A única em Hogwarts capaz de satisfazê-lo por completo.


Não a amava, estava longe disso. Jamais sentira a necessidade vã e tola de apaixonar-se. Provavelmente porque não acreditava em amor. Na falsa ideia de felicidade que ele representava.


Prazer, por outro lado... Essa era a palavra número um em seu vocabulário.


Mas não era simplesmente um prazer carnal. Este tivera com diversas garotas. Com Granger não. Ia muito além...


De início, chegou a assustar-se. Tudo acontecera tão de repente... Num momento a estava xingando e humilhando, em mais uma das diversas comemorações de Dia das Bruxas no castelo.


No outro, porém, encontravam-se agarrados no meio da floresta proibida. No meio do caos da guerra. Dois jovens que queriam apenas viver seus últimos momentos...


A guerra terminara e ambos sobreviveram. Assim como seus desejos...


Voltaram para Hogwarts. Para terminarem o ano letivo. Voltaram a se encontrar. Dessa vez, em diversos pontos do castelo...


Mordeu-lhe a curva do pescoço com força, ouvindo-a gemer baixinho de dor. Lembrara-se da época em que ela tentara se afastar. Quando não mais ia aos seus encontros. Quando tentara arrancá-lo de vez de sua vida.


Ela fora tola. Burra em pensar que, namorando o Weasley, iria esquecê-lo. Como se namorar qualquer Weasley fosse capaz de fazê-la esquecê-lo. Esquecer um Malfoy...


Não. Não se esquece um Malfoy tão facilmente... E Draco sabia bem disso. Não fora à toa que, com tão pouco esforço, conseguira trazê-la de volta para si. De volta para seus braços. De volta para sua cama...


Ergueu as mãos, abrindo-lhe o fecho do sutiã sem delicadeza alguma. Sugou-lhe o mamilo com força, fazendo-a arrepiar-se.


Ela fora tola em tentar se afastar. Ninguém se afastava dele, a menos que ele quisesse.


E Draco não queria Hermione longe. Não por muito tempo...


Desceu uma mão pela coluna dela, arranhando-lhe a pele. Sentiu o torso delicado reclinar-se em sua direção. Abocanhou com mais vontade ainda o seio direito.


Sentiu os dedos trêmulos entrelaçarem-se em seus fios loiros. Ergueu a face, sorrindo. Gostava de todas as reações dela. Típicas reações de entrega que, vindas de Hermione Granger, significavam muito para ele.


Beijou-lhe os lábios com avidez, sugando o inferior demoradamente. Sentiu o gemido dela contra seus lábios. Não pôde evitar de sorrir. Granger era sua. Sempre seria... Ao menos enquanto ele ainda a quisesse...


E Draco ainda a queria. Muito...


Com um pequeno ruído, Hermione ouviu o deslizar do zíper. Segurou-lhe o quadril com força, a pele fria contrastando e muito com a sua.


Draco sempre se controlara. Sempre fizera tudo à sua maneira. Hermione, por outro lado, sempre tivera de ceder. Tão facilmente...


Quando ele quisesse. Aonde ele quisesse. Como ele quisesse...


Sentiu-se erguida do chão, entrelaçou ambas as pernas ao redor do quadril dele. Segurava-se firmemente nos ombros largos. A cabeça pendendo para trás conforme ele ainda distribuía beijos e mordidas em seu colo.


Caíram na cama com força, o corpo dele machucando o seu. Mas ele jamais perguntaria se ela estava bem. Sonserinos não demonstravam preocupação. Malfoys, muito menos...


Ele apenas a fitava. A fitava e esperava...


Os olhos acinzentados fixos nela. Um mar em tempestade. Escuros pelo desejo. Sedentos para fazê-la dele.


Um sorriso seu e era tudo o que bastava. Era tudo o que ele precisava. Draco sempre voltava sua atenção para seu corpo depois disso. Voltava a tocar-lhe de maneira sedutora e possessiva. De maneira íntima e pessoal...


Não eram meros toques, meras carícias. Não com ele. Draco conseguia impor sua personalidade em cada movimento. Mostrar seu verdadeiro eu.


Arrogante, orgulhoso e prepotente. Rude, sedutor e possessivo.


Retirou-lhe os sapatos, as meias e a saia. Arranhou-lhe as pernas com as unhas curtas antes de retirar-lhe a calcinha.


Afastou-lhe as pernas e sentiu o gosto mais íntimo da morena. Mais uma vez, a fez gemer seu nome...


Subiu os beijos ao longo de todo o corpo. Jamais diria, mas ela tinha um corpo desejável. Digno de permear-lhe os sonhos. Como muitas vezes acontecia...


E ele sempre acordava excitado. Sempre que sonhava com ela, acordava querendo-a ao seu lado. Querendo o corpo curvilíneo e esguio. O corpo que ele mais desejava em Hogwarts.


Mas ela não precisava saber disso para deitar-se consigo. Assim sendo, jamais lhe diria...


Pôs-se de pé alguns instantes, terminou de se despir. Tinha consciência do olhar dela sobre seu corpo. Gostava disso.


Do modo como ela o encarava, sedenta por ele. O tom escuro adquirido pelas íris castanhas claras. O leve rubor de vergonha na face delicada.


Tornou a deitar-se sobre ela, beijou-a mais uma vez. Um beijo lento, íntimo. Provocante. Sensual.


Ajeitou-se rapidamente, segurou-lhe a cintura. Ergueu-a brevemente, puxando-a para perto de si, e enterrou-se de uma só vez.


O gemido de incômodo vinha como todas as noites. Sabia que ela odiava quando a penetrava daquela maneira. Por inteiro. Sem sequer avisá-la ou dar-lhe algum sinal...


Ela ousara reclamar uma única vez, chegara a pedir-lhe calma.


Bastara a ameaça de bater-lhe com a porta na cara para que Hermione nunca mais reclamasse...


Sabia que podia ser mais delicado. Mais carinhoso. Mais preocupado.


Mas esse simplesmente não era seu jeito de ser. E sabia bem que não era isso o que ela precisava.


Delicadeza, carinho, preocupação. Tudo isso ela tivera com Ronald Weasley. Tudo isso a levara, mais cedo ou mais tarde, a voltar para ele, Draco Malfoy...


Movimentou-se bem lentamente, entrando e saindo por completo de dentro dela. Hermione dividia-se entre gemer de dor ou de prazer.


Draco não conteve um sorriso. Adorava as contradições dela.


Sentiu-a rebolar contra si, os lábios vaginais sugando seu membro com movimentos ritmados. Não sabia se ela tinha consciência disso, da sincronia que tinham, mas gostava disso nela. Principalmente por tal sincronia ser tão inexplicável...


Aumentou a pressão contra o corpo dela, diminuindo o intervalo das estocadas. Seus braços estendidos e apoiados ao lado do corpo delicado, os músculos tensos pelos movimentos de investida.


Alguns fios caíram-lhe por sobre os olhos. Cobrindo os olhos acinzentados escurecidos.


Era o momento que Hermione mais gostava. Senti-lo dentro de si e poder ver os olhos parcialmente cobertos. Vê-lo aumentar o ritmo por si. Saber que ele desejava a si.


Mordeu o lábio inferior com força ao sentir uma leve tontura. Uma pontada forte no baixo ventre. A antecipação do clímax.


Murmurara-lhe o nome. O primeiro nome. A voz feminina saindo num pequeno sussurro. O corpo quente e em chamas. Por ele. Sempre por ele...


Draco continuou até não aguentar mais. Ansioso e excitado. Querendo demonstrar que era ele quem detinha o controle.


Mas não podia negar que sentia-se sempre mais excitado ao vê-la sucumbir primeiro. A queda de uma grifinória diante de um sonserino. A queda de Granger diante de um Malfoy.


Desabou por completo em cima dela. Cansado. Suado.


Ela conseguia levá-lo ao extremo...


Sentiu o perfume dos fios castanhos, seu rosto escondido na curva do pescoço de Hermione. Sentiu-lhe as unhas deslizarem a pele de suas costas com calma e tranquilidade. Uma espécie de carinho que ela costumava lhe fazer depois do ato.


Virou-se de lado, puxou-a para si. Aconchegou-a em seu peito, ordenando que dormisse.


Apagou pouco tempo depois, ainda abraçado a ela. Queria sentir o corpo quente em contato com o seu quando acordasse na manhã seguinte...


***


Acordara cedo, ainda não eram seis horas da manhã. Conhecia a rotina dele, porém, e sabia que não podia ser vista saindo do quarto particular de Draco.


Espreguiçou-se lentamente na cama, sentiu o vazio ao seu lado. Olhou de repente para sua esquerda, deparando-se apenas com o lençol negro de linho amassado.


Olhou para frente, porém, e o encontrou. Aos pés da cama, apenas com a boxe preta. Os braços estendidos e apoiados ao longo da base de madeira. Um sorriso tranquilo e sereno.


Sorriu de volta, sem mesmo saber porquê. Apenas tinha vontade de sorrir-lhe sempre que ele a fitava daquela maneira...


- Conhece as regras. – a voz baixa e rouca. Firme, como sempre.


Assentiu com a cabeça, sentando-se na cama e espreguiçando-se mais uma vez.


Claro que conhecia. Já estavam nisso há mais de seis meses.


- Tome. – ele disse, de repente, e Hermione teve apenas tempo de estender as mãos em formato de concha e aparar algo que ele lhe jogara.


Observou o objeto e fitou-o, confusa. Ele jamais lhe dera algo antes.


- Por que? – perguntou, sem se conter.


Estava confusa e não conseguiu se controlar. Sua curiosidade falara mais alto e ela precisava saber o motivo daquilo. Daquela atitude repentina.


O motivo de ele ter lhe dado um anel que ele mesmo costumava usar. Um anel de prata com entalhes em preto. Um anel tipicamente sonserino. Um anel tipicamente Malfoy.


A resposta fora um mexer de ombros displicente. Ele jamais lhe diria, era óbvio. E ela jamais conseguiria ler-lhe a mente.


Odiava o fato de ele ser tão bom oclumente. Melhor do que ela mesmo era...


Assentiu, pois, sem mais nada dizer. Pôs-se de pé e vestiu suas roupas. Guardou o anel no bolso da saia do uniforme.


- Não seja idiota! – a repreensão fora hostil, assim como o fato de ele ter ido até ela, com passo firmes, e ter-lhe puxado pelo braço com força.


- Malfoy... – Hermione reclamou, mas ele não a ouvia.


Retirou-lhe o anel do bolso, forçou-lhe no anelar direito.


- Se dei, é pra usar! – disse, sério. Emburrado.


Hermione não conteve o riso pelo nariz.


- Obrigada! – disse, ainda rindo, mas ele revirou os olhos, impaciente como sempre.


Indicou com um aceno de cabeça a saída, no que ela assentiu e caminhou para a porta.


- Granger. – ela voltou-se para ele, a mão já à maçaneta – 22 horas, depois da ronda.


A morena sorriu, ficando um tanto sem jeito, mas tornou a assentir. Sabia o que aquilo significava.


Mais uma noite com ele. Mais uma das milhares noites em que não dormia em seu quarto particular de monitora-chefe.


Abriu a porta, desejou-lhe uma Feliz Páscoa. Saiu, como fazia todas as manhãs.


Draco deitou em sua cama, apoiando a cabeça sobre um braço. Mirou o teto por alguns instantes, o pensamento longe.


Alguns raios de sol começaram a entrar pela fresta da cortina. Draco permaneceu deitado.


Não sabia porquê quisera dar a ela aquele anel. Era, de longe, o seu favorito. Não que tivesse muitos, apenas dois. Um fora presente de sua finada mãe, e pertencera a seu avô materno. O que dera a Hermione Granger, no entanto, fora ele mesmo quem escolhera. Comprara-o anos atrás numa viagem de férias e simplesmente gostara dele. Tinha-o como um amuleto. Simplesmente não parava de usá-lo...


Franziu o cenho. Não sabia porquê dera a ela. Sabia apenas que queria dar e o fizera.


Fechou os olhos, respirou fundo. Deveria estar ficando maluco...


Lembrou-se das últimas palavras dela, franzira mais uma vez o cenho de leve. Esquecera-se completamente que era domingo de Páscoa.


Pensou por alguns segundos, a mente longe.


Abriu os olhos, sorriu de canto de boca. Uma ideia deliciosamente maliciosa surgira em sua cabeça...


Pôs-se de pé, tratou de tomar banho e se vestir. Precisava comprar algumas coisas para aquela noite.


Se era Páscoa, nada melhor do que aproveitar a chance para divertir-se mais uma vez com Hermione Granger.


E alguns pedaços de chocolate amargo derretido certamente não fariam mal algum...


***


Draco encontrava-se recostado à janela, os braços cruzados junto ao peito.


Sério. Preocupado. Irritado.


Ela estava atrasada...


Sabia bem o porquê, porém. Revirou os olhos, trincou os dentes. Não pôde deixar de amaldiçoar Blaise Zabini. Apesar de ser seu melhor e único amigo, o rapaz simplesmente estava estragando seus planos.


Olhou para o relógio de punho, 23:45 horas.


Não saber o que estava acontecendo, porém, era o que mais o agoniava...


Voltou-se rapidamente para a porta assim que ouviu o ruído da maçaneta sendo girada. Vislumbrou a face da morena pela fresta da mesma, viu-a entrar em seu quarto. Uma sensação estranha tomou conta de si. Uma mistura de alívio e raiva. De impaciência e desejo primitivo.


- Antes que reclame e desconte em mim, a culpa não foi minha! – ouviu-a dizer assim que ela fechara a porta – Culpe seu amiguinho Zabini. – ela reclamou, irritada – Ninguém mandou aprontar durante minha ronda!


Soltou lentamente o ar, não deixando de notar o contraste entre sua calma aparente e a visível agitação que tomava conta de Hermione Granger.


Ela não estava satisfeita, claro.


Ela jamais lhe diria o motivo, mas Draco não precisava perguntar o que acontecera. Sabia exatamente o que o amigo fizera...


Alertara-o para ir fumar pó de bico de hipogrifo em outro lugar que não no banheiro interditado do terceiro andar.


Mas ele não lhe ouvira.


Dissera que Hermione iria percorrer aquele caminho naquela noite.


Ele não se importara.


- O que vai acontecer? – perguntou, pondo as mãos nos bolsos da calça, as costas recostadas à parede.


A morena deu de ombros, ainda séria.


- McGonagall decidiu aplicar-lhe uma detenção até o final do período letivo. – explicou, visivelmente contrariada – Como faltam apenas dois meses para nos formarmos, ela ficou com pena e optou por não expulsá-lo.


- E você não gostou nada disso... – o loiro murmurou, um sorriso no canto dos lábios. Jamais a vira querer mal a alguém. Aquilo simplesmente não era típico dela.


Novamente, Hermione deu de ombros, desta vez colocando as mãos nos bolsos traseiros da calça jeans.


- Fazer uso de pó de bico de hipogrifo é ilegal. – disse ela, um tanto seca – Ele poderia parar em Azkaban por isso!


Draco revirou os olhos, entediado.


- A pena é de duas semanas em Azkaban, Granger. – informou ele, a voz arrastada – Acredite: Zabini sobreviveria esse tempo lá.


- Não estou preocupada se ele sobreviveria ou não à Azkaban! – a resposta veio de imediato. Ferina. Séria – Apenas não acho justo ela ter tido complacência com ele simplesmente porque falta pouco tempo para nos formarmos. – a morena continuou, os lábios pressionados numa linha dura – Dois meses atrás, ela expulsou dois alunos do quinto ano da Lufa-Lufa porque você disse a ela que eles estavam transando na Torre de Astronomia.


- E estavam! – o loiro retrucou, na defensiva.


- E nós estamos fazendo o quê?! – Hermione exclamou alto, sem se conter.


Silêncio...


Draco tornou a cruzar os braços junto ao corpo, fechando o cenho. Não estava gostando do rumo daquela conversa.


Hermione, então, bufou, impaciente e cansada, e soltou o elástico que prendia os cabelos, deixando-os cair sobre os ombros. Caminhou até a escrivaninha dele, abriu a primeira gaveta.


Draco ergueu uma sobrancelha, desconfiado.


- Não sabia que bebia. – disse, sério, vendo-a pôr uma quantidade considerável de whisky de fogo num pequeno copo de vidro.


- Não bebo.  – foi a resposta prática.


Hermione sorveu parte da bebida. Engasgou-se um pouco, ouviu o riso rouco e baixo dele.


- Vá à merda, Malfoy! – disse, revirando os olhos, guardando a garrafa de volta à escrivaninha.


Pegou o copo, agitou-o brevemente. Viu-o caminhar em sua direção, parando ao seu lado.


- Hey! – reclamou, vendo-o retirar o copo de sua mão e sorver todo o líquido âmbar de uma única vez.


- Não a quero bêbada. – foi a vez dele ser prático – Além do mais, beber não mudara o fato de Zabini não ter sido expulso e Parks e Lemann, sim.


A morena rolou os olhos, impaciente.


- Não acho justo. – disse, de frente para ele, os braços cruzados junto ao corpo – E a culpa disso tudo é sua!


- Minha? Por que?! – ele quis saber, irritando-se. Por que a culpa sempre tinha de ser dele?


- Porque você foi o responsável pela expulsão deles. – Hermione explicou – Poderia simplesmente ter-lhes aplicado uma detenção!


O loiro revirou os olhos, apoiou o copo sobre a escrivaninha. Voltou-se para ela, então, e sorriu-lhe de forma irônica.


A expressão de descaso e deboche de Draco apenas fez com que a morena se irritasse ainda mais.


- Malfoy, por Merlin! – ela reclamou – Você foi muito filho da puta fazendo o que fez!


O loiro arregalou os olhos diante do comentário grosseiro.


Riu, sem se conter.


- Além de beber, xinga. – debochou, de forma sacana.


Hermione deu um soco de leve no braço dele.


- Só digo que, se eu e você podemos dormir juntos, porque eles não podem? – questionou, o nariz empinado.


Draco sorriu de canto de boca.


Maliciosamente. Sarcasticamente.


- Porque, Granger..., – disse, andando na direção dela, obrigando-a dar um passo para trás – ... nós sabemos como fazer, eles não... – e o tom cretino fez-se presente no mesmo momento em que ele estendia os braços e a prendia entre a escrivaninha e ele – Não dá pra transar na Torre de Astronomia e não ser pego por um monitor fazendo sua ronda, então...


- Dá sim! – Hermione disse, sem pensar, e prontamente levou a mão à boca.


Draco ficou sério.


Furioso.


- Malfoy, eu... – Hermione tentou, sem jeito.


- Quem? – ele a interrompeu, seco.


- Eu...


- Com quem, Granger?!


Hermione soltou um longo suspiro, os ombros caídos. Os olhos cinzas frios aguardando uma resposta.


- Rony. – disse, a contragosto, sentindo as bochechas esquentarem – Estava numa ronda e ele foi me fazer companhia e...


- Poupe-me dos detalhes, ok? – Draco deu-lhe as costas e voltou para a janela.


Viu-o retirar do bolso um maço de cigarros...


Hermione sabia que ele estava irritado. Conhecia bem as reações dele. Preferiu não dizer mais nada, pois não queria piorar a situação.


Era estranho. Tudo era muito estranho entre eles. Há meses se encontravam e dormiam juntos. Praticamente todas as noites.


Encontravam-se na sala precisa, nos banheiros interditados. Nas salas de aula vazias durante as rondas. No quarto dele de monitor-chefe...


Mas jamais conversavam. Família, amigos, interesses pessoais. Sobre a guerra.


Simplesmente não conversavam.


Nunca.


Continuavam perfeitos estranhos um para o outro.


Com o tempo, aprenderam a entender as reações um do outro. Mas os sentimentos ainda permaneciam um mistério. Um mistério indecifrável...


Assim como a ligação que os unira...


 


[Flashback]


Hermione corria sem parar, desesperada. Lançando feitiços a esmo para trás. Galhos e folhas machucando sua pele conforme percorria o caminho estreito entre as árvores...


Estava sozinha e sem saída. Seus amigos lutavam dentro do castelo. A ordem e os comensais travando a batalha final. E ela fugindo de seu algoz.


Para dentro da Floresta Proibida. Seu maior erro...


Mas não pensara. Quisera apenas salvar Lilá Brown. Não poderia deixá-la nas mãos daquele assassino cruel. Um lobo desgraçado.


Agora, Greyback corria atrás de si. Tornara-se a próxima vítima...


Ficar e lutar não era uma opção. Não conseguiria vencê-lo numa batalha justa. O lado lupino lhe dava maior resistência, assim como o lado gigante de Hagrid o protegia.


Correr era a melhor solução. E era isso o que a morena fazia...


Se ao menos conseguisse chegar ao povoado de Hogsmeade... Poderia aparatar ou até mesmo contar com a ajuda de bruxos do Ministério que lutavam no lugar. O pensamento a impulsionava a seguir em frente.


Suas pernas, porém, a arrastavam para o chão...


Ouviu gritos e mais gritos. Vindos de longe. Do pátio principal do castelo.


Tentou manter a esperança. Não podia pensar nos amigos que lutavam.


Se pensasse, se parasse,seria seu fim.


Chegou a uma clareira, a lua iluminando o espaço em branco entre as árvores. Olhou ao redor, nervosa. Estava perdida.


Tentou realizar um feitiço localizador, deixou a varinha cair. Suas mãos tremiam como nunca.


Abaixou-se para pegar, ergueu-se rapidamente.


Ouviu com atenção o barulho de alguém se mexendo entre as sombras.


Não acreditou quando o viu...


- Que faz aqui?! – perguntou, séria, andando um passo para frente.


Nervosa. Tensa.


Mas sabia que a ele conseguiria enfrentar.


- O que você faz aqui?! – Draco rebateu, saindo do lado oposto da clareira, caminhando pesadamente na direção dela – Porque diabos...


Mas calou-se de imediato. O uivo de Fenrir Greyback ecoou não muito longe de onde estavam.


- Quem mais está com você?! – Hermione disse, ríspida e séria, mas num tom mais baixo – Anda, diga! Quem mais está escondido nesta maldita floresta?!


- Ninguém, Granger. – ele disse, impaciente, mas também em voz baixa – A batalha acontece no castelo, se não reparou!


Hermione quis xingá-lo, mas um novo ruído atrás de si chamou-lhe a atenção.


Correu para o centro da clareira.


Greyback acabava de sair de onde estivera.


- Finalmente... – ele sorria, a voz saindo num latido.


O olhar perverso. As unhas afiadas e amarelas pendendo ao lado do corpo.


Um instinto assassino.


Hermione por pouco não desmaiou de medo...


Empunhou a varinha, não sabendo se a apontava para o lobo ou se para Draco.


O loiro pareceu não entender a confusão da morena de imediato.


Fenrir, por sua vez, gargalhou alto.


- Não se preocupe com ele, garotinha sangue sujo. – ele disse, divertindo-se com o medo dela – Malfoy não lhe fará mal. Eu, por outro lado...


Draco arregalou os olhos instintivamente.


Entendeu o que Hermione Granger fazia na clareira.


Ela tentava fugir...


Observou os dois oponentes, Greyback aproximando-se lentamente. Hermione dava pequenos passos para trás. Os olhos sempre presos no lobo. Vez ou outra recaindo sobre si.


Não podia ajudá-la. Do contrário, ele mesmo sofreria as consequências. Greyback o mataria em questão de segundos.


Sem dó nem piedade.


Xingou Merlin diversas vezes em pensamento. Amaldiçoou a morena, o lobo e a si mesmo. Mas não havia mais solução.


Ele estava ali. Entre eles. E seria o único a ver como Hermione Granger fora morta por Lobo Greyback...


Fugira para a floresta para se afastar da guerra. Não queria mais continuar com aquilo. Não tivera escolha em se tornar comensal. Era se tornar um ou morrer pelas mãos do próprio pai. Mas tinha escolha quanto a participar daquela loucura.


E ele se recusava a participar daquilo.


Não queria matar. Principalmente, não queria ser morto. Decidira esconder-se e esperar pelo final. Já tinha inclusive o discurso preparado.


Se os Comensais vencessem, diria que havia sido estuporado. Receberia algumas maldições, mas não se importaria. Já estava acostumado a elas. Recebera-as a vida toda.


Caso a Ordem da Fênix se sagrasse vencedora, porém, poderia usar a desculpa de que não participara da guerra. Que não lutara efetivamente ao lado dos comensais da morte. Provavelmente, ficaria alguns anos em Azkaban, mas era melhor do que estar morto.


Viu o lobisomem sorrir para sua presa. Hermione empunhava a varinha como uma espada.


Greyback uivou alto.


- Não se intrometa.


Fora tudo o que dissera.


Antes de avançar para a morena...


[Flashback]


 


Esperou alguns instantes, mas o loiro continuou a fitar o horizonte. Sério. A mente em outro lugar.


O cigarro parcialmente tragado. Uma leve fumaça cinza ao redor dele.


Mordeu o lábio inferior, sem saber o que fazer.


A frase de Zabini ainda ecoando em sua mente.


“Sabe, Granger, você é uma sangue-ruim, mas jamais pensei que fosse idiota ou burra!” – o negro dissera, debochado, enquanto ela o levava para se encontrar com Filch, que lhe aplicaria a detenção já naquela noite. “Malfoy não se importa com você, está apenas te comendo!”, dissera ele, rindo, à porta da sala do zelador.


Hermione, que se chocara pelo fato do rapaz saber de seu envolvimento com o loiro, ficou sem palavras.


Se não acredita em mim, pergunte a ele.”, foi o desafio do rapaz. “Pergunte a ele. Ou melhor...!” e riu mais ainda, uma gargalhada perversa “Pergunte a ele porque ele está de fudendo e de casamento marcado com a gostosa da Greengrass.” E notando a surpresa no olhar dela, bateu-lhe com a porta na cara.


Hermione fechou os punhos ao lado do corpo. Decidiu que era melhor ir...


- Onde diabos pensa que vai?! – Draco questionou assim que a vira abrir a porta.


- Meu quarto. – foi a resposta obtida – Está claro que não me quer aqui e eu mesma não quero mais ficar aqui.


- Quando não a quiser, Granger, saberá! – ele retrucou, pegando a varinha do bolso traseiro e, com um feitiço, batendo a porta com força e a trancando – E, quanto ao que você quer ou não quer, isso não me importa.


Com outro movimento ágil, fez a roupa dela desaparecer...


- Malfoy! – Hermione reclamou, sentindo-se nua, apesar de ainda estar de calcinha e sutiã.


Sentiu-se tola. Ele já a havia visto nua tantas vezes. Ainda assim, a raiva suprimiu-lhe o embaraço. Sentiu-se violada, de certa maneira. Exposta sob o olhar dele. Desrespeitada.


Cruzou os braços junto ao corpo, empinou o nariz. Não gostara daquilo. Não gostara nem um pouco daquilo...


Draco andou até ela, puxou-lhe os braços que cobriam o colo.


- Achei que conhecesse as regras. – disse, sério, segurando os braços dela abertos ao lado do corpo frágil.


Hermione inspirou lentamente, fechando os olhos com força.


Em seguida, deu-lhe um tapa na face.


- Você é um idiota! – respondeu, tornando a fitá-lo.


Draco mordeu a língua e o lábio inferior. Os olhos brilhando de raiva.


Riu.


- Posso ser idiota. – disse, puxando-a para si, unindo os corpos, segurando os punhos dela por trás do corpo desnudo com força – Mas sei que sou o único idiota capaz de te dar exatamente o que precisa...


E, sem pensar duas vezes, puxou-a para si, beijando-lhe a boca.


Hermione conteve um gemido. Odiava o fato de ele estar certo...


Draco pressionou seus lábios contra os dela, sentindo a resistência da morena. Sorriu de canto de boca. Adorava um desafio...


Desceu os lábios para a curva do pescoço de Hermione, sabendo ser ali o ponto fraco dela. Sentiu-a contorcer-se de leve. Sorriu mais uma vez.


Hermione segurou-lhe a nuca, desceu as mãos lentamente pelos ombros, braços...


A próxima coisa que Draco sentiu foi seu impacto contra o colchão duro.


A próxima coisa que conseguiu ouvir foi a porta batendo com força.


Hermione se fora...


- Desgraçada! – reclamou, saltando da cama num pulo.


Escancarou a porta e saiu do quarto.


A passos pesados, cruzou o pequeno corredor. O quarto dela não ficava mais que dez metros do seu.


- Granger. – chamou, com raiva, batendo na porta – Abra, sou eu.


- Nem me passou pela cabeça que fosse outra pessoa! – ela retrucou do outro lado.


O loiro trincou os dentes, furioso.


- Me deixa entrar. – ordenou.


- Vai pra cama, Malfoy! – Hermione rebateu – Anda, sai daqui! Me deixa em paz!


- Abre logo ou eu arrombo essa maldita porta! – ele a alertou, já puto.


- Vai pro inferno!


Recusando-se a discutir à distância, Draco deu dois passos para trás. Ela estava com sua varinha. Teria de fazer do jeito mais difícil.


Sem pensar duas vezes, se jogou contra a porta. Algo se quebrou, e ele entrou no aposento.


- Draco Malfoy! – Hermione exclamou, do centro do quarto, horrorizada – Você é maluco?! Sai daqui AGORA!


Agarrou-se ao dossel vermelho da cama, escondendo-se, aflita. Draco perceber que ela estava tão assustada que sua adrenalina abaixou no mesmo instante.


Olhou para baixo, chutou a cadeira quebrada para o lado. Empurrou a porta para fechá-la e se recostou ali mesmo, tentando parecer inofensivo.


O que não era nada fácil...


- O que diabos está acontecendo com você hoje? – perguntou, mais calmo, sorrindo de canto de boca, desfazendo o nó da gravata social e desabotoando o primeiro botão da camisa.


Hermione arregalou os olhos, surpresa ao ouvir aquilo.


- Não sei nem quero saber! – disse, tentando controlar o nervosismo da voz ao vê-lo se despir – Quero apenas que vá embora!


- Sinto muito, mas isso não posso fazer. – ele respondeu, com ironia – Você veio pra cá, com minha varinha, que você usou pra me azarar, diga-se de passagem, e sequer tive tempo de me divertir. – debochou – Então, Granger... – sorriu mais ainda, abrindo o segundo botão, tirando com os próprios pés os sapatos – Entenda: não posso sair daqui tão cedo...


Hermione engoliu em seco. Ele parecia um predador encurralando sua presa...


- Você é ridículo! – disse, tentando assumir o controle da situação – Saia já do meu quarto!


- Não. – foi a resposta dele.


- Malfoy, por Merlin! – ela reclamou – Me deixe em paz!


Ele jogou as meias para um canto, cruzou os braços junto ao corpo, o cenho fechado. A camisa parcialmente aberta dando uma pequena visão do tórax largo.


- Tudo isso é porque Zabini não foi expulso?! – questionou, um tanto incrédulo e muito irritado – Por Merlin, Granger, se for por isso, eu mesmo falo com ele e mando ele te pedir desculpas, serve?!


Hermione riu sem se conter.


- Malfoy, isso... – levou as mãos aos cabelos, prendeu-os com força antes de soltá-los – Arre, Malfoy! Que merda!!! – revirou os olhos, impaciente – Você me irrita, Malfoy, por diversas coisas! Eu não gostei do que fez, pronto! – disse, irritada – Lançar um feitiço em mim, arrancar minhas roupas... Quem pensa que sou?! – exclamou, com raiva.


O loiro parou alguns segundos, finalmente compreendendo.


- Foi isso?


Erro.


- ‘Isso’??? – Hermione repetiu, incrédula com o que acabara de ouvir – ‘Isso’???  - disse, mais uma vez, saindo de detrás do dossel, as íris queimando – Acha que fez pouco?!


Foi a vez dele levar uma mão aos cabelos.


- Ok, chega de drama. – disse, firme – Vamos voltar ao que realmente interessa, Granger.


Hermione riu, atônita.


- Não conhece a palavra ‘desculpa’, não? – disse, com ironia.


Dessa vez, Draco quem riu.


- Conhecer eu conheço. – debochou – Mas se pensa que irei pedir desculpas a você, está muito enganada.


- Desgraçado! – ela exclamou, sem se conter.


Draco a fitou atentamente por uns instantes.


Os cachos desalinhados caindo por sobre os ombros nus. O peito arfante subindo e descendo de raiva. Os seios firmes por detrás do sutiã preto.


O nariz levemente empinado. O cenho franzido. O brilho de ódio nas íris castanhas.


A cada dia que se passava, Hermione perdia mais e mais o controle de suas emoções.


A cada dia que se passava, Hermione parecia-se mais e mais com ele...


Andou até ela, viu-a erguer a varinha em sua direção. Sua varinha.


Estendeu a mão, pronunciou um feitiço mental. O objeto foi parar diretamente em sua mão.


Os olhos dela se arregalaram. O queixo caíra levemente. Jamais pensara que ele pudesse realizar magia sem varinha. Jamais pensara que ele pudesse ter tamanho autocontrole assim.


Então, lembrou-se do que ocorrera tempos atrás.


Da guerra. Do cerco na clareira.


De Fenrir Lobo Greyback...


 


[Flashback]


Viu o lobisomem sorrir para sua presa. Hermione empunhava a varinha como uma espada.


Greyback uivou alto.


- Não se intrometa.


Fora tudo o que dissera.


Antes de avançar para a morena...


Feitiços lançados. Feitiços desviados.


Greyback pulou na direção da morena. Hermione correu e desviou-se por pouco.


Novos feitiços, novas investidas.


Era questão de segundos até que ela sucumbisse...


Viu-a perder a varinha, ser jogada contra o tronco de uma árvore. Bater violentamente contra o mesmo, cair no chão, chiando de dor.


Viu a fera partir o objeto mágico em pedaços. Avançar para ela.


Sem pensar, lançou um sectusempra.


Fenrir urrou. De espanto, não de dor.


De raiva.


- Quer morrer, Malfoy?! – foi a frase dele.


Simples e direta. A ameaça mortal.


- Quero. – foi a resposta obtida.


Draco começou a lançar diversos feitiços. Todos atingiam o lobo no peito. Nenhum deles provocando dano algum.


- Está morto, garoto. – Fenrir urrou, dirigindo-se para o loiro. Correndo, como um lobo feroz.


Malfoy atingiu-o com um sectusempra na altura do pescoço, a pele dele se rasgou. O lobisomem, porém, seguiu em frente, saltando em cima do rapaz.


Jogou o loiro ao chão, as mãos apoiadas no peito dele como um animal. Partiu-lhe a varinha como fizera com a de Hermione.


Sorriu.


-Narcisa terá dois enterros para preparar esta noite. – disse, com gosto, uma mão na garganta de Draco.


O loiro ergueu os braços por instinto. Segurou o pescoço do lobo enquanto este apertava sua garganta. Estava sufocando.


Tateou, sentiu sangue em seus dedos. Sua visão já turva. Cravou as unhas no pescoço da fera, bem nas feridas causadas por seu feitiço anterior. Sentiu o corpo amolecer. Suas forças esvaindo-se. A dormência tomando conta de seu ser...


Fechou os olhos, pronunciou mentalmente o feitiço.


Sentiu um aperto mais forte em sua garganta. O peso do lobo cair sobre si.


Morto.


Hermione tremia sem parar. Os olhos arregalados diante da cena que se passava à sua frente.


Num instante, Fenrir Greyback estrangulava Draco Malfoy. No segundo seguinte, o loiro executava um feitiço sem varinha.


Uma maldição imperdoável. Avada Kedavra.


Draco Malfoy matara Fenrir Lobo Greyback com as próprias mãos...


[FLASHBACK]


  


Draco tornou a andar, Hermione deu alguns passos para trás. Antes que ela pudesse fugir por sobre a cama, ele a segurou pela cintura, colando-a de costas para si.


Hermione se debateu, chiou, reclamou. Draco a virou para si, obrigando-a a encará-lo.


As mãos dele, então, se apoiaram gentilmente sobre os ombros dela, provocando-lhe arrepios por toda a espinha. Desceram até a cintura, mantendo-a próxima a si...


- Quero que saia. – Hermione disse, firme, sustentando o olhar dele.


- Não, você não quer.


A arrogância de Draco soou como um desafio.


Sorriu maliciosamente.


Hermione pegou um copo com água na mesinha de cabeceira e jogou nele.


- Quero sim! – esbravejou, furiosa.


Sem se abalar, Draco tirou o restante da camisa.


Sempre sorrindo. Sempre debochado...


- Mentira. – disse, com uma calma irritante.


Indignada pela determinação nos olhos cinzas, pegou a pequena jarra e jogou o pouco da água da noite anterior que ainda havia ali nele.


O líquido escorreu pelo tórax alvo, de­senhando um caminho até o membro viril.


Os olhos dele emitiram faíscas.


- Farei você lamber tudo isto. – ele ameaçou, tirando o cinto.


O olhar sedento de Draco enviava pulsos elétricos para todos os nervos do seu corpo. Tensa e excitada, Hermione sentiu sua intimidade umedecer de imediato.


Draco a empurrou contra a cama. Pega de surpresa, Hermione caiu sentada sobre a mesma.


Ele, então, apoiou um joelho sobre o colchão e puxou-lhe pelas pernas, trazendo-a para si.


Hermione não mais conseguiu fugir...


O desejo também a consumia. Raiva? Esvaíra-se. Sua razão a abandonara. Seu corpo clamava por ele mais uma vez, desejando-o novamente dentro de si.


- Sabe o que mais gosto em você, Granger? – ouviu-o perguntar, os dedos segurando suas coxas com força.


Machucando-a. Cravando-se em sua pele.


Não soube como, mas conseguiu negar com um aceno de cabeça.


Porém, teve medo da resposta...


- Gosto do fato de você responder com tanta intensidade aos meus toques. – ele murmurou, a voz baixa num sussurro rouco – Do fato de você vibrar e se arrepiar quando faço isso... – e arranhou-lhe a pele de leve, vendo as imediatas reações do corpo da morena – Do modo como você geme meu nome...


- Para! – ela pediu, vermelha de vergonha.


Humilhada.


Apoiou os cotovelos na cama, tentou se afastar. Draco a puxou pela cintura, trazendo-a de volta para perto.


- Malfoy, me deixe em paz, ok? – disse, séria, forçando seu tom de voz a parecer mais severo do que costumava ser – Isso tudo foi um erro. Jamais deveríamos ter nos deixado levar, jamais deveríamos ter continuado depois que voltamos pra cá! – exclamou, firme – Vamos esquecer isso tudo, está bem? Volte a me odiar, eu volto a odiar você, fim do problema!


Draco riu pelo nariz.


Aquele murmúrio rouco e gostoso provocou-lhe mais arrepios de prazer.


- Vá embora. – ela ordenou, o olhar estreito.


Draco riu da ordem, sem se convencer.


- Granger, seja sincera com você mesma. – murmurou, divertido – Admita o que está sentindo. Eu vejo em todas as linhas do seu corpo. A maneira como se arrepia, o desejo latente em seus olhos, a rigi­dez no bico dos seus seios forçando o sutiã... – debochou – Não imagina o quanto está sendo difícil esperar você se decidir em vez de arrancar o restante da sua roupa de uma só vez! – ela arregalou os olhos. Draco sorriu de canto de boca – Somos livres, Granger. Podemos fazer o que quiser­mos. E, neste momento, quero você... – ampliou seu sorriso cínico, reclinando-se sobre ela – Quanto tempo mais vou ter que esperar até que se acalme e me estar dentro de você?


Hermione engoliu em seco.


Sua raiva voltando em dobro.


- ‘Nesse momento’? – repetiu, cética – Nossa, muito obrigada por explicar tudo! Estou satisfeita por ser uma diversão para você neste momento.


Draco estreitou o olhar, observando a raiva na face da morena. Ela nunca estivera tão bonita...


Com os olhos brilhando de raiva, a boca entreaberta, os lábios vermelhos prontos para serem sugados...


Desejava-a e estava determinado.


Determinado a tê-la.


- Chega de conversa, Granger. – disse, segurando-a pela cintura, prendendo-a entre seus joelhos – Já discutimos demais por uma noite, não acha?


Reclinou-se em sua direção, percorreu-lhe o corpo com uma das mãos. Baixou o rosto e roçou seu nariz de leve no dela, provocando-a. Beijou-a demoradamente, sentindo-a se derreter sob si...


Provocou-a com a ponta da língua, os olhos dela se fecharam.


Hermione respirou profundamente enquanto ele mordia e chupava o lóbulo de sua orelha. Tentava, mas não conseguia resistir.


Assim como não conseguira resistir a ela da primeira vez...


 


[Flashback]


Abriu os olhos lentamente, a visão um tanto embaçada. Num primeiro momento, as árvores giravam ao seu redor rapidamente. Sentiu-se tonto e enjoado.


Com um gemido de incômodo, tentou empurrar o corpo inerte sobre si. Sentiu gosto de sangue em sua boca.


Sangue este que não era seu...


Demorou alguns minutos até que conseguiu sair debaixo de Fenrir Greyback. Olhou para o lado, sentando-se na relva. O corpo do lobisomem jazia, inerte. Morto.


Olhou para as próprias mãos, vermelhas de sangue. Sacudiu-as, limpou-as nas vestes já sujas de lama e folhas. Cuspiu para o lado, secou a boca na manga da camisa.


Olhou em frente. Só então a viu.


Respirou fundo, buscando forças para se levantar. Ele acabara de matar uma pessoa e era ela quem parecia pior.


- Granger. – disse, aproximando-se dela, a voz embargada. Pigarreou – Granger, fala alguma coisa!


Mas ela nada dizia. Apenas fitava o corpo de Greyback a alguns metros. O olhar perdido e medroso.


Draco revirou os olhos.


- Levanta, garota, anda! – disse, irritado, mas ainda assim ela não se mexeu.


Agachou-se, segurou-a pelo braço.


- Granger, vam... – mas mal começou a dizer e ela soltou um grito, afastando-se dele.


Olhou-a, confuso. Surpreso.


Ela estava apavorada...


Tremia e choramingava. As vestes rasgadas e tão sujas quanto as dele. Inspirou. Precisava acalmá-la.


- Granger. – tornou a dizer, numa careta – Er... Hermione... – disse, no que ela o fitou, surpresa e nervosa – Ok, Granger. – ele disse, erguendo as mãos, em sinal de rendição – Bom, se você não sabe, há uma guerra a poucos metros daqui, então... Será que não dá pra você colaborar um pouco e deixar o medo de lado? – sorriu, sem se conter – Cadê a coragem grifinória?


Hermione piscou algumas vezes, inspirou e expirou rapidamente. Olhou para os lados, para os pedaços do que antes fora sua varinha.


Olhou para Greyback.


Olhou para Draco.


- Você... – pigarreou, tentando encontrar a voz – Você não vai...


- Não vou...


- ... me...


- ... te...


Mas ela tornou a fitar o corpo inerte do lobisomem.


Draco olhou na mesma direção e entendeu.


Riu, sem se conter.


- Granger. – continuou rindo, mas ficou sério ao ver que ela ainda tremia – Granger, por Merlin! Não acha que eu vou te matar, acha?


- Não sei. Vai? – ela perguntou, ainda com medo.


Draco a fitou, incrédulo.


- Claro que não, sua maluca retardada! – exclamou, sério – Eu não sou assas... – mas ficou em silêncio.


Inspirou profundamente.


- Escuta. – disse, tentando ter paciência, agachando-se de frente para ela mais uma vez – Eu nunca matei ninguém. Não até agora, pelo menos. Mas era ele ou eu.


A morena ouviu, mas não esboçou reação alguma.


- Granger, por Merlin! – Draco irritou-se – Facilita, vai! – chacoalhou-a pelos ombros, com força – Juro que não vou te matar. Será que agora podemos cair fora daqui?!


Ainda piscando, Hermione assentiu. O loiro, então, ajudou-a a ficar de pé. Ela ainda tremia e ele teve de ampará-la em seus braços.


Novos gritos ecoaram ao longe, pequenas explosões sendo ouvidas.


Hermione assustou-se, agarrou-se às vestes de Draco. Este, sem saber o que fazer, apertou-a contra si, sentindo o corpo vibrar em seus braços.


De repente, ela se afastou.


- Preciso voltar! – disse, nervosa, olhando de um lado para o outro, meio perdida.


- Voltar pra onde? – ele não entendeu.


Viu-a andar pela lareira, agachar-se e pegar os restos da varinha. Inúteis, eles estavam estraçalhados.


- Preciso ajudá-los... – Hermione continuou, nervosamente, loucamente – Preciso...


- Hei, hei, hei, calma! – ele correu até ela, segurando-a, impedindo-a de desaparecer na floresta – Onde pensa que vai?


- Preciso voltar pro castelo. – a morena balbuciou – Harry... Rony...


- Tá maluca?! – Draco exclamou, sem se conter – Não podemos voltar lá!


- Mas eu preciso!


- Não!


- Mas...


- Não, Granger! – ele disse, firme, empurrando-a contra uma árvore – Se voltarmos lá, morremos!


Aquilo a afetou.


-Estamos sem varinha. – o loiro continuou – Vamos pra Hogsmeade. Lá...


- Preciso voltar! – Hermione rebateu – São meus amigos!


- Quer morrer por seus amigos?! – Draco disse, impaciente e irritado.


- Quero!


Silêncio.


Draco afastou-se um passo, passou a língua pelos lábios, mordeu-os com força.


- Não vou deixar você ir. – disse, sério, um dedo em riste.


Hermione soltou um longo suspiro.


- Mas eles precisam de mim... – tentou argumentar.


Draco percebeu que ela não desistiria. Porém, ele sabia que ela não estava em seu juízo perfeito. A morena estava abalada, em choque.


- Não vou deixar você voltar.


- E por que não?


- Porque eu não quase perdi minha vida pra te ajudar pra você morrer cinco minutos depois por uma estúpida teimosia. – declarou, impaciente.


- E por que você me salvou?


- Não sei.


- Como você faz feitiços sem varinha?


 - Não te interessa.


- Dá pra deixar de ser grosso?


- Não.


- Vá à merda!


Ele riu.


- Ora, ora, ora... – debochou, aproximando-se um passo, o olhar estreito – Acho que estamos voltando ao normal...


Hermione cruzou os braços junto ao corpo, revirou os olhos.


- Malfoy, é sério. – disse – Preciso ajudar meus amigos.


Draco bufou.


- Não. – disse, aproximando-se um passo.


Hermione retrocedeu, batendo de costas na árvore.


Draco sorriu de canto de boca.


- Não vou deixar você sair daqui. – enfatizou, seu tom se tornando baixo. Malicioso.


Hermione olhou para todos os lados, fitando-o por último.


Muito próximo.


- Não precisa ficar em cima de mim. – disse, nervosamente – Pode se afastar, não vou fugir!


Aquilo o fez rir.


- Próximo demais? – alfinetou, andou mais um passo, os corpos separados por poucos centímetros – Isso a afeta, Granger?


Hermione engoliu em seco.


- Ok, chega de brincadeiras. – disse, estendendo uma mão e o empurrando de leve.


Ele segurou-lhe o punho com força. A mão dela espalmada contra seu peito.


- Me solta. – a voz trêmula.


-Não.


- Por favor.


- Não.


Fitaram-se. As íris cinzas presas nas castanhas.


Um brilho estranho. Desejo?


Sem pensar muito, ele reclinou a face. Queria beijá-la. Ali e agora.


Hermione virou o rosto.


- Enlouqueceu?! – disparou, alto. Surpresa.


Draco a segurou pelo queixo com força, forçando-a a encará-lo.


- Não. – disse, firme – Mas estou excitado, então...


E a beijou.


Hermione tentou resistir. Pressionou os lábios firmemente um contra o outro.


Ele riu contra sua boca.


Segurou-lhe a nuca com uma mão. Acariciou-lhe a orelha.


- Você vai querer. – disse, debochado – Acredite, vai querer...


E pressionou seus lábios contra os dela com mais força.


Hermione prendeu a respiração ao sentir a língua dele contornar sua boca. Seu ventre se contorceu. Sentiu desejo.


A mão livre segurou-lhe a cintura. Entrelaçou os dedos nos fios loiros. Ele colou o corpo contra o seu. Sentiu o peito largo contra si. Seus dedos formigaram de imediato...


Draco sugou-lhe o lábio inferior, sentiu-a vibrar. Queria-a naquele momento. Queria tê-la para si.


Imaginou como seria ouvi-la gemer seu nome. Excitou-se mais ainda.


Mordiscou-lhe o lábio, arranhou-lhe a nuca. Sentiu a resistência dela desaparecer. Penetrou-lhe a língua, sentindo o gosto da boca da morena.


Ela era melhor do que imaginara...


Colou-se mais ainda à ela, roçou-se nela sem nenhum pudor. Sentiu-a gemer contra seus lábios, seu membro latejou mais ainda...


Beijou-a com mais vontade, sentindo-a retribuir em igual proporção. Sorriu. Ela não sabia onde estava se metendo.


Desceu a mão da cintura para a coluna, apertou-lhe o bumbum. Sentiu-a afastar-se da árvore e se reclinar, sobressaltada, na sua direção. Riu sem se conter.


- Calma... – disse, a voz baixa, próxima ao ouvido – Não precisa entrar em pânico...


Desceu os beijos para o pescoço, descobrindo ser ali o ponto fraco da morena. Mordeu-lhe com força. Ela era sua.


Tornou a empurrá-la contra a árvore, dessa vez erguendo-a parcialmente do solo. Seu quadril recostado estrategicamente contra a intimidade dela. Segurando-a pela curva do joelho.


Roçou-se mais uma vez. Ela gemeu...


Sentiu a mão da garota ir de encontro à sua nuca, os olhos castanhos brilhando no escuro. Sorriu de canto de boca.


- Disse que iria querer... – não se conteve.


Ela sorriu.


Era verdade. Queria-o...


Sem pensar, abriu os botões da camisa negra que ele usava. Com urgência.


Sentiu-se segura pelos punhos. Os olhares se encontraram...


Ele apoiou os braços dela contra o tronco da árvore. Por sobre a cabeça. Puxou-lhe o casaco, depois a blusa.


Hermione tremeu. Fazia frio.


Corou. Jamais havia feito aquilo antes...


Sentiu os dedos dele percorrerem seu colo. Tocando seu sutiã, sua pele. Provocando-lhe arrepios.


Sua respiração acelerou. Seus batimentos cardíacos dispararam...


Viu-o deslizar o zíper para baixo, aproximar-se ainda mais. Um sorriso de canto de boca. Uma aura de orgulho, prepotência e desejo ao seu redor.


Viu-se virada de costas com força. Reclamou.


Ele a ignorou por completo. Deslizou as mãos por seu corpo, provocando-lhe mais arrepios. Sentiu os dedos hábeis deslizarem pela lateral de seu corpo, devagar. Sentiu-o beijar sua nuca, seu ventre se contorceu.


Draco segurou-lhe a cintura com uma das mãos, empurrando-a mais ainda contra o tronco da árvore, seu corpo unido ao da morena. O cheiro dela... Tudo o atraía naquele momento, mesmo que as vestes de ambos estivessem sujas e rasgadas e as unhas dele ainda contivessem vestígios de sangue.


Não se importou. Ele a queria. Não sabia o porquê, mas a queria, mesmo sem nunca tê-la visto com outros olhos que não fossem para perceber uma sabe-tudo intragável. Era ela quem estava ali naquele momento. Hermione Granger. Sangue-ruim. Sabe-tudo intragável e certinha.


Mas era ela quem estava mexendo com sua libido...


Poderia ser sua última chance, já que uma guerra acontecia e nada era garantido. Assim sendo, decidiu seguir seus impulsos. Faria o que queria, pela primeira vez na vida.


Não importava se era com uma sangue-ruim...


Contornou-lhe a pele de seu pescoço com a ponta do nariz, distribuindo mordidinhas em sua nuca...


Hermione sentiu-se virada mais uma vez, seus lábios sendo prontamente capturados pelos de Draco Malfoy. Deixou-se levar num beijo lento e sedutor. Provocante. Excitante...


Sentiu o loiro segurar-lhe pelo pescoço com ambas as mãos, puxando-a mais para si, aprofundando o beijo. Suas línguas se chocaram, numa batalha entrecortada por suspiros e gemidos...


Draco pressionou seu corpo ainda mais contra o dela e Hermione pôde sentir o membro rígido.


Sentiu-se virada mais uma vez, reclinou a cabeça, excitada. Sentiu a mão dele descer por sua barriga, encontrando sua virilha, brincando com sua intimidade por sobre a calça jeans surrada...


Ele começou a tocar-lhe os seios por sobre o sutiã meia taça. Já estava sem fôlego...


Sentiu-o abrir o primeiro botão de sua calça, descendo o zíper da mesma em seguida... Sentiu o nariz dele em sua coluna, traçando uma pequena trilha para baixo conforme ele se abaixava e tirava-lhe a peça de roupa...


Os beijos e toques continuavam, Hermione ia ao delírio...


 As carícias íntimas continuaram até que, de repente e sem avisar, Draco a penetrou. Reclamou de dor.


Gritou de dor.


Draco esperou que ela se acostumasse. Sabia que ela era virgem.


Sentiu a vibração dela sobre si. Sorriu maliciosamente.


Ela arfava, choramingava. Mas o corpo demonstrava que ela queria aquilo. Lentamente, começou a tocar-lhe o seio direito, massageando-o, apertando-o, sentindo-a relaxar aos poucos.


Bem devagar, começou as investidas. Lentamente. Quase uma tortura.


Hermione começou a sentir prazer ao invés de dor. Seu corpo passou a exigir mais...


Draco mordiscou-lhe a nuca, aumentando o ritmo.


Puxada com violência pelos cabelos, o loiro segurou-a pela cintura com uma mão, trazendo-a mais para si. Enterrando-se cada vez mais fundo. Fazendo-a gemer e gritar.


Hermione vibrava, tinha espasmos. Seu corpo ansiando mais e mais por ele...


Draco começou a beijar-lhe as costas assim que se livrara do sutiã. Não demorou muito e ouviu o gemido fraco dela.


Hermione chegara ao êxtase.


Por ele.


Começou a investir-lhe em movimentos ritmados, rebolando de tempos em tempos. Queria prolongar aquele momento ao máximo.


 Suavam e gemiam. Hermione estava com as pernas bambas. Porém, não pôde reclamar, pois o loiro a girara mais uma vez.


Os olhos escuros como um mar em tempestade...


A morena sentiu-se penetrada mais uma vez, gemeu mais forte e alto. O hímen rompido provocou-lhe uma dor suficiente para encher-lhe os olhos com lágrimas. Soltou um pequeno grito ao chegar novamente ao auge...


Novos beijos, as mãos percorriam seu corpo todo. Em seguida. Foram os lábios e a língua...


Hermione gozou mais uma vez...


Pouco depois, foi a vez de Draco. O loiro derramou-se dentro da grifinória como há muito não fazia. Acreditava ser a tensão, já que, a qualquer momento, podiam estar mortos.


Sorriu junto ao pescoço dela. Pelo menos, se morresse, morreria satisfeito.


- Granger, você é perfeita! – elogiou, de forma cretina e sacana.


A morena corou.


Novas explosões, desta vez mais perto. Afastaram-se um do outro.


Vestiram-se, Hermione precisando ser ajudada por Draco, pois tremia e não conseguia se manter em pé.


- Tem uma trilha até o povoado. – o loiro disse, apressado, vendo chamas surgirem alto no céu, provavelmente uma parte do castelo pegava fogo – Tudo o que precisamos é ir por ali. – e indicou um caminho.


Porém, tudo o que vira depois foi o chão ao seu redor, juntamente com uma pontada aguda sentida na base da nuca.


Antes de desmaiar, pôde ver a morena com uma pedra numa das mãos e ouvir um baixo “Sinto muito...”.


[Flashback]


 


A mão de Draco percorreu-lhe toda a extensão da perna até sua virilha e desta pela lateral de seu corpo, até a curva de seus seios. Suas mãos a acariciavam num ritmo irritantemente lento, roubando seu ar e deixando-a cada vez com mais desejo.


Os beijos desceram para a curva de seu pescoço. Draco, então, agarrou seu queixo e forçou-a a olhar para ele. Seus olhos estavam perigosamente negros.


- Você é minha. – disse, firme – Não quero que saia por ai transando com sabe Merlin quem na Torre de Astronomia ou em qualquer outro lugar!


Hermione o fulminou com o olhar.


- Não sou sua nem de ninguém. – disse, firme, o que ele não gostou. Empurrou-o com força – E, ao contrário do que pensa, não sou uma vadia qualquer que dorme com qualquer um. – saiu da cama, furiosa – Se eu e Rony transamos na Torre de Astronomia, foi quando namoramos e isso não te interessa!


Os olhos cinzas estreitaram-se.


- Vai me dizer que sou o único? – debochou.


A morena não respondeu. Apenas bufou e o xingou.


Cruzou o quarto, parou de frente para a janela. Vislumbrou o lago negro, sereno e calmo. Teve vontade de se afogar nele e esquecer Draco Malfoy. Esquecer-se dele, do gosto dele, do cheiro dele. Do sexo dele.


Dos toques, caricias e beijos...


Draco sentou-se na cama e a observou, em silêncio. Custou a acreditar que aquilo poderia ser verdade. Que Hermione não mais se encontrasse com ninguém.


Pensou, então, por alguns instantes, e a verdade se fez presente. Ele era o único. Sabia disso, afinal, obrigava-a praticamente a dormir com ele todas as noites...


Sentiu-se mal de repente. Sabia que a havia humilhado.


Pôs-se de pé, caminhou até ela. Segurou-a pela cintura com delicadeza, algo que não estava acostumado a fazer. Pôde sentir o ritmo acelerado do coração da morena.


Hermione gemeu baixinho, odiando-o e desejando-o ao mesmo tempo.


- Você sabe que sim... – a voz fraca e triste o incomodou.


- Granger... – engoliu em seco, com dificuldade. Entrelaçou seus dedos aos dela, não pôde evitar um sorriso. Ergueu a mão dela, riu – Está com meu anel. – disse, visivelmente satisfeito.


Viu-a afastar a mão e secar algumas lágrimas.


- Não se acostume. – ele disse, voltando-a para si. Respirou fundo, antes de dizer – Me desculpe.


Hermione revirou os olhos. Sem se conter, apoiou as mãos no peito ainda úmido dele.


- Preciso saber. – disse, firme, escolhendo as palavras – Zabini disse... Disse que você está de casamento marcado com a Astória Greengrass.


Draco afastou-se uns passos, pôs as mãos nos bolsos da calça que ainda vestia.


- É verdade?


Não respondeu.


- Não quero discutir mais. – disse, sério, encerrando o assunto – Podemos aproveitar a surpresa que preparei pra você ou podemos ficar cada um em nossos quartos esta noite. O que escolhe?


- Surpresa? – ela repetiu, sem entender – Que surpresa?


Ele sorriu, maliciosamente.


Conseguira atrair-lhe a atenção.


- Espere aqui. – disse, saindo do quarto.


Voltou para o seu, pegou um pequeno embrulho e voltou para o quarto da morena. Notou que ela voltara a fitar o Lago Negro pela janela.


Ela estava em dúvidas.


Apressou-se. Não poderia correr o risco de perder tudo naquele momento.


Assim como perdera durante a guerra. Quando ela o golpeara na cabeça com uma pedra...


Num momento haviam tido o momento mais íntimo que jamais imaginaram viriam a ter. Mas o medo leva a atitudes insanas e impensadas.


Desafiamos a vida todos os dias. Frente à morte, tudo o que queremos é viver.


Lembrou-se do momento com perfeição. Viu-se acordando na passagem secreta entre os troncos do Salgueiro Lutador. Quando saíra, descobrira que a guerra já havia terminado. A Ordem havia vencido. Voldemort estava morto.


E ela o havia deixado para ir resgatar os amigos. Mesmo sem varinha.


Pois eles valiam mais do que ele. Do que haviam tido...


Meneou a cabeça, aquilo eram águas passadas. Por maior raiva que tivesse sentido, desejando mesmo que tivesse deixado Greyback matá-la, a raiva não perdurou muito tempo. Não até terem se reencontrado no expresso de Hogwarts.


E voltado a aos braços um do outro...


Jamais entenderia a relação que tinham. O desejo que tinham. A necessidade pelo corpo um do outro. Mas ela o completava e o fazia sentir-se vivo como jamais se sentira.


Não amava Hermione. Amor era algo vão e tolo. Assim como palavras e promessas.


Sabia que sentimentos podiam ser manipulados. Ele mesmo manipulara os dela tantas vezes. Tirando-a do Weasley. Trazendo-a de volta para si.


Mas não podia negar que era apaixonado. Apaixonado pelo corpo dela. Pelo desejo dela. Por ela.


Um sentimento feroz e arrebatador.


Mas que também podia ser passageiro. Bastava a dúvida...


Que ela já tinha...


Sem pensar duas vezes, foi até ela, puxou-a pelo braço. Levantou-lhe o rosto e lhe deu o beijo mais intenso, sua língua travando uma verdadeira batalha contra a dela. Sentiu-a transitar da surpresa a entrega em questão de segundos.


Ela seria sua mais uma vez. Nem que fosse a última vez...


- Sente-se. – disse, ordenando que ela fosse pra cama.


Hermione obedeceu. Draco, então, fechou a porta que deixara aberta quando retornara. Abriu o pequeno embrulho, sentou-se de frente pra ela.


- Que isso? – Hermione não conteve a curiosidade.


Draco sorriu, maroto.


Retirou uma faixa de renda preta, viu-a arregalar os olhos.


- E não reclame! – disse, vendo que ela estava prestes a protestar.


- Não vou fechar os olhos! – Hermione reclamou, mas rindo – Se você pode ver, eu também posso!


Com um feitiço, ele prendeu os dois braços dela na cabeceira da cama.


- Malfoy!!! – ela reclamou, mas sem conseguir se soltar das faixas de seda que a prendiam.


Draco riu, andando até ela, vendo-a se contorcer, mas conseguindo pôr a venda ao final.


- Prometo que não vai se arrepender...


Hermione sentiu o coração se acelerar.


Tentou se soltar mais uma vez, mas não conseguiu. Ouviu a risada rouca dele. Ele estava se divertindo.


- Abra a boca. – ouviu-o dizer, ainda rindo.


- Não.


- Quer que eu a obrigue?


Inspirou profundamente, xingou-o. Ele era um filho da puta cretino perfeito.


Engoliu em seco, entreabriu os lábios. Sentiu os dedos dele erguerem-lhe a face alguns centímetros.


Segundos depois, um líquido quente tocou-lhe a língua.


Chocolate derretido...


Engoliu, não contendo um sorriso. Adorava chocolate.


Sentiu-se beijada rapidamente em seguida, mas era um beijo frio. Os lábios gelados dele provocaram-lhe arrepios por todo o corpo, contrastando e muito com o quente do chocolate.


Teve espasmos. Sua intimidade pulsou loucamente.


- Li que o jogo de quente e frio é excitante. – Draco disse, vendo o efeito que causara nela – Vejo que estavam certos.


- Filho da puta!


Draco riu com gosto. Pegou alguns morangos, embebeu-os no chocolate. Provou primeiro, aprovando o gosto. Em seguida, ofereceu a ela, que aceitou, soltando um murmúrio em aprovação ao descobrir o que era.


- Ops... – ele disse, no que Hermione sentiu algumas gotas quentes caírem em seu seio direito quase que imediatamente.


- Merda. – ela reclamou, olhando para baixo, mas sem conseguir ver.


Sentiu o toque da língua fria dele lambendo sua pele. Seu ventre se contorceu de forma alucinante...


- Draco, você... – mas calou-se ao sentir novas gotas serem derramadas por sua barriga.


Gemeu baixinho conforme ele sugava-as com os lábios.


Quase perdeu os sentidos ao sentir a língua dele em seu baixo ventre. Foi à loucura quando ele retirou-lhe a calcinha...


Draco usou o líquido enregelante antes de voltar sua atenção para a intimidade dela. Sorriu em contentamento.


Não precisara de muito esforço para sentir o gosto dela em sua boca...


- Se soubesse que você reagiria assim... – ele disse, a voz rouca e sexy, segurando-a pelo queixo – Juro que teria feito isso muito antes... – e a beijou, o gosto da intimidade dela preenchendo a ambos.


Draco tornou a explorar o corpo da morena, que gemia. Sem poder ver, Hermione tinha os demais sentidos mais aguçados. Assim, suas reações estavam sendo intensificadas ao extremo...


O loiro sentou-se sobre ela, um joelho de cada lado do corpo. Desceu uma mão, penetrou-a com um dedo.


- Merda! – Hermione murmurou, excitada, fazendo-o sorrir mais ainda.


Ele mesmo já estava excitado. Mais ainda queria experimentar mais...


- Quero estar dentro de você. – ele disse, baixinho, ao pé do ouvido da morena apenas para provocá-la – Quero ouvir você gemer meu nome...


A garota contorceu-se no mesmo instante.


Draco, então, retirou-lhe a venda, os olhos dela estavam escuros como jamais os vira.


Desejosos. Sedentos.


Com um feitiço, desfez as amarras. Hermione agarrou-o no mesmo instante. Beijou-o ardência. Com desejo, volúpia.


Draco virou-a sobre a cama, pondo-se por cima. Agradecera por ser bruxo e poder usar magia para trocar de roupa.


Mais uma vez, a penetrou sem avisar.


Hermione teve certeza que seu grito pôde ser ouvido do final do corredor...


Permaneceram juntos a noite toda, Hermione aproveitando uma brecha e prendendo o loiro à cabeceira da cama.


Draco xingou-a inúmeras vezes quando a vira derramar o que sobrara do chocolate em seu membro rijo. Não conteve os gemidos ao senti-la abocanhar o mesmo.


Permaneceram nas brincadeiras até o dia raiar. Não conseguiram ir para o primeiro tempo de aulas...


Draco mal se levantara quando viu Hermione já vestida com o uniforme. Franziu o cenho.


Tiveram uma noite maravilhosa.


Deliciosa.


Mas havia algo a ser dito.


- Se me atrasar, McGonagall perguntará porquê faltei às aulas da manhã. – ela disse, levantando-se da cadeira, os sapatos já calçados – Preciso ir. Feche a porta antes de sair! – e mandou-lhe um beijo pelo ar.


- Granger. – ele a chamou, apoiando-se num cotovelo.


Hermione parou à porta, um sorriso nos lábios.


Ele engoliu em seco.


- Greengrass e eu iremos nos casar.


***


Sentou-se no banquinho de frente para o balcão, pediu uma dose de whisky de fogo. Não aguentava mais aquela vida.


Uma vida de mentiras...


Astória era perfeita. A mulher ideal. Linda, inteligente, elegante. Tinha um gosto parecido com o seu.


Refinada, influente. Excelente na cama.


Mas jamais conseguira o completar. Não como ela conseguia.


Sorveu a dose que lhe fora servida de uma única vez, pedira outra. Nada aplacava a ausência de Hermione Granger. Mesmo depois de dois anos.


Dois anos que não se viam. Que não a tocava. Que não a sentia...


Sabia que ela jamais o perdoaria. Que jamais aceitaria o fato de ele ter decidido se casar com Astória.


Mas, principalmente, sabia que ela jamais o perdoaria por ter-lhe mentido para levá-la para cama.


Pegou o copo com a segunda dose, bebeu-a mais devagar. Sabia que ela estava casada.


Com Ronald Weasley. Era uma provocação.


Mas ele merecia. Aquilo e muito mais. E por isso bebia...


Jamais poderia descontar suas frustrações em Astória. Ela não tinha culpa da merda que fizera. Porém, sabia que tampouco conseguiria convencer a si mesmo que não mais precisava de Hermione.


Pois sempre precisaria dela. Sempre teria desejo por ela. Sempre seria apaixonado por ela...


***


Sentou-se no banco de madeira, deixou que a chuva molhasse seu corpo. Enquanto muitos fugiam e procuravam abrigo, a morena agradecia pela água que corria por sua pele.


Pois ela aplacava seus desejos mais secretos. Seus desejos mais fortes. Seus desejos por ele.


Rony jamais seria igual a Draco. Sabia bem disso. Mas não sabia o que era pior: se ter uma vida frustrada ou uma vida de mentiras.


Olhou para o céu, fechou os olhos com força. Sentiu a água lavar-lhe o rosto, sentindo lágrimas quentes descerem por seu pescoço.


Ele não podia ter mentido daquela maneira. Não depois de tudo o que tiveram.


Mas fora tola. Ele era Draco Malfoy. E Malfoys não conhecem a palavra amor...


***


Encontraram-se por acaso anos depois. Ele com a esposa. Ela com o marido. Numa festa qualquer, por um motivo qualquer.


Bastara o cruzar de olhares para a chama entre eles se acender...


Fora errado e eles sabiam disso. Eram casados e tinham suas responsabilidades. Deviam respeito aos seus parceiros. Mas a bebida e o desejo os cegaram...


Um motel qualquer. Era tudo o que precisaram.


Desculpas ensaiadas de praxe. Rony e Astória acreditariam. Eram bobos e inocentes. Jamais acreditariam que poderiam ser traídos.


Hermione esqueceu seu orgulho ferido. Sua humilhação e sua raiva.


Draco não teve medo de pedir perdão e se humilhar. Não se aquilo a fizesse voltar.


E ela voltara. Sempre voltava. Mesmo sendo casada.


E ele sempre a esperaria. Mesmo estando casado.


Pois apenas juntos eram especiais.


Apenas juntos conseguiam significar algo.


Ainda assim não era amor. Não da parte dele.


Também se fosse, ele jamais admitiria.


E para ela, também não seria. Não se permitiria sofrer de novo.


Mas precisava do corpo dele. Então decidiu.


Ao abrir a porta de seu apartamento, assim que o vira, numa nova noite em que Rony estava fora com o time de quadribol.


Seria amada por quem a amava. Seu marido.


E teria desejo por quem a completava. Draco Malfoy.


Os dois homens de sua vida.


Riu consigo mesma. Jamais pensara que seria uma adúltera...


Draco beijou os lábios, pegou-a no colo, fitou-a com os olhos acinzentados.


Sorriu. Até que ser a outra não era nada ruim...


***


N.A.: Presente de amigo oculto de Páscoa pra uma das pessoas que mais amo na face dessa Terra. Te adoro, Ju!!!

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Comentários: 4

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:: Página [1] ::

Enviado por Ju Fernandes em 01/05/2012

Oh goood! Essa fic que ganhei! Ohhh god de novo! hahaha 
Aqui vão algumas considerações :

Ele parecia um predador encurralando sua presa...

Opaaa... acho que já li isso em algum lugar ein? Será que foi na fic que EU te dei de presente no fim do ano? Será? HAHAHAHAHA

 

“- Granger. – chamou, com raiva, batendo na porta – Abra, sou eu.



- Nem me passou pela cabeça que fosse outra pessoa! – ela retrucou do outro lado.”

 HAHAHAHAHAHAHAH Adorei isso!

 

“- Quer morrer, Malfoy?! – foi a frase dele.



Simples e direta. A ameaça mortal.



- Quero. – foi a resposta obtida.”

 

AHHHHHHHHHHHH EU TBM QUEROOOOOOOOOOOO 


Enfim, loucuras à parteeeeeee. Essa fic está maravilhosa. Não, maravilhosa é pouco, está magnífica...
Não magnifica não. Perfeita! Não! Perfeita não, INCRIVEMENTE FODÁSTICA, PICA DAS GALAXIAS, DO CARALHO Meeeeeeeeeeeesmo! Assim está melhor! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Ameeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei. No romance! MTO SEXO! Mt Draco fdp! Ta mto mto boa. Parabéns por essa versatilidade!!!!!!!!!! Vc é demais! ahhahaha
Tbm te amoooooooooooooooooooooooooo
E obrigadaa! 

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por Larii Malfoy em 01/05/2012

uaaaaaaaaaaaaaau! Que isso hein Renatinha kspaksaosk adoreeeei *o*

Quanto fogo,quanta coisa proibida,e como dizem,perigoso é mais gostoso haha

Suuuper legal,demais! Parabéns pra Rê que escreveu e a Ju que ganhou um puta presente ;)

beijos ;*

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Serena Sly em 01/05/2012

Uow!!! fever.... Ameiiiii hot hot hot... adorei as frases dele, o sarcasmo, as alfinetadas,

- Farei você lamber tudo isto. – ele ameaçou, tirando o cinto. Perfeitoooooooooo!!!! Amei a primeira vez na floresta e a sedução do Draco... Achei que o lance dele fazer magia sem varinha daria uma outra fic bacana..essa coisa dele ser o fodão não literalmente hahahahahahahahha. Não curto o final, queria que eles não ficassem juntos...sei lá..que ele se arrependesse pra sempre e visse ela feliz com o Rony ( e olha que detesto ronMione) mas ele merecia por te-la trocado e na verdade acho que isso seria tipico dele mesmo. Mas amei a fic...Parabénssssssssssss. Bjão.

 

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por Her Granger Malfoy em 01/05/2012

Estou pasma! :O
Muito quente essa fic, Re, gostosa de se ler. Eles casados com outros e permanecerem assim...uiiiiiiii.
Fantástica, kkkkk voltei pra reler umas ceninhas de NC :X ahauhauahu
Bem a cara da Ju!!! :D Parabéns, Ju! Parabéns, Re! Você sempre arrasa, gênia!!! kkkkkkkk
:*     

Nota: 5

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