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7. Hogwarts


Fic: Severus - A partir de Agora (Snape/OC) NC17!! - Indicada para o Multifaceted na categoria Dark


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cap 05







 




Capítulo 05
     

 
Rotina?

 





                

       

    "Mal posso esperar para viver minha vida com você ...
"




  




Sacudiu a cabeça. Continuou andando.




Ele ainda agia como alguém que não tinha entendido. Não tinha amadurecido.




Um grande bruxo. Grande poder.




Grande responsabilidade.




Voltou à Luz porque era o certo, porque tinha avançado demais. Só.




Ainda estava embriagado pelo poder. Sua arrogância não era autodefesa como ela pensava. Era sua herança. De um tempo em que só poder importava. Nada mais. Nem trouxas. Nem bruxos.




Imaginou que fora assim que Voldmort o conseguira.




'Seu tolo.'




Ele nunca a consideraria. Ela era menos que nada. Limpou outra lágrima.




Não fingia não se importar. Ele não se importava. Não fingia que não sentia. Ele queria não sentir.




Não ter ninguém. Ele não queria perdão. Não precisava.




Estava confusa. Porque ele estava com a Sonserina então? Ela sabia, ele os ajudava.




Não podia ser só pela Luz.




Ele amava poções. A única coisa de que se tinha conhecimento que ele realmente amou na vida. Será que ele quis Lili? E odiava Harry, por que podia ter sido filho dele. Se ela o tivesse querido. E ela não quis. O tratou bem, porque era de sua índole. Mas só teve olhos para o pai do Harry.




'Não.'




Talvez ele tivesse percebido tardiamente sua responsabilidade em todo o mal que ele certamente fizera.




Em tudo o de ruim que ele ajudara a fazer. Porque com certeza, ele estava longe de ser um santo.




E nenhuma guerra existia sem dor. Sem morte. Sem tortura, estupro, carnificina.




Pela primeira vez, ela sentiu medo. Do que ele tinha sido. Do que ele ainda podia ser. Se preciso.




Ela tinha lhe dado certos... direitos. A decisão tinha sido fácil. Era necessária.




Sentiu um arrepio.




Não. Estava tudo certo. Todos fariam o que tivessem que fazer. Sempre.




Mas ela tinha se enganado. Ele não era um sobrevivente. Não precisava dela. Nem de ninguém.




'Porquê você não pára de chorar, sua idiota?'





Uma vozinha perguntou.




Ele tinha razão. Ela queria entendê-lo. Mas quem, ou o quê tinha lhe dado o direito de analisá-lo?
 





'O que eu penso sentir por ele. O quanto eu posso...
 
querê-lo'




Essa vozinha lá do fundo respondeu.




Levou um bom tempo para conseguir voltar ao quarto.




 




****





 
A manhã passou rápido. Se Minerva notou as olheiras, não comentou.




Deve ter pensado que era pela chegada dos alunos. Ansiedade. Não importava.




Ela não ia pensar mais em tudo. Não hoje. Um dia de cada vez.




E este dia já tinha sua cota de acontecimentos determinado.




 




****




 




Depois do almoço, se pudesse chamar duas garfadas de almoço, Minerva apareceu em sua sala. Um grande sorriso. E trazia um homem precocemente envelhecido e com roupas que tinham visto dias melhores.




Ela advinhou.
 





-
        
Esta é a Srtª. Ventur. Nina, este é Lupin.
 





O sorriso doce a pegou desprevenida. Os olhos cansados, cheios de olheiras como os dela.




-
        
Já me falaram de você. Como é que uma trouxa conseguiu vir parar em Hogwarts?




Ela segurou a resposta.




-
        
Com muitos contratempos. - Minerva se mexeu - É bom vê-lo aqui. Doumbledore estava muito contente com sua chegada.




O sorriso iluminou os olhos.




-
        
Doumbledore é um grande bruxo e sempre está pronto a ajudar.




Ela sorriu de volta.




-
        
Você tem razão.




Ele não a tinha discriminado. Não a tratou diferente. Ela gostou. Ele Olhou em volta.




-
        
Então você trabalha aqui.




-
        
Estamos finalmente colocando o arquivo em ordem. - Minerva parecia orgulhosa.




-
        
Espirrou muito? - ele voltou-se para Nina.




-
        
Com certeza. - ela riu.




Ele sorriu de volta. Um sorriso cansado. Ele parecia muito, muito cansado. Minerva o tocou.




-
        
Vamos Lupin. Vocês terão tempo para conversar depois. Agora é melhor você descansar para a noite.




Eles sabiam. Harry Potter e os outros estariam de volta.




-
        
Nós nos veremos no jantar. - disse enquanto Minerva o levava suavemente.




-
        
Está bem.




 




****




Olhou-se no espelho. Não faria diferença mesmo. Era melhor ir andando. Não podia se atrasar.




Andou mais rápido.




O Grande Salão estava magnífico. Era impressionante. O céu estrelado. Dentro do salão.




A mesa dos professores estava repleta. Ela os cumprimentou. Sentou-se.




Lupin não parecia ter descansado o suficiente. Era a lua. Ela tinha olhado o calendário.




E Severus. Não parou os olhos nele. O coração batia forte. Estava numa ponta da mesa.
 





Já havia alguns estudantes mais velhos sentados nas grandes mesas. Ela viu mais estudantes chegando.




Tudo estava perfeito. Era uma pena que seu coração estivesse pesado.




E então...

Harry, Hermione e Rony.

Eles eram belos e jovens. Dezesseis anos agora.




Sentaram-se na mesa da Grifinória. A que estava mais perto. Reconheceu alguns.




Viu-os olhar para Lupin e acenar. Ela os observou. Eles pareciam felizes.




Havia as cores e as bandeiras. Muita luz. Ela viu Draco. Crabe. Goyle.




Doumbledore chegou e sentou-se. Um lugar vazio ao seu lado. Os últimos foram chegando. Sprout.




Havia muito barulho. Minerva entrou e logo atrás, estudantes presumivelmente do primeiro ano.




Ela viu o banco. O chapéu. Um a um. Eles foram selecionados.




Tudo como nos livros. Fechou os olhos. Abriu-us. Tudo quase diferente. Isto era realidade.




Doumbledore se levantou. Deu os mesmos avisos.




Falou sobre a volta de Voldmort. A importância de permanecerem juntos.




Ela estava tensa. Controlou o tremor das mãos.




- E agora os novos membros. A Srtª Ventur, uma trouxa que nos ajudará com o arquivo, - tremendo, ela acenou com a cabeça, houve murmúrios, mas o diretor os ignorou - Hagrid, que todos já conhecem e que continuará com Trato das Criaturas Mágicas - Hagrid cumprimentou com um aceno e um sorriso - e o Sr. Remus Lupin que voltará a dar aulas de Defesa contra
as Artes das Trevas. - Doumbledore parecia feliz como uma criança depois de ganhar três pirulitos - E agora. -
 
ele parou - Peteleco. Pião. Sorvetão. Que o banquete comece.




A comida surgiu do nada. As vozes aumentaram junto ao tinir de pratos e talheres.




Olhou para Doumbledore. Ele sorriu. Ela tentou retribuir.




Tinha acabado. E ela ainda estava viva!




Sorriu de verdade. Então ela viu Lupin. O sorriso se apagou um pouco. Ele não parecia nada bem. Ela resolveu vigiá-lo. Pegou purê de batatas. Carne. Comeu um pouco. Levantou os olhos. Encontrou outros. Carvão.




A custo, desviou os seus.
 
O coração aos pulos. Encontrou os de Hermione que voltou-se para seus amigos.




Abaixou a cabeça. Não conseguiu comer muito mais.




Estava atenta a Lupin quando o viu apoiar a cabeça na mão.




Olhou para a mesa da Grifinória. Encarou-os. Esperou pelos olhos de Hermione e a chamou. Ela olhou confusa. Conversou com os outros que também olharam para a mesa dos professores e levantou-se.




Nina levantou-se e foi até o canto. Hermione se aproximou.




-
        
Peça ao Harry que vá até o corredor e me espere. Seja discreta. - Viu desconfiança - É importante. Por favor, seja rápida.




Virou-se sem esperar resposta. Foi até o Lupin. Colocou a mão em seu ombro e abaixou-se.




-
        
Diga: eu a acompanharei. Coloque a mão em meu ombro. Apói-se em mim. - murmurou.




Levantou-se. Sorriu. Ele a olhou.




-
        
Eu a acompanharei.




Ele levantou-se devagar. Ela percebeu quando Severus passou por trás deles e se foi. Não olhou.




- Eu fico-lhe grata. Professor. Boa noite a todos.




Lupin colcou uma mão em seu ombro e apoiou-se. Ele era pesado.




-
        
Obrigado. - Ele disse baixo quando estavam indo para a porta.




Ele respirava pesadamente.




-
        
Harry estará nos esperando. Quer que ande mais devagar? - Ela também falava baixo.




-
        
Não.




Quando finalmente passaram pela porta e viraram para o corredor, Harry e Hermione estavam lá.




-
        
Harry. - Lupin murmurou.




Harry pegou-o
 
rápido pelo outro braço e o apoiou. O cabelo preto. Os óculos.




-
        
Você não devia ter vindo. - Harry falou quase bravo.




-
        
Eu não podia faltar. - murmurou, cansado.




-
        
Agora não Harry. - Hermione disse preocupada.




-
        
Está no mesmo quarto de antes? - Harry estava preocupado também.




-
        
Sim. - Lupin parecia poupar forças. Gotas de suor brilhavam em sua testa.




Nina apoiava Lupin. Voltou a cabeça para Hermione que olhava os corredores, vigiando outros alunos.




-
        
Hermione é melhor você voltar. Eles viram quando a chamei e logo depois saí.
 





Hermione pareceu indecisa.




-
        
Ela tem razão Hermione. Volte e conte ao Rony. Fique lá um tempo. Eu irei para a sala comunal quando puder.




Ela hesitou.




-
        
Oh, está bem. Cuide dele Harry.




Antes de sair correndo ela se voltou.




-
        
Obrigada Srtª...




-
        
Nina. Só Nina. - continuou andando sem se voltar.




Ouviu passos rápidos se afastando. Ele estava pesado. Mas ela e Harry estavam conseguindo apoiá-lo.




Os corredores pareciam não ter fim. Por sorte, só viram dois alunos. Harry parou em frente a uma porta.




-
        
Vamos Lupin. - Harry o chamou com urgência.




Ele olhou meio fora de foco. Parecia se controlar. Deu a senha.




Colocaram-no na cama.




-
        
Incêndio. - Harry disse para a lareira.




Ele se debruçou sobre Lupin.




-
        
Você já tomou sua poção?




-
        
Não. Eu ia pegá-la com Snape, mas...




Harry
 
murmurou bravo. Ela entendeu. Ficou tensa.




Lupin não parecia nada bem. Harry se levantou.




-
        
Eu poderia ir, mas não sei como chegar até lá. - ela falou.




Lupin virou-se para eles.




-
        
Vá com ela Harry. Eu ficarei bem.




Ele não parecia convencido. Inclinou-se de novo.




-
        
Tem mesmo certeza?




-
        
Tenho.




Eles se entreolharam. Harry hesitava. Olhos verdes viraram para Nina.




-
        
Não tem outro jeito. Provavelmente o Snape não daria a poção para mim sem uma discussão primeiro.




Ela foi até a porta.




-
        
Então vamos. - abriu a porta - Rápido.




-
        
Agüente firme, Remus. - Harry disse antes de seguí-la.




 




Eles andavam o mais rápido que podiam. Estava nervosa.




-
        
Eu o vi sair no jantar. Espero que esteja nas masmorras.




Harry não disse nada. Correu na frente.




Depois de corredores e escadas. Eles estavam sem fôlego. Ele parou olhando-a.
 





-
        
É ali. - apontou - Eu a esperarei aqui. - tentava normalizar a respiração - Por favor, não demore.




-
        
Está bem. - ela andou mais rápido pelo resto do caminho.




O coração aos pulos.




Bateu na porta, trêmula. A respiração rápida. Bateu de novo.




Ele estava ali. Olhos vazios. Levantou uma sombrancelha.




-
        
O que você quer?




-
        
O professor Lupin precisa da sua poção. Com urgência. - Não entrou em detalhes.




Ela desviou os olhos para a roupa dele. Não era a hora. Ouviu-o entrar. Espiou pela porta, sem se mover.




Era bem escuro. Cheio de vidros.




Quando ele voltou, pouco tempo depois, trazia algo nas mãos.




-
        
Diga àquele Harry Potter, esperando no corredor, para dar-lhe metade agora e avisar para tomar o resto daqui a duas horas. - a voz seca.




-
        
Como... - ela começou surpresa.




Ele pareceu hesitar. Só pareceu.




-
        
O Barão me contou. Sempre há alguém, Srtª Ventur. - olhos penetrantes, duros - Não há segredos em Hogwarts.




Tremeu. Custou a emergir da negritude dos dele. Pegou a garrafa.




-
        
Obrigada - murmurou.




Ela virou-se e saiu correndo, enquanto ouvia a porta se fechar. Não conseguia controlar seu coração.




Só a vontade de chorar.




 




*****




Lupin ainda não estava bem. Mas respirava melhor. E os olhos não estavam mais fora de foco.




Eles tinham corrido todo o caminho de volta, tentando não chamar a atenção.
 
Harry na frente.




Ela deu o recado sem comentar que Severus sabia que ele estava ali.
 





O rosto de Lupin ainda estava muito pálido. Ele abriu os olhos.




-
        
Obrigado. - tentou sorrir.




-
        
De nada. - ela viu Harry - Harry é melhor você ir. Já está tarde.




Ele estava indeciso.




-
        
Eu estou melhor, Harry. De verdade.




Harry suspirou.




-
        
Eu preciso mesmo ir. Não quero pegar detenção no primeiro dia. E se eu demorar mais, provavelmente a Hermione e o Rony vão aparecer por aqui.




-
        
Vá. Eu ficarei bem.




-
        
Vai se lembrar de tomar a outra dose?




Ele sorriu. Não lembrou ao Harry que ele era adulto.




-
        
Vou, não se preocupe. Obrigado. - olhou-a - Leve Nina até o corredor da professora McGonagall. Ela saberá ir até seu quarto dali.




-
        
Tem certeza de que não quer que eu fique? Posso encontrar o caminho depois.




-
        
E arriscar sua reputação? - tentou sorrir - Não. Eu ficarei bem. Você já fez muito.




Ela hesitou. Ele tinha razão.




-
        
Está bem. - encarou-o - Se precisar de mim é só chamar. Não se preocupe com minha reputação. Sou uma trouxa. Não tenho reputação.




Ele riu. Mais um soluço que um riso.




-
        
Vão logo. Boa noite. E obrigado de novo.




-
        
Boa noite.




-
        
Até amanhã Lupin.




Fecharam a porta. Eles andavam rápido. Em silêncio. Mais um corredor e Harry virou-se para ela.




-
        
Se você continuar por aqui, o próximo corredor é o da Professora McGonagall. Desculpe não poder levá-la até lá.




Sorriu.




-
        
Está tudo bem. Eu entendo. Está tarde.




Ele sorriu de volta. Um lindo sorriso que chegou aos olhos verdes por trás dos óculos.




-
        
Eu realmente estou grato pelo que você fez por nós hoje. Obrigado.




-
        
De nada. Vá logo. Dê um abraço na Hermione e a agradeça por mim. Boa noite.




-
        
Boa noite.




Ele correu. Ela se virou.




Agora estava sozinha. Não tinha como não pensar.




 




****




 





Angel DeLynx
-
Obrigada! Talvez nos encontremos lá.Você me manda uma coruja e         marcamos o encontro. Nós quatro vamos dar mais alguns cabelos brancos para o Doumbledore. RS RS

SETT -
Opiniões, venham a mim! Me ajudem a melhorar! Yes!




LiSnape
- Rubor intenso. Um obrigada pequeno e envergonhado. Seja meu termômetro. Se você achar que ele não é mais o mesmo, por favor, me avise. Eu dô um jeito. OBRIGADA. Mesmo. Esta é a primeira vez que pensei realmente em talvez, escrever outra depois.
 




P.S.:
Oficialmente, a partir de agora, Sett se tornará minha nova Beta leitora.                               Obrigada Sett querida.




 




 




 




 




 




 






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