N/A: Atenção, essa história pode ser considerada politicamente incorreta, emprega linguagem própria, e objetifica as mulheres ( lembrando que eu sou uma e não concordo com esse tipo de atitude). Tem momentos de franca discussão sobre os aspectos de atividade sexual humana e uso de utencílios trouxas. Não quero traumatizar ninguém, portanto, se você é todo puritano ou vive em outro século, eu o aconselho a parar de ler agora mesmo.
Sirius faz o seu caminho para a porta do quarto em sua casa ancestral. Harry, seu afilhado, havia chegado a alguns dias, mas com todas as reuniões sem previsão da Ordem, eles não tiveram muito tempo para conversar, realmente. O menino teve uma briga com seus amigos, aparentemente, sobre sua luta com os dementadores e violação das regras do mundo da magia. Sirius para em frente a porta.
- Harry? - ele pergunta, batendo na porta levemente com as costas da mão. - Se importa se eu entrar?
- Claro, entre - Harry diz automaticamente, saindo de seus devaneios.
O ex-presidiário entra e vê o menino, agora um rapaz, deitado na cama, a roupa amassada. Ele estava tentando enfiar uma fotografia sob um dos travesseiros.
- Deixe-me ver - diz ele, erguendo a foto das mãos de Harry. Ah, sim, o material de chantagem principal. A garota tem um rosto delicado e uma pele bastante pálida. Apesar de não ser particularmente bonita de cair morto, ela tem um sorriso bonito e tem chances de ser considerada exótica para um garoto como Harry, que viveu trancado em um armário de vassouras tendo só como figura feminina uma tia com cara de cavalo.
- A garota Jiang? Xiao Chung ou algo assim?
- Chang? - Harry pergunta, cautelosamente.
- Sim, é isso aí. Xiao Chang ou algo assim, estranha a pronúncia desse nome, mas que inferno, que tipo de imbecil dá um nome a sua filha que começa com 'x'? Então, qual é o nome dela?
- Cho.
- Bom - Sirius diz. - Fácil de pronunciar e de lembrar. Não dá pra ver muito do seu corpo nessa foto, embora eu aposte que ela seje boa, para você se interessar por ela.
Harry acena com a cabeça.
- Eu lembro dos meus tempos em Hogwarts. - ele late uma risada, seu olhar fixando em nada em particular. Então ele se vira e vai direto ao ponto: - Então, Harry, é por isso que estou aqui. Creio que alguém já teve a conversa com você?
- A conversa? Você quer dizer sobre fazer...
- Sim, alguém já falou com você sobre isso? - Sirius, para o alívio de Harry, o poupou do constrangimento, indo direto ao ponto.
- Bem, eu ouvi, sem querer, o sr. Weasley conversando sobre isso com Ron. Eu saí de lá o rápido que pude. Ele começou a falar algo como ''plugues e tomadas, colocando a ficha com cuidado, não forçá-lo ou você poderá ganhar um dente torto...''
- Plugues e tomadas. Merlin, isso parece realmente coisa dele. Olha, Harry, eu gosto de Arthur. Ele é um homem bom, mas ele não sabe nada sobre mulheres. Você precisa perceber que, Molly e Arthur estão juntos desde seus 13 anos de idade, foram abençoados virgens em frente a lareira da sala comunal. Eu não duvido da sua sinceridade, mas a partir das histórias, eu não ficaria surpreso se Arthur comparasse um clitóris a um liquidificador. Molly, sem experiência alguma também... levou-se. - ele faz uma pausa por um momento, seu cérebro trabalho para o próximo passo - Não, você precisa do verdadeiro conhecimento sobre sexo e é por isso que estou aqui.
- Eu já sei sobre a maioria - esses foram os protestos de Harry. Ao olhar incrédulo de Sirius, ele diz: - Você, bem, simplesmente...
Sirius dá a Harry uma bofetada não tão suave na parte de trás de sua cabeça.
- Escute os mais experientes, Harry.
- Desculpe, eu só estou mais preocupado sobre como derrotar Voldemort do que com minha reputação de deus-do-sexo - diz Harry melancolicamente.
Sirius lhe dá um tapa de novo.
- Deixe isso de lado agora. Ótimo, Cedric comprou isso. Morreu. Se culpando por isso não irá trazê-lo de volta. Eu sinto muito. Mas isso é para emos virgens e não homens viris como nós. O que Dumbledore estava pensando quando prendeu você naquele lugar?
- Então... o quê eu preciso saber? - Harry pergunta, lutando através de seus sentimentos para aproveitar a rara chance de aprender algo prático sobre o assunto com alguém que sabe realmente das coisas.
- Bom, vamos ver... primeiro, não pule as preliminares. Saiba tudo sobre as 17 primárias e 24 zonas erógenas secundárias ou você não é afilhado meu. Eu vou te dar um diagrama, acho que Regulus ainda tem um em seu quarto em algum lugar. Nada vai tê-lo se você souber onde e quando tocar.
- Certo. Zonas erógenas - Harry diz, tentando memorizar as palavras do sábio padrinho.
- E você vai ter que encontrar alguém para ser seu braço direito. Alguém que fale bem de você, para a garota que você quer ter naquela noite. Naquela época, tínhamos Peter para isso. Embora não soubéssemos naquela época que ele se tornaria o traidor maldito que se tornou, ele quebrava um galho.
- Certo. Talvez... Neville?
Sirius dá de ombros.
- Qualquer um desde que passe uma boa impressão sua. Então, o quê você já fez? Já chegou a entrar no quarto dela?
- Não - Harry disse defensivamente.
- Certo, mas você já beijou, não?
Harry balança a cabeça.
- Porquê?
- Eu acho que estou apenas esperando a garota... certa? - Harry disse humildemente.
Sirius deu outro tapa repreendedor na cabeça de Harry.
- Harry, me escute. Você não quer que a sua primeira vez seja com alguém que você goste.
- Por quê não? Não deveria ser com alguém especial?
- Claro que não. É como... é como quando você aprendeu a voar. Você não saíu por aí pulando em cima da primeira vassoura que você viu. Você não saberia o que fazer e ainda ficaria envergonhado. Não, precisa ser com alguém mais velho, mais experiente no assunto e que será indulgente e poderá ajudá-lo, que não vai julgá-lo por seus erros e deslizes. Deixe que ela te ensinar a voar e mostrar os movimentos corretos.
- Eu acho que não vou esquecer dessa metáfora.
Mais uma vez, Sirius solta uma risada soando mais como um latido.
- Sabia que funcionaria. James me contou que o pai dele usou a mesma com ele. Pensei que funcionaria com você também.
- Eu só espero não me sair mal na primeira vez.
- Oh, não se preocupe. Você vai ter seus vinte e quatro segundos mais gloriosos de sua vida.
- Só isso?
- Se você tiver sorte. Meio minuto se você conseguir tomar uma dose de whisky de fogo. Mais uma dose e então sim... já que você vai querer se lembrar dela, cada embaraçoso momento, inglória, momentos pegajosos ou desastrados. Um pouco de álcool vai ajudar a fazer coisas durarem um pouco mais, mas muito não e você não vai ter controle suficiente para fazer o seu dever, que é se retirar de lá.
- Certo - disse Harry, tossindo um pouco.
- E cuidado com o beijo. Só com a boca fechada na manhã seguinte. A não ser a pessoa que você goste.
- Por quê isso?
- Muito íntimo. Você não quer expectativa a ela, não é mesmo? Tem garotas que se iludem facilmente. Essas são as piores. Uma noite somente, até você ir ganhando experiência com o seu cinto. Aí sim, você parte para quem você realmente gosta.
- Mas o que há de errado com a intimidade?
- Absolutamente nada. Somente se você souber improvisar e se livrar do grude dela na hora certa: "Não é você, querida, sou eu. Tivemos alguns bons momentos, mas não é exatamente o que estou procurando agora. Vamos ser amigos".
- Isso soa extremamente cínico. E se ela não quiser ser minha amiga, ela pôde simplesmente apontar a varinha para mim e tentar me azarar.
Sirius dá de ombros.
- Sim. Ou então ela pôde aparecer na porta do seu dormitório às três da manhã armando confusão. Por isso, nunca iluda. Deixe claro suas intenções. Nada de intimidade se não quiser intimidade. Sexo não é intimidade, Harry. Os sentimentos são a intimidade.
Harry assentiu.
- Material pesado, heh? - o homem mais velho pergunta com um sorriso encorajador. - E arrume mesmo um braço direito. E mantenha sua varinha nos bolsos, você nunca sabe quando irá precisar.
Harry acena com a cabeça novamente, absorvendo as palavras com cautela.
Há uma batida na porta, assustando os dois.
- Harry, querido, você está aí?
- Humm, sim, sra. Weasley - Harry disse, sentindo-se incrivelmente desajeitado.
- É Sirius que está aí com você? - a mulher pergunta através da porta. - Ele disse que queria falar algo importante com você...
Sirius revira os olhos.
- Sim, Molly, eu estou aqui! Já terminamos, certo Harry?
- Certo - disse ele confiantemente, tentando não rir do sorriso cúmplice que seu padrinho estava lhe dando.
E então, a sra. Weasley grita de novo:
- Bem, é quase a hora do jantar e como você sabe, mais tarde tem reunião...
- Já estamos indo - Sirius volta-se para Harry. - Entendeu tudo isso? Lembre-se, se você precisar de conselhos, você sabe onde estarei.
- Sim, excelente. Obrigado, Sirius.
Sirius arrepia mais ainda o cabelo do afilhado.
- Sempre estarei. - ele diz seriamente, antes de continuar com um brilho travesso nos olhos azuis acizentados: - Faça-me orgulhoso, filho.