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19. Caminhos Opostos


Fic: Nunca Ignore o Verdadeiro Amor - R&H - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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— Capítulo 19 —


 


Caminhos Opostos


 


  Há muito tempo Hermione não se arrumava para um encontro. A indecisão de qual roupa vestir, qual perfume usar, de que forma ajeitar os cabelos, fazia parte do ritual de embelezamento para um homem. O homem em questão não inspirava esse tipo de desejo nela.


 


   Córmaco McLaggen era o seu encontro naquela noite de sábado. Aquele dia da semana tinha um sabor diferente para Hermione, um sabor amargo que a lembrava dos tempos que se adornava para outra pessoa.


 


   Os cabelos que iam buscá-la daqui a poucos instantes na casa dos Grangers não eram ruivos e lisos. Eram loiros e crespos, tão enovelados quanto à alma pretensiosa do seu novo acompanhante.


 


  Hermione não sabia o que esperar daquele encontro. Pensou em desmarcá-lo todos os dias no decorrer da semana. Mas afinal precisava dar uma chance a Córmaco e se dar uma chance.


 


   Vestiu uma cacharrel preta de gola rolê e calça, era uma noite fria, faltavam poucas semanas para o natal. Um sapato de salto deu feminilidade a seu vestuário.Optou por soltar os cabelos para proteger a nuca da friagem das ruas. Também conseguiu ficar mais bela assim, embora não fosse sua intenção conquistar Córmaco pela aparência ou por qualquer outro artifício.


 


   Depois de vestida, desceu para a sala estar de sua casa, à espera dele. Seus pais não estavam e ela agradeceu mentalmente por isso. Não havia entusiasmo em apresentá-lo a família fosse como amigo ou algo mais.


 


   Ao consultar o relógio de parede, observou que ele estava pelo menos trinta minutos atrasado. Ron nunca se atrasava...


 


Acomodou-se no sofá, impaciente, mas também se sentindo ridícula por ficar esperando ele.  Ao fitar o estofado mais uma vez o ruivo inundou-a, foi sob aquele sofá que fizeram amor pela primeira e única vez...


 


   Batidas ríspidas na porta anunciaram que Córmaco havia chego e que também não conhecia a função da campainha dos trouxas. Hermione caminhou até a porta e abria-a sem muita ansiedade por fazê-la.


 


— Boa noite Hermione! — disse ele, beijando-a na face sem aviso. Seu perfume exagerado impregnou as roupas dela no mesmo instante.


 


— Boa noite, Córmaco! — respondeu fechando a porta atrás de si, sem nenhuma vontade de retribuir o beijo.


 


—Você tá bem bonita! — sibilou o rapaz, fitando-a cobiçoso enquanto esfregava as mãos para passar o frio.


 


— Obrigada... — respondeu Hermione sem encontrar palavras para elogiá-lo.


 


   Estava bonito num suéter vermelho, a cor mais sensual nos loiros, e calças escuras. O sorriso mais branco que gesso e a pose altiva de um herdeiro a nobreza.


 


— Estive pensando em ir a algum lugar para nos aquecermos. — começou ele tentando segura-la pela cintura, Hermione recuou vários centímetros de suas mãos ousadas.


 


— Ah é, onde?


 


— Caldos quentes no Ponto Fumegante, o que acha? — o restaurante Ponto Fumegante ficava no centro de Londres e era famoso entre os bruxos, por servir sopas deliciosas e refinadas.


 


— Para mim está ótimo! — disse prontamente, feliz por se livrar de algo muito íntimo com Córmaco.


 


***


 


    Acordar sem o aroma do café da manhã da Toca era uma das coisas que mais davam saudades em Rony, depois da decisão de morar sozinho. Essa opção não veio porque se desentendera com a família. Apenas queria experimentar a maturidade dos seus vinte e poucos anos e a independência que a idade podia proporcionar.


 


    Molly Weasley não cedeu facilmente ao desejo do filho mais novo, e Rony teve que contar com a ajuda do seu pai para que a mãe aceitasse sua autonomia.


    Seus horários eram muito irregulares. Às vezes só conseguia chegar em casa depois das três da manhã quando algum jogo pela Liga terminava e no dia seguinte estava tão exausto que dormia por todo o dia.


 


    Ele gostava dessa privacidade, embora sofresse por alguns momentos com essa exclusão. Na hora das refeições, numa mesa com vários lugares vazios, a solidão batia impetuosa.


 


É questão de costume” dizia Harry.


 


    Como resultado ele visitava a Toca várias vezes na semana, nem que fosse somente para dar um “olá”. Enquanto de férias do Quadribol pelo fim de mais uma liga, Rony frequentava muito mais a casa que crescera do que o sobrado que alugara num bairro próximo a Grimmauld Place.  


 


   Em dois Domingos seguidos, nos habituais almoços dos Weasley, Rony teve o prazer de encontrar Isabelle Delacour. Ela estava passando uns dias na casa da prima, Fleur e aparecia com o casal que sempre ia à Toca aquele dia da semana. Isso o fez pensar em como algumas coincidências poderiam ser agradáveis. 


 


   Isabelle mostrava-se cada vez mais encantadora. Sua delicadeza se equiparava a sua educação, além de não parecer herdar o temperamento explosivo das veelas, o que era muito vívido em sua prima.


 


   A conversa entre os dois fluía naturalmente e em apenas duas tardes de Domingo, a relação entre eles tinha se tornado agradavelmente solícita. Isabelle estava sempre serena e não havia um assunto que ela não concordasse em ordem, gênero e número com ele. Uma criatura impossível de se perder o controle.  Com Hermione era diferente. Um dia que ela não discordasse dele em algum ponto, não era um dia comum...


 


   Rony aos poucos notou o sentimento diferente que Isabelle lhe proporcionava e ficou estranhamento surpreso ao perceber como as barreiras entre eles se encurtavam rápido. Como se ela o facilitasse sutilmente.


 


   Ainda que o interesse por aquela bela mulher fosse crescente em Rony, não era suficiente para convidá-la a sair. Podia ser sua própria insegurança com o sexo oposto ou um laço invisível que o atava ao passado.


Ele buscava a cada conversa com Isabelle, não revirar o passado misturando-o com o presente, pois Hermione era o passado e Isabelle o presente.


 


   Numa tarde caminhando pelo Beco Diagonal depois de visitar a loja dos irmãos, Rony encontrou Isabelle Delacour com as mãos abarrotadas de compras, perto de uma loja de roupas, em meio à multidão que lotava o comércio bruxo.


 


— Compras de Natal! — disse, quando Rony aproximou e prontamente carregou alguns pacotes para ela.


 


— O Natal vai ser bom!!! — comentou, com várias sacolas embaixo dos braços.


 


—Vai ser no Chalé das Conchas... Você vem não é? — perguntou a estupenda mulher veela, exibindo os dentes magníficos num sorriso perfeito.


 


— Ah, o Gui não me falou nada...


 


— Mas sua família vai! — continuou ela — Eu não acredito que não te avisaram?!


 


— Acho que vão avisar — respondeu Rony, tentando esconder o quanto ficara envaidecido pelo entusiasmo dela em convidá-lo. Seria um tolo se não desse uma chance aquela garota.


 


***


 


     O Ponto Fumegante lotava nos meses frios. O restaurante bruxo tinha o aspecto de um castelo medieval com duas torres de pedra construídas no telhado e uma maciça porta retangular na entrada, erguida por correntes de ferro.  De sua chaminé um delicioso aroma de caldos quentes exalava, envolvendo o quarteirão.


 


    As pessoas mais influentes da sociedade bruxa frequentavam-no, pois ele era ponto de referência em requinte, ainda mais depois de ganhar os cinco ovos de dragão, prêmio que qualificava os melhores restaurantes, pelas mãos da Organização de Gastronomia Bruxa.


 


    Córmaco também tinha adquirido ascensão social quando se tornou um famoso jogador de Quadribol, comparecendo em locais como o Ponto Fumegante quase toda semana.


 


   Ele já havia reservado uma mesa para os dois independente de qual fosse o desejo de Hermione para aquela noite. Ela, contudo, não desejava nada.


 


   Sentaram numa área pouco iluminada por castiçais de vela, que criava um clima terrivelmente romântico ao local. Hermione olhou em volta e só enxergou casais. Córmaco tinha pensado em tudo.


 


— O cardápio senhor e senhorita! — disse um garçom em vestes escarlates, passando os cardápios. 


 


— Hum... O que vai querer Hermione? –perguntou Córmaco lendo o cardápio, distraidamente.


 


— Sopa de queijo parmesão com manjericão parece bom. — sugeriu.


 


— Não, sou alérgico a lactose! –replicou ele impaciente — Aspargos com alecrim e ovos de codorna para acompanhar, por favor!


 


    Córmaco arrancou o cardápio da mão dela e entregou ao garçom. Este a fitou curiosamente, talvez esperando alguma reação pela explícita indelicadeza de seu acompanhante. Hermione passou as mãos pelos cabelos como se aquilo não fosse com ela, embora estivesse frustrada por dentro.


 


“Córmaco ainda fazia Grope parecer um cavalheiro” concluiu mentalmente.


 


— Você vai adorar esse caldo, Hermione! — disse ele não percebendo sua grosseira. Rony sempre deixava que ela escolhesse quando eles saíam para jantar e nunca havia uma coisa da qual ele não gostasse ou fosse alérgico. — Mas me conte aí, o que exatamente faz no Ministério no seu departamento?


 


— Todo tipo de coisa que envolva criaturas mágicas; Orientação aos aquisitores, cumprimento de leis protecionistas, auxílio à instituição da ordem quando a magia doméstica não controla.


 


— Parece legal! –comentou, embora sua voz não fosse tão animadora. Rony iria se interessar muito mais e provavelmente a questionaria de todas as formas.


 


   Quanto mais tempo ficava ao lado de Córmaco mais tola se sentia. Tinha que parar de pensar em Ron e tentar enxergar McLaggen de forma mais solícita. Ele era diferente do ex-namorado em todos os aspectos, mas deveria ter um lado bom como toda pessoa. Ela só precisava de mais afinco para descobrir.


 


— E como é jogar Quadribol profissionalmente? — perguntou e viu a expressão dele mudar completamente. Falar de si levava McLaggen a outro estado de espírito.


 


— Difícil, mas eu tenho muita habilidade... — respondeu com a voz carregada de vaidade. — Os Falcões não iriam me escalar capitão, se não tivesse muito potencial! É claro que precisei me dedicar, isso se você levar em conta que a posição de batedor exige...


 


    Hermione olhou em volta, completamente alheia a seu companheiro que desatara a narrar suas melhores partidas de quadribol pelos Falcões de Falmouth.


 


   Um casal de namorados estava abraçado e se beijando em uma das mesas perto deles. O rapaz, muito apaixonado, tirou a varinha do bolso e produziu um coração no ar. Quando sua amada tencionou tocá-lo, vários coraçãozinhos saltaram sobre ela e estouraram como bolhas de sabão.


 


— E seus olhos são muito bonitos...   — ela ouviu Córmaco dizer e não sabia há quanto tempo ele havia parado de falar de si para falar dela.


 


— Obrigada! — respondeu educadamente. Os elogios dele não lhe infligiam entusiasmo.


 


― Como você se livrou do Weasley? Nunca gostei daquele sujeitinho...


 


— Só não tínhamos mais nada haver! — aquele não era o rumo que ela gostaria que a conversa tomasse. Mesmo que estivesse pensando em Rony mais que o normal naquele encontro, falar dele com Córmaco não estava em seus planos.


 


— Hermione, uma mulher como você merece um cara de verdade! — disse Córmaco aproximando a cadeira para perto dela.


 


    Ele passou o braço envolta das suas costas e acariciou seu ombro suavemente. Em seguida fitou-a nos olhos passando os dedos no rosto dela, exibindo um sorriso débil e bonito.


 


    Hermione já experimentara Rony tocá-la daquela mesma forma e nem de perto os sentimentos que a invadiam se equiparavam aos que experimentava agora por Córmaco.


     Ela nunca havia tido um contato tão próximo com ele e ameaçou livrar-se das suas mãos, mas desistiu. “Chega de solidão” pensou, retribuindo um sorriso gentil para o rapaz.


 


***


 


   O primeiro Natal no Chalé das Conchas era pura animação. Os anfitriões decoraram toda a casa de adereços natalinos das mais variadas proporções.


Gui executou um feitiço complicado e belo que fazia nevar em cima do chalé durante a noite toda.


 


    Logo na entrada, perto da varanda, um boneco de neve robusto numa gravatinha preta, acenava e em seguida arremessava bolas de neve em quem se aproximasse, de forma que os convidados tinham que correr para dentro da casa se não quisesse levar uma bolada.


Gui avisou que enfeitiçara o boneco somente para acenar e que misteriosamente depois que Fred e Jorge chegaram, ele assumiu essa “personalidade dupla”.


 


   Por toda casa gnomos, fantasiados em suspensórios e chapéus verdes, improvisavam coros natalinos em cima da mesa, ao lado da lareira, ao pé do sofá. Eles não formavam exatamente a melhor banda corista e às vezes os gritos desafinados atrapalhavam a conversa dos convidados. Fleur imediatamente aparecia furiosa, de algum cômodo da casa para dizer que se não parassem de atrapalhar, não ficariam com as sobras da ceia.


 


— Querida, o acordo era eles animarem a festa se quisessem comer as sobras! — replicava Gui, toda vez que Fleur esbravejava para cima dos coristas.


 


— E você não me irrrite, Guillherme! –respondia Fleur, tentando controlar seu lado veela na frente dos convidados.


 


   Além dos Weasley pai e mãe e todos os filhos, uma boa parte da família Delacour estava presente, entre eles Isabelle e seus pais.


 


Rony passou a maior parte da noite ao pé da lareira com Harry e Carlinhos, conversando sobre quadribol. E ocasionalmente Isabelle, extremamente deslumbrante num vestido de cetim dourado, aproximava-se oferecendo tortinhas assadas e cerveja amanteigada.


 


— A prima da Fleur está a fim de você Rony... — comentou Carlinhos aos sussurros, quando a moça se distanciou após servir Rony de um copo de cerveja. — E é bem bonita!!!


 


  Rony apenas sorriu. Harry fingiu não ouvir o comentário de Carlinhos, pois na hora virou o rosto na direção oposta. Ele deveria saber o que o amigo pensava sobre o assunto e não estava nem um pouco preocupado de quantos votos Harry ainda fizesse para ele e Hermione se reconciliarem um dia.


 


   Depois da meia noite, eles cearam e a entrega de presentes começou. Rony deu presentes para todos seus irmãos, seus pais e Harry, contudo ficou extremamente envergonhado por esquecer-se de comprar algo para Isabelle, quando a bruxa lhe deu um elegante kit de gravatas francesas.


 


— Não acredito que me esqueci de comprar algo para você, Belle! –argumentou Rony, quando eles estavam a sós num canto da sala.


 


— Que é isso Rony? Eu o presenteei porque gosto de você, não por que esperava ganhar algo em troca... –se a intenção era fazê-lo sentir-se melhor, só conseguiu deixá-lo mais envergonhado.


 


— Eu também gosto de você!


 


— Eu sei... –disse ela, acariciando suavemente as maças de seu rosto. Seu toque podia ser doce, mas nem de perto trazia a ternura dos toques de Hermione, há muito tempo não inferidos contra sua pele.


 


    Era óbvio que Isabelle queria mais do que ser sua amiga. Houve momentos na adolescência dele que daria tudo por uma mulher da beleza de Isabelle lhe dar confiança. Mas isso foi antes, bem antes dele se dar conta do quanto sempre fora apaixonado por Hermione...


 


***


 


   A sopa de aspargos com alecrim era tão gostosa, quanto à de queijo parmesão com manjericão seria. Tinha que admitir o bom gosto de Córmaco.


 


   Os galanteios direcionados à Hermione aumentaram, embora não tivesse originalidade neles, pairando sempre no “você é tão inteligente” e “seus olhos são realmente belos”.


 


   Ele até ameaçou contar algumas piadas, depois de três doses de uísque de fogo. A piada do irlandês que deixara de desposar com sua noiva por ela ser virgem, afirmando que se ela não era boa para outros de certo não seria para ele, despertou boas gargalhadas em Hermione.


   A imitação dele para o professor Horácio Slughorn também não deixava a desejar.


 


— Hein?! Você é tataraneto de Merlin? — falou, assumindo uma voz arranhada e idosa — Porque não disse antes, meu jovem? Quero você na próxima reunião do Clube Slugue...


 


   Após um farto jantar que aqueceu seus corpos, os dois deixaram o restaurante. Já beirava às onze horas da noite quando aparataram a pouco mais de uma quadra da casa dela.


 


  Começaram a percorrer lentamente para casa dos Grangers, afundando os pés na neve que se acumulava pelas ruas e calçadas.  Tudo estava silencioso sem carros ou pessoas se movimentando pela esquina deserta. Era só ela e Córmaco, sozinhos como nunca havia permitido antes. Ele aproximava-se a cada passo, como um falcão que rodeia a caça antecedendo ao ataque.   Se havia uma oportunidade de voltar atrás era agora. Mas ela estava cansada de esperanças vazias, precisava e muito de um motivo para esquecer Rony definitivamente.


 


   Enquanto caminhavam, ele roçou os dedos nos dela e Hermione permitiu que eles se entrelaçassem seguindo o caminho restante de mãos dadas.


 


   Quando pararam a poucos metros da casa, Hermione deixou Córmaco abraçá-la pela cintura durante a despedida. Seu corpo apesar de forte e musculoso nem de longe oferecia o acalento de Ron.


 


  “Vou te arrancar de mim, Ronald” falou para seu coração e passou os braços ao redor do pescoço de Córmaco. O rapaz esboçou leve surpresa, mas a seguir sua pretensão o dominou e já não havia mais escapatória quando ele arqueou-se na direção dela.


 


   O loiro colou os lábios quentes e molhados, nos frios, de Hermione. Rapidamente a saliva do garoto aqueceu-os enquanto ele explorava o céu da sua boca com a língua desavisada.


 


   Córmaco talvez estivesse sedento por aquele momento, vivendo-o vorazmente. Hermione queria que o beijo terminasse logo, mas continuou colada a ele tentando gostar e não compará-lo aos de Rony, nem por um instante. 


 


***


 


   Já passava das duas da madrugada e a maioria da família Delacour tinha partido, mas Isabelle permanecia no Chalé.


 


— Rony, vamos ver a neve em torno da casa, que o Gui enfeitiçou? —convidou ela.


 


— Vamos! — respondeu ele, já sendo puxado pelo braço para fora da casa.


 


   Eles desviaram do boneco enfeitiçado, que arremessava as bolas mais lentamente do que antes e caminharam na escuridão para parte de trás do chalé.


 


   Isabelle ergueu as mãos para o céu, tentando pegar os flocos de neve, e começou a girar o corpo debilmente, vangloriando-se do momento sublime que Gui proporcionara com um feitiço avançado de mudança climática.


Rony estava ao seu lado, tímido com as mãos nos bolsos, fitando aqueles cabelos dourados e desejando vê-los se tornar castanhos e ondulados...


“Como podia pensar em Hermione ao lado de Isabelle? Era injusto com ele e com ela...”


 


Isabelle desequilibrou-se enquanto rodopiava e caiu nos braços de Rony, que a amparou agilmente. O corpo pequeno da loira tinha a medida exata dos braços dele.


 


   Ela ergue-se fitando intensamente seus olhos azuis, mas continuou escorada ao tórax. O calor de seus corpos se misturavam e se aqueciam na madrugada fria. Ela estava ali, era real e bonita e podia ser dele. Rony só precisava dar chance...


 


    Seus músculos se contraíram aproximando Isabelle para mais perto do corpo e sem resistência suas bocas se encontraram. Os lábios dela eram quentes e macios, convidativos a mais beijos. Ele sentiu diversos sentimentos enquanto parado ali, provando da boca daquela loira, desejo, incerteza, euforia... Contudo, nenhum deles assemelhava-se aqueles que seu coração experimentava quando beijava Hermione.


 


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